sexta-feira, 22 de agosto de 2025

ESBOÇO 1500 * TEMA: A GRANDE CONFISSÃO.

 

ESBOÇO 1500 *
TEMA: A GRANDE CONFISSÃO.
TEXTO: Mateus 16:16 (ARA) – "Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
INTRODUÇÃO:
Todo ser humano, em algum momento, é confrontado com a seguinte pergunta: “Quem é Jesus para você?”. No texto de Mateus 16, os discípulos estão em um momento íntimo com Jesus, numa conversa particular, eles são interrogados diretamente. A forma como responderiam essa pergunta revelaria a maturidade espiritual, comunhão com Deus e convicção da fé. Nesta mensagem, vamos refletir sobre as perguntas de Jesus, a resposta que mudou a história da Igreja e como seria a nossa resposta diante da questão! Esta é a confissão fundamental da fé cristã.
 
I. OS QUESTIONAMENTOS DE JESUS AOS DISCÍPULOS.
1. Primeira pergunta: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"
ü  Jesus não queria saber de sua reputação, mas da percepção popular sobre sua identidade (Mateus 16:13).
ü  As respostas dos discípulos mostram que as opiniões humanas são limitadas e diversas:
ü  Uns diziam que Ele era João Batista, outros Elias, Jeremias ou um dos profetas (v.14).
ü  Isso mostra como a ausência de revelação gera confusão sobre a identidade de Cristo.

2. Segunda pergunta: "E vós, quem dizeis que eu sou?"
ü  Agora, Jesus quer ouvir a confissão pessoal dos discípulos, sua experiência direta.
ü  É possível estar próximo de Jesus, mas não o conhecer verdadeiramente.
ü  Pedro, impulsionado pelo Espírito, toma a frente e declara: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16).
 
II. A REVELAÇÃO ESPIRITUAL DE PEDRO.
1. A resposta de Pedro não veio da carne
ü  Jesus afirma: “Não foi carne nem sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (v.17).
ü  Há verdades espirituais que só podem ser compreendidas por revelação divina (1 Coríntios 2:10).
ü  O Senhor compartilha Seus segredos com os que têm intimidade com Ele (Salmo 25:14; Amós 3:7).

2. O significado da confissão e a mudança de nome
ü  Jesus diz: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (v.18).
ü  “Pedro” (do grego petros) significa pequena pedra, fragmento.
ü  A “pedra” sobre a qual a Igreja é edificada é a confissão de que Jesus é o Cristo, não o próprio Pedro.
ü  Cristo é a Pedra Angular (Atos 4:11; 1 Coríntios 10:4), o verdadeiro fundamento.

3. Autoridade espiritual concedida
ü  Jesus dá a Pedro as “chaves do Reino”, símbolo de autoridade (v.19).
ü  Essa autoridade, no entanto, não faz de Pedro o dono da Igreja nem o "chaveiro do céu".
ü  A autoridade pertence à Igreja como corpo de Cristo, e a confissão é a base da salvação (Romanos 10:9-10).
 
III. A IGREJA FIRMADA NA PESSOA DE CRISTO.
1. A segurança da confissão verdadeira:
ü  Quem confessa que Jesus é o Cristo tem firmeza espiritual.
ü  Essa confissão não é carnal, mas inspirada pelo Espírito de Deus (1 Coríntios 12:3).
ü  É essa fé que sustenta o crente nos dias difíceis.

2. A vitória da Igreja:
ü  “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (v.18).
ü  A Igreja, fundada sobre Cristo, tem resistido aos séculos, perseguições, heresias e ataques.
ü  A durabilidade da Igreja prova que o seu alicerce é firme — Jesus Cristo.

3. A importância de declarar quem é Jesus para nós
ü  Os melhores momentos de oração são aqueles em que confessamos o que Jesus representa para nossa vida.
ü  Isso ativa nossa intimidade com Deus e nos abre à revelação do Espírito.
 
CONCLUSÃO:
A pergunta que Jesus fez aos discípulos continua ecoando até hoje: “E você, quem diz que Eu sou?”
A resposta a essa pergunta determina nossa eternidade. Pedro declarou pela revelação divina que Jesus é o Cristo. Hoje, quem tem essa mesma revelação carrega consigo a convicção da salvação e da vida eterna. A Igreja não está firmada em homens, doutrinas ou instituições, mas em Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Essa é a grande confissão que sustenta a fé cristã.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

ESBOÇO 1499 * ASSUNTO: A EFICÁCIA DO EVANGELHO DE CRISTO.

 

ESBOÇO 1499 *
ASSUNTO: A EFICÁCIA DO EVANGELHO DE CRISTO.
TEXTO: Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação a todo aquele que crer; primeiro ao judeu, e também ao grego. ROMANO 1:16.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Vivemos numa época em que muitos falam em nome de Cristo, mas poucos anunciam, de fato, o evangelho de Cristo. Em meio a tantos púlpitos modernos repletos de técnicas de autoajuda, frases de efeito e mensagens voltadas para o bem-estar momentâneo, é urgente relembrar e proclamar com ousadia a verdade que jamais mudou: o evangelho de Jesus Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
 
Paulo, o apóstolo, declara sem hesitar: “Não me envergonho do evangelho de Cristo” (Romanos 1:16). Essa declaração não é apenas uma frase bonita; ela é uma convicção nascida da experiência, de alguém que conheceu o poder transformador do evangelho na própria vida. Paulo sabia o que era viver sob a religião sem Cristo, sabia o que era estar cego mesmo sendo zeloso da lei, até ser alcançado pela graça irresistível de Deus.
 
Hoje, o mesmo evangelho que tirou Paulo das trevas do fanatismo e o transportou para a luz da verdade continua agindo com poder. O problema não está no evangelho, mas na forma como ele tem sido apresentado. Muitos querem um evangelho sem cruz, uma fé sem renúncia, uma graça sem arrependimento, um Cristo sem senhorio. Por isso, precisamos urgentemente resgatar e proclamar o evangelho genuíno — o evangelho que salva, transforma, liberta e santifica.
 
O evangelho puro e simples não massageia o ego humano, mas confronta o pecado e conduz à vida eterna. Este é o evangelho que Paulo pregou.  Este é o evangelho que a igreja primitiva viveu. Este é o evangelho que ainda hoje salva pecadores. É sobre a eficácia desse evangelho eterno e poderoso que vamos refletir nesta mensagem.
 
I. Qual é o propósito do evangelho?
O evangelho é o meio pelo qual se produz em nossos corações uma condição que satisfaça a vontade de Deus e nos aproxime dele. Evangelho significa “Boa nova”, algo novo trazido por Deus para a humanidade por intermédio de Jesus Cristo. O evangelho é a arca pela qual alcançamos a salvação das nossas almas.
 
Os quatro evangelhos narram a história de Jesus Cristo, eles foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Todos eles destacaram os grandes milagres e ensinamentos que apontavam para o plano divino para a humanidade, com o desfecho final na cruz no Calvário. O objetivo do evangelho não é oferecer ao pecador vantagens terrenas como riqueza ou outros bens materiais, porque nada adianta ganhar tudo aqui e perder a eternidade (Marcos 8:36-37; Mateus 16:26; Salmo 49:16-17).
 
O resgate de uma alma não tem preço (Salmo 49:8). Paulo classificou o evangelho de Jesus Cristo como o poder de Deus e salvação para todo aquele que nele crer (Romanos 1:16). O evangelho é para todos (Mateus 11:5; Lucas 7:22). Ele não é meio de vida, e sim uma vida completa para Deus, por intermédio do seu amor.
 
II. O amor divino.
O amor de Deus é a causa do evangelho, foi a maior revelação de Deus para a humanidade (João 3:16; 15:13). Ninguém arriscaria dar o seu único filho para morrer por um pecador, como fez Deus (Romanos 5:7-8; 8:32).
 
III. Frutos do evangelho.
1.      Salvação “é um dos conceitos espirituais mais importantes no cristianismo”. A salvação é pela fé e provada pelas obras (Efésios 2:8; Tiago 2:18,20,24).
1.2.  Mudanças.
a.      Arrependimento é retroceder, é a compunção ou contrição, o que não é remorso.
b.      Perdão divino.
c.       Novo nascimento é renascer, uma nova vida com Cristo (2 Coríntios 5:17).
d.      Reconciliação com Deus.
e.      Conversão é um processo e uma decisão de mudança.
f.       Regeneração, restauração, reorganizar, ela acontece mediante a palavra de Deus.
g.      Justificação, o homem é justificado por Deus através dos processos anteriores (Atos 13:39; Romanos 5:1; Efésios 2:9), portanto é bom considerar o que disse Tiago (Tiago 2:18,20,24). O testemunho é a confirmação da fé, se tens fé, mostre através das tuas obras.
 
IV. A conduta por meio do evangelho.
Cada crente deve andar conforme o evangelho (Filipenses 1:27; 3:16-20). O evangelho nos permite andar pelo espírito e não pela carne (Gálatas 5:16-26). Não existe comunhão entre o crente e o mundo, ou seja, não podemos nos submeter a um jugo desigual (2 Coríntios 6:14-15). Não podemos andar segundo o mundo (Romanos 12:2). O evangelho não nos isenta de pecar, pois pecamos em três esferas: por pensamento, por palavras e por obras; se dissermos que não temos pecados, mentimos e a verdade não está em nós (I João 1:8), mas quando pecamos, a única coisa que devemos fazer é recorrer ao nosso advogado, Jesus Cristo (I João 2:1).
 
V. O evangelho das facilidades.
O evangelho das facilidades causa muitos problemas, não somente para a igreja, mas também para aqueles em que houve essas pregações, esse evangelho que oferece tudo e, em contrapartida, de nós nada é cobrado ou entregue por ele. Esse não é o evangelho da renúncia. Muitos cristãos e pregadores perderam o sentido do verdadeiro evangelho, alguns púlpitos estão cheios de enganadores pregando o evangelho do Senhor, utilizando mensagens de efeito, ou seja, trabalhando o psicológico das pessoas. Vejam bem o que Paulo diz sobre o caráter da pregação (I Coríntios 2:2-5).
 
Conclusão:
O evangelho de Cristo não precisa ser modernizado, maquiado ou adaptado para agradar os ouvidos desta geração. Ele é, por si só, o poder de Deus. Ele não depende da eloquência do pregador, nem de efeitos emocionais — porque é a Palavra viva de Deus que confronta, transforma e salva.
 
Infelizmente, muitos hoje trocaram o evangelho da cruz pelo evangelho do conforto. Trocaram a verdade que liberta por discursos que agradam. Mas o evangelho verdadeiro sempre exigirá renúncia, arrependimento e fé.
 
Paulo não se envergonhou do evangelho — e nós também não devemos nos envergonhar. Porque ele sabia que esse evangelho tira o pecador do lamaçal do pecado e o coloca em pé, como nova criatura diante de Deus.
 
Se há algo que esta geração precisa ouvir, não são mensagens de autoajuda, mas a mensagem da cruz. Se há algo que os pecadores precisam conhecer, não é uma religião disfarçada de espiritualidade, mas o evangelho de Jesus Cristo, que cura, que liberta e que salva.
 
Voltemos ao evangelho simples. Voltemos à mensagem da cruz. Voltemos ao poder de Deus.
E que, como Paulo, possamos declarar com coragem, fé e convicção:
 
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.” (Romanos 1:16).

sábado, 16 de agosto de 2025

ESBOÇO 1498 * SERMÃO: ESVAZIAMENTO: A CHAVE DA PLENITUDE ESPIRITUAL.

 

ESBOÇO 1498 *
SERMÃO: ESVAZIAMENTO: A CHAVE DA PLENITUDE ESPIRITUAL.
Texto-chave: “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” (Filipenses 2:7).
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Certa vez, ouvi a história de um copo cheio de água suja. O dono queria enchê-lo de água limpa, mas, enquanto o copo permanecesse cheio daquela sujeira, não havia espaço para nada puro entrar. Assim também é a nossa vida diante de Deus. Muitas vezes estamos tão cheios de nós mesmos, de orgulho, de preocupações, de pecados e de autossuficiência, que não sobra espaço para que o Espírito Santo nos encha. Jesus Cristo nos deu o maior exemplo: Ele, sendo Deus, esvaziou-se de Sua glória, assumindo a forma de servo, para que nós tivéssemos vida. O caminho da verdadeira vida espiritual começa pelo esvaziamento de si mesmo.
 
1. O Exemplo Supremo do Esvaziamento:
Cristo Filipenses 2:7:
ü  Jesus, o Filho eterno de Deus, abriu mão da glória para se tornar homem.
ü  Ele não buscou privilégios, mas veio em humildade.
ü  O Seu esvaziamento foi voluntário, em obediência ao Pai.
Aplicação: Se até Cristo se esvaziou, quem somos nós para viver cheios de orgulho, vaidade e soberba? A vida cristã começa quando reconhecemos que não é sobre nós, é sobre Ele.
 
2. A Necessidade do Esvaziamento na Vida Cristã.
Mateus 16:24 – “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo...” João 15:5 – “Sem mim nada podeis fazer.”
ü  Esvaziar-se é negar-se a si mesmo, renunciar ao “eu” que deseja o controle.
ü  Significa reconhecer nossa dependência total de Deus.
ü  Aquele que não se esvazia, não pode ser cheio do Espírito Santo.
Aplicação: Muitos não experimentam a plenitude de Deus porque ainda estão cheios de si mesmos, cheios de ansiedade, de orgulho, de desejos carnais. Só quando nos rendemos, Ele nos enche.
 
3. O Caminho do Esvaziamento: Humildade e Quebrantamento.
Tiago 4:6 – “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”
Salmo 51:17 – “O coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.”
ü  Esvaziar-se é colocar-se diante de Deus com coração contrito.
ü  É admitir fraquezas, confessar pecados, abrir mão da vaidade.
ü  Deus não enche vasos orgulhosos, mas corações quebrantados.
Aplicação: Você quer ser cheio da graça de Deus? Então, curve-se, confesse, reconheça suas limitações e peça para que Ele o molde.
 
4. O Resultado do Esvaziamento: Uma Vida Cheia de Cristo.
Gálatas 2:20 – “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”
Romanos 6:6 – “O nosso velho homem foi crucificado com Ele...”
ü  Quando nos esvaziamos, Cristo passa a ocupar o centro da nossa vida.
ü  A carne perde força, e o Espírito assume o controle.
ü  O resultado é vida abundante, vitória sobre o pecado e comunhão com Deus.
Aplicação: Esvaziar-se dói, porque exige renúncia. Mas o resultado é glorioso: uma vida que reflete Jesus Cristo.
 
Conclusão:
Entretanto, assim como o copo precisa ser esvaziado da água suja para ser cheio de água limpa, nós precisamos ser esvaziados do “eu” para sermos cheios de Cristo.
ü  Jesus é o maior exemplo.
ü  O discipulado exige renúncia.
ü  O coração contrito é o altar que Deus aceita.
ü  O resultado é uma vida cheia da presença e do poder do Senhor.
Hoje o Senhor nos convida a um ato de entrega. Talvez você ainda esteja cheio de si mesmo, preso ao orgulho, à autossuficiência ou ao pecado. Mas se você se esvaziar diante de Deus, Ele promete enchê-lo com Sua graça, Seu Espírito e Seu poder. Após a mensagem, faça um convite a todos, para que entreguem seus corações, dizendo: “Senhor, eu me esvazio de mim mesmo, para que Tu me enchas de Ti.”

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

ESBOÇO 1497 TEMA: CUIDANDO DE SI E DA DOUTRINA.

ESBOÇO 1497
TEMA: CUIDANDO DE SI E DA DOUTRINA.
TEXTO: 1 Timóteo 4:16 “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.”
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO:
Ser chamado por Deus para o ministério é um privilégio inigualável, mas também uma responsabilidade enorme. Paulo adverte Timóteo a cuidar de si mesmo e da doutrina porque, no ministério, o cuidado pessoal é tão importante quanto o cuidado com o rebanho. Jesus nos ensinou um princípio espiritual: “A quem muito foi dado, muito será exigido” (Lucas 12:48). Todo obreiro precisa entender que, quanto maior o privilégio, maior também a cobrança de Deus e da igreja. O chamado ministerial não é uma promoção humana, mas uma designação divina que exige compromisso, renúncia e zelo.
 
I. O VALOR DO CHAMADO.
ü  Ser escolhido para o ministério não é motivo de orgulho, mas de temor e reverência.
ü  O chamado não é uma promoção humana, mas uma delegação divina que carrega compromissos e responsabilidades tanto social quanto espiritual (Atos 20:28).
ü  O obreiro deve reconhecer que, mais do que um título, recebeu uma missão de cuidar de vidas e preservar a doutrina.
ü  “A quem mais se dá, mais se cobra” – a função pastoral exige mais vigilância porque lida com vidas e com a doutrina de Cristo (Tiago 3:1).
 
II. AS PROMESSAS DE DEUS E O MINISTÉRIO.
ü  Muitas vezes as promessas antecedem o chamado, e nem sempre revelam a função que será exercida.
ü  Deus tem vasos para todo tipo de serviço: do porteiro ao pastor, todos são igualmente importantes no corpo de Cristo (1 Coríntios 12:4-7).
ü  As promessas não anulam a preparação: quem recebe muito de Deus será mais exigido em fidelidade e responsabilidade (Lucas 12:48).
 
III. REQUISITOS ESSENCIAIS PARA O OBREIRO.
1. Reconhecer que sobre si há uma autoridade espiritual: Deus o chamou, mas não isentou da imposição de mãos e do envio por um líder (Atos 13:2-3).
2. Humildade: O discípulo não é maior que o seu mestre (Lucas 6:40).
3. Serviço sem vanglória: O que fazemos é por graça; ainda assim somos servos inúteis (Lucas 17:10).
4. Submissão: Servir de forma submissa àquele que chamou, com sinceridade (Efésios 6:5-6).
5. Sensatez: Agir com equilíbrio em todas as situações.
6. Temperança: Não se embriagar, não apenas com vinho, mas com qualquer emoção que lhe tire a sobriedade (Efésios 5:18).
7. Não ser murmurador: A murmuração destrói o ministério e fere a unidade.
8. Amar o bem: Ter prazer naquilo que edifica.
9. Paciência: Saber esperar e lidar com pessoas e processos.
10. Não decidir precipitadamente: Buscar direção em oração antes de tomar decisões (Provérbios 3:5-6).
11. Saber ouvir: O obreiro precisa ser um bom ouvinte, mas saber que das pessoas podem vir confirmações, correções ou conselhos.
12. Reconhecer seus limites: Nem tudo o obreiro pode; há coisas que só Deus pode fazer.
13. Esperar a recompensa do Senhor: O trabalho no Senhor não é vão; de tudo haverá recompensa (Efésios 6:8).

IV. OS DESAFIOS DO MINISTÉRIO.
ü  Os desafios são internos e externos: cuidar de si, da doutrina e das pessoas exige constante vigilância.
ü  O maior desafio é equilibrar a vida espiritual, pessoal e ministerial.
ü  Paulo nos lembra: ao cuidar de si e da doutrina, o obreiro salva a si mesmo e também aqueles a quem ministra (1 Timóteo 4:16).
 
CONCLUSÃO.
O ministério não é um lugar de status, mas de serviço. O aconselhamento pastoral começa quando o obreiro cuida de si e da doutrina para depois cuidar de outros. Se quisermos ser eficazes no ministério, precisamos reconhecer o valor do chamado, cumprir os requisitos de Deus e enfrentar os desafios com humildade e dependência do Espírito Santo.
Que cada um de nós possa ouvir do Senhor: Ao servo bom e fiel; “foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei” (Mateus 25:21). Saiba que no muito você será cobrado.

 

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

ESBOÇO 1496 * TEMA: A ESSÊNCIA DA VIDA.

 

ESBOÇO 1496 *
TEMA: A ESSÊNCIA DA VIDA.
TEXTO: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem." - Eclesiastes 12:13; Romanos 11:36; Atos 17:28; Salmo 90:12; Gálatas 2:20; Mateus 22:37-38.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
Introdução:
Muitos passam a vida buscando sentido em conquistas, status, riquezas ou prazeres. Mas há um ponto em que todo coração sincero se questiona: Qual é a essência da vida? Por que existo? Salomão, o homem mais sábio do Antigo Testamento, após experimentar tudo o que o mundo podia oferecer, chegou a uma conclusão clara: Temer a Deus e obedecê-Lo é o que realmente importa.
 
1. A vida tem origem e propósito em Deus.
"Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas..." (Romanos 11:36). Nada faz sentido longe de Deus. Fomos criados por Ele e para Ele. Quando tentamos viver independentes dele, a vida perde sua direção, como um barco sem leme. Você reconhece que sua vida pertence a Deus?
 
2. A vida é uma oportunidade breve, mas significativa.
"Ensina-nos a contar os nossos dias..." (Salmo 90:12) - A vida é curta — uma neblina que logo se dissipa. Mas, quando vivida com sabedoria e propósito, cada dia conta. A verdadeira sabedoria está em viver com a eternidade em mente.
Reflexão:
ü  Você está desperdiçando ou aproveitando os dias que Deus te deu? Passamos a vida inteira correndo atrás da vida, sem perceber que ela estava passando por nós.
ü  A vida é como neblina ao amanhecer, assim é a vida do homem: enquanto a persegue, ela se dissipa. E quando seus olhos se abrem, já é tarde, os dias se foram como sombra ao entardecer.” (Tiago 4:14 e Salmos 144:4).
ü  Fomos atrás da vida como quem corre atrás do vento, e não vimos que era ela quem, leve e sutil, passava por nós, deixando apenas lembranças no chão da memória.
ü  Vivemos a correr atrás da vida, e quando enfim paramos, percebemos que foi ela quem passou por nós, silenciosa, ligeira e sem despedida.
ü  A vida só será bem vivida quando entendemos que Cristo é a nossa vida. A vida bem vivida não é a mais longa, nem a mais confortável, mas aquela que encontra sentido e valor em Cristo. Ele é o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Fora d`Ele, tudo é vaidade; n´Ele, até o mais simples gesto ganha valor eterno.
ü  Muitas pessoas passam a existência tentando encontrar propósito em conquistas, bens, relacionamentos ou prazeres momentâneos. Contudo, a verdadeira plenitude da vida não está no que possuímos ou realizamos, mas em quem nos preenche por dentro. Quando compreendemos que Cristo não é apenas parte da vida, mas a própria vida (cf. Colossenses 3:4 — "Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar...", passamos a viver com propósito eterno, com paz interior e com a direção certa.
 
3. A vida encontra sentido no amor a Deus e ao próximo.
"Amarás o Senhor teu Deus... e ao teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22:37-39). O amor é o maior mandamento. Viver é amar. E amar é refletir o caráter de Deus. Quando amamos, tocamos o que há de mais essencial na existência.
Reflexão: Seu amor por Deus é visível nas suas atitudes diárias?
 
4. A vida cristã é Cristo vivendo em nós.
"Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." (Gálatas 2:20)
A essência da vida cristã não é sobre fazer por Deus, mas ser habitado por Ele. Quando Cristo vive em nós, a essência da vida transborda em fé, esperança e amor.
Reflexão: Cristo é o centro da sua existência?
 
Conclusão:
A essência da vida não está nas posses, nas realizações ou nos prazeres momentâneos, mas em viver para a glória de Deus. Quando tememos a Deus, obedecemos à Sua Palavra e amamos como Ele nos amou, então encontramos a plenitude da vida. Separe alguns minutos para refletir em silêncio:
ü  O que tem ocupado o centro da sua vida?
ü  O que você precisa ajustar para que Cristo seja sua verdadeira essência?
Senhor, ajuda-me a entender que a vida não é sobre mim, mas sobre Ti. Ensina-me a contar os meus dias com sabedoria. Que eu viva cada momento com propósito, temor e amor. Que Cristo seja minha essência e que tudo em mim reflita a Tua glória. Cristo é a origem, o meio e o fim de todas as coisas, incluindo a própria vida. Ele é a essência, o propósito e a razão da existência. Nada faz sentido fora Dele.