terça-feira, 24 de agosto de 2010

TEMA: ANDANDO NA MESMA REGRA

ESBOÇO 348

TEMA: ANDANDO NA MESMA REGRA

“Mas andemos segundo a mesma regra” (Fp 3.16b).


Quando ouvimos a palavra “REGRA” fica subtendido que se refere a normas, princípios, preceitos, regulamentos, sistema, teor e código. Esses princípios têm contribuído para o aperfeiçoamento do individuo, o homem não pode viver sem regras, elas indicam os nossos limites e quando nos desviamos dessas demarcações ou limites certamente sofreremos duras conseqüências. As regras existem em todos os aspectos da vida. Elas foram estabelecidas por Deus com finalidades especificas, ou seja, prover o melhor para o ser humano.


Significado

Aquilo que regula, dirige, rege ou governa; Aquilo que está determinado pela razão, pela lei ou pelo costume; preceito, princípio, lei, norma; Moderação; método, ordem; Fórmula que indica ou prescreve o modo correto de falar, de pensar, raciocinar, agir, num caso determinado; Estatutos de certas ordens religiosas “Dic. Aurélio”


Regras estabelecidas por Deus

O Senhor estabeleceu princípios éticos abrangentes e importantes para serem observados, eles nos conduzem não somente a um bom relacionamento com os nossos semelhantes, mas também a uma perfeita comunhão com Deus, desde que sejam ressalvados com prioridade, independentemente de raça e classes sociais. Podemos exemplificar tomando como ponto de partida os dez mandamentos (Ex 20.1-17), essas leis não envelhecem e não se alteram. A obediência a elas é o melhor caminho para se receber a proteção divina.


Se esforçando para cumpri-las

Necessariamente devemos nos esforçar para observar os preceitos estabelecidos em todas as áreas da vida, pois só assim poderemos alcançar um aperfeiçoamento no cotidiano e espiritualmente, mesmo sabendo que não existe ninguém perfeito, assim, prossigamos para alcançá-lo (Fp 3.12). Ora! Um militar é tão treinado a cumprir regras, que quando tem oportunidade de liderar algum grupo fora do quartel, quer aplicar os mesmos procedimentos. Devemos aderir os preceitos impostos a nós com normalidade, pois eles influem impecavelmente no nosso relacionamento.


Andar na mesma regra

O apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses enfatizou a necessidade de manterem a mesma regra, (Fp 3.16) mas que regra ele se referia? Ora, todos os crentes precisavam obedecer a verdade que já haviam aprendido (2 Tm 3.14), além de continuarem a aprender e crescer tendo as suas vidas governadas a luz da palavra de Deus (Sl 119.105). Essa regra não quer dizer que o crente seja perfeito, no entanto devemos buscar incessantemente a ajuda do Espírito Santo para cumpri-las. Os que criam em Cristo perseveravam na doutrina dos apóstolos, a na comunhão, e no partir do pão, a nas orações (At 2.42).


Resultado da obediência as regras

Encaminham-nos ao um bom desenvolvimento e aprimoramento, isto é, nos bons relacionamentos; crescimento espiritual; modo de vida exemplar entre outros. Esses requisitos beneficiam a propagação do evangelho, o individuo e a Igreja. A obediência a Cristo levou os apóstolos a estarem juntos em todos os momentos.


“Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.43,44).


As regras são necessárias em todos os segmentos da sociedade, visto que através dela é que se estabelece limites. O Apóstolo Paulo refere-se às regras no sentido de o cristão ser maduro ou completo, e não de ser impecável em todos os detalhes, pois a tentativa de viver uma vida cristã perfeita pode ser muito difícil, a ponto de nos deixar esgotados e desanimados, mas podemos crescer e amadurecer espiritualmente à medida que continuamos a confiar em Cristo, a aprender mais ao seu respeito e obedecer-lhe. (Fp 3.12-16)


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE - Brasil



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

TEMA: JESUS, FIADOR DE UM MELHOR CONCERTO

ESBOÇO 347

TEMA: JESUS, FIADOR DE UM MELHOR CONCERTO

“de tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador. E na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte, foram impedidos de permanecer; mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo” (Hb 7.22-24).


