quarta-feira, 9 de março de 2011

DISSENSÕES NA IGREJA

ESBOÇO 376
TEMA: Dissensões na Igreja
“Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós” I Co 1.11.

Introdução

Dissensões, discórdias e divergências se encontram em todos os seguimentos da sociedade, elas acontecem pelas diferenças existentes nos indivíduos, eles são diferentes em número, gênero e grau, mesmo assim temos a possibilidade de nos relacionar bem uns com os outros, embora isso dependa de outros fatores, bem como o reconhecimento dos valores sociais. O ser humano é o único que não consegue viver em sociedade sem conflitos, pois os problemas estão presentes em lugares que jamais pensaríamos que houvesse “na igreja”. Paulo recebeu informações que na igreja de Corinto havia algumas questões a serem resolvidas, inclusive grupos de cristãos disputando liderança (I Co 1.12).

Gravidade das contendas

Na igreja de coríntios havia dissensões, mas para alguns cristãos era apenas uma liberdade de escolha, porém Paulo observara isso com bastante gravidade, por isso escreve uma carta, expressando com firmeza assuntos doutrinários referentes à conduta e pureza, extensivo a toda congregação. - “Quero dizer; com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas. E eu, de Cristo” (I Co 1.12).

Esses problemas nunca deixaram de existir, mas ultimamente a situação tem se agravado, as disputas por: títulos, rebanhos, poderes, domínio por território e notoriedade, vem gerando preconceito, discriminação e exclusivismo, como que Cristo fosse apenas de um grupo religioso “Está Cristo dividido?” (I Co 1.13). Amados, deixemos de lado toda hipocrisia, prepotência e falta de humildade, não devemos liderar a igreja de Cristo como se fosse propriedade nossa, muito menos excluir crentes por serem de outra designação cristã, não foi isso que o apóstolo Pedro nos recomendou- “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5.2,3).

Exclusivismo
Os discípulos evitavam que as pessoas se aproximassem de Jesus, excluíam até as crianças, como se Jesus fosse exclusivamente deles (Mt 19.13,14) além de não admitirem que Jesus falasse ou entrasse em casa de pessoas que não o seguiam (Lc 19.7). Hoje é assim você não pode entrar na igreja de fulano e nem de sicrano, você não canta aqui e nem prega ali! Eu tenho poder sobre você, ou você faz o que eu quero ou excluo do rol de membro, e o pior que muitas vezes são igrejas com a mesma sigla, que tipo de obreiro está à frente do rebanho? (I Pe 5.3). A essa altura as ovelhas, vivem oprimidas com medo de tudo e de todos. Deus não está se agradando de tais atitudes. O relacionamento cordial é imprescindível entre irmãos, não importa qual a denominação, isso faz parte da educação cristã (Sl 133.1). Jesus está ao alcance de todos, não podemos determinar quem o merece ou não (Lc 19.7).

Considerações finais

Não devemos ter comunhão com os crentes devassos, desobedientes que não vivam a luz do evangelho, destes, Paulo recomenda se afastar (Rm 16.17; I Co 5.11), mas essa é uma situação bem diferente, em relação aos crentes que muitas vezes são ignorados no momento de uma apresentação por serem de outras denominações cristãs, ou segmentos religiosos, principalmente por obreiros despreparados, esses são os piores exemplos para igreja e sociedade a qual devemos dar todo exemplo deixando de lado as diferenças e apresentá-los com dignidade. Qualquer pessoa que adentrem no templo lugar de cultos, ou qualquer lugar deve ser considerado, entretanto quero vos dizer que isso é questão de educação e não de santidade. Devemos deixar toda impostura e ser exemplo para os fieis, como Paulo ensinou a Timóteo (I Tm 4.12), considerar as pessoas não significa compartilhar com seus pecados, mas ser educado é um dos princípios fundamentais, usarem de hospitalidade é considerar os exemplos deixados pelo nosso grande Mestre Jesus Cristo (Mt 5.44-48). As pessoas independentemente de classe social, religião, são tão importantes quanto nós, “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Fp 2.3). Dissensões; falta de consideração, discriminação e preconceito, não combinam com a fé que confessamos.

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quinta-feira, 3 de março de 2011

A ARMADURA DE DEUS

ESBOÇO 375
TEMA: A ARMADURA DE DEUS
“Revesti-vos de toda armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” Efésios 6.11.

Introdução
Para todas as finalidades da vida devemos estar preparados, sobretudo espiritualmente, pois estamos engajados numa grande batalha espiritual. A nossa luta não é contra a carne nem o sangue, mas contra as potestades do mal que opera no mundo (Ef 6.12). Deus quer que seus filhos estejam aptos para vencer os mais duros combates imateriais. Faremos um lacônico comentário sobre a armadura para esse combate e quais os resultados.


A armadura de Deus

Nos combates ou batalhas, literalmente todos devem estar preparados para a luta com armamentos necessários para se defender dos ataques espirituais, porquanto o cristão deve está engajado numa grande batalha contra as forças do mal (Gl 5.17), esse é conhecido como o combate da fé, (2 Co 10.4; 1 Tm 1.18,19; 6.12), é um conflito que jamais terminará aqui, somente quando crente adentrar ao descanso eterno (2 Tm 4.7,8), mas para isso é cogente usar a armadura de Deus.

Componentes essenciais descritos por Paulo
1. Cingir os lombos com a verdade V.14;
2. Vestir a couraça da justiça V.14;
3. Calçar os pés na preparação do evangelho da paz V.15;
4. O escudo da fé (V.16);
5. Capacete da salvação V.17;
6. A espada do Espírito V.17;
7. Orar em todo tempo com toda oração e súplica (V.18);
8. Vigiar com toda perseverança e súplica por todos os santos (V.18).

Considerações finais
De posse dessas armas conseguiremos vencer o combate que há dentro de nós, ficando mais fácil subjugarmos as potestades das trevas. Deus quer que seus filhos estejam preparados para derrotar as forças do mal, seja jovens, adultos e anciãos, a nossa fé é provada nesse combate como ourives prova o ouro (Pv 17.10), Contudo sejamos fortes o suficiente para chegarmos ao final da batalha, só não será vitorioso aquele que não lutar legitimamente (2 Tm 2.5).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TEMA: Superando crises no relacionamento conjugal e familiar.

ESTUDO
TEMA: Superando crises no relacionamento conjugal e familiar.
“As muitas águas não poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Ainda que alguém desse todos os bens da sua casa por este amor será todo desprezado” (Ct 8.7; Pv 6.35; Ef 5.28)

Introdução
No mundo vivemos diante de tantas diferenças, mas temos que aprender a conviver com elas em todos os aspectos, seja na vida profissional, amizades, na vida amorosa, entre outros. As lições que vivenciamos no cotidiano servem de aperfeiçoamento a fim de fazermos melhor. Os conflitos são os maiores aliados da separação entre amigos e relacionamentos amorosos, essas tensões apesar de deixar seqüelas elas também nos impelem para o prélio, para isso é necessário atenção nos momentos de antagonismo, explanarei com singeleza sobre alguns relacionamentos e crises conjugal.

I. Quatro pilares de sustentação do relacionamento
1.Amor é à base de todo bom relacionamento humano, “amor ao próximo”;
2.Humildade, sem ela é impossível você se relacionar bem;
3.Compreensão, se não soubermos lidar com as diferenças, jamais nos relacionaremos satisfatoriamente;
4.Valorização; devemos estimar as pessoas e considerá-las tão importantes quanto a nós mesmo.

II. Três tipos de relacionamentos
Poderia comentar outros tipos de relacionamentos, até mais significantes, entretanto me aproprio desses três, enfatizando a família.

1. Interpessoais
Devemos ter em comum o relacionamento entre pessoas, sem distinção de cor, raça, classe social, religiosa etc. Esse tipo de relacionamento é o mais natural e fácil de fazer, entretanto há outros mais próximos e afetivos.


2. Intrapessoal
Esse tipo de relacionamento se desenvolve dentro da própria pessoa, se questiona, responde, decide, entre outros. Quando o individuo não interage bem consigo mesmo, muito menos com os outros, a dificuldade já começa dentro dele (a) mesmo “vai bem contigo?” (2 Rs 4.26). Entretanto podemos também interrogar e responder a nós mesmos como fez o salmista (Sl 116.12,13).

