terça-feira, 20 de março de 2012

A FALSA SANTIDADE

ESBOÇO 430
TEMA: A FALSA SANTIDADE
“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:” Lc 18.9-14.
           
Muitas vezes somos enganados pela aparência; nem tudo o que se vê por fora de um indivíduo corresponde com o que está dentro do seu coração. Nada há mais enganoso do que o coração (Jr 17.9), é dele que resultam os pensamentos maus (Mt 15.19; Mc 7.21), e ninguém sabe o que está dentro dele, senão o SENHOR (Jr 17.10; I Sm 16.7; 2 Cr 28.9; Rm 8.27; Ap 2.23; Jr 32.19; Rm 2.6). Jesus apresenta uma parábola envolvendo dois personagens com atitudes diferentes o FARISEU e o PUBLICANO. O texto mostra: “Dois homens subiram ao templo, a orar; um fariseu, e o outro publicano.” (Lc 18.10) É grande a diferença entre a oração do fariseu e a do publicano. Deixando-os de lado,  quero comentar sobre a postura e o conteúdo da oração de cada um.

A postura do fariseu na oração
A única coisa capaz de revelar o que está dentro do coração do indivíduo são as suas atitudes. Visualizando de forma simples, inicialmente, não daria para notar se havia diferenças entre eles, pois eram apenas duas pessoas que caminhavam para o templo. A postura e as atitudes é que fizeram toda diferença. Nenhuma atitude orgulhosa no coração de uma pessoa deixará de ser revelada, principalmente o orgulho religioso, pois aquele fariseu na sua oração declarou ser mais justo que todos os homens, e nessa altivez de espírito ele menosprezava e julgavam os outros.

A sua postura era totalmente incoerente em ralação à humildade, ele põe-se em pé e pelas suas palavras revelara tudo o que estava dentro do seu coração. As coisas ruins que o homem tem guardado no coração são reveladas pelas atitudes e palavras (Lc 6.45). A sua oração foi recheada de hipocrisia, dizendo: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como esse publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dizimo de tudo quanto ganho.” Parece que isso era o suficiente para impressionar a Deus, e certamente mais alguém que estivesse presente (Lc 18.11,12).
“A pessoa que pensa ser justa por seus próprios esforços não tem a consciência da sua própria natureza pecaminosa, da sua indignidade e da sua permanente necessidade da ajuda, misericórdia e graça de Deus.” B.E.Pentencostal.

A postura do publicano na oração
A simplicidade chama a atenção de Deus, as escrituras provam isso, a oração do publicano não impressionava ninguém, ela assoalhava que o seu coração estava totalmente desprovido de todo orgulho; ao contrário do fariseu, ele demonstrava ter a consciência da sua natureza pecaminosa e mostrara que não era digno nem de olhar para o céu, batia no peito expressando as seguintes palavras “Ó Deus, sê propício a mim pecador” (Lc 18.13).

Os merecidos lauréis
O fariseu Justificou-se a si mesmo, rejeitando toda gratuita justiça de Deus (Rm 3.20) e voltou para sua casa totalmente justificado, talvez pensando que a sua oração fosse de impressionar a Deus, e   se gloriava da exposição daquelas lindas palavras, que em nada agradaram a Deus (Lc 18.14). Deus não se impressiona com ricos vocabulários. Paulo entendia essas verdades ao pregar o evangelho, para que a fé dos crentes não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (I Co 2.4).

O publicano foi justificado por Deus através da sua humildade e fé, e não o fariseu, pois todo que se exalta será humilhado; mas o que se humilhar será exaltado (Lc 18.14).

As nossas orações e atitudes devem ser feitas conscientemente, sem exibições de santidade, porque Deus conhece os corações.   Jamais tente impressioná-lo. Aqui duas pessoas oravam com posturas diferentes, um orgulhava-se dos seus atos, o outro se humilhava considerando-se apenas um pecador.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil 

quarta-feira, 14 de março de 2012

DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO


ESBOÇO 429
TEMA: DEUS, PAI DAS MISERICÓRDIAS E DEUS DE TODA CONSOLAÇÃO
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.” (2 Co  1.3)

Introdução
Em todo tempo devemos ser agradecidos por tudo quanto o Senhor tem feito por nós, principalmente no que diz respeito às consolações que recebemos da parte dele durante a nossa peregrinação. Paulo expressa a sua gratidão pelas consolações que havia recebido em meio tantas provações, ele era extremamente consciente. Dissertaremos de modo simples sobre as consolações de Deus e a consciência das aflições na vida cristã.

Pai das misericórdias
Paulo trata Deus como o pai das misericórdias; isso significa que ninguém usou de misericórdia senão o Senhor. Paulo sabia que ele próprio era fruto das misericórdias de Deus (Tt 3.5). E as suas misericórdias sempre nos alcançam, pois elas não têm fim (Lm 3.22; Sl 100.5; 103.17; 118.1), e podem ser representadas com compaixão, sentimento, perdão entre outros. Habacuque dizia: Na tua ira lembra-te de mim nas tuas misericórdias (Hc 3,2; I Cr 21.13). Para alcançar as misericórdias de Deus é necessário reconhecer que estamos sob a sua dependência. Ele é a fonte de toda misericórdia e consolação.

Deus da consolação
Todo ser humano necessita de alguém para lhe consolar em alguns momentos da vida; o texto diz que Deus é quem nos conforta em toda nossa tribulação (2 Co 1.4a). Muitas vezes passamos por tribulações, mas, ele nos consola. Sofrimentos que passamos na vida servem de experiências, (Rm 5.3,4), e quanto às angústias, jamais gostaríamos de passar, no entanto elas contribuem para o nosso aprimoramento (Rm 8.28; Fp 1.12; Tg 1.12).

Amados, é através desse aprendizado que passamos a aplicar a outro aquilo que aprendemos, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação que nos foi dada por Deus. (2 Co 1.4b). “Mas se somos atribulados, é para a vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para a vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.” (2 Co 1.6). Se pudéssemos evitar os sofrimentos, aparentemente seria muito bom, mas por outro lado não estaríamos preparados “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71; Is 38.17). Na realidade, não entendemos os caminhos que muitas vezes o SENHOR nos leva a trilhar (Is 55.8; Ec 11.5; Jo 3.8; 13.7), mas agora você vai entender um pouco, nada mais é do que um preparo para beneficiar outros.

Os sofrimentos de Paulo foram tantos que quase não suportaria, ele declarou que foram mais do que ele podia suportar, de modo que pensava que iria morrer; mas esses acontecimentos tinham como finalidade não levá-lo a confiar nele mesmo. O auxílio divino chegou trazendo-lhe livramento de morte (2 Co 1.8,9). Paulo também tinha consciência que as orações dos santos feitas por ele contribuíram para que ele fosse vitorioso (Fp 1.19,20).

Devemos, portanto, entender que somos guiados e amparados por Deus em todas as situações, mesmo estando em angústias (2 Co 4.8,9). Saiba, porém: “Não existe sucesso sem sofrimentos”; “Não existem glórias sem perdas”; “Não existem alegrias sem tristezas”; “Não existem tronos se não existirem perseguições”; “Não existem riquezas se não houver pobreza”; “Não existe resultado positivo se não houver negativo”; “Não havia salvação se não houvesse morte”. Devemos confiar nas misericórdias de Deus e nas suas consolações.

Pr Elis Clementino – Itapissuma –PE/Brasil


sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ

ESBOÇO 428
TEMA: O OBREIRO E OS MALES DA INSENSATEZ
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1

Uma mosca, inseto que aos nossos olhos é insignificante para estragar o trabalho do perfumista; entretanto, tem a capacidade de deteriorá-lo.  A lição é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos sábios. “O sujeito é tão inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmereceu a sua inteligência”. Muitas vezes os nossos planos são magníficos, mas um pouco da nossa precipitação pode estragar todos eles. Comentaremos neste assunto sobre a insensatez, prudência e as pequenas falhas que podem estragar grandes projetos e trazer sérios transtornos.

A insensatez
1. O insensato pela sua loucura constrói a sua casa sobre a areia, e com a sua própria insanidade a derruba (Mt 7.26). A insensatez tem conduzido muitas pessoas à desgraça, “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.” (Pv 13.16; 12.23; 15.2).

2. A insensatez está cada vez mais habitual na vida de muitas pessoas, principalmente naquelas que menos esperamos. Isso é visível em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no mundo cristão. A mosca morta significa as nossas atitudes; sejam elas em palavras ou ações irrefletidas no nosso cotidiano.

Os males
1. O orgulho e a insensatez do rei Ezequias: Após a cura milagrosa Ezequias recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia (Merodaque - Baladã) com presentes para ele, mas o orgulho e a insensatez levaram -no a mostrar tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros;  isso não pareceu bem aos olhos do Senhor.  Por isso o rei foi repreendido pelo profeta Isaías, que lhe declarou as consequências (2 Rs 20.12-18; Pv 18.2).

“Basta um pouco de insensatez para desmerecer toda inteligência.” (CLEMENTINO)

2. Não valorizar as coisas importantes
O rei Uzias não soube valorizar o seu reinado e nem a riqueza do seu conhecimento. E quando isso acontece, o indivíduo termina sendo ofuscado pela insensatez. “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. ... .” (Sl 49:12). Há obreiros insensatos que não sabem valorizar a sua chamada, por mais humilde que ela seja.

3. Autoritarismo
O obreiro não se valha da sua autoridade eclesiástica para cometer abusos, ou seja, maltratar seus conservos. O autoritarismo não deve prevalecer no nosso ministério cristão, pois, vale salientar que há prestação de contas dos nossos atos (Mt 24.45-51).

4. Desobediência
A desobediência tem sido a principal causa de empecilho no desenvolvimento ministerial de muitos que aspiram ser obreiros. Devemos aprender a viver sob a autoridade espiritual. (I Sm 3.1-10); Elizeu estava sob a autoridade espiritual de Elias (II Rs 2.1-18). Na escola dos profetas os alunos estavam sob a proteção espiritual de Elizeu (II Rs 6.1-7); Na igreja os obreiros devem estar sob a proteção espiritual do seu Pastor (Hb 13.7, 17).

A insensatez tem atropelado vários obreiros no inicio da sua carreira ministerial, porque não souberam ficar debaixo da proteção espiritual do seu líder (At 15.37,38). Entretanto, quem serve bem e permanece sob essa proteção é considerado servo bom e fiel, sendo digno de confiança “Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.” (Mt 24.47)

 Prudência
A prudência é a virtude que nos faz prever os perigos, ela é o antídoto da insensatez. Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade dela (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas, sobre a rocha. Prudência, “cautela, atenção e prevenção” são resultado de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). A mente sensata e sábia deve ser constante, isso significa ponderarmos bem todas as nossas atitudes para termos uma vida saudável (Pv 4.12); “todo prudente age com conhecimento.” Pv 13.16a). As escrituras estão cheias de exemplos extraordinários: A humildade de Mardoqueu, a imprudência de Hamã e a prudência de Ester. Ora, Ester, ao tomar conhecimento da sentença real para destruir todos os judeus, interveio em oração e jejum; e de forma sábia e perspicaz, fez com que fosse vista pelo Rei que apontou o cetro para ela (Et 3. 9; 5.1-5; 8.3-11). O orgulho e a imprudência de Hamã o levaram a desgraça (Et 8.7). O insensato cai na sua própria armadilha (Sl 57.6).

“O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena.” (Pv 22.3)

Necessitamos ser cautelosos. Por falta dela muitos têm sido abarbadas nos seus projetos, e sim, pessoas consideravelmente inteligentes. Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca morta no unguento do perfumista, “Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que se tem” (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20); Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19); Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3); (Ef 5.17) Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem ao bom senso; (Tt 3.3). "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." (Carlos Bernardo González Pecotche). “Diz o insensato coração: Não há Deus.” (Sl 14.1). Isso te faz lembrar alguma coisa? Cuidado!

(Está sendo publicado novamente a pedido)

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE/Brasil


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PERDIDOS E ACHADOS

ESBOÇO 427
TEMA: PERDIDOS E ACHADOS
“Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca diligentemente até a achar?” (Lc 15.8)

O sentimento de perda pode deixar o indivíduo extremamente abalado, depressivo e sem vontade de reaver o que se lhe escapou. Porém, alguns reagem naturalmente e buscam recuperar os valores que se haviam perdido. Dessa forma, o texto sobre a parábola da dracma perdida enfatiza a busca do perdido e a alegria do achado, embora o assunto destaque o valor para Deus de um pecador que se arrepende. Ponderarei nesse argumento a importância dos valores morais e espirituais e como reavê-los ou superá-los.

Contexto histórico
As mulheres palestinas quando casavam recebiam dez dracmas como presente de casamento; ora, além do valor monetário, estas moedas tinham um valor sentimental, equivalendo a um anel de ouro ou outra joia preciosa; e, se perdesse uma delas certamente traria um profundo sentimento de avaria e isso seria angustiante. A sua maior alegria era encontrá-la (Lc 15.9).

Para Deus, nada é mais precioso no homem que a alma. Talvez você não tenha pensado nisso “o seu valor” para o Senhor; por essa razão devemos compartilhar o amor e a preocupação pelos perdidos. Nada é mais valioso (Mc 8.36,37; Lc 12.15-21). Para Deus a redenção de uma alma é caríssima e os recursos se esgotariam (Sl 49.8).

Perdendo valores morais e espirituais
Os valores morais são preciosíssimos e não devem ser perdidos, mas, caso venha a perder alguns, deve-se procurar imediatamente recuperá-los ou superá-los. Há pessoas que perdem valores e deixam para trás, sequer se esforçam para superá-los. Na parábola do Filho pródigo, o filho perdeu dois valores extraordinários: pecou contra o “céu”, Deus, e contra seu pai (Lc 15.21). Muitos, mediante uma perda de valores, correm atrás do prejuízo, embora algumas sequelas perdurem por alguns anos, e até a vida toda; mas com o achado a alegria será muito maior. “Há valores perdidos que não se recuperam, apenas supera-se a perda”. Davi perdeu os valores mais respeitáveis da vida, foram eles: (1) espirituais; (2) morais; (3) familiares (4) sociais (2 Sm 12.7-14). Embora perdoado, sofreu as consequências que continuaram enquanto viveu (2 Sm 12.10).

Os valores morais e espirituais, perdidos dentro de casa, devem ser achados dentro da própria casa; muitas vezes perdem-se os valores dentro de casa e são procurados em outro lugar (Lc 15.8,9; Lc 15. 21,24); mas todo homem sabe onde os perdeu (2 Rs 6.6). Mesmo que o indivíduo oculte valores espirituais perdidos, ele certamente sofrerá intimamente, além de saber que perante Deus nada está encoberto (Sl 32.3-5; 51.3,4; Hb 4.13). A perda deles representa um prejuízo maior do que qualquer outro. Muitas vezes estamos perdendo valores espirituais sutilmente e não nos damos conta (Jz 16.20), e quando acordamos para a realidade estamos espiritualmente falidos, e a recuperação será com muito esforço, jejuns e orações, além de lutarmos contra os nossos próprios sentimentos. Ter uma vida de renúncia é imprescindível para recuperar as perdas espirituais, bem como o estímulo para continuarmos firmes na presença do Senhor.

            Os valores morais e espirituais de um ser humano não têm preço, nada o substitui, e manter esses valores é fundamental para todo o sucesso. Nada há mais precioso do que a reputação moral e espiritual; “mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que as riquezas e o ouro.” (Pv 22.1). Não obstante devemos mantê-los, mas se por acaso houver qualquer quebra desses valores, devemos imediatamente procurar reavê-los ou superá-los.

As nossas atitudes dizem muito sobre os nossos valores morais e espirituais CLEMENTINO ELIS; Meditação: (Fp 4.8,9)

Pr. Elis Clementino - Itapissuma –PE/Brasil