domingo, 1 de janeiro de 2023

AÇÃO DE GRATIDÃO.

 

ESBOÇO 1232

TEMA: AÇÃO DE GRATIDÃO.

TEXTO: LUCAS 7:36-48

Lucas escreveu sobre a gratidão de uma mulher para com Jesus em um jantar em casa do fariseu. Neste assunto falaremos sobre o convide do fariseu, a gratidão, lições de gratidão, a reação do fariseu, a lição de perdão e o dever da hospitalidade.

O CONVITE DO FARISEU.

Um dos fariseus convida Jesus para um jantar em sua casa, mas não com o objetivo de honrá-lo, mas testá-lo, embora convidado, mas não foi recebido com hospitalidade como deveria ser honrado em casa de fariseu. O ato de hospitalidade fora negado, ele seria bem aceito se fosse recebido com ósculo ou beijo, pois isso fazia parte da hospitalidade, além de não lhe oferecer água para lavar-lhes os pés.

GRATIDÃO.

É o reconhecimento de algo, algum benefício que se recebe de alguém, esse ato e um dos mais nobres que o homem possa realizar. A gratidão pode não ser expressa por palavras, mas através de ações que indique a gratidão. O sentimento de gratidão não tem preço, pois o que está envolvido não é o valor monetário, mas o sentimental, o valor do unguento era o menos importante. Ato de gratidão, principalmente a Deus não é bem aceito por muitas pessoas, pois elas sentem-se incomodadas.

A LIÇÃO DE GRATIDÃO.

Em casa de fariseu, a mulher vê Jesus sentado à mesa, vindo ela por detrás dele e sem palavras unge os seus pés dele com unguento, e com lágrimas rega-lhe seus pés enxugando com seus cabelos. O Salmo 116, embora, alguns atribua a Davi diz o seguinte: “O que darei eu ao Senhor pelos benefícios que ele me tem feito?” (Sl 116:12), pois bem, quando recebemos favores, principalmente divinos devemos ser agradecidos. A mulher chegou à casa de fariseu já definida do que iria fazer.

A REAÇÃO DO FARISEU.

Ao ver aquela cena, o fariseu que o havia convidado começou a murmurar, pois ele sabia quem era aquela mulher, pois ela era muito conhecida na sociedade e recentemente ela fora beneficiada com o perdão de Jesus. Naquele momento Jesus se dirige ao fariseu e lançou lhe em rosto o que ele devia fazer e não o fez “a pratica da hospitalidade”, pois era um dever do judeu serem generosos para com seus visitantes, tanto para com os ricos, quanto os pobres e doentes (Lc 14:13). O lar de um judeu devia ser um lugar acolhedor e se um forasteiro ou viajante chegasse à casa de um judeu deveria ser tratado com dignidade (Rm 12:13; Tt 1:8; I Pe 4:9), porém se um judeu quebrasse essa pratica era considerado pagão (Lc 16:19-25).

A LIÇÃO DE PERDÃO.

Com uma parábola Jesus se dirige ao fariseu dizendo: um credor tinha dois devedores, um devia quinhentos dinheiros e o outro cinquenta, porém, não tendo eles com que pagar perdoou-lhes ambos, pois me dizes qual deles o amou mais? O fariseu responde: tenho pra mim que era aquele que devia mais, Jesus disse: então julgaste certo (Lc 7:41-43).

O DEVER DA HOSPITALIDADE.

Jesus lançou em rosto de fariseu a falta de hospitalidade para com ele, apenas o que que deveria fazer o fariseu e não fez, entretanto, Jesus volta à cena da mulher e diz: você viu o que essa mulher fez? Entrei em tua casa não me deste água para os pés, mas ela regou-me os pés com lagrimas e enxugou com seus cabelos, não me deste ósculo, mas ela, desde que entrou não cessou de beijar os meus pés, não me ungiste com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento (Lc 7:44-46). Jesus disse ao fariseu: por causa da atitude dela os seus muitos pecados lhes serão perdoados, porque quem mais perdoa, mais ama (Lc 7:44), e disse para a mulher, os teus pecados te são perdoados.

                A gratidão do coração chega primeiro que a atitude, o reconhecimento é a força motora para as ações de gratidão. O que nos leva a ser grato a Deus é o perdão e todos os benefícios que ele nos tem feito, portanto devemos ser gratos para com aqueles que nos dão a mão e nos acolhe de maneira generosa. Nem sempre correspondemos com gratidão, principalmente para com Deus, que tanto fez por nós. Amados, sejamos gratos em tudo!!

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

A TEMPESTADE NO MAR.

 

ESBOÇO 1234

TEMA: A TEMPESTADE NO MAR.

TEXTO: MATEUS 8:23-27.

O fato narrado nos evangelhos origina lições que são fundamentais para alimentarem a nossa fé, o acontecimento revela as nossas limitações e fragilidades mediante algumas circunstâncias, ele também revela poder divino de Jesus sobre a natureza naquele momento.

TEMPESTADES.

Uma tempestade é uma agitação atmosférica caracterizada por ventos forte, seguido de chuvas intensas, trovões, raios e granizos, podendo causar muitos infortúnios sobre as pessoas, como: alagamentos, desabamentos que podem causar mortes de muitas pessoas. Esses fenômenos naturais ocorrem devido as condições climáticas de algumas regiões do planeta.

UMA ORDEM É DADA.

Jesus ordena que os discípulos atravessem para a outra banda do mar da Galileia, em obediência a sua palavra eles lançaram o barco ao mar, juntamente com outros barcos, como sempre, eles foram na certeza que tudo ocorreria bem, porém naquele momento eles não contavam com esse imprevisto da natureza, uma forte tempestade que enchia o barco de água. Há momento em nossas vidas que parecem estarmos no mar bravio e o nosso barco dominado pelas ondas não é? Pois são nesses momentos que a nossa fé é provada como o ourive prova o ouro (Jó 23:10; Pv 17:4; I Pe 1:7).

A FÉ É MEDIDA.

Tudo aquilo que apalpamos e vimos com nossos olhos não necessitamos do emprego da fé (Rm 8:24-25). A fé nos leva a ver além da nossa visão física, ou seja, ela vai além do natural enxergando o sobrenatural ou aquilo que é imaterial (Hb 11:1). Não conseguimos ver Jesus literalmente, no entanto sentimos a sua presença, bem como seu agir em nossas vidas.

JESUS NO BARCO

Mesmo sabendo que Jesus está conosco nunca contamos com os acasos da vida, no entanto, eles surgem de maneira inesperada e de diferentes feitios. Não temos a capacidade de prevê-los, pois somos limitados quanto ao nosso futuro, pois saber e prevê-lo é atributo exclusivamente divino, entendemos que Deus é detentor de três atributos, a onipotência, onisciência e onipresença, e a nenhum outro ser ele delegou esses atributos. Jesus estava dormindo na poupa do barco, certamente, tomado pelo cansaço físico, no entanto a tempestade chegou. Devemos entender que não é por termos o Senhor em nossas vidas que estamos isentos dos acasos, algo que no passado foi escrito por Salomão (Ec 9:11-12), pois estamos sujeitos a todo tipo de eventos enquanto estivermos aqui (Ec 9:2). Os discípulos entraram em desespero por não poder conter aquela tempestade, parece que jamais eles teriam enfrentado uma situação daquela natureza.

JESUS ACALMA A TEMPESTADE.

O desespero, o medo tomaram conta dos discípulos, apavorados vão até a poupa de o barco despertar o mestre. Pressuponho que Jesus não estava totalmente alheio aquele acontecimento, pois o momento seria uma bela oportunidade para ele medir a fé dos discípulos e dar-lhes uma lição de coragem e fé (Mc 4:35-41). A mensagem a natureza foi: “aquieta-te” delicadamente os ventos e o mar ouviram a sua voz e obedeceram. Há tempestades em nossas vidas que somente o Senhor pode apaziguar, porque para ele nada é impossível (Gn 18:14; Lc 1:37).

                No barco da sua vida, não permita que Jesus esteja ausente, mesmo com todos os eventos indesejáveis ele está no controle, ele não é obrigado a dissipar todas as tempestades das nossas vidas, mas controlar para que não pereçamos. Devemos clamar e pedir socorro nas horas mais difíceis com a certeza de que seus ouvidos não estão agravados para que não nos ouçam (Sl 34:15; Is 59:1; Jr 32:27I Pe 3:12). Confiemos no Senhor, dele vem a nossa salvação, assim como Habacuque se expressou em sua oração “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação (Hb 3:17,18).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

OS PEQUENOS COMEÇOS.

 

ESBOÇO 1230

TEMA: OS PEQUENOS COMEÇOS.

TEXTO: ZACARIAS 4:10

Tudo quanto existe debaixo do sol teve um começo ou um ponto de partida, de maneira que cada coisa têm o porquê da sua existência, pois nada há por acaso. Falarei de maneira concisa sobre o começo, seja em relação ao homem, a um empreendimento ou qualquer outra coisa.

HISTÓRIA.

Não existe história sem começo, tudo que existe no mundo teve o seu início, tanto em relação a natureza, quanto no aspecto humano, enfim tudo o que existe foi marcado pelo seu começo (Gn 1:1-7). Cada ser que vem ao mundo ou nasce começa a contagem da sua história.

PEQUENOS COMEÇOS.

Todo começo e toda história começam com pequenos sinopses, com o decorrer do tempo a história do individuo passa a ter um curriculum maior pela soma dos seus feitos, porque aí soma-se as experiências vividas por ele. Na bíblia há uma história de um homem que iria construir um grande templo, mas diante dos escombros em suas mãos só havia um instrumento de trabalho “um prumo”, porém todos que passavam meneavam as suas cabeças reprovando a sua atitude de ter apenas um prumo na mão (Zc 4:10). Os que não deram valor a um humilde começo ficaram alegres quando viram Zorobabel terminando a construção do belo templo. Algo que chama a atenção nesse texto é que os olhos do Senhor estavam contemplando o que Zorobabel e sua equipe estava fazendo, porém é isso mesmo, o Senhor está vendo seus esforços para alcançar algo grande, como também o que você está fazendo para ele.

Aquele prumo na mão de Zorobabel se tornaria em algo grande e seria para a alegria do o povo de Deus, a construção do templo de Jerusalém, a glória da segunda casa seria maior que a primeira que havia sido destruída e queimada quando levaram o povo cativo para babilônia (Ag 2.9). Se alguém não considera o que você faz por ser algo considerável pequeno, não se desespere, o Senhor está vendo e considerando o que você faz.

NOS EMPREENDIMENTOS.

Existem começos de alguns empreendimentos que são subestimados por muitas pessoas, realmente os pequenos começos são sofríveis e desprezados, poucas pessoas dão importância, contudo devemos levar em consideração que tudo que hoje é grande teve o seu pequeno começo. Uma árvore não nasce grande, primeiro é lançado no solo apenas a sua semente, algo muito pequeno, que primeiro ela morre para depois nascer, assim são os grandes empreendimentos como: comércios, empresas e fama, até chegarem ao topo do desenvolvimento. A maneira como você investe faz toda diferença.

Muitas vezes não queremos começar com o pouco ou algo pequeno, já queremos começar grande, geralmente os que começam grande não vão avante por não ter tido um alicerce para suportar a construção, é como um edifício, tudo que o sustenta está em baixo soterrado no solo e ninguém vê. Algumas pessoas não querem começar de baixo, os nossos talentos por poucos que sejam, eles devem ser investidos, pois a parábola dos talentos nos deixa um grande exemplo (Mt 25:14-30), isso acontece em todas as áreas da vida, especialmente no âmbito espiritual.

                Amados, não importa o pouco que você tem, apenas comece e faça a sua história, não viva a história dos outros, viva a sua. Não se importe com o que falem sobre o seu pequeno começo, apenas invista no que você tem e Deus te fará crescer, mas não esqueça que é preciso fazer algo que é essencial, envolver Deus nos seus começos e nunca permitir que ele saia. Você tem muitas maneiras de envolver Deus nos seus empreendimentos e projetos, sendo fiel a ele e cumpridor das suas obrigações, assim ele fará com que dê tudo certo. Os olhos do senhor estão lhe contemplando, se fores fiel no pouco ele te colocará no muito (Mt 25:23).

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

AS INCERTEZAS DA VIDA.

 

ESBOÇO 1229

TEMA: AS INCERTEZAS DA VIDA.

TEXTO: Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia. PROVÉBIOS 27:1; MATEUS 6:34b).

O homem através das suas limitações está impedido de prever o seu futuro, as pessoas religiosas que acreditam em Deus, dizem que o seu futuro a ele pertence, essa é uma verdade absoluta, pois um dos atributos divinos é a “Onisciência” isso indica que ele é sabedor do futuro de cada indivíduo que vem ao mundo. Nesse breve assunto desejo falar sobre as nossas limitações, as provisões divinas e a nossa prioridade maior.

I. AS LIMITAÇÕES HUMANAS.

Por ser o homem limitado nada entende sobre o seu amanhã, pois esse e um atributo divino e não do homem, e pôr essa impossibilidade ele se inquieta a ponto de indagar a si mesmo dizendo: como será o meu amanhã? Os discípulos também interrogaram a Jesus sobre o futuro deles, e o que haviam de vestir e comer (Mt 6:25-34; 10:30,31; 19:27), no entanto, podemos fazer planos, traçar caminhos, mas é preciso saber que a última palavra é do Senhor. “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor dirige os passos” (Pv 16:9; 19:21). O apóstolo Tiago deixou claro que Deus é quem determina o nosso futuro, assim ele disse: “Em lugar disso, deveis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo...” (Tg 4:13-16). Devemos entender que devido as nossas limitações nem sempre podemos alcançar tudo o que desejamos, porém, isso não seja motivo para desanimar, mas que a nossa meta seja; “lutar sempre, e nunca desistir”. A busca pelos nossos objetivos tornou-se em uma constante batalha, e para conseguir estabilidade em todos os aspectos temos que lutar, isso faz parte da vida humana, sendo uma das consequências dos nossos próprios pecados (Lm 3:39).

II. AS PROVISÕES DIVINAS.

Mediante as impossibilidades e as incertezas, o Senhor pela sua infinita misericórdia e segundo a sua vontade suprirá as nossas necessidades (Fp 4:19). A inquietação pelas coisas tem tirado o sono de muitas pessoas, por essa razão o apóstolo Paulo fala aos cristãos de filipos que eles não deveriam estarem inquietos, porque Deus supriria as suas necessidades (Fp 4:6-8). Essa expressão paulina alude ao que Deus faz, e é feito em si mesmo, ele pode tanto querer, quanto efetuar a sua vontade em nós (Fp 2:13), mas infelizmente o homem estará sempre insatisfeito com o que Deus faz, para o homem a busca pelas coisas é prioritária, no entanto Jesus mostrou qual seria a prioridade.

III. A PRIORIDADE MAIOR.

Após Jesus falar aos discípulos sobre os cuidados do pai para com eles, falou-lhes também qual seria a prioridade maior; “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33; 19:27). A busca pelas riquezas aqui pode deixar-nos fora do reino de Deus (I Tm 6:9-11; Mt 19:16-23). A corrupção do homem se dá por meio da ambição pelas coisas e do dinheiro, ele é capaz de se corromper por um pedaço de pão (Ez 13:19). O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, toda desgraça do mundo é por conta dele (I Tm 6:10), no entanto podemos conviver com o dinheiro sem, contudo, nos corromper.

Quando damos prioridade a vida devocional, Deus considera os nossos esforços, por isso sempre temos algo a contar dos feitos dele sobre nós. Devemos levar em consideração que as nossas limitações e dificuldades nos aproximam de Deus, porque tudo o que advém dele contribuem para o nosso bem (Rm 8:28), portanto, a nossa vida espiritual deve está alinhada a vontade de Deus e não as nossas vontades, pois é esse alinhamento que nos faz prosperar, essa nossa posição perante ele nos faz acreditar que o nosso futuro está seguro em suas mãos, assim todas as coisas se tornam possíveis aos que crerem (Mc 9:23). A nossa maior certeza é de que um dia venceremos todas as batalhas ou combates e estaremos com o Senhor (2 Tm 4:7,8), foque nisso, esse deve ser o seu alvo maior.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

ACÁCIA, MADEIRA ESCOLHIDA PARA A ARCA DA ALIANÇA.

 

ESBOÇO 1228

TEMA: ACÁCIA, MADEIRA ESCOLHIDA PARA A ARCA DA ALIANÇA.

TEXTO: EXODO 25:10-15

A acácia é um tipo de madeira que se desenvolve em lugares ermos e produzem lindas flores. A acácia ou golfe foi escolhida e indicada por Deus para confeccionar a arca da aliança, peça que representava a presença de Deus, apesar de ela não ser tão valiosa foi a madeira designada por Deus para a confecção da arca, entretanto ela receberia um tratamento especial para se tornar valiosíssima e ideal para o que fora designada.

SIGNIFICADO.

Acácia em significa no hb “inocência” ou que não tinha malicia, sem maldade, esse nome também tem origem do grego akákios significando acácia, também mencionada como gofer (Gn 6:14). Dessa madeira não somente foi confeccionada a arca da aliança, mas também as outras peças do tabernáculo como a mesa dos pães da proposição, os adornos do tabernáculo, os varais, e o altar do incenso, essa madeira era chamada também cetim (Ex 25:10). Havia outros tipos de madeiras muito mais preciosas, mas a que Deus indicou a Moisés foi a acácia (Ex 36:20,21), talvez essa madeira tenha sido escolhida por Deus por ser uma madeira simples, pois tudo o que Deus utiliza para realizar algo, por mais frágil que seja tem rico significado, isso indica que para Deus não importa o valor quando ele próprio tem o poder de transformar e valorizar. Em alguns lugares no Brasil o valor pago pelas indústrias de celulose está abaixo do esperado, e para não perder dinheiro, agricultores vendem a acácia como lenha.

DEUS ESCOLHE AS COISAS FÁGEIS E VÍS.

As coisas consideradas fracas para nós, não são inservíveis para Deus, pois ele não vê como o homem vê (I Sm 16:7), as coisas que são consideradas desprezíveis pelo homem, mas não para Deus, a maior prova disso somos nós. Quem diria que serias um instrumento nas mãos de Deus, mas antes ele faz um tratamento ideal como: tirar da prata a escória; a borra do ouro, o tesouro que enriquece o vaso e a madeira revestida com ouro, todo esse tratamento Deus faz para que nos tornemos vasos de honra nas suas mãos.

ACÁCIA, MADEIRA A SER TRABALHADA.

Essa madeira recebeu um tratamento especial, ela foi trabalhada para poder ser utilizada na confecção do tabernáculo e demais peças sagradas. A tábua da acácia foi totalmente coberta com ouro puro por dentro e por fora (Ex 25:10,11). Qualquer coisa por mais simples que seja após receber um acabamento adquire valor, Deus tem a maneira de tratar e dar esse acabamento, ele lapida as pedras, prepara madeira e amassa o barro com a finalidade de torná-lo vaso de honra, assim como as peças do tabernáculo e da arca da aliança foram preparadas antes de serem usadas por Deus, após esse preparo ele pode utilizá-las da maneira que ele queira, porém, saiba que das coisas simples e humildes Deus pode torná-las em uma grande revelação, “Para Deus nada é impossível” (Lc 1:37).

A ACÁCIA E O CRISTÃO.

Tudo o que Deus escolhe deve ser trabalhado para alcançar padrões dignos da sua aprovação, assim (Deus escolhe coisas e pessoas que jamais teríamos coragem de escolher). Para Deus é importante que o homem tenha no mínimo a predisposição de se entregar em suas mãos, para que ele realize o seu querer.

Existem muitas maneiras de Deus preparar o cristão para usá-lo na sua obra, basta lembrar sobre o valor da acácia e o lugar nobre que ela ocupou, todo o seu valor veio depois que ela recebeu a cobertura de ouro puro, no entanto é assim que Deus trata e prepara aqueles a quem tem propósitos. Ele se utiliza das coisas vis deste mundo para confundir as grandes; “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele.” (I Co 1:27-29).

O BARRO ENRIQUECIDO.

Vamos lembrar do barro nas mãos do oleiro ao invés da acácia, vamos a outro tipo de material frágil, “o barro” ele é escolhido com a mesma finalidade, usá-lo depois de trabalhado. O barro foi processado e utilizado na formação do homem, pois é assim, as coisas fracas e vis se tornam valiosas nas mãos de Deus, esse método ele usou para que o homem fosse sempre identificado entre as coisas fracas e vis.

Nenhum valor teria o barro se não fosse o trabalho realizado pelo oleiro (Jr 18:1-4); Segundo Paulo o barro foi enriquecido através do tesouro, “tesouro em vaso de barro” (2 Co 4:7). Somos um vaso de barro e nele abrigamos um grande tesouro “Cristo” é ele que lhe enobrece, ou seja, lhe torna valioso(a). O ouro que envolvia a acácia a valorizava, assim é a presença de Cristo em nós, Paulo ilustrou muito bem na sua carta a igreja de coríntios afirmando que Cristo é o tesouro que nos enriquece e que nenhuma glória terá o homem em se exaltar a não ser nesse tesouro “Cristo” ele é a nossa glória, e se quiser se gloriar que se glorie nele (Jr 9:23,24; Rm 5:11; 2 Co 10:17).

Amados, devemos entender que não há nenhum valor fora de Cristo, com ele o nosso barro “eu” reluz como astros no mundo, o Senhor tira da prata as escórias, e sairá o vaso para o fundidor (Pv 25:4). Se você é semelhante à acácia, podes ser revestido de ouro de qualidade, o Espírito Santo se encarregará de fazer isso com você, lhe enchendo de poder e de glória. Você é comparado à acácia coberta com ouro puro, uma jóia rara nas mãos de Deus.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com