quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

ESBOÇO 1531 TEMA: A ESPERANÇA EM CRISTO, A ÂNCORA DA ALMA

 
ESBOÇO 1531 *
TEMA: A ESPERANÇA EM CRISTO, A ÂNCORA DA ALMA
TEXTO BASE: Hebreus 6:19 - “Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu.”
AUTOR: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Vivemos tempos de grandes incertezas, em que muitos corações estão à deriva, levados pelos ventos das circunstâncias, das decepções e das crises. Mas o escritor aos Hebreus nos lembra que existe uma âncora firme e segura para a alma — a esperança em Cristo Jesus. Assim como a âncora mantém o navio estável em meio à tempestade, a fé e a esperança em Deus mantêm a alma firme, mesmo quando tudo ao redor parece se desmoronar. Hoje veremos três verdades espirituais sobre essa “âncora da alma” que nos sustenta em meio às tempestades da vida.
 
1. A ESPERANÇA QUE SUSTENTA A ALMA
Romanos 15:13 “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.”
ü  Nossa esperança não está nas circunstâncias, mas em um Deus vivo e fiel.
ü  O cristão não vive de sorte, vive de certeza — a certeza das promessas de Deus.
ü  A âncora da alma é lançada nas profundezas da graça divina, não em coisas passageiras.
Aplicação: Quando a alma se prende à esperança em Cristo, nenhuma tempestade consegue arrastá-la.
 
2. A FIRMEZA EM CRISTO É NOSSA SEGURANÇA
1 Coríntios 15:58 “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes e que nada os abale...”
ü  A fé em Cristo nos torna inabaláveis diante das lutas.
ü  O crente firme não se desespera com o vento contrário, porque sua âncora está bem presa em Cristo.
ü  Ele sabe que, ainda que os mares se agitem, o porto seguro é Jesus, Salmo 62:5–6
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa... não serei abalado.”
 
Aplicação: A alma ancorada em Deus não vive ao sabor das emoções, mas na confiança de que Ele está no controle.
 
3. A ÂNCORA DA ALMA NOS MANTÉM EM PAZ NAS TEMPESTADES
Salmo 46:1–2 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza... Por isso não temeremos.”
ü  O mar da vida pode se revoltar, mas o crente tem paz em meio à tormenta.
ü  Quando o mundo afunda em medo, quem tem a âncora da alma permanece firme.
ü  A presença de Deus é o abrigo que impede nossa alma de naufragar.
1 Pedro 1:3 “...Ele nos regenerou para uma viva esperança, por meio da ressurreição de Jesus Cristo.”
 
Aplicação: Nossa âncora não está no fundo do mar, mas no trono da graça — firmada em Cristo ressurreto, nossa esperança viva.
 
CONCLUSÃO
A vida é como o mar: imprevisível, às vezes serena, às vezes violenta. Há dias em que tudo parece estável, mas, de repente, o vento muda e a tempestade chega sem aviso. Nesses momentos, muitos são levados pelas ondas do medo, da dor e da incerteza. Mas o cristão tem algo que o mundo não tem: uma âncora firme e segura, chamada Jesus Cristo. Ele é a esperança que sustenta, a rocha que não se abala, o refúgio em meio às tempestades da alma.

 Quando tudo parece fugir do controle, é Cristo quem nos mantém de pé. Ele é a âncora que não permite que o barco da nossa fé naufrague. Por isso, meu irmão, minha irmã, não solte a corda da sua fé. Segure-se firme em Jesus, porque Ele nunca solta você.
E se nesta noite há alguém aqui que sente o coração à deriva, cansado das ondas da vida, sem direção e sem paz, Deus está te chamando. Ele quer ser a sua âncora, o seu porto seguro, o seu descanso. Não importa o quão longe você tenha ido, nem o quão fundo as águas te arrastaram — há esperança para você em Cristo.

Venha lançar sua âncora no amor de Deus. Entregue sua vida a Jesus, e Ele firmará os seus passos. Porque, quando a alma está ancorada em Cristo, o mar pode rugir, o vento pode soprar, mas o coração permanece em paz. Ele é a âncora da alma — firme, segura e eterna.

 

ESBOÇO 1530 TEMA: QUANDO A DIVISÃO PRECEDE A DESTRUIÇÃO

 

ESBOÇO 1530 *
TEMA: QUANDO A DIVISÃO PRECEDE A DESTRUIÇÃO
TEXTO BASE:  Marcos 3:24-25 “Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir; e se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir.”
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Vivemos dias em que a divisão tem sido uma das armas mais eficazes do inimigo. Ele não precisa destruir a igreja com perseguições externas quando consegue gerar desentendimento interno. Desde o princípio, Satanás tem usado a mesma estratégia: semear dúvida, orgulho e contenda para romper a comunhão entre Deus e o homem e entre os próprios irmãos. Ele sabe que a força do povo de Deus está na unidade, por isso, tenta quebrá-la a todo custo. Jesus afirmou que um reino dividido não pode subsistir, e isso vale para famílias, igrejas e ministérios. Onde há desunião, há fraqueza; mas, onde há unidade, o Espírito de Deus opera com poder. Este tema nos alerta para discernirmos as sutis estratégias do inimigo e nos convida a proteger a comunhão, que é a base da vitória espiritual do povo de Deus.
 
I. A ORIGEM DA DIVISÃO – UM PLANO SATÂNICO DESDE O ÉDEN
Gênesis 3:1-5 “Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo...”
1. A serpente dividiu a mente de Eva
ü  Satanás introduziu dúvida na mente da mulher: “É assim que Deus disse?”
ü  O inimigo dividiu o pensamento, separando Eva da confiança em Deus.
ü  Toda divisão começa na mente — primeiro afastando o homem de Deus, depois do próximo.
 
2. O resultado: ruptura no relacionamento com Deus e com o outro
ü  Adão acusa Eva (Gênesis 3:12), e o casal se afasta do Criador.
ü  A comunhão perfeita é quebrada — o pecado sempre gera separação (Isaías 59:2).
 
Aplicação: Toda vez que deixamos o inimigo plantar desconfiança e orgulho, ele vence a primeira batalha: dividir para depois conquistar.
 
II. A DIVISÃO COMO ARMA CONTRA O POVO DE DEUS
1 Coríntios 1:10 “Rogo-vos, irmãos, [...] que não haja entre vós divisões.”
1. O inimigo tenta dividir a igreja
ü  Em Corinto, havia grupos: “Eu sou de Paulo”, “Eu de Apolo”, “Eu de Cefas”...
ü  Quando o foco sai de Cristo e se volta para pessoas, a unidade se desfaz.
ü  O diabo não precisa destruir de fora o que consegue enfraquecer por dentro.
 
2. O inimigo tenta dividir as famílias
Mateus 10:36 – “E assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa.”
ü  Famílias desfeitas, casamentos rompidos, filhos afastados — tudo é terreno fértil para o avanço do mal.
ü  Onde há discórdia, a presença de Deus se entristece e o inimigo encontra espaço.
 
3. O inimigo tenta dividir líderes e obreiros
Números 16:1-3 – A rebelião de Corá contra Moisés.
ü  A murmuração trouxe juízo e desunião entre o povo.
ü  O inimigo sabe que se atingir os líderes, abalam-se as bases da comunidade.
Aplicação: Quando a igreja se foca em disputas, perde a visão da missão. A guerra espiritual é vencida quando o povo de Deus anda em unidade.

III. O REMÉDIO DIVINO – A UNIDADE DO ESPÍRITO
Efésios 4:3 “Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”
 
1. A unidade não é uniformidade
ü  Não significa pensar igual em tudo, mas ter o mesmo propósito em Cristo.
ü  Assim como o corpo tem muitos membros, cada um cumpre uma função (1 Coríntios 12:12-27).
 
2. A unidade vem do alto
João 17:21 – “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim.”
ü  Jesus orou pela unidade da igreja, porque sabia que o mundo só creria se visse um povo unido no amor.
 
3. A unidade é fortalecida pelo amor e pela humildade
Filipenses 2:2-3 “Nada façais por contenda ou vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.”
ü  A humildade é o cimento que mantém as pedras unidas na construção espiritual.
Aplicação: Quando há amor, o inimigo perde espaço; quando há perdão, a estratégia dele cai por terra.

