quinta-feira, 14 de julho de 2022

PEDRO NÃO É ROCHA.

 ESBOÇO 1193

TEMA: PEDRO NÃO É ROCHA.

TEXTO: MATEUS 16:18

Sempre houve quem defenda Pedro como o chefe da igreja, por essa interpretação foram criado o sistema papal. O papado não é uma instituição de origem divina, pois as escrituras não apontam nessa direção, embora o Senhor tenha se dirigido a Pedro dizendo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16:18), não significa que ele seja o chefe universal da igreja de Cristo, nem tão pouco indicou a sucessão apostólica. É sobre isso que falarei de maneira bem sucinta.

PEDRA E PETRA

A interpretação dos cristãos a palavra pedra é petra, que significa “rocha grande e maciça” enquanto petros significa “pedra pequena”, então essa não seria possível suportar o peso da igreja sobre ela.  Jesus é a rocha a qual a igreja está edificada, ele é a rocha da nossa salvação. A igreja está firmada sobre essa rocha que é Cristo (Mt 7:24-27), e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela (Mt 16:18).

OS PRIMITIVOS CRISTÃOS.

Aquelas gerações de cristãos não entenderam que Pedro seria o fundamento da igreja, e sim Cristo, a pedra a qual a igreja fora fundada. Pedro seria apenas um fragmento de pedra, o que seria impossível ele ser a fundação da igreja de Cristo. Se a igreja tivesse como fundamento o Pedro jamais ela teria subsistido as perseguições dos cruéis imperadores romano, que logo no primeiro século começou a perseguir e matar cristãos, o grande exemplo foi Nero, um imperador dos mais cruéis, ele tentou frear o cristianismo nos anos 37-68 d.C, pelo que não conseguiu. Diante de um conselho onde os discípulos foram interrogados, eles foram reconhecidos no próprio conselho que não podiam privá-los da obra que eles realizavam por meio de Cristo (At 5:33-39). No novo testamento não há nenhuma comprovação de que Pedro era o líder da igreja primitiva, ele próprio se apresentou como apóstolo de Cristo (I Pe 1:1; 5:1).

Olhando como foi constituído o sistema nada tem a ver a relação entre Pedro e os bispos de Roma, pois não há uma base para se consolide que Pedro tenha estado em Roma, as igrejas eram lideradas por grupos de bispos e presbíteros é só ler (At 20:17,28; Tt 1:5,7).

JESUS, O FUNDAMENTO INABALÁVEL.

Jesus é a pedra fundamental da igreja, pedra angular rejeitada pelos construtores (Sl 118:22), ela se tornou pedra de esquina (At 4:11). Ele é a cabeça da igreja (Rm 12:5; (Ef 1:22; 4:12; 5:23; Cl 1:18), a igreja é o corpo de Cristo (I Co 12:27; Rm 12:4,5). A unidade dos membros desse corpo atribui-se a cabeça, ela é o comando do corpo, a igreja de Cristo é viva, tem sentimentos, sofre, chora, mas também triunfa (2 Co 2:14).

                A igreja no mundo inteiro sofre desde o início, principalmente enquanto se aproxima a volta de Jesus, mesmo com todas as imposições contra a igreja as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt: 16:18), porque em Cristo somos mais vencedores (Rm 8:37-39). A igreja está firmada sobre uma rocha inabalável que é Cristo e não Pedro, pois ele, pelas suas falhas não seria o modelo ideal para estarmos firmados.

A igreja tem sido perseguida por pessoas que nunca foram igreja. Ninguém neste mundo entende a igreja enquanto não for igreja.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com



domingo, 10 de julho de 2022

DIÓTREFES, MAU OBREIRO.

 ESBOÇO 1192

TEMA: DIÓTREFES, MAU OBREIRO.

“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

 

A fragilidade humana pode conduzir o indivíduo a um comportamento que comprometa tanto a si quanto as outras pessoas, isso tem acontecido com muita frequência, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de toda natureza, ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. A Bíblia relata histórias de pessoas com essas propriedades, no entanto é através das atitudes delas que extraímos lições para o nosso cotidiano. Esse Assunto pode ser estendido aos novos obreiros apresentando o mau exemplo de Diótrefes.

 

QUEM ERA DIÓTREFES?

Um ambicioso obreiro cujo significado do nome era “alimentado por Júpiter” ou Zeus, deuses da mitologia greco-romana. Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas, ele cresceu orgulhoso, arrogante e apinhado de prepotência, incapaz de respeitar as autoridades eclesiásticas da igreja na época, o apóstolo João foi uma delas. Diótrefes foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo e tornou-se membro da igreja local, ele passou a ter uma grande influência na cidade até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apostolo João como líder da Igreja.

 

Todo indivíduo ciumento gosta exercer a primazia, Diótrefes, sempre procurava estar em destaque, esse era o seu prazer, ele não punha em pratica os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44), além do mais não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

 

AUTOSERVIR.

As pessoas com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia que estava a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia, usava a mesma demagogia que se usa nos dias de hoje, só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótefes era do tipo de obreiro que não comparecia nas reuniões que tivesse a frente outra liderança, e quando estava presente tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas, ele desestimulava qualquer pessoa que tivessem interessadas ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho, o que ele mais gostava era de ser louvado, se fosse hoje ele gostaria de estar na nos grandes púlpitos, mídia, na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos, entretanto o egoísmo estava arraigado no seu coração, pessoas assim não se contentam com nada.

 

O DESPREZO AO APÓSTOLO JOÃO.

Obreiro egoísta despreza os colegas, subestima e contrariava todo o princípio cristão. Diótrefes considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual” menos Diótefes, principalmente quando o ouvia pregar, enquanto João pregava, ele resmungava, isso era procedimento maligno, Diótrefes  não aceitava os enviados de João, muito menos convidar João para pregar, e muito menos visitar a igreja, mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com as atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada.

                Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira aquele mau obreiro “Diótrefes”. Considere os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação abrace o caminho da humildade, apreenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3). O obreiro tem a responsabilidade de servir de modelo tanto para os obreiros mais novos como para o rebanho. O obreiro Diótrefes não tinha atributos para viver em harmonia, era um dominador e briguento, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apostolo no lugar de João, em compensação havia na igreja dois obreiros elogiados por João por terem comportamentos excelentes, Gaio e Demétrio, estes receberam elogios de João. Queridos obreiros o nosso bom exemplo deve contagiar os mais novos obreiros.

Pr. Elis Clementino

prelisclementino@hotmail.com


quinta-feira, 7 de julho de 2022

DIVERSIDADES DE SERVIÇOS.

 

ESBOÇO 1191

TEMA: DIVERSIDADES DE SERVIÇOS.

TEXTO: GÊNESIS 50:24,25; ÊXODO 13:19.

Aos homens foram lhes dados diversidades de tarefas, maiormente os israelitas durante a odisseia no deserto, esses serviços incluíam desde os mais simples aos mais preciosos. No texto escolhido para o comentário foi quando José recomendou a condução dos seus ossos a terra prometida a Abraão. O que desejo falar nesse assunto é sobre a diversidade de tarefas que as pessoas durante suas vidas.

A CONFIANÇA NAS PROMESSAS.

Deus fez três grandes promessas a Abraão 1. A terra de Canaã (Gn 12:7), com promessas desde o rio do Egito até o Eufrates (Gn 15:18); 2. A sua descendência seria numerosa (Gn 15:5); 3. Todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gn 22:18). De todas essas promessas José estava ciente, ele sabia que elas se cumpririam, a certeza da conquista da terra prometida era tanta e mesmo antes de sair do Egito que recomendou o transporte dos seus ossos até ela (Gn 50:24,25; Ex 13:19; Js 24:32; Hb 11:12). Carregar os ossos de José era um ato de fé e confiança nas promessas de Deus para com Abraão.

Os ossos de José não poderiam ser enterrados no Egito, pois não lhe foi permitido ser tratado como um dos faraós, ele estava no Egito, mas não pertencia ao Egito, ele foi vendido como escravo ao Egito, por isso ele antes de morrer pediu que levassem seus ossos para a terra prometida, mas a quem foi pedido para levar seus ossos? Seus irmãos, “Israel exige que Rubem traga os ossos de José e lhe dê um enterro digno”, Rubem era o filho mais velho de Jacó, ele foi o único que não participou da venda de José para o Egito (Gn 37:29). Mas creio que em meio o cansaço muitos entre aqueles israelitas o ajudaram na condução até a terra prometida.

VOCÊ CARREGARIA OS OSSOS DE JOSÉ?

Atualmente quem carregaria hoje o caixão de José? Seria bem provável e mais fácil carregar o sarcófago de Faraó. Há muitas diversidades de tarefas a serem realizadas no nosso cotidiano, entre eles estão os mais penosos, no entanto, o indivíduo executa alguns trabalhos pelas circunstâncias, mas houve também aquelas tarefas mais especializadas como os indicados por Deus para a construção do tabernáculo (Ex 31:1-6). Deus têm pessoas capacitadas para executar com excelência a sua obra, devemos entender que não somos os únicos ou exclusivos como pensou o profeta Elias, aquele tipo, só sobrou eu (I Rs 19:18). Muitas vezes achamos que somos os únicos no mundo para realizarmos algo, no entanto nos enganamos com esse pensamento.

            Na obra de Deus já tem alguém sendo preparado para fazer o que tu fazes, e outros ainda estão na fornalha sem do refinado para ocupar o teu lugar, ninguém é insubstituível. O verdadeiro serviçal na casa de Deus não escolhe tarefa, mesmo que seja as mais penosas e que impliquem em grandes sofrimentos, ele sabe e reconhece a sua vocação, mas também sabe que Deus é capaz de lhe capacitar e tudo o que ele realizar ser uma benção. Há uma recomendação do apóstolo Paulo na sua carta aos Efésios (Ef 6:5-9), elas servem para todas as épocas, além disso o obreiro não deve ser ambicioso para postular as tarefas mais nobres (3 Jo 9:11). Amados se for necessário carregue “os ossos do ofício”, essa expressão popular é usada frequentemente aludindo ao desempenho de uma atividade desagradável inerente a uma determinada profissão. Quando somos designados por Deus para realizar uma tarefa, não importa o que sofreremos para que ela seja executada, gemendo ou chorando devemos conduzir os nossos molhos sem, contudo, reclamar e sempre agradecidos. “Em tudo dai graças” isso em todas as circunstancias (Rm 8:28; I Ts 5:18).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 4 de julho de 2022

VAGAROSOS NO CUIDADO E FERVOROSO NO ESPÍRITO.

 

ESBOÇO 1190

TEM:VAGAROSOS NO CUIDADO E FERVOROSO NO ESPÍRITO.

“Não sejais vagarosos no cuidado, sedes fervorosos no espírito servindo ao Senhor” (Rm 12.11)

Agilidade e fervor são duas coisas indispensáveis para todas as finalidades da vida, principalmente no mundo atual, onde as pessoas que não possuem esses requisitos geralmente não encontram espaços em muitos seguimentos da sociedade. A habilidade e a disposição facilitam o homem a desenvolver as suas potencialidades.

O texto base apresenta o zelo pela obra de Cristo em todos os aspectos, em especial na evangelização e todo o serviço prestado a Cristo e aos nossos irmãos na fé, bem como aqueles que visam o benefício da humanidade em geral.

“O zelo em nossos deveres cristãos, é o resultado natural de nosso amor cristão, o qual, no devido tempo, fomenta o zelo.” (Sanday e Headlam, in loc.).

O SENTIDO PAULINO

Paulo foi um apóstolo incentivador do desenvolvimento para todas as classes de pessoas, a sua palavra foi mais especificamente dirigida aos crentes para que eles estivessem habilitados no dia-a-dia servindo ao Senhor, pois é dessa maneira que o escritor aos hebreus postula. “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim” (Hb 6.11).

VAGAROSIDADE NO CUIDADO E AS IMPLICAÇÕES

Os extremos são perigosos, sempre é bom saber dosar bem as nossas atitudes e ações, ser cuidadosos, habilidosos e enérgicos, pois o ser humano com essas características é capaz de alcançar condições favoráveis e cômodas, como também encontrar algumas implicações. A vagarosidade pode nos fazer bem em alguns casos, em outros não. Muitas vezes nos encontramos em situações difíceis e até com perdas de oportunidades e privilégios consideráveis por causa do nosso acomodamento e vagarosidade.

Paulo sabia que os crentes vagarosos no cuidado estavam fadados ao fracasso, tanto a vagarosidade, como a excessiva pressa podem atrapalhar muitos projetos que poderíamos realizar na vida, por isso é necessário saber aplicá-los no tempo e o modo, ser fervoroso nem sempre significa ser rápido e enérgico, mas saber ponderar. A obra de Deus requer pessoas fervorosas no espírito e ativas, para que elas alcancem o desenvolvimento pleno.

FERVOROSOS NO ESPÍRITO

Ser fervoroso significa dinamismo, efervescência, agilidade, ativo e esperteza “inteligência”, as pessoas portadoras dessas características se dão muito bem e não comprometem o seu próprio sucesso, e, maiormente a obra do Senhor. Ser animado, alegre, fervoroso e comprometidos com o culto a Deus, é tudo o que ele espera dos seus filhos, por isso devemos fazer o melhor para Deus, a fim de conservar a nossa temperatura espiritual bem elevada.

            Deus conta com pessoas entusiasmadas para o serviço cristão, os desanimados não enfrentam desafios e nem chega a lugar algum, os entusiasmos contagiam. Os ânimos dos dois espias foram suficientes para contagiar os desanimados que voltaram da missão (Nr 13.30); Neemias contagiou com o seu entusiasmo um grupo de trabalhadores para construir os muros de Jerusalém (Ne 2.17,20). Deus quer usar um pouco da sua coragem, cuidado, fervor e determinação para fazer coisas admiráveis na sua obra. A nossa colheita será de acordo com o que plantamos.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


 

 

quinta-feira, 30 de junho de 2022

QUANDO O PÃO E A ÁGUA ACABAM.

 

ESBOÇO 1189

TEMA: QUANDO O PÃO E A ÁGUA ACABAM.

TEXTO: “Levante-se e coma, pois a sua viagem é muito longa...” I REIS 19:7,8; GENESIS 21:15.

Pão e água são alimentos essenciais para o nosso corpo, através deles podemos caminhar. Na estrada da vida estamos sujeitos ao cansaço, esses alimentos nos tornam fortes para caminharmos, mas quando eles acabam o desespero bate a nossa porta, mas o que eu quero destacar aqui são alguns desertos que atravessamos nessa vida.

I. DESERTOS E VALES.

Desejo destacar Desertos e Vales.

1.       O deserto literal é aquele não existem água e nem pessoas aonde o meio de vida seja extremamente precário, esse tipo de deserto é difícil encontrar água e pão, a não ser por uma provisão divina como no caso de Hagar quando o pão e a água acabaram (Gn 21:15).

2.       Deserto que você está rodeado de pessoas, mas está solitário e sofrendo sem que ninguém lhe assista, nesse deserto você se sente abatido e sem saída porque lhe falta tudo, nessa hora os amigos fogem, parentes lhe abandonam, enfim a depressão toma conta e se não tiver como reverter esse quadro pode leva-lo ao suicídio.

3.       O deserto espiritual, esse eu considero muito pior, porque além de mexer com o seu lado emocional, compromete a sua vida devocional com Deus, assim gera-se uma crise existencial, uma lacuna que não pode ser preenchida com qualquer palavra ou ação de alguém, ninguém pode dar solução a não ser Deus como no caso de Hagar no deserto e Elias sem pão e sem água (I Rs 19:7-8).

4.       Vales, geralmente ele é formado por acidente geográfico formando lugares baixos por onde nascem e correm os rios, geralmente nessas áreas baixas aonde as árvores mais crescem produzindo flores e frutos, por isso Jesus é considerado como o lírio dos vales “Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos Vales” Segundo Salomão no seu livro cânticos dos cânticos fala sobre o diálogo entre a Sunamita e o seu amado. Nessa região da palestina haviam grandes árvores e belas flores. Você não cresce quando está no alto, onde só há restinga, e nem no deserto, mas cresce nos vales, onde há água e frutos.

II. AS ADVERSIDADES.

Nem sempre os ventos sopram ao nosso favor, Salomão apresentou duas ocasiões que devem ser consideradas, disse ele: “Quando os dias forem bons, aproveite-os bem, quando forem ruins, considere...” (Ec 7:14), ele enfatiza aproveitar as oportunidades enquanto os dias forem bons, quando o seu barco flutua nas águas e os ventos soprando a seu favor, quando o seu rosto brilha por ver o seu sucesso, contudo lembre-se que os dias maus poderão chegar pra você, saiba porém uma coisa, você não é melhor que ninguém, além disso deveis entender que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Ec 3:1). Quando os dias forem maus eles devem ser considerados, eles não sejam motivos para desespero procure buscar forças e superação refugiando-se, sobretudo em Deus, através da oração e a sua palavra. Eu gosto sempre de lembrar o que Salomão escreveu sobra a sabedoria nem sempre é devidamente recompensava, nem tudo que agente que é fácil de conseguir, porque o tempo e o acaso alcançam a todos (Ec 9:11).

III. NO DESERTO DEUS CUIDA.

Os exemplos que citei a cima mostra a provisão de Deus nos momentos mais difíceis. Hagar foi dispensada da casa de Abraão, levando consigo um pouco de Pão e um odre de água, chegando no deserto acabou a água, para Hagar não havia outra saída, a não ser morrerem ela e o filho Ismael (Gn 16-18), no entanto Deus proveu. O profeta Elias estava debaixo de um zimbro pedindo a morte, depressivo e desenganado, pediu a morte, mas quando tudo falha a provisão de Deus chega (I Rs 19:4-8). O Deus que servimos é o mesmo, ele está atento a tudo o que estamos passando (Sl 94:14; 37:28; Rm 11:2).

                Deus trata os seus filhos de maneira diferenciada, pois o seu cuidado tem sido especial, em meios nas adversidades que nos fazem cansar, nesse momento Deus renova as nossas forças (Is 40:31), somente ele pode revigorar as nossas forças sem que ninguém nos destrua (Is 43:2). Irmãos, não importa o que estejas passando, seja qual for o deserto, Deus te fará crescer na terra da tua aflição (Gn 41:51,52). Irmãos entreguem o seu caminho ao Senhor, cofie nele e ele tudo fará (Sl 37:5).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com