sábado, 8 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 973 OS MORTOS EM CRISTO


ESBOÇO 973
TEMA: OS MORTOS EM CRISTO
TEXTO: I TESSALONICENSES 4:13

Esse é um assunto escatológico que pouco é falado nas igrejas cristãs, talvez devido à complexidade, ou não seja um assunto que manipule os sentimentos das pessoas, no entanto faz-se necessário esse ensinamento para que não haja dúvida quanto a esses acontecimentos futuros, em relação aos cristãos, também o que ocorrerá com a humanidade. Quando o apóstolo Paulo se dirigiu por cartas aos cristãos de Tessalônica foi para eles não fossem inábeis a entender essa realidade em relação aos cristãos. Nesse mote abordaremos brevemente sobre a morte, a ressurreição, a vinda do Senhor e a grande tribulação.

A morte
Para os cristãos a morte não deve ser tida como um terror, mas como uma ponte que os liga a vida eterna com Deus, na verdade há um sentimento de tristeza pela separação dos entes-queridos. A palavra de Paulo foi para conscientizar os cristãos para que tivessem esperança e não fosse como aqueles que não tinham esperança (I Ts 4:13).

A morte também é o limite entre da vida terrena, ela faz a separação entre os vivos e os mortos. Aos homens foram-lhe dados dois destinos, vida eterna ou morte eterna, conforme a parábola de Jesus (Lc 16:19-31), sobre a separação entre os vivos e os mortos praticamente nada se sabe. A morte do justo é preciosa à vista do Senhor (Sl 116:15), a eternidade sem Deus é prometida aos ímpios, os justos terão acesso à eternidade por intermédio da sua comunhão com Deus e as suas obras de justiça. A morte é para todos, sem acepção de pessoas (Jó 21:23-26), ela é para grandes e pequenos, ela não pode ser motivo de escândalo para os cristãos, pois da maneira que morre o justo morre o ímpio, todos hão de ir ao pó (Ec 2:16). Salomão em sua metáfora compara o nosso corpo como uma casa envelhecendo e se desmoronando (Ec 12:2-7). Nas mãos de Deus está a alma de todo ser vivente e todo espírito humano (Jó 12:10). Precisamos tomar cuidado, pois se os prazeres forem irrestritos na juventude e o desconhecimento do criador certamente estará desprovido nos últimos dias de vida (Ec 12:1), devemos lembrar que as ilusões do mundo são efêmeras.

Na morte do justo, ele é levado ao lugar de repouso onde dormirá aguardando a ressurreição dos mortos, não há comprovação de como será esse descanso, mas deve ser um lugar de sossego e paz (Lc 16:19-31), na parábola de Jesus tanto lázaro quanto o rico estão em lugares separados e distintos, havia uma separação que os impossibilitava de comunicação entre si, e também com os vivos.

A vinda do Senhor
Muitos cristãos aguardam o retorno de Cristo na sua segunda vinda, Paulo diz que nem todos dormirão “morrerão”, mas todos serão transformados porque se faz necessário que o que mortal “o corpo” e revista da imortalidade e o que é corruptível se revista da incorruptibilidade, isso acontecerá de forma rápida, logo após a ressurreição dos mortos... (I Co 15:51-58). Daí para frente à morte não terá mais poder sobre os justos ressurretos e transformados.

Os mortos ressucitarão para o evento denominado de o tribunal de Cristo (2 Co 5:10), haverá o julgamento para os crentes, esse julgamento não será para a condenação, mas para que seja recebido os garladões  e recompensas conforme as obras de cada um. Nesse julgamento não há revolta mediante os valores das recompensas e dos galardões como acontece aqui, onde as pessoas se sentem injustiçadas, pois todos serão laureados com justiça pelo reto Juíz. Paulo afirmou que naquele dia receberia a corôa da justiça que estava reservada para aquele dia (2 Tm 4:8). O juízo final não pode ser confundido com o tribunal de Cristo, nesse outro julgamento final serão julgados os ímpios (Ap 20:11-15).

A grande tribulação
Outro evento advirá é a grande tribulação, esse acontecimento foi descrito na profecia de Daniel (Dn 12:11,12), O anticristo “Besta” governará o mundo por um período te tempo, Daniel faz referencia à segunda metade da septuagésima semana, sendo que nessa primeira parte desse período a besta fará grandes alianças com os povos, inclusive com Israel. O anticristo se valerá de artifícios diplomáticos para facilitar o engano, até sugere a reconstrução do Santo templo (Dn 9:27; Mt 24:15). Portanto na segunda metade o acordo com Israel será rompido e se entronizará no santuário para ser adorado como Deus (2 Ts 2:1-4), nesse momento Israel não permitirá. A grande tribulação durará 1260 dias, nela Daniel acrescenta mais 30 dias (Dn 12:11), embora não se possa definir inteiramente o que ocorrerá nesses 30 dias, se haverá julgamento das nações, se julgará os que vinharem da grande tribulação, não se tem pormenores a esse respeito, vamos apenas nos limitar ao que está escrito em (Mt 25:31-46). Vale ressaltar mais uma vez que esse julgamento não tem nada a ver com o tribunal de Cristo.

Conforme as escrituras estamos chegando o final dos tempos, os acontecimentos estão cada vez mais evidentes, portanto os cristãos devem estar preparados, porque Deus cumprirá a sua palavra. Um dos sinais claros é a evolução da ciência, somados ao que Jesus anunciou nas suas profecias a respeito dos últimos eventos da história da humanidade, sejamos fiéis a Deus até o fim para que sejamos recompensadas a nossa fé nele. Israel é o relógio para os acontecimentos, ele é a figueira que está florescendo, olhai para ela.

Pr. Elis Clementino

sábado, 1 de fevereiro de 2020

ESBOÇO 972 RECONSTRUINDO AMIZADES


ESBOÇO 972
TEMA: RECONSTRUINDO AMIZADES
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Umas das tarefas mais difícil é reconstruir uma amizade, principalmente quando uma ferida ou mágoa está guardada no coração. O texto escolhido nos trás uma grande lição de vida, embora seja um assunto pouco apreciado nos púlpitos das igrejas cristãs, no entanto ele nos tás uma grande lição para a atualidade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não devemos pensar assim, não tenhamos essa visão em relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja a sua atitude em relação a Onésimo um ex-escravo de Filemôm.

Autor da carta miniatura: Paulo.
Data 60dC;
Dirigida a Filemom, dono de escravos em Colossos;
Onésimo: Um escravo fugitivo de Filemom que Paulo encontrou em Roma na prisão, Onésimo se converteu ao evangelho.

A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nela não há nenhuma secção doutrinária, porém, nela se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. O personagem central da carta é Onésimo, ela foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Paulo em Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que provavelmente havia fugido do seu senhor por tê-lo furtado, após ele cometer esse erro foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, nesse encontro de Paulo e Onésimo resultou na sua conversão a Cristo, daí em diante ocorreu uma grande transformação na vida de Onésino, de maneira que sendo inútil, passou a ser útil, pois o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração são frutos do evangelho na vida de quem se converte a Cristo (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou a sabedoria e vários argumentos para depois tratar sobre Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer a Filemom a aceitar de volta a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo, mas não como escravo e sim como um irmão na fé.

Ações de graça
A sabedoria de Paulo em se dirigir a Filemom com princípios cristão com ações de graça dizendo: eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações, pois das bosa amizades jamais esquecemos, mesmo estando distante. Amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4). Na carta ele demonstra também conhecimento das qualidades de Filemom, eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). As qualidades de Filemom diante da igreja eram plausíveis. Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7). Pelo que entendemos Paulo preparou bem o coração de Filemom para poder tratar do assunto. Paulo não usou da sua autoridade para manifestar o seu pedido, pois o a consideração e respeito são muito mais importantes para conquistar algo de alguém.

O pedido e intercessão
Paulo apresenta Onésino como filho espiritual, não houve nenhuma pressão por parte de Paulo porque o amor entre eles estava em ação. Onésimo seria mais um irmão de Filemom e não escravo, Paulo tinha Filemom em boa conta, e existia uma esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21). Onésimo se tornaria muito útil na obra e seria uma boa companhia para Filemom no ministério. Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez saber, Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

As pessoas que cometem delitos devem ter novas oportunidades, embora seja difícil acreditar que seja possível haver mudanças na vida dessas pessoas, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que você necessitar (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35). Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens que não perdoam, nem os da sua própria casa. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, Paulo apresentou a Filemom um novo conceito sobre a situação daquele escravo. Você é capaz de perdoar aqueles que te prejudicaram? Está ai um grande exemplo, Deus nos confiou o ministério da reconciliação (2 Co 5:18), uma barreira foi destruída e construída uma nova ponte de amizade entre Onésimo e Filemom que certamente lhe perdoou. Amados quantas pontes destruímos, ou sabemos que foram destruídas entre irmão e não temos a humildade para pelo menos tentar reconstruir, quantas pessoas foram amigas e se ajudavam e hoje estão separadas por um frisura na ponte, como podemos apresentar a nossa oferta no altar se não temos comunhão com o irmão? (Mt 5:23,24; 18:15), corrija isso enquanto estiveres no caminho com ele (Mt 5:25).

Não descarte pessoas por seus caprichos, elas podem não ser útil hoje, mas amanha pode ser muito útil. Reconcilie pessoas, sejam pontes e não abismos. (Filemom 11)

Pr. Elis Clementino

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

ESBOÇO 971 A VIDA ETERNA.


ESBOÇO 971
TEMA: A VIDA ETERNA.
TEXTO: E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. (Daniel 12:2)

Muitas pessoas mesmo que não sejam tão religiosas têm o desejo de entrar na vida eterna (Lc 18:18-23), elas sabem que ela significa uma vida sem fim pós a morte. A vida eterna tem dois destinos, o homem em vida é quem decide qual deles irá escolher, se a morte eterna ou o da vida eterna. É impossível falar sobre a vida eterna sem falar da alma e espírito, ressurreição e imortalidade. Sobre esse assunto de maneira rápida e sem muitos pormenores comentarei sobre a vida eterna.

Eternidade e imortalidade
1. Eternidade, sobre ela há muitas correntes de diferentes interpretações, isso depende de como as escrituras são interpretadas pelos seguimentos religiosos.  Eternidade com Deus é uma vida sem limite, e para alcançá-la só há um caminho (Jo 11:26), Jesus se refere a eternidade e não a morte física, pois Lazaro iria posteriormente morrer e descer ao pó, porém a sua alma estava assegurada em Cristo.

2. A imortalidade da alma (Lc 20:36; Jo 6:50; 8:51; Rm 2:7; I Co 15:58; 2 Co 5:1; I Ts 4:17; 2 Tm 1:10). Os textos em apreço indicam que há outra vida pós-morte, embora não se saiba com certeza o que acontece com o ser humano após a sua partida deste mundo ou o seu corpo descer ao pó, mas a parábola feita por Jesus sobre duas pessoas, o rico e Lázaro (Lc 16:19-31) nos indica que há destinos diferentes, há uma separação entre mortos e mortos e vivos e mortos, ambos morreram. O que assegura o cristão da imortalidade é a sua crença em Cristo (Jo 3:36).

Da alma
O homem é originado do pó, e no pó ele se tornará, ou seja, volta para a terra de onde veio, o espírito volta para Deus que o deu (Ec 12:7; Mt 10:28; I Co 15:54; Ap 20:4). A imortalidade da alma se dá através de Jesus Cristo, o redentor das almas, e nele cada mortal se revestirá da imortalidade (I Co 15:53, os que morrerem em Cristo passará a aguardar no descanso ou repouso os demais eventos escatológicos, como a ressurreição dos mortos e o arrebatamento dos santos. Bem-aventurados os que dormem no Senhor (Ap 14:13). Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos (Sl 116:15). Dependendo os termos “alma” e espírito não são a mesma coisa, pois se referem a conceitos diferentes, no entanto, levando em consideração “no caso único do ser humano, o princípio vital (a alma) é de natureza espiritual”, assim os dois conceitos corresponde a mesma essência.

Domínio sobre a morte.
Não há quem tenha domínio sobre a morte (Ec 8:8; Rm 5:12; Hb 9:27), o único que teve poder sobre ela foi Cristo, de dá e tomá-la (Jo 10:18), tanto o ímpio quanto o justo espera o dia da partida, a morte é universal (2 Sm14:14; Jó 30:23; Sl 49:10; 89:48; Ec 3:19). A morte é a única que não recebe suborno, ela é responsável por essa separação entre os vivos e os mortos sem acepção de pessoas.

Regras para alcançar a vida eterna.
Perguntaram a Jesus, bom mestre o que farei para entrar na vida eterna? Jesus apresentou a ele as regras básicas para alcançá-la (Mc 10:17-19);
(1) Não adulterarás.
(2) Não matarás;
(3) Não dirá falso testemunho;
(4) Não defraudarás alguém;
(5) Honra a teu pai e a tua mãe;
(6) Renunciar o mundo (Lc 18:28-30).
(7) Ter conhecimento de Deus (Jo 17:3);
(8) Exercer a sua fé em Cristo (Jo 3:14,15; 3:36; 4:14);
(9) O serviço espiritual (Jo 4:35,36);
(10) Abnegação “desapego, altruísmo” (Jo 12:25;
 (11) Semear no espírito (Gl 6:8).

Essa doutrina deve ser ensinada aos cristãos para que estejam certos e não ignorem quanto à realidade da morte física, avinda do Senhor, a ressurreição dos mortos e a eternidade (I Ts 4:13-17). Não sejamos como aqueles que não têm esperança, pois a vida eterna é garantida aos que permanecerem fiéis ao Senhor. Ele vem buscar os fiéis da terra para que habite com ele no seu reino (Sl 101:6). A prontidão é necessária, pois o dia e a hora da nossa partida para a eternidade ninguém sabe, mas estamos de sobreaviso (Mc 13:5,32). Tomemos com exemplo a parábola das dez virgens, a nossa candeia esteja acessa sempre até o último instante para não ficar fora do seu reino eterno.

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

ESBOÇO 970 O JUSTO NÃO PROSPERAR É UMA INJUSTIÇA DIVINA?


ESBOÇO 970
TEMA: O JUSTO NÃO PROSPERAR É UMA INJUSTIÇA DIVINA?
TEXTO: “...Por que prospera o caminho dos ímpios? Por que vivem em paz os que procedem perfidamente”  (JEREMIAS 12:1).

Há uma visão completamente distorcida a respeito da prosperidade das pessoas, essa maneira de olhar pode levar o indivíduo a crer que Deus é injusto nesse ponto de vista, entre o justo e o ímpio. Alguns homens que tiveram experiencias com Deus pensaram as mesmas coisas, atualmente muitos têm esse mesmo conceito, por que os justos sofrem? E quando é que sou próspero?

Individualmente cada pessoa tem o seu modo peculiar de vida, ele é responsável pelas suas decisões e escolhas, entre elas a possibilidade de desenvolverem as suas potencialidades, pois tudo que vier as tuas mãos faze-as com todas as tuas forças (Ec 9:10). Cada indivíduo deve aproveitar bem o seu tempo neste mundo, e não se queixar dos outros seus próprios fracassos, cada indivíduo leve em consideração o que semeou, pois só ele colherá (Pv 14:14), aqui não se trata de predestinação, mas de escolhas. “Plantar é opcional, mas colher é obrigatório”

A prosperidade dos ímpios
Ela faz duvidar da justiça de Deus, embora seja revelado o fim deles. Algumas personagens bíblicas tiveram esse mesmo conceito, mas depois entenderam que o resultado dos justos não era o mesmo dos ímpios.

Jó na sua angústia mostra que os ímpios, muitas vezes, gozam prosperidade nesta vida, isso lhe causou profundo sofrimento (Jó 21:1-26); Asafe ao ver a prosperidade dos ímpios ficou abalado e quase seus pés escorregavam pela sua inveja dos ímpios (Sl 73:2). Ainda hoje muitos religiosos tem o conceito que o justo nada sofrerá, e se estiver passando por dificuldades é a ausência de Deus. Devemos levar em consideração duas coisas ditas pelo sábio “No dia da prosperidade, goza do bem, mas no dia da adversidade, considera; porque também Deus fez este em oposição àquele...” ARA (Ec 7:14). Debaixo do céu a proposito para todas as coisas, da maneira que sofre o ímpio sofre o justo “Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como o impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim como ao pecador; ao que jura como ao que teme ao juramento. Este é o mal que há entre todos debaixo do sol: que a todos sucede o mesmo...” (Ec 9:2-4). Nesta vida estamos debaixo do mesmo teto, sofre o ímpio e sofre o justo.

Não se embraveça ou fique tristes por causa da prosperidade dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade, por que cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura (Sl 37:1,2). Olhar para a prosperidade pode abalar a fé do crente, Asafe quando buscou ao Senhor logo viu o resultado dos ímpios, então ele preferiu continuar com Deus; “Assim, me embruteci e nada sabia; era como animal perante ta. Todavia, estou de continuo contigo; tu seguraste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com teu conselho e, depois me receberá em glória. A quem tenho eu senão a ti? Na terra não há quem eu deseje além de ti. A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre (Sl 73:22-26). Os ímpios mesmo na prosperidade estão distante de Deus, o tem nos lábios, mas o coração distante de Deus (Jr 12:2).

As aflições desta vida são frutos do que semeamos lá atrás, as necessidades estão presentes no nosso viver até o final da vida aqui. “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33). A prosperidade independe da sua religiosidade, ela é fruto de muito trabalho e não fruto da sua religiosidade como muitos pensam e pregam, Deus lhe dá tudo, não precisa trabalhar “do suor to teu rosto comerás” (Gn 3:19), se assim fosse o que dizer dos apóstolos entre eles Paulo “quem não quiser trabalhar que não coma” (2 Ts 3:10,11), ele trabalhou arduamente para não viver as custas dos irmãos. A desocupação só lhe trará problemas e pobreza (V11). A prosperidade foi prometida a Israel como nação (Dt 28), mas que cada cidadão daquela terra teria que desenvolver o seu potencial para poder prosperar. Cuidado com a doutrina de que você tem que ser próspero financeiramente, leve em consideração o fruto do seu trabalho, Deus não tem obrigação de ti fazer rico, o seu desejo maior é que sejamos ricos espiritualmente, e não quanto mais espiritual mais bem sucedido.

Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo. (2 Co 6:10)

Pr. Elis Clementino

sábado, 11 de janeiro de 2020


ESBOÇO 969
TEMA: ALGUNS TIPOS DE ENGANO
TEXTO: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. JEREMIAS 17:9

O engano é um artifício que as pessoas usam para induzir alguém ao erro, entretanto faz-se necessário que as pessoas sejam alertadas sobre o engano. Existem muitos tipos de engano, mas há certos tipos de enganos que são desfaçados e perigosos. O engano está por toda parte, até nos lugares aonde não devia, no meio religioso. O engano interrompeu a comunhão entre Deus e o homem e continua em ação nos dias de hoje “E zombará cada um do seu próximo, e não falam a verdade; a sua língua a falar a mentira, andam-se cansando em proceder perversamente” (Jr 9:4-6). O engano destrói, o povo de Deus estava sendo destruído através do engano.

O engano ético
Esse tipo de engano acontece com aquele que professam o senhorio de Cristo, mas mente e não vivem o que professam, trapaceiam em seus negócios, esses são os falsos cristãos (Jr 9:4,5;I Ts 4:6).

O engano moral
O alicerce do engano moral é o humanismo, ele diz: se algo lhe dá prazer, então faça! A satisfação fora dos padrões morais ou éticos da palavra de Deus não é satisfação, porém atentemos para o que o Apostolo Paulo disse: todas as coisas me são licitas, mas nem todas convêm (I Cor 6:12). Jesus podia transformar as pedras em pão, mas não quis, para não fazer a vontade do Diabo (Mt 4:4).

O Engano intelectual
Quando um indivíduo crer nas suas opiniões, formadas pelo seu intelecto, eles acham que são iguais ou superiores aos ensinamentos da palavra de Deus, esses tais apoiam-se na sua sabedoria (I Co 1:17,20). A sabedoria é boa, mas enquanto não exclui a Deus.

Engano Sexual
Essa é uma crença ou filosofia que rejeita o relacionamento sexual entre duas pessoas de sexo diferente ordenado por Deus entre um homem e sua esposa como o único relacionamento aceitável. Amados, devemos fechar todas as portas e brechas para que o inimigo não nos engane nesse sentido.

Engano religioso
Esse tipo de engano é o mais perigoso, porque ele permite que o indivíduo fique fora do reino de Deus. “Pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados (Cl 2:16); Jejum sem santidade é um exemplo de engano religioso; Proibir as pessoas de se casarem, também é um exemplo de engano religioso; Declarar as pessoas santas para manter as regras de justiça dos homens é engano religioso (I Tm 4:1-5).

Engano doutrinário
Esse tipo de engano ocorre quando o indivíduo abandona o significado da palavra de Deus, pois é através do engano doutrinário que as pessoas se afastam dos princípios éticos da palavra de Deus, ele também faz as pessoas rejeitarem as doutrinas principais do Cristianismo. O erro doutrinário leva as pessoas ao desvio de conduta e também a apostasia, ou seja, o abandono da fé. Não podemos ser levado como criança por qualquer vento de doutrina (Ef 4:14.

Fanatismo, um tipo de engano.
O fanatismo é um extremo perigoso, o fanatismo faz os homens se matarem (Jo 16:2), quando lemos a história passada, os homens das cruzadas e os líderes da inquisição Espanhola são exemplos de engano fanáticos. Em muitos lugares do mundo há o fanatismo, político e religioso, a intolerância permeia nesses lugares havendo confrontos. Devemos ter muito cuidado atualmente onde o engano está presente em todo lugar e seguimento da sociedade, assim sendo muitas pessoas são enganadas, o engano pode vir de um lado que você menos espera.

O Engano Místico
Esse tipo de engano envolve muitos mistérios como: Visão, sonhos, vozes, anjos, isso não significa que você tenha sempre visitação de anjos ou de Deus, é preciso ter muito cuidado, atente para o que Paulo disse (2 Co 11:14), isso quando acontece na igreja os crentes ficam sem direção, tudo o que contraria a palavra de Deus deve ser evitado.

Devemos ter muita cautela para que não sejamos enganados e percamos tudo o que ganhamos da parte de Deus, os enganos estão por toda parte e o pior deles são aqueles que destroem a nossa razão e a nossa vida devocional com Deus. Jesus nos advertiu que nos últimos tempos que surgiriam os falsos profetas e enganariam a muitos (Mt 24:4,5). O engano é danoso à fé, atualmente há muitos enganadores e manipuladores dos sentimentos das pessoas e falsificadores da palavra de Deus.


Pr. Elis Clementino