CONCLUSÃO
A estratégia do inimigo sempre foi dividir para conquistar. Desde o Éden, ele separou o homem de Deus, depois tentou dividir famílias, igrejas e relacionamentos. Ele sabe que a força do povo de Deus está na unidade. Por isso semeia desconfiança, orgulho e contendas, para enfraquecer o corpo de Cristo. Mas, quando a igreja permanece unida, o inferno não prevalece. A unidade é fruto do Espírito e se manifesta onde há amor, perdão e humildade. O Senhor Jesus orou para que fôssemos um, assim como Ele e o Pai são um — e essa é a maior evidência do verdadeiro cristianismo. Quando o povo de Deus caminha em harmonia, o céu se manifesta, o poder de Deus se revela e o propósito divino se cumpre. Que não caiamos nas armadilhas do inimigo; antes, que sejamos promotores da paz e guardiões da comunhão, lembrando que um reino dividido não subsiste, mas um povo unido em Cristo é invencível.

 


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

ESBOÇO 1529 TEMA: SERVINDO SEM MURMURAR, AMANDO SEM RECLAMAR.

 
ESBOÇO 1529 *
TEMA: SERVINDO SEM MURMURAR, AMANDO SEM RECLAMAR.
TEXTO BASE: Filipenses 2:1–18.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
INTRODUÇÃO
Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e humildade, apresentando Cristo como o modelo perfeito de servo. A vida cristã deve refletir essa mesma mente, vivendo sem murmurações e brilhando como luzes no mundo.
 
I. A EXORTAÇÃO À UNIDADE E AO AMOR CRISTÃO (v.1–4)
1. O fundamento da unidade (v.1)
“Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor...”
ü  A unidade nasce da comunhão com Cristo.
ü  O Espírito Santo é quem gera o mesmo sentimento entre os irmãos.
 
2. O propósito da unidade (v.2)
“Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo...”
ü  Paulo deseja que a igreja seja de um só coração e mente.
ü  A alegria do apóstolo estava em ver os crentes caminhando em harmonia.
ü  A unidade é comparada ao orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre (Salmo 133:3).
 
3. O perigo do egoísmo e da vanglória (v.3)
“Nada façais por contenda ou por vanglória...”
ü  O orgulho divide a igreja.
ü  A humildade é o antídoto contra o espírito de competição.
 
4. A prática da humildade (v.4)
“Cada um considere os outros superiores a si mesmo...”
ü  O verdadeiro amor busca o bem do próximo.
ü  O foco não está no “eu”, mas em servir.
 
II. O EXEMPLO SUPREMO DE CRISTO (v.5–11)
1. A mente de Cristo (v.5)
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.”
ü  O padrão de conduta cristã é o próprio Cristo.
ü  Ter “a mente de Cristo” é viver em obediência e humildade.
 
2. Sua humilhação voluntária (v.6–8)
ü  v.6: Cristo, sendo Deus, não usou Sua igualdade como vantagem.
ü  v.7: Esvaziou-se, tomando forma de servo — kenosis (gr.).
ü  v.8: Humilhou-se até a morte de cruz — obediência total.
ü  A grandeza de Cristo está em Sua renúncia.
 
3. Sua exaltação gloriosa (v.9–11)
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente...”
ü  A exaltação é consequência da obediência.
ü  Todo joelho se dobrará e toda língua confessará: Jesus Cristo é o Senhor!
 
III. A VIDA CRISTÃ COMO EXPRESSÃO DE OBEDIÊNCIA (v.12–13)
1. A obediência contínua (v.12)
“Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor.”
ü  A salvação deve ser vivida com responsabilidade e reverência.
ü  A fé verdadeira produz frutos de obediência.
 
2. A ação de Deus no crente (v.13)
“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar...”
ü  A santificação é uma obra divina e humana cooperando.
ü  Deus nos capacita para fazer Sua vontade.
 
IV. O TESTEMUNHO DO CRENTE NO MUNDO (v.14–18)
1. Sem murmurações nem contendas (v.14)
“Fazei todas as coisas sem murmurações...”
ü  Murmurar é sinal de descontentamento com Deus.
ü  O cristão deve servir com alegria e pureza de coração.
 
2. Luzes no meio das trevas (v.15)
“Para que sejais irrepreensíveis... filhos de Deus inculpáveis...”
ü  O mundo é corrompido; os filhos de Deus devem ser luz.
ü  O testemunho visível é parte essencial do evangelho.
 
3. Firmes na Palavra da vida (v.16)
“Retendo a palavra da vida...”
ü  Permanecer na Palavra é o segredo da vitória espiritual.
ü  Paulo vê seu ministério como uma corrida que não deve ser em vão.
4. Alegria no sacrifício (v.17–18)
“Ainda que seja oferecido... regozijo-me...”
ü  Paulo se vê como uma oferta a Deus pelo bem da igreja.
ü  O serviço cristão, mesmo sofrido, deve ser marcado pela alegria.
 
CONCLUSÃO:
Cristo é o modelo supremo de humildade, obediência e serviço. A verdadeira maturidade cristã não está em ser servido, mas em servir com alegria. Assim como Cristo foi exaltado após humilhar-se, também os que O seguem serão honrados no tempo de Deus. “Se com Ele sofremos, também com Ele seremos glorificados.” (Romanos 8:17).

 


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

ESBOÇO 1528 ASSUNTO: A VISÃO DE ASAFE NO ALTAR.

 

ESBOÇO 1528
ASSUNTO: A VISÃO DE ASAFE NO ALTAR.
TEXTO: SALMOS 73:1-28.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Ao ler o Salmo 73, somos confrontados com um dilema que inquieta tanto hoje quanto no passado: por que os ímpios parecem prosperar enquanto os justos lutam para entender o que Deus está fazendo? Nos primeiros versículos, Asafe reconhece a bondade de Deus, mas confessa sua crise ao olhar para a aparente vantagem dos perversos (Salmo 73:1-3). Esse salmo expõe a tensão entre a fé que sabemos ser verdadeira e a realidade que parece contradizê-la. Nesta reflexão, veremos como Asafe sai da confusão para a convicção, e como sua experiência nos ensina a enxergar com os olhos de Deus, não apenas com os nossos.
 
I. O dilema de Asafe.
Inicialmente, ele declara a sua confiança em Deus e sua bondade para com Israel e os limpos de coração, mesmo em meio às dúvidas. Vejamos quatro pontos importantes:
 
1. Asafe, numa visão contraditória, descreve a prosperidade dos ímpios e enfrenta as dificuldades para compreender o porquê da prosperidade deles (Salmo 73:4-16). Mesmo que o ser humano seja temente a Deus, ele é tentado a focar a sua visão nas riquezas ou bens materiais. Davi recomendou não olhar para a prosperidade dos ímpios e não ter inveja deles (Salmo 37:1).
 
2. Ter inveja da prosperidade dos ímpios nos coloca em terreno escorregadio.
Quando o olhar se volta para aquilo que os ímpios possuem, o coração corre o risco de escorregar. Foi exatamente isso que quase aconteceu com Asafe: ao observar a riqueza e a tranquilidade daqueles que viviam longe de Deus, ele se sentiu abalado em sua fé (Salmo 73:2). Não foi apenas ele. Jó, em meio à sua dor, também questionou por que os perversos prosperavam e viviam aparentemente seguros, apesar de rejeitarem a Deus (Jó 21:7-15).
 
Esse é um alerta necessário para os nossos dias. Há vozes religiosas que afirmam que ser abençoado significa necessariamente enriquecer, levando muitos a medir a vida espiritual pelo tamanho de posses. Contudo, Jesus nos direciona a buscar primeiro o Reino de Deus — e só depois as demais coisas (Mateus 6:33).
A verdade é simples: o que vale não é ter, mas ser. O “ter” é consequência de quem somos diante de Deus, e não prova de espiritualidade. Quem fixa o olhar no material perde a visão do eterno.

3. A ambição e a inveja cegam o entendimento espiritual.
Os ímpios não percebem as consequências de sua própria inveja, riqueza e rejeição a Deus, porque seus olhos estão “engordurados”, isto é, obscurecidos pelo desejo de possuir sempre mais (Salmo 73:7). Asafe quase caiu nesse mesmo engano: ao olhar demais para o que os ímpios tinham, sua visão espiritual se tornou pesada e confusa. Quando a adoração deixa de ser prioridade, o coração perde sensibilidade, e aquilo que antes era claro torna-se nebuloso.

Isso também pode acontecer conosco. Quando não buscamos discernimento em Deus, nossa visão espiritual fica ofuscada; corremos ansiosamente atrás de riquezas e não percebemos que corremos rumo à tentação e à destruição. Paulo adverte que o desejo de enriquecer sem limites pode afundar o homem em muitas dores (1 Timóteo 6:9-11).

A Bíblia não condena possuir bens, mas condena a ambição que ocupa o lugar de Deus. Podemos prosperar, sim, desde que seja fruto de trabalho, honestidade e fidelidade, sem invejar o que é de outros e sem deixar de buscar o Reino. Paulo mesmo disse que, embora fosse pobre, tornava muitos ricos, porque sua verdadeira riqueza estava em Cristo (2 Coríntios 6:10). O problema não é ter riquezas, mas deixar que elas governem o coração.

4. Questionamos a prosperidade dos ímpios porque comparamos nossa vida com o que vemos.
Muitas vezes nos perguntamos: Por que os ímpios prosperam tanto? Por que tudo o que fazem parece dar certo? Por que não sofrem pelos seus pecados? Essas perguntas surgem quando medimos o valor da nossa vida pelo que vemos ao redor, e não pelo propósito de Deus para nós.
 
O profeta Jeremias também questionou a Deus a respeito da prosperidade dos perversos, e o Senhor o corrigiu, mostrando que a verdadeira questão não era o sucesso deles, mas o preparo espiritual dele próprio (Jeremias 12:1-5). Paulo reforça essa lição ao aconselhar: “Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes” (Romanos 12:16).
 
Quem deseja demais aquilo que é elevado e valorizado pelo mundo corre o risco de perder o que já tem — e ainda colher frustração. Quando a comparação assume o lugar da confiança, o coração perde a paz e a fé perde o foco.
 
II. Reflexão na Presença de Deus
Quando estamos longe do altar do Senhor, olhamos a prosperidade dos ímpios como vantagem e até desejamos o que eles têm. Mas, quando entramos na presença de Deus, nossa percepção muda. O que antes parecia invejável passa a ser visto à luz do seu fim.
 
Foi isso que aconteceu com Asafe. Apenas depois de entrar no santuário — lugar de oração e discernimento — ele compreendeu o destino dos ímpios (Salmo 73:17). Diante de Deus, Asafe percebeu duas verdades:
 
A inveja era pura insensatez. A presença de Deus era a maior riqueza de sua vida (Salmo 73:20-28). Quando reconhecemos isso a tempo, nossa mente é corrigida e nosso coração volta ao lugar certo. Entender isso já é um tesouro, porque nos poupa de viver como Asafe viveu antes de buscar o altar: confusos, ofuscados e iludidos pelo brilho passageiro da prosperidade dos ímpios. Só quem entra no altar entende o valor do que realmente importa.
 
III. A Confiança de Asafe é Restaurada
Depois de entrar na presença de Deus, Asafe entende que a riqueza dos ímpios é passageira e que somente confiar no Senhor traz segurança verdadeira. Sua visão muda: ele passa a crer como Davi, que declara — “Mais vale o pouco do justo do que a abundância de muitos ímpios” (Salmo 37:16).
 
Esse entendimento restaura sua fé e desperta o desejo de permanecer em Deus. A confiança renovada faz Asafe afirmar que estar próximo do Senhor é o seu bem maior (Salmo 73:28).
 
Quando a confiança é restaurada, o coração para de correr atrás de ilusões e se firma na verdadeira riqueza.  Nossa herança não é o que possuímos, mas Quem nos possui: o próprio Deus.
 
Conclusão:
É importante confiarmos em Deus, mesmo quando confrontados com as aparentes injustiças na vida. O Senhor diz ser o tudo para Abraão (Gênesis 15:1); Ele disse a Arão: "Tu não terás herança, nem prosperidade alguma na terra deles, e nenhuma parte haverá para ti no meio dos israelitas". Eu sou a tua parte e a herança no meio dos filhos de Israel; da mesma forma, os levitas (Números 18:20-26; Deuteronômio 10:9; Ezequiel 44:28) também são sustentados, pois Deus não os deixou desprovidos de manutenção e comeriam das ofertas. Davi compreendia que a sua herança e sorte eram o Senhor (Salmo 16:5). Quando entramos no altar de Deus por meio das orações, os nossos olhos serão abertos para contemplar as riquezas do Senhor sobre as nossas vidas. A tua porção é o SENHOR (Lamentações 3:24-26).

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

ESBOÇO 1527 TEMA: PERDÃO, UMA NECESSIDADE DIÁRIA.

 

ESBOÇO 1527 *
TEMA: PERDÃO, UMA NECESSIDADE DIÁRIA.
TEXTOS: MATEUS 18:21-22; EFESIOS 4:26,32.
Autor: Pr. Elis Clementino.
 
INTRODUÇÃO:
Certa vez, um homem procurou um velho sábio e perguntou: “Quantas vezes devo perdoar alguém que me fere? Não basta apenas uma vez?” O ancião sorriu e disse: “Enquanto houver ofensa, haverá a necessidade do perdão, porque o perdão é o oxigênio da alma”. Todos nós, sem exceção, convivemos com falhas, as nossas e as dos outros.
 
Nenhum relacionamento humano sobrevive sem a prática do perdão. É por isso que Jesus, ao ser questionado por Pedro sobre quantas vezes deveria perdoar seu irmão, respondeu com uma expressão que nos desconcerta: “Setenta vezes sete”. Ele não estava falando de uma conta matemática, mas de uma disposição constante de perdoar. O perdão, meus irmãos, não é um favor que oferecemos a quem nos feriu — é uma necessidade diária que liberta primeiro quem decide perdoar. Negar o perdão é como beber veneno esperando que o outro morra.
 
Quando não perdoamos, colocamos correntes pesadas sobre a nossa própria alma. Neste sermão, vamos refletir sobre como o perdão era visto nas leis civis, o que significa realmente perdoar, como Deus nos perdoa, por que temos tanta dificuldade em perdoar, como o perdão afeta nossos relacionamentos e como podemos exercitá-lo na prática. Prepare-se, pois Deus deseja limpar o seu coração hoje, e isso começa quando você decide liberar aquilo que ainda te prende.
 
A. AS LEIS CIVIS.
As leis civis foram estabelecidas por Deus para organizar a vida social do povo de Israel. Elas tinham dois propósitos: beneficiar o cidadão e condenar quem praticasse injustiça. Escritas por Moisés, eram normas rigorosas e deveriam ser obedecidas integralmente. Aquele que violasse uma parte da lei se tornava culpado de toda ela, como afirma Tiago 2:10–11.
 
Por isso, não havia flexibilização na aplicação da justiça. A punição seguia o princípio da equivalência: “olho por olho, dente por dente” (Levítico 24:20). Ou seja, quem praticasse violência contra o próximo deveria receber uma penalidade proporcional ao dano causado.
 
B. SIGNIFICADO DE PERDÃO?
De maneira bem simples, compreendemos que o perdão é a remissão de uma pena ou indulto que livra o indivíduo da culpa ou ofensa. As penas contra quem pecasse foram estabelecidas por Deus, sendo ele o único que pode indultar o pecador, pois a ele pertencem o perdão e a misericórdia (Daniel 9:9). Perdoar não é uma opção, é uma necessidade, embora tenhamos a livre escolha entre perdoar ou não; porém, as decorrências para quem não perdoa serão inevitáveis.
 
C. O PERDÃO DIVINO
Ele alcança a todos, mas é condicional; para alcançar a graça do perdão, depende do arrependimento e se for de coração. Feliz o homem que tem seus pecados perdoados (Romanos 4:6-8). Quando o Senhor perdoa, ele lança para trás das suas costas os nossos pecados (Isaías 43:25; Miqueias 7:19). O diabo é o acusador dos nossos irmãos e pai da mentira (Apocalipse 12:10; João 8:4); ele tenta nos acusar usando o nosso passado, mas lembrai a ele que Jesus já te perdoou na cruz, levando sobre si os nossos pecados e deles não se lembra mais (Isaías 53:4; 1 Pedro 2:24).
 
D. A DIFICULDADE EM PERDOAR.
Para algumas pessoas, perdoar é uma das tarefas mais difíceis de serem executadas, pois isso faz parte da natureza pecaminosa do homem; ela impossibilita essa ação. Geralmente isso acontece quando a pessoa é magoada ou mexeram com os seus sentimentos; mesmo assim, elas podem até sofrer algumas consequências por reter o perdão, mas não perdoam. É difícil você reconquistar um irmão ofendido, porque vai depender do que ofendeu e do ofendido (Provérbios 18:19).
 
O egoísmo é um dos fatores que pode contribuir para que as pessoas não perdoem, elas acreditam que se pedirem perdão ou demonstrar arrependimento estão declinando ou se humilhando perante aquelas pessoas ofendidas por elas.
 
Pedir perdão é algo que machuca e muito os rancorosos, é aquele tipo, eu sei que ofendi, mas não peço perdão, eu sei que me ofenderam, mas eu não perdoo, eu não me curvo, porém, algumas pessoas com algum transtorno do humor podem se tornar ainda mais difícil para liberar perdão.
 
Geralmente, algumas pessoas não assumem a culpa, tampouco serão libertas das amarras das mágoas, dos rancores e das coisas negativas do coração, no entanto, muitas são as consequências que podem proliferar-se pelo corpo causando-lhes muitos incômodos, como as enfermidades e até causar a morte.
 
De onde vêm as depressões e as doenças neurológicas, os infartos, os AVC(s)? Muitas delas são provenientes das mágoas não curadas; no entanto, perdoar é uma ação libertadora e uma faxina no coração. A mágoa nada mais é do que uma raiz de amargura brotando no coração; portanto, não permita que essa raiz de amargura ou mágoa, angústia, lhe prive da graça divina (Hebreus 12:15).
 
E. PERDÃO NOS RELACIONAMENTOS.
As pessoas que sentem dificuldades em perdoar sempre encontrarão dificuldades nos relacionamentos, lembrando que relacionamento é uma via de mão dupla. Existem momentos em que temos que perder para ganhar, ou seja, abrir mão de algo que possa comprometer o relacionamento. Há pessoas que tiram proveito de alguma inconveniência entre amigos; às vezes, ao invés de aplacarem os ânimos, elas fomentam ainda mais. Basta ler “O homem perverso instiga a contenda, e o intrigante separa os maiores amigos” (Provérbios 16:28,32; 26:20).
 
F. EXERCITANDO O PERDÃO.
A modéstia e a humildade são as únicas maneiras que dispomos para liberarmos perdão, lembrando que perdoar não é uma opção, mas uma necessidade inerente. Na Bíblia, as palavras "perdão" e perdoar" são ressaltadas muitas vezes e sem limites. As vezes reacendemos dentro de nós aquele velho sentimento de quando alguém nos ofende e pede perdão; geralmente queremos impor limite quando ele reincide dizendo: “De novo”. No entanto, a recomendação de Jesus em resposta sobre o perdão foi setenta vezes sete ao dia (Mateus 18:21-35).
 
CONCLUSÃO:
As palavras não são neutras. Elas têm direção, têm peso e têm consequências. Jesus foi claro ao dizer: “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado” (Mateus 12:37). Isso nos mostra que o céu leva a sério o que sai da nossa boca.
 
O que você tem construído com suas palavras? Lares ou ruínas? Pontes ou muros? Corações curados ou feridos? Talvez hoje você precise pedir perdão por palavras que machucaram, ou talvez precise liberar perdão por palavras que ainda ecoam como feridas abertas. Mas, acima de tudo, é tempo de consagrar a nossa língua ao Senhor. Que nossas palavras sejam fontes de vida, instrumentos de paz, expressões de fé e canais do amor de Deus.
 
Lembre-se: se as palavras têm poder, então que o nosso falar seja cheio do Espírito Santo. Que da nossa boca fluam palavras que glorifiquem a Deus, edifiquem o próximo e testifiquem de um coração transformado por Cristo. Hoje, você tem a oportunidade de mudar a direção da sua vida — começando pelo que você fala. Que o Senhor nos ajude a usar bem esse dom poderoso que Ele nos confiou: a palavra.