quarta-feira, 21 de julho de 2010

TEMA: NÃO DESPREZEIS AS COISAS PEQUENAS

ESBOÇO 343

TEMA: NÃO DESPREZEIS AS COISAS PEQUENAS

“Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vento o prumo na mão de Zorobabel...” (Zc 4.10).


Nesta vida tudo tem um valor, ético, moral, espiritual, monetário, entre outros. Independentemente do benefício que venha nos trazer, todas as coisas precisam receber o seu devido valor, e quando nos referimos às pequenas coisas, devemos nos lembrar que elas existem e às vezes nos surpreendem deixando-nos perplexos a dizer: quem diria! Pois bem, no cotidiano elas estão sempre presente, mas é importante ressaltar que há coisas que sempre continuarão pequenas nas mãos de quem não sabe multiplicar. A parábola dos talentos é uma prova disso, Jesus falou sobre os talentos e devemos tomar como lição (Mt 25.16). Todos nós temos capacidade de desenvolver, entretanto só existe um empecilho capaz de limitar o seu desenvolvimento “você”. Discorreremos neste esboço sobre a valorização das coisas pequenas, a ambição quanto às grandes coisas e exemplos notáveis como o pouco que se transformou em muito.


Valorizando as coisas pequenas

Tanto as coisas grandes como pequenas tem valor, dependendo de alguns fatores, existem coisas pequenas que ás vezes deixa-se de lado como se não necessitássemos delas, no entanto são consideráveis importantes e tão necessárias quanto às grandes. Paulo escreve em uma das suas cartas que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; Também escolheu as coisas vis deste mundo, as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são (I Co 1. 27,28). Convém lembrar que os padrões de Deus são diferentes dos nossos. Alguma coisa pode ser insuficiente para mim, mas para Deus não, no entanto para ele não há coisa pequena nem grande.


A ambição humana

Na ótica humana algumas coisas são desprezadas principalmente as pequenas, poucas e humildes, no entanto as mais valorizadas a nosso ver são: As grandes quantidades, e primeiros lugares (Mt 20.21,22). Ninguém quer ser: O menor e nem o último, somos porque estamos sob uma condição, mas não porque gostamos ou queremos, nem os discípulos queriam (Lc 9.46,48; Lc 22.24 -26). Todas as coisas, tanto grandes como pequenas, foram criadas com finalidades especificas, e Deus usa todas elas.


Os pequenos começos

Geralmente as grandes coisas que hoje se veem teve os seus começos pequenos. Não acredite muito nas coisas que geralmente começam grandes. Tem um dito popular que tudo que começa largo termina estreito. (Jó 8.7). Tudo que se faz na vida se começa com pouca coisa, sempre acreditei nas coisas pequenas e humildes, principalmente quando se investe nelas. Podemos até citar alguns exemplos da vida secular como: as indústrias, os comércios, as Empresas, nas políticas, no militarismo e posição eclesiástica etc. As Poucas coisas se transformam em muitas, quando são administradas por pessoas competentes (Mt 25.14-30).


Alguns exemplos notáveis:

Gideão com poucos homens venceu um grande exército (Jz 7.6,12); Sansão com uma queixada de jumento matou mil (Jz 15.14,15); Geazi se assustou quando viu um grande exército, Elizeu sem exército venceu os inimigos; Josafá venceu um grande exército tocando instrumentos (1 Cr 20.2); Um menino matou um grande gigante com uma pequena pedra (1 Sam 17.49,50); Um pequeno prumo na mão de Zorobabel foi o suficiente para dar inicio a uma grande obra (Zc 4.10); Elias, na casa da viúva em Sarepta, pouca farinha e pouco azeite (1 Rs 17.10-16); Dívida alta é paga com um pouco de azeite (2 Rs 4.1-7); Vinte pães alimentaram cem homens (2 Rs 4.41,32); A pequena moeda depositada pela viúva no ofertório foi à maior (Mc 12. 41- 44); A multidão faminta foi alimentada com cinco pães e dois peixinhos (Mt 4.17). “Não julgueis segundo a aparência” (Jo 7.24ª; I Co 4.5)


Objeto pequeno, sinal do inicio de uma grande obra

Diante de um pequeno episódio, uma grande obra estava para acontecer, esse seria um dia de regozijo, e que as coisas se tornariam melhores do que antes. Zorobabel deu bom exemplo com seu prumo na mão e demais instrumentos de construção, muitos se alegraram em vê-lo começar a reconstrução do templo (cf Ed 3:10,12,13, Ag 2:3), também houve pessoas que ficaram desanimadas por ver que o novo templo não era tão lindo como o primeiro, mas é importante saber que não é a beleza exterior, mas a presença de Deus, pois Ele prometeu estar presente (Ag 2:5,9). Deus nunca falha.


Glorifiquemos a Deus no pouco, porque ele é o Deus da multiplicação “Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito” (Lc 16:10). Quando cremos tudo é possível, “tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4:13). A palavra “tudo” aqui não se refere a tudo que eu queira ter ou conseguir, mas aquelas que estão dentro da vontade de Deus. Acreditemos em Deus porque para ele nada é impossível (Lc 1:37). Nunca subestime as coisas pequenas, nem as pessoas humildes, porque elas podem lhe surpreender (Jó 36.5).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

terça-feira, 13 de julho de 2010

TEMA: ESCOLHIDOS PARA SERVIR

ESBOÇO 342

TEMA: ESCOLHIDOS PARA SERVIR

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça;” Jo 15.16.


Deus escolhe pessoas e para cada escolhido ele reservou uma tarefa, seja de ordem natural ou espiritual. Uns tem tarefas maiores, outros menores, elas são dadas de acordo com a competência de cada um. Deus é quem nos dá os talentos, mas a capacidade natural de produzir está em nós (Mt 25.15). Concernente as coisas espirituais, Deus nos escolhe e capacita (II Co 3.5). No entanto devemos fazer a nossa parte e desenvolver aquilo que vem as nossas mãos (Ec 9.10). Finalmente de forma geral todos foram escolhidos para produzir frutos.


Deus faz escolhas impressionantes, e muitas vezes elas nos deixam perplexos pela forma como procede. A Bíblia está repleta de exemplos, desde o mais humilde servo as maiores lideranças vejam alguns exemplos: Moisés (Ex 3.11); Josué (Js 1.9); Gideão (Jz 6.15); Davi (1 Sam 16.11); entre outros. O Senhor se utiliza de coisas simples e modestas para confundir as que são (I Co 1.27,28; Mt 11.25) a fim que ninguém se glorie (I Co 1.29).


I. Escolhidos para Servir em diferentes tarefas

Moisés escolhido para liderar (Ex 3.10); Arão e seus filhos para o sacerdócio (Ex 28.1); além dos que confeccionavam as peças finas para o tabernáculo. (Ex 31.2 ,3,4; Ex 35.30-35); outras faziam o transporte delas; outros conduziam a arca da aliança; Os levitas para servirem no louvor; e até homens separados para carregar o caixão com os ossos de José até a terra prometida (Gn 50.25; Ex 13.19; Js 24.32). Você já pensou sobre os que receberam o ofício de carregarem durante a peregrinação no deserto um caixão com ossos humano? Nada mole não é? Pois bem eles carregavam com muita alegria e honra, eu creio que ninguém reclamava, talvez outros até desejassem carregar os ossos do ex-governador do Egito. Ainda sobre as tarefas, Esdras ministrava a palavra (Ed 8.13,18) e Neemias era mordomo mor do rei (Ne 2.1).


No N.T, profissionais da pesca foram chamados e transformados em pescadores de homens, Pedro, Tiago e João (Mt 4.18-22); e outros: Mateus que era coletor de impostos (Mt 9.9); Marcos um acompanhante que possivelmente organizava as viagens; Lucas, médico e repórter para narrar os acontecimentos; Judas o tesoureiro; outros foram chamados também para fazerem parte da grande comissão.


II. Não questione a Deus sobre o que você faz

Faça com alegria, mesmo sofrendo (Sl 100.2; 1 Pe 4.13; Fp 4.4: Cl 3.17), seja qual for a tarefa; pratique de todo coração (Cl 3.23; Ef 6.6,7: Fp 2.14; I Cor 9.17,18); de modo agradável com reverência e temor (Hb 12.28).


III. Servindo de modo exemplar

Sirva de modo exemplar com: integridade, fidelidade (Js 24:14); honestidade (Fp 4:8; Ef 4:25; 1 Ts 4:12; 1 Ts 5:22; Ef 4:27); Dignidade (Ef 4:1); Santidade (Lc 1:74,75); cuidar de si mesmo e da doutrina (1 Tm 4:16).


IV. Alcançando sucesso saiba:

(1) A glória não é sua (1 Cor 1. 31; Jer 9.23,24; 1 Cor 10.31; 1 Pe 4.11; 2 Cor 4.7); (2) A capacidade sobrenatural vem de Deus (Mt 10.1; 2 Cor 3.5,6; Jo 15.5; Fp 2.13; 1 Cor 1. 27-31); (3) A pregação de Paulo não consistia em sabedoria humana, para que o povo não se apoiasse em sua sabedoria (1Cor 2.4,5). A gloria e o louvor são para o SENHOR.


V. Galardão

a) É certo (Cl 3.24; Hb 6.10).

b) Será maravilhoso, há seu tempo (1 Pe 5.4).

c) Uma coroa incorruptível, corra incessantemente para o alvo (1 Cor 9.24-27).

d) A coroa da vida e será dada pelo Senhor aos que trabalham e sofrem pela obra (Tg 1.12; Ap 2:10).

e) Receberá a coroa da justiça (2 Tm. 4.8).

f) A coroa do reconhecimento que será dada a todos ganhadores de almas (1 Ts 2.19; Fl 4:1).

g) Coroa de glória aos obreiros fiéis (1 Pe 5.4).


Trabalhem a vida toda, para ganhar a coroa de glória e por fim a vida eterna.


Quando trabalhamos para o Senhor reconhecendo que foi Ele quem nos chamou para obra, teremos a certeza de um grande gozo, porque não trabalhamos para os homens e sim para Deus. E a recompensa é justa pelos sofrimentos e lágrimas que enfrentamos na obra.


O senhor não é injusto para se esquecer do que você faz (Hb 6.10; Mt 10.42).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quarta-feira, 7 de julho de 2010

TEMA: SUPERSTIÇÃO

ESBOÇO 341

TEMA: SUPERSTIÇÃO

“E, estando Paulo no meio de Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos” (At 17.22)


Sempre do fim para o inicio de um novo ano, as pessoas que se dizem videntes começam a esboçar pressentimentos, superstições e adivinhações, dizendo como será o início e fim de cada ano. Superstição é um sentimento que vem a mente de muitas pessoas, induzindo-as ao caminho do erro, principalmente aqueles indivíduos que são ligados a seitas que cultivam esse tipo de sentimento. Para isso é necessário que tenhamos discernimento espiritual e compreender o que é superstição e o que não é, e ainda saber qual o conceito bíblico sobre o assunto.


1. Significado

A palavra superstitione (um substantivo feminino).

1.1. A palavra deriva-se do latim, supersto, que significa “pairar por cima”, “ameaçar”, dando a entender algum tipo de temor ou receio religioso, em face do desconhecido, ou de forças naturais potencialmente negativas, como os deuses, a sorte, o destino. No grego a palavra é deisidamonia, ela está presente em (At 17.22) a palavra se refere temor aos demônios, aos espíritos malignos.


1.2. É um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento falsos deveres ao receio das coisas fantásticas e a confiança em coisas ineficazes o que chamamos também de crendice. Crenças em presságios (fato ou sinal que prediz o futuro ou indício de acontecimentos futuros) tirados de fatos puramente fortuitos (casual, acidental, eventual, imprevisto) fundado em qualquer coisa.


2. Definição geral

Podemos definir os termos de uma forma clara e objetiva: como uma crença no sobrenatural, mas motivada pela ignorância e temor, refletindo uma visão irracional da realidade. Esses vocábulos também podem indicar as práticas que resultam essas crenças, por exemplo: A magia negra, bruxaria, os ruídos supostamente produzidos por espíritos, e coisas semelhantes, podem ser consideradas como manifestações da atitude supersticiosa.


3. Animismo (Antrop. Filos.)

3.1. Animismo: pensamento, ou sistema de crenças em que se atribui a seres vivos, objetos inanimados e fenômenos naturais, como: plantas têm alma e objetos têm vida, passando assim adorar tais coisas, reverencia fazendo oferendas etc.

3.2. Fetiches: são objetos animados ou inanimados, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder e se presta culto, ídolo, manipanço (ídolo africano) (amuleto, talismã). Pessoas que se venera sem conhecimento.


4. Habitual Superstição

Amuletos (pequeno objetos, figuras, medalhas, figas etc.) que desde a antiguidade, alguém traz consigo ou guarda por acreditar em seu poder mágico passivo de afastar desgraças, malefícios; Talismã é a crença no afastamento dos maus espíritos apenas pelo uso de certos objetos.Talismã preservativo (objetos que se atribui poderes de magia ativa que acreditam ter seus desejos realizados nele), como datas números ímpares, fitinhas do senhor do bom fim, aparecida para dar sorte, a cruz para espantar o diabo, o patuá, pé de coelhos, figas no pescoço, ferraduras atrás da porta etc. Tudo isso não passa de uma intervenção diabólica, procurando atrair pessoas a acreditarem em coisas que verdadeiramente não tem sentido.


5. Superstições supostamente bíblicas

5.1. Algumas pessoas têm superstição com números e alega que na bíblia tem números ímpares e pares como o número sete, doze, e outros. Os judeus não consideram a segunda - feira como um bom dia para negócio, sabemos que as bênçãos divinas não dependem de datas, pois, existem pessoas que consultam especialistas em numerologia para saber qual será o número da sua casa, de maneira que esse venha lhe trazer sorte.


6. Inversão de valores

Existem pessoas que confundem ou procuram acrescentar a sua fé com objetos e ações pensando está protegida (o), por ex: escapulário (tira de pano que frades e freiras de alguma ordem usam sobre os ombros, pendente no peito ou bentinho). Nada disso traz proteção nem segurança. Alguém pode questionar, porque Deus mandou confeccionar a arca da aliança? A arca da Aliança era proteção e presença de Deus no meio do seu povo, mediante a obediência a Ele. É importante ressaltar que certa ocasião quando os filhos de Israel pecaram a arca da aliança foi tomada (I Sm 4.11), ou seja, esta é uma prova que só a arca não traria proteção, pois, ela representava a glória de Deus, e enquanto eles obedeciam, Deus os protegiam e os faziam prosperar (II Sm 6.11,12). Semelhantemente a serpente de metal que nada podia fazer sem a operação divina (Nr 21.4-9), pois de forma equivocada era considerado pelos israelitas um deus (II Rs 18.4). O episódio da serpente de bronze não serve de sustentação para os que tentam justificar o uso de ídolos no culto a Deus, por pelo menos três razões: Em primeiro lugar, porque a serpente de bronze não era um objeto para culto. Ela só foi ganhar significado idolátrico tempos depois de Moisés, e quando aparece como objeto de idolatria, é destruída. O rei Ezequias a despedaçou. Nesse tempo, a serpente recebera o nome de Neustã, que significa no hebraico pedaço de bronze. Ou seja, o rei estava, sob a orientação divina, querendo dizer que a serpente não era nada mais do que um simples objeto que não deveria nunca ganhar contornos de veneração: “E fez o que era reto aos olhos do Senhor” (II Rs 18.3).


7. Cuidado com as crendices

Há muitos crentes que creem estar protegido apenas por manter a bíblia aberta nos Salmos 91, isso não nos trás proteção; podendo transformar a nossa fé em superstição, a nossa confiança e fidelidade está em Deus. (Js 1.8; I Jo 5.4). Temos um exemplo (At 19.13) que os exorcistas judeus invocaram o nome do Senhor para expulsarem os espíritos malignos, e foram envergonhados, porque não era simplesmente pronunciar o nome de Jesus. Outros tipos de crendices que é muito natural ultimamente, como a rosa ungida, passarem pelo túnel da fé, água milagrosa, lenço e lençóis ungidos, fogueira santa, palmeira ungida, óleo de Israel ungido, sapato ungido, água salgada para ungir os móveis e eletrodomésticos, martelos ungidos, banho de água e sal, entre outros. (Tenham cuidado para não enveredar por esses caminhos, não joguem água de sal nos seus eletrodomésticos, pois podem provocar um incêndio ou um choque). Essas coisas são manipuladas pelos os meios de comunicações nos nossos dias. Advertimos aos amados para não serem enganados (Mc. 7:7; I Tm. 4:1; Hb. 13:9). Uma mulher foi induzida a misturar água com sal e aspergir sobre os seus móveis e eletrodomésticos para espantar os maus espíritos, você sabe qual foi o resultado? O aparelho pegou fogo e o prejuízo foi total. Pois quem a orientou não sabia que o sal é um grande condutor de eletricidade.


A superstição independente de sua origem é nociva e prejudicial à fé cristã, devemos ter cuidado para nada acrescentar, além da palavra de Deus, pois só Deus pode guardá-lo de todos os males desta vida (Sl 121 e 124). Leia o salmo 91 de 1 a 11 com bastante atenção.


Objeto de Pesquisa:

R.N. Champlin, p.h.D - Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia; editora Hagnos, São Paulo – SP, 2002, Volume 6. Site: Ogideao.blogspot.com


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TEMA: ATRAINDO, LEVANDO PARA O DESERTO E FALANDO AO CORAÇÃO

ESBOÇO 340

TEMA: ATRAINDO, LEVANDO PARA O DESERTO E FALANDO AO CORAÇÃO

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu a terra do Egito” (Os 2.14,15).


Deus tem maneiras especiais para tratar com o seu povo, não importa as circunstâncias; formas e lugar, quando nos distanciamos dele a sua primeira atitude é chamar a si. Adão quando pecou Deus o chamou, essa foi a primeira vez que ele chamou a atenção do homem para cobrar algo que estava ocorrendo fora da normalidade em sua vida (Gn 3.9,10), Adão temeu porque sabia que havia feito algo errado. Nos dias de Oséias, Israel havia se prostituído com deuses, a ponto de serem ingratos em relação ao que havia recebido do Senhor (Os 2.8). A justiça de Deus entra em ação quando deixamos de reconhecer aquilo que Ele tanto fez por nós. Oséias foi o instrumento de Deus para revelar a real situação do povo (Os 8.7,8,11). Essa infidelidade trouxe duras consequências sobre eles. Entretanto seria a forma usada por Deus para corrigi-los. Há três expressões usadas por Deus para resolver a situação do povo, atrair, levar e falar. Tomaremos como ponto de partida esses verbos, para mostrar a maneira como Deus trata com o seu povo.


Atrairei

Essa expressão atrair significa trazer de volta ou chamar a atenção, é uma forma de Deus nos aproximar dele (Os 5.14,15) às vezes somente na dor conseguiremos chegar perto de Deus, ou seja, situações extremas de fraqueza humana se convertem em oportunidade para Deus operar (Mc 9.17,18; Jo 6.9; At 27.20; 12.6; Mc 5.25,26; 6.48). O vale de Acor (ou vale da desgraça) era o local onde Acã havia pecado por ter guardado despojos proibidos da terra (Js 7). Deus usa até experiências negativas para criar oportunidades de nos fazer retornar a ele.


Levarei para o deserto

Esse termo levar significa conduzir ou encaminhar de um lugar para outro. Deus em muitas ocasiões interfere no trajeto das nossas vidas com a finalidade de exigir algo de nós.


As faces do deserto

Deserto, lugar ermo e solitário ou um mundo de dificuldade, lugar seco e devastado, onde falta água para beber e o alimento é escasso. O deserto tem muitas faces, principalmente o angustiante da vida que muitas vezes atravessamos, nele pode chover dia e noite; as árvores podem florescer; muitas pessoas podem está ao nosso redor, entretanto o ermo continua. O isolamento e descontentamento fazem parte de quem está no deserto.


Às vezes somos levados aos desertos da vida, onde experimentamos muitos sofrimentos, tristezas, desprezos, entre outros, a solidão só nos falta consumir, e finalmente não queremos entender que estamos sendo moldado como vaso na mão do oleiro (Jr 18.1-6; Rm 9.21).


Falarei ao coração

No deserto temos a impressão que Deus nos abandonou, pois é nesse lugar, que Deus tem algo a nos falar (Os 2.14) com a sua voz mansa e suave ele diz o que necessitamos ouvir (I Rs 19.9-11a). No deserto estamos a sós com Deus, ele nos exortar, consola, protege, e nos transforma em um vaso novo (Jr 18.6).


A vontade de Deus

Nem sempre o Senhor opera em nós da forma que desejamos, também não podemos interferir na maneira dEle agir e muito menos contender (Rm 9.18-21). Deus opera como ele quer e ninguém deverá interpelar sobre o que ele faz. Somente ele sabe o que é melhor para nós, porque nem tudo o que é bom para nós é para Deus. Se você está sofrendo não se desespere, “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isa 64.4; I Co 2.9). Aceite a vontade de Deus, porque a dEle é a melhor.


Devemos estar dispostos a aceitar a vontade de Deus, independentemente do que venha acontecer, pois saiba que Ele se responsabilizará por nós, desde que estivermos no centro da sua vontade.

“ A providência de Deus sempre alcançará o justo em todas as circunstâncias”. Manual prático de teologia /Eduardo Joiner, 2004 p. 197


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE