terça-feira, 12 de novembro de 2024

ESBOÇO 1433 * ASSUNTO: VENCEDO A ANSIEDADE PELA FÉ EM DEUS.

 

ESBOÇO 1433 *
ASSUNTO: VENCEDO A ANSIEDADE PELA FÉ EM DEUS.
TEXTO: FILIPENSES 4:6-7.
 
Introdução:
A ansiedade é uma realidade que aflige muitas pessoas nos dias de hoje, sendo uma das maiores causas de sofrimento emocional e físico. Ela surge quando somos tomados por preocupações excessivas sobre o futuro, sobre o que pode dar errado, ou até mesmo sobre aquilo que está fora do nosso controle. Embora sentir-se ansioso ocasionalmente seja normal, a ansiedade constante pode se tornar um peso difícil de carregar, afetando nossa paz e saúde. No entanto, a Bíblia oferece uma resposta clara e poderosa para lidar com esse mal: a fé em Deus. Em Filipenses 4:6-7, o apóstolo Paulo nos desafia a não vivermos ansiosos, mas a apresentarmos nossas preocupações diante de Deus com oração e súplica. Quando fazemos isso, a promessa é que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os nossos corações e mentes. A palavra de Deus não só nos orienta a entregar nossas ansiedades a Ele, mas também nos ensina a encontrar um caminho de confiança e serenidade em meio às turbulências da vida. Hoje, exploraremos como vencer a ansiedade pela fé em Deus, seguindo os princípios que Ele nos dá em Sua palavra, confiando em Sua provisão, e buscando Sua paz. Vamos aprender, juntos, como substituir a ansiedade por uma confiança inabalável no Senhor, que cuida de nós em todo tempo.
 
1. Não esteja ansioso.
·        Confie em Deus (Fp 4:6-7).
·        A instrução de Paulo é clara: “não andeis ansiosos” em lugar da ansiedade, devemos orar e confiar em Deus, levando aos seus pés as nossas preocupações.
·        Quando fazemos isso, recebemos a paz e a tranquilidade divina, que vai além da preocupação humana e nos dá tranquilidade.
·        Ao sentir ansiedade, é preferível recorrer imediatamente à oração, confiante nas respostas divinas. A oração é o meio pelo qual levamos aos pés do Senhor os nossos sofrimentos, as nossas ansiedades e enfermidades. O rei Ezequias estava ansioso por uma cura (2 Rs 20:2-5; Is 38:3).
2. Lance sobre Deus as suas necessidades.
·        O apóstolo Pedro recomenda lançar sobre o Senhor as nossas ansiedades (1 Pe 5:7).
·        Devemos estar certos de que, quando lançamos sobre o Senhor, ele cuida daquilo que ansiamos. Ao estarmos necessitados busquemos a Deus por meio das orações e leitura da palavra de Deus, ela é o melhor remédio para ansiedade. lançar”, indica uma ação deliberada e confiante no Senhor na certeza que ele nos atenda.
o   Aplicação: Você tem buscado a Deus em oração persistentemente? Se desprenda das suas ansiedades e passe a confiar exclusivamente nas provisões divinas “Ele tem cuidado de vós”
 
3. Buscando primeiro o reino de Deus.
1. Muitas vezes estamos apegadas as coisas terrenas, entretanto, para Deus a maior prioridade e:
·        Buscar primeiro o reino de Deus (Mt 6:31-34). Naquele momento os discípulos estavam ansiosos quanto ao futuro deles. Na realidade, quando olhamos para as coisas desta vida, perdemos o foco em algo maior e melhor. Jesus lhes deu lições claras sobre o que eles deviam fazer.
 
4. A ansiedade e a mente renovada.
·        Somos constantemente bombardeados com os acontecimentos, com isso a nossa mente precisa se renovar através da palavra de Deus, que nos ajuda a compreender a vontade de Deus, o que nos traz paz em nosso interior.
·        Uma mente renovada pela palavra de Deus tem uma perspectiva diferente do nosso futuro, além disso, afasta os pensamentos ansiosos, nos proporcionando paz interior.
o   Aplicação: Amados, precisamos afastar das nossas mentes a ansiedade que tanto incomoda e lança-las sobre o Senhor, para que tenhamos paz e confiança através de uma mente renovada.
5. O remédio para a ansiedade.
·        A presença de Deus (Sl 94:19).
·        O salmista admite que o consolo de Deus traz alívio nos momentos de intranquilidade gerado pela ansiedade.
·        Deus é o balsamo “infusão de uma planta como óleo para aliviar as dores” o tranquilizante da alma ansiosa, a garça que Paulo experimentou na visão do espinho na carne. O balsamos é como as águas tranquilas, refrigerando a alma nos momentos de sequidão (Sl 23:2-3).
 
Conclusão:
Em um mundo marcado pela inquietude e pelas pressões constantes, a ansiedade muitas vezes se torna uma companheira indesejada. No entanto, como vimos, a Palavra de Deus oferece uma solução clara e profunda para esse mal: entregar nossas preocupações a Ele, confiar em Sua providência e buscar Sua paz. A promessa divina é de que, ao fazermos isso, a paz que excede todo entendimento guardará nossos corações e mentes, afastando o medo e a inquietação. Quando colocamos nossa fé em ação, entregando nossas ansiedades ao Senhor e renovando nossa mente através de Sua Palavra, encontramos alívio, consolo e uma perspectiva transformada. Lembre-se: a ansiedade não precisa governar a sua vida, pois Deus está no controle de tudo. Ele nos convida a descansar em Sua presença, sabendo que Ele nos sustenta e cuida de cada detalhe. Portanto, ao sair daqui hoje, leve consigo essa certeza: Deus é maior do que qualquer preocupação ou medo. Ele é a nossa paz, e ao colocarmos nossa confiança nele, podemos enfrentar as adversidades da vida com serenidade e coragem. Que cada um de nós seja capaz de viver, não mais sob o peso da ansiedade, mas na liberdade da confiança plena em Deus.
 
Pr. Elis Clementino

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

ESBOÇO 1432 * TEMA: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.

 

ESBOÇO 1432 *
TEMA: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E DOS JUSTOS.
TEXTO: SALMOS 1:1-6.
 
Introdução:
O texto, apresenta a forma de vida que o crente deve ter em relação aos ímpios, nele o salmista diz: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo os conselhos dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1:1), assim, será a maneira de ser feliz. O caminho do ímpio é bem diferente do caminho do justo, o crente deve ser a luz e sal da terra (Mt 5:13,14; Pv 4:18; Fl 2:15).
 
I. A conduta do justo.
  • Não seguir o conselho das pessoas más.
  • Separar-se das más associações.
  • Não se deter nos caminhos dos pecadores.
  • Não se acomode na roda dos escarnecedores.
  • Meditar na lei do Senhor, o justo encontra satisfação na palavra de Deus e reflete sobre ela constantemente (Js 1:8).
 
II. As bençãos sobre o justo.
O justo será abençoado, ele tem estabilidade espiritual e frutificará, ele é comparado a uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, assim ela é nutrida e dará fruto:
  • Darão fruto ao seu tempo.
  • Suas folhas não murcham.
  • Sucesso ou prosperidade em tudo que fizer, a prosperidade não se dará somente em relação ao material, mas espiritual. Quando nos referimos ao dia-a-dia devemos considerar alguns fatores que podem contribuir para que não tenhamos sucesso, como:
o   A vontade de Deus.
o   Falha humana na execução da sua tarefa, aqui não se trata de pecado, senão poderemos duvidar do justo quando ele não obtém sucesso no que faz. A Bíblia está cheia de exemplos de justos que não obtiveram sucesso na sua missão, como o profeta Jeremias e os discípulos que tiveram fins trágicos. Paulo foi o maior exemplo disso, mesmo sofrendo, se considerava vencedor (2 Tm 4:7-8). Aqui ele reflete sobre as dificuldades e lutas enfrentadas, mas com a certeza de que sua fé e perseverança o tornaram vitorioso, garantindo-lhe a recompensa eterna.
  • Relembrando sobre suas folhas verdes no ano da sequidão, ou mesmo que o justo não tiver sucesso em algo, ele permanecerá com a sua esperança viva e firme (2 Co 4:8-9; 12:9-10; Fp 4:12-13; Rm 8:35,37). Esses versículos mostram a confiança de Paulo em meio as dificuldades.
  • Desejo destacar que o conceito bíblico de prosperidade inclui paz, segurança em Deus, e contentamento, independentemente das circunstâncias materiais.
 
III. As condições do ímpio.
  • Sem estabilidade.
  • Juízo e exclusão do meio da congregação.
  • Não prosperam.
  • São maus conselheiros. Os conselhos dos ímpios para os justos são destruidores.
  • Não subsistirão no Juízo divino (Sl 1:5; Sl 37:10; Pv 6:15).
  • A sua alegria é breve (Jó 20:5).
  • A maldição habita em sua casa (Pv 3:33).
  • O caminho deles é como a escuridão Pv 4:19.
  • A vida deles é como a moinha que o vento espalha.
  • Seus dias são breves (Ec 8:13).
 
IV. Os destinos dos justos e dos ímpios.
  • O justo é guiado por Deus, lhe assegurando proteção, orientação e final com Deus (Sl 37:29; 39-40; Pv 10:25; Mt 25:34; Rm 2:6-7; Ap 21:3-4). Essa é a nossa esperança e as promessas de Deus que segue o caminho do justo.
  • O ímpio perecerá, ele vara a destruição, sem a direção ou futuro (Sl 1:5-6; Pv 11:21; Mt 13:49-50; Rm 6:23; Ap 21:8). Esse é o destino de quem desobedecem a Deus.
 
V. Os justos desfrutam das benesses divinas.
  • Desfrutam do fruto do Espírito.
  • Alimentam a esperança através do ribeiro de águas, não há ribeiro de água mais alimentador do que “a Palavra de Deus” ela nutre a nossa vida espiritual de maneira tão especial que podemos dizer como disse Davi nos Salmos 23.
  • Vida imarcescível “que não murcha, incorruptível, inalterável” (Sl 92:14).
  • Prosperam em praticar a justiça (Is 3:10).
Na atualidade, muitos não prosperam em seus caminhos perante Deus porque não consideram os princípios fundamentais que deve acompanhar o justo na sua trajetória aqui.
 
Conclusão:
Ao olharmos para o Salmo 1, somos convidados a escolher um caminho — o caminho dos justos ou o dos ímpios. Deus nos apresenta uma escolha clara: seguir Seus princípios, mantendo-nos firmes em Sua Palavra e encontrando verdadeira felicidade e propósito, ou trilhar o caminho dos ímpios, que leva à instabilidade e, eventualmente, à destruição. O justo é comparado a uma árvore junto ao ribeiro, forte, frutífera e inabalável, mesmo em tempos de adversidade. Esse é o retrato de uma vida abençoada e plena, guiada pela sabedoria e pelo cuidado de Deus. O ímpio, por outro lado, é como a palha levada pelo vento, sem propósito ou direção, separado de Deus e de Suas promessas. Portanto, estejamos alertas e conscientes de onde estamos colocando nossos passos e em quem estamos depositando nossa confiança. Devemos viver de acordo com os valores de Deus, buscando em Sua Palavra a orientação para sermos luz e sal neste mundo. Finalizo com uma reflexão: "Qual caminho você está escolhendo seguir?" Lembre-se que Deus não aceita meio-termo. A bênção e a verdadeira felicidade só podem ser encontradas na companhia dos justos, na comunhão com Deus e no desejo constante de agradá-Lo. Que possamos, com coragem e fé, trilhar o caminho do justo, firmes em Sua Palavra e seguros na esperança que Ele nos oferece. Que o Senhor nos ajude a permanecermos no caminho da vida e a sermos exemplos de Sua graça e amor!
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1431 * TEMA: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.

 

ESBOÇO 1431 *
TÍTULO: O COXO DO TEMPLO FORMOSA.
TEXTO: ATOS 3:1-10

Introdução:
Vamos refletir sobre uma passagem poderosa em Atos 3:1-10, que nos conta sobre o encontro entre Pedro, João e um homem paralítico que vivia à porta do Templo Formosa. Esse templo em Jerusalém era um dos centros de admiração mais importantes para o povo judeu, onde muitos iam diariamente fazerem as suas orações. Naquele tempo, era comum que pessoas necessitadas ou com enfermidades e especificações físicas se posicionassem na entrada do templo, esperando a ajuda de quem passava. Esse homem, específico, vivia em uma situação de profunda dependência e isolamento, colocado ali diariamente para pedir esmolas. A porta "Formosa" — um pórtico conhecido por sua beleza e imponência — era, ironicamente, o cenário onde esse homem enfrentava uma dura realidade de extrema necessidade. Neste encontro, Pedro e João nos ensinaram algo fundamental: quando nos aproximamos de Deus e temos uma vida de comunhão e oração, Ele pode usar até nossas limitações para realizar o extraordinário. Vamos olhar para essa história e entender como a fé pode transformar o que parece ser um pedido de esmola aos que entravam no templo.
 
I. O Encontro.
·        Pedro e João subindo ao Templo Formosa. Os discípulos sabiam da importância da comunhão e da oração. Pedro e João foram ao tempo porque era costume judaico fazer orações no templo, o que era comum irem nos horários específicos para orarem. Os primeiros cristãos maninham essas práticas, pois se tratava uma transição entre o judaísmo e a uma nova pratica da fé cristã.
o                       O paralítico foi posto à porta do Templo Formosa.
o      Porque era chamada formosa? Era uma referência ao Pórtico de Salomão ou porta formosa do templo, era chamado assim devido a sua beleza e importância.
o                       Pórtico – É uma estrutura arquitetônica que serve de entrada coberta para entrada do templo.
o      A condição do homem e a expectativa de ajuda aos quem entrassem no templo, um homem coxo precisando de ajuda.
·        Aplicação: Geralmente uma pessoa a margem da sociedade, além disso especial as pessoas não lhe dão muita atenção. É muito bom darmos atenção a essas pessoas, porque em muitos casos não sabemos o que contribuiu para elas estejam nessa situação, dar atenção é um ato de humildade e através dele você pode até restaurar a autoestima de muitos. Você como cristão tem dado atenção a essas pessoas menos favorecidas? Não devemos estar alheios aos sofrimentos das pessoas, pois não sabemos o nosso futuro. Pedro e João se sensibilizaram pela situação daquele pobre homem a porta do templo. Como cristãos devemos ter ações semelhantes estando atendo a situação dos que sofrem, as vezes atendendo as necessidades daqueles que sofrem. Há muitas maneiras de fazermos o bem as pessoas, considerando a missão de Jesus e o que ele nos ensinou (Lc 4:18,19; Mt 25:40).

II.                 O Pedido.
·        O paralitico pede esmola:
o   Ele estava a busca do sustento para suprir a sua necessidade.
o   O olhar firme de Pedro e João para o coxo.
o   A atenção e o contato humano no ato de ajudar pessoas é importante.
·        O paralítico espera receber algumas moedas.
o   A expectativa de ajuda material.
o   Ele necessitava também do espiritual, esse milagre certamente o despertaria a necessidade de adentrar ao templo e servir a Deus. O coxo não esperava algo tão grande quanto o milagre.
 
·        O Milagre.
o   Mediante o pedido, Pedro responde: “Não tenho prata e nem ouro” O poder de Deus vai além do material. Pedro tomando-o pela mão e levantando-o disse: “Levanta e anda”
o   A ação da fé e o poder de Deus manifestado e aquele homem ficou são e entrou no templo saltando e adorando a Deus, havendo uma transformação física e espiritual, traz cura e alegria.
 
III.                A reação da sociedade.
·        O impacto do milagre na sociedade.
·        O testemunho das pessoas que o conheciam.
·        A admiração da multidão.
 
Conclusão:
O milagre do Templo Formosa nos mostra que Deus não apenas supre nossas necessidades, mas transforma nossa vida de maneira completa quando colocamos nossa confiança n'Ele. Pedro e João, ao oferecerem a esse homem o que tinham de mais precioso — o nome e o poder de Jesus —, nos lembram que aquilo que vem de Deus é infinitamente maior do que qualquer bem material. Esse encontro nos convida a refletir sobre onde colocamos nossa esperança. Será que estamos buscando apenas soluções passageiras, ou confiando em Deus para uma transformação real? Assim como aquele homem recebeu força e alegria para caminhar e louvar, podemos crer que, ao abrirmos nosso coração para a obra de Deus, Ele traz cura e alegria às áreas mais necessárias. Que nossa fé nos leva a agir, a estender a mão, um olhar para aqueles ao nosso redor com compaixão, e a sermos instrumentos de transformação. Que podemos sair daqui lembrando que, mesmo sem "ouro e prata", temos algo que pode mudar o mundo: o amor e o poder de Jesus Cristo.

Pr. Elis Clementino.

domingo, 10 de novembro de 2024

ESBOÇO 1430 * ASSUNTO: COMO SERÁ PÓS MORTE?

 
ESBOÇO 1430 *
ASSUNTO: COMO SERÁ PÓS MORTE?
TEXTO: LUCAS 16;22-23; FILIPENSES 1:23.
 
Introdução:
"O que acontece conosco após a morte?" Esta é uma pergunta que habita o coração de praticamente todas as pessoas em algum momento da vida. Mesmo com os avanços da ciência e da filosofia, o que existe além desta vida permanece envolto em mistério. Falar sobre a morte pode ser desconfortável, mas é um tema revelador e essencial para entendermos o propósito da nossa existência. A Bíblia nos dá algumas respostas e instruções sobre o que esperar após a morte, tanto para aqueles que viveram em comunhão com Deus quanto para os que rejeitaram essa relação. Em Lucas 16 e Filipenses 1, vemos revelações sobre a realidade dos justos e dos injustos após a vida terrena, uma realidade que nos desafia a viver de forma consciente e piedosamente. Hoje, vamos explorar o que as Escrituras nos dizem sobre o pós-morte, examinando as implicações desse tema para nossa vida espiritual e para nossa esperança. De maneira simples e breve falarei sobre o tema “Como será pós morte?”
 
I. O que é a morte?
·        A morte é a separação do espírito, alma e corpo, cada um tem um destino diferente (Ec 12:7), mediante a ordenança divina (I Sm 2:6; Dt 32:39; Os 6:1; Ec 3:2ª; Jó 1:12). A morte física separa o homem do convívio social no mundo dos viventes. Com a morte física, o homem deixa tudo e nada levará (Sl 49:17), deixa o seu corpo despido num estado fora do natural (2 Co 5:4; Fp 3:21; 2 Co 15).
·        Ao homem é ordenado morrer apenas uma vez, depois disso o juízo (Hb 9:27).
·        Comunicação com os mortos - os vivos não tem oportunidade de se encontrarem com seus mortos, e nem os mortos se comunicarem com eles, “porém, agora que está morta, por que jejuarei eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Sm 12:23; Lc 16:22-23).
 
III. Por que os homens morrem?
  • Porque todos pecaram (Gn 2:17; Lm 3:39; Rm 5:12).
  • O pecado gerou a morte, ela é o salário do pecado (Rm 3:23; 6:23).
  • A morte é o limite da vida terrena (Gn 3:19; Gn 18:27; Ec 12:7). É o começo de uma vida eterna (Fp 1:21; Jo 11:25-26).
IV. A morte espiritual.
  • A morte espiritual significa a separação de Deus pelo pecado (Mt 13:49,50; 25:41; Lc 16:26 Rm 9:3).
  • Antes da morte física, o homem tem a capacidade de alterar o seu destino mediante a fé em Jesus Cristo (Jo 5:24; Rm 8:2).
  • A segunda morte refere-se ao estado espiritual permanente, intransferível e irremediável, de separação eterna do corpo e espírito humano em relação a Deus, proveniente de seu estado de pecado sem arrependimento (Ap 20:6,14). Com essa exposição, nota-se que há dois tipos de mortes, a física e a espiritual.
  • Para os salvos em Cristo, a morte física representa uma espécie de ponte que os levará à vida eterna com o Senhor (2 Co 5:1; Fp 1:23). Essa é a primeira morte.
V. Opiniões sobre os que morrem.
  • Algumas pessoas acreditam que o espírito humano é semelhante ao dos animais, morrendo com o corpo. Os homens e os animais foram criados como almas viventes (Gn 1:20-21). No entanto, o homem tem prerrogativas dadas por Deus, o corpo desce ao pó, mas o espírito volta para Deus, o corpo humano tem promessa de ressurreição (1 Co 15:42-44; Jo 5:28-29).
  • Outros acreditam ficarem num lugar chamado purgatório, pagando os pecados até purificar a alma, pelos quais se oferecem missas e sacrifícios para livrá-los da tormenta. Essa é uma doutrina ensinada pela igreja católica romana, para ela outras almas são salvas por meio das indulgências.
  • Outros dizem haver um lugar chamado umbral, entrada ou lugar das sombras, onde as pessoas que não tiveram boas obras irão para se aperfeiçoarem, sendo um tipo de aprendizado em um plano chamado umbral, e depois conforme o processo de aprimoramento e evolução alegando o texto bíblico (Hb 12:6). Na deia espírita esse processo ajudam os espíritos se purificarem e se prepararem para um plano mais elevado. Os espiritas também ressaltam que os mortos reencarnam, tomando um estilo de vida diferente.
  • Outros acham que os mortos ficam vagando e atormentando os vivos, os chamados fantasmas. No entanto, Jesus nos ensinou que há um abismo de maneira que os que estão mortos não têm comunicação com os vivos (Lc 16:26-29).
 
VI. O que diz a palavra de Deus a respeito.
  • O espírito e a alma não morrem com o corpo, o espírito volta para Deus (Ec 12:7).
  • O homem está ordenado a morrer uma só vez, se trata da morte física (Hb 9:27ª).
  • Ninguém tem controle sobre a morte, o homem não tem domínio sobre o seu espírito. (Ec 8:8).
  • O homem não perde o seu estado de consciência (Lc 16:26-29; Ap 6:9-11).
IV. O que acontece com aqueles não salvos?
Apesar das muitas especulações existentes, a Bíblia revela uma parábola na qual a alma do ímpio fica reservada num lugar chamado Hades. Entende-se que de alguma forma o ímpio fica preso pelo poder da morte e reservado porá o dia do juízo (2 Pe 2:9; Jd 6,7), de maneira que as almas daquelas criaturas não sairão daquele ambiente e nem se comunicarão com seus familiares (Lc 16:23-26).
 
VI. O que acontece com o salvo após a morte?
  • Antes da crucificação de Jesus, numa parábola ele mostra que as pessoas tementes a Deus seria levada para um lugar chamado o seio de Abraão (Lc 16:22). Podemos ver nessa parábola que há dois destinos.
  • Nesse lugar, a alma fica no aguardo da ressurreição dos mortos (Mt 27:52).
  • Esse lugar é denominado por Jesus de “o paraíso” (Lc 23:42-43; 2 Co 12:2-4; Ap 2:7).
  • Nele, os salvos esperam o arrebatamento (1 Ts 4:15-16).
Conclusão:
Diante da realidade da morte e do que a Bíblia revela sobre o pós-morte, somos chamados a refletir sobre nosso destino eterno e a viver com propósito e esperança. A vida não termina quando deixamos este corpo; ao contrário, para aqueles que estão em Cristo, a morte é uma transição para uma nova vida espiritual e eterna com Deus ou não. Ao compreendermos que existem destinos diferentes para os justos e os injustos, somos desafiados a escolher o caminho que conduz à vida eterna, um caminho acessível a nós por meio da fé em Jesus. Assim, o cristão não precisa temer a morte, pois ela é apenas uma porta que se abre para a presença de Deus, onde não haverá mais morte. Que esta certeza nos fortaleça, levando-nos a viver cada dia com o olhar fixo no que realmente importa: nossa comunhão com Deus e nossa esperança na vida eterna que o Senhor reservou para aqueles que lhe obedecem. Portanto, o cristão não deve temer a morte, ela é a ponte que, por meio de Jesus Cristo, liga o homem a Deus. A esperança do crente vai além-túmulo (Jó 19:27), é uma expectativa que vai além da imaginação humana (1 Co 2:9; 2 Tm 4:7-8).
 
Pr. Elis Clementino.

sábado, 9 de novembro de 2024

ESBOÇO 1429 * TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.

 

ESBOÇO 1429 *
TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE.
TEXTO: JEREMIAS 35:6-10
 
Introdução:
Fidelidade é um valor essencial que revela o nosso compromisso com Deus e com os princípios que Ele nos deixou. O Senhor, em sua infinita sabedoria, sempre teve métodos poderosos e simbólicos para nos ensinar e nos confrontar sobre o nosso comportamento e atitudes. Na passagem de Jeremias 35:6-10, vemos como Deus usa os recabitas como um exemplo de fidelidade e obediência. Enquanto o povo de Israel se mostrava rebelde e desobediente, os recabitas mantinham-se fiéis às ordens que receberam dos seus antepassados, mesmo que isso significasse viver de maneira diferente e sacrificial. Este contraste torna-se uma lição direta para todos nós que, por vezes, deixa os princípios cristãos se desvanecerem em meio às mudanças culturais e desafios cotidianos. A pergunta que surge é: estamos, realmente, comprometidos em ser honestos ao que é inegociável?
 
A.     Contexto.
1.      Jeremias e suas profecias.
O profeta Jeremias foi enviado por Deus a profetizar para o reino de Judá. Ele nasceu em Anatote no ano 650 a.C. O seu ministério ocorreu entre 626 a 586 a.C.
2.      Missão do profeta.
·        Jeremias foi enviado por Deus com uma missão: falar ao seu povo, suas mensagens enfatizam o arrependimento e a conversão a Deus, isso era um bom princípio para que as bênçãos divinas viessem sobre o seu povo Israel e o seu juízo se desviasse dele.
·        Situação espiritual. O povo de Deus não estava dando importância à voz do Senhor e nem guardava os seus mandamentos.
·        Métodos divinos de ensinar. Deus tem muitas maneiras de ensinar ao seu povo, no entanto, a maneira como ele usa contribui para o bem.
 
B.     Exemplo de fidelidade.
Deus usou métodos simbólicos, ele usa até parábolas para despertar o povo, mostrar-lhe o que era uma verdadeira fidelidade dos recabitas. Um povo nômade e este serviria de lição para o povo de Deus, mostrando ao profeta o exemplo de fidelidade aos princípios deixados pelos seus pais. Deus leva Jeremias à casa dos recabitas e lá encontrou um povo com princípios e estes eram inegociáveis.
 
C.      Princípios são inegociáveis.
1.      Os princípios eram:
·        Não beberem vinho.
·        Não edificarem casas.
·        Não semearem sementes.
·        Não plantar vinhas.
·        Só habitarem em tendas (Jr 35:6,7).
 
Os recabitas obedeciam à risca tudo quanto Jonadabe, filho de Recabe, seus pais lhes ordenaram (Jr 35:8). O modelo de vida deles serviria seria uma lição não somente para o povo de Deus Israel, mas também para muitos de nós que conhecemos o Senhor, dizemos que somos povos dele e não o obedecemos, quando deveríamos ser exemplo (Ora!). Se a nossa justiça não exceder a dos recabitas, não chegaremos ao reino dos céus. Da mesma maneira Jesus falou para os discípulos (Mt 5:20).
 
D.     O julgamento divino.
Os israelitas estavam sendo julgados pelos seus atos de infidelidade ao Senhor, pois o mal que o Senhor Deus havia falado contra eles não removeria se eles não obedecessem (Jr 35:17). Os recabitas foram abençoados por Deus com promessas pela fidelidade aos princípios dos seus pais (Jr 35:18,19), da mesma maneira nós, como povo de Deus, seremos pela nossa fidelidade ao Senhor.
 
Entretanto, podemos aplicar a nossa vida cristã sendo fiéis a Deus, assim como foram os recabitas, guardando na memória a fidelidade dos seus pais. Atualmente, parece que deixamos para trás muitos princípios importantes. Existem pessoas que não são cristãs que guardam princípios e valores dos seus antepassados. Como cristãos, devemos guardar os ensinamentos que nos foram passados pelos nossos pais na fé, os princípios cristãos que temos guardados são o que nos mantém firmes na fé. Assim como o Senhor mostrou a Jeremias a situação espiritual do seu povo, ele tem nos mostrado através da sua palavra. Será que estamos dispostos a sacrificar algo que estejamos apegados para sermos fiéis ao Senhor?
 
Conclusão:
Assim como Deus usou o exemplo dos recabitas para ensinar ao povo de Israel sobre a importância da fidelidade, Ele continua nos chamando hoje a viver com compromisso e integridade diante Dele. A fidelidade aos princípios divinos não é apenas uma escolha moral, mas uma marca de nossa identidade como povo de Deus. Somos chamados a ser luz em meio à escuridão, a manter firme aquilo que é inegociável, mesmo que o mundo ao nosso redor se de forma nenhuma devem abrir mãos dos nossos princípios. Que o exemplo das recabitas desperte em nós uma reflexão profunda: será que estamos realmente dispostos a sacrificar qualquer coisa que comprometa nossa fidelidade a Deus? Quais são os princípios e valores que temos guardados e transmitidos às futuras gerações? Ao refletirmos sobre estas perguntas, lembremo-nos da promessa divina: o Senhor sempre abençoa aqueles que o obedecem.
 
Pr. Elis Clementino.