domingo, 4 de outubro de 2020

O EVANGELHO, PODER TRANSFORMADOR.

 

ESBOÇO 1025

TEMA: O EVANGELHO, PODER TRANSFORMADOR.

TEXTO: I PEDRO 3:8-18

Escutamos pregações e mais pregações noite e dia sem parar, cada mensagem mais emocionante que outras, e muitas delas parecem que você está no spar ou em casa de massagem, pois as palavras são verdadeiras massagens apenas para o ego humano, embora se saiba que cada mensagem deve ser verdadeira e ter o seu tempo certo, geralmente os termas são: Deus vai fazer, ele faz tudo, receba agora, no entanto vejo que nada nos é cobrado, mas será que o evangelho é isso mesmo? Ou tem mais algumas obrigações e deveres da nossa parte? Vamos ver.

O evangelho é simples

Muitas pessoas pintam o evangelho assombroso e carrasco, de maneira que muitos têm até medo, o evangelho não é um fardo pesado, mas leve, Jesus disse: O meu fardo e leve e suave (Mt 11:29). O evangelho é as boas novas pelo qual somos salvos, ele é simples e tem as suas prerrogativas, mas também é um evangelho de exigências, ele alude em mudanças, se o homem entrar no evangelho como alguns fazem e o evangelho não entrar nele não adianta porque não haverá mudanças ou nenhuma alteração para melhor em sua vida. O evangelho é o poder de Deus (Rm 1:16).

O novo nascimento ou regeneração

Nicodemos um príncipe dos judeus foi ter com Jesus para saber como entrar na vida eterna, no entanto Jesus propôs a ele uma condição inicial para que ele tivesse acesso à vida eterna, nascer de novo seria o primeiro passo para encontrar o que ele procurava (Jo 3:3-8). Em outro episódio foi Cornélio era um homem temente a Deus, mas isso não era o suficiente para que ele pudesse justificar a sua entrada na vida eterna, Nicodemos precisava de algo mais que pudesse justificar o que ele estava dizendo, Nicodemos precisava ouvir a palavra de Deus através de um dos seus instrumentos “Pedro” ele seria o mensageiro que lhe diria o que convinha fazer (At 10:1-6). Para se alcançar a vida eterna há um caminho longo a ser percorrido, o evangelho não é tão fácil para ser alcançado, porém não tão difícil que não possa ser alcançado, mas um dos caminhos a ser trilhado é o da abnegação, “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9:23). O evangelho é um poder transformador de vidas para quem quer e crer, ele é as novas de Deus representado por Cristo, e quem nele crer se torna em nova criatura (2 Co 5:17). O evangelho é o poder de Deus e salvação para todo que nele crer (Rm 1:16).Um jovem rico foi ter com Jesus para saber sobre a vida eterna, porém creio eu que ele não esperava as perguntas e respostas naquela interação entre ele e Jesus, ele confessou saber os mandamentos, mas o que falou-lhe o mestre ele não esperava: vai vende tudo o que tens e o dinheiro dá de esmola aos pobres ele ficou triste e se retirou (Mt 19:16-22). Para se tornar uma pessoa regenerada para Deus há um alto preço que nem todos querem pagar por ela.

A sujeição a Deus e o mesmo sentimento.

A primeira condição imposta pelo evangelho é sujeitar-se a Deus, e necessário para todo cristão “sujeitai-vos a Deus” (Tg 4:7,8), esse subordinação é para quem já desfez do fardo do pecado, sujeitar-se é estar sob o seu domínio, é se adequar a essa nova realidade de vida. Vejamos algumas condições impostas aos cristãos pelo Apóstolo Pedro em sua primeira carta; “E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis, não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a bênção.  Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;  aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males...” (I Pe 3:8-18). Além disso, é preciso que o cristão tenha uma vida separada das práticas pecaminosas.

Amados, estas coisas devem estar em evidencias durante a nossa vida, a parte que nos cabe deve ser feita para alcançarmos a salvação eterna, pois devemos viver a realidade do evangelho. As nossas obrigações e deveres espirituais para com o Senhor devem ser constante, mesmo sabendo que o reino dos céus é dureza para se alcançar por isso é preciso se esforçar bastante para alcançar (Mt 7:13). A vida de santidade através da separação do pecado é imprescindível, a fora os sofrimentos que enfrentamos, o próprio Jesus disse “no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo” (Jo 16:33), cada um faça a sua parte.

