terça-feira, 7 de janeiro de 2020

ESBOÇO 967 HÁ LIMITE PARA SER JUSTO E SÁBIO?


ESBOÇO 967
TEMA: HÁ LIMITE PARA SER JUSTO E SÁBIO?
TEXTO: Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo? Eclesiastes 7:16-17.

É estranho esse texto não é? Será que para o Apóstolo Paulo não há limite ao referir-se sobre a vida justa e santa (I Tm 6:11) em relação a (Ec 7:16-17), ou são caminhos diferentes? Devemos seguir a justiça, mas não tão justo? Se sábio, mas não tão sábio? Será que cheio de justiça não é bom é preciso um pouco de injustiça? Será uma contramão entre o que Paulo falou e o que está escrito em (Ec 7:16-17)? Será que não devemos ser totalmente sábio, justo, santo, ou não? Irei comentar de maneira rápida um pouco sobre esse assunto.

A prática da Justiça
Justiça - A Bíblia condena qualquer tipo de injustiça, a todos é exigida uma vida justa e íntegra, não basta apenas que eles tenham uma vida quase justa ou quase íntegra. A integridade e justiça devem ser completas, a integridade é a qualidade “daquilo que está inteiro, que não sofre qualquer diminuição; plenitude, inteireza.” A honestidade é um alto padrão de qualidade, como honra, mérito, verdade e decência, se desejamos que as pessoas sejam justas conosco, devemos ser justos para com elas “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós...” (Mt 7:12). Ser Justo deve ser uma das características importante e permanente da vida cristã, por isso devemos oferecer nossos membros a Deus como instrumento de justiça (Rm 6:13; 18), por isso é estranho a expressão “não seja demasiadamente justo”. A justiça é uma das condições para seguir a Jesus, ele fala que devemos renunciar tudo (Lc 14:33), mas não basta só isso e sim amá-lo acima de todas as pessoas (Lc 14:26). Deve haver “flexibilidade” em relação à justiça? Qual o limite da prática da justiça? Em relação ao que está escrito em (Ec 7:16)? “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20).

É um dever termos uma conduta justa (Ec 12:13,14). As duas perguntas são interessantes e merece apreço “Por que destruiria a ti mesmo?” Devemos estar conscientes que há certas coisas que praticadas em excessos podem causar a destruição “Não sejas demasiadamente justo” aqui não se trata da intensidade com que o indivíduo pratica a justiça, “mas sim o que exige ser tratado conforme a sua própria justiça”, dessa maneira ele pode destruir a si mesmo. Jó certa ocasião pretendia ser mais justo que Deus “...porque se justificava a si mesmo, mas do que a de Deus” (Jó 32:2). Em (Ec 7:16) o autor do livro apresenta que o justo sofre apesar da sua justiça, e o ímpio pode prosperar apesar da sua impiedade, por isso não devemos considerar por sermos justos e nada sofrermos, em (Jó 9:10-11; 21:9,11) a prosperidade dos ímpios eram vistas como uma injustiça divina, e o sofrimentos do justo como uma injustiça. Asafe (Sl 73) via a prosperidade dos ímpios como que se Deus fosse injusto para com ele, e isso lhe incomodou muito até enquanto não orou quanto a esse respeito (Sl 73:17-28), quando você ora e se aproxima de Deus a sua visão será completamente outra sobre esse ponto de vista.

Não há limite para ser sábio, justo e santo, porém quando desejamos ser reconhecido e tratado conforme a nossa justiça estamos exagerando e destruindo a nós mesmos. Ser justo é o nosso dever independente de circunstâncias, devemos ter muito cuidado para não nos destruirmos antes do tempo, ou seja, de maneira precoce com as nossas atitudes fora do controle. Nunca seja uma pessoa que se julgue justo, sábio ou demasiadamente santo com o propósito de ser reconhecido por que assim destruiria a ti mesmo, o indivíduo que pensa nisso não quer ser destruído (Ec 7:16,17). Todo exagero é prejudicial, esse texto adverte até os ímpios para não serem demasiados nas suas injustiças, pois a moderação é um poder prolongador da vida, da mesma maneira não imitar os piedosos exagerados, a sensatez é o fundamento do equilíbrio.

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

ESBOÇO 966 ÉTICA x MORAL NA VIDA CRISTÃ


ESBOÇO 966
TEMA: ÉTICA x MORAL NA VIDA CRISTÃ
TEXTO: Romanos 12:9-11; Fp 1:9-10

Quando falamos sobre ética ela é à base da nossa postura e comportamento na sociedade. Na igreja de Cristo ela é exigida desde passado para o aperfeiçoamento do homem e consequentemente o corpo de Cristo que é a igreja, o maior alvo dessa exigência é para que você chegue a excelência da vida cristã.

Ética x Moral
“A ética se refere ao conjunto de valores e princípios que guiam determinado grupo ou cultura. Assim, norteia o caráter das pessoas e como elas irão se portar no meio social.” “Moral é o conjunto de regras que orientam o comportamento do indivíduo dentro de uma sociedade. Ela pode ser adquirida através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano.” Web (Pedro Menezes).

A palavra de Deus é a régua que mede ou avalia a nossa conduta cristã perante Deus e a sociedade, ela é fundamental no aperfeiçoamento do cristão. O Apóstolo Paulo enfatiza que o cristão deve se comportar em todos os aspectos da vida, social e religiosa, o seu alvo era que todos chegassem a excelência da vida cristã “E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais a mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para provardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo” (Fp 1:9-10). Jesus mostrou como devia ser uma vida ética quando disse: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:43-48). “Aquele que não pratica é como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: fiz brincadeira. Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda” (Pv 26:18-20).

Praticando o amor
A prática do amor é a base do relacionamento humano, na igreja o amor deve ser sem hipocrisia, esse é um princípio que comprova a ética cristã, o amor também é o fundamento governante da vida, praticá-lo é a verdadeira filantropia, você pode ter tudo, mas se não tiver amor será como um sino que tine (I Co 13:1-7). Com o avanço do pecado o amor está esfriando cada vez mais, mas isso é um prenuncio dos últimos tempos conforme disse Jesus Cristo (Mt 24:4-12). Como você vê os acontecimentos dos últimos dias? Como Jesus descreveu?

Detestando o mal
O mal será detestado onde houver ética, detestar é fugir, repulsa, o cristão deve ter repulsa pelas coisas más (I Co 6:18; 10:14; I Tm 6:11), nós cristãos precisamos santificar a nossa vida através de uma vida ética e moral coerente a nossa fé, desapegando-se do amor ao mundo “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I Jo 2:15). Esse é o verdadeiro significado de detestar “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem” (Cl 3:8-9).

Apegar-se ao bem
Apegar-se significa apropriar-se de algo, o desejo de Deus e de apegar-se ao bem, o cristão deve constantemente viver em busca do bem, significa buscar aperfeiçoamento em todos os aspectos da vida, em tudo que aprimoramos a nossa vida em santidade pondo em prática esses princípios “Revesti-vos, pois como eleitos de Deus, santos e amados, de termos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl 3:12), cada vez mais nos afastamos do mal.

Não podemos deixar de vivermos uma vida digna diante de Deus e dos homens, a nossa vida exemplar seja como uma luz que brilha em lugar alto “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus...” (Mt 5:13-16). Somente uma vida regida pela ética alcançará esse brilho, pois uma vida decente, limpa e uma verdadeira devoção com Deus é a maior prova de uma vida ética e moral.

Pr Elis Clementino

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

ESBOÇO 965 A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.


ESBOÇO 965
TEMA: A VIDA É DETERMINADA PELAS ESCOLHAS.
TEXTO: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:15-19).

 Todo homem tem o livre arbítrio para fazer suas escolhas, tanto para o bem quanto para o mal, para vida ou para a morte, todos independentemente de cor, raça, ricos ou pobres, mas é importante saber que a escolha feita tem seus resultados com consequências (Pv 14:14), o indivíduo também não escolhe que tipo de consequência, elas vem muitas vezes de maneira doloridas. Nesse assunto ligeiramente que falar sobre as escolhas e as consequências delas.

