domingo, 7 de novembro de 2021

A COMPORTAMENTO CRISTÃO.

 

ESBOÇO 1120

TEMA: A COMPORTAMENTO CRISTÃO.

TEXTO: “Seja exemplar o vosso comportamento entre os gentios, para que naquilo que falam mal de vós, como se fosseis pessoas que vivem praticando o que é mau, ao observarem as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia em que receberem a sua revelação.” I PEDRO 2:12

Cada indivíduo tem o seu tipo de estilo de vida e comportamento na sociedade em que vive, cada um tem o jeito que lhe é peculiar e próprio, seja ele bom ou mal, mas tem. Desejo destacar, mas especificamente o comportamento daqueles que confessam a fé cristã, seu modo de proceder dentro da igreja e fora.

No cristão a conduta e moral, estão inseridos na formação do seu caráter, pois os valores morais são qualidades que comprova está vivendo nos moldes da palavra de Deus. Talvez esse comentário seja um pouco invasivo para alguns, mas é necessário no momento que estamos atravessando.

I. OS VALORES MORAIS.

Vivemos em um mundo onde os valores morais estão se invertendo a cada dia que passa, parece que o homem não está entendendo a si próprio, assim ele vai perdendo a noção daquilo que é certo ou errado. O cristão deve ter compromisso com os valores que o enobreça, tendo a sua vida ajustada em princípios divinos para que o nome de Deus será glorificado por seu intermédio (Mt 5:16). Os valores morais são imprescindíveis, principalmente na vida daqueles que tem uma vida devocional constante com Deus, mas infelizmente muitos cristãos têm inclinado, ao pecado ele diz não ser nada demais, o egocentrismo lhe conduz a ansiedade pela elevação do nome e poder, sem, contudo, fazer uma reflexão das consequências, além disso ainda induze as outras pessoas ao mesmo caminho, os tais alimentam o egoísmo, tendo em mente tudo para si, e os outros nada, isso são motivados pela perca de valores. (2 Tm 3:1-7; 1 Co 10:24),

II. CARÁTER E ÉTICA.

a) Caráter ou jeito de ser, envolve um conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo ou de um grupo; índole, natureza, temperamento. Também é um conjunto de qualidades (boas ou más) de um indivíduo que determina a conduta e o discernimento moral.

b) Ética é parte da fil. que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana. O homem que não agrega esses dois valores não é confiável.

III. COMPORTAMENTO CRISTÃO.

O procedimento cristão é o ato ou efeito de conduzir-se moralmente, se o cristão viver dessa maneira ele não se molda aos princípios mundanos (Rm 12:2; 1 Pe 1:14; 1 Jo 2:15). O cristão deve controlar os seus impulsos egoístas, bem como seus desejos, isso faz com que ele não trate das coisas só quando for dos seus interesses pessoais. Não devemos ser presunçosos, vaidosos, orgulhosos e nem ambiciosos, (Rm 12:16), pois essas coisas geram contendas entre irmãos (1 Co 1:10-13; Fp 2:2). O que dignifica o cristão, seja ele líder ou não, são as suas qualidades, pois para poder manter essa qualidade é necessário ter cuidado “bilateral” ou seja, dele e da doutrina (I Tm 4:16).

IV. INTEGRIDADE

Ser íntegro é uma qualidade, é ser moral, inteiro, completo, inatacável, irrepreensível, atributos esses que devem ser reconhecidos pelas pessoas que nos observam, elas podem tanto nos reprovar, quanto aprovar a nossa integridade (I Sm 9:6; I Rs 4:9). O nosso testemunho público deve ser aprovado (I Sm 12:2-4; Pv 10:9; Ne 5:14,15; I Pe :15; Pv 10:9). A nossa integridade pode ser apresentada de maneira pessoal (At 20:17-20), pois nada é mais importante para o crente do que bom nome (Pv 22:1; Ec 7:1), apesar que há cristãos que usam a seguinte frase “Não importa o que digam de mim, não estou nem aí” eu digo importa sim, agente tem que se importar com as críticas, elas podem fazermos melhorar o que fazemos. Jesus perguntou aos discípulos “quem dizem os homens que eu sou?” (Lc 9:18-22).

V. OS BENEFÍCIOS DE UMA VIDA JUSTA.

Quando temos uma vida cristã justa os benefícios são muitos, principalmente no âmbito espiritual.

a) É um exemplo tanto para a igreja, quanto os de fora dela (I Tm 3:7).

b) Há crescimento em todas as áreas da vida;

c) Ele tem aptidão para exercer as suas tarefas na igreja;

d) Influenciarão positivamente sobre as outras pessoas;

e) Adquirirão para si muita confiança (Tm 3:13).

O cristão deve viver uma vida digna de louvor sabendo que a sua dignidade está acima de tudo. Devemos procurar viver bem, pois uma vida só será bem vivida quando a nobilitamos, ou seja, dignificamo-la. Como cidadãos devemos ter boa reputação tanto na terra como nos céus, somente uma boa conduta demonstramos ter uma vida compromissada com Deus e os nossos semelhantes. Estamos de saída desse mundo, arrumem as suas coisas, pois no Egito “mundo” não nos cabe mais, Jesus está voltando. O verdadeiro cristão não se molda a princípios que contrariam a palavra de Deus, cuidado!

Pr Elis Clementino – pelisclementino@hotmail.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

ESBOÇO 1119 CUIDADO COM OS JULGAMENTOS.

 

ESBOÇO 1119

TEMA: CUIDADO COM OS JULGAMENTOS.

“Tu, porém, quem és que julgas o próximo?” Tg 4:12. “Não julgueis, para não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” Mateus 7:1, 2.

Julgar as pessoas de maneira precipitada não é bom, isso deve ser levado em consideração por todos nós. A bíblia nos mostra que a lei da semeadura sempre esteve em ação, ela é válida para ricos e pobres, grandes e pequenos, todos serão julgados com a medida com que julgarem.

A. JULGAMENTO PRECIPITADO.

É o ato de pré-julgar, ou seja, julgar antes, esse ato faz o indivíduo carregar sobre si uma grande responsabilidade. O homem sempre foi tendencioso a julgar o seu próximo precipitadamente, isso faz parte da sua própria natureza, infelizmente esses julgamentos são feitos sem nenhum critério, às vezes apenas por ouvi dizer (I Co 4:5). No meio cristão acontecem muito desses ajuizamentos, o pior é que eles afetam três coisas no indivíduo, o seu estado emocional, espiritual e familiar, porquanto quando julgamos os atos das pessoas logo as condenamos sem pensar nessas consequências. Há uma recomendação do apóstolo Paulo para obreiros e extensivos aos demais membros (I Tm 4:16), o mesmo cuidado quando corrigir aquele que está em falta Gl 6:1-5).

Não há nada que não venha a luz, um dos maiores reveladores das coisas ocultas se chama “tempo”, ele mostrará tudo o que precisamos saber (I Co 4:5), pois fazer julgamento antes do tempo constitui-se uma falta grave, Deus revelará tudo no momento certo e retribuirá a cada um conforme seus feitos. Julgar antes do tempo constitui-se: (1) Falta de amor e comiseração (Jo 8:4,5); (2) Justiça própria (Rm 14:10); (3) Incoerência com as verdades (Jo 7:22, 23; Lc 10:14-16); (4) Autoengano (Lc 18:11,20-23); (5) Hipocrisia (Mt 7:5).

B. O LÍDER RELIGIOSO.

O líder religioso tem a prerrogativa para aconselhar, corrigir, e aplicar uma pena dependendo da falta, dependendo da organização religiosa, mas isso deve ser feito com o amor de pai para com um filho, o próprio Deus nos trata como filhos (Hb 12:7), mas sempre houve muitos abusos por parte desses líderes, principalmente para com os novos convertidos que ainda estão em fase de regeneração espiritual e processo de adapitação no meio cristão, porém esses cristãos estão ainda tomando leite (I Co 3:2; I Pe 2:2-10). Muitos líderes esquecem que eles estão no mesmo caminho e que precisam ter o mesmo cuidado, “Quem tiver em pé, olhe não caia!” (I Co 10:12). Necessariamente carecemos ser prudentes ao julgarmos os nossos irmãos, pois à medida que julgarmos seremos julgados também; onde vale ressaltar que antes de julgarmos os nossos irmãos devemos ter a responsabilidade de corrigir também os nossos excessos (Mt 7:3). Muitas vezes queremos corrigir os erros dos outros quando os nossos erros são maiores, o cisco que representa o pecado alheio, não é de nossa responsabilidade corrigir, uma vez que nossos pecados são como uma trave nos impedindo de ver.

C. COMPAIXÃO.

A compaixão é o exercício da misericórdia, isso é o que não nos deve faltar, sobretudo no ministério pastoral. Quem não exercita a piedade um dia pode ele pode sentir falta dela. Muitas vezes queremos ser perdoados, mas não queremos perdoar. Jesus apresentou uma parábola interessante, portanto irei usá-la, como exemplo, um homem devia dez mil talentos e outro lhe devia cem dinheiros, vendo aquele rei que ele não havia como pagar perdoou a sua dívida, só que perdoado foi cobrar do que lhe devia cem dinheiros espancando aquele pobre homem, porém vendo alguém disse ao rei o que ele havia feito com seu conservo, o rei o chamou deu-lhe uma boa lição e disse agora me paga o que deves (Mt 18:21-35), embora seja uma lição sobre perdão, portanto, não se perdoa sem compaixão.

É importante ter muito cuidado ao fazermos determinados julgamentos, pois quando antecipamos um julgamento sem ter um conhecimento prévio das razões, automaticamente estamos prejudicando a quem julgamos. Quantas pessoas estão sofrendo por conta de julgamentos precipitados? Quantos estragos acontecem por conta de algo aparente. Quando se trata de ajuizamento sem a veracidade dos fatos ocasionamos sérios contratempos, tanto para nós quanto para os outros, pois quando isso acontece no sentido espiritual é muito pior porque pode causar um estrago na vida espiritual do crente. Não devemos julgar a ninguém a não ser pelas suas atitudes quando incoerentes aos princípios da palavra de Deus, antes de tomar qualquer atitude contra o suposto faltoso pense em você, sabendo que quando julgamos as pessoas nos assentamos no lugar de Juiz e condenamos sem misericórdia, e lembre-se que há um justo juiz que julga e pode destruir (Tg 4:12; 5:9). Líder religioso tenha cuidado, pois uma alma custou muito caro para Deus.

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

COMIDA E NEM BEBIDA.

 

ESBOÇO 1118

TEMA: COMIDA E NEM BEBIDA.

TEXTO: Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. ROMANOS 14:17

Tudo o que existe tem características próprias, tanto no mundo físico, quanto o espiritual, os alimentos sólidos são para os humanos, porém há também o alimento espiritual, cujas características são bem diferentes dos alimentos comuns para o nosso corpo. O que Paulo fala aos os romanos apresenta as diferenças que há entre o que alimenta o corpo e o espiritual.

I. NÃO É COMIDA NEM BEBIDA.

Durante o ministério de Jesus, muitas pessoas lhes seguiam interessados mais no material do que o espiritual, com peixes, pães e em busca de saúde para seus corpos, as pessoas se aglomeravam para algum proveito (Mc 6:30-56), no entanto, certo dia, bastou apenas um discurso duro todos fugiram e quase ele ficava só (Jo 6:67). Geralmente o ambiente que mais satisfaz o ser humano é onde tem comida e bebida, talvez os cristãos romanos estivessem mais interessados nas coisas materiais, no contexto podemos notar que as coisas não andavam bem entre os cristãos, basta confirmar (Rm 14:1-17).

Atualmente muitas pessoas passam a fazer parte de uma igreja por ouvirem as pregações que só enfatizam suprimentos e prosperidade, talvez no sentido de sair do fundo do poço de uma situação econômica, no entanto, quando há esse interesse é porque a mente dessas pessoas estão focadas mais no material do que o espiritual, embora isso seja da própria natureza humana, mas elas devem pensar que “Não somente de pão viverá o homem” (Dt 8:3; Mt 4:4), portanto Paulo via uma necessidade muito maior do que a comida e a bebida, porém alimentar-se da palavra de Deus é o único meio para que a nossa fé seja alimentada e enriquecidos em tudo por Deus.

II. O REINO DE DEUS.

É algo incomparável, ele é o domínio de Deus sobre os homens, e jamais deve ser comparado ao alimento para o corpo ou qualquer outra coisa. Jesus ressaltou que o reino de Deus é mais importante e que que os suprimentos materiais, pois o reino de Deus deve estar em primeiro lugar em nossas vidas (Mt 6:33). Quando o homem põe o reino de Deus acima de tudo, certamente estaremos aos cuidados de Deus, e para as suas necessidades ele estará atento. Nada deve ser mais importante do que o reino de Deus, pois as ansiedades pelas coisas podem deixar nos deixar fora dele. Jesus faz uma bela e clara exposição sobre o ter (Mt 6:25-34). A comida e a bebida é o que satisfaz o ego humano, na verdade alimenta o corpo, porém a alma permanece vazia, por isso é de fundamental importância da busca em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça.

III. O QUE É A JUSTIÇA DE DEUS?

A justiça é um atributo de Deus, características próprias dele. A justiça de Deus foi manifestada em Cristo (Rm 1:17), essa foi a maior revelação de Deus por meio do seu evangelho “as boas novas”. A justiça de Deus se manifesta dando a cada um aquilo que lhe é direito, embora aqui a justiça seja questionada quando requeremos em nosso favor, ou seja, alguém deve ser condenado ou punido conforme as nossas vontades, isso é justiça própria gerada pelo próprio eu, e quando a nossa justiça não prevalece achamos que Deus foi injusto por não ter feito as nossas vontades, não é isso que acontece? A justiça divina é verdadeiramente justa (Dt 32:4; Sl 92:15; Rm 2:11; 9:14).

IV. AZ E ALEGRIA.

O que o reino de Deus trouxe para os homens coisas que transcendem a qualquer vantagem que o homem possa ter aqui, são elas: Justiça, paz e alegria (Rm 14:17). O alimento serve apenas para a manutenção do corpo, mas a justiça, paz e alegria promove a verdadeira felicidade naquele que está em Cristo.

Devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus, essa é a prioridade, quanto as demais coisas, ou seja, aquilo que já possuímos serão acrescentadas. O que Jesus nos oferece vai muito além da comida e bebida, você pode ter dinheiro e comida, mas se não tiver Justiça, paz e alegria, as riquezas e o dinheiro para nada serve. Podemos ter tudo aqui, mas lá em cima podemos nada ter, podemos nada ter aqui e termos tudo em Deus (Lc 19:16-31). Amados, essa grande lição nos estimula há nos apegarmos menos as coisas que não contribuem para uma vida devocional com Deus, e não há nada melhor do que a paz de Cristo reinando em nós.

Pr. Elis Clementino - prelisclementino@hotmail.com

terça-feira, 26 de outubro de 2021

SAL, FERMENTO, AZEITE E LUZ.

 

ESBOÇO 1117

TEMA: SAL, FERMENTO, AZEITE E LUZ.

TEXTOS: MATEUS 5:13; GÁLATAS 5:9; LUCAS 11:35; 2 REIS 4:2

Há quatros coisas comuns que também representam o espiritual, são eles: o sal, o fermento, a luz e o azeite, esses quatro símbolos são ressaltados a não faltarem nos lares, essas recomendações sobre o uso dessas coisas são antiguíssimas. Ligeiramente discorrerei sobre essas preciosidades comparando-as com o significado espiritual de cada uma delas, levando em consideração as suas utilidades, tanto nas necessidades pessoais, quanto na nossa devoção.

O SAL – É um ingrediente que tem duas prioridades essenciais, proteger e dar gosto, geralmente ele não falta nas casas, outra coisa, quando ele perde o gosto para nada mais presta e será jogado fora (Mt 5:13), essa realidade dita por Jesus e incontestável. No sentido espiritual acontece quando o cristão perde as suas qualidades espirituais, “vós sois o sal da terra” esse elemento está intrinsicamente ligado a vida cristã, ou seja, a finalidade é salgar e dar gosto no ambiente que ele chegue e apresentarmos as nossas qualidades morais e espirituais.

O FERMENTO – É um elemento químico e um dos principais ingredientes na fabricação de pães, ele tem o poder de aumentar o volume, além do sabor também há importâncias nutricionais. Espiritualmente ele pode causar danos em dois aspectos: (1) Fermento não pode perder a validade ou ficar velho (Lc 12:1Gl 5:9); (2) Excesso de fermento prejudica a massa do pão. O fermento é interpretado como a influência malignas no meio cristão. 

O AZEITE – é uma especiaria indispensável em cada casa desde o A. Testamento (Ex 30:30; Lv 8:12), o azeite servia não somente para produzir luz, mas para ungir reis e sacerdotes (I Sm 10:1; 16:13; I Rs 1:39), o azeite também era usado nos alimentos. Na Bíblia ele é utilizado como símbolo da presença do Espírito Santo, permita-me usar essa expressão; o azeite lubrifica as nossas estruturas espirituais permitindo que haja sensibilidade espiritual sobre a ação do Espírito Santo em nós, aonde há azeite há milagres (1 Rs 17:12; 2 Rs 4:2).

O azeite na vida cristã traz muitos benefícios, pois aonde esse cristão chega promove suavidade e paz ao ambiente, pois a unção do santo está nele “vós tendes a unção do santo”, pois nós temos recebido a unção de Cristo (I Jo 1:20), algo especial que pode ser notado nos portadores desse ingrediente espiritual. Quem tem azeite sabe usá-lo para tratar e sarar feridas do próximo. O bom samaritano usou o azeite para amolecer as feridas (Lc 10:34), quando nos entregamos ao Senhor o seu azeite amolece as nossas feridas, esse é um processo usado por ele para curar a nossa alma.

A LUZ – algo que irradia luz e dissipa as trevas, a luz quando acesa não há como escondê-la, mas também deve está no lugar apropriado (Mt 5:15; Lc 11:33). A luz que Jesus se refere pertence não ao mundo físico, mas o espiritual, a sua ausência significa predomínio do pecado e a carência de Deus no crente. O cristão deve ter cuidado para que a sua luz não se apague e ele se torne trevas (Lc 11:35). É notável quando chegamos a algum lugar levando paz logo se ouve em uma linguagem bem popular que diz: “fulano trouxe luz”. A nossa luz deve estar acesa todo tempo, a falta dela pode lhe deixar fora do reino de Deus, não faça como as virgens loucas mantenham o azeite em suas lamparinas acesas.

A presença de Deus em nossas vidas é representada por tudo aquilo que discorremos como sal, fermento, luz e azeite, esses símbolos espirituais em nós produzem muitas coisas boas conforme as suas características. Tudo o que a Bíblia apresenta a respeito destes símbolos são referentes às nossas qualidades espirituais, são advertências para aprimorarmos melhor o nosso viver cristão diante de Deus e dos homens. Em todos eles há algumas exigências como: (1) O sal não pode perder as suas propriedades; (2) O fermento não pode ficar velho; (3) A luz não pode apagar; (4) O azeite não pode faltar. Amados, preservem essas qualidades.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 23 de outubro de 2021

CAÇADORES DE ARGUEIROS.

 

ESBOÇO 1116

TEMA: CAÇADORES DE ARGUEIROS.

TEXTO: “Porque reparas tu o argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?” MATEUS 7:1-5

As pessoas são observadas pelas outras nos mínimos detalhes e sujeitas a serem julgadas de acordo com as suas ações e atitudes, mas é importante levar em consideração as imperfeições humanas. Devemos entender que todas as pessoas estão sujeitas a falharem e até cometer as mesmas falhas, as vezes elas são até maiores que um simples argueiro que nós observamos nos outros. Falarei de maneira simples sobre a visão que devemos ter em relação aos erros e defeitos dos nossos semelhantes.

ARGUEIRO.

Algo muito pequeno que muitas vezes atinge os nossos olhos, isso é muito natural acontecer, principalmente em um ar poluído, no entanto temos que olhar bem para poder enxergá-los. Infelizmente existem pessoas que sentem prazer em enxergar esses pequeníssimos argueiros nos olhos dos outros, e quando encontra divulga e faz um grande alarde.

TRAVE.

É algo bem maior que o argueiro, mesmo tendo-a o indivíduo não consegue enxergar, a não ser diante do espelho. Os nossos defeitos somente serão vistos por outras pessoas, por maior que sejam não conseguimos enxergá-la.

JULGAMENTO.

Não devemos procurar falhas alheias, antes de fazer o autoexame, ou seja, conhecer seus próprios erros, essa é a principal razão para não se fazer isso. Antes de julgar as pessoas pelos seus erros olhe para os seus e você irá encontrar uma trave em lugar de argueiro. No meio cristão existem muitos que fazem correções com certos exageros em nome da santidade, as vezes aquele que aplica a correção está espiritualmente em situação muito pior (Mt 7:4). E não julgueis, e não sereis julgados (Lc 6:37,38); assim como somos recompensados ao fazermos o bem da mesma maneira se fizermos o mal, pois a medida com que medirdes vos medirão também, recalcada e sacudida (Lc 7:1,2).

CORRETIVO.

Antes de punir severamente uma pessoa olhe para você e veja se há trave (Gl 6:1); aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra (Jo 8:7); quem disser que não tem pecado já está pecando; (1 Jo 1:8). Durante a minha vida cristã e pastoral vi muitas injustiças, e entendo que a única coisa que pode levar a isso é a imaturidade, até cometi alguns exageros por zelo no inicio da minha carreira ministerial, mas com o amadurecimento concluí que não devemos usar dois pesos e duas medidas como muitos fazem. Obreiros disciplina um membro por causa das vestimentas, joias e corte de cabelos, enquanto oculta coisas piores, porém o aparato pode induzir o obreiro a isso, por essa razão a igreja sofre. Quando formos julgar algum indivíduo, saiba primeiro que a melhor maneira é nos colocar no lugar dele “olhando por ti mesmo”. “Não sejais demasiadamente justo e nem santo porque destruirás a ti mesmo.”

AS CONSEQUÊNCIAS.

Os excessos de alguns obreiros têm causado muitos males à igreja, em razão disso existem muitos crentes afastados do convívio cristão, outros tristes e abatidos na igreja por injustiças praticadas através de correções bruscas e irresponsável dos seus líderes que deixam para trás vidas preciosas como se elas nunca existissem para Deus. Essas coisas são feitas por obreiros arrogantes, amantes de si mesmo e sem afeto (2 Tm 3:2,3). Muitos deles em situação muito pior do que daquele membro, por isso nos deparamos com pessoas tristes, abatidas e revoltadas por essas coisas. O papel da igreja é cuidar e unir famílias e não separar, pois existem líderes que proíbem as pessoas de se relacionarem por serem de denominações diferentes, esses tais são dominadores do rebanho de Deus, eles escravizam e manipulam irresponsavelmente seus membros esquecendo-se do que disse Pedro (I Pe 5:2,3). Deus nos guarde de seguirmos esses maus exemplos.

                Amados não sejam caçadores de argueiros, antes disso olhe para você mesmo, e ao julgar e aplicar a disciplina sobre qualquer ato que alguém praticou sinta primeiro a dor de quem está sendo julgando. O apostolo Paulo nos deu uma lição importante sobre o assunto (Gl 6:1-3), uma condenação imediata e irrefletida pode causar a destruição não somente da moral e da fé do faltoso, mas também da sua família. Lembre-se, você é tão frágil quanto ele, por isso quando olhares para o argueiro do olho do teu irmão olha primeiro para a trave do teu. O maior espelho é a palavra de Deus, ela apontará todos os nossos defeitos.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com