quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1471* TÍTULO: NADA DEVE TIRAR O TEU VALOR PERANTE DE DEUS.

 

ESBOÇO 1471*
TÍTULO: NADA DEVE TIRAR O TEU VALOR PERANTE DE DEUS.
TEXTO: “Visto que você é precioso e honrado aos meus olhos, e porque eu amo, darei homens em seu lugar e nações em troca da sua vida.” ISAÍAS 43:4.
 
Introdução:
Vivemos em um mundo onde muitas vezes o valor de uma pessoa é medido por suas conquistas, aparência ou pelo reconhecimento de outros. Porém, o Senhor nos lembra em Sua Palavra que nosso valor não está atrelado a essas variáveis, mas ao amor incondicional e imensurável que Ele tem por nós. O versículo de Isaías 43:4 nos revela uma verdade poderosa: somos preciosos e honrados aos olhos de Deus, e nada poderá diminuir o nosso valor diante d'Ele. Em meio às adversidades, rejeições ou comparações, Deus nos assegura que somos amados e valiosos para Ele. Neste esboço, vamos explorar como essa verdade deve impactar a nossa vida, nossa relação com os outros e a maneira como nos vemos e os tratamos. Afinal, nada poderá tirar o teu valor aos olhos de Deus!
 
I. Contexto:
A mensagem profética foi dirigida ao povo de Israel, nela Deus fala do amor ao seu povo, afirmando seu amor incondicional e o valor que ele representa para Ele. O capítulo 43 traz uma mensagem de consolação e restauração de Israel, garantindo que Deus, como seu redentor, os protegerá e os restaurará mesmo em meio às adversidades. Esta mensagem pode ser aplicada amplamente, pois se refere ao caráter de Deus em valorizar e amar aqueles que são Seus.
 
II. O amor de Deus pelos seus.
1.      Na contemporaneidade:
·        Na vida cristã hoje, o texto reforça o valor intrínseco que temos como filhos de Deus. Ele nos considera preciosos, honrados e dignos de seu amor, independentemente das circunstâncias, falhas ou desafios que enfrentamos.
·        Na atualidade, onde tantas pessoas lutam contra sentimentos de inferioridade, comparação e desvalorização, Deus, pelo profeta, nos convida a ancorar nossa identidade em Deus. Ele nos mostra que o nosso valor não está na nossa aparência, conquista ou opinião alheia, mas no fato de sermos amados por Deus.
·        Como cristãos, essa verdade deve nos levar a:
1.      Viver com confiança: saber que somos preciosos aos olhos de Deus nos ajuda a enfrentar desafios e rejeições com segurança (Sl 37:5).
2.      Valorizar os outros: Assim como Deus nos valoriza, devemos reconhecer e respeitar o valor dos outros, sendo agentes de amor e compaixão. Esse é um princípio que comprova se amamos a Deus ou não (1 Jo 4:20-21). "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. E dele temos este mandamento: quem ama a Deus, ame também a seu irmão."; "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mt 22:37-39); "Ora, se alguém possuir recursos deste mundo e vir seu irmão em necessidade, mas fechar-lhe o coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade." (1 Jo 3:17-18). Consideremos também que devemos valorizar os outros “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente, considerando os outros superiores a você mesmo” (Fp 2:3). Na vida cristã, valorizar os outros significa:
o   Tratar cada pessoa como alguém precioso aos olhos de Deus.
o   Agir com humildade e respeito.
o   Demonstrar amor prático, cuidado e apoiando em suas jornadas, esse é um princípio que reflete o caráter de Cristo em nós, promovendo unidade e paz nas relações.
3.      Cuidar de nós mesmos: reconhecendo nosso valor diante de Deus, devemos cuidar do nosso corpo, mente e espírito como um ato de gratidão e mordomia.
 
III. Mantendo o nosso valor.
1.      O nosso valor independe:
• Das circunstâncias.
• Nem depende de lugar.
o   A lição prática é: uma cédula de determinado valor, mesmo que seja ela dobrada, jogada ao chão e pisada, permanecerá com o mesmo valor. Alguns produtos podem ter seus valores alterados dependendo do lugar, porém o produto é o mesmo. O valor de uma garrafinha de água varia de um lugar para outro, mas o conteúdo é o mesmo. Na vida cristã, não importam as circunstâncias, se estás sendo reconhecido e valorizado ou não, o seu valor permanece, saiba, pois, que és uma joia preciosa aos olhos de Deus. É melhor ser reconhecido por Deus do que pelos homens, o publicano no templo foi desprezado, mas foi reconhecido por Deus. O que nos leva a perder valores é a ausência de Deus em nossas vidas.
 
Conclusão:
Amados irmãos, nossa verdadeira identidade e valor não estão nas circunstâncias que enfrentamos, nem nas opiniões dos outros, mas no fato de que somos amados e preciosos aos olhos de Deus. Ele nos criou, nos chamou e nos redimiu por meio de Cristo, e nada poderá tirar esse valor eterno que Ele nos atribui. Portanto, ao olharmos para nossa vida, devemos lembrar que, mesmo em tempos de dificuldade ou rejeição, o Senhor nos vê como tesouros preciosos. Que essa verdade nos fortaleça a viver com confiança, a cuidar de nós mesmos como mordomos do Seu amor, e a valorizar e amar os outros da mesma forma que Ele nos ama. Se mantivermos nossa identidade firmada no amor de Deus, nada poderá nos desvalorizar. Que nossa vida reflita essa preciosidade e que, ao sermos luz em meio à escuridão, mostremos ao mundo o grande amor de Deus por cada um de nós. Lembre-se: nada, absolutamente nada, poderá tirar o teu valor diante de Deus!

Pr. Elis Clementino.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1470 * ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA.

 

ESBOÇO 1470 *
ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA.
TEXTOS: APOCALIPSE 2:8-11; 3:7-13; 3:14-22.
 
INTRODUÇÃO:
Neste sucinto estudo, abordaremos três dessas lojas em particular: Esmirna, Laodiceia e Filadélfia. Cada uma delas recebeu uma mensagem específica, refletindo sua condição espiritual e o chamado divino para correção ou perseverança. Esmirna, conhecida por sua fidelidade em meio ao sofrimento, Laodiceia, repreendida por sua indiferença espiritual, e Filadélfia, elogiada por sua perseverança e fidelidade. Ao analisarmos essas cartas, somos levados a refletir sobre nossa própria caminhada cristã e sobre o que Deus espera de sua Igreja nos dias atuais. Que essa reflexão nos motive a buscar uma vida de maior compromisso com Deus e a sua palavra.
 
I. LOCAL DA ESCRITA/ AUTOR
A mensagem foi revelada pelo anjo do Senhor ao apóstolo João na Ilha de Patmos, entre os anos 70-95 d.C. Ele revelou a João a situação moral e espiritual da igreja e seus respectivos líderes ou anjo conforme a revelação, nela o anjo apresentou as igrejas e seus líderes da seguinte forma:
·        As sete estrelas eram os anjos ou líderes de cada igreja. As igrejas foram representadas pelos castiçais de ouro (Ap 2:1).
 
II.  A IGREJA DE ESMIRNIA.
·        Esmirna - uma das igrejas da Ásia, a qual recebeu uma carta, como se lê em (Ap 2:8-11). O líder dessa igreja na época era Policarpo, respeitado bispo da Cidade, ele nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Foi discípulo pessoal do apóstolo João. Policarpo foi um dos mártires do cristianismo, ele teve uma morte trágica.
·        A sua morte - ele foi morto aos 86 anos, pelo imperador Marco Aurélio, sendo preso e condenado à morte. Conforme a história, antes de morrer fez uma oração pelos soldados que o prenderam, levaram ao procônsul, que lhe perguntou se ele blasfemaria contra Deus. Policarpo respondeu-lhe que, durante oitenta e seis anos, nunca o Senhor lhe fez mal, como blasfemaria eu contra o rei que me tem salvado. Ele foi condenado e queimado na praça do mercado, puseram fogo ao seu redor, porém o fogo não o alcançava, o que fez com que os soldados lhe deferissem uma espada e o matassem, e o seu sangue chegou a apagar a fogueira.
  • A missiva - Policarpo era pobre, porém aos olhos do Senhor ele era rico, “Aos olhos de Deus, existem homens ricos que são pobres e pobres que são ricos” (Pv 13:7; Ap 2:9).
  • Elogio: (Ap 2:9;10). Critica, nenhuma da parte do Senhor. Exortação foi: Sê fiel até a morte. Policarpo foi um exemplo de fé. Paulo também deixou o seu até a sua partida, quando os soldados e o levaram ao lugar da execução onde, depois de haver orado ofereceu o pescoço à espada. Isso é o que todos os crentes precisam ser, o mais importante para ele era a promessa “Dar-te-ei a coroa da vida”.
 
II. LAODICEIA (Ap 3:14-22).
Elogio: não recebeu nenhum da parte do Senhor; Critica: Era uma igreja indiferente e desinteressada não levando a sério às coisas espirituais. Na carta há uma exortação ao zelo e arrependimento com promessa, caso se arrependesse participaria do trono de Deus.
IV. FILADÉLFIA “amor fraternal” (Ap 3:7-13).
Filadélfia era uma igreja sofrida, o poder espiritual era fraco, mas tinha um segredo que era guardar a palavra da paciência. Em Esmirna e Filadélfia havia duas Sinagogas (lugar do auge e de todo saber deles). O vocábulo “sinagoga” poderia apontar para judeus por nacionalidade.  Nesse caso, João estava falando sobre a oposição movida por eles, o que, paralelamente às perseguições oficiais, causavam grandes sofrimentos para a Igreja. Atos dos apóstolos fornece-nos muitos exemplos de como os judeus se uniram aos pagãos, na perseguição contra a Igreja.
 
Provavelmente, não há aqui menção a judeus por nacionalidade, e sim aos falsos espirituais, aos gnósticos, que assediavam a igreja para tomá-la, portanto, em (Ap 2:6,15,16,20). Os perturbadores gnósticos geravam situações desagradáveis à igreja, querendo transformá-la em um templo pagão; e por essa razão foram chamados de sinagogas de Satanás. Sinagoga aqui é tratada com sentido pejorativo.
 
A hora da Tentação – A referência neste versículo é um termo técnico para descrever o período da grande tribulação, que de um certo modo envolverá todo mundo. Coroa – Segundo os anais da História grega, na Grécia antiga, em olimpíada, de quatro em quatro anos, quando se realizavam os jogos olímpicos desde o ano de 776 a.C. Aos vencedores outorgava uma coroa, a coroa da vitória, que era formada de folhas de louro entrelaçadas. Disso Paulo fez menção porque estava familiarizado (2 Tim 2:5 e 2 Tim 4:7,8), porém a coroa a que ele se refere aqui é muito maior e essa será entregue pelo Senhor. Elogio – Filadélfia recebeu elogio da parte do Senhor pela sua perseverança e fé. Crítica - Ela não recebeu nenhuma da parte do Senhor, mesmo sendo uma igreja que sofrera pressão dos gnósticos, ela não cedeu; Instrução: A instrução que recebeu foi a de manter-se na fé e a promessa foi de um lugar na presença de Deus.
 
CONCLUSÃO:
As mensagens às igrejas de Esmirna, Laodiceia e Filadélfia nos ensinam valiosas lições sobre fidelidade, vigilância e compromisso com Deus. Esmirna foi encorajada a permanecer firme diante da perseguição, Laodiceia foi citada pela sua mornidão espiritual e Filadélfia recebeu uma promessa especial conforme Apocalipse 3:7-13, “uma porta aberta que ninguém podia fechar”. Essas cartas não foram apenas direcionadas às igrejas da época, mas também servem como um espelho para a Igreja atual. Elas nos desafiam a examinar nossa própria fé e postura diante de Deus, buscando uma vida cristã autêntica e comprometida com Ele. Que possamos aprender com esses ensinamentos e aplicar em nossa jornada espiritual, lembrando que Deus deseja uma igreja fiel, perseverante e cheia de fé.
 
Pr. Elis Clementino

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1469 * ASSUNTO: UM SÁBIO CONSELHO.

ESBOÇO 1469 *
ASSUNTO: UM SÁBIO CONSELHO.
TEXTO: "E tu, Salomão, meu filho, conhece o Deus do teu pai, e servi-o com coração completo e ânimo voluntário; porque o SENHOR examina os corações de todos, e entende as intenções dos pensamentos. Se tu o buscares, o acharás; mas se o deixares, ele te rejeitará para sempre” – 1 Crônicas 28:9.
 
INTRODUÇÃO:
Davi, já em seus últimos dias, transmite a Salomão um conselho de valor eterno. Ele não se refere a riquezas, poder ou estratégias militares, mas ao conhecimento de Deus como fundamento para uma vida plena e bem-sucedida. Esse conselho continua relevante hoje, pois conhecer e servir a Deus com integridade é a chave para uma vida abençoada.
 
A. TRÊS COISAS DECISIVAS PARA SERVIR A DEUS.
1. Salomão precisava conhecer o Deus do seu pai:
o   O conhecimento de Deus não é apenas intelectual, mas relacional- “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:3).
o   Salomão deveria buscar um relacionamento pessoal com Deus, assim como Davi o fez.
 
2. Servi-lo com um coração completo:
o   Deus requer devoção total – “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Deuteronômio 6:5, 10:12).
o   Um coração dividido não pode agradá-lo “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24). “Mamom” tem origem no aramaico e está associado à riqueza, ele representa a cobiça e a idolatria do dinheiro.
o   Salomão deveria ter um compromisso inabalável com Deus.
 
3. Ânimo voluntário:
o   Servir a Deus deve ser um privilégio, não um fardo – “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto.” (Salmos 100:2; 37:4; 32:11; Colossenses 3:23-24). Esses versículos mostram que devemos servir a Deus de coração alegre.
o   O serviço ao Senhor deve ser feito com alegria e disposição.
 
B. O CONHECIMENTO DE DEUS SOBRE O HOMEM.
1. O Senhor examina os corações:
o   Deus vê além das aparências e conhece as intenções do homem - “Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras. " (Jeremias 17:10). E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido.” Atos 1:24).
o   Nenhuma ação ou pensamento está oculto diante dele “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:13).
2. Entende todas as intenções dos pensamentos:
o   Deus discerne até as motivações mais profundas. O Espírito Santo penetra todas as coisas “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos.” (Romanos 8:27). Esse versículo mostra que Deus conhece profundamente os corações e sabe qual a intenção do Espirito Santo, que intercede por nós.
o   Ele recompensa a sinceridade (Provérbios 11:3; Salmos 51:6; Mateus 5:8; Hebreus 10:22) e reprova a hipocrisia (Isaías 29:13; Mateus 6:1; 23:27-28; Tiago 1:26). Esses versículos mostram que Deus valoriza o coração sincero e condena a hipocrisia, pois Ele vê além das aparências e conhece a verdadeira intenção dos corações.
 
C. UM CONSELHO CONDICIONAL.
1. Se tu buscares, o acharás.
o   Deus se revela àqueles que o buscam de todo o coração – “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13).
o   Buscar a Deus deve ser uma prioridade diária – “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33).
 
2. Se o deixares, ele te rejeitará para sempre.
o   O afastamento de Deus tem consequências graves - Entretanto, porque eu clamei e recusastes; e estendi a minha mão e não houve quem desse atenção, antes rejeitastes todo o meu conselho, e não quisestes a minha repreensão, também de minha parte eu me rirei na vossa perdição e zombarei, em vindo o vosso temor. Vindo o vosso temor como a assolação, e vindo a vossa perdição como uma tormenta, sobrevirá a vós aperto e angústia. Então clamarão a mim, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, porém não me acharão.” (Provérbios 1:24-28).
o   O perigo da apostasia e suas consequências eternas - “Porque ainda em bem pouco tempo o que há de vir virá, e não tardará. Mas o justo viverá pela fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.” (Hebreus 10:38-39).
 
CONCLUSÃO:
O conselho de Davi a Salomão continua sendo uma advertência poderosa para todos nós. O verdadeiro sucesso não está no que possuímos, mas no relacionamento que cultivamos com Deus. Devemos perguntar a nós mesmos:
·        Estamos buscando a Deus com sinceridade?
·        Nosso coração está completamente entregue a Ele?
·        Servimos ao Senhor com alegria e disposição?
Que possamos, assim como Davi aconselhou Salomão, escolher conhecer e servir a Deus com inteireza de coração, confiando que Ele guia e sustenta aqueles que o buscam verdadeiramente.
 
Pr. Elis Clementino.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

ESBOÇO 1468 * ASSUNTO: SEMEADO E COLHENDO.

 

ESBOÇO 1468 *
ASSUNTO: SEMEADO E COLHENDO.
TEXTO: PROVÉBIOS 14:14
 
Introdução:
Neste esboço, abordei uma verdade espiritual que atravessa as páginas das Escrituras e reflete diretamente em nossas vidas: a lei da semeadura e da colheita. Este princípio infalível ensina que tudo o que faz, seja bom ou mau, gera consequências inevitáveis. Assim como no campo, onde a qualidade da semente determina o tipo de fruto, nossas ações, pensamentos e escolhas são sementes que plantamos ao longo da vida e suas colheremos seus frutos. Por meio deste estudo, veremos como a Bíblia nos alerta sobre os frutos de nossas atitudes, os resultados inevitáveis ​​das sementes que plantamos e a importância de cultivarmos frutos de justiça e estabilidade. Meu objetivo é que esta reflexão nos leve a semear com sabedoria, para ter uma boa colheita que glorifique a Deus.
 
I. Frutos do coração.
Aquele que se desvia no coração e semeia o que é mau aos olhos do Senhor, os frutos dos seus caminhos, dos seus pecados, se satisfará das suas próprias ações (Pv 14:14; Jr 17:10). Muitos sofrimentos na vida do ser humano são causados pelo pecado, esse era o pensamento equivocado de Elifaz, um dos amigos de Jó, quando foi ter com ele, culpando-o de tudo o que estava ocorrendo com ele (Jó 4:8). Ele também disse que do pó não nasceria aquela aflição, ou seja, que havia razão para aquela aflição (Jó 5:6).
 
Ainda hoje, muitas pessoas religiosas têm em mente que os sofrimentos que um indivíduo está sofrendo são motivados pelo seu pecado e falta de fé em Deus. Não podemos afirmar isso de maneira leviana e sem responsabilidade, embora sabemos que o pecado universalmente trouxe dores e aflições para toda humanidade, pois todos pecaram e de modo geral os sofrimentos advêm dele (Lm 3:39; Rm 3:23-26), porém, individualmente não podemos afirmar que certos sofrimentos são causados pela desobediência ou pecado. Os discípulos fizeram uma pergunta interessante sobre um homem cego de nascença e Jesus deu-lhes a resposta de que precisavam (Jo 9:2-3).
 
II. Os resultados das sementes que plantamos.
Necessariamente precisamos saber o que plantamos no passado e o que estamos plantando hoje para colher amanhã. “Semear é opcional, mas colher é obrigatório”. Se semearmos, colhemos, se não semearmos também colhemos, é a infalível lei da semeadura. “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Esse tipo de colheita está relacionado aos nossos atos, o que fazemos se errado ou certo colheremos, todos são avisados de que Deus restituirá a cada um segundo as suas obras até no seu julgamento (Jó 34:11; Jr 17:10; Rm 2:6). A justiça divina não falha.
 
III. Exemplificando.
As nossas atitudes podem resultar em um retorno imediato, ou seja, alguém pode fazer algo mau para com alguém ou a Deus e não ser cobrado do modo que gostaríamos que lhe fosse cobrado, a justiça imediata, em outros casos a cobrança vem logo após. Adoni-Bezeque foi um rei cananeu que subjugou setenta reis dos que estavam ao seu redor, cortando-lhes os polegares das mãos e dos pés, humilhando-os até comerem das migalhas que caiam da sua mesa, porém, não sabia ele que seria julgado da mesma maneira. Os exércitos de Judá e Simeão cortaram-lhes também os dedos das mãos e dos seus pés, assim como ele tratou seus inimigos, assim fizeram com ele (Js 1:5-7).
 
IV. Semeando fruto de justiça.
Jesus nos ensinou que devemos praticar as obras de justiça para que todos vejam e glorifiquem ao Pai (Mt 5:16; 6:1). Temos a obrigação de produzir e semear fruto de justiça que provém do fruto do Espírito (Gl 5:22-23).

Conclusão:
A lei da semeadura e colheita é um princípio espiritual que não pode ser ignorado. Tudo o que fazemos, intencionalmente ou não, gera frutos que mais cedo ou mais tarde colheremos. Deus é justo em todas as Suas ações e julgará a cada um conforme as obras. Portanto, devemos refletir seriamente sobre as sensações que estamos plantando hoje. Se plantarmos maldade, egoísmo ou pecado, certamente colheremos frutos amargos. Mas, se semearmos paciência, justiça e obediência, colheremos bons frutos. Que sejamos motivados a viver como semeadores do bem, sem desistir de fazer o que é correto, mesmo em meio às dificuldades. Pois, no tempo certo, se não desanimarmos, colheremos os frutos maravilhosos que Deus reservou para aqueles que são fiéis (Gálatas 6:9). Que cada um de nós escolha semear com sabedoria, para que a nossa colheita glorifique ao Senhor.

