quinta-feira, 17 de junho de 2010

TEMA: ANSIEDADE

ESBOÇO 338

TEMA: ANSIEDADE

“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.


Ansiedade, um mal que atinge quase todo ser humano, bem como o estresse e outros males e as pessoas atingidas pela ansiedade, necessariamente precisam de um acompanhamento médico (não devemos espiritualizar tudo). A ansiedade generalizada é constante, ela não está ligada a uma única causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão e preocupação contínua. O estresse pode agravar a ansiedade, a depressão e os sintomas podem perdurar por mais tempo, mesmo que a causa do estresse já tenha acontecido. Os que sofrem de depressão se tornam tão ansiosos que eles não são capazes de relaxar, descansar ou dormir. O mais agravante ainda é que o transtorno da ansiedade pode levar as pessoas a incapacidade tanto para o trabalho como nos relacionamentos. Enfocaremos nesse assunto sobre o anseio dos discípulos pelas coisas, o que devemos buscar em primeiro lugar, e as implicações da ansiedade.


Ansiedade pelas coisas

A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma que ele (a) deseja. Os discípulos de Jesus demonstraram a ansiosa solicitude pelas coisas terrenas (Mt 6.25-34), porquanto o desejo excessivo pode levar a pessoa a um extremo muito perigoso, correndo em busca para conseguir o que deseja a todo custo sem medir as conseqüências.


A ganância do ter é o que mais inquieta o ser humano, o desejo excessivo é capaz de comprometer a vida moral e espiritual, entretanto Jesus mostrou que há coisas mais excelentes do que os bens materiais ou os tesouros dessa vida (Mt 6.33; Hb 11.26), o controle desse anseio é imprescindível. Essencialmente devemos procurar caminhos que nos compete para chegar ao ponto que se deseja na sua naturalidade, sem deixar de lado uma série de fatores que contribuem para que alcancemos. Não podemos alcançar algo sem primeiro fazer a nossa parte, em muitas ocasiões ambicionamos coisas altas sem, contudo nos preparar.


Buscando em primeiro lugar

Jesus enfatizou não apenas buscar as coisas daqui, mas disse aos discípulos; “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33) o perigo não é desejar possuir as coisas boas, e sim pôr o seu coração nelas “Porque aonde estiver o vosso tesouro, ai estará também o seu coração” (Mt 6.21). Se focarmos a nossa visão somente nas coisas que perecem seriamos os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19). Jesus alertou os discípulos que no mundo eles passariam por aflições, mas que tivessem ânimo (Jo 16.33). As aflições são tudo aquilo que nos trás desconforto e sofrimento, principalmente quando achamos que demora o cumprimento dos nossos desejos (Pv 13:12,19).


As implicações da ansiedade

Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo, capaz de atingir o sistema nervoso central da pessoa, transparecendo na face do individuo, nesse estágio as queixas passam a serem freqüentes e o desânimo toma conta, (I Rs 19:4; Jó 10:1; 23:2; Jn 4:3,8; Sl 55:2; 77:3) levando o sujeito ao desespero a ponto de pedir a morte para si, fatos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11:14,15; I Rs 19:4; Jr 20:14,15, 17,18). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação com baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo. A fé enfraquecida impossibilita de ver o seu próprio sucesso, mas é nessa extrema situação que devemos sentir que não estamos sozinhos, existem inúmeras pessoas na mesma condição ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros, porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais, entretanto existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7).


“Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, como servo de Deus, tornava outros espiritualmente ricos” (cf 2 Co 8.9; At 3.6; Ef 3.8) - Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD.


“Ouve, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam? (Tg 2.5).


“Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isa 35:3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isa 41:10,13).


Firmemo-nos a nossa confiança no Senhor, faça uso diário da fé, mesmo com toda consternação não deixe o desânimo tomar-lhe conta, Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto inquieta. O apóstolo Paulo diante das dificuldades disse: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam.

“Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 8 de junho de 2010

TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 337

TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS

“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).


O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja pela graça de Deus, pois o dom é um presente dado através da graça divina principalmente aos cristãos, no entanto devemos conhecer os dons espirituais. O apóstolo Paulo enfatizou que todos os crentes deveriam ter ciência a respeito deles (I Co 12.1). Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.


Veracidade

Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às fundamentais doutrinas pentecostais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.


Variedade

Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). Esses dons estão na igreja, distribuídos entre os crentes com finalidades especificas, são nove os dons espirituais.


Os dons ministeriais (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) na igreja não podem ser confundidos com os dons espirituais. Pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.


Os dons espirituais

Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; de curar; operações de milagres; discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.


É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.


Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:

1) Palavra de Sabedoria (I Cor 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Cor 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por ser limitado, não pode conhecer, a não ser que o Espírito Santo lhe revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Cor 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.


Dons de Poder

Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:

4) Dons de curas (I Cor 12:9b), no grego, tanto o Dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Cor 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Cor 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.


Dons de Inspiração

8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os escritores das escrituras sagradas foram movidos e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Cor 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.


Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, mas devemos sentir a necessidade de buscá-los, pois a oração é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 1 de junho de 2010

TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO

ESBOÇO 336

TEMA: HUMILDADE, POSIÇÃO DE TRIUNFO

“O coração do homem se exalta antes de ser abatido e, diante da honra, vai a humildade.” (Pv 18.12).


Humildade: Virtude que nos dá sentimento de fraqueza, modéstia, respeito, reverência e submissão, ela deve estar presente no ser humano, independentemente de raça e posição social, a subserviência fica bem em todo lugar, ela enobrece as pessoas, principalmente quando ela é de dentro para fora. Durante o ministério de Jesus Cristo muitas pessoas foram beneficiadas por meio da humildade, não quero tratar aqui do que aparenta ser, mas do que realmente é. As escrituras fazem referência a pessoas humildes e simples como sendo importantes para Deus. A humildade e humilhação carregam entre si uma imagem de aparência e atitudes exterior que nem sempre corresponde com a realidade interior. A humilhação dá a entender que alguém perde algum privilégio, sofre rebaixamento ou quando são abatidos moralmente, enquanto a humildade é vista de outra maneira. Discorreremos neste tema sobre a falsa humildade, a verdadeira humildade, pessoas que se destacaram através da humildade e quando os humildes triunfam.


A falsa humildade

É forçada, e não vai muito adiante, ninguém consegue segurar algo que aparenta por muito tempo, porque é de fora para dentro (Js 9.1-7, 14-17,22). Os fariseus aparentavam ser humildes e justos, entretanto Jesus os via como um sepulcro caiado (Mt 23.27). A falsa humildade quando descoberta deixa as pessoas perplexas e decepcionadas, dizendo: Eu me enganei com o dito cujo.


“E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23.12)


A verdadeira humildade

a) É de dentro para fora (Pv 16.19; Mt 11,29); b) Espontânea, flui facilmente e se pode ver (Gn 13.8,9); c) É acompanhada pela mansidão e longanimidade (Ef 4.2; Cl 3.12) manifesta-se no fruto do Espírito, escoltada por benignidade e temperança (Gl 5.22); d) É um revestimento para o ser humano (I Pe 5.5); e) É uma credencial para entrada no reino dos céus (Mt 5.3).


Humildade em evidência

Alguns exemplos de humildade registrado nas escrituras devem ser seguidos: Jacó após o desacerto com Esaú seu irmão, orou a Deus e se humilhou até encontrá-lo (Gn 32.10); Saul diz ser o menor e reconhece a sua fragilidade diante de Samuel (I Sm 9.21); Davi diante do Senhor ele se julga ser incapaz “Quem sou eu” (2 Sm 7.18); Salomão “eu sou apenas um menino” (I Rs 3.7); Isaias o profeta “ai de mim” reconhecendo o seus pecados (Isa 6.5); Jeremias, “sou uma criança” (Jr 1.6); João Batista no batismo de Jesus (Mt 3.14); O centurião, não sou digno que entre debaixo do meu telhado (Mt 8.8); A mulher Cananéia “Os cachorrinhos também comem das migalhas” (Mt 15.27); Paulo “eu sou o principal pecador” (I Tm 1.15).


Os humildes triunfam

Somente os humildes receberão recompensas (Pv 22.4; I Sm 1.15,16); Honrados por ser humildes (Pv 15.33); Triunfarás se tudo quanto fizerdes for por humildade (Fl 2.3); Bem aventurado os humildes de espírito, porque terão lugar no céu (Mt 5.3).


A falta de humildade tem levado muitas pessoas ao fracasso, em vista disso necessitamos de humildade, não somente na aparência, mas dentro do coração. Os simples deixam as diferenças de lado e se abraçam como fez Jacó e Esaú (Gn 33.3-10). Sejamos humildes, nada perderemos por isso.


“A humildade é a mais difícil das virtudes cristãs” T.S. ELIOT.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TEMA: O PECADO DE ACÃ

ESBOÇO 335

TEMA: O PECADO DE ACÃ

“E prevaricaram os filhos de Israel no anátema; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel” (Js 7.1).


O pecado é um dos maiores problemas da humanidade e por isso quando cometidos deixam uma série de conseqüências. Quantos sofrimentos as pessoas experimentaram no passado e no presente, cujos motivos foram às iniqüidades praticadas. A desobediência tem um grande poder de destruição, seja para a pessoa, família, igreja e até uma nação inteira. Os israelitas estavam amargando uma derrota na guerra diante dos seus inimigos, entretanto algo estava dando errado, pois não era comum o povo de Deus dá as costas para os inimigos, mas tudo tem o porquê, Discorreremos neste assunto sobre a situação de Israel, a decepção de Josué, o encorajamento, e a resolução do problema.


A situação de Israel

Josué o sucessor de Moises estava na liderança dos israelitas e dificilmente eles perderiam uma guerra, pois sempre Deus lhes daria vitória sobre os inimigos, no entanto ao irem tomar posse da cidade de Ai, viram que não havia necessidade de muitos homens para a guerra, pois eram poucos os inimigos e a batalha seria fácil (Js 7.3), a autoconfiança estava presente neles, diziam; bastam apenas poucos homens (v 4). O excesso de confiança pode levar o ser humano ao fracasso.


A decepção de Josué

A autoconfiança fora dos planos de Deus leva a decepção, quando Josué iniciou a batalha na certeza de vencer aqueles poucos homens, aconteceu o inesperado a baixa no seu exercito (Js 7.4,5), embora todos estivessem cientes que ao pecarem Deus agiria com justiça (Lv 26.17,18).


A reação de Josué

Josué rasgou as suas vestes, prostrou-se com o rosto em terra lamentando, Deus nos fez promessas de vitória e porque estamos perdendo? Porque tudo está dando errado? “Ah! Senhor! que direi? Israel virou as costas diante dos seus inimigos! (Js 7.6-8). Josué era um líder e tinha razão, porque o que diriam os inimigos de Israel diante dessa situação? (v 9). Josué parte em busca de uma resposta de Deus para aquela situação.


Resposta de Deus a Josué

Deus conhece todas as coisas, tudo vê e nada há encoberto diante dele (Pv 15.3; Lc 12.2; Mc 4.22; Hb 4.13), por isso Deus resolve entrar na questão e anima Josué (Js 7.10-12). As vitórias dos israelitas sempre eram atribuídas ao Senhor, mas Deus havia saído da peleja, e sobre isso o povo de Israel já havia sido foi alertado por Moises no deserto (Nr 14.39-45).


A presença de Deus era sempre e será a certeza de vitória, pois ele não compartilha com pecado de ninguém, o culpado pela situação simplesmente era um anátema no meio do exército de Judá (v 13).


Deus instrui a Josué

Deus vendo o desespero de Josué usou de suas misericórdias para com ele, porque elas são a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22). Deus se levanta para socorrer o seu servo e diz: levanta-te, santifica o povo e dize: “Santificai-vos para amanhã porque assim diz o Senhor, o Deus de Israel; Anátema há no meio de vós, Israel, diante dos vossos inimigos não podereis suster-vos, até que tireis o anátema no meio de vós” (Js 7.13). A santidade é o fator fundamental para obtermos vitórias diante dos nossos inimigos. Deus manda que Josué saia à procura do anátema de casa em casa (v 14) até chegar à casa de Acã (v.18,19).


A confissão de Acã

Ao receber a visita de Josué em sua casa, Acã confessou o seu pecado (Js 7. 21-24), entretanto não somente ele pagou o preço pelo pecado cometido, mas também toda sua família e até os animais (Js 7.24-26).


Os nossos pecados não comprometem apenas nós mesmos, mas também aos nossos semelhantes (Js 7.15). Quantas vezes as pessoas são afetadas pelas nossas transgressões? Davi quando pecou pagou um alto preço e a espada de Deus perdurou por toda a sua vida e sobre sua casa, mesmo reconhecendo o erro, não ficou isento dos castigos de Deus. Quanto ao pecado de Acã Deus tratou duramente, devemos nos lembrar que tudo o que o homem semear isso também ceifará (Gl 6.7).


O Espírito Santo tem nos despertado e quando ouvirdes a sua voz não endureça o coração, ele quer santidade em nosso meio. Muitas vezes queremos que Deus faça um julgamento rápido, e ao nosso modo como disse Salomão “Visto que Deus não executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal” (Ec 8.11). Isso não quer dizer que o Senhor faça vista grossa aos pecados do seu povo, contudo estejamos cientes que aquele que semeia colhe, (2 Co 9.6; Gl 6.7) não importa quando, Deus há de tratar sim, e fará justiça se não confessar e deixar. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcança misericórdia” (Pv 28.13). Embora, nem todas as coisas que estão dando errada em nossas vidas significam pecados, como alguns pensam, pois estamos sujeitos a certas situações, muitas vezes inevitáveis (Jó 14.1; Jó 5.7; Ec 2.22), entretanto devemos viver na confiança que atravessaremos os obstáculos da vida e quanto à situação de Acã, somente após a sua confissão Israel teve vitória diante dos seus inimigos.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma / PE