3. Conjugal e familiar
Esse é um relacionamento importante, com ele o casal deve conviver afetuosamente todo tempo. O AMOR é causa principal da subsistência amorosa entre marido e mulher, ambos têm compromissos e deveres um para com o outro, a mulher é uma auxiliadora tirada do próprio homem (Gn 3.18), ela deve ser tratada com dignidade, reconhecendo-se o seu valor (I Pe 3.7), uma mulher amada é tida por mulher virtuosa, cujo valor excede o dos rubins e o coração do seu marido está nela confiado (Pv 31.10.11; Pv 12.4), uma esposa fiel, cuidadosa e amorosa, é presente de Deus (Pv 18.22), ela é como a videira frutífera aos lados da tua casa (Sl 128.3), é como um manancial e a gazela graciosa (Pv 5.18,19), ler ainda (Pv 31.10-31). O marido deve amar a esposa como o seu próprio corpo, Paulo compara o amor dos cônjuges como o de Cristo e a igreja (Ef 5.25-28). A submissão da mulher ao marido não deve ser entendido pelo lado pejorativo, essa é uma posição sob missão (Ef 5.22,24; I Pe 3.5,6), sem dúvidas envolve o amor; a submissão deve ser com amor, o mais é constrangimento. No relacionamento conjugal ninguém deve interferir entre os cônjuges, outras pessoas quando se envolvem pai, mãe, sogros ou outros de grau parentesco próximos, geram problemas e crises, diz às escrituras que o homem deixará pai e mãe e apegar-se-á a sua mulher (Gn 2.24; Mc 10.7). A palavra de Deus nos ensina que devemos coabitar com as nossas esposas com entendimento (I Pe 3:7). Elas não devem ser tratadas como nossas: Lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, objeto de prazer sexual ou mesmo como simplesmente mãe dos nossos filhos, ela merece toda a nossa atenção.

“Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos” (Pv 14.1)

Relacionamento entre pais e filhos deve ser dentro de um clima de consenso, há uma recomendação paulina que não devemos provocar ira dos nossos filhos (Ef 6.2; Cl 3.21; Gn 18.19; Pv 19.18). Cabe aos pais ensinarem aos seus filhos se relacionarem bem com os seus semelhantes, isso deve ser feito desde cedo no lar, ensinando-lhes o caminho que devem andar (Pv 22.6). Os filhos devem obedecer aos pais e tê-los em honra, pois esse é o primeiro mandamento com promessa (Ef 6.1-3; Ex 20.12; Dt 5.16).

III. Crises
Quando falamos em conflitos no casamento, sabemo-los que eles surgem na vida de muitos casais, portanto eles devem ser superados com bastantes diálogos, essa é a melhor maneira de conviver com a situação, marido e mulher devem evitar qualquer tipo de atitudes inconvenientes, e para termos vitória é necessário abrir mão de alguns privilégios inclusive reconhecer as faltas entre ambos, se perdoarem, essa é a melhor maneira de superar crises no casamento, as diferenças sempre irão existir, jamais os cônjuges devem medir forças, pois é importante salientar que nenhum conflito será resolvido dessa forma, mas com muita ponderação administrando as diferenças.

Considerações finais
Jamais devemos deixar de valorizar a nossa família, Satanás é o causador de destruição dos lares, ele sabe muito bem que a família é à base da sociedade; se ela for destruída toda sociedade mergulhará num caos, devemos pedir a Deus graça e paciência para não jogar fora tudo aquilo que você conseguiu durante a sua vida conjugal, orar, vigiar e ler a palavra de Deus é imprescindível para manter a unidade familiar. Antes de você tomar qualquer atitude sobre a sua vida conjugal, PENSE!

Se você é feliz no seu casamento, continue cultivando com adubo do amor, pois muitos gostariam de ser feliz como você, e não são. CLEMENTINO,Elis

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugas, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida”. (Ec 9.9)

Pr. Elis Clementino da Silva – Itapissuma – PE/Brasil