A responsabilidade
O único responsável pelos resultados da sua escolha é você, por isso não se deve escolher caminhos duvidosos ou que aos nossos olhos pareçam direitos (Pv 14:12), porém são caminhos que muitas vezes podem escondem armadilhas, mas de qualquer maneira todo indivíduo tem que fazer as suas escolhas, mas se precaver das armadilhas. O homem colhe os frutos das sementes plantadas por ele próprio, essa é a lei da semeadura.

O texto Bíblico foi uma proposta de Deus para o povo hebreu, o Senhor deu o livre arbítrio para escolherem o que bem entendessem, mas que a responsabilidade recairia sobre eles (Dt 30:17,18), as escolhas eram: entre servir a Deus ou não, o bem ou o mal, a morte ou a vida. Deus tomou como testemunhas duas das suas grandes obras “os céus e a terra” (Dt 30:19), obras que jamais o homem pode deixar de conviver contempla-las enquanto aqui estiver, assim seria impossível esquecer do trato do Senhor com o seu povo.

As promessas
Atualmente muitos cristãos se baseiam nas promessas de Deus até para justificar seus erros, sem se importar com a sua maneira de viver diante dele. A lei e a obediência andam juntas, a fidelidade a Deus é a razão do cumprimento de todas as promessas (Dt 30:16), mas se o povo não obedecesse implicaria até no tempo de vida, porém amando ao Senhor seriam prósperos em tudo e as promessas se cumpririam (Dt 30:18-20). O penhor das promessas é a sua própria palavra (Jr 1:11), o cumprimento delas acontecem depende das escolhas, muitas vezes o homem faz as suas más escolhas e querem manter os mesmos privilégios divinos, pois não adianta desejar as bençãos e rejeitar o abençoador.

As nossas vidas é determinadas pelas escolhas que fazemos e por isso cada um de nós devemos ter cuidado com elas “diga o que você escolheu que direi o resultado”, pois as ricas e abençoadoras promessas de Deus são para aqueles que obedecem a sua palavra. As consequências das más escolhas atingem todas as áreas da vida, a pessoal, profissional, familiar e amizades, essa é uma realidade que precisa ser compreendida por todos, também não devemos transferir a responsabilidade pelo desfecho ruins das suas escolhas para outras pessoas. Só há um meio pelo qual Deus pode amenizar a dor das consequências, buscando a Deus e se humilhando aos seus pés (2 Cr 7:14).

Pr Elis Clementino


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

ESBOÇO 964 CUIDADO COM A ANSIEDADE.


ESBOÇO 964
TEMA: CUIDADO COM A ANSIEDADE.
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.

A ansiedade atinge quase toda população do planeta, bem como o estresse e outros males, as pessoas atingidas pela ansiedade, principalmente quando é constate necessariamente precisam de um acompanhamento médico, às vezes querem espiritualizam tudo, quando as pessoas estão sendo atingidas emocionalmente. De forma empírica e sem aprofundar sobre os transtornos da ansiedade eu desejo falar um pouco sobre esse assunto que considero muito delicado.

Ansiedade pelas coisas
A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma que indivíduo deseja. Os discípulos de Jesus demonstraram a ansiedade pelas coisas, embora isso seja natural nas pessoas (Mt 6.25-34). O desejo excessivo pode levar a pessoa a um extremo muito perigoso, principalmente quando ela corre em busca de algo que deseja e às vezes a ansiedade é tão intensa que a pessoa não sabe avaliar as consequências. Os que sofrem com a ansiedade se tornam incapazes de relaxar, descansar ou dormir. “Distúrbio de saúde mental caracterizado por sentimentos de preocupação, ansiedade ou medo que são fortes o bastante para interferir nas atividades diárias.” A ansiedade é angustiante e sofrível podendo até se agravar e desencadear outros sintomas piores. (cuidado para não devemos espiritualizar tudo e achar que uma pessoa com transtorno mental esteja possessa ou cheia de demônios). A ansiedade constante pode está ligada há alguma causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão com preocupações constates.

O desejo do ter é o que mais inquieta o ser humano, o desejo excessivo é capaz de comprometer a vida moral e espiritual, entretanto Jesus mostrou que há coisas mais excelentes do que os bens materiais ou os tesouros dessa vida (Mt 6.33; Hb 11.26), o controle desse anseio é imprescindível. Essencialmente o indivíduo deve se procurar caminhos que o leve ao ponto que ele deseje, mas de maneira natural e sem deixar de lado uma série de fatores que contribuem para que alcancemos. Não podemos alcançar algo sem primeiro fazer a nossa parte, em muitas ocasiões ambicionamos coisas altas sem, contudo nos preparar, e às vezes desvalorizamos pessoas em busca das coisas. Necessitamos entender que as pessoas são mais importantes do que as coisas, e quando valorizamos as coisas depreciamos as pessoas, e dessa forma as usamos como coisas.

Buscando em primeiro lugar
Jesus enfatizou não apenas buscar as coisas daqui, mas disse aos discípulos; “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) o perigo não é desejar possuir as coisas boas, e sim pôr o seu coração nelas “Porque aonde estiver o vosso tesouro, ai estará também o seu coração” (Mt 6.21). Se focarmos a nossa visão somente nas coisas que perecem seriamos os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19). Jesus alertou os discípulos que no mundo eles passariam por aflições, mas que tivessem ânimo (Jo 16.33), isso também significa a ausência das coisas boas para si. As aflições são tudo aquilo que nos trás desconforto, principalmente quando achamos que está demorando o cumprimento dos nossos desejos (Pv 13:12,19).

As implicações da ansiedade
Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo, capaz de atingir o sistema nervoso central da pessoa, transparecendo na face do individuo, nesse estágio as queixas passam a serem freqüentes e o desânimo toma conta, (I Rs 19:4; Jó 10:1; 23:2; Jn 4:3,8; Sl 55:2; 77:3) levando o sujeito ao desespero a ponto de pedir a morte para si,  fatos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11:14,15; I Rs 19:4; Jr 20:14,15, 17,18). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação com baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo. A fé enfraquecida impossibilita de ver o seu próprio sucesso, mas é nessa extrema situação que devemos sentir que não estamos sozinhos, existem inúmeras pessoas na mesma condição ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros, porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais, entretanto existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7).

“Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. “Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos” (cf 2 Co 8.9; At 3.6; Ef 3.8) - Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD.

“Ouve, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam?” (Tg 2.5).
“Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isa 35:3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isa 41:10,13).

Firmemo-nos a nossa confiança no Senhor, faça uso diário da fé, mesmo com toda consternação não deixe o desânimo tomar-lhe conta, Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto inquieta. O apóstolo Paulo diante das dificuldades disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam.
“Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7).

Pr. Elis Clementino

sábado, 14 de dezembro de 2019

ESBOÇO 963 FECHOU-SE A PORTA


ESBOÇO 963
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
“Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1)

A prontidão espiritual é apresentada nessa parábola das dez virgens, ela nos desperta para uma realidade espiritual enfatizando a preparação dos cristãos para não muito distante “a vinda do Senhor”. A parábola é uma analogia de um casamento no ritual judaico, cujas acompanhantes eram dez virgens, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco prudentes carregando consigo o azeite em suas lamparinas, todas elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e as prudentes, o desespero da imprudentes, e a perda de oportunidade.

Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, entretanto essas dez virgens saíram ao encontro do esposo que estava vindo da casa da noiva para unir-se ao cortejo, quando o noivo voltava à casa dos seus pais para o banquete nupcial, o banquete poderia durar semanas.  Isso acontecia à noite em vilas e aldeias onde não havia luz nas ruas, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Nesse percurso o noivo tarda e todas tosquenejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Saí-lhe ao encontro! (Mt 25.5,6).

As virgens nescias e prudentes
1. Nescias
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse seria um fracasso para aquelas acompanhantes.

2. Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia não ser suficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem pedi a quem tem. A busca por algo na última hora pode se tornar uma manobra sem sucesso, isso aconteceu com as cinco jovens desprovidas de azeite (Mt 25.8). Não devemos nos dá por seguro quanto às reservas espirituais, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades.  O noivo tarda, mas até que fim ele volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam aquela oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino