quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

RITUAL OU OBEDIÊNCIA

ESBOÇO 426
TEMA: RITUAL OU OBEDIÊNCIA

“...perguntaram aos sacerdotes, que estavam na casa do SENHOR dos Exércitos, e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no quinto mês , como temos feito por tanto anos? Então, a palavra do SENHOR dos Exércitos me veio a mim, dizendo: Fala a todo o povo desta terra e aos sacerdotes: Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito, foi para mim? Quando comeis e bebeis, não é para vós mesmos que comeis e bebeis? Não ouvistes vós as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos profetas que nos precederam, quando Jerusalém estava habitada em paz com as suas cidades ao redor dela, e o sul e a campina eram habitados?" Zc 7.1-7.

        O ser humano na prática da religião prioriza mais o ritual, deixando de lado outras coisas mais expressivas; isso acontece por falta de conhecimento do criador, diz as escrituras: O povo erra por falta de conhecimento de Deus (Os 4.6; 6.6b; Mt 22.29). O que mais importa não é o ritual, mas a obediência. O profeta na autoridade divina mostra que a obediência à palavra de Deus trouxe muitos livramentos, paz, alegria e prosperidade, de maneira que a sua bênção cobriu toda terra prometida no tempo de Davi e Salomão (Zc 7.7). O mais importante para Deus ainda é a obediência e não os sacrifícios (I Sm 15.22; Sl 51.16,17; Is 1.10-17). Os sacrifícios não foram estabelecidos com a finalidade de substituir uma vida de obediência. Quando Jesus falava sobre o grande mandamento, o escriba compreendeu que este seria maior que sacrifícios (Mc 12.33). Para eles o sacrifício, até aquele momento, era mais importante do que o amor e a obediência a Deus.

            O povo ainda estava pensando que muito choro e jejum resolveriam os problemas deles. O Senhor foi enfático em dizer: o choro e jejuns de vocês foram para mim? Muitos cristãos hoje têm as mesmas atitudes, oram, consagram, jejuam, mas são irreverentes. Precisamos entender que o nosso verdadeiro culto ao Senhor é indicado pelo comportamento e não pelos seus sacrifícios (Rm 12.1). No AT eram necessários sacrifícios de animais mortos, mesmo assim exigia-se obediência por parte dos ofertantes. Mas com o sacrifício de Jesus Cristo, aqueles não produzem mais efeitos (Hb 9.11-12). Os religiosos e guardadores da lei de Moisés também entendiam que os sacrifícios eram mais eficazes do que a misericórdia, no entanto, Jesus ressaltou que a misericórdia era maior (Mt 9.13; Os 6.6).

Muitas vezes não percebemos que a causa de muitos males sobre o povo é a desobediência, os sacrifícios de tolos, profanação do sagrado; e, muitas vezes pessoas que não conhecem as escrituras são mais reverentes. Temos uma lição importante nas escrituras: “os recabitas”. Eles eram mais tementes aos seus princípios do que muitos cristãos hoje (Jr 35.5-11), Deus mostrou a fidelidade deles para dar lições ao seu povo.

Muitos cristãos atualmente têm oferecido a Deus o culto da irreverência, andam, conversam e fazem votos e não pagam, muitos dos púlpitos tornaram-se palcos, e crentes são meros expectadores, às vezes chamados de galera, o pior é que o ritual da oferta prevalece acima da obediência, e a essência da verdadeira oferta é deixada de lado (Mt 18.9-14). Esses, em algumas igrejas, jamais poderão sequer ser corrigidos quando cometem um delito. Será que alguns estão copiando a prática das indulgências de modo indiscreto? Onde o dinheiro valia mais que a obediência. Deus nos guarde de ingressarmos por esse caminho.

A irreverência na casa de Deus foi abolida do templo e só assim os milagres aconteceram (Mt 21.12-14). Os milagres acontecem não pelo ritual, mas pela obediência.

             Levemos em consideração o que disse Salomão a respeito da reverência no culto: (Ec 5.1-5; Ex 3.5; Sl 50.14; 51.17). A obediência ao Senhor é o principio de todo sucesso espiritual. Deus quer receber de nós aquilo que lhe é devido, e através dessa atitude certamente ele realizará obras excelentes em nosso meio. “Obedecer é melhor que sacrificar”

Pr. Elis Clementino/Itapissuma –PE/Brasil

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A VIDA E AS SUAS OPORTUNIDADES

ESBOÇO 425
TEMA: A VIDA E AS  SUAS OPORTUNIDADES

“E vós não sabeis o que sucederá manhã. O que é a vossa vida? Apenas, como uma neblina e aparece por um instante e logo se dissipa” Tg 4.14

Os indivíduos geralmente têm oportunidades para realizar seus projetos, mas nem sempre aproveitam, temos nas escrituras um exemplo e ao mesmo tempo uma advertência a todos “a parábola dos talentos”. Esta enfatiza que as boas oportunidades jamais devam ser dissipadas. Discorreremos nesse esboço sobre pessoas que quase perdiam oportunidades, as que desperdiçaram, fatores que podem levar uma pessoa a não aproveitar as boas oportunidades e as pessoas que aproveitam todas as oportunidades facultadas.

Desperdícios de boas oportunidades
a) Pessoas que quase desperdiçaram
A incredulidade leva o indivíduo a desperdiçar grandes oportunidades;
Naamã o General do Exército da Síria quase perde a oportunidade de ser curado da lepra (2 Rs 5.10-12)

b) Pessoas que desperdiçaram oportunidades
Saul perdeu a oportunidades de ter o seu reinado aprovado pelo Senhor (I Sm 13.13);
O homem de Samaria que duvidou da providencia divina (2 Rs 7.2);
Marta a irmã de Lázaro perdeu a oportunidade de aprender do Mestre (Lc 10.39,40);
As cinco virgens perderam a oportunidade de entrar na festa de casamento (Mt 25.11,12);
O que ganhou um talento para investir (Mt 25.26,27)

Alguns fatores podem levar uma pessoa a não aproveitar as boas oportunidades:
a) Falta de atitude (Jz 4.6-8);
b) Acomodação (Mt 25.24-25);
c) Falta de autoconfiança (I Rs 19.4-14);
d) Autoestima em baixa (I Rs 19.4-14);
d) Frustração (Mt 25.24);
e) Falta de perspectiva de dias melhores (2 Sm 9.8);
f) Não valorizar as oportunidades oferecidas (Jo 9.4; Mt 25.10)

Pessoas que aproveitaram oportunidades
Jacó a bênção do anjo (Gn 32.24-26);
Elizeu a espera da virtude de Elias (2 Rs 2.13);
Os dez leprosos (Lc 17.12-13);
A mulher do fluxo de sangue (Mc 5. 27,28);
A mulher Cananéia (Mt 15.22);
O cego de Jericó (Lc 18.35-38);
Zaqueu na árvore a espera de Jesus (Lc 19.2,3);
Mulher ungiu Jesus antes da sua morte (Mc 14.8);
Maria que ungiu os pés de Jesus (Jo 12.2,3);

Existe oportunidade ímpar na vida, essa não pode ser desperdiçada, pois outra poderá não surgir na mesma proporção, e quando isso acontece a frustração será muito maior. Devemos aproveitar as oportunidades, mostrando que elas são facultadas por Deus para o nosso bem. Na vida secular aproveite todas as boas oportunidades e tenha sucesso.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A INTOLERÂNCIA

ESBOÇO 424
TEMA: A INTOLERÂNCIA

“Senhor meu, proíbe-lo” Nr 11:28b; Mt 21:15

A intransigência é um dos males que afetam muitas pessoas, ela está presente em todos os lugares. A intolerância tem gerado muitos males em todas as camadas sociais e culturais no mundo em todas as épocas. Falaremos sobre intolerância e as suas consequências.

Intolerância
Ela está relacionada ao preconceito, extremismo, fanatismo, absolutismo, inclemência e inflexibilidade. A intolerância gera exclusivismo, ciúme, discriminação, perseguição e violência. Ela está presente em todas as camadas sociais, inclusive, todos nós fomos vítimas.

Exemplos de exclusivismo
1. A intolerância exclui pessoas. Os egípcios não comiam com os hebreus, eram totalmente separados por ser isto considerado abominação ao Senhor (Gn 43:32).

2. A mulher samaritana dizia: como me pedes de beber sendo eu mulher samaritana? (Jo 4:9).

3. Em uma revelação divina a respeito de Cornélio, Pedro dizia: Mas vós bem sabeis que não é lícito a um judeu ajuntar-se, ou chegar-se a um estrangeiro (At 10:28).

4. A intolerância condenava Jesus por ser hóspede na casa de pecador ( )

Ciúmes
1. Nos dias de Moisés, Josué foi intolerante para com Eldade e Medade, só porque profetizavam fora do arraial (Nr 11.28).

2. A intolerância gera ciúmes. O discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lhe proibimos porque não nos segue. (Mc 9:38).

3. Trouxeram as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam, os intolerantes excluem pessoas para se tornarem exclusivos (Mc 10:13).
4. Os discípulos de João disseram lhe disseram: aquele homem do qual deste testemunho (dele) está batizando mais discípulos do que tu, uma multidão está lhe seguindo (Jo 3:26).

Perseguição e violência
Efraim era a tribo mais poderosa do norte do país, entretanto, ela queria comandar as outras tribos; por isso houve conflitos entre os gibianitas e efraimitas, e para não deixar os efraimitas fugirem atravessando o Jordão, ao encontrá-los os gibionitas perguntavam: vocês são efraimitas? Se eles dissessem que não, eles pediam que pronunciasse a palavra “chibolete”, porém, eles não pronunciavam bem a palavra, chamavam “sibolete” por isso foram mortos quarenta e dois mil efraimitas. (Jz 12:6).

Os intolerantes não perdoam, eles são insensíveis aos sentimentos alheios. Muitas tragédias deveriam ser evitadas se não houvesse tanta inflexibilidade, da qual Jesus também foi vítima; entretanto, cada um deve fazer a sua parte esbulhando-se de toda intolerância, desrespeito ao próximo e agressividade, para que tenhamos uma sociedade melhor.

Os intolerantes não constroem ambiente de paz, fazem guerras. “Os intolerantes acabam sozinhos”

Cuidado para esses males não nos atingirem. A intolerância, o preconceito, o ciúme, a discriminação, o exclusivismo, e a perseguição devem ser banidos dos nossos corações; principalmente quando em relação à intolerância religiosa; ela é pior do que qualquer outra. Paulo nos ensina a suportar os mais fracos, entender as diferenças, sem, contudo deixar de mostrar-lhes as verdades, sendo coerente com a palavra de Deus. “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão olhando por ti mesmo para que também não sejais tentados” (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tm 4:16).

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O QUE HÁ NO TEU CORAÇÃO?

ESBOÇO 423
TEMA: O QUE HÁ NO TEU CORAÇÃO?
“O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundancia do seu coração fala a boca” Lc 6.45.

Coração, na bíblia, quase sempre se refere à vida do ser humano. No sentido literal é indispensável, ele faz o bombeamento do sangue para todo o corpo. Existem dois órgãos vitais e importantes para a vida do corpo: o coração e os rins. Todo sangue é filtrado pelos rins. Para que toda impureza seja tirada do nosso ser; a nossa mente deve filtrar tudo o que passa por ela antes de descer ao coração, o coração não pode se contaminar espiritualmente, mas estar limpo (Mt 5.8). Discorreremos sobre: o coração fonte de vida, o que procede dele, quem o conhecerá, coração como templo de Deus, o coração engana.

I. Coração fonte de vida e morte
O coração é fonte de vida e morte, física e espiritual, nele o indivíduo processa as coisas para a morte e vida. Do coração procedem as saídas da vida (Pv 4.23). Ser ele substituído ou transplantado não altera a mente humana, você continua sendo a pessoa que é. Um coração abatido pode levar o sujeito à morte física (Pv 17.22), o coração contaminado pelo pecado leva o homem a morte espiritual.

“Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23ª); “Ora, o aguilhão da morte é o pecado”. (I Co 15.56ª); “O pecado, uma vez consumado, gera a morte”. (Tg 1.15b).

II. Quem o conhecerá?
1. Ninguém o conhece (I Sm 16.7; Jr 17.9,10);
2. Somente Deus (At 1.24; 15.8; Rm 8.27ª);
a) Ele conhece as intenções do coração (I Cr 28.9);
b) Ele julga as aspirações e pensamentos do coração (Hb 4.12).

III. O que procede dele?
1. As coisas más e boas (Lc 6.45);
Maus pensamentos (Mt 15.18,19; Mc 7.20-23); O ódio; Ira; Vaidade; Orgulho; Adultérios; Inveja; Engano, mentira (Sl 101.7); Perversidade (Sl 101.4). Amor, caridade, benevolência, mansidão, paz, humildade, fé e temperança essas coisas devem proceder do coração do homem. O apóstolo Paulo considerou essas riquezas como fruto do Espírito (Gl 5.22).

O que está dentro do coração é revelado pela boca, e isso é o que contamina o homem (Mt 12.34; Mt 15.11,18; Tt 1.15; Pv 17.20). Ele mostra o que a pessoa é (Pv 27.19b); As nossas atitudes revelam o que está dentro do coração.

IV. Não se engane o seu coração
1. O homem pode ser condenado pelo seu próprio coração (I Jo 3.20);
2. Podemos adorar a Deus de lábios e não de coração (Is 29.13; Mt 15.8,9; Mc 7.6,7);
3. O coração do homem pode estar nas riquezas (Mt 6.21);
4. A maior beleza do homem não é a exterior, mas a que está no coração (I Sm 16. 7a; I Pe 3.4);

V. Coração, templo de Deus
O nosso coração deve estar preparado, saudável e limpo, para que seja habitação do Senhor (I Co 3.16; 6.19; 2 Co 6.16; Ef 2.21,22). Somente os que têm o coração limpo verão a Deus (Mt 5.8).

Um coração santificado é uma porta aberta para as bênçãos de Deus nos alcançar, com um coração puro e contrito podemos dar a nossa contribuição para um mundo melhor. Um coração saudável é desprovido de todo ódio, rancor, inveja, arrogância, maledicência. No entanto sejamos ricos em paz, harmonia, em amor ao próximo, alegria e vida, pois estas coisas são frutos de um coração com Deus.

Não deixe a tristeza ou raiz de amargura tomar conta do seu coração, ela pode lhe matar (Pv 17.22).
Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil