quarta-feira, 20 de março de 2013

A GRAÇA DIVINA



ESBOÇO 484
TEMA: A GRAÇA DIVINA
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. Tt 2.11

            O termo graça está relacionado à clemência, perdão, absolvição, e é originada de Deus. A graça foi um meio pela qual Deus beneficiou a humanidade que estava caída em seus próprios pecados; é um favor indébito, ou seja, que não merecemos. O poder dessa graça alcançou a todos, e somente foi revelada por intermédio de Jesus Cristo.

O poder da graça
A ação poderosa da graça de Deus não tem limites, ela vai muito mais além da nossa imaginação, jamais se pode calcular a profundidade do poder dessa graça. Não sabemos o processo usado por Deus para realizar coisas incomensuráveis na vida do homem, mas as escrituras mostram que no início da criação Deus empregou algo existente no coração, “o amor”, que foi o vértice de onde emanou toda graça. A graça é superior à lei; enquanto esta condenava o réu, aquela justificava.

A graça manifestada
Deus, através da sua capacidade, poderia usar outros métodos para manifestar a sua graça aos homens, mas o método mais apropriado foi manifestá-la por meio do seu filho. “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens.” (Tt 2.11). A nova aliança divina o levou a revelar essa graça (Hb 2.11; Rm 5.15,17; 2 Co 8.9).

A graça capacitadora
A graça divina nutre a fé do cristão para que ele mantenha a sua estreita comunhão com Deus. A graça de Deus é dada aos homens não para fins egoístas (I Pe 4.10); ela dá poder para o serviço cristão (I Co 3.10; 15.10), e condições para viver a vida cristã (2 Co 1.12). Mas essa graça divina pode ser rejeitada (Hb 12.15) e recebida inutilmente (2 Co 6.1; Gl 2.21; Ef 3.7; Hb 2.9; Tg 4.6), e até abandonada pelo crente (Gl 5.4).

            A graça divina é quem capacita a pessoa para superar as dificuldades que a rodeiam. Sem ela, jamais os homens alcançariam a benevolência do Senhor, por isso reconhecemos a eficácia dela em todos os sentidos da vida. Somos envolvidos de forma sobrenatural por ela. Isso leva o cristão à vitória. Revistamo-nos da graça de Deus.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma - PE

quinta-feira, 14 de março de 2013

O AMOR QUE DEUS QUER DE NÓS



ESBOÇO 483
TEMA: O AMOR QUE DEUS QUER DE NÓS
“E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” Mc 12.31
          
      Amor à vida é um principio fundamental, esse sentimento foi instituído por Deus, servindo de base para toda raça humana. Mas para isso é necessário que o indivíduo valorize a sua própria vida, enquanto não houver esse reconhecimento seremos incapazes de amar ao próximo. Falaremos sobre o que induz o indivíduo a não amar seus semelhantes.

Amantes de si mesmo
O sentimento egoísta induz as pessoas a esquecerem dos seus semelhantes e olharem somente para dentro de si; essas tais foram descritas por Paulo como os amantes de si mesmos (2 Tm 3.2). Essa atitude contraria totalmente os princípios divinos que enfatizam  o amor ao próximo como a si mesmo. “E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.” (Mc 12.). Em primeiro lugar amar a Deus. Se o indivíduo não amar a Deus é incapaz de amar ao próximo. O egocentrismo humano tem causado muitos males, porque o homem atenta para o que é propriamente dele, e não para o que é dos outros. “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas para o que é dos outros.” (Fp 2.4). Quem tem o espírito beneficente busca o bem do seu próximo, isso é exercitar o amor divino.

Amando de forma especial
É importante ressaltar que devemos aprender a nos amar de forma especial, não permitir que as dificuldades venham impedir de amar-nos a nós mesmos. Existem pessoas que, ao enfrentarem os problemas, relaxam e não cuidam de si. Outras passam a viver em função dos outros esquecendo que nelas há um grande potencial, que as torna capazes de fazer determinadas atividades sozinhas. Portanto, não devemos ser levados pelo sentimento de tristeza, mas procurar alguém que nos compreenda e eleve a nossa autoestima. Isso significa valorizar-nos a nós próprios. Amar a si é superar obstáculos e ultrapassar barreiras. Existem pessoas que não têm mais prazer nas realizações da vida, no trato pessoal, e não cuidam da aparência, depreciando a si mesmas, entre outras. Quando nos amamos, nos sentimos realizados, prezamos a nossa identidade, o nosso bem estar; mas também não é louvável você se amar e superestimar-se a ponto de desprezar outras pessoas, nem um amor que beneficia apenas o indivíduo. O amor especial é um amor sincero, ele independe de posição ou dinheiro, ele não visa benesses, mas se dar a favor do próximo. Foi isso o que Jesus fez e nos ensinou “amar mesmo sem ser amado” “O amor não seja fingido.” (Rm 12.9).

Recompensados por amar
O verdadeiro amor nos leva à recompensa divina. Muitas vezes não somos recompensados pelos nossos semelhantes, por mais que venhamos a fazer-lhes bem, mas isso não importa, a recompensa divina é certa. Também nada devemos fazer pelo próximo para sermos notados, pois o Senhor condena essas coisas e somente recompensará os que fizerem de coração (Mt 6.1-4).

Recomendações sobre o amor
Desde o princípio Deus exige que o homem pratique o amor a Ele e ao próximo, mas infelizmente isso não tem acontecido com a humanidade, ou seja, o homem não tem correspondido da mesma maneira que tem sido correspondido pelo Senhor. Há alguns mandamentos fundamentais para os cristãos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com a mor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” (Rm 12.10); “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade.” (I Jo 4.7,8); “Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece seu irmão; é mentiroso. Pois quem não ama seu irmão , ao qual viu, como pode amar a Deus a quem não viu? E dele temos este mandamento: Pois quem ama a Deus, ame também seu irmão” (I Jo 4.20,21).

            Amados, devemos pôr em prática esses ensinamentos de Deus para que tenhamos uma vida completa diante dele. Que possamos amar os nossos semelhantes de maneira especial, independentemente de qualquer coisa, e a maior prova do nosso nascimento espiritual está em amarmos a Deus e guardarmos os seus mandamentos (I Jo 5.2).

Pr. Elis Clementino da Silva

quinta-feira, 7 de março de 2013

A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO



ESBOÇO 482