Pr. Elis Clementino.

ESBOÇO 1467 * ASSUNTO: O PODER DE JESUS.

 

ESBOÇO 1467 *
ASSUNTO: O PODER DE JESUS.
TEXTO: “Toda a autoridade me foi dada nos céus e na terra...” MATEUS 28:18.
 
Introdução:
O poder de Jesus é um tema recorrente na Bíblia, seus milagres demonstraram o seu poder sobre todas as coisas, tanto nos céus quanto na terra. Muitos milagres, foram vistos por todos que lhes acompanhavam, eles também foram realizados pelos discípulos e posteriormente pelos apóstolos e atualmente por muitos cristãos. Discorrerei sobre os seus atributos, o seu poder sobre a natureza, sobre os demônios, sobre as doenças e a morte.
 
I.                 CONTEXTO.
Após a ressureição de Jesus, ele foi para a Galileia como havia dito o anjo, lá ele encontrou seus discípulos que o adoraram, outros duvidaram, porém Jesus disse-lhes: “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra.”
 
II.                ATRIBUTOS DE JESUS.
Ao falar nesse assunto, precisamos apenas citar sobre os atributos de Cristo, Divindade, Amor, santidade, humildade misericórdia e compaixão Justiça Sabedoria, poder, obediência e perdão. Esses atributos são centrais para a fé cristã e refletem a natureza divina e humana de Jesus. Esses atributos marcaram o seu ministério.
 
III.              AS DUAS NATUREZAS DE JESUS.
·        Humana, essa natureza o fez sentir as necessidades dos homens.
·        Divina, essa natureza era vista pelos homens através das revelações sobrenaturais.
 
IV.              O PODER DE JESUS SOBRE A NATUREZA.
Durante o seu ministério, Jesus revelou o seu poder de diversas maneiras e em muitas ocasiões, como:
·        Jesus na criação do mundo, por essa razão ele exerce o poder sobre todas as coisas (Cl 1:16-17).
·        A tempestade no mar (Lc 8:23-27).
·        Mediante a pesca maravilhosa (Lc 4:38-39).
·        Jesus anda sobre o mar (Mt 14:23-2; Jo 6:17-21).
·        Jesus fez a figueira secar para dar uma lição de fé aos discípulos (Mt 21:18-21).
·        A multiplicação dos pães (Lc 9:10-17; Jo 6:5-14).
·        Transformou água em vinho (Jo 2:1-12).
 
V.               O PODER DE JESUS SOBRE OS DEMÔNIOS.
·        O endemoniado de Gadára (Mc 5: 1-20; Lc 8:26-30).
·        Um homem possesso de demônios (Lc 4:31-36).
·        Jesus repreendeu o diabo (Mt 4:10).
·        Atualmente, os espíritos maus estão atuando de todas as formas para combater a palavra de Deus (2 Co 11:14,15; I Tm 4:1-2).
 
VI.              O PODER DE JESUS SOBRE AS DOENÇAS.
·        A mulher do fluxo de sangue (Lc 8:40-56).
·        A mulher de Tiro e Sidon (Mt 15:21-28).
·        O cego de nascença (Jo 9:1-10,21).
·        A cura da filha de Jairo (Mt 5:28-29).
·        O paralitico de Betesda (Jo 5:1-18).
·        E muitos enfermos (Mt 7:21; 4:23).
 
VII.            O PODER DE CRISTO SOBRE A MORTE.
·        O filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17).
·        A filha de Jairo (Jo 8:40-56).
·        Lazaro de Betânia, o amigo de Jesus (Jo 11:1-29).
 
Conclusão:
Jesus falou aos discípulos que eles fariam obras maiores (Jo 14:12). Na verdade, se nós nos dispusermos a nos entregar totalmente ao Senhor, faremos obras maiores, mesmo assim ele, pela sua misericórdia, tem feito milagres através dos seus obreiros, como fizera com os apóstolos (At 14:8-10; 16:16-18). Amados, precisamos viver milagres como antes, no século XX, vivíamos uma vida de milagres, eu sou testemunha, por que hoje está escasso? Jesus mudou, não! Ele é o mesmo (Hb 13:8), porém, nós mudamos e precisamos reaver esses valores para que muitos milagres sejam feitos através das nossas mãos.
 
Pr. Elis Clementino.