Pr. Elis Clementino

. CUIDADO COM O QUE FALAS.

 

ESBOÇO 1024

TEMA: CUIDADO COM O QUE FALAS.

TEXTO: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” “tempo de estar calado e tempo para ficar falar” ECLESIASTES 3:1,7b.

As nossas manifestações escritas ou verbais somente terão importância ou não se levarmos em consideração dois fatores, tempo e o modo, pois eles influenciam diretamente na obtenção de um resultado. A maneira de expressar o que sentimos sem ponderação podem causar-nos grandes infortúnios.

O TEMPO.

Ele foi determinado por Deus para os homens, para que ele fosse limitado ao tempo e o modo, Deus está fora do tempo, pois ele é o “eterno agora”. Salomão apresentou que há tempo e modo para todas as coisas (Ec 3:1-8). Quando as coisas acontecem fora do tempo podem causar danos tanto para a natureza, quanto para as pessoas, já pensou as chuvas para lavoura fora de tempo? Vejam o que diz o Apóstolo Tiago sobre o tempo da chuva (Tg 5:7). As expressões “chuva temporã” e “chuva serôdia” serôdia que vem fora da sua época habitual, e a temporã é a que surge depois da época normal, portanto ambas trazem resultados, assim são as nossas atitudes impulsivas.

AS NOSSAS PALAVRAS.

Há momento de falar e de ficar calado, o bom senso é o que nos faz avaliar o momento e o modo certo. Nem tudo o que eu penso posso falar a qualquer momento, mas em relação ao ouvir não há nenhuma restrição, “Portanto, meus irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1:19) 

O apóstolo Paulo revelou algo interessante sobre as mudanças nas etapas da vida humana; “Quando eu era menino, eu falava como menino, pensava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino” (I Co 13:11), embora ele se refira a maturidade espiritual, mesmo assim existem as etapas até em relação ao alimento (I Co 3:2; Hb 5:13). O tempo e o modo em ação em todos aspectos.

Todos nós temos oportunidade de nos pronunciar em momentos solenes ou em reuniões para diversas classes de pessoas, como: crianças, jovens, adultos e idosos, portanto, para cada uma delas temos que saber de que maneira iremos nos dirigir a elas e expor as nossas falas, é claro que cada faixa de idade há uma maneira de nos dirigir. Comumente estando pessoas de maior idade em determinados recinto deve ser consideradas e respeitadas pelos mais novos, o que está faltando ultimamente em muitos jovens.

No meio cristão o qual me dirijo, sempre tive esse cuidado nas minhas falas, principalmente na presença de obreiros e pastores mais antigos, perante eles eu não ousava a falar palavras que tocasse na vida pessoal ou espiritual daqueles veteranos que estavam na minha retaguarda “O discípulo não pode estar acima do seu mestre e; entretanto, todo aquele que completar condignamente o seu aprendizado, será como seu mestre” (Lc 6:40; Mt 10:24).

Há muito tempo atrás eu ouvi um pastor veterano corrigir um jovem obreiro por ele ter falado algo que não lhe era conveniente naquele momento, após terminar a sua pregação o veterano pastor lhe disse: hoje, você não devia falar sobre esse assunto, porém chegará o tempo em que poderás falar, aquele pastor recém consagrado recebeu aquela exortação com humildade e posteriormente ele se tornou um renomado pastor e respeitado por todos e até por aquele que o corrigiu.

Queridos, diante dos mais velhos e de outras personagens levemos em consideração a modéstia, porque os caminhos que os novos percorrem hoje, eles já percorreram antes de nós e têm idoneidade suficiente para nos ensinar. Eu aconselho que os obreiros mais novos saibam levar em consideração esses pormenores, os quais lhes tornarão mais experientes, e no tempo certo serão horados por outros mais novos da mesma maneira que os veteranos obreiros. Quão boas são as palavras ditas ao seu tempo, elas são como a pena de um destro escritor (Sl 45:1); “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem” (Is 50:4). As palavras sensatas e polidas são ornamentos que embelezam o seu sermão.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


ESBOÇO 1023 A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.

ESBOÇO 1023 *
TEMA: A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.
TEXTO: Provérbios 10:22 - A benção do senhor é quem enriquece e não acrescenta dores.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Vivemos em uma sociedade obcecada por riqueza, em que o valor de uma pessoa é muitas vezes medido pelo que ela possui e não pelo que ela é. Homens e mulheres sacrificam saúde, família e até a fé em busca de bens que, no fim, não trazem paz, mas preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, ruína eterna.
 
Mas a Palavra de Deus nos apresenta uma riqueza diferente: “A bênção do Senhor é quem enriquece, e não acrescenta dores” (Provérbios 10:22). Essa não é a prosperidade enganosa que o mundo oferece, mas uma riqueza sólida, eterna e que não destrói. Ela não se mede por cifras bancárias, mas pela presença de Deus que supre, alegra e dá paz.
 
Hoje vamos aprender que existe uma bênção que enriquece de verdade — não aquela que se perde com a morte, mas a que nos acompanha para a eternidade.
 
1. As riquezas terrenas.
ü  Quando chegamos a este mundo, nada trouxemos, e da mesma forma nada levaremos (Salmo 49:16-18; 1 Timóteo 6:7). As riquezas materiais, ainda que adquiridas com esforço honesto e digno, muitas vezes se tornam fonte de preocupações, inquietações e dores.
 
ü  Alguns, movidos pela sede de ter mais, não medem consequências em sua busca por riquezas. Porém, a Bíblia adverte: “os que querem ser ricos caem em tentação e laço” (1 Timóteo 6:9). O amor ao dinheiro é a raiz de muitos males (1 Timóteo 6:10), pois desvia o coração daquilo que é essencial — o Reino de Deus (Mateus 6:33).
 
ü  Jesus provou isso ao jovem rico, não porque o rico não pudesse entrar no Reino dos Céus, mas porque muitos preferem apegar-se aos bens terrenos em vez de priorizar a vida eterna (Mateus 19:24). O desejo desmedido de possuir pode levar à cobiça, à inveja e à indiferença quanto ao que realmente importa: a salvação e a comunhão com Deus.
 
2. A doutrina da prosperidade.
Em nossos dias, há uma enxurrada de mensagens que associam prosperidade espiritual a riquezas materiais. No entanto, possuir muito dinheiro não é prova de aprovação divina. Se assim fosse, como explicaríamos a vida dos apóstolos que morreram pobres, dependendo de doações e sofrendo privações?
 
Jesus mesmo nos alertou com a parábola do rico e Lázaro: o rico tinha de tudo, mas não tinha Deus; Lázaro nada possuía, mas herdou a eternidade (Lucas 16:19-31).
 
A verdadeira prosperidade está em ser rico diante de Deus (2 Coríntios 6:10). As riquezas mal adquiridas trazem dores e consequências amargas, e muitos hoje sofrem por terem construído sua vida sobre fundamentos instáveis.
 
3. Contentando-se com o que tem.
ü  Contentar-se com o que se possui é um sinal de sabedoria e maturidade espiritual. Isso não significa viver na inércia, sem produzir ou lutar por um futuro melhor, mas compreender que o trabalho deve ser encarado como honra e responsabilidade diante de Deus (2 Coríntios 11:27; 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8,10).
 
ü  A preguiça, por outro lado, leva à ruína. Salomão nos aponta o exemplo das formigas (Provérbios 6:6), que trabalham no verão para ter sustento no inverno. Muitos querem desfrutar da provisão sem esforço, esperando milagres sem se mover. Mas Deus honra a diligência e o esforço, e o fruto do trabalho traz dignidade, sustento e gratidão.
 
4. A verdadeira grandeza
A verdadeira grandeza não está em casas, carros ou bens terrenos, mas em ter o Senhor como porção e herança (Números 18:20). Posso ilustrar isso com uma experiência: certa vez sonhei que havia falecido o homem mais rico de uma rua muito conhecida. Pela manhã, ao conversar com minha esposa, ficamos a conjecturar qual rico teria morrido. Pouco depois, a notícia chegou: quem havia partido era o irmão Alfredo, um crente humilde, fiel e grande auxiliador na evangelização.
 
Diante de Deus, ele era o mais rico daquela rua, porque sua vida estava marcada por fé e dedicação ao Senhor. Assim, a verdadeira riqueza não se mede pelo que possuímos aqui, mas pela eternidade que nos aguarda.
 
Conclusão:
Amados, a bênção do Senhor enriquece e não acrescenta dores. Devemos valorizar o que conquistamos com esforço, mas sempre reconhecendo que tudo vem de Deus, para que Ele seja glorificado em nossas posses. Que sejamos agradecidos, pois o maior tesouro que temos é o próprio Senhor, nossa herança e verdadeira riqueza.

 


UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

 

ESBOÇO 1022

TEMA: UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

TEXTO: “Melhor é o bom nome do que inúmeras riquezas.” PROVÉRBIOS 22.1; (I Sm 12:2-4).

Ultimamente a humanidade tem olvidado alguns princípios fundamentais e admiráveis para um bom relacionamento no seio social, isso tem ocasionando sérios transtornos para toda a sociedade, podendo perdurar por muitas gerações. Vivemos no mundo onde a ética ou a moral está sendo simplesmente deixada de lado, no entanto devemos saber que a moral é imprescindível, e, sobretudo no enobrecer do homem.

            A preocupação com os princípios morais tem sido tema de grandes debates, uns lutam para manter, outros preferem não levá-los em consideração, dessa forma nunca chegará a um consenso, em contrapartida a sociedade sofre as consequências.

Numa visão panorâmica vimos que os homens perderam os seus limites, antigamente vivia-se numa sociedade em que os valores morais eram preservados, principalmente no ambiente familiar onde os princípios básicos elementares eram ensinados, a cobrança naquela época era muito maior e isso não faz muito tempo, as exigências hoje são menores ou quase nenhuma, nada se pede em troca, e nisso a liberdade vai se transformando em libertinagem, diante desse quadro as implicações são as piores possíveis e daí surge à pergunta: Aonde iremos parar? O que iremos fazer? Nessas dúvidas a sociedade plaina, como um barco a deriva em busca da solução diante dessa grande inversão de valores.

Já não se sabe fazer bons discernimentos, onde o errado é certo e o certo é errado, a credibilidade, o respeito, a sinceridade estão em crise; e cada dia que passa vai aumentando a escassez de homens sinceros na sociedade, de alguma maneira nos procuramos preservar aquilo que é formidável na questão moral, Paulo afirma em (Rm 2.14,15) que a lei moral de Deus, foi posta nos corações de todos os homens, de todos os lugares. Mas a bíblia também ensina que o homem individual e coletivamente, revolta-se contra a lei moral de Deus, e é justamente por causa dessa distorção que termina por produzir maus resultados. Basta-nos considerar as sociedades primitivas e seus costumes pervertidos, para confirmarmos isso. Segundo Aristóteles o alvo da ética é a conduta ideal do homem, baseada no desenvolvimento de sua virtude especial. Virtude = função dentro da sociedade, para o bem do individuo e da sociedade. (1993, p.554).

Pessoas importantes da sociedade passada e presente, consideradas pela sua dignidade, por não conservarem uma boa reputação perderam-na e mergulharam num caos, colhendo os frutos da indecência, não tiveram o dever de zelar pela ética adquirida no princípio da sua vida, vivendo hoje uma vida de desgosto e desolação, vale apena refletir sobre a questão.

A reputação de uma pessoa é julgada pela sociedade em que vive somente ela pode dizer se é boa ou má. Uma mulher ao ver o comportamento e a conduta apreciável do profeta Elizeu entendeu que se tratava de um homem bom e de Deus (2 Rs 4.9).

A rainha de Sabá ouvindo falar do conceito de Salomão resolveu visitá-lo (I Rs 10.1,6,7) e presenciou no suntuoso palácio muito mais do que lhe haviam falado.

Saul saindo à procura das jumentas perdidas do seu pai tomou conhecimento através do seu moço que em Zufe havia um homem de Deus honrado cujo nome era Samuel, e tudo quanto ele falava sucedia infalivelmente (I Sm 9.6).

Não obstante, Samuel no momento da resignação do seu cargo declarou perante uma multidão sobre a sua integridade moral e espiritual. “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. Eis-me aqui; testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém” (I Sm 12:2-4).

