sexta-feira, 17 de maio de 2024

ESBOÇO 1361 TEMA: DAVI, AMALDIÇOADO POR SIMEI.

 ESBOÇO 1361
TEMA: DAVI, AMALDIÇOADO POR SIMEI.
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5-11
 
Na vida, nos deparamos com situações, muitas vezes confrangedoras, e nada podemos fazer, isso independe de força política, religiosa e espiritual, todos passam por momentos desafiadores. Davi enfrentou uma terrível humilhação, abatido devido ao que lhe causou o seu filho Absalão, fugindo para não ter que batalhar contra o seu próprio filho em Baurim foi humilhado por Simei. Às vezes temos que suportar as petulâncias de Simei, como Davi suportou os seus insultos.
 
I.                 Quem era Simei?
Simei, filho de Gera, ele era da tribo de Benjamim e da linhagem da casa de Saul, “um dos contra a Davi”. Ao chegar Davi e um lugar chamado Baurim, ele passou a insultar o rei, porém, aquela humilhação fazia parte do pacote de consequências do pecado de Davi com Bate-Seba (2 Sm 12:10). Pecar é fácil, difícil é encarar as consequências dele, que são muitas vezes cruéis.
 
II.                O que dizia Simei contra Davi?
Ele o chamava de homem de sangue, homem de Belial, este alegava que Davi perderia o reino para seu filho Absalão. Simei o humilhava perante seus valentes, amaldiçoando e atirando pedras em Davi e em seus oficiais (2 Sm 16:5-8). Há situações em que ficamos tão apequenados que nada podemos fazer, muitas vezes somos desafiados num momento e nos sentimos tão impotentes que resolvemos deixar para lá para que as coisas não piorem ainda mais, não é? Há situações em que alguém até quer tomar as dores em nosso lugar, mas preferimos suportar, pressuponho que duas coisas fizeram com que Davi não revidasse:
a.      Temor a Deus, Abisai, queria tomar a frente e tirar a cabeça de Simei, Davi julgou o seguinte: Se o Senhor está permitindo passar por isso, deixe-me passar, você não tem nada a ver com isso (2 Sm 16:8-11). Simei dizia que Davi estava sendo castigado por matar pessoas da família de Saul. Quando temos convicção de que o Senhor está conosco, suportamos os desafios. “O Senhor pelejará por vós e vos calareis” (Ex 14:14). Há momentos que temos que fazer como Jó “Se eu falar, a minha dor não cessa” (Jó 16:6). Em determinados momentos, é melhor ficar calado.
b.      Domínio próprio. Mediante o que Semei estava falando, Davi não revidou e nem perdeu o controle. Em algumas situações, por mais desafiadores que nos pareçam, não devemos revidar, mas suportar, essa é a melhor opção, porque nada mais vai, além disso. Nunca revide insultos, Davi manteve o controle da situação, mesmo estando humilhado por fugir do seu próprio filho Absalão.
 
III.              A Confiança de Davi no Senhor.
Quando confiamos no Senhor, entregamos a ele as nossas causas e seguimos em frente, a confiança que temos no Senhor impede que as pragas nos atinjam, pois o próprio Deus nos proporciona uma blindagem divina (Sl 91:10-11). Consideremos também que os que estão em Cristo Jesus, nenhuma condenação há, porque ele nos defende e justifica, porém, se não andarmos segundo a carne (Rm 8:1). Davi não usou o poder e nem as armas e nem os heróis de guerra que estavam com ele, nem deu uma carteirada em Simei, ele suportou as afrontas, portanto, entrega as tuas causas ao Senhor e tudo ele fará (Sl 37:5-7). Fique tranquilo, se preciso, tome calmante, se alivie e deixe com Deus. Não se vingue se alguém te fazer sofrer, suporte, veja o que disse Paulo a respeito da vingança (Rm 12:19), confirme com o que disse Salomão (Pv 20:22; Ec 7:9).
 
IV.              A Permissão de Deus.
Em alguns casos a vontade permissiva de Deus prevalece, assim, nada temos o que fazer, a não ser orar. Quem nunca foi insultado e quem nunca sofreu humilhação? O importante é entregar nas mãos de Deus, ele tomará a sua frente e fará justiça (Sl 43:1-5), o Senhor tudo vê (Hb 4:13; Pv 4:15; Jó 34:21; Sl 33:13).
 
               Amados, confie no Senhor, não olhes para seus adversários como se eles estejam prevalecendo sobre você, as humilhações que muitas você passa, fique tranquilo, Deus se levantará em seu favor e pleiteará a tua causa (Ex 14:14; Dt 3:22; 2 Cr 20:17-19), essa é a melhor opção se quisermos vencer todas as investidas do inimigo. Davi venceu as humilhações de Simei, sem, contudo, perder o controle da situação, portanto vença calado(a). Davi se humilhou ainda mais perante Deus (2 Sm 16:12), mais tarde Davi teve vitória, a rebelião de Absalão custou-lhe a vida e Davi voltou ao trono (2 Sm 18:9-10; 19:9-21.22). O Senhor pelejará por vós e vos calareis. Nas nossas demandas, o Senhor pleiteará por nós. Cuidado com a Síndrome de Absalão.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 14 de maio de 2024

ESBOÇO 1360 TEMA: HONESTIDADE.

ESBOÇO 1360
TEMA: HONESTIDADE.
TEXTO: PROVÉRBIOS 11:3

Irei nesse esboço falar sobre honestidade, ela deve estar presente na vida de todo homem devido  a sua elevada importância em todos os sentidos da vida. Na vida cristã a honestidade distingue o verdadeiro cidadão do reino dos céus.

A. A sua importância:
- Ela guia os justos, ou seja, o justo é guiado pela sua honestidade (Pv 11:3).
- Ela age com fidelidade ou lealdade (Pv 12:22). Infelizmente estamos vivendo em uma época em que muitos se envergonham de serem honestos, eles invertem os valores. A desonestidade não leva a lugar algum e nada constrói (Pv 10:2).

B. A honestidade divina:
- Todos os caminhos de Deus são justos, suas obras são perfeitas, ele é justo e correto (Dt 32:4).
- As suas palavras são verdadeiras, ele vela para cumpri-las (Sl 33:4; Jr 1:11-12).
- A honestidade de Deus é o maior exemplo, seus filhos herdam dele a honestidade (Gn 42:11; Pv 20:7).
 
C. Exemplo de honestidade:
- José foi exemplo de honestidade (Gn 39:9).
- Paulo diante do governador Felix (At 24:16).
 
D. Convocado a Honestidade:
- Deixar a mentira e falar a verdade (Ef 4:25). A verdade deve estar presente nos lábios do cristão em todas as circunstancias, mesmo com dolo (Sl 15:4; Pv 16:13).
- Não mentir uns aos outros (Cl 3:9).
- Temos o dever de ser honesto para não correr o risco além de ser chamado de mentiroso, ainda pode ficar fora do reino dos céus (Sl 101:7; Pv 12:22; 2 Co 4:2; Ef 4:29; Hb 13:18).

E. A recompensa da honestidade:
- O bom nome (Pv 22:1).
- Confiança (Gn 39:4).
- Ser Justo livra o homem até da morte (Pv 10:2).
- Induz ao bem e a virtude, edifica-se uma cidade através da honestidade (Pv 11:11).

    A honestidade é importante em todos os aspectos da vida, principalmente sobre aqueles que servem a Deus, ela deve nos reger até o nosso final aqui. A honestidade deve ser uma característica de todo cristão, desde as coisas mínimas as maiores, ela deve estar acima de tudo “Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação” (Tg 5:12). “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e esse há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). 

Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 13 de maio de 2024

ESBOÇO 1359 TEMA: BUSCADO A DEUS EM TEMPO.

 

ESBOÇO 1359
TEMA: BUSCADO A DEUS EM TEMPO.
TEXTO: Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. ISAÍAS 55:6.
 
Todo homem precisa buscar ao Senhor em quanto é tempo. Este versículo está relacionado a busca da salvação, no entanto, desejo destacar que essa é a melhor maneira de se aproximar de Deus. É necessário que o homem busque, encontre e permaneça com ele. Para nós o tempo passa e não espera por ninguém, buscar a Deus, o momento é agora.
 
I.                 A dependência de Deus e a brevidade da vida.
Dependemos de Deus para todas as finalidades nesta vida, pois ele é tudo o que precisamos para viver. O Senhor nos conhece e entende, porque ele nos fez “O Espírito de Deus me fez, e a inspiração do todo poderoso me deu vida” (Jó 33:4). Cada de nós recebemos o sopro da vida, mesmo sabendo que temos prazo de validade, e todos sabem que vão morrer ou ser levado por ele no arrebatamento, porém ninguém sabe o dia, somente aquele que nos fez “O homem é de poucos dias e cheio de inquietação” (Jó 14:1); Ele é como a flor do campo que logo murcha (Sl 103:15). A vida é passageira é como a lançadeira do tecelão (Jó 7:6); O Homem é pó e em pó há de se tornar (Gn 3:19; Ec 12:7). Quando o homem volta ao pó nada levara consigo (Sl 49:17). Salomão descreve o homem desde a sua juventude, velhice e morre, nada resta do homem aqui a não ser pó (Ec 12:1-7). Seriamos os mais miseráveis se esperássemos somente as coisas desta vida (I Co 15:19), infelizmente, o orgulho humano não o faz enxergar essa realidade.
 
II.                Vivendo sabiamente:
Para viver bem é necessário observar alguns requisitos fundamentais.
a.      Reconhecer a preciosidade da vida e amá-la.
b.      Saber que sem Deus é impossível viver;
c.      Entender que só temos direito a uma vida terrena;
d.      Aproveitar o tempo sem desperdiça-lo;
e.      Viver com sabedoria, e conviver bem com próximo;
f.       Fazer tudo o que vier as mãos para fazer, trabalhe o máximo que puder, principalmente na obra de Deus.
g.      Adorar a Deus em todas as circunstâncias;
h.      Ser agradecido ao Senhor por tudo que dele recebermos.
i.       Não ser ingrato.
j.       Buscá-lo sempre.
 
III.              A Prioridade Maior.
a.      Buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33; Cl 3;1,2).
b.      Não viver só de pão (Mt 4:4).
 
IV.              Buscando a Deus:
Há muitas maneiras de buscar a Deus.
a.      Através da oração.
b.      Por meio da palavra de Deus;
c.      Através de uma vida consagrada;
d.      Por meio da santificação;
e.      Através da subserviência.
 
V.               Resultados Através da Busca:
a.      Escutar a voz de Deus.
b.      Ser guiado pelo seu Espírito.
c.      Ser consolado por ele.
d.      Ter as suas orações recolhidas no seu odre.
e.      Ser edificado pela sua palavra.
f.       Ter um coração quebrantado.
g.      Ver Deus cumprir os seus propósitos.
h.      Prosperar em tudo o que fizer.
i.       Saber que Deus é participa do seu crescimento na graça e no conhecimento de Dele.
 
Amados, este é o chamado do profeta, ele é extensivo a todos para buscarmos a Deus, pois se andarmos distante dele e fora dos seus caminhos chegará o dia que não se saberá como acha-lo. O desejo ardente de buscá-lo deve estar arraigado permanentemente nos nossos corações. Deus tem tudo o que precisamos para alimentar a nossa alma e quem vive essa experiência deve compartilhar com os outros para que eles experimentem as mesmas coisas. Deus é o nosso pastor, ele nos conduz aos verdes pastos, e nos guia às águas tranquilas, com a vara nos corrige, e com o cajado nos consola (Sl 23:1-6). Busquem a Deus enquanto podes achar.
 
Pr. Elis Clementino

sábado, 11 de maio de 2024

ESBOÇO 1358 TEMA: ANDANDO POR FÉ E NÃO POR VISTA.

ESBOÇO 1358
TEMA: ANDANDO POR FÉ E NÃO POR VISTA.
TEXTO: “Porque andamos por fé, e não por vista” 2 CORINTIOS 5:7
 
A tendência do homem é acreditar naquilo que vê, ele admira e deseja tudo o que contempla com seus olhos.  A confiança e a esperança estão nos olhos de quem vislumbra algo. Vislumbrar, verbo transitivo direto que indica a visão de algo admirável pelas suas qualidades e virtudes, todavia, há também os que não se contentam em ver apenas pelos olhos naturais, mas se satisfazem em ver através dos olhos da fé. A visão do Apóstolo Paulo era o futuro e em algo que nos espera e não no que se vê.
I.                 O que é a fé?
Na carta escrita aos hebreus há uma clara descrição da fé, e o que ela representa quando temos relacionamento com Deus “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se não veem” (Hb 11:1). Confiança e certeza são sinônimos de fé, sem a qual é impossível acreditar na existência de Deus, e muito menos agradar-lhe; “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia na sua existência e poder, e que Ele é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). Essa fé precisa ser mantida em todas as circunstâncias por piores que elas sejam (Hc 3:17,18). A fé não é vista, mas é percebida nas pessoas quando as suas atitudes demonstram ter confiança “fé” no sobrenatural. Ela é sentida pelo cristão através da sua confiança, a qual não pode ser abortada pelas circunstâncias.
 
II.                Confiança e Esperança:
a.      Confiança ou fé é o combustível da nossa esperança, ela precisa ser renovada assim como as águias. “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão e não se fadigarão” (Is 40:31). A nossa esperança, em algumas ocasiões, pode ser considerada como uma raiz numa terra seca ou algo que jamais seja possível acontecer (Jó 14:7-9). Devemos entender que a nossa confiança nos conduz a uma vida vitoriosa em Deus, mas que a nossa fé não desfaleça até alcançar a promessa final (2 Cr 15:7; Hb 10:35-37). Alimentemos a nossa fé na certeza de que para Deus nada é impossível (Gn 18:14; Mt 19:26; Lc 1:37). A fé é o adustível que nos faz esperar, mesmo quando tudo parecer sem solução. Uma esperança adiada os faz adoecer os ossos (Pv 7:22; 13:12; 14:30), mas para aqueles que confiam no Senhor, não! A esperança do crente é alimentada pelas promessas de Deus, confirmadas em Cristo, e dele já temos o amém! (2 Co 1:20), pois Deus não é o homem para mentir e nem o filho do homem para se arrepender (Nr 23:19). A nossa fé e esperança devem estar ancoradas em Deus por meio de Cristo e nas suas promessas (Hb 6:9).
 
b.     Esperança é uma expectativa vinculada a fé, pois é impossível um indivíduo ter confiança e não ter esperança. A esperança que temos em Deus vai além de uma simples expectativa, porque ela ultrapassa fronteiras intransponíveis ao homem.  Aqueles que tem convicções na sua esperança não precisam ver para crer (Jo 20:29).
 
III.              Quando a Esperança Acaba.
A confiança precede a esperança, quando o indivíduo perde a fé ou a confiança, toda a esperança que ele tem vai embora.  A fé é a base da nossa esperança, pois quando a fé desaba, só sobram ruínas, desalento, tristezas e pessimismo. Essa é a visão que o indivíduo passa a ter:
a. Um espírito negativista e pessimista.
b. O desengano toma conta da mente.
c.  Depressão, ela exige cuidado.
d. Desespero, ele é a luz de alerta, o indivíduo pode atentar contra a sua própria vida por não ver cumprido os seus desejos.
 
Precisamos ter muito cuidado com as frustrações, elas podem nos conduzir a uma situação bastante delicada ao ponto de desejar a própria morte, pois vários homens de Deus tiveram o mesmo desejo de morrer, eles chegaram a ponto de pedirem a morte para não ver o seu próprio fracasso (Nr 11:10-15; I Rs 19:4; Jó 3:1; Sl 38:6-8; 2 Sm 18:33; Jr 20:14-18; Jn 4:3). Isso pode acontecer com qualquer um independentemente da sua vida devocional com Deus.
 
               Portanto, a fé é o pilar da nossa crença e esperança em Deus, ela vê o que os olhos naturais não veem. A fé é o oxigênio da nossa esperança, pois precisamos mantê-la em todas as circunstâncias. Se vivermos somente pelo que vimos, seríamos os mais miseráveis desta vida. O profeta Habacuque em momentos difíceis, ele entendeu que mediante os sofrimentos pelas duras consequências do pecado do povo, ele temeu pelo que podia acontecer, mas na sua oração ele disse: ainda que a figueira não Florença, não haja fruto na videira, o produto da oliveira minta, nos currais não haja vacas, todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei o Deus da minga salvação (Hb 3:17,18). Não podemos perder a visão da fé, creia que tudo é possível quando confiamos em Deus.
 
Pr. Elis Clementino.


segunda-feira, 6 de maio de 2024

ESBOÇO 1357 TEMA: O JUSTO E O ÍMPIO.

 

ESBOÇO 1357
TEMA: O JUSTO E O ÍMPIO.
TEXTO: SALMO 1:1-6
 
No salmo primeiro o rei Davi, define muito bem a conduta dos que servem a Deus e os que não servem. Essa bela ilustração é muito importante no presente. Este salmo nos ajuda a entender a diferença entre essas duas classes de pessoas “o justo e o ímpio” bem como as decorrências delas.
 
I.                     O Justo e o Ímpio:
Davi, inicia o seu salmo destacando três coisas que são fundamentais para o crente:
a.       Feliz é o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, mas o que significa andar nos conselhos dos ímpios? Davi descreve a maneira de como se comportar diante deles e nem compartilhar das suas ideias. Este salmo serve de modelo para todos os crentes da atualidade.
b.       Não se detém no caminho dos ímpios, ou seja, não lhe permitir parar com a sua atenção, não desvie o foco ou não se desviar do compromisso que você tem com Deus.
c.       Nem se assentar na roda dos escarnecedores, ou seja, estar em grupos que escarneçam da nossa fé.
 
II.                   Qual a Associação entre o Justo e o Ímpio?
Não devemos nos associar as pessoas que zombam de Deus, da nossa fé e dos nossos princípios cristãos, os tais são considerados escarnecedores, embora isso não signifique que você tenha que se afastar dos seus amigos não crentes com o pretexto de julga-los ímpios, porque existem pessoas não crentes que são respeitosas e não causam danos a nossa fé. Os verdadeiros ímpios têm seus pensamentos deturpados e não há como comungar com eles e nem compartilhar seu estilo de vida, seus pensamentos e caminhos divergem dos nossos, nós somos luz e não há comunhão entre as trevas e a luz ( Mt 5: 13-16; 2 Co 6:14,16).
 
III.                 A Prosperidade dos Ímpios.
Jamais devemos avaliar a prosperidade dos ímpios em comparação a nossa fé em Deus e nem o questioná-lo porque os ímpios prosperam, para que a nossa fé não se abale. Alguns servos de Deus no passado olharam para a prosperidade dos ímpios como: Jó refuta a ideia dos seus amigos a respeito da prosperidade dos ímpios (Jó 21:7-16). Davi faz uma avaliação entre o justo e o ímpio (Sl 37:1-40). Asafe via a prosperidade dos ímpios enquanto os justos sofriam e seus pés quase escorregavam (Sl 73:1-28). Muitas vezes nos esquecemos que a prosperidade dos ímpios é como a moinha que o vento espalha, isso fala de fragilidade ou inconsistência naquilo que eles têm (Sl 1:3-6). O que temos é mais valioso do que as riquezas dos ímpios, temos um tesouro em nós que nos enriquece em tudo (I Co 4:7).
 
IV.                A Felicidade e a prosperidade dos Justos:
A felicidade e o prazer do justo é meditar na lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite (Js 1:8; Sl 1:1,2). O Justo é como a árvore plantada junto a ribeiro de água, a qual dá seu fruto na estação própria, as suas folhas não cairão e tudo o que fizer prosperará (Sl 1:1-3). A felicidade do justo não depende de riquezas materiais, mas pelo fato dele servir a Deus, pois a prosperidade pode vir de várias maneiras, não dependemos de riquezas para sobreviver espiritualmente com Deus, Jó foi o maior exemplo, ele comprovou que não adorava a Deus pelo que o havia concedido em termos de bens materiais, mas pelo alto conceito que ele tinha de Deus.
 
                Amados, o que está preparado para os justos é algo impressionante, jamais a mente humana pode alcançar conforme descreveu Paulo em sua carta a igreja de Corinto (I Co 2:9; 2 Co 12:1-4). O nosso alvo é naquilo que está preparado na eternidade, por isso suportamos os vitupérios nesta vida, pois seriamos os mais miseráveis se focássemos a nossa visão nas coisas terrenas, elas são importantes, são, mais não é tudo, porque elas não nos dão nenhuma garantia sobre o melhor de Deus para nós “Se esperarmos em Cristo só nesta vida, seremos os mais miseráveis de todos os homens” (I Co 15:19).
 
Pr. Elis Clementino.