sábado, 9 de novembro de 2024

ESBOÇO 1429 * TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.

 

ESBOÇO 1429 *
TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.
TEXTO: JEREMIAS 35:6-10
 
Introdução:
Fidelidade é um valor essencial que revela o nosso compromisso com Deus e com os princípios que Ele nos deixou. O Senhor, em sua infinita sabedoria, sempre teve métodos poderosos e simbólicos para nos ensinar e nos confrontar sobre o nosso comportamento e atitudes. Na passagem de Jeremias 35:6-10, vemos como Deus usa os recabitas como um exemplo de fidelidade e obediência. Enquanto o povo de Israel se mostrava rebelde e desobediente, os recabitas mantinham-se fiéis às ordens que receberam dos seus antepassados, mesmo que isso significasse viver de maneira diferente e sacrificial. Este contraste torna-se uma lição direta para todos nós que, por vezes, deixa os princípios cristãos se desvanecerem em meio às mudanças culturais e desafios cotidianos. A pergunta que surge é: estamos, realmente, comprometidos em ser honestos ao que é inegociável?
 
A.     Contexto.
1.      Jeremias e suas profecias.
O profeta Jeremias foi enviado por Deus a profetizar para o reino de Judá. Ele nasceu em Anatote no ano 650 a.C. O seu ministério ocorreu entre 626 a 586 a.C.
2.      Missão do profeta.
·        Jeremias foi enviado por Deus com uma missão: falar ao seu povo, suas mensagens enfatizam o arrependimento e a conversão a Deus, isso era um bom princípio para que as bênçãos divinas viessem sobre o seu povo Israel e o seu juízo se desviasse dele.
·        Situação espiritual. O povo de Deus não estava dando importância à voz do Senhor e nem guardava os seus mandamentos.
·        Métodos divinos de ensinar. Deus tem muitas maneiras de ensinar ao seu povo, no entanto, a maneira como ele usa contribui para o bem.
 
B.     Exemplo de fidelidade.
Deus usou métodos simbólicos, ele usa até parábolas para despertar o povo, mostrar-lhe o que era uma verdadeira fidelidade dos recabitas. Um povo nômade e este serviria de lição para o povo de Deus, mostrando ao profeta o exemplo de fidelidade aos princípios deixados pelos seus pais. Deus leva Jeremias à casa dos recabitas e lá encontrou um povo com princípios e estes eram inegociáveis.
 
C.      Princípios são inegociáveis.
1.      Os princípios eram:
·        Não beberem vinho.
·        Não edificarem casas.
·        Não semearem sementes.
·        Não plantar vinhas.
·        Só habitarem em tendas (Jr 35:6,7).
 
Os recabitas obedeciam à risca tudo quanto Jonadabe, filho de Recabe, seus pais lhes ordenaram (Jr 35:8). O modelo de vida deles serviria seria uma lição não somente para o povo de Deus Israel, mas também para muitos de nós que conhecemos o Senhor, dizemos que somos povos dele e não o obedecemos, quando deveríamos ser exemplo (Ora!). Se a nossa justiça não exceder a dos recabitas, não chegaremos ao reino dos céus. Da mesma maneira Jesus falou para os discípulos (Mt 5:20).
 
D.     O julgamento divino.
Os israelitas estavam sendo julgados pelos seus atos de infidelidade ao Senhor, pois o mal que o Senhor Deus havia falado contra eles não removeria se eles não obedecessem (Jr 35:17). Os recabitas foram abençoados por Deus com promessas pela fidelidade aos princípios dos seus pais (Jr 35:18,19), da mesma maneira nós, como povo de Deus, seremos pela nossa fidelidade ao Senhor.
 
Entretanto, podemos aplicar a nossa vida cristã sendo fiéis a Deus, assim como foram os recabitas, guardando na memória a fidelidade dos seus pais. Atualmente, parece que deixamos para trás muitos princípios importantes. Existem pessoas que não são cristãs que guardam princípios e valores dos seus antepassados. Como cristãos, devemos guardar os ensinamentos que nos foram passados pelos nossos pais na fé, os princípios cristãos que temos guardados são o que nos mantém firmes na fé. Assim como o Senhor mostrou a Jeremias a situação espiritual do seu povo, ele tem nos mostrado através da sua palavra. Será que estamos dispostos a sacrificar algo que estejamos apegados para sermos fiéis ao Senhor?
 
Conclusão:
Assim como Deus usou o exemplo dos recabitas para ensinar ao povo de Israel sobre a importância da fidelidade, Ele continua nos chamando hoje a viver com compromisso e integridade diante Dele. A fidelidade aos princípios divinos não é apenas uma escolha moral, mas uma marca de nossa identidade como povo de Deus. Somos chamados a ser luz em meio à escuridão, a manter firme aquilo que é inegociável, mesmo que o mundo ao nosso redor se de forma nenhuma devem abrir mãos dos nossos princípios. Que o exemplo das recabitas desperte em nós uma reflexão profunda: será que estamos realmente dispostos a sacrificar qualquer coisa que comprometa nossa fidelidade a Deus? Quais são os princípios e valores que temos guardados e transmitidos às futuras gerações? Ao refletirmos sobre estas perguntas, lembremo-nos da promessa divina: o Senhor sempre abençoa aqueles que o obedecem.
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ESBOÇO 1428 * TEMA: A NOBREZA DO CARATER.

 

ESBOÇO 1428 *
TEMA: A NOBREZA DO CARATER.
TEXTO: “Mas o nobre projeta coisas nobres, e pela sua nobreza está em pé” ISAÍAS 32:8.
 
Introdução:
Hoje vamos refletir sobre uma qualidade que, embora muito valorizada, nem sempre é compreendida em sua profundidade: a nobreza do caráter. Em Isaías 32:8, lemos que “o homem nobre projeta coisas nobres, e pela sua nobreza está em pé”. A verdadeira nobreza não é apenas uma posição ou título, mas uma característica que brota do coração e se expressa nas atitudes. A nobreza que vem de Deus envolve grandeza de espírito, generosidade e um compromisso inabalável com a integridade. Ela nos leva a agir com humildade e justiça, e a buscar o bem em todas as situações. Mais do que uma honra humana, a nobreza é um reflexo do caráter divino que somos chamados a manifestar em nossas vidas. Hoje, quero convidá-los a explorarmos juntos o que significa viver com um caráter nobre e refletir sobre como essa virtude pode transformar nossas ações, nossos relacionamentos e, principalmente, o nosso testemunho cristão.
 
I. Significado de nobreza.
1. Tem vários significados como:
·        Qualidade, algo valioso, alta posição social, prestígio.
·        Superioridade moral, grandeza de caráter.
·        Grandeza, majestade, imponência.
·        Generosidade, liberalidade.
Quando falamos em prática das coisas nobres, precisamos refletir ainda mais a importância delas, avaliando se vale a pena ou não, vale apena para você?
 
II. O coração e as coisas nobres.
1.      Origem das coisas nobres.
·        Guardar o coração, porque dele procedem às saídas da vida (Pv 4:23).
·        Do coração saem as coisas más (Mc 7:21; Lc 6:45; Sl 140:2).
·        O homem bom, do bom tesouro tiras as coisas boas (Mt 12:35).
·        A nobreza e a generosidade estão ligadas diretamente ao coração (Pv 11:25; 2 Co 9:6,7; Lc 6:38; 1 Tm 6:18; Pv 22:19). Aqui é bom apresentar um exemplo real de nobreza que impactou o coração das pessoas.
 
III. A imprevisibilidade do coração.
1.      O coração é enganoso.
·        Ninguém conhece (Jr 17:9-10).
·        Na qualidade de servos de Deus, devemos projetar coisas boas e construtivas, visando o melhor aproveitamento nas diversas áreas da vida, porque por meio da nossa nobreza persistiremos.
  • Para refletir: "O que você está projetando em sua vida, com base nas intenções do seu coração?"
IV. Projetando Coisas Nobres.
1.      Áreas para projetar coisas nobres:
·        Relacionamentos: como tratamos as pessoas.
·        Atitudes: ser proativo em fazer o bem.
·        Honestidade e justiça em todas as áreas da vida.
·        Autodomínio e dedicação aos propósitos de Deus.
2.      Exemplos:
·        Boaz praticou generosidade e bondade para com Rute (Rt 2:8-9).
·         O bom samaritano.
·        José no Egito, que alcançou nobreza.
 
V. Coisas Nobres no Fruto do Espírito.
1.      O fruto do Espírito como fonte de nobreza:
·        Gálatas 5:22-23. O amor, a alegria, a paz e as demais virtudes do Espírito produzem naturalmente atos nobres. Todo cristão precisa refletir em que área o fruto do Espírito pode fazer você crescer de maneira mais nobre.
 
Conclusão:
Ao longo dessa mensagem, vimos que a nobreza do caráter vai além das aparências ou das posições sociais; ela é uma virtude que nasce no coração e se revela nas ações. Aqueles que envelhecem com nobreza projetam o bem, buscam a justiça e deixam um impacto positivo ao seu redor. Para nós, cristãos, ser nobre não é apenas uma escolha, mas um chamado para refletirmos o caráter de Cristo em tudo o que fazemos. A verdadeira nobreza é firmada no fruto do Espírito, em virtudes como amor, domínio próprio, e nos desafia a viver com integridade, generosidade e compaixão. Que possamos ser conhecidos, não por títulos ou posições, mas pela retidão de nosso caráter e pelo desejo de fazer o bem. Que nossas ações apontem para Deus e que nossa vida seja um testemunho vivo, que cada um de nós busque viver de forma nobre, pois assim permaneceremos firmes e daremos glória ao nosso Senhor, que nos chamou para viver em sua graça e amor.
 
Pr Elis Clementino.

ESBOÇO 1427 * ASSUNTO: EGOÍSMO E RELACIONAMENTO.

ESBOÇO 1427 *
ASSUNTO: EGOÍSMO E RELACIONAMENTO.
TEXTO: Não façais nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente, considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros FILIPENSES 2:3-4.
 
Introdução:
Vamos refletir sobre o impacto do egoísmo nos nossos relacionamentos e como a Bíblia nos orienta a construir conexões genuínas, baseadas na humildade e no cuidado com o outro. Viver em comunidade é essencial para o ser humano. Desde a criação, Deus nos fez para o convívio, para a troca de experiências e apoio mútuo. Mas, em meio à vida em sociedade, o egoísmo surge como um obstáculo que muitas vezes nos impede de amar, de perdoar e de construir relacionamentos duradouros. O apóstolo Paulo, em Filipenses 2:3-4, nos adverte sobre o perigo da ambição egoísta e nos exorta a considerar os outros superiores a nós mesmos, cuidando não só dos nossos interesses, mas também dos interesses dos outros. Esta não é uma tarefa fácil; exige esforço, humildade e o desejo sincero de refletir o caráter de Cristo. Neste estudo, vamos explorar o que a Bíblia nos ensina sobre a importância de compreender e respeitar as diferenças, cultivar relacionamentos saudáveis e evitar inimizades, sempre lembrando que o fruto do Espírito nos conduz ao bom convívio e que a sabedoria de Deus nos ajuda a superar as barreiras impostas pelo egoísmo.
 
I. Relacionamentos.
Uma das tarefas mais difíceis é se relacionar com as outras pessoas, cujas razões são as diferenças de pessoas para pessoas, porém para se ter um bom relacionamento é preciso saber conviver com as diferenças e os momentos de crise (Pv 17:9), levando em consideração a compreensão e o perdão que devem serem postos em pratica na vida real, portanto é preciso saber conviver com essas diferenças.
 
II. Convivendo com as diferenças.
1.      O que é preciso para conviver com as diferenças?
·        Reconhecer que elas existem.
·        Não sendo arrogantes.
·        Humildade.
·        Educação.
·        Afabilidade.
Em relacionamentos, precisamos entender essa necessidade de convivência com pessoas de diferentes classes, jovens, adultos, de etnias, culturas e religiosidade. Quando entendemos essa realidade desafiadora, o relacionamento se torna mais flexível, embora algumas pessoas tenham características que dificultem esse relacionamento, como veremos a seguir.
 
III. Características de pessoas difíceis de conviver.
·        Teimosa – persistente no que faz (Pv 29:1; 1 Sm 15:23). A obstinação é comparada ao pecado da idolatria. Conviver com pessoas assim se torna muito difícil.
·        Egocêntrica ou individualista - exclui pessoas a fim de não compartilhar algo importante com os outros (Fp 2:3-4; Tg 3:16; 2 Tm 3:2-4; Pv 18:1; Gl 5:19-21). Através desses versículos entendemos que a Bíblia é contra o egoísmo, eles incentivam a humildade e o amor ao próximo como ideais que devem guiar as nossas ações.
·        Mal, comportada, dos tais devemos nos afastar (1 Co 15:33; Pv 13:20). Devemos escolher bem as nossas companhias.
·        Isoladas, excessivo isolamento pode levar ao egoísmo (Pv 18:1; Ec 4:9-10; Hb 10:24-25).
·        Crítica constante, leva ao julgamento das pessoas (Mt 7:1-2; Rm 2;1; Tg 4:11-12), esses versículos nos incentivam a evitar críticas, osso pode levar a hipocrisia.
·        Negatividade, é um perigo, as nossas atitudes devem ser positivas (Pv 17:22; Fp 4:8; Pv 15:13; Sl 34:17-18). Esses versículos nos encorajam a ter uma visão positiva e confiar em Deus que enriquece a nossa mente com coisas construtivas.
·        Controladoras, sempre desejam controlar as outras pessoas (Mt 20:26-26; Pv 3:30; Gl 5:13). Esses versículos nos mostram que Deus valoriza a liberdade e o respeito mútuo. No entanto precisamos cultivar esse relacionamento.
 
IV. Como cultivar o relacionamento?
A Bíblia destaca a importância do amor, da paciência, do perdão e da paz como maneira de cultivar os relacionamentos, para isso é preciso:
·        Ter humildade e mansidão (Ef 4:2-3).
·        Suportar uns aos outros (Cl 3:13-14).
·        Saber lidar nos momentos de crise (Pv 17:9).
·        Compreensão (Rm 12:18).
·        Amor (1 Pe 4:8).
 
V. Evitando inimizades.
A Bíblia nos ensina a importância de evitar inimizades e promover a paz com as outras pessoas. Cito alguns versículos que nos incentivam atitudes pacificas, o perdão e a superação do mal com o bem, evitando que inimizades se formem, portanto, é preciso:
·        Não tornar mal por mal (Rm 12:17-18).
·        Ser pacificador (Mt 5:9).
·        Ser sábio nas respostas (Pv 15:14).
·        Seguir a paz com todos (Hb 12:14).
·        Amar até os vossos inimigos (Mt 5:44).
 
Conclusão:
Ao refletirmos sobre o papel do egoísmo nos relacionamentos, somos lembrados de que nossa fé nos chama a um padrão de convivência que vai além do simples respeito mútuo: somos chamados a amar, perdoar e cultivar a paz. Quando permitimos que o egoísmo governe nossas ações, não só afastamos as pessoas, mas nos distanciamos dos valores que Cristo nos ensinou. A Bíblia nos ensina que o fruto do Espírito — amor, paciência, bondade e domínio próprio — é a base de relacionamentos saudáveis e de uma vida que agrada a Deus (Gálatas 5:22-23). Que possamos praticar essas virtudes diariamente, tratando cada pessoa ao nosso redor com a honra e o respeito que o Senhor nos ordena. Convido cada um a examinar o próprio coração e a buscar, com a ajuda de Deus, remover qualquer traço de egoísmo que possa impedir a comunhão com os outros. Que sejamos pacificadores, humildes e prontos para entender o próximo, promovendo o amor e a harmonia em todas as nossas relações.
 
Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

ESBOÇO 1426 * TEMA: LANÇANDO O PÃO SOBRE AS ÁGUAS.

 

ESBOÇO 1426 *
TEMA: LANÇANDO O PÃO SOBRE AS ÁGUAS.
TEXTO: Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás. ECLESIASTES 11:1
 
Introdução:
O livro de Eclesiastes nos convida a refletir sobre o significado da vida e as atitudes que devemos cultivar ao longo de nossa jornada. Em Eclesiastes 11:1, encontramos a expressão intrigante: “Lança o teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás.” Essa metodologia, utilizada pela ciência de Salomão, é uma lição profunda sobre generosidade, fé e confiança no futuro. À primeira vista, lançar o pão sobre as águas pode parecer um ato inútil ou até insensato, mas Salomão nos ensina que, assim como o agricultor planta suas sementes confiando em uma colheita futura, nós também devemos investir em boas ações e gestos de generosidade.
 
A. Contexto histórico cultural.
Nos tempos bíblicos, o Nilo desempenhou um papel vital para o Egito. Esse rio, considerado uma fonte de vida, transbordava anualmente, trazendo águas ricas em nutrientes para as margens. Esse processo foi essencial para a agricultura da região, pois as águas deixavam depósitos de lodo fértil ao longo das barragens de inundação, preparando o solo para o plantio. Durante as cheias, uma prática comum era espalhar as sementes de trigo sobre as águas logo após a enchente. À medida que as águas recuavam, os grãos ficavam incrustados no solo enriquecido pelos sedimentos, facilitando o crescimento das plantas. Assim, após alguns meses, a colheita surgiu em abundância. Salomão, observando ou sabendo desse método de semeadura, utiliza-o para ilustrar a importância de lançar as boas ações, a generosidade e a fé, mesmo sem ver resultados imediatos. Ele encorajou que, assim como os agricultores que lançaram o trigo nas águas confiando numa colheita futura, também devemos lançar atos de confiança, generosidade e fé, acreditando que, no tempo certo, a colheita veria. Essa metáfora, portanto, não é apenas sobre agricultura, mas representa uma lição de vida: nossos esforços e atos de generosidade não precisam mostrar resultados instantâneos. Muitas vezes, o retorno de nossas ações pode ser incerto ou demorado, mas, se persistirmos em fazê-las, certamente de alguma maneira os resultados virão.
 
B. Continuando a semear – Continuar semeando é um dever, porque não sabemos qual a semente prosperará, se essa ou aquela. É preciso lembrar que podemos nos regozijar neste mundo com as nossas boas ações.
 
C. Dificuldades para quem semeia.
Para semear as boas ações, enfrentamos muitas dificuldades, dependendo do tipo de solo que a semente é lançada, mesmo assim não devemos deixar de fazer a nossa parte que é semear. O agricultor lança a semente no solo e espera as chuvas favoráveis, que podem vir ou não, mas ele semeou.

D. Observar o Vento – No mundo em que vivemos, as pessoas nunca devem ficar aguardando as condições ideais para dar início às boas ações (Ec 11:4). Se nada semearmos, mesmo assim colheremos, principalmente na atualidade, quando as condições não são tão favoráveis. É importante ressaltar que nada melhora e as coisas boas da vida devem ser buscadas com sacrifícios. Só as árvores que caem é que ficam no lugar e não se movem, precisamos nos movimentar e semear, mesmo que não haja condições perfeitas. Devemos viver em oração e uma vida de santidade conforme os padrões da palavra de Deus para podermos realizar as boas ações.

E. A alegria da colheita – Podemos nos alegrar com as coisas boas que desfrutamos, porque essa é a vontade de Deus. Os jovens desfrutem da sua juventude, mas que isso seja de forma moderada, reconhecendo que Deus responsabilizará a cada um pelos seus atos pecaminosos (Ec 11:9: 12:13,14; Rm 2:6-11). Se o crente entrar pelos caminhos pecaminosos, resultarão em sofrimentos, aflições e dor, além da promessa de um julgamento futuro. O que devemos fazer é nos afastar das coisas que contaminam, principalmente na adolescência e juventude. (Ec 11:10; 2 Co 7:1; 2 Tm 2:22).
 
Conclusão:
Finalizando esta reflexão, somos lembrados de que a vida cristã nos convida a uma jornada de fé e generosidade, onde lançamos "pão sobre as águas" sem necessariamente ver o retorno imediato. Salomão nos desafia a agir com confiança, semeando o bem em um mundo que nem sempre compreende o que é o bem. Assim como o agricultor, que lança as sementes confiantes na colheita futura, devemos continuar semeando boas ações, independentemente das dificuldades ou do tempo de espera. Muitas vezes, os frutos que colheremos virão no tempo de Deus, mas virão, conforme a promessa que Ele mesmo nos fez. Nossa recompensa virá de acordo com a segurança e generosidade que tivermos. Amados, que cada um de nós aprenda a viver confiando nas promessas de Deus, semeando o bem e aguardando com fé o tempo da colheita, pois "depois de muitos dias, o achará”.
 
Pr. Elis Clementino.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

ESBOÇO 1425 * TEMA: A VERDADE PREVALECE.

 

ESBOÇO 1425 *
TEMA: A VERDADE PREVALECE.
TEXTO: “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido” LUCAS 12:2.
 
Vivemos em uma época em que a verdade parece cada vez mais relativa. As opiniões se confundem com os fatos, e o que é verdadeiro muitas vezes é moldado de acordo com interesses pessoais ou sociais. No entanto, a Bíblia nos ensina que a verdade é inabalável e eterna. Em Lucas 12:2, somos lembrados de que "nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido". Essa passagem revela que a verdade, embora possa ser escondida por algum tempo, sempre prevalece. Deus, em Sua santidade, fundamentou Seu caráter na verdade, e nos chama para viver de maneira íntegra, sem ceder às mentiras e falsidades que permeiam o mundo. Hoje, ao falarmos sobre "A Verdade Prevalece", vamos explorar o valor da verdade nas Escrituras, as consequências da mentira e como podemos, como cristãos, fazer da verdade uma marca distintiva de nossas vidas. Que este estudo nos desafie a andar na luz e refletir o caráter de Cristo, aquele que é a verdade.
 
I. Significado.
·        Mentira – Ato de mentir, afirmação contrária à verdade, engano propositado, hábito de mentir, juízo falso, vaidade. A primeira mentira foi no Éden, quando a mulher foi enganada por Satanás (Gn 3:4,5; 2 Co 11:3; 1 Tm 2:13-14). Jesus o classificou como o pai da mentira (Jo 8:44).
·        Mentir revela a debilidade do gênero humano. “Mentir revela a escravidão da carne. Conjugada à hipocrisia, a mentira traz consequências sérias para toda a família” Lição 11; CPAD 2023. Deus estabeleceu a verdade como justiça, ele condena a mentira (Lv 19:11; Ex 20:16).
·        Verdade - Conformidade com conhecimento real, realidade, exatidão, sinceridade, boa-fé. Uma das maiores grandezas de Deus foi ele ter revelado a sua verdade por meio de Jesus Cristo, ele é a verdade de Deus, assim como ele declara (Jo 14:6). Uma das grandezas da Bíblia é que ela registra até mesmo as verdades das fraquezas de seus heróis.
 
II. O propósito da mentira.
1.      Iremos apresentar qual o propósito da mentira, ela pode danificar relacionamentos, a confiança na sociedade, como também o seu relacionamento com Deus.
·        Enganar.
·        Tirar proveito pessoal.
·        Distorcer a verdade.
·        Falsificar.
 
III. Exemplos.
·        Jacó enganou Esaú (Gn 24:34-36).
·        Josué foi enganado pelos povos vizinhos (Js 9:1-13).
·        Ananias e Safira tentaram enganar os apóstolos. Muitos leitores da Bíblia ficam perplexos com esse juízo tão duro, vindo da parte de Deus sobre Ananias e Safira. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herança? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. Assim também aconteceu a sua esposa, a mesma sentença. (At. 5:2-10; Lc 8; 17; 12:2).
 
IV. A mentira contra as verdades do evangelho.
·        Afirmação Paulina: "Que em tempos posteriores alguns apostatariam da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e que têm a sua própria consciência cauterizada" (I Tm 4:1, 2).
·        Os falsos e mentirosos não entrarão “Cidade Santa” coisa alguma impura, nem o que pratica abominações ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. Ficarão de fora os cães, os magos, os adúlteros, os homicidas, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. (Ap 21:27; 22:15).
 
VI. Os que andam, na Verdade.
1.      A verdade tem um poder transformador na vida do cristão, ele deve ser guiado pela verdade como alguns expressaram esse sentimento de desejar andar na verdade, Zaqueu com o seu encontro com Jesus em sua casa, o Apóstolo Paulo e tantos outros que abraçaram a verdade cujos efeitos foram maravilhosos como:
·        A libertação através da verdade (Jo 8:32).
·        Identificação a crucificados com Cristo (Rm 6:6; Gl 2:20).
·        A justificação pelo sangue de Jesus (Rm 5:9).
·        Passaram da morte para a Vida (Jo 5:24).
·        Andam como filhos da luz (Ef. 5:8).
·        Não se prendem ao jugo desigual (II Co 6:14).
·        Não se detêm na roda dos escarnecedores (Sl 1:1).
·        Não andam segundo a carne (Rm 8:1).
·        Fazem a vontade de Deus (Mt 12:50).
·        Seu falar é Sim, sim, não, não (Mt 5:37).
·        Olham para Jesus, autor e consumador da fé (Hb 12:2).
·        Têm uma vida de santificação (Rm 6:22; I Ts 4:3; I Pe 1:2).
 
Conclusão:
Ao refletirmos sobre o tema da verdade, é claro que Deus valoriza e exige a sinceridade de Seus filhos. Ele é o Deus da verdade e, como Seus seguidores, somos chamados a andar em transparência e integridade. A mentira pode parecer conveniente em determinados momentos, mas as Escrituras nos lembram que, no final, ela sempre será revelada, pois nada fica oculto aos olhos de Deus. Como cristãos, precisamos ser exemplos de honestidade, tanto em palavras quanto em ações, refletindo o caráter de Cristo. A verdade nos liberta, nos aproxima de Deus e nos ajuda a viver em paz com a nossa consciência. Quando vivemos de acordo com a verdade, damos testemunho da nossa fé e influenciamos aqueles ao nosso redor a também buscarem um caminho de retidão. Que possamos, então, rejeitar a mentira em todas as suas formas e escolher, diariamente, viver na verdade, confiando que ela sempre prevalecerá, para a glória de Deus. A verdade nos leva a uma vida coerente ao evangelho de Jesus Cristo. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude nisso, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).

Pr Elis Clementino.