terça-feira, 3 de dezembro de 2024

ESBOÇO 1440 * ASSUNTO: MODERAÇÃO.

 

ESBOÇO 1440 *
ASSUNTO: MODERAÇÃO.
TEXTO: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” FILIPENSES 4:5.
 
Introdução:
A moderação é uma virtude cristã que nos ensina a manter o equilíbrio em todas as áreas da vida, evitando extremo e cultivando a serenidade. Deus, através da sua palavra, nos chama a viver com autocontrole e sabedoria.
 
I. Convocação bíblica à moderação.
1. Seja a vossa moderação conhecida de todos.
·        Moderação deve ser uma característica visível na vida do cristão.
·        Paulo destaca a proximidade do Senhor, ela deve nos motivar a sermos equilibrados em nossas ações e palavras. Ele destaca o controle que mantém um atleta para alcançar o prêmio (1 Co 9:25).
·        A disciplina e o autocontrole são exemplos de moderação. Assim como um atleta controla seu corpo, os cristãos devem controlar seus desejos e impulsos.
o   Aplicação: ter domínio próprio é uma das tarefas mais difíceis para o homem, principalmente por em prática na vida cristã. Você tem se esforçado para controlar seus impulsos? Pois essa deve ser uma das características do cristão.
 
II. Moderação nas palavras.
·        Aqueles que retém as suas palavras possuem o conhecimento (Pv 17:27-28). A moderação nas palavras é um sinal de sabedoria.
·        Devemos ser cautelosos ao falar e evitar excessos verbais.
·        O equilíbrio na comunicação e no temperamento é uma das expressões da moderação (Tg 1:19).
Aplicação: as nossas palavras devem ser temperadas com sal (Cl 4:6). A nossa língua como pena de um destro escritor (Sl 45:1). Ponderar as palavras indica sabedoria, pois elas serão julgadas (Mt 12:36-37). Queremos oferecer o melhor das nossas palavras e ações ao Senhor, confirmando que Ele é digno de nosso espírito e louvor. Assim como o salmista se entrega ao Rei com inspiração, também podemos buscar glorificar a Deus em tudo o que fazemos.
 
III. Moderação no consumo.
1.      Controle nos desejos pelas coisas.
·        Paulo disse que a piedade é uma grande fonte de lucro, e não adianta correr de maneire exagerada em busca das coisas (1 Tm 6:6-8).
·        A moderação nos leva a contentarmos com o que temos, reconhecendo que a verdadeira riqueza está em Deus e não nas coisas materiais.
2.      Cuidado com os excessos.
·        Seja em qualquer área, na alimentação, na bebida, etc., elas trazem consequências negativas. Nesse aspecto a moderação preserva a saúde física e espiritual, porque glutonaria é pecado (Pv 23:20-21).
o   Aplicação: Essa é uma questão muito pessoal, cada um tem à sua maneira e estilo de vida, porém muitas pessoas não se contêm em controlar as suas economias. Esse excesso tem caudado muitos problemas financeiros. Entretanto, precisamos ter muito cuidado com os nossos gastos. Como você está controlando seus gastos?
 
IV. Moderação nas emoções.
·        Precisamos ser comedidos em nossas emoções, a Bíblia recomenda sermos cautelosos (Pv 16:32; Ef 4:26).
·        A verdadeira força está no controle das emoções. Quem é moderado nas emoções é mais poderoso do que um guerreiro (Pv 16:32).
·        A moderação impede que a raiva transforme suas reações emocionais em pecado. O cristão é chamado a controlar suas reações emocionais.
·        Moderação, fruto do Espírito (Gl 5:22-23).
·        O domínio próprio é uma manifestação da moderação e um dos frutos que o Espírito Santo produz e nós. A vida no Espírito é marcada por autocontrole e equilíbrio.
o   Aplicação: Cuidado com suas emoções, mantenha o controle, sem ele você pode contrair problemas maiores. O cristão deve controlar suas emoções, através da palavra de Deus e da oração.
 
Conclusão:
Amados, a moderação é essencial para uma vida cristã equilibrada e madura. Ela se manifesta em nossa fala, ações, consumo, emoções e em nossa vida espiritual. A cultivarmos essa virtude, refletimos o caráter de Cristo e demonstramos o fruto do Espírito em nossas vidas, a graça de Deus manifesta educa-nos para uma vida regada a impiedade e as paixões mundanas (Tt 2:11-12). Devemos incentivar a igreja a prática da moderação em todos os aspectos da vida, reconhecendo que o autocontrole é um presente de Deus e um sinal de maturidade espiritual.

Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

ESBOÇO 1439 * TEMA: ÉTICA CRISTÃ.

 

ESBOÇO 1439 *
TEMA: ÉTICA CRISTÃ.
TEXTO: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" MIQUEIAS 6:8.
 
Introdução:
Vivemos em um mundo onde as noções de certo e errado, justo e injusto são constantemente questionadas e reinterpretadas. Em meio a essa pluralidade de ideias, a ética se torna um guia essencial, oferecendo princípios e valores que moldam nosso comportamento e decisões. No entanto, para o cristão, a ética vai além de um simples código moral; ela é um reflexo do caráter de Deus em nossa vida. Em Miqueias 6:8, somos lembrados do que o Senhor requer de nós: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Ele. Neste versículo, encontramos a essência da ética cristã, um chamado para viver de maneira íntegra e compassiva. Ao explorarmos hoje o que significa ter uma conduta ética conforme os ensinamentos de Cristo, entenderemos que essa não é apenas uma questão de comportamento, mas de testemunho. Que possamos buscar essa ética como uma expressão de nossa fé, vivendo de maneira que honre a Deus e inspire aqueles ao nosso redor.
 
1. A ética aborda questões como:
·        Respeito aos direitos e dignidade das pessoas.
·        Justiça e igualdade.
·        Honestidade e transparência.
·        Responsabilidade individual e coletiva.
 
2. Ética cristã.
2.1. Em que é baseada a ética cristã? Ela é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo durante o seu ministério, no N.T. encontramos esses ensinos. Ele buscava guiar o comportamento dos cristãos em diversas situações. Vamos considerar alguns princípios fundamentais para o cristão:
·        Amar a Deus e ao próximo (Mt 22:37-40).
·        Tratar as outras pessoas, como você gostaria de ser tratado (Mt 7:12).
·        Perdoar e amar os inimigos, esse é um princípio fundamental para o cristão (Mt 5:44).
·        Respeitar a vida e a dignidade humana (Gn 1:27).
·        Cuidar dos pobres e dos necessitados (Mt 25:31-46).
o   Esses valores devem fazer parte do cotidiano cristão, precisamos aplicá-los à nossa vida pessoal, comprovando o exercício de uma vida cristã puramente ética, o que tem tudo a ver com o comportamento humano. Na atualidade, podemos constatar a ausência desses valores através da falta de amor ao próximo, à vida, honestidade e respeito. Paulo, escrevendo a Timóteo, descreve muito bem sobre a atualidade (1 Tm 3:1-5).
 
3. A ética e os limites.
3.1. A ética impõe limites em nossas ações? sim, cada indivíduo deve ter a consciência da necessidade de uma postura equilibrada em todos os aspectos, destacaremos apenas alguns como:
·        Postura no falar.
·        Na convivência social.
·        Nas ações.
·        Na política.
·        Nas relações inter-religiosas.
 
3.2. Aplicação pessoal.
·        A nossa maneira de andar “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai...” (Fp 4:8-9). Aconselho que os cristãos ponham em prática esses valores que podem reger as nossas vidas tornando-as mais nobres, essa era a exigência de Deus para com o seu povo, o que ele estava pedindo não seria penso, apenas que o povo praticasse o que era bom e que praticasse a justiça, amassem a misericórdia, e andasse humildemente com o seu Deus, isso é algo basilar. Na Bíblia temos muitos exemplos de pessoas que não olvidaram seus princípios, como José do Egito, Daniel e seus companheiros. Somos desafiados todos os dias a mantermos uma vida ética e compromissada com Deus.
 
Conclusão:
A ética cristã, fundamentada nos ensinamentos de Jesus e, na prática, no amor, da justiça e da misericórdia, deve moldar nossa maneira de viver e influenciar todas as nossas ações. Ser ético na vida cristã é mais do que um conceito; é uma expressão prática de nossa fé, refletida na forma como tratamos as pessoas e lidamos com as situações do dia a dia. Que possamos, como orienta Miqueias 6:8, andar humildemente com Deus, praticando a justiça e amando a misericórdia, para que nossa vida testemunhe o caráter de Cristo em um mundo que precisa de verdadeiros exemplos de ética cristã.
 
Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1438 * TEMA: AS EXIGÊNCIAS DIVINAS PARA O HOMEM.

 ESBOÇO 1438 *
ASSUNTO: AS EXIGÊNCIAS DIVINAS PARA O HOMEM.
TEXTO: Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o Senhor pede de ti, são que pratiques a justiça, ames a benignidade, e andes humildemente com teu Deus? MIQUÉIAS 6:8.

Introdução:
Desde o princípio, Deus colocou um padrão elevado para o relacionamento com a humanidade, fundamentado na justiça, no amor e na humildade. Em Miqueias 6:8, encontramos uma visão clara e poderosa do que o Senhor espera de nós. Não é uma convocação para meros rituais religiosos ou formalidades vazias, mas um chamado para uma vida transformada, baseada na prática da justiça, na compaixão e em um caminho justo. Vivemos em um mundo repleto de desafios e distrações, onde muitas vezes perdemos de vista o propósito divino para nossas vidas. Este esboço nos convida a uma reflexão profunda sobre nosso compromisso com o Senhor, destacando como podemos viver de maneira que honramos Sua vontade e reflita Seu caráter em nós.

A. Contexto histórico.
Há um diálogo profético, onde Deus, por meio do profeta, confronta Israel sobre sua fidelidade e justiça. O capítulo 6 começa com Deus chamando Israel para um tipo de “julgamento” onde Ele desafia a se defender perante as acusações divinas. Deus pergunta para Israel o que Ele fez de errado para com Israel para que ele se desviasse tanto. Ele lembrou a Israel a sua bondade libertando-o do Egito e como cuidou deles durante toda a sua trajetória. Deus exigia o reconhecimento dos seus feitos para com o seu povo. Deus faz uma crítica à superficialidade religiosa e um lembrete de que Deus deseja que o seu povo tenha um coração justo, compassivo e humilde (Mq 6:8).

B. As exigências divinas para nós é que:1.
1. Esteja morto para o pecado (Rm 6:10,11).
2. Apresentem os seus corpos para a justiça e santificação (Rm 6:19; 12:1; 1 Ts 1:14,15; Hb 12:5).
3. Chegue-se a Deus.
4. Limpar as mãos e purificar o coração (1 Pe 1:22; Tg 4:8).
5. Confessem as suas culpas (Tg 5:16).
6. Conheçam as vossas misérias (Tg 4:9).
7. Deixem toda a malícia, inveja e murmurações (1 Pe 2:1; Ef 4:22; Cl 3:8).
8. Sirvam a Deus com reverência e piedade (Hb 12:28b).
9. Andem de modo que não dê escândalos (1 Co 10:32).
10. Sujeitem-se a Deus (Tg 4:7).
11. Humilhem-se perante o Senhor (Tg 4:10).
12. Perdoem mutualmente (Ef 4:32).
13. Obedeçam aos vossos pastores e sujeitar-vos a eles (Hb 12:17).
14. Não deem lugar ao Diabo (Ef 4:27; 2 Cor 2:10,11).

C. Devemos entender que:
1. Fomos libertos do pecado e feitos servos da justiça (Rm 6:18).
2. Não somos mais meninos, levados por qualquer vento de doutrina (Hb 13:9).
3. Fomos chamados para seguir o modelo de Cristo (1 Pe 2:21; Mt 16:24; At 14:22).
4. Saber que horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10:31).

Conclusão:
Compreender as exigências de Deus nos leva a uma vida de obediência sincera e devoção genuína. Ele não busca rituais vazios ou aparências externas, mas um coração transformado que pratique a justiça, ame a misericórdia e ande humildemente em Sua presença. Seus mandamentos não são um peso, mas um caminho para a liberdade e a vida plena. Ao buscarmos viver conforme Sua vontade, encontramos graça para superar as fraquezas e forças para permanecer firmes, sabendo que o Senhor nos capacita e sustenta em toda circunstância. Que possamos viver cada dia como verdadeiros servos de Deus, refletindo Sua glória em nossas ações e testemunhos.

Pr Elis Clementino.

ESBOÇO 1437 * TEMA: ELIAS UM OBREIRO FRUSTRADO.

 

ESBOÇO 1437 *
TEMA: ELIAS UM OBREIRO FRUSTRADO.
TEXTO; 1 REIS 19:4.
 
Introdução:
Todos nós enfrentamos momentos de frustração e desânimo, mesmo aqueles que possuem um chamado claro de Deus. O profeta Elias é um grande exemplo disso. Ele foi escolhido por Deus para combater a idolatria em Israel e realizou feitos extraordinários, como enfrentar os profetas de Baal e provar que o Senhor é o verdadeiro Deus. Porém, mesmo após uma grande vitória, Elias se viu abatido, com medo e desejando a morte. Essa história nos mostra que, por mais dedicados e espirituais que sejamos, estamos sujeitos às limitações humanas. Hoje, vamos refletir sobre a trajetória de Elias, identificar as causas e consequências da frustração e aprender como Deus pode renovar nossas forças, restaurar nossa esperança e nos capacitar para continuar a missão que Ele nos confiou. Assim como Elias, você pode estar passando por momentos difíceis, mas Deus não terminou sua obra em sua vida. Vamos descobrir juntos como superar a frustração e viver o propósito que o Senhor tem para nós!
 
I. Contexto histórico.
Vamos destacar a idolatria nos dias do rei Acabe, ele fez o que era mal aos olhos do Senhor, e o profeta Elias foi o instrumento para enfrentar o rei Acabe, para o profeta esse era o maior desafio, ir de encontro aos profetas de Baal e derrotá-los provando que o seu Deus era verdadeiro (1 Rs 18:21). Embora não seja por ser profeta de Deus que Elias não estivesse sujeito às consequências da sua missão, ele era homem como qualquer outro, como disse o apóstolo Tiago em sua carta (Tg 5:17).
 
II. O que é frustração?
  • Frustração é um sentimento negativo que surge quando o indivíduo não consegue alcançar um objetivo.
  • Desilusão ou cair em ilusão, ou erro.
  • Uma decepção sofrida.
o   A frustração é resultante de algo que mexeu com os sentimentos, alguns profetas se sentiram frustrados mediante a sua missão. Não permita que esse sentimento venha lhe abater, seja forte. Neemias teve tudo para se abater, mas não se deixou ser levado pelas humilhações dos seus opositores (Ne 1-2). 
 
III. O que o sentimento de frustração produz no indivíduo?
  • Inferioridade, ele (a) nunca se olha como útil. Davi perguntou a Ziba se ficou alguém da casa de Saul, ele respondeu que tinha o filho de Jônatas, Mefibosete, que era aleijado de ambos os pés (II Sm. 9; 8,13).
  • Decepção é a frustração de uma esperança, aquilo que o obreiro esperava e falhou.
  • Leva a pessoa a se retrair, sentir-se ilhada, sem ver saída, motivada às vezes por uma mágoa de alguém que ele não esperava.
  • Produz incapacidade de pensar e agir, você muitas vezes pensa, planeja, mas não age ou não tem nenhuma ação. A pessoa começa a relaxar, o que faz com que se sinta desvalorizada e desmotivada, não tendo apreço pelas coisas, principalmente pela obra de Deus.
  • Sentimento de perda, sem coragem de ir à luta, sentindo-se derrotado.
  • Dúvida na execução das tarefas, nada conclui do que começou a fazer ou tudo que faz fica pelo meio do caminho.
  • Insegurança, principalmente quando você designa uma obra de responsabilidade, a pessoa com a qual se trata reage baixando a cabeça ou então desvia o olhar para os lados, sem coragem de encarar com firmeza a responsabilidade.
  • Angústia e sofrimento intenso, tomando conta do seu ser, impedindo a sua superação, e assim esforçando-se sem resultados.
  • Debilidade psicológica e física. O sofrimento leva a essa situação (Nr 11:15; I Rs 19:4. Jn 4:3,8). Esses homens estavam tomados pelo desengano ao ponto de pedirem a morte. Esse sentimento leva o obreiro a pensar que o seu ministério fracassou, não tendo mais retorno. Teu ministério não fracassou, assim como Elias ainda tinha algo a fazer, você também tem!
o   Atualmente, há muitos obreiros nas condições de Elias, desanimados, muitas vezes sem haver um reconhecimento do seu trabalho ou desprezado pelos seus líderes e descartados por não renderem mais como antes na sua força, desmotivados, precisam de uma renovação ministerial.
 
IV. Renovação ministerial.
Todo obreiro, nos momentos mais difíceis, precisa de uma renovação para continuar a sua missão. O profeta Elias estava extremamente necessitado após os desafios contra o rei Acabe e seus profetas e a perseguição de Jezabel para matá-lo.
  • O agir de Deus na vida de Elias, brilhante trabalho de restauração da autoestima do profeta desanimado. Deus ainda tinha algo a realizar em sua vida e o manda ir para o ribeiro de Querite, sendo ele tomado pelo desânimo. A força divina vem nos momentos em que mais estamos abatidos. Deus tratou de Elias e renovou o seu ministério e depois o tomou para si (2 Rs 2:11).
 
V. Contexto histórico.
Vamos destacar a idolatria nos dias do rei Acabe, ele fez o que era mal aos olhos do Senhor, e o profeta Elias foi o instrumento para enfrentar o rei Acabe, para o profeta esse era o maior desafio, ir de encontro aos profetas de Baal e derrotá-los provando que o seu Deus era verdadeiro (1 Rs 18:21). Embora não seja por ser profeta de Deus que Elias não estivesse sujeito às consequências da sua missão, ele era homem como qualquer outro, como disse o apóstolo Tiago em sua carta (Tg 5:17).
 
VI. O que é frustração?
  1. Frustração é um sentimento negativo que surge quando o indivíduo não consegue alcançar um objetivo.
  1. Desilusão ou cair em ilusão, ou erro.
  1. Uma decepção sofrida.
·        A frustração é resultante de algo que mexeu com os sentimentos, alguns profetas se sentiram frustrados mediante a sua missão. Não permita que esse sentimento venha lhe abater, seja forte. Neemias teve tudo para se abater, mas não se deixou ser levado pelas humilhações dos seus opositores (Ne 1-2). 
 
V. Obreiros estressados pela sua liderança.
Embora em certos momentos o estresse faça parte do exercício ministerial, há também a pressão por parte do líder. Deus compreendeu a situação de Elias e aliviou a sua tensão, cuidando dele. As incompreensões de algumas lideranças têm feito muitos obreiros a entrarem em depressão e encerrarem a sua carreira, quando somos ensinados a carregar as cargas um dos outros (Gl 6:2-5). Não queira ficar livre do seu obreiro se você acha que ele está lhe dando trabalho, reconquiste, restaure e prepare-o para que ele trabalhe e não dê trabalho, essa é a missão de um líder espiritual. O líder nunca deve usar o nome de Deus para manipular seu obreiro como se fosse escravo seu e nem se aproveite dele para explorá-lo.
 
VI. O que necessita um obreiro com sentimento de frustração?
  • Encorajá-lo (Gl 6:9).
  • Apoio da liderança e de outras pessoas, como amigo e parente mais próximo, o encorajando.
  • Apoio Psicológico, moral e espiritual, visto que a sua autoestima está em baixa, ajude o seu obreiro.
Conclusão:
Esse é um assunto muito delicado porque se refere aos obreiros e sua tarefa árdua para cumprir a sua missão importa pelo Senhor. Os desafios são muitos e causam desgastes nos obreiros, causando-lhes muitas vezes um sentimento de frustração, por vezes sendo mal compreendido em determinados momentos. Entretanto, mesmo que esteja como o profeta Elias, saiba que a sua missão não terminou. Deus há de realizar algo mais no seu ministério, fique tranquilo. "Se você está enfrentando frustração no ministério ou conhece alguém que está, lembre-se: Deus não abandona os seus. Seja instrumento de encorajamento, restauração e apoio aos outros hoje mesmo. Deus te abençoe!
 
Pr Elis Clementino.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

ESBOÇO 1436 * TITULO: CUIDADO COM A LOUCURA DOS MAUS.

 

ESBOÇO 1436 *
TITULO: CUIDADO COM A LOUCURA DOS MAUS.
TEXTO: 2 PEDRO 2:1-22.
 
Introdução:
Vamos refletir sobre as advertências feitas pelo apóstolo Pedro em sua segunda carta, especialmente no capítulo 2, onde ele nos alerta sobre a presença de falsos profetas e mestres. Esses homens, movidos por ambições e corrupções, infiltraram-se na comunidade cristã de forma sutil, trazendo ensinamentos enganosos que ameaçavam a fé dos fiéis e distorciam o caminho da verdade. Para Pedro, esses falsos ensinadores eram um verdadeiro perigo para a igreja, pois sua influência desviava os cristãos do evangelho. Pedro, então, nos ensina a não seguir esses falsos profetas e mestres, mas confiar na justiça divina, que sempre guarda e livra os justos. Este é um tema extremamente relevante para nós hoje, onde os perigos do engano espiritual continuam presentes em nossa sociedade. Vamos, então, meditar na “loucura dos maus” e na fidelidade de Deus em proteger aqueles que permanecem fiéis a Ele.
 
A. As características dos falsos doutores e profetas e daqueles que combatem o evangelho são:
·        Injustos, eles se alimentam das injustiças, combatendo a justiça (Is 5:20). Esse texto alerta contra aqueles que distorcem a verdade, usando práticas injustas para subverter a justiça e confundir os padrões morais estabelecidos por Deus. A mensagem ressalta a gravidade de tal comportamento, mostrando o "ai" como uma expressão de juízo divino sobre eles. "Praticar a justiça é motivo de alegria para o justo, mas espanto para os que praticam a iniquidade." (Pv 21:15). Aqui se destaca a diferença entre os justos, que se alegram na justiça, e os iníquos, que se opõem a ela, alimentando-se do que é errado. A palavra "espanto" aqui aponta para o desconforto ou oposição daqueles que rejeitam os valores da justiça e da verdade.
 
·        Blasfemos (2 Tm 3:1-2; Rm 1:28-30; Jd 1:15-16; Sl 74:18). Esses versículos falam sobre a seriedade da blasfêmia e como Deus trata com aqueles que falam contra ele, tentando afastar os verdadeiros cristãos dos caminhos de Deus.
 
·        Avarentos, combatem contra as ofertas e os dízimos. As ofertas e os dízimos são atos de honra e obediência a Deus. Se alguém não lidar ou não os administram honestamente, que deles sejam cobrados. Aqui estão os textos que enfatizam o ato de ofertas e dízimos (Ml 3:10; 2 Co 9:6-7; Pv 3:9-10; Lc 6;38; Hb 7:1-2). O desenvolvimento da igreja como instituição depende das finanças. O inimigo tem usado muitos cristãos como uma ferramenta para combater o desenvolvimento da obra de Deus.
 
·        Estilo de vida dos maus:
o   Vivem em concupiscência da carne, são verdadeiros carnais e adúlteros (2 Pe 2:10,14).
o   São como animais irracionais, porque combatem contra a igreja e o próprio Deus (2 Pe 2:12).
o   Seus olhos são cheios de adultérios (2 Pe 2:14).
o   Andam pelo caminho de Balaão, que enganava tentando amaldiçoar o próprio povo de Deus (2 Pe 2:15-16; Jd 1:11).
 
Paulo escreveu com propriedade que, quando muitos que se dizem cristãos, mas possuem esses mesmos estilos de vida, eles denigrem a imagem dos próprios irmãos a fim de serem reconhecidos como mais justos do que os outros (2 Tm 3:1-9). Como cristão, jamais devemos entrar pelos caminhos dos ímpios, devemos evitar as más conversações porque elas interrompem os bons costumes (1 Co 15:20; Pv 13:20).
 
B. A sentença divina sobre os falsos profetas e doutores.
Assim como Deus não poupou os anjos e nem o mundo antigo, antes condenou a subversão das cidades Sodoma e Gomorra pela sua impiedade, muito menos os falsos profetas e doutores. (2 Pe 2:3-8, 11-18). Na atualidade, essas pessoas continuam o mesmo, e com mais capacidade de realizarem as suas más obras, usando todos os meios de que se dispõe no momento, como as redes sociais, denigrindo e blasfemando, se dizendo defensores da igreja, dos tais afasta-te.
 
C. Livramento para os justos.
·        Deus continua usando pessoas para nos alertar dos maus obreiros, afim de que a nossa fé cristã seja mantida. Esses são os livramentos divinos para os justos.
o   Livrou Noé e a sua família (Gn 7:1).
o   Livrou Ló da destruição de Sodoma Gn 19:6).
o   A fidelidade de Deus traz livramento mediante a justiça divina (1 Co 10:13; Rm 3:25-26; 2 Pe 2: 6-6).
o   Livramento da tentação aos crentes (2 Pe 2:9).
 
Conclusão:
Para concluir esta reflexão sobre "A Loucura dos Maus", é importante lembrar que as advertências de Pedro não são apenas para os cristãos de sua época, mas para todos nós que buscamos permanecer, na verdade, de Deus. Vemos que, assim como nos tempos bíblicos, ainda hoje os falsos mestres e suas doutrinas enganosas tentam desviar o povo de Deus. No entanto, Pedro nos encoraja com a certeza de que Deus é justo e fiel, sempre livrando os que andam em retidão e guardando aqueles que permanecem fiéis a ele. Portanto, que possamos cultivar o discernimento espiritual e um compromisso inabalável com a verdade, confiando que, assim como Deus protegeu Noé, Ló e tantos outros justos, Ele também nos guardará e nos sustentará. Que nossa fé seja fortalecida e nossa vida, seja um reflexo da verdade e da justiça de Deus em meio às influências enganosas.
 
Pr. Elis Clementino.