segunda-feira, 10 de março de 2025

ESBOÇO 1480 * ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA

 

ESBOÇO 1480 *
ASSUNTO: AS IGREJAS, ESMIRNA, LAODICEIA E FILADÉLFIA
TEXTOS: APOCALIPSE 2:8-11; 3:7-13; 3:14-22.

INTRODUÇÃO:

Desde os tempos bíblicos, Deus tem se manifestado e guiado Seu povo, exortando e corrigindo conforme necessário. No livro do Apocalipse, o Senhor revelou ao apóstolo João, enquanto este estava exilado na ilha de Patmos, mensagens específicas para as sete igrejas da Ásia Menor. Cada uma dessas igrejas recebeu uma missiva de Cristo, trazendo elogios, advertências e promessas, conforme suas condições espirituais. Neste estudo, destacaremos três dessas lojas: Esmirna, Laodiceia e Filadélfia. Cada uma delas representa não apenas realidades históricas, mas também simboliza diferentes posturas espirituais que podem ser observadas na Igreja até os dias de hoje. A análise dessas cartas nos ajuda a compreender como Deus deseja que Sua Igreja se posicione diante dos desafios espirituais, da fidelidade e da vigilância para que a Sua Igreja permaneça fiel até a sua volta. Como Deus contempla todas as coisas debaixo do sol, principalmente a Sua igreja, Ele se revela de várias maneiras por meio do Espírito Santo, nos falando e exortando a permanecermos fiéis até o fim.

I. LOCAL DA ESCRITA E DATA.

A mensagem foi revelada por um anjo do Senhor ao apóstolo João, entre os anos 70 a 95 d.C., na Ilha de Patmos, onde o apóstolo se encontrava em prisão. O anjo revelou a João a situação espiritual de cada igreja e dos seus respectivos líderes ou pastores. As sete estrelas seriam referentes aos anjos das igrejas, as igrejas foram representadas pelos sete castiçais de ouro (Ap 2:1).

II. A IGREJA DE ESMIRNA.

a.       A igreja de Esmirna recebeu uma carta, como se lê em (Apocalipse 2:8-11). O líder dessa igreja na época era Policarpo, ele era um respeitado bispo da cidade, ele nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Ele foi discípulo de João e um dos mártires do Cristianismo, a trágica morte de Policarpo nos deixou uma grande lição de firmeza e fé em Jesus Cristo.

  1. A sua morte, ele foi morto aos 86 anos, cujo imperador da época era Marco Aurélio. Policarpo foi preso e não negou a sua fé quando lhe perguntaram se ele blasfemaria contra Deus e negasse a sua fé nele. Porém, ele respondeu que já estava com 86 anos e nunca blasfemaria contra o rei a quem o tinha salvado. Ele manteve a sua fidelidade até a última hora. Ele foi condenado e queimado vivo em uma fogueira aos olhos de todo o povo.

Na missiva, Policarpo era pobre, porém aos olhos do Senhor ele era rico. Existem homens ricos que são verdadeiros pobres, entretanto há pobres que aos olhos do Senhor são verdadeiros ricos (Provérbios 13:7; Apocalipse 2:9). Na carta, ele recebeu elogios (Apocalipse 2:9,10), não recebeu nenhuma crítica, mas recebeu uma exortação de que fosse fiel até a morte. Policarpo foi um exemplo de líder que precisa ser seguido em nossos dias. Paulo foi outro exemplo a ser seguido pela qualidade de cristão que era, ele teve uma trágica decapitação. Para esses homens, o seu alvo maior era a promessa “Coroa da vida”.

III. CARTA A IGREJA DE LAODICEIA.

A igreja de Laodiceia era uma igreja indiferente e desinteressada, ela não levava a sério os princípios cristãos e nem as coisas espirituais, ela não recebeu nenhum elogio, apenas uma advertência, porém condicional, o zelo e o arrependimento lhe fariam participar do trono de Deus (Apocalipse 3:14-22). As igrejas cristãs e seus líderes têm oportunidade de mudar enquanto é tempo.

IV. CARTA À IGREJA DE FILADÉLFIA.

Filadélfia, uma igreja sofrida, o seu poder espiritual não era tão forte, mas havia algo que agradara ao Senhor, algo diferente das outras igrejas: “guardava a palavra da paciência”, pois nada é mais precioso para Deus do que guardar a sua palavra e não negar o seu nome. A carta traz uma mensagem para os opositores, eles causavam um grande sofrimento à igreja (Apocalipse 3:7-13). Provavelmente, não há aqui menção de judeus por nacionalidade, e sim, os falsos espirituais, os gnósticos, que certamente assediavam, talvez com a finalidade de tomá-la em templo pagão, por isso foram chamados de sinagoga de satanás (Apocalipse 2:6,15,16, 20).

CONCLUSÃO:

As cartas às joias de Esmirna, Laodiceia e Filadélfia nos ensinam lições valiosas sobre a vida cristã e o relacionamento da Igreja com Deus. Em Esmirna, aprendendo sobre a importância da fidelidade, mesmo diante da perseguição. Em Laodiceia, recebemos uma advertência contra o amanhecer espiritual e a necessidade de depender do Senhor. Já em Filadélfia, encontramos um exemplo de perseverança e compromisso com a vinda do Senhor. Que o Senhor nos ajude a fidelidade à voz do Espírito Santo até o fim da jornada, para que possamos receber a coroa da vida (2 Timóteo 2:5; 4:7-8). Nesta batalha, devemos lutar com a certeza de que somos mais que vencedores por meio d'Aquele que nos amou (Romanos 8:37-39). No entanto, para alcançarmos a vitória, é necessário refletirmos sobre a nossa caminhada espiritual. Como está sua vida devocional com Deus? Qual a sua posição hoje como membro do Corpo de Cristo? Deus faz promessas que cumpram Sua vontade. Se sua vida reflete a postura da igreja de Filadélfia, então você está no melhor caminho para ser coroado e receber a recompensa eterna.

               

              Pr. Elis Clementino.

 

sexta-feira, 7 de março de 2025

ESBOÇO 1479 * ASSUNTO: PALAVRAS DE ESPERANÇA E MOTIVAÇÃO: ENCORAJAMENTO PARA SUPERAR AS DIFICULDADES.

 

ESBOÇO 1479 *
ASSUNTO: PALAVRAS DE ESPERANÇA E MOTIVAÇÃO: ENCORAJAMENTO PARA SUPERAR AS DIFICULDADES.
TEXTO: ISAÍAS 40:29-31
 
INTRODUÇÃO:
A motivação é um elemento essencial para enfrentar os desafios da vida. Muitas vezes, uma simples palavra de encorajamento pode renovar as forças e dar um novo ânimo a quem está desmotivado. Seja no âmbito pessoal, profissional ou espiritual, palavras motivacionais têm o poder de transformar situações e motivar pessoas. A Bíblia, como fonte inesgotável de sabedoria, oferece inúmeras mensagens de esperança e fortalecimento. O texto de Isaías 40:29-31 destaca como Deus dá forças aos cansados ​​e renova aqueles que injetam n'Ele. Assim como o profeta Isaías trouxe palavras de ânimo ao povo de Israel, também somos chamados a ser instrumentos de motivação para aqueles que estão desanimados. No decorrer deste estudo, refletiremos sobre o impacto das palavras motivacionais, tanto no aspecto humano quanto no espiritual. Veremos como a motivação pode influenciar nossas emoções, nosso comportamento e até mesmo nossa fé. Que este esboço nos inspire a sermos motivadores, impulsionando as pessoas a perseverarem em seus propósitos e, acima de tudo, a confiarem no Senhor, que renova as forças daqueles que estão desanimados ou que não tem.
 
A. MOTIVAÇÃO.
“Motivação é um conjunto de forças internas e externas (emoções) que levam à ação por meio de comportamentos.” Existem pessoas preparadas para realizarem palestras motivacionais, eles trabalham o sub conscientes das pessoas com a finalidade de elas alavancarem seus produtos, isso em termos de negócios. As motivações não servem somente para esse fim, mas para outras finalidades, como encorajamento, se faz usos desses meios para trabalhar o lado emocional das pessoas, porque uma pessoa desmotivada nada produz e ainda desmotiva as outras. Muitas vezes uma palavra desmotivadora é tão devastadora capaz de destruir o ânimo de um indivíduo de dentro para fora, por isso jamais devemos desanimar uma pessoa que esteja passando por dificuldades para realizar algo, se fizermos isso certamente extinguiremos a única coisa que ela tenha, a esperança.
·        Aplicação: Você tem sido uma fonte de motivação para aqueles que estão sem esperança?
 
Aquele que desejam motivar alguém para determinada coisa é preciso entender que irá trabalhar a mente humana e influenciar o seu subconsciente, isso implica em responsabilidade. Muitas pessoas querem motivar outras sem nenhuma responsabilidade em prever os resultados, portanto, devemos ser moderados para não alimentar algo nas pessoas que sejam impossíveis de ser realizado na vida delas.  Existem pessoas que são verdadeiras desmotivadoras de esperança. Um indivíduo pode estar à beira da morte, porém não devemos lhe falar qualquer palavra que lhe tire a esperança de viver.
 
B. A AÇÃO MOTIVADORA DA PALAVRA DE DEUS.
Em nenhum outro lugar encontramos tantas palavras saudáveis e motivadores quanto na palavra de Deus, muitas delas foram proferidas diretamente pelo próprio Deus ao seu povo, principalmente nos momentos decisivos. Josué foi encorajado pelo Senhor (Josué 1:9), Judá e Benjamim nos dias do rei Asa, a mensagem de encorajamento veio de maneira condicional (2 Crônicas 15:2,7). Muitas palavras de encorajamento foram também proferidas por Jesus, quando disse: “No mundo, tereis aflições; mas tende bom ânimo” (João 16:33; Mateus 17:7). A palavra “Não temas” aparece 366 vezes, isso indica que temos encorajamento do Senhor para cada dia em um ano, isso até no ano bissexto.
 
CONCLUSÃO:
Deus sempre teve interesse em motivar o seu povo, tanto para as pelejas ou batalhas quanto o encorajamento espiritual. Deus é a fonte de todo encorajamento do seu povo (Is 40:29-31). Muitas precisamos de ouvir palavras que nos impulsione para realizar algo bom, tanto para nós, quanto para Deus. As vezes o desanimo toma conta de nós e queremos parar de lutar pelos nossos sonhos por não vermos de imediato os resultados que esperávamos, porém em nenhum momento devemos desistir de lutar, “lutar sempre, desistir nunca” “A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo” Quando acreditamos e exercemos a nossa fé em Deus, todos os nossos sonhos podem se tornar realidade.
 
Pr. Elis Clementino.

 

quinta-feira, 6 de março de 2025

ESBOÇO 1478 * ASSUNTO: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E O CAMINHO DO JUSTO.

 

ESBOÇO 1478 *
ASSUNTO: O CAMINHO DOS ÍMPIOS E O CAMINHO DO JUSTO.
TEXTO: SALMO 1.
 
INTRODUÇÃO:
O Salmo 1 apresenta um contraste claro entre dois caminhos: o dos justos e o dos ímpios. O justo é aquele que busca viver segundo a vontade de Deus, enquanto o ímpio trilha um caminho de desobediência e distanciamento do Senhor. Este salmo nos ensina que a verdadeira felicidade está em seguir a Deus e obedecer aos Seus mandamentos, ao passo que o destino dos ímpios é a ruína e o julgamento divino. Neste esboço, analisaremos brevemente as características de cada um desses caminhos e suas consequências.
 
I. FELICIDADE.
No Salmo primeiro, Davi trata como bem-aventurados aqueles que não andam nos caminhos dos ímpios. Essa bem-aventurança vem do Senhor para aqueles que observam os Seus mandamentos. Nas Escrituras, sempre há advertências para que os justos não entrem pelas veredas dos ímpios (Provérbios 4:14-15). Quando o justo se ajunta com os ímpios, ele levará desvantagens. No entanto, precisamos ponderar a vereda dos nossos pés e ordenar bem os nossos caminhos (Provérbios 4:26-27). A maldade dos ímpios em relação ao justo é tanta que eles não dormem enquanto não lhe fazem o mal (Provérbios 4:16).
 
II. O JUSTO É COMO ÁRVORE QUE DÁ FRUTOS.
O justo deve produzir frutos de justiça. Ele é comparado a uma árvore plantada junto à corrente de água, onde dá seus frutos no tempo certo ou na estação própria (Salmos 1:3). O caminho do justo é como a luz da aurora (Provérbios 4:18). O Senhor conhece o caminho do justo (Provérbios 4:19).
 
III. O CAMINHO DOS ÍMPIOS.
O caminho dos ímpios é escuridão, nada enxergam e nem sabem em que tropeçam, sendo abomináveis ao Senhor (Provérbios 4:19). Não sejam seus companheiros, porque as más companhias corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33; 2 Tessalonicenses 3:6,14). O jugo desigual tem conduzido muitos justos a se tornarem presas dos ímpios, roubando-lhes a felicidade (2 Coríntios 6:14-15). O justo que se ajunta com o ímpio torna-se seu próprio inimigo, cai em descrédito e receberá a punição divina (Provérbios 29:24). Os maus são como a palha que o vento espalha. Eles enfrentarão o julgamento divino, pois os pecadores não permanecerão na congregação dos justos (Salmos 1:4-6).

CONCLUSÃO.
Diante desse ensinamento poderoso, somos desafiados a refletir sobre o caminho que estamos trilhando. O justo, arraigado na Palavra de Deus, floresce como uma árvore frutífera, enquanto o ímpio, sem raízes firmes, é levado pelo vento da perdição. Que escolhemos, diariamente, andar na luz do Senhor, rejeitando as influências que nos afastam d'Ele. Pois, no final, apenas aqueles que permanecerem no caminho da justiça terão a verdadeira felicidade e a vida eterna. Escolha a vitória, escolha a vida, escolha caminhar com Deus!

Pr. Elis Clementino.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1477 * ASSUNTO: JUNTAR É MELHOR QUE ESPALHAR.

 

ESBOÇO 1477 *
ASSUNTO: JUNTAR É MELHOR QUE ESPALHAR.
TEXTO: LUCAS 11:23.
 
IINTRODUÇÃO:
A frase proferida por Jesus em Lucas 11:23 — “Quem comigo não ajunta, espalha” — é uma afirmação que revela a profunda missão do Mestre: unir, agregar, reunir. Ao longo de seu ministério, Jesus sempre buscou juntar as ovelhas dispersas da casa de Israel, trazendo-as de volta à segurança do Seu reino. O evangelho é o meio pelo qual as pessoas se unem em um propósito comum: viver a salvação e adorar a Deus de forma congregacional. No entanto, agregar pessoas não é uma tarefa simples. As diferenças humanas e as adversidades que surgem ao longo do caminho podem facilmente causar divisões. Jesus, no entanto, exemplifica como devemos agir: com amor, compreensão e humildade, sempre com o objetivo de unir, e não de espalhar. Neste esboço, refletiremos sobre a importância de ajuntar, seguindo o exemplo de Cristo, e de como podemos contribuir para a edificação do corpo de Cristo, a igreja.
 
I. CONTEXTO.
Famosa oração do Pai Nosso, mostrando como se aproximar de Deus em oração com confiança e humildade. Ele também falou sobre a generosidade e os cuidados de Deus, enfatizando que Deus está disposto a dar boas coisas àqueles que O pedem. No versículo 14, Jesus realiza um milagre ao expulsar um demônio de um homem e, ao fazer isso, Ele é acusado pelos fariseus de agir pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios. Jesus, então, os repreende com uma série de declarações fortes e esclarecedoras, incluindo a famosa frase: “Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Lucas 11:23). Aqui, Jesus sublinha a ideia de que, em Sua missão de trazer salvação ao mundo, não há meio termo — ou se está a favor Dele, ajudando a agregar, ou se está espalhando. O desejo de Jesus de agregar as ovelhas perdidas da casa de Israel é central em Seu ministério. Ele veio para reunir aqueles que estavam dispersos e afastados, para trazê-los de volta ao redil de Deus. Essa missão de agregar e reunir é um princípio fundamental do evangelho e da obra de Cristo, e é o que Ele espera de todos os Seus seguidores: que ajuntem, que unam, que tenham o mesmo sentimento.
 
II. DIFICULDADE EM AGREGAR PESSOAS.
A tarefa de agregar pessoas é, sem dúvida, uma das mais difíceis. O ser humano, por natureza, tende a se dispersar mais do que se unir. Cada pessoa tem uma maneira única de agir, pensar e reagir, o que torna difícil a construção de uma comunidade coesa. O evangelho, no entanto, é o único meio previsto por Deus para reunir os indivíduos, com o propósito de levá-los ao Seu reino. Essa missão de agregar não é fácil, pois existe um inimigo que trabalha incessantemente para espalhar, para dividir, para semear a discórdia. A parábola da semente ilustra bem esse desafio, pois vemos que, apesar do esforço de semear a boa semente, o inimigo semeia o seu joio. Além disso, muitas vezes, nós mesmos contribuímos para a dificuldade de agregar. Nossas ações e atitudes podem, sem querer, causar divisões e afastar aqueles que estão à nossa volta. As diferenças entre as pessoas são inevitáveis ​​e podem gerar conflitos dentro da comunidade, até mesmo dentro da igreja. Embora o evangelho nos chame para viver em harmonia, com amor e compreensão, nem sempre conseguimos viver isso de forma plena. Quando conseguimos agregar, é importante que estejamos atentos para não espalharmos novamente através de palavras ou atitudes que possam afastar. O desafio é grande, mas é necessário que todos nós busquemos ser agentes de união, contribuindo na unidade da igreja.
 
III. JESUS, O MAIOR EXEMPLO.
Jesus é o maior exemplo de alguém que dedicou Sua vida a agregar pessoas. Durante seu ministério terreno, Ele declarou constantemente o desejo de reunir aqueles que estavam dispersos e perdidos. Em Mateus 23:37, Ele expressa esse anseio de forma poderosa, comparando Seu desejo de juntar os filhos de Jerusalém à forma como uma galinha ajunta seus pintinhos debaixo das suas asas, oferecendo proteção e cuidado. Essa imagem transmite o profundo desejo de Jesus de acolher, de reunir e de oferecer o melhor a todos. O principal objetivo de Jesus era agregar como “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6; 15:24; 9:36), ou seja, alcançar aqueles que estavam espiritualmente perdidos e afastados de Deus. Essa missão de agregação foi sua razão de ser e o motivo pelo qual Ele veio ao mundo. No entanto, embora Ele tenha se dedicado a essa missão, foi por muitos rejeitado. Como diz o evangelho de João 1:10-11, "Ele veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam". Jesus foi desprezado e rejeitado, como o profeta Isaías já havia anunciado (Isaías 53:3). Apesar disso, Ele continuou a se doar, sem reservas, por aqueles que O desprezavam, demonstrando o verdadeiro significado do amor sacrificial e da missão de agregar. Sua vida é uma referência maior para nós, que também somos chamados a acolher, acolher e tratar bem os acolhidos.
 
IV. O QUE É PRECISO PARA AGREGAR PESSOAS?
1.      Compreensão (Efésios 4:2; Cl 3:13-16).
2.      Entender que as pessoas são diferentes e dotadas de sentimentos (Provérbios 15:1).
3.      Humildade, sem a qual estaremos inabilitadas para agregar pessoas, pois um egoísta ou orgulhoso a ninguém agrega.
4.      Reconhecer as necessidades das pessoas, não atentando para o que é propriamente seu, mas para o que é dos outros (Filipenses 2:4). Essa maneira não é tudo, mas contribui e muito para agregarmos pessoas para o reino de Deus.
 
V. COMO PODEMOS GANHAR PESSOAS CONDUZINDO-AS AO EVANGELHO?
1.      Pregando as boas novas do evangelho de maneira digna para que, ao pregar, não seja reprovado (1 Coríntios 9:27).
2.      A vida exemplar e digna do evangelho (Mateus 5:16).
3.      A maneira de como tratar as pessoas, mostrando que o evangelho é acolhedor (Mateus 9:35).
4.      Acolhendo espiritualmente as pessoas que se convertem, sendo amáveis para com elas.
 
VI. COMO MANTER AS PESSOAS AGREGADAS À IGREJA?
Esse é um dos maiores desafios, principalmente na atualidade, pois tudo depende de nós, ou de como tratamos essas pessoas recém-convertidas.
1.      Vida exemplar.
2.      Lealdade.
3.      Respeito.
4.      Afeição.
 
VII. UM CRISTÃO FERIDO OU OFENDIDO.
Essa é outra tarefa bem difícil, porque é mais fácil você conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido (Provérbios 18:19). Uma quebra de comunhão é tão danosa quanto o efeito do pecado, lidar com novos convertidos é como lidar com criança que nem todo alimento ele pode comer (1 Coríntios 3:1-4; Hebreus 5:11-13). Portanto, precisamos ter muito cuidado com essas crianças espirituais.
 
CONCLUSÃO:
Nós, cristãos, devemos evitar qualquer ação que venha a causar esfriamento no relacionamento cristão. Nós somos membros do corpo de Cristo, esses membros precisam estar em harmonia para que o corpo, que é a igreja, funcione bem (I Coríntios 12:15-21,27; Romanos 12:4-5). Todos os membros do corpo trabalham em conjunto visando o melhor para o corpo. A Bíblia ressalta a importância dos resultados dessa união quando mantida (I Tessalonicenses 5:11). Devemos pedir a Deus sabedoria para que, através da nossa convivência, possamos contribuir para o crescimento do evangelho e a edificação dos nossos irmãos. Você está juntando ou espalhando?
 
Pr. Elis Clementino.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

ESBOÇO 1476 * ASSUNTO: DO POÇO A GOVERNADOR.

ESBOÇO 1476 *
ASSUNTO: DO POÇO A GOVERNADOR.
TEXTO: GÊNESIS 37:19-36.
 
INTRODUÇÃO:
A história de José, registrada em Gênesis 37 a 41, nos revela como os planos de Deus, por mais solicitações que sejam, sempre se cumprem de maneira soberana e perfeita. Desde sua juventude, marcada por sonhos que anunciavam sua grandeza futura, até os momentos de profunda adversidade, José teve o propósito divino em cada fase experimental de sua jornada. Ele perseguiu perseguições, foi lançado em um poço, vendido como escravo, passou pela traição de seus irmãos e ainda suportou a injustiça da prisão. Porém, em cada uma dessas situações, a mão de Deus estava presente, guiando e preparando José para um destino grandioso. Este esboço tem como objetivo refletir sobre o caminho de José, mostrando que os desafios, por mais difíceis que aparecem, são instrumentos de crescimento e cumprimento dos propósitos divinos em nossas vidas. A história de José nos ensina a confiar em Deus, mesmo quando não conseguimos entender o caminho
 
I.                  QUEM ERA JOSÉ.
A história de José é uma das mais clássicas em relação a sofrimentos e perseguições por ser um filho favorito de Jacó com Raquel (Gênesis 37:4), por essa razão ele enfrentava humilhações dos seus irmãos. José se destacava dentre seus irmãos pelas revelações de Deus sobre ele e a sua família, ele era tratado como “o sonhador” (Gênesis 37:4-10). Nos corações dos irmãos de José brotaram três coisas abomináveis ao Senhor:
·        A Inveja.
·        O ódio.
·        O desejo de vingança.
 
II.                JOSÉ E A SUA PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO.
José não sabia qual era a finalidade daqueles sonhos, pois ele tinha apenas dezessete anos de idade, ainda era insuficiente para compreender os propósitos de tudo aquilo que havia sonhado. Os propósitos de Deus são verdadeiramente incompreensíveis, o que Deus faz agora, podemos entender com os resultados (João 13:7), pois ninguém conhece o caminho do vento não se conhece os caminhos e nem os propósitos de Deus (Eclesiastes 11:5; João 3:8; Isaías 55:8-10).
 
III.               IRMÃOS TRAMA A MORTE DE JOSÉ.
Os irmãos de José não conseguiram dominar o seu sentimento de ódio contra o seu irmão, pois quando existem males nos corações, a vingança prevalece. Foi o que aconteceu com os irmãos de José, a maldade de Caim estava em seus corações, assim eles planejaram como seria o desfecho daquela vingança (Gênesis 37:17-24). A cova seria a sepultura de José, dali ele morreria e tudo estaria acabado. Devemos levar em consideração que os propósitos de Deus para nós ninguém conseguirá abortá-los. “Porque o Senhor dos exércitos o determinou; quem o invalidará? E se a sua mão está estendida, quem, pois, fará voltar atrás? (Isaías 14:27).
 
IV.              JOSÉ VENDIDO AOS MERCADORES MIDIANITAS.
Não adianta tentar impedir o que Deus deseja realizar na sua vida, muito menos colocar você na cova da mentira, os planos de Deus continuam inalteráveis, a cova não era a sepultura de José, aquele poço estava abandonado e sem água (Gênesis 37:24). Os irmãos de José sentaram e comeram pão, isso indica a insensibilidade e falta de amor para com seu irmão (Gênesis 37:25), parecia que nada haviam feito, mas aí, veio a provisão divina, os ismaelitas vindos de Gileade, então Judá disse a seus irmãos: que proveito temos se matarmos o nosso irmão? É melhor vendê-lo aos ismaelitas, e todos seus irmãos combinaram (Gênesis 37:24-28).
·        Aplicação: quantos são vendidos pelos seus próprios irmãos? quantos lhe venderam por meio da calunia
 
V.                JOSÉ NA CASA DE POTIFAR.
José prosperou e adquiriu confiança na casa de Potifar, porque o Senhor era com José e tudo o que era do seu senhor foi confiado a José (Gênesis 39:2-6). A prosperidade de José fez com que o inimigo usasse a mulher de Potifar para o seduzir e destruir os planos de Deus na vida dele, mas José fugiu dela (Gênesis 39:10-13; I Tessalonicenses 5:22). Os planos de Deus são grandes e o diabo sabe disso, porém, a prosperidade daqueles que amam a Deus incomoda o adversário, o teu sucesso e o teu brilho incomodam.
 
VI.              JOSÉ NA PRISÃO.
Quando Deus tem planos na vida de alguém, o lugar para onde ele vai e nem a situação em que ele se encontra não alteram os planos de Deus. As mentiras contra José não alteraram os planos divinos sobre ele. As mentiras da mulher de Potifar o levaram ao cárcere, mas as promessas estavam firmes (Gênesis 39:20-23). O copeiro e o padeiro desobedeceram ao seu senhor e foram parar na prisão, no mesmo cárcere em que José estava (Gênesis 40:1-4). Na prisão, José viu que o copeiro e o padeiro estavam perturbados por um sonho que tiveram (Gênesis 40:5-7). Deus revela os sonhos a José, os propósitos de Deus não perdem a validade, você chegará aonde Deus quer e ninguém impedirá, mas aí veio mais uma prova para José, o copeiro seria restaurado e José pede para que o copeiro lembre dele diante de Faraó (Gênesis 40:13-14). Quando os planos são de Deus, não há manobra ou atalho que dê certo, o copeiro esqueceu de José, parecia que tudo terminaria para ele ali naquela prisão (Gênesis 40:23). Deus trabalha para aquele que nele espera (Isaías 64:4), porém algo maior e melhor estava por vir a José e, através daquela interpretação, a sua vitória veria; era o trabalhar de Deus para beneficiar José. Os projetos de Deus para você parecem estar parados ou encerrados, mas Deus estava velando para cumprir com as suas promessas feitas a José, ele não retarda a sua promessa (2 Pedro 3:9).
 
VII.             O SONHO DE FARAÓ.
O sonho de Faraó foi a última etapa a ser cumprida, foi a conclusão dos propósitos de Deus para José (Gênesis 41:1-7), o sonho que muito perturbou Faraó, sonho este que ninguém sabia interpretar, a ferramenta que Deus deu a José só quem sabia usar era ele (Gênesis 41:8). Copeiro lembra de José e lhe fala sobre o sonho que teve no cárcere e que José interpretou, então mandaram chamar José e ele interpretou o sonho e Faraó reconhece que ninguém há melhor do que José para administrar em tempo de crise (Gênesis 41:38-43). Faraó o nomeou governador, cargo este que não havia no reino do Egito, mas Deus cria o que não existe para te beneficiar, Faraó lhe deu autoridade (Gênesis 41:44-48).
 
CONCLUSÃO:
A jornada de José nos ensina, de forma clara e profunda, que os planos de Deus para nossas vidas não são abalados pelas dificuldades, nem pela maldade dos homens. Mesmo nos momentos de humilhação e sofrimento, Deus está trabalhando em nosso favor, preparando-nos para algo maior. José passou por uma série de provas, mas em nenhum momento o propósito divino foi interrompido. Quando olhamos para sua história, podemos perceber que, ao final de cada desafio, ele se aproxima mais do cumprimento do plano que Deus tinha para ele. Assim como José, cada um de nós pode passar por momentos difíceis, por "poços" e prisões, mas devemos lembrar que Deus é soberano e, no momento certo, Ele nos colocará no lugar que Ele preparou para nós. Não devemos temer os obstáculos, pois, como José, devemos confiar que o Senhor é quem nos sustenta e nos direciona. Portanto, não importa a situação em que você se encontra, saiba que os propósitos de Deus não falham e Ele concluirá a boa obra que começou em sua vida. Permita-se ser guiado por Ele, e no tempo certo, você verá a Sua mão.

(Não ponha pessoas no seu caminho quando elas não acreditarem no que Deus possa fazer por você).

Pr. Elis Clementino