terça-feira, 10 de agosto de 2010

TEMA: A OBEDIÊNCIA DOS RECABITAS

ESBOÇO 346

TEMA: A OBEDIÊNCIA DOS RECABITAS

“e pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho e copos e disse-lhes: Bebei vinho. Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem os vossos filhos.” (Jr 35.5,6).


Os Recabitas eram de uma ordem religiosa nômade provavelmente fundada por Jonadabe, filho de Recabe, durante o século IX a.C. Não moravam em casas nem usavam qualquer produto da videira. Os recabitas eram fiéis ao estilo de vida implantado pelo seu líder, viviam em tendas e não bebiam vinho. As instruções de Jonadabe eram para que seus descendentes não se envolvessem com o culto a Baal “deus da fertilidade” (II Rs 10.15-28). Mediante o contexto apresentado discorreremos sobre alguns fatos importantes referente aos recabitas, tomando como ponto de partida a obediência aos nossos superiores, sobretudo a Deus.


1. Fidelidade dos recabitas

A fidelidade dos recabitas tornou-se um exemplo e uma repreensão para o povo de Judá. Se os recabitas estavam dispostos a obedecer a um ancestral terreno, muito mais os israelitas deveriam obedecer a Deus, quem os criou (Jr 35.14). É importante ressaltar que foram 250 anos de fidelidade.


Alguns pressupostos reminiscentes a fidelidade dos recabitas (Jr 35.6-10).

Compromisso (Ex 8.25-29);

Obediência (Rm 5.19; Hb 5.8; Ex 19.5; Mc 7.8; At 5.29; Tg 1.25; Dt 13.4);

Reverência (Tt 2.7; Hb 12.28);

Abstenção (Lv 22.2; At 15.20; 21.25; 2 Co 12.6; I Ts 4.3; 5.22; I Pe 2.11; Nr 30.2; I ,Tm 4.3).


2. A aprovação do Senhor aos recabitas

Os recabitas receberam a aprovação do Senhor pela sua obediência aos princípios que consistiam numa reação e protesto contra o luxo e a licenciosidade que, no reinado de Acabe e Jezabel, ameaçavam destruir a simplicidade da antiga vida nômade de Israel. O Senhor não recomendou tanto as regras deles, mas a obediência deles às suas regras, constrastando-os com os demais membros da nação de Israel, que não obedeciam ao Senhor.


Deus aprova tudo aquilo que não contrapõe os seus mandamentos e para sermos aprovados é necessário não apenas a obediência a Ele. A predisposição em obedecer é imprescindível em todos os lugares, pois a obediência gera o bom êxito e resultado feliz. Deus se agrada daqueles que obedecem aos que ele constitui na liderança espiritual do seu povo e, maiormente a sua palavra.


3. Recabitas x Israelitas

A lealdade e submissão dos recabitas serviram de exemplo para os israelitas, e fazendo um paralelo com a realidade dos dois, nos dias de hoje não é diferente, existem muitos na posição de recabitas, mas também na posição dos israelitas. O comportamento dos israelitas não era agradável aos olhos do Senhor, inclusive, Deus se utilizou do Profeta Jeremias para lhes dar uma lição baseada no exemplo dos Recabitas para doutrinar os rebeldes de Jerusalém e Judá.


4. O Custo da obediência e da desobediência

A obediência tem um custo que às vezes não queremos pagar, porque ela exige renúncia e abstinência de muitas coisas que aos nossos olhos aparenta privilégios. Atualmente muitos indivíduos não querem arcar com o preço da obediência, acabam quebrando paradigmas esquecendo-se dos compromissos assumidos com Deus, a igreja e sociedade. Os recabitas eram exemplos e estavam sempre dispostos a obedecerem às ordens terrenas, e aos seus ancestrais. A obediência em si, produz benefícios, pelos quais conquistamos muitas coisas boas. Por meio da submissão, o Senhor prometeu aos recabitas que nunca lhes faltariam representante nas gerações sucessivas (Jr 35.19). Atualmente muitas pessoas são beneficiadas por meio da obediência, enquanto outras querem receber bênçãos de Deus, mas vivendo de maneira completamente fora dos padrões divino. A irreverência e a falta de temor a Deus nos levam a descumprir os seus mandamentos como estavam fazendo os israelitas, se não tememos a Deus muito menos a aqueles que residem sobre nós.


A obediência a Deus e aos nossos superiores é a chave do nosso sucesso. Amados, sejamos submissos em todos os aspectos, pois a desobediência leva o homem ao naufrágio, tanto na vida material, quanto espiritual, devemos não somente obedecer, mas honrar os nossos superiores, eles foram constituídos por Deus para presidir sobre nós, principalmente os nossos pastores (Hb 13.17; Fp 2.29; I Ts 5.12). Nada perderemos por obedecer.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE - Brasil

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS

ESBOÇO 345

TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS

“Senhor tu me sondastes a me conheces” (Sl 139. 1).


Quando falamos em Sondar e Conhecer, estes dois verbos importantes nos levam a admitir um dos principais atributos de Deus a Onisciência. É através dela que Deus conhece todas as coisas. A mente divina detém todo conhecimento e nela não há falhas, fraquezas e nem limitações.


DEFINIÇÃO

A palavra “ONISCIÊNCIA” vem do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência (Deus detém todo saber). É a qualidade da natureza de Deus que garante saber todas as coisas.


Evidências Bíblicas da Onisciência Divina

Através de vários textos da bíblia subtende-se um conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra Onisciência não seja encontrada nas escrituras, mas existem conceitos que nos mostram essa onisciência (Rm 11. 33,34; I Co 2.16), certamente Paulo exprime o fato de que Deus conhece todas as coisas, ou seja, seus caminhos são inescrutáveis.


O conhecimento e a sabedoria de Deus não são perscrutados pela mente humana (Salmo 145.5) Ninguém consegue descrever a sua grandeza (Ef 3.10) a sabedoria de Deus é multiforme, ou seja, se manifesta de muitas formas alcançando aspectos do passado, presente e futuro (Jó 14.17; Sl 56.8; Isa 44.6-8; Jr 1.5; Sl 139.16; Dt 32.34). Existem outras referências a esse respeito (Mt 10:29; Sl 139:2,12; 139.13-15; 147.5).


Deus é o eterno agora e vive fora do tempo e ver qualquer coisa do começo ao fim (Hb 4.13; I Jo 3.20b) por viver no eterno agora para ele não há passado, nem presente e nem futuro. Ele é antes de todas as coisas (Sl 90.2; 33.6; Cl 1:16,17; Jo 1: 1, 3; Pv 8.25-30). Deus é começo, meio e fim de toda existência.


O Conhecimento em Relação aos Homens

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe (Sl 139.16); b) Antes de ser gerado no ventre da mãe eu ti conheci (Jr 1.5); c) Ele escolhe desde o ventre da mãe (Gl 1.15); Exemplos importantes: Jesus conheceu a mulher Samaritana (Jo 4. 16-19,29); a Natanael debaixo da figueira (Jo 1:47,48); Conheceu e viu Abraão. “Abraão vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou” (João 8. 56-57; Gn 22.13). Essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. Disseram-lhe os Judeus (como pode ser isso?) ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão? “Em verdade em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 5.58).


O conhecimento de Deus ao nosso respeito é a causa de não sermos consumidos, ele tem perfeitamente demonstrado o seu amor e compaixão por nós porque conhece a nossa estrutura e lembra-se que somos pó (Sl 103.14), ele nos assiste na tristeza e alegria do nosso coração, ele não se esquece de nós, em alguns momentos pensamos que o Senhor nos desamparou, antes pelo contrario, ele não nos perdeu de vista, ele conhece-nos em qualquer situação. O Senhor é Deus de perto e não de longe? (Jr 23.23,24).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

terça-feira, 27 de julho de 2010

TEMA: PRUMO, NIVEL E CORDEL

ESBOÇO 344

TEMA: PRUMO, NIVEL E CORDEL

“Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; eliminarei Jerusalém, como quem elimina-a sujeira de um prato, elimina-á e o embarca” 2 Rs 21:13


O prumo, nível e cordel são instrumentos usados para se fazer uma avaliação, medição e veracidade de um trabalho de alvenaria entre outros, podemos também fazer uma aplicação no sentido espiritual com relação à conduta humana, se estar aprumado ou desalinhado no seu comportamento. O prumo é mencionado na bíblia como instrumento para alinhar ou aprumar espiritualmente o comportamento do povo. São instrumentos simples e comuns usados pelos construtores, eles foram utilizados alegoricamente (expressão ou idéia sob a forma figurada).


- Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana; Conduta, comportamento, procedimento revela o homem bom ou mau.


1. Utilidades dos instrumentos

1.1. O prumo nas escrituras é representado pela palavra de Deus, que serve de regra para a nossa conduta e ética cristã, ela é o cânon (regra, preceitos, disciplina eclesiástica) vara de medir que rege as nossas vidas (Js 1.7; Dt 5.32). O prumo é usado para fazer avaliações verticais em alvenarias, basta olhar como o pedreiro trabalha com o prumo, pois este mede espiritualmente a nossa postura com relação a Deus.


1.2. O nível serve para nivelar, igualar, deixar plano, verificar declive e aclive, alinhar, é valido mais para superfícies horizontais, podendo se referir a nossa situação como estamos vivendo aqui se uma vida reta diante de Deus ou cheia de altos e baixos.


1.3. Cordel era uma linha ou cordão barbante que é usado como figura para se fazer medidas, a bíblia menciona que Deus media com cordel, isso se referia a medição espiritual do seu povo (Am 7.17; Zc 2.1; 2 Rs 21.13).


1.4. Deus também aproveita os símbolos balança, pesos e medidas, para avaliar também a nossa conduta, a sua balança é fiel (Lv 19.36; 1 Sm 2.3; Jó 31.6; Dn 5.27). Mas em algumas vezes Deus deixa de usar prumo, cordel e nível para usar a espada como fez na casa de Davi e de tanto outros para executar a sua justiça (2 Sm 12:9,10); Deus também usa o anzol, este colocado no nariz impede, ou seja, limita como se fazia com os escravos e cativos (2 Rs 19.28).


2. Em que situação Deus usa expressão figurada para nos corrigir?

a) Quando deixamos de guardar os preceitos (lei) do Senhor (Dt 5:32; Js 1:7)]; b) Quando andamos segundo os nossos caminhos; c) Quando endurecemos o nosso coração e não queremos dar importância a voz do Espírito Santo.


Deus usaria de justiça com as mesmas medidas usadas na casa de Acabe e da nação de Israel, seria também aplicada a Judá (Lm 2.8; Am 7.7-9).


Exemplos consideráveis

O prumo de Deus trouxe exterminação para a casa de Acabe (2 Rs 9.33; 10. 10,11).


Manasses rei de Jerusalém fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos gentios que o Senhor desterrara das suas possessões e por isso Deus usou o prumo da casa de Acabe (2 Rs 21.2,13; 1 Rs 16.30 a 33).


Acazias andou no caminho da casa de Acabe e fez o que era mau aos olhos do Senhor, pois ele era da família de Acabe (2 Rs 8.27).


Nabucodonosor foi pesado na balança de Deus pelo orgulho e presunção (Dn 4.30 – 32).


Belsazar abonou um banquete no palácio real profanando os utensílios sagrados da casa de Deus e por isso foi pesado na balança e achado em falta (Dn 5.5, 25-28).


Devemos ter cuidado para que o prumo de Deus não chegue até nós como justiça, ele não se intimida e nem é levado por idade e nem respeito humano, Abraão com noventa anos ouviu a voz de Deus dizendo: Anda na minha presença e ser perfeito (Gn 17.1), não importa quem você seja, ande na presença de Deus, que possamos dizer como disse Jó pesa-me em balança fiel e saberá a minha integridade, isso significa vida e consciência limpa diante do Senhor e dos homens.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE


quarta-feira, 21 de julho de 2010

TEMA: NÃO DESPREZEIS AS COISAS PEQUENAS

ESBOÇO 343

TEMA: NÃO DESPREZEIS AS COISAS PEQUENAS

“Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vento o prumo na mão de Zorobabel...” (Zc 4.10).


Nesta vida tudo tem um valor, ético, moral, espiritual, monetário, entre outros. Independentemente do benefício que venha nos trazer, todas as coisas precisam receber o seu devido valor, e quando nos referimos às pequenas coisas, devemos nos lembrar que elas existem e às vezes nos surpreendem deixando-nos perplexos a dizer: quem diria! Pois bem, no cotidiano elas estão sempre presente, mas é importante ressaltar que há coisas que sempre continuarão pequenas nas mãos de quem não sabe multiplicar. A parábola dos talentos é uma prova disso, Jesus falou sobre os talentos e devemos tomar como lição (Mt 25.16). Todos nós temos capacidade de desenvolver, entretanto só existe um empecilho capaz de limitar o seu desenvolvimento “você”. Discorreremos neste esboço sobre a valorização das coisas pequenas, a ambição quanto às grandes coisas e exemplos notáveis como o pouco que se transformou em muito.


Valorizando as coisas pequenas

Tanto as coisas grandes como pequenas tem valor, dependendo de alguns fatores, existem coisas pequenas que ás vezes deixa-se de lado como se não necessitássemos delas, no entanto são consideráveis importantes e tão necessárias quanto às grandes. Paulo escreve em uma das suas cartas que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; Também escolheu as coisas vis deste mundo, as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são (I Co 1. 27,28). Convém lembrar que os padrões de Deus são diferentes dos nossos. Alguma coisa pode ser insuficiente para mim, mas para Deus não, no entanto para ele não há coisa pequena nem grande.


A ambição humana

Na ótica humana algumas coisas são desprezadas principalmente as pequenas, poucas e humildes, no entanto as mais valorizadas a nosso ver são: As grandes quantidades, e primeiros lugares (Mt 20.21,22). Ninguém quer ser: O menor e nem o último, somos porque estamos sob uma condição, mas não porque gostamos ou queremos, nem os discípulos queriam (Lc 9.46,48; Lc 22.24 -26). Todas as coisas, tanto grandes como pequenas, foram criadas com finalidades especificas, e Deus usa todas elas.


Os pequenos começos

Geralmente as grandes coisas que hoje se veem teve os seus começos pequenos. Não acredite muito nas coisas que geralmente começam grandes. Tem um dito popular que tudo que começa largo termina estreito. (Jó 8.7). Tudo que se faz na vida se começa com pouca coisa, sempre acreditei nas coisas pequenas e humildes, principalmente quando se investe nelas. Podemos até citar alguns exemplos da vida secular como: as indústrias, os comércios, as Empresas, nas políticas, no militarismo e posição eclesiástica etc. As Poucas coisas se transformam em muitas, quando são administradas por pessoas competentes (Mt 25.14-30).


Alguns exemplos notáveis:

Gideão com poucos homens venceu um grande exército (Jz 7.6,12); Sansão com uma queixada de jumento matou mil (Jz 15.14,15); Geazi se assustou quando viu um grande exército, Elizeu sem exército venceu os inimigos; Josafá venceu um grande exército tocando instrumentos (1 Cr 20.2); Um menino matou um grande gigante com uma pequena pedra (1 Sam 17.49,50); Um pequeno prumo na mão de Zorobabel foi o suficiente para dar inicio a uma grande obra (Zc 4.10); Elias, na casa da viúva em Sarepta, pouca farinha e pouco azeite (1 Rs 17.10-16); Dívida alta é paga com um pouco de azeite (2 Rs 4.1-7); Vinte pães alimentaram cem homens (2 Rs 4.41,32); A pequena moeda depositada pela viúva no ofertório foi à maior (Mc 12. 41- 44); A multidão faminta foi alimentada com cinco pães e dois peixinhos (Mt 4.17). “Não julgueis segundo a aparência” (Jo 7.24ª; I Co 4.5)


Objeto pequeno, sinal do inicio de uma grande obra

Diante de um pequeno episódio, uma grande obra estava para acontecer, esse seria um dia de regozijo, e que as coisas se tornariam melhores do que antes. Zorobabel deu bom exemplo com seu prumo na mão e demais instrumentos de construção, muitos se alegraram em vê-lo começar a reconstrução do templo (cf Ed 3:10,12,13, Ag 2:3), também houve pessoas que ficaram desanimadas por ver que o novo templo não era tão lindo como o primeiro, mas é importante saber que não é a beleza exterior, mas a presença de Deus, pois Ele prometeu estar presente (Ag 2:5,9). Deus nunca falha.


Glorifiquemos a Deus no pouco, porque ele é o Deus da multiplicação “Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito” (Lc 16:10). Quando cremos tudo é possível, “tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4:13). A palavra “tudo” aqui não se refere a tudo que eu queira ter ou conseguir, mas aquelas que estão dentro da vontade de Deus. Acreditemos em Deus porque para ele nada é impossível (Lc 1:37). Nunca subestime as coisas pequenas, nem as pessoas humildes, porque elas podem lhe surpreender (Jó 36.5).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE