terça-feira, 10 de julho de 2012

A MAIOR OFERTA


ESBOÇO 448
TAMA: A MAIOR OFERTA
“Viu também uma viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas” Lc 21.2

O ser humano sempre está voltado para as coisas apreciáveis, aquelas que causam impressão pelo seu volume ou tamanho, mediante isso o individuo tem um sentimento que somente as coisas volumosas surtem efeitos, entretanto elas podem não trazer efeito algum, mas impressiona pela forma como ela é apresentada. Isso é muito natural nos nossos dias, às vezes as pequenas e simples são mais importantes, enquanto as vultáveis nem sempre representa o que é real, e devido a isso as coisas consideráveis pequenas são desprezadas.

Não desprezeis as coisas pequenas
As coisas pequenas muitas vezes nos surpreendem, em certas ocasiões subestimamos porque ela não tem aquela aparência que chame atenção, podemos ver essa realidade em vitrines de algumas lojas, ficamos impressionamos pelo markting dos produtos, mas finalmente o conteúdo deixa a desejar. Não devemos avaliar e valorizar tudo pela aparência, cuidado! Porque as coisas simples nos surpreendem. “Os pequenos investimentos podem se tornarem em grandes empreendimentos”.

Um fato que nos chama atenção é a respeito da reconstrução do novo templo no lugar do que fora construído por Salomão. Na quinta visão do profeta Zacarias, o anjo lhe mostra o valor das coisas pequenas, só havia escombros do antigo templo, Zorobabel foi encorajado para reconstruí-lo. A nova construção do templo seria menor que o construído por Salomão, mas que ninguém deveria ficar desanimado, mas que era da vontade de Deus e ninguém deveria desprezar “Quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zc 4.10). Para o Senhor o importante não seria o tamanho do novo templo, o profeta Ageu lembra o passado triste da destruição do grande templo e mostrava que a glória da segunda casa seria maior que a da primeira, não devemos ficar impressionado com as coisas grandes e apreciáveis, como que somente elas fossem importantes. Atualmente muitos têm essa mesma visão.

Alguns discípulos de Jesus Cristo tinham a impressão que seria mais importante os lugares de destaque, ser o maioral entre eles e posição no céu, no entanto Jesus mostrou-lhes que nada daquilo seria tão importante (Mt 20.20-23). Na visão de Paulo não devemos ambicionar as coisas vultosas, mas atentar também para as humildes “Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos as humildes” (Rm 12.16). A ambição pelas coisas leva o individuo a depreciar os pequenos começos.

Muitas pessoas talvez pudessem ficar impressionadas com a atitude daqueles ricos que depositavam as suas volumosas ofertas no gazofilácio fazendo questão que os olhares se voltassem para o barulho ou tinindo das pratinhas umas as outras chamando a atenção de todos, eles davam o que lhes sobravam, outros davam grandes quantias mostrando que eram os maiores ofertantes capazes de impressionar os seus líderes espirituais. Jesus nunca se impressionou com essas atitudes, “nem mesmo com a bela oração do fariseu” (Lc 18.9-14). Ele Julgou importante a oferta daquela pobre viúva não pela quantia que ela havia depositado, mas pelo que lhe havia restado “nada”, ela deu tudo quanto tinha, e nesse desprendimento deu mais que todos. Porquanto ela teve uma atitude de voluntariedade, caridade, amor e comprometimento com Deus (Lc 21.1-4). Aquela viúva certamente entendia que Deus cuidaria do seu sustento, “muitas vezes damos pouco e ruim pensando que estamos dando muito e bom”, esperando receber muito mais do que damos, Deus não se engana com esse tipo de oferta. Quando abrimos o nosso coração para ofertar ao Senhor, lhe entregamos de coração, e aquilo que fazemos de coração não há reservas, mesmo que não tenha tanto para dar, o mínimo sendo de coração é tudo para Ele.

A falta de desprendimento, não permite que se dêem ao Senhor aquilo que ele merece, a nossa visão está mais focada em receber do que dá, os discípulos de Jesus demonstraram essa preocupação mais em receber do que dá, pensavam apenas no que haviam de receber (se te servimos aqui o que receberemos), comer, vestir e calçar, no entanto o Mestre deu-lhes uma grande lição, mostrando-lhes que não deviam estar preocupados com essas coisas. Os desprendimentos das coisas materiais nos levam a servir melhor a Deus (Mt 6.25-34). Jesus sabia que eles necessitavam de tudo aquilo, mas que eles não deviam achar que fosse o tudo.

O nosso dinheiro não é a garantia de sermos aprovados por Deus, o que fazemos para impressionar as pessoas e até pensando em impressionar a Deus estamos enganados, Ele está atento aos mínimos detalhes daquilo que fazemos. As nossas ações e atitudes são observadas e recompensadas da maneira dele e quando vir em nós humildade de coração. Jamais toque alarido para chamar a atenção das pessoas para aquilo que você oferta para a obra de Deus, isso não será importante para Deus.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

terça-feira, 3 de julho de 2012

DIZIMOS E OFERTAS

ESBOÇO 447
TEMA: DIZIMOS E OFERTAS
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança” Ml 3:10.

A doutrina dos dízimos e das ofertas é importante para todos que servem e adoram a Deus, reconhecendo que ele é dono de tudo, e todas as boas dádivas provêm Dele (Gn 14:19). Após Abraão ser abençoado por Melquisedeque deu-lhe   o dízimo de tudo (Gn 14:20b).

Significado
(a) No hebraico a palavra Asar significa (10) décima parte, com o sentido de dízimo aparece por sete vezes; Maaser (décima parte) palavra usada por 32 vezes nas escrituras. No novo testamento é citada por três formas; Dekátóo, apodekatoo, e dekate que significam a décima parte.
b) É a décima parte daquilo que recebemos como produto do nosso trabalho. 
c) A décima parte podiam ser o produto animal ou produtos agrícolas que eram oferecidos ao Senhor; essa prática certamente foi passada de pais para filhos. Mesmo antes da lei, já verificamos que o dízimo era praticado (Gn 4:3,4; Gn 14:20; Lv 27:30).

Na lei mosaica os israelitas tinham obrigações de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas (Lv 27:30-32; Nr 18:21,26; Dt 14:22-29).

Finalidade
A décima parte passou a ser usada dentro do sistema de sacrifício, como parte do culto prestado a Deus, para o sustento dos sacerdotes levíticos; e, provavelmente esses fundos também eram usados para ajudar os pobres em suas necessidades.
a) Os dízimos também eram usados para cobrir as despesas do culto e a manutenção dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos dado por ele na terra prometida.
b) É a parte que restituímos (entregamos, devolvemos) ao Senhor, porque dele recebemos tudo que possuímos (Gn 28:22b).

Exigência divina
a) Traga todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa Ml 3:10a
b) Fazei prova de mim Ml 3:10b

Roubará o homem a Deus?
O não cumprimento desse mandamento era considerado um furto ao próprio Deus. O profeta considera o não cumprimento de esse mandamento roubar a Deus, porque eles deixaram de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam) e as ofertas alçadas, mesmo sabendo que era exigido na lei de Moises e por essa razão Deus os alertava quanto às maldições sobre os que egocentricamente recusavam contribuir (Ml 3:8); Os israelitas foram agressivos ao Senhor (Ml 3:13). Eles diziam inútil é servir a Deus, pensavam que a adoração externa era suficiente para merecer a bênção de Deus, alegavam também que não valia a pena (Ml 3:14); Os fariseus pensavam a mesma coisa, que pelo fato de dizimarem seriam isentos das demais faltas (Mt 23:23).

As decorrências dessa desobediência
1. No livro do profeta Joel entende que a desobediência a Deus pode trazer terríveis conseqüências, isso significa uma alerta para nós crentes em todo o mundo (Jo 1:1-20).
2. As maldições trariam uma série de consequências para os israelitas, como: O devorador para destruir a lavoura e tudo quanto eles tinham, prejuízos como endividamento, impossibilidade de saldar seus débitos (Ag 1:6,7), porque as bênçãos de Deus dependeriam da sua fidelidade a Ele, como é a nossa também (Ml 3:10,11).

Deus, o autor das bênçãos.
1. Ele é quem abre as janelas do céu (Ml 3:10c).
2. Repreenderá o devorador para que não consuma o fruto da terra (Ml 3:11).
3. E todas as nações te chamarão bem-aventurada; porque serás uma terra deleitosa. (Ml 3:12). Essas promessas ao povo de Deus estendem-se a nós também.

Como crentes que somos, devemos ter muito cuidado para que não percamos as bênçãos de Deus em nossas vidas; as nossas ofertas e dízimos são para o mantimento na casa de Deus. No ano 520, o profeta Ageu no seu livro teve o propósito de repreender, exortar a Zorobabel e Josué o sumo sacerdote a mobilizarem o povo para a reedificação do templo e reordenar para que o povo priorizasse a obra. Em nossos dias devemos fazer o mesmo, nos mobilizar para que a obra seja feita com os nossos esforços e assim veremos as mãos de Deus nos abençoar.

“E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará;e o que semeia com fartura com abundancia ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.” (II Cor. 9.6-7)

Pr Elis Clementino – Itapissuma – PE/Brasil

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS


ESBOÇO 446
TEMA: O VERDADEIRO CIDADÃO DOS CÉUS
“Quem, Senhor, quem entrará no teu tabernáculo? quem há de morar no teu santo monte? (Salmo 15.1)

O Salmo mencionado expõe onze pontos que precisam ser levados em consideração, para que o homem seja um verdadeiro cidadão dos céus. Este é um Salmo de Davi. Ele faz perguntas e ele mesmo responde. Os questionamentos feitos a Deus são: Quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? As características descritas nesse Salmo levam o indivíduo a chegar à presença de Deus.

Características do verdadeiro cidadão dos céus
1. Anda em sinceridade. Estamos vivendo uma crise de sinceridade, e isso tem alcançado as pessoas no mundo inteiro estendendo-se a todos os níveis da sociedade, até mesmo no seio cristão. Isso é descrito por Paulo como o fim dos tempos (2 Tm 3.1-8). Mas, mediante tudo isso ainda há cristãos que mantêm a sua pureza.

2. Pratica a justiça. A injustiça tem permeado a humanidade; não obstante, desejamos que houvesse justiça para todos; muitos dizem praticá-la, mas na prática negam a sua eficácia 2 Tm 3.5; 2 Ts 3.6; I Tm 5.8).

3. O que fala verazmente segundo o seu coração. Falar a verdade é uma das maiores riquezas que um cidadão pode ter, valores como esse estão sendo depreciados e substituídos pela mentira e falsidade que há no coração de onde sai o que é bom e o que é mal (Mt 15.19; Gn 6.5; Jr 17.9).

4. Não difama com a sua língua. Muitas pessoas para conseguirem algo que satisfaça seus desejos “difamam, caluniam, infamam”. Esse tem sido o caminho mais apropriado, principalmente no campo profissional, político e por que não dizer também no meio religioso? Hoje é muito natural ouvir autoridades religiosas detratando umas às outras, e o pior, publicamente, se esquecem da pregação do evangelho e atacam o que eles consideram serem seus concorrentes. Essas coisas têm causado desgastes no meio cristão, por isso devemos evitar, é um procedimento vergonhoso e não combina com o evangelho. O salmo 133 tem ficado muito para trás, considerado arcaico.

5. Não faz mal ao próximo: Ofender o próximo é a coisa mais comum nos nossos dias, muito não medem distância, principalmente quando se trata de uma pessoa mais do que um próximo “Um irmão”.

6. Existem ainda aqueles que não aceitam nenhuma afronta contra o seu próximo, principalmente os da fé.

7. Aqueles a cujos olhos o réprobo é desprezado. Reprovar aquilo que é mau é um dever de cada cristão, embora ele venha sofrer algumas represálias; por isso, jamais devemos aceitar aquilo que é reprovado por Deus.

8. Mas honra aos que temem ao Senhor. Honrar e temer ao Senhor é um princípio fundamental para aqueles que conhecem a Deus.

9. Existem ainda aqueles que afirmam mesmo com dano não muda, há ainda pessoas lhanas que em qualquer situação mantém a sua palavra.

10. O que não empresta com usura. Atualmente muitas pessoas se aproveitam das necessidades alheias para explorá-los. Usura aqui é a prática da agiotagem, isso fere os mandamentos do Senhor. (Dt 16.19; Ez 18.8; 2 Pe 1.10).

 11. Não recebe suborno contra inocente. Suborno “corrupção” é uma das expressões bastante conhecidas, principalmente contra inocentes, pessoas simples e indefesas.

Todas essas observações são necessárias, o salmista conclui dizendo que aqueles procederem fielmente a esses princípios jamais será abalado. O nosso testemunho exemplar é de grande relevância para aqueles que não procedem com esses princípios, devem aprender e passar a praticar as mesmas ações, o nosso exemplo é fundamental.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE Brasil        

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Graça Salvadora


ESBOÇO 445
TEMA: A Graça Salvadora
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.” (Tito 2.11-13)

            A Graça de Deus, ela não é simplesmente um atributo divino, mas também o próprio Senhor Jesus Cristo, “a graça encarnada”; em Ele usar a sua GRAÇA, como meio para salvar a humanidade, foi o maior benefício divino para o povo arruinado pelo pecado. (Jo 1.14). O termo GRAÇA é entendido como um dom gratuito e sobrenatural dado por Deus a quem não merecia (Tt 3.4,5). A Graça alcançou a todos, e não somente a um grupo de pessoas (2 Co 5.19; 2 Pe 3.9), pois todos pecaram (Rm 5.12).

A Graça de Deus
A graça foi revelada e humanizada através do profundo amor de Deus à humanidade, “a graça salvadora Jesus Cristo”. A salvação pela graça não é alcançada através das obras (Ef 2.8,9; Rm 3.19-28), se assim fosse a graça não teria efeito (Rm 11.6). A misericórdia de Deus entrou em ação através da sua graça (Ef 2.4; I Pe 1.3; 2.10). Ela é o único meio de salvação (At 15.11). “Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação?” (Hb 2.3). Outra ação da graça divina é nos encaminhar para as boas obras, ela nos molda a vontade de Deus e nos educa para que abjuremos as paixões mundanas a fim de termos uma vida sensata, justa e piedosamente. (Tt 2.11,12). A graça de Deus nos habilita a aguardar a bendita esperança e a manifestação de Jesus Cristo (Tt 2.13).

A graça de Deus se obtém pela fé e obediência a Cristo. Essa graça é essencial para todos e suficientemente para nos conduzir, consolar, edificar e alimentar, é aquilo que nos completa. Paulo ouviu do Senhor que a sua graça era o suficiente para todos os momentos da vida dele, principalmente nos sofrimentos, ou seja, para todas as necessidades humanas (2 Co 12.9; Ef 4.7). Essa é uma graça capacitadora, tanto para desenvolver a obra do evangelho (Lc 10.19; Rm 14.4; 2 Co 3.6; I Tm 1.12; 2 Co 9.8), quanto na superação dos problemas (Fp 4.13). A graça é uma fonte de poder recomendada a todos (2 Tm 2.1). A graça de Deus é um dom indizível (2 Co 9.15).

Outros benefícios da graça
1. A graça de Deus é repartida livremente (Sl 84.11; At 11.23; 13.434);
2. Não é concedida para fins egoístas (I Pe 4.10);
3. Ela dá poder para o serviço cristão (I Co 3.10; 15.10);
4. Capacita para viver a vida cristã (2 Co 1.12);
5. Pode ser resistida (Hb 12.15);
6. Recebida em vão ou inútil (2 Co 6.1; Gl 2.21; Ef 3.7; Hb 2.9; Tg 4.6);
7. Abandonada pelo crente (Gl 5.4).

            Devemos usufruir de todos os benefícios que a graça de Deus nos oferece, vivendo uma vida plena; isso nos leva a um desenvolvimento espiritual profundo na presença do Senhor. Resistir a essa graça é viver uma vida vazia e sem Deus. Busquemo-la, ela enriquece o nosso desenvolvimento cristão.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma –PE 


sexta-feira, 15 de junho de 2012

AS CARACTERÍSTICAS DO JUSTO E O ÍMPIO.


ESBOÇO 444
TEMA: AS CARACTERÍSTICAS DO JUSTO E O ÍMPIO.
 “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

Felicidade, alegria e prosperidade são o que todos desejam. No entanto, é preciso saber quais os meios para alcançá-las. Infelizmente muitas pessoas não têm a noção de como tudo se inicia. Este salmo descreve dois tipos de pessoas do ponto de vista de Deus: o ímpio e o justo.

Os caminhos dos ímpios
As pessoas ímpias não têm compromisso com Deus e nem com a sua palavra, seus conselhos contradizem totalmente os mandamentos do Senhor, são fatais e destrutivos; as suas ideias são conformadas com o mundo, por isso jamais devemos compartilhar com elas (Sl 1,1b). Três coisas que devemos evitar: Andar com os ímpios, deter-se no seu caminho deles e sentar na roda dos escarnecedores.

“O justo é cauteloso na amizade, mas o caminho dos ímpios os faz errar” Pv 12.26.

“Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo; pois não dormem, se não fizerem o mal, foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém;” (Pv 4.14-16)

“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes” I Co 15.33.

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?... (2 Co 6.14-18).

As nossas amizades ou parcerias com pessoas más afetam negativamente as nossas atitudes, bem-estar físico e espiritual, ou seja, somos influenciados, para melhor ou para pior, por aqueles com quem nos associamos, por isso, cuidado!

As consequências
Os ímpios são como a moinha que o vento espalha. Eles podem até prosperar financeiramente, porque os bens materiais são frutos também de trabalho; não obstante, as bênçãos de Deus caem sobre os ímpios, mas eles não reconhecem, e consequentemente ficarão fora do reino de Deus.

O Justo e o seu prazer
O Justo é caracterizado pela sua retidão e pelo o amor a Deus em obediência à sua palavra; ele é conhecido pela sua separação no mundo pecaminoso. As pessoas que se constituem amigas do mundo tornam-se inimigas de Deus (Tg 4.4; I Jo 2.15,16; Jo 15.19); portanto, é necessária essa separação. Os ímpios andam em trevas, ou seja, na escuridão do pecado, por isso não há nenhuma sociedade entre as trevas e a luz (2 Co 6.14-17; 7.1). O Justo tem o seu prazer na lei do Senhor, ele se dispõe a meditar todo tempo nos seus mandamentos (Sl 119.97,98). A recomendação de Deus a Josué foi fundamental para o seu sucesso na missão (Js 1.7,8). A fidelidade a Deus nos conduz a uma vida de prosperidade; não é aquela desejada por muitos, sem nenhum compromisso com a verdade divina, pois, ninguém pode experimentar as bênçãos divinas, sem, contudo andar na verdade. O texto de Josué revela a única maneira de preservarmos a nossa vida livre e isenta da contaminação pelo pecado, e viver em plena meditação na palavra e na comunhão com Deus.

Árvores frutíferas
O Senhor compara o justo a uma árvore plantada junto ao ribeiro de águas, fonte de vida e alimento; água, ação do Espírito de Deus que dá vida, assim será o justo, seus frutos e as folhas estão condicionados a sua obediência a Deus. A expressão “tudo quanto fizer prosperará” não significa que o cristão nunca tenha problemas, mas ele entenderá que a vontade de Deus é soberana sobre a sua vida.

            Deus quer que todos desfrutem da verdadeira felicidade, mas é necessário ser cauteloso em relação às amizades, pois a nossa maneira de viver não conforma com o sistema mundano, assim como disse o próprio apóstolo Paulo (Rm 12.2). Os ímpios não têm a completa felicidade; podem até ter a sensação pelas riquezas que venham possuir, mas o justo ainda que nada tenha, sente possuir tudo (2 Co 6.4-10). A visão focada nas riquezas impede o ímpio de servir a Deus, pois ninguém pode servir a Deus e às riquezas.  A presença de Deus no coração é quem produz toda alegria e satisfação de viver.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma – PE