quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FAZENDO O MELHOR PARA CRESCER COM EXCELÊNCIA

ESBOÇO 412
TEMA: FAZENDO O MELHOR PARA CRESCER COM EXCELÊNCIA
“E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Ne 6.3).

Introdução
Existem pessoas com vontades e estilos diferentes. Algumas não sabem aproveitar as belas oportunidades que recebem, algumas fazem ou crescem de maneira desordenada; outras, porém, fazem e desenvolvem com qualidade. Produzir e crescer com excelência é uma necessidade de todo indivíduo em qualquer empreendimento da vida, principalmente na espiritual. Discorreremos nesse mote como procedem algumas pessoas em relação ao desenvolvimento da vida.

I. Tipos de pessoas
1. As que nada fazem. Essas pessoas cruzam os braços, nada produzem e levam à vida inteira na ociosidade, têm talento, mas não usam (Mt 25.14-30), são verdadeiras árvores sem frutos (Hb 6.8). Esses indivíduos desejam que as coisas boas venham parar em suas mãos sem nenhum empenho. O preguiçoso nada tem (Pv 6.8; 12.27); quem não quiser trabalhar, não coma (2 Ts 3.10-12); Não devemos viver às custas dos nossos irmãos (Gn 3.19; I Ts 2.9). Sempre houve pessoas assim, nada fazem por si e nem pelos outros (Pv 24.30,31). Paulo exorta os cristãos a trabalharem, haja vista que naquela época havia pessoas na igreja que não queriam trabalhar. No entanto todos necessitam, tanto no âmbito secular quanto no espiritual; e os que trabalham devem gozar dos seus frutos (2 Tm 2.6).

Temos um exemplo considerável nas escrituras. Os companheiros de Neemias não se importaram com o que havia acontecido na sua terra: muros derrubados e portas queimadas; parece assistirem a tudo o que ocorrera sem tomar nenhuma posição para reconstruir o que fora destruído. Não espere que outros façam, faça você!

2. Aqueles que atrapalham os que fazem. Os espias enviados por Moisés, que infamaram a terra (Nr 13.27-32; 14.1-8); Os soldados, que foram afastados da tropa de Gideão; os antagonistas de Neemias que queriam fazê-lo parar a obra da reconstrução dos muros de Jerusalém que foram derrubados, e as portas que foram queimadas pelos inimigos (Ne 6.2,3). Outras pessoas nas escrituras também enfrentaram oposições quando realizavam obras importantes, algumas delas citaremos em outra ocasião.

3. Os que fazem
Assim como os que nada fazem estão em todo lugar, os que fazem também estão e superam qualquer desafio para realizar algo que desejam. “Os otimistas fazem, os pessimistas apenas param”. Neemias fez uma grande obra, pois não pense você que ao realizar algo importante na vida, fará sem oposições. Os antagonistas não cruzaram os braços para se oporem ao que ele fazia (Ne 2.10). Entretanto o coração dele estava firme e forte, ele respondia aos seus opositores dizendo: - “O Deus do céu é quem nos fará prosperar. Nós os seus servos, nos levantaremos e reedificaremos” (Ne 2.20). Os que se levantam contra os que fazem, não terão nenhuma recompensa (Ne 2.20b). Não vale a pena se levantar contra algo de bom que alguém faz.

II. Crescimento
1. Os que não crescem: essas pessoas nada fazem para crescer na vida, apenas ficam paradas no tempo esperando que as outras façam por ele (a).

2. Aqueles que atrapalham os que crescem. Os tais quando percebem que você tem capacidade para crescer, logo procuram pôr obstáculos para que a sua estrela não brilhe. José e Daniel foram vítimas.

3. As que crescem desordenadas. Existem os que não ordenam o seu crescimento, quem cresce desordenadamente está fadada ao fracasso. Você conhece a parábola da casa construída sobre a areia? (Mt 7.26,27).

4. Os que crescem com excelência. Estes desenvolvem as suas habilidades com excelência, isso é exigido em todos os aspectos da vida. Vejamos o exemplo de José no Egito, ele foi próspero em todas as etapas da vida, na família, escravo no Egito, na prisão e no palácio. E na vida cristã devemos também crescer em tudo (Pe 3.18).

Considerações finais
Reflita um pouco sobre esse assunto e faça uma análise. Em que grupo você se enquadra bem? Nos grupos: a) Entre os que nada fazem e não crescem; b) Entre os que atrapalham; c) Os que crescem desordenados; d) ou os que fazem e crescem com excelência? A cada um foi-nos dado talentos para serem investidos em coisas boas, tanto para si quanto para os outros. Aproveitem e faça tudo com EXCELÊNCIA, dessa forma segue uma reflexão para você!

“O Pedreiro”
Um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar. A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto, como um favor.

O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia. Assim ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados

Quando o pedreiro acabou, o chefe veio fazer a inspeção da casa construída. Depois de inspecioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

"Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".
O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente...O mesmo acontece conosco...Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção.

Depois, com surpresa, nos descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas não podemos voltar atrás.

Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tabuas e constróis paredes. Alguém já disse que: "A vida e um projeto que você mesmo constrói".

Tuas atitudes e escolhas de hoje estão construindo a "casa" em que vai morar amanhã. Portanto construa com sabedoria!

Fonte: www.rivalcir.com.br.”

“E, tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens” (Cl 3.23,24).

“Em 2012 faça o melhor que puder”

FELIZ NATAL

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O SEGREDO DA VITÓRIA

ESBOÇO 411
TEMA: O SEGREDO DA VITÓRIA
“Então, Jeosafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR; e apregoou jejum em todo o Judá.” (2 Cr 20.3)

Introdução
Nenhum indivíduo está isento de contrair inimizades, principalmente quando há conflitos envolvendo lideranças. Jeosafá foi surpreendido no momento inesperado, e pelo que nos mostra o texto ele estava despreparado para o confronto militar, pois o seu contingente era muito menor do que o dos inimigos (2 Cr 20.1,2), foi isso que levou Jeosafá a temer (2 Cr 20.3). Comentaremos sobre a reação de Jeosafá, a atitude, oração e vitória.

Reação
A reação de Jeosafá foi de grande medo, isso é muito natural acontecer quando o sujeito encontra-se ameaçado, ora os seus inimigos eram em grande número e mais forte do que ele, mas em toda ação uma reação, seja ela de covardia ou de coragem (2 Cr 20.3).

Atitude
A atitude de Jeosafá foi a mais correta, buscar o SENHOR, ele enfrentou de maneira exemplar conduzindo o povo a ter a melhor saída para a situação. (1) Reuniu o povo; (2) Buscou o Senhor com jejum; (3) Reuniu outras pessoas para orar; (4) Confessou ser incapaz para vencer aquela batalha; (5) obedeceu a voz do Espírito Santo; (6) Creu e confiou inteiramente na sua palavra (2 Cr 20.3-12).

Oração
No texto encontramos cinco verdades principais nas quais Jeosafá expressa a sua confiança no SENHOR; (1) Ele sabia que Deus tem poder sobre as pessoas em qualquer situação; (2) Para ele o Senhor tinha sido fiel no passado, presente e seria no futuro; (3) Ele sabia que sem o Senhor jamais alcançaria vitória; (4) Sabia que as promessas de Deus jamais falhariam, e que era um fundamento para a sua fé; (5) Sabia que a presença do Senhor resultaria numa grande vitória (2 Cr 20. 6,7,14-17,20).

Considerações finais

Quando a nossa confiança é depositada em Deus, ela nos leva ao caminho da vitória, essa confiança deve ser permanente e em todas as circunstâncias. Deus sempre quer nos ajudar nas batalhas, mas devemos nos organizar espiritualmente como fez Jeosafá naqueles dias. Não devemos nos curvar e nem entristecer diante das situações, por mais danosa que ela seja, devemos crer que superaremos, essa é a garantia da nossa vitória. A vitória de Jeosafá aconteceu de forma milagrosa, porque a peleja não era dele, mas do Senhor (2 Cr 20.17), foi cantando e adorando que eles alcançaram a vitória. Ele ainda é o mesmo, acreditemos sempre, porque nEle não há sombra, nem variação “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros” (2 Cr 20.20b).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil





terça-feira, 1 de novembro de 2011

ORDENANÇAS EXTRAORDINÁRIAS

ESBOÇO 410
TEMA: Ordenanças Extraordinárias
“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade” (I Co 16.13,14).

Introdução

Há algumas ordenanças bíblicas importantes para todos que desejam servir a Deus, entre elas destacamos a vigilância, firmeza na fé, virilidade, fortalecimento no Senhor e caridade no que faz.

I. Vigilância
A vigilância espiritual é enfatizada nas escrituras, inclusive foram umas das últimas palavras de Paulo á igreja de Corinto, ele na sua missiva incentiva os crentes permanecerem alertas contra as investidas dos inimigos espirituais e não permitindo que use meios pelos quais venha trazer prejuízo a estabilidade espiritual deles. A divisão (I Co 1.10-17; 11.18); orgulho (I co 3.18-21); pecado (I Co 5.1-8); desordem (I Co 14.40) e ensinamentos falsos (I Co 15.12). Essas preliminares contribuem para a instabilidade espiritual do cristão, por isso “já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração” (I Pe 4.7).

II. Firmeza na fé
Paulo ensinava que os crentes deveriam estar firmes naquilo em que criam, isto é, no evangelho no qual haviam crido para salvação (I Co 15.1,2). Nenhum cristão deve ser inconstante ou duvidoso quanto a sua fé.

III. Virilidade
Eles deveriam conduzir consigo o heroísmo, sendo forte o suficiente para combater contra o pecado e os falsos ensinamentos (I Co 16.13,14). Portar-se varonilmente, e como bom soldado de Cristo, é uma necessidade (I Tm 2.3).

IV. Fortalecer-se

Devemos ser forte espiritualmente para vencermos as batalhas, caso contrário iremos chorar a derrota como Davi “Ao chegarem a Ziclague, Davi e seus soldados encontraram a cidade destruída pelo fogo e viram que suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados como prisioneiros. Então Davi e seus soldados choraram em alta voz até não terem mais forças” (I Sm 30.3,4). Mediante essa situação Davi buscou a Deus (I Sm 30.8), reuniu forças e alcançou a vitória. Necessitamos está preparado em todos os aspectos, sobretudo, espiritualmente (Ef 6.10).

VI. Fazendo com amor

Em vários textos bíblicos somos recomendados a realizar qualquer tarefa para o Senhor, devemos fazer com amor, Paulo nos fez conhecer a necessidade de amar (I Co 13.1-13). O amor é à base de tudo, e qualquer obra que realizarmos tanto para o próximo quanto para Deus deve ser com amor (I Co 16.14).

Considerações finais

A vigilância é necessária à vida cristã, estamos diante de um inimigo que busca ocasião para nos destruir (I Pe 5.8), por isso devemos estar preparados, pois estamos engajados numa grande batalha espiritual (Ef 6.11-18). Precisamos resistir os ataques do inimigo, estando firmes na fé (I Pe 5.9), portar-se com heroísmo e nada temer, porque maior é o que está conosco (I Jo 4.4); fortalecer-se no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10). Realizar a obra de Deus com amor é fundamental, a caridade também é indispensável em todas as finalidades da vida, (Cl 3.14). “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade.” (I Co 13.13).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ESBOÇO 409
TEMA: NÃO HÁ RAZÃO PARA ABANDONAR A DEUS
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimentos, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação” (Hc 3.17,18).

Há momentos de desesperança na vida, que muitas vezes desejamos largar tudo e usar a expressão do profeta Elias “Já basta oh! Senhor!” (I Rs 19.4), e finalmente atribuir a culpa a tudo e a todos (Gn 3.12), no entanto essas imputações tem razões especificas mediante os sofrimentos enfrentados, por isso devemos considerar o que disse Jesus; - “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo” (Jo 16.33), e os que choram serão consolados (Mt 5.4). É interessante ressaltar que as situações de extrema fraqueza humana, se convertem em oportunidades para Deus operar (Mc 4.38), portanto é indispensável não perder as esperanças e não arrazoar possibilidades para abandonar a Deus. Neste bucólico comentário apresento conjunturas em que não devemos abandonar a Deus.

Circunstâncias
Em alguns casos as consternações que sofremos, são motivos para tomarmos decisões às vezes comprometedoras; abandonar família, emprego, amigos e a Deus, no entanto devemos ponderar quando estivermos passando por situações idênticas. Paulo apresenta na sua carta aos Romanos, experiências que ele próprio havia conhecido, as quais não seriam motivos para abandonarmos a Cristo, como: A tribulação, a angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada (Rm 8.35), ele também aprendeu a conviver com diversas situações (Fp 4.11,13). Há momentos que temos necessidade de nos adequar a algumas dificuldades. Existe um tipo de víbora que diante da luz ela muda de cor, ou seja, ela se adapta a luz do ambiente, da mesma forma, devemos pedir sabedoria a Deus para conviver com as adversidades até superá-los. Consideremos o que Paulo escreveu na segunda carta a igreja de corintos “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Co 4.8,9). Mediante esse contexto, não basta apenas equilíbrio emocional, mas confiar em Deus.

O profeta Habacuque inicialmente não compreendia, mas os seus olhos foram abertos através da oração e passou a entender que mesmo faltando tudo seria importante permanecer confiando em Deus (Hc 3.17,18); Asafe também não entendia porque os justos sofriam e os ímpios triunfavam, mas após chegar-se a Deus em oração ele entendeu (Sl 73.3,16,17,26). Quando acreditamos em Deus encontramos força e superação para cada dificuldade (Fp 4.13), elas podem até abalar a nossa estrutura, emocional, física e financeira, mas, não a fé, “ela é a ancora da alma do cristão” e está bem firmada. É através da fé que as montanhas e muralhas são removidas (Mc 11.23; Hb 11.30) e cada obstáculo que você vence é mais uma vitória.

Considerações finais
Estejamos firmes na fé, o suficiente para resistir os dias maus, não sabemos o que nos espera lá na frente, porque cada dia traz o seu próprio mal (Mt 6.34), mas em quaisquer que sejam as circunstâncias, não desista de Deus. Muitas vezes ele permite que sejamos provados para que os objetivos dele sejam alcançados em nós (Fp 2.13; Hb 13.21). Se você não entendeu ainda as formas de Deus operar na sua vida, fica tranquilo que Ele vai executar a sua vontade em você, pois assim Jesus lhes responderá “O que eu faço, não sabes tu, agora, mas tu saberás depois” (Jo 13.7).

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”. (Ef.3.20)

Pr. Elis Clementino, Itapissuma - PE/Brasil


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ATLETA CRISTÃO

ESBOÇO 408
TEMA: O ATLETA CRISTÃO
“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o premio? Correi de tal maneira que o alcanceis...” (I Co 9.24-26).

Introdução
Não pode haver liberdade sem o autocontrole, porque a carne resiste aos limites da liberdade. No texto em foco, Paulo refere-se ao seu próprio autocontrole (I Co 9. 24-27), ele faz uma analogia da carreira cristã na propagação do evangelho com a de um atleta nos jogos olímpicos, enfatizando a importância de lutar com propósito.

I. Conduta nas olimpíadas
Os gregos naquela época davam muito valor aos jogos olímpicos, Paulo escreve a respeito por entender que os cristãos sabiam das olimpíadas do mundo grego, nelas os atletas podiam perder ou ganhar, mas para terem vitória eram necessários:
a. Correr para ganhar o prêmio “propósito” (I Co 9.24);
b. Domínio próprio; antes e durante as partidas o atleta se abstém de qualquer coisa que venha comprometer a sua vitória (I Co 9.25);
c. Subjugar o seu próprio corpo (I Co 9.27);
d. Correr com meta e sem perder o foco (I Co 9.26; 2 Tm 2.4);
e. Qualificando-se para luta “com legitimamente” (2 Tm 2.5).

II. Em relação ao evangelho
1. Paulo apresenta qual deve ser o propósito daqueles crentes pensarem em levar o evangelho às outras pessoas com obstinação, fazendo como aqueles atletas, que se esforçavam para conquistar o prêmio corruptível. Cada cristão deve realizar maiores esforços para conquistar uma coroa muito mais valiosa, à incorruptível (I Co 9.25). Esse deve ser o nosso propósito, dominar a si mesmo deixando as coisas que para trás ficam e prosseguir em busca do prêmio (Fp 3.13,14), subjugando seu próprio corpo para alcançá-la (I Co 9.27).

2. Paulo não se refere aqui a busca pelas coisas desta vida, como alguns aplicam; o propósito, as metas para alcançar status na sociedade, enriquecimentos materiais, mas sim, a pregação do evangelho, pois, é por ele que devemos lutar até o fim, porque somente o evangelho conduz o homem a alcançar o prêmio maior “A coroa da justiça” no final da sua carreira (II Tm 4.7,8).

3. Só serão recompensados aqueles que lutarem legitimamente (2 Tm 2.5), devemos correr não como a coisa incerta, como trabalhando em vão ou sem nenhum sentido (I Co 9.26), mas, subjugar o seu próprio corpo para conquistar as almas pela pregação do evangelho (I Co 9.27). Isso significa intensos sofrimentos até que se cumpra a carreira que estar proposta.

Considerações finais
Cada cristão deve lutar pelo engrandecimento do reino de Deus, deixar as coisas que para trás ficam e prosseguir para as que estão adiante. Quanto a esse nosso propósito de pregar o evangelho levemos em consideração que estamos engajados numa grande batalha espiritual (Ef 6.12) e não podemos recuar, mesmo que tenhamos que enfrentar intensos sofrimentos, entretanto o soldado que milita não deve se embaraçar com as coisas desta vida, a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra (II Tm 2.4).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil