segunda-feira, 11 de novembro de 2024

ESBOÇO 1431 * TEMA: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.

 

ESBOÇO 1431 *
TÍTULO: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.
TEXTO: ATOS 3:1-10

Introdução:
Vamos refletir sobre uma passagem poderosa em Atos 3:1-10, que nos conta sobre o encontro entre Pedro, João e um homem paralítico que vivia à porta do Templo Formosa. Esse templo em Jerusalém era um dos centros de admiração mais importantes para o povo judeu, onde muitos iam diariamente fazerem as suas orações. Naquele tempo, era comum que pessoas necessitadas ou com enfermidades e especificações físicas se posicionassem na entrada do templo, esperando a ajuda de quem passava. Esse homem, específico, vivia em uma situação de profunda dependência e isolamento, colocado ali diariamente para pedir esmolas. A porta "Formosa" — um pórtico conhecido por sua beleza e imponência — era, ironicamente, o cenário onde esse homem enfrentava uma dura realidade de extrema necessidade. Neste encontro, Pedro e João nos ensinaram algo fundamental: quando nos aproximamos de Deus e temos uma vida de comunhão e oração, Ele pode usar até nossas limitações para realizar o extraordinário. Vamos olhar para essa história e entender como a fé pode transformar o que parece ser um pedido de esmola aos que entravam no templo.
 
I. O Encontro.
·        Pedro e João subindo ao Templo Formosa. Os discípulos sabiam da importância da comunhão e da oração. Pedro e João foram ao tempo porque era costume judaico fazer orações no templo, o que era comum irem nos horários específicos para orarem. Os primeiros cristãos maninham essas práticas, pois se tratava uma transição entre o judaísmo e a uma nova pratica da fé cristã.
o                       O paralítico foi posto à porta do Templo Formosa.
o      Porque era chamada formosa? Era uma referência ao Pórtico de Salomão ou porta formosa do templo, era chamado assim devido a sua beleza e importância.
o                       Pórtico – É uma estrutura arquitetônica que serve de entrada coberta para entrada do templo.
o      A condição do homem e a expectativa de ajuda aos quem entrassem no templo, um homem coxo precisando de ajuda.
·        Aplicação: Geralmente uma pessoa a margem da sociedade, além disso especial as pessoas não lhe dão muita atenção. É muito bom darmos atenção a essas pessoas, porque em muitos casos não sabemos o que contribuiu para elas estejam nessa situação, dar atenção é um ato de humildade e através dele você pode até restaurar a autoestima de muitos. Você como cristão tem dado atenção a essas pessoas menos favorecidas? Não devemos estar alheios aos sofrimentos das pessoas, pois não sabemos o nosso futuro. Pedro e João se sensibilizaram pela situação daquele pobre homem a porta do templo. Como cristãos devemos ter ações semelhantes estando atendo a situação dos que sofrem, as vezes atendendo as necessidades daqueles que sofrem. Há muitas maneiras de fazermos o bem as pessoas, considerando a missão de Jesus e o que ele nos ensinou (Lc 4:18,19; Mt 25:40).

II.                 O Pedido.
·        O paralitico pede esmola:
o   Ele estava a busca do sustento para suprir a sua necessidade.
o   O olhar firme de Pedro e João para o coxo.
o   A atenção e o contato humano no ato de ajudar pessoas é importante.
·        O paralítico espera receber algumas moedas.
o   A expectativa de ajuda material.
o   Ele necessitava também do espiritual, esse milagre certamente o despertaria a necessidade de adentrar ao templo e servir a Deus. O coxo não esperava algo tão grande quanto o milagre.
 
·        O Milagre.
o   Mediante o pedido, Pedro responde: “Não tenho prata e nem ouro” O poder de Deus vai além do material. Pedro tomando-o pela mão e levantando-o disse: “Levanta e anda”
o   A ação da fé e o poder de Deus manifestado e aquele homem ficou são e entrou no templo saltando e adorando a Deus, havendo uma transformação física e espiritual, traz cura e alegria.
 
III.                A reação da sociedade.
·        O impacto do milagre na sociedade.
·        O testemunho das pessoas que o conheciam.
·        A admiração da multidão.
 
Conclusão:
O milagre do Templo Formosa nos mostra que Deus não apenas supre nossas necessidades, mas transforma nossa vida de maneira completa quando colocamos nossa confiança n'Ele. Pedro e João, ao oferecerem a esse homem o que tinham de mais precioso — o nome e o poder de Jesus —, nos lembram que aquilo que vem de Deus é infinitamente maior do que qualquer bem material. Esse encontro nos convida a refletir sobre onde colocamos nossa esperança. Será que estamos buscando apenas soluções passageiras, ou confiando em Deus para uma transformação real? Assim como aquele homem recebeu força e alegria para caminhar e louvar, podemos crer que, ao abrirmos nosso coração para a obra de Deus, Ele traz cura e alegria às áreas mais necessárias. Que nossa fé nos leva a agir, a estender a mão, um olhar para aqueles ao nosso redor com compaixão, e a sermos instrumentos de transformação. Que podemos sair daqui lembrando que, mesmo sem "ouro e prata", temos algo que pode mudar o mundo: o amor e o poder de Jesus Cristo.

Pr. Elis Clementino.

domingo, 10 de novembro de 2024

ESBOÇO 1430 * ASSUNTO: COMO SERÁ PÓS MORTE?

 
ESBOÇO 1430 *
ASSUNTO: COMO SERÁ PÓS MORTE?
TEXTO: LUCAS 16;22-23; FILIPENSES 1:23.
 
Introdução:
"O que acontece conosco após a morte?" Esta é uma pergunta que habita o coração de praticamente todas as pessoas em algum momento da vida. Mesmo com os avanços da ciência e da filosofia, o que existe além desta vida permanece envolto em mistério. Falar sobre a morte pode ser desconfortável, mas é um tema revelador e essencial para entendermos o propósito da nossa existência. A Bíblia nos dá algumas respostas e instruções sobre o que esperar após a morte, tanto para aqueles que viveram em comunhão com Deus quanto para os que rejeitaram essa relação. Em Lucas 16 e Filipenses 1, vemos revelações sobre a realidade dos justos e dos injustos após a vida terrena, uma realidade que nos desafia a viver de forma consciente e piedosamente. Hoje, vamos explorar o que as Escrituras nos dizem sobre o pós-morte, examinando as implicações desse tema para nossa vida espiritual e para nossa esperança. De maneira simples e breve falarei sobre o tema “Como será pós morte?”
 
I. O que é a morte?
·        A morte é a separação do espírito, alma e corpo, cada um tem um destino diferente (Ec 12:7), mediante a ordenança divina (I Sm 2:6; Dt 32:39; Os 6:1; Ec 3:2ª; Jó 1:12). A morte física separa o homem do convívio social no mundo dos viventes. Com a morte física, o homem deixa tudo e nada levará (Sl 49:17), deixa o seu corpo despido num estado fora do natural (2 Co 5:4; Fp 3:21; 2 Co 15).
·        Ao homem é ordenado morrer apenas uma vez, depois disso o juízo (Hb 9:27).
·        Comunicação com os mortos - os vivos não tem oportunidade de se encontrarem com seus mortos, e nem os mortos se comunicarem com eles, “porém, agora que está morta, por que jejuarei eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Sm 12:23; Lc 16:22-23).
 
III. Por que os homens morrem?
  • Porque todos pecaram (Gn 2:17; Lm 3:39; Rm 5:12).
  • O pecado gerou a morte, ela é o salário do pecado (Rm 3:23; 6:23).
  • A morte é o limite da vida terrena (Gn 3:19; Gn 18:27; Ec 12:7). É o começo de uma vida eterna (Fp 1:21; Jo 11:25-26).
IV. A morte espiritual.
  • A morte espiritual significa a separação de Deus pelo pecado (Mt 13:49,50; 25:41; Lc 16:26 Rm 9:3).
  • Antes da morte física, o homem tem a capacidade de alterar o seu destino mediante a fé em Jesus Cristo (Jo 5:24; Rm 8:2).
  • A segunda morte refere-se ao estado espiritual permanente, intransferível e irremediável, de separação eterna do corpo e espírito humano em relação a Deus, proveniente de seu estado de pecado sem arrependimento (Ap 20:6,14). Com essa exposição, nota-se que há dois tipos de mortes, a física e a espiritual.
  • Para os salvos em Cristo, a morte física representa uma espécie de ponte que os levará à vida eterna com o Senhor (2 Co 5:1; Fp 1:23). Essa é a primeira morte.
V. Opiniões sobre os que morrem.
  • Algumas pessoas acreditam que o espírito humano é semelhante ao dos animais, morrendo com o corpo. Os homens e os animais foram criados como almas viventes (Gn 1:20-21). No entanto, o homem tem prerrogativas dadas por Deus, o corpo desce ao pó, mas o espírito volta para Deus, o corpo humano tem promessa de ressurreição (1 Co 15:42-44; Jo 5:28-29).
  • Outros acreditam ficarem num lugar chamado purgatório, pagando os pecados até purificar a alma, pelos quais se oferecem missas e sacrifícios para livrá-los da tormenta. Essa é uma doutrina ensinada pela igreja católica romana, para ela outras almas são salvas por meio das indulgências.
  • Outros dizem haver um lugar chamado umbral, entrada ou lugar das sombras, onde as pessoas que não tiveram boas obras irão para se aperfeiçoarem, sendo um tipo de aprendizado em um plano chamado umbral, e depois conforme o processo de aprimoramento e evolução alegando o texto bíblico (Hb 12:6). Na deia espírita esse processo ajudam os espíritos se purificarem e se prepararem para um plano mais elevado. Os espiritas também ressaltam que os mortos reencarnam, tomando um estilo de vida diferente.
  • Outros acham que os mortos ficam vagando e atormentando os vivos, os chamados fantasmas. No entanto, Jesus nos ensinou que há um abismo de maneira que os que estão mortos não têm comunicação com os vivos (Lc 16:26-29).
 
VI. O que diz a palavra de Deus a respeito.
  • O espírito e a alma não morrem com o corpo, o espírito volta para Deus (Ec 12:7).
  • O homem está ordenado a morrer uma só vez, se trata da morte física (Hb 9:27ª).
  • Ninguém tem controle sobre a morte, o homem não tem domínio sobre o seu espírito. (Ec 8:8).
  • O homem não perde o seu estado de consciência (Lc 16:26-29; Ap 6:9-11).
IV. O que acontece com aqueles não salvos?
Apesar das muitas especulações existentes, a Bíblia revela uma parábola na qual a alma do ímpio fica reservada num lugar chamado Hades. Entende-se que de alguma forma o ímpio fica preso pelo poder da morte e reservado porá o dia do juízo (2 Pe 2:9; Jd 6,7), de maneira que as almas daquelas criaturas não sairão daquele ambiente e nem se comunicarão com seus familiares (Lc 16:23-26).
 
VI. O que acontece com o salvo após a morte?
  • Antes da crucificação de Jesus, numa parábola ele mostra que as pessoas tementes a Deus seria levada para um lugar chamado o seio de Abraão (Lc 16:22). Podemos ver nessa parábola que há dois destinos.
  • Nesse lugar, a alma fica no aguardo da ressurreição dos mortos (Mt 27:52).
  • Esse lugar é denominado por Jesus de “o paraíso” (Lc 23:42-43; 2 Co 12:2-4; Ap 2:7).
  • Nele, os salvos esperam o arrebatamento (1 Ts 4:15-16).
Conclusão:
Diante da realidade da morte e do que a Bíblia revela sobre o pós-morte, somos chamados a refletir sobre nosso destino eterno e a viver com propósito e esperança. A vida não termina quando deixamos este corpo; ao contrário, para aqueles que estão em Cristo, a morte é uma transição para uma nova vida espiritual e eterna com Deus ou não. Ao compreendermos que existem destinos diferentes para os justos e os injustos, somos desafiados a escolher o caminho que conduz à vida eterna, um caminho acessível a nós por meio da fé em Jesus. Assim, o cristão não precisa temer a morte, pois ela é apenas uma porta que se abre para a presença de Deus, onde não haverá mais morte. Que esta certeza nos fortaleça, levando-nos a viver cada dia com o olhar fixo no que realmente importa: nossa comunhão com Deus e nossa esperança na vida eterna que o Senhor reservou para aqueles que lhe obedecem. Portanto, o cristão não deve temer a morte, ela é a ponte que, por meio de Jesus Cristo, liga o homem a Deus. A esperança do crente vai além-túmulo (Jó 19:27), é uma expectativa que vai além da imaginação humana (1 Co 2:9; 2 Tm 4:7-8).
 
Pr. Elis Clementino.

sábado, 9 de novembro de 2024

ESBOÇO 1429 * TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.

 

ESBOÇO 1429 *
TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.
TEXTO: JEREMIAS 35:6-10
 
Introdução:
Fidelidade é um valor essencial que revela o nosso compromisso com Deus e com os princípios que Ele nos deixou. O Senhor, em sua infinita sabedoria, sempre teve métodos poderosos e simbólicos para nos ensinar e nos confrontar sobre o nosso comportamento e atitudes. Na passagem de Jeremias 35:6-10, vemos como Deus usa os recabitas como um exemplo de fidelidade e obediência. Enquanto o povo de Israel se mostrava rebelde e desobediente, os recabitas mantinham-se fiéis às ordens que receberam dos seus antepassados, mesmo que isso significasse viver de maneira diferente e sacrificial. Este contraste torna-se uma lição direta para todos nós que, por vezes, deixa os princípios cristãos se desvanecerem em meio às mudanças culturais e desafios cotidianos. A pergunta que surge é: estamos, realmente, comprometidos em ser honestos ao que é inegociável?
 
A.     Contexto.
1.      Jeremias e suas profecias.
O profeta Jeremias foi enviado por Deus a profetizar para o reino de Judá. Ele nasceu em Anatote no ano 650 a.C. O seu ministério ocorreu entre 626 a 586 a.C.
2.      Missão do profeta.
·        Jeremias foi enviado por Deus com uma missão: falar ao seu povo, suas mensagens enfatizam o arrependimento e a conversão a Deus, isso era um bom princípio para que as bênçãos divinas viessem sobre o seu povo Israel e o seu juízo se desviasse dele.
·        Situação espiritual. O povo de Deus não estava dando importância à voz do Senhor e nem guardava os seus mandamentos.
·        Métodos divinos de ensinar. Deus tem muitas maneiras de ensinar ao seu povo, no entanto, a maneira como ele usa contribui para o bem.
 
B.     Exemplo de fidelidade.
Deus usou métodos simbólicos, ele usa até parábolas para despertar o povo, mostrar-lhe o que era uma verdadeira fidelidade dos recabitas. Um povo nômade e este serviria de lição para o povo de Deus, mostrando ao profeta o exemplo de fidelidade aos princípios deixados pelos seus pais. Deus leva Jeremias à casa dos recabitas e lá encontrou um povo com princípios e estes eram inegociáveis.
 
C.      Princípios são inegociáveis.
1.      Os princípios eram:
·        Não beberem vinho.
·        Não edificarem casas.
·        Não semearem sementes.
·        Não plantar vinhas.
·        Só habitarem em tendas (Jr 35:6,7).
 
Os recabitas obedeciam à risca tudo quanto Jonadabe, filho de Recabe, seus pais lhes ordenaram (Jr 35:8). O modelo de vida deles serviria seria uma lição não somente para o povo de Deus Israel, mas também para muitos de nós que conhecemos o Senhor, dizemos que somos povos dele e não o obedecemos, quando deveríamos ser exemplo (Ora!). Se a nossa justiça não exceder a dos recabitas, não chegaremos ao reino dos céus. Da mesma maneira Jesus falou para os discípulos (Mt 5:20).
 
D.     O julgamento divino.
Os israelitas estavam sendo julgados pelos seus atos de infidelidade ao Senhor, pois o mal que o Senhor Deus havia falado contra eles não removeria se eles não obedecessem (Jr 35:17). Os recabitas foram abençoados por Deus com promessas pela fidelidade aos princípios dos seus pais (Jr 35:18,19), da mesma maneira nós, como povo de Deus, seremos pela nossa fidelidade ao Senhor.
 
Entretanto, podemos aplicar a nossa vida cristã sendo fiéis a Deus, assim como foram os recabitas, guardando na memória a fidelidade dos seus pais. Atualmente, parece que deixamos para trás muitos princípios importantes. Existem pessoas que não são cristãs que guardam princípios e valores dos seus antepassados. Como cristãos, devemos guardar os ensinamentos que nos foram passados pelos nossos pais na fé, os princípios cristãos que temos guardados são o que nos mantém firmes na fé. Assim como o Senhor mostrou a Jeremias a situação espiritual do seu povo, ele tem nos mostrado através da sua palavra. Será que estamos dispostos a sacrificar algo que estejamos apegados para sermos fiéis ao Senhor?
 
Conclusão:
Assim como Deus usou o exemplo dos recabitas para ensinar ao povo de Israel sobre a importância da fidelidade, Ele continua nos chamando hoje a viver com compromisso e integridade diante Dele. A fidelidade aos princípios divinos não é apenas uma escolha moral, mas uma marca de nossa identidade como povo de Deus. Somos chamados a ser luz em meio à escuridão, a manter firme aquilo que é inegociável, mesmo que o mundo ao nosso redor se de forma nenhuma devem abrir mãos dos nossos princípios. Que o exemplo das recabitas desperte em nós uma reflexão profunda: será que estamos realmente dispostos a sacrificar qualquer coisa que comprometa nossa fidelidade a Deus? Quais são os princípios e valores que temos guardados e transmitidos às futuras gerações? Ao refletirmos sobre estas perguntas, lembremo-nos da promessa divina: o Senhor sempre abençoa aqueles que o obedecem.
 
Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ESBOÇO 1428 * TEMA: A NOBREZA DO CARATER.

 

ESBOÇO 1428 *
TEMA: A NOBREZA DO CARATER.
TEXTO: “Mas o nobre projeta coisas nobres, e pela sua nobreza está em pé” ISAÍAS 32:8.
 
Introdução:
Hoje vamos refletir sobre uma qualidade que, embora muito valorizada, nem sempre é compreendida em sua profundidade: a nobreza do caráter. Em Isaías 32:8, lemos que “o homem nobre projeta coisas nobres, e pela sua nobreza está em pé”. A verdadeira nobreza não é apenas uma posição ou título, mas uma característica que brota do coração e se expressa nas atitudes. A nobreza que vem de Deus envolve grandeza de espírito, generosidade e um compromisso inabalável com a integridade. Ela nos leva a agir com humildade e justiça, e a buscar o bem em todas as situações. Mais do que uma honra humana, a nobreza é um reflexo do caráter divino que somos chamados a manifestar em nossas vidas. Hoje, quero convidá-los a explorarmos juntos o que significa viver com um caráter nobre e refletir sobre como essa virtude pode transformar nossas ações, nossos relacionamentos e, principalmente, o nosso testemunho cristão.
 
I. Significado de nobreza.
1. Tem vários significados como:
·        Qualidade, algo valioso, alta posição social, prestígio.
·        Superioridade moral, grandeza de caráter.
·        Grandeza, majestade, imponência.
·        Generosidade, liberalidade.
Quando falamos em prática das coisas nobres, precisamos refletir ainda mais a importância delas, avaliando se vale a pena ou não, vale apena para você?
 
II. O coração e as coisas nobres.
1.      Origem das coisas nobres.
·        Guardar o coração, porque dele procedem às saídas da vida (Pv 4:23).
·        Do coração saem as coisas más (Mc 7:21; Lc 6:45; Sl 140:2).
·        O homem bom, do bom tesouro tiras as coisas boas (Mt 12:35).
·        A nobreza e a generosidade estão ligadas diretamente ao coração (Pv 11:25; 2 Co 9:6,7; Lc 6:38; 1 Tm 6:18; Pv 22:19). Aqui é bom apresentar um exemplo real de nobreza que impactou o coração das pessoas.
 
III. A imprevisibilidade do coração.
1.      O coração é enganoso.
·        Ninguém conhece (Jr 17:9-10).
·        Na qualidade de servos de Deus, devemos projetar coisas boas e construtivas, visando o melhor aproveitamento nas diversas áreas da vida, porque por meio da nossa nobreza persistiremos.
  • Para refletir: "O que você está projetando em sua vida, com base nas intenções do seu coração?"
IV. Projetando Coisas Nobres.
1.      Áreas para projetar coisas nobres:
·        Relacionamentos: como tratamos as pessoas.
·        Atitudes: ser proativo em fazer o bem.
·        Honestidade e justiça em todas as áreas da vida.
·        Autodomínio e dedicação aos propósitos de Deus.
2.      Exemplos:
·        Boaz praticou generosidade e bondade para com Rute (Rt 2:8-9).
·         O bom samaritano.
·        José no Egito, que alcançou nobreza.
 
V. Coisas Nobres no Fruto do Espírito.
1.      O fruto do Espírito como fonte de nobreza:
·        Gálatas 5:22-23. O amor, a alegria, a paz e as demais virtudes do Espírito produzem naturalmente atos nobres. Todo cristão precisa refletir em que área o fruto do Espírito pode fazer você crescer de maneira mais nobre.
 
Conclusão:
Ao longo dessa mensagem, vimos que a nobreza do caráter vai além das aparências ou das posições sociais; ela é uma virtude que nasce no coração e se revela nas ações. Aqueles que envelhecem com nobreza projetam o bem, buscam a justiça e deixam um impacto positivo ao seu redor. Para nós, cristãos, ser nobre não é apenas uma escolha, mas um chamado para refletirmos o caráter de Cristo em tudo o que fazemos. A verdadeira nobreza é firmada no fruto do Espírito, em virtudes como amor, domínio próprio, e nos desafia a viver com integridade, generosidade e compaixão. Que possamos ser conhecidos, não por títulos ou posições, mas pela retidão de nosso caráter e pelo desejo de fazer o bem. Que nossas ações apontem para Deus e que nossa vida seja um testemunho vivo, que cada um de nós busque viver de forma nobre, pois assim permaneceremos firmes e daremos glória ao nosso Senhor, que nos chamou para viver em sua graça e amor.
 
Pr Elis Clementino.

ESBOÇO 1427 * ASSUNTO: EGOÍSMO E RELACIONAMENTO.

ESBOÇO 1427 *
ASSUNTO: EGOÍSMO E RELACIONAMENTO.
TEXTO: Não façais nada por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente, considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros FILIPENSES 2:3-4.
 
Introdução:
Vamos refletir sobre o impacto do egoísmo nos nossos relacionamentos e como a Bíblia nos orienta a construir conexões genuínas, baseadas na humildade e no cuidado com o outro. Viver em comunidade é essencial para o ser humano. Desde a criação, Deus nos fez para o convívio, para a troca de experiências e apoio mútuo. Mas, em meio à vida em sociedade, o egoísmo surge como um obstáculo que muitas vezes nos impede de amar, de perdoar e de construir relacionamentos duradouros. O apóstolo Paulo, em Filipenses 2:3-4, nos adverte sobre o perigo da ambição egoísta e nos exorta a considerar os outros superiores a nós mesmos, cuidando não só dos nossos interesses, mas também dos interesses dos outros. Esta não é uma tarefa fácil; exige esforço, humildade e o desejo sincero de refletir o caráter de Cristo. Neste estudo, vamos explorar o que a Bíblia nos ensina sobre a importância de compreender e respeitar as diferenças, cultivar relacionamentos saudáveis e evitar inimizades, sempre lembrando que o fruto do Espírito nos conduz ao bom convívio e que a sabedoria de Deus nos ajuda a superar as barreiras impostas pelo egoísmo.
 
I. Relacionamentos.
Uma das tarefas mais difíceis é se relacionar com as outras pessoas, cujas razões são as diferenças de pessoas para pessoas, porém para se ter um bom relacionamento é preciso saber conviver com as diferenças e os momentos de crise (Pv 17:9), levando em consideração a compreensão e o perdão que devem serem postos em pratica na vida real, portanto é preciso saber conviver com essas diferenças.
 
II. Convivendo com as diferenças.
1.      O que é preciso para conviver com as diferenças?
·        Reconhecer que elas existem.
·        Não sendo arrogantes.
·        Humildade.
·        Educação.
·        Afabilidade.
Em relacionamentos, precisamos entender essa necessidade de convivência com pessoas de diferentes classes, jovens, adultos, de etnias, culturas e religiosidade. Quando entendemos essa realidade desafiadora, o relacionamento se torna mais flexível, embora algumas pessoas tenham características que dificultem esse relacionamento, como veremos a seguir.
 
III. Características de pessoas difíceis de conviver.
·        Teimosa – persistente no que faz (Pv 29:1; 1 Sm 15:23). A obstinação é comparada ao pecado da idolatria. Conviver com pessoas assim se torna muito difícil.
·        Egocêntrica ou individualista - exclui pessoas a fim de não compartilhar algo importante com os outros (Fp 2:3-4; Tg 3:16; 2 Tm 3:2-4; Pv 18:1; Gl 5:19-21). Através desses versículos entendemos que a Bíblia é contra o egoísmo, eles incentivam a humildade e o amor ao próximo como ideais que devem guiar as nossas ações.
·        Mal, comportada, dos tais devemos nos afastar (1 Co 15:33; Pv 13:20). Devemos escolher bem as nossas companhias.
·        Isoladas, excessivo isolamento pode levar ao egoísmo (Pv 18:1; Ec 4:9-10; Hb 10:24-25).
·        Crítica constante, leva ao julgamento das pessoas (Mt 7:1-2; Rm 2;1; Tg 4:11-12), esses versículos nos incentivam a evitar críticas, osso pode levar a hipocrisia.
·        Negatividade, é um perigo, as nossas atitudes devem ser positivas (Pv 17:22; Fp 4:8; Pv 15:13; Sl 34:17-18). Esses versículos nos encorajam a ter uma visão positiva e confiar em Deus que enriquece a nossa mente com coisas construtivas.
·        Controladoras, sempre desejam controlar as outras pessoas (Mt 20:26-26; Pv 3:30; Gl 5:13). Esses versículos nos mostram que Deus valoriza a liberdade e o respeito mútuo. No entanto precisamos cultivar esse relacionamento.
 
IV. Como cultivar o relacionamento?
A Bíblia destaca a importância do amor, da paciência, do perdão e da paz como maneira de cultivar os relacionamentos, para isso é preciso:
·        Ter humildade e mansidão (Ef 4:2-3).
·        Suportar uns aos outros (Cl 3:13-14).
·        Saber lidar nos momentos de crise (Pv 17:9).
·        Compreensão (Rm 12:18).
·        Amor (1 Pe 4:8).
 
V. Evitando inimizades.
A Bíblia nos ensina a importância de evitar inimizades e promover a paz com as outras pessoas. Cito alguns versículos que nos incentivam atitudes pacificas, o perdão e a superação do mal com o bem, evitando que inimizades se formem, portanto, é preciso:
·        Não tornar mal por mal (Rm 12:17-18).
·        Ser pacificador (Mt 5:9).
·        Ser sábio nas respostas (Pv 15:14).
·        Seguir a paz com todos (Hb 12:14).
·        Amar até os vossos inimigos (Mt 5:44).
 
Conclusão:
Ao refletirmos sobre o papel do egoísmo nos relacionamentos, somos lembrados de que nossa fé nos chama a um padrão de convivência que vai além do simples respeito mútuo: somos chamados a amar, perdoar e cultivar a paz. Quando permitimos que o egoísmo governe nossas ações, não só afastamos as pessoas, mas nos distanciamos dos valores que Cristo nos ensinou. A Bíblia nos ensina que o fruto do Espírito — amor, paciência, bondade e domínio próprio — é a base de relacionamentos saudáveis e de uma vida que agrada a Deus (Gálatas 5:22-23). Que possamos praticar essas virtudes diariamente, tratando cada pessoa ao nosso redor com a honra e o respeito que o Senhor nos ordena. Convido cada um a examinar o próprio coração e a buscar, com a ajuda de Deus, remover qualquer traço de egoísmo que possa impedir a comunhão com os outros. Que sejamos pacificadores, humildes e prontos para entender o próximo, promovendo o amor e a harmonia em todas as nossas relações.
 
Pr. Elis Clementino.