A reputação diz respeito à fama, conceito, celebridade e renome, e quando levamos para a ética é ser íntegro, inteiro, completo, digno, inatacável, irrepreensível, independentemente de qualquer situação, a moralidade fica bem em todos os lugares, as boas coisas estão dentro do coração das pessoas sensatas e dele sai ações moralmente enriquecidas.

“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal” (Lc 6.45).

Uma má reputação macula a vida espiritual, escandaliza a igreja, pois também é impossível chegar-se a Deus sem a ética, se você tem algo mais importante na vida a zelar, que não seja somente seus bens materiais, mas, sobretudo o seu bom nome, dignidade e integridade, pois elas não têm preço (Pv 22.1; Ec 7.1ª; Ct 1.3).

Pr. Elis Clementino

A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES

 

ESBOÇO 1021

TEMA: A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES.

TEXTO: “Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul” I Samuel 24:5

 Quando Deus formou o homem, deu-lhes o poder de discernir e fazer julgamentos das coisas, a nossa consciência funciona como um instrumento para medir e avaliar as nossas ações, ou seja, ela nos dá condições de fazermos avaliações e ponderações prévias das atitudes humanas (I Rs 3.25-27).

Definimos a consciência como o poder alojado dentro da nossa mente para formular juízos morais sobre nós mesmos, aprovando ou desaprovando as nossas ações, pensamentos e planos dizendo-nos, se aquilo que fazemos é tido por errado e o que merecemos sofrer por isso.

Segundo BUTLER, a consciência é como uma faculdade mental, e de fato, capacidade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa) divinamente outorgada. Eu disse anteriormente que Deus nos deu essa capacidade de fazermos julgamentos.

A consciência é composta de dois elementos; a percepção das coisas como certas ou erradas e a capacidade de aplicar leis e regras em situação especificas, no sentido cristão, naturalmente a consciência humana nunca se manifesta isolada, mas supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência, sendo capaz de influenciá-la de forma diferente, interna (no próprio homem) e externa, quando é despertada por alguém. Como no caso de Natã para com Davi (II Sm 12.1-8) e o despertamento de Pedro através do cantar do galo (Mt 26. 75; Mc 14.72).

Para John Henry, a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são erradas ou não. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o homem, intrínseco, a uma qualidade de espírito.

A consciência insiste em julgar-nos pelos mais altos padrões que conhecemos por isso a chamamos da voz de Deus na alma e em certo sentido ela representa a voz de Deus. O apóstolo Paulo afirma em sua carta aos Romanos; Deus gravou certo conhecimento de sua lei em cada coração humano (Rm 2.14,15) e a experiência nos confirma.

A consciência pode estar enganada ou condicionada e considerar o mal como bem, mas quando isso acontece? Quando ela torna-se cauterizada ou entorpecida por meio dos pecados repetidos, (I Tm 4.2) isso acontece com muitas pessoas quando vivem constantemente na prática da iniquidade (Hb 10.26). (O mal deixa de ser mal, ou seja, pecado não é mais pecado), são valores que se invertem “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” (Is 5:20-22).

A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos nossos atos realizados, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer esses julgamentos justos. È como um instrumento que avalia as nossas atitudes. Quando ela está sã conseguimos estabelecer julgamentos retos, mas quando ela está corrompida torna-se incapaz de fazer julgamentos equitativos e produzir boas ações, e isso leva o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7.26; 16.12).

Os julgamentos da consciência podem ser considerados a voz de Deus, somente quando reflete a própria verdade dele e a sua lei. A nossa consciência deve ser educada a julgar segundo as escrituras (Jo 7.24). A consciência sã é sensível às leis do Senhor, quando Davi cortou parte da orla das vestes de Saul, ele se sentiu culpado por cobiçar enormemente a realeza e por um ato de agressão contra o ungido do Senhor, ele foi julgado pela sua própria consciência (Davi sentiu bater o coração) (I Sm 24.5).

“Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” Políbio.

“O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” Schiller.

                A nossa consciência deve estar limpa para Deus e os homens (At 23.1; 24.16) com ela limpa você pode dormir tranquilo (Sl 3.5; 4.8; Pv 3.24) entrar em todos os lugares, andar de cabeça erguida, sem temer a nenhuma língua que se levante (Is 54.17) isso acontece quando se tem uma consciência pura.  Mantenha a sua consciência purificada e liberta em Cristo, pois é a única maneira de você ter paz.

Pr. Elis Clementino