Sobre esse tema, enfocaremos pontos importantes relacionado aos propósitos de Deus no plano redentor, a provisão para essa finalidade vem desde o principio, logo após a queda do homem. A restauração espiritual através do perdão aconteceria por meio de sacrifícios de animais, sendo através de figura que aos poucos foi sendo revelado o plano da redenção (Gn 22.13). É um assunto importantíssimo porque a obra redentora gira em torno de sacrifícios e concertos de Deus para com a humanidade de um modo geral.


A obra redentora de Deus por meio de Jesus Cristo está praticamente esquecida por muitos pregadores da atualidade, parece que não há mais o que dizer sobre o assunto, as mensagens do calvário são descartadas e substituídas por aquelas que sejam mais plausíveis e se moldem aos nossos anseios, inclusive as que massageiam o nosso ego, elas trazem muitas esperanças infundadas nas escrituras. No decorrer desse comentário arrazoaremos sobre os “CONCERTOS DE DEUS” os sacerdotes, os animais dos sacrifícios, Jesus o Cordeiro do sacrifício e Sacerdote eterno.


Os dois concertos

Deus estabeleceu concertos importantes cuja finalidade era mostrar o seu compromisso com o seu povo e conceder-lhes o perdão e finalmente alcançar toda humanidade. O primeiro concerto era insuficiente porque o ser humano era incapaz de cumpri-lo, pois se tratava de obras, teriam que guardar a lei para ser salvo, esse processo era transitório, funcionou até que o segundo fosse estabelecido. O velho concerto foi através de sangue de animais (Hb 9.19-20). O segundo foi através do sangue de Jesus Cristo o cordeiro pascal, “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28). Segundo a carta aos hebreus o testamento só tem validade após a morte do testador (Hb 16,17), assim após a morte de Cristo o novo concerto entrou em ação definitivamente.


Jeremias profetizou sobre o novo concerto de Deus com o seu povo (Jr 31.31-34; Hb 8.8-12) esse concerto foi o melhor porque o antigo foi centralizado na lei mosaica tornando-se absoleto, mas o segundo foi instituído mediante a morte de Jesus Cristo, esse foi o melhor e mais perfeito, sendo Jesus Cristo o Sacerdote e Rei, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 6.20).


Jesus Cristo sacerdote perfeito

No antigo concerto os sacerdotes teriam que ser perfeitos e antes de oferecerem sacrifícios pelos pecados do povo, deveria oferecer pelos seus próprios pecados, porque a lei constituiu sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra da promessa, que veio depois da lei, estabeleceu a Cristo sacerdote perfeito para sempre (Hb 7.27,28).


O cordeiro do sacrifício

No antigo concerto os animais sem defeitos eram sacrificados em favor do povo, visto que sem derramamento de sangue não haveria absolvição dos pecados (Hb 9.12,22). Jesus Cristo o cordeiro e mediador de uma nova aliança e o sangue da aspersão que fala melhor do que o sangue de Abel (Hb 12.24; Gn 4.10). O cordeiro de Deus (Jo 1.29) e como ovelha muda perante os seus tosquiadores foi levado ao matadouro (Isa 53.5-7; At 8.32). Ele foi obediente até morte, e morte de cruz (Fp 2.8). A crucificação era uma espécie de pena capital que os romanos se utilizavam para executar criminosos perigosos, era uma morte cruel, dolorosa e humilhante, os condenados eram amarrados ou pregados com cravos e seria abandonado até a morte, ele se fez maldito por nós (Gl 3.13).


Resultado do sacrifício

Jesus Cristo foi o cordeiro para o mais perfeito sacrifício, cujo beneficio alcançou a humanidade inteira, o seu sangue derramado na cruz foi o suficiente para livrar o homem da morte e da condenação, assim como o sangue dos cordeiros mortos na noite do êxodo posto nos umbrais e vergas das portas no Egito (Ex 12.7); A família de Raabe foi salva por um fio de escarlate na janela da sua casa (Js 2.18), esses sinais eram símbolos que foram confirmados em Cristo. O resultado desse sacrifício já era esperado porque foi profetizado pelo profeta messiânico (Is 53.11,12).


Amados considerem, Jesus foi fiador, ou seja, assumiu o nosso débito, quando não podíamos pagar, esse reconhecimento deve estar sempre presente em nós e compreender que ao dar a sua vida por nós Ele estava garantindo a nossa vitória.


Pr. Elis Clementino


terça-feira, 10 de agosto de 2010

TEMA: A OBEDIÊNCIA DOS RECABITAS

ESBOÇO 346

TEMA: A OBEDIÊNCIA DOS RECABITAS

“e pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho e copos e disse-lhes: Bebei vinho. Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem os vossos filhos.” (Jr 35.5,6).


Os Recabitas eram de uma ordem religiosa nômade provavelmente fundada por Jonadabe, filho de Recabe, durante o século IX a.C. Não moravam em casas nem usavam qualquer produto da videira. Os recabitas eram fiéis ao estilo de vida implantado pelo seu líder, viviam em tendas e não bebiam vinho. As instruções de Jonadabe eram para que seus descendentes não se envolvessem com o culto a Baal “deus da fertilidade” (II Rs 10.15-28). Mediante o contexto apresentado discorreremos sobre alguns fatos importantes referente aos recabitas, tomando como ponto de partida a obediência aos nossos superiores, sobretudo a Deus.


1. Fidelidade dos recabitas

A fidelidade dos recabitas tornou-se um exemplo e uma repreensão para o povo de Judá. Se os recabitas estavam dispostos a obedecer a um ancestral terreno, muito mais os israelitas deveriam obedecer a Deus, quem os criou (Jr 35.14). É importante ressaltar que foram 250 anos de fidelidade.


Alguns pressupostos reminiscentes a fidelidade dos recabitas (Jr 35.6-10).

Compromisso (Ex 8.25-29);

Obediência (Rm 5.19; Hb 5.8; Ex 19.5; Mc 7.8; At 5.29; Tg 1.25; Dt 13.4);

Reverência (Tt 2.7; Hb 12.28);

Abstenção (Lv 22.2; At 15.20; 21.25; 2 Co 12.6; I Ts 4.3; 5.22; I Pe 2.11; Nr 30.2; I ,Tm 4.3).


2. A aprovação do Senhor aos recabitas

Os recabitas receberam a aprovação do Senhor pela sua obediência aos princípios que consistiam numa reação e protesto contra o luxo e a licenciosidade que, no reinado de Acabe e Jezabel, ameaçavam destruir a simplicidade da antiga vida nômade de Israel. O Senhor não recomendou tanto as regras deles, mas a obediência deles às suas regras, constrastando-os com os demais membros da nação de Israel, que não obedeciam ao Senhor.


Deus aprova tudo aquilo que não contrapõe os seus mandamentos e para sermos aprovados é necessário não apenas a obediência a Ele. A predisposição em obedecer é imprescindível em todos os lugares, pois a obediência gera o bom êxito e resultado feliz. Deus se agrada daqueles que obedecem aos que ele constitui na liderança espiritual do seu povo e, maiormente a sua palavra.


3. Recabitas x Israelitas

A lealdade e submissão dos recabitas serviram de exemplo para os israelitas, e fazendo um paralelo com a realidade dos dois, nos dias de hoje não é diferente, existem muitos na posição de recabitas, mas também na posição dos israelitas. O comportamento dos israelitas não era agradável aos olhos do Senhor, inclusive, Deus se utilizou do Profeta Jeremias para lhes dar uma lição baseada no exemplo dos Recabitas para doutrinar os rebeldes de Jerusalém e Judá.


4. O Custo da obediência e da desobediência

A obediência tem um custo que às vezes não queremos pagar, porque ela exige renúncia e abstinência de muitas coisas que aos nossos olhos aparenta privilégios. Atualmente muitos indivíduos não querem arcar com o preço da obediência, acabam quebrando paradigmas esquecendo-se dos compromissos assumidos com Deus, a igreja e sociedade. Os recabitas eram exemplos e estavam sempre dispostos a obedecerem às ordens terrenas, e aos seus ancestrais. A obediência em si, produz benefícios, pelos quais conquistamos muitas coisas boas. Por meio da submissão, o Senhor prometeu aos recabitas que nunca lhes faltariam representante nas gerações sucessivas (Jr 35.19). Atualmente muitas pessoas são beneficiadas por meio da obediência, enquanto outras querem receber bênçãos de Deus, mas vivendo de maneira completamente fora dos padrões divino. A irreverência e a falta de temor a Deus nos levam a descumprir os seus mandamentos como estavam fazendo os israelitas, se não tememos a Deus muito menos a aqueles que residem sobre nós.


A obediência a Deus e aos nossos superiores é a chave do nosso sucesso. Amados, sejamos submissos em todos os aspectos, pois a desobediência leva o homem ao naufrágio, tanto na vida material, quanto espiritual, devemos não somente obedecer, mas honrar os nossos superiores, eles foram constituídos por Deus para presidir sobre nós, principalmente os nossos pastores (Hb 13.17; Fp 2.29; I Ts 5.12). Nada perderemos por obedecer.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE - Brasil

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS

ESBOÇO 345

TEMA: A ONISCIÊNCIA DE DEUS

“Senhor tu me sondastes a me conheces” (Sl 139. 1).


Quando falamos em Sondar e Conhecer, estes dois verbos importantes nos levam a admitir um dos principais atributos de Deus a Onisciência. É através dela que Deus conhece todas as coisas. A mente divina detém todo conhecimento e nela não há falhas, fraquezas e nem limitações.


DEFINIÇÃO

A palavra “ONISCIÊNCIA” vem do latim, Ominis “toda” e Scire, “saber” Ominis + Scire = Onisciência (Deus detém todo saber). É a qualidade da natureza de Deus que garante saber todas as coisas.


Evidências Bíblicas da Onisciência Divina

Através de vários textos da bíblia subtende-se um conhecimento ilimitado da parte de Deus, embora a palavra Onisciência não seja encontrada nas escrituras, mas existem conceitos que nos mostram essa onisciência (Rm 11. 33,34; I Co 2.16), certamente Paulo exprime o fato de que Deus conhece todas as coisas, ou seja, seus caminhos são inescrutáveis.


O conhecimento e a sabedoria de Deus não são perscrutados pela mente humana (Salmo 145.5) Ninguém consegue descrever a sua grandeza (Ef 3.10) a sabedoria de Deus é multiforme, ou seja, se manifesta de muitas formas alcançando aspectos do passado, presente e futuro (Jó 14.17; Sl 56.8; Isa 44.6-8; Jr 1.5; Sl 139.16; Dt 32.34). Existem outras referências a esse respeito (Mt 10:29; Sl 139:2,12; 139.13-15; 147.5).


Deus é o eterno agora e vive fora do tempo e ver qualquer coisa do começo ao fim (Hb 4.13; I Jo 3.20b) por viver no eterno agora para ele não há passado, nem presente e nem futuro. Ele é antes de todas as coisas (Sl 90.2; 33.6; Cl 1:16,17; Jo 1: 1, 3; Pv 8.25-30). Deus é começo, meio e fim de toda existência.


O Conhecimento em Relação aos Homens

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe (Sl 139.16); b) Antes de ser gerado no ventre da mãe eu ti conheci (Jr 1.5); c) Ele escolhe desde o ventre da mãe (Gl 1.15); Exemplos importantes: Jesus conheceu a mulher Samaritana (Jo 4. 16-19,29); a Natanael debaixo da figueira (Jo 1:47,48); Conheceu e viu Abraão. “Abraão vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e se alegrou” (João 8. 56-57; Gn 22.13). Essa palavra de Jesus despertou a curiosidade dos judeus. Disseram-lhe os Judeus (como pode ser isso?) ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão? “Em verdade em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 5.58).


O conhecimento de Deus ao nosso respeito é a causa de não sermos consumidos, ele tem perfeitamente demonstrado o seu amor e compaixão por nós porque conhece a nossa estrutura e lembra-se que somos pó (Sl 103.14), ele nos assiste na tristeza e alegria do nosso coração, ele não se esquece de nós, em alguns momentos pensamos que o Senhor nos desamparou, antes pelo contrario, ele não nos perdeu de vista, ele conhece-nos em qualquer situação. O Senhor é Deus de perto e não de longe? (Jr 23.23,24).


Pr. Elis Clementino – Itapissuma/PE

terça-feira, 27 de julho de 2010

TEMA: PRUMO, NIVEL E CORDEL

ESBOÇO 344

TEMA: PRUMO, NIVEL E CORDEL

“Estenderei sobre Jerusalém o cordel de Samaria e o prumo da casa de Acabe; eliminarei Jerusalém, como quem elimina-a sujeira de um prato, elimina-á e o embarca” 2 Rs 21:13


O prumo, nível e cordel são instrumentos usados para se fazer uma avaliação, medição e veracidade de um trabalho de alvenaria entre outros, podemos também fazer uma aplicação no sentido espiritual com relação à conduta humana, se estar aprumado ou desalinhado no seu comportamento. O prumo é mencionado na bíblia como instrumento para alinhar ou aprumar espiritualmente o comportamento do povo. São instrumentos simples e comuns usados pelos construtores, eles foram utilizados alegoricamente (expressão ou idéia sob a forma figurada).


- Ética é a parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta humana; Conduta, comportamento, procedimento revela o homem bom ou mau.


1. Utilidades dos instrumentos

1.1. O prumo nas escrituras é representado pela palavra de Deus, que serve de regra para a nossa conduta e ética cristã, ela é o cânon (regra, preceitos, disciplina eclesiástica) vara de medir que rege as nossas vidas (Js 1.7; Dt 5.32). O prumo é usado para fazer avaliações verticais em alvenarias, basta olhar como o pedreiro trabalha com o prumo, pois este mede espiritualmente a nossa postura com relação a Deus.


1.2. O nível serve para nivelar, igualar, deixar plano, verificar declive e aclive, alinhar, é valido mais para superfícies horizontais, podendo se referir a nossa situação como estamos vivendo aqui se uma vida reta diante de Deus ou cheia de altos e baixos.


1.3. Cordel era uma linha ou cordão barbante que é usado como figura para se fazer medidas, a bíblia menciona que Deus media com cordel, isso se referia a medição espiritual do seu povo (Am 7.17; Zc 2.1; 2 Rs 21.13).


1.4. Deus também aproveita os símbolos balança, pesos e medidas, para avaliar também a nossa conduta, a sua balança é fiel (Lv 19.36; 1 Sm 2.3; Jó 31.6; Dn 5.27). Mas em algumas vezes Deus deixa de usar prumo, cordel e nível para usar a espada como fez na casa de Davi e de tanto outros para executar a sua justiça (2 Sm 12:9,10); Deus também usa o anzol, este colocado no nariz impede, ou seja, limita como se fazia com os escravos e cativos (2 Rs 19.28).


2. Em que situação Deus usa expressão figurada para nos corrigir?

a) Quando deixamos de guardar os preceitos (lei) do Senhor (Dt 5:32; Js 1:7)]; b) Quando andamos segundo os nossos caminhos; c) Quando endurecemos o nosso coração e não queremos dar importância a voz do Espírito Santo.


Deus usaria de justiça com as mesmas medidas usadas na casa de Acabe e da nação de Israel, seria também aplicada a Judá (Lm 2.8; Am 7.7-9).


Exemplos consideráveis

O prumo de Deus trouxe exterminação para a casa de Acabe (2 Rs 9.33; 10. 10,11).


Manasses rei de Jerusalém fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme as abominações dos gentios que o Senhor desterrara das suas possessões e por isso Deus usou o prumo da casa de Acabe (2 Rs 21.2,13; 1 Rs 16.30 a 33).


Acazias andou no caminho da casa de Acabe e fez o que era mau aos olhos do Senhor, pois ele era da família de Acabe (2 Rs 8.27).


Nabucodonosor foi pesado na balança de Deus pelo orgulho e presunção (Dn 4.30 – 32).


Belsazar abonou um banquete no palácio real profanando os utensílios sagrados da casa de Deus e por isso foi pesado na balança e achado em falta (Dn 5.5, 25-28).


Devemos ter cuidado para que o prumo de Deus não chegue até nós como justiça, ele não se intimida e nem é levado por idade e nem respeito humano, Abraão com noventa anos ouviu a voz de Deus dizendo: Anda na minha presença e ser perfeito (Gn 17.1), não importa quem você seja, ande na presença de Deus, que possamos dizer como disse Jó pesa-me em balança fiel e saberá a minha integridade, isso significa vida e consciência limpa diante do Senhor e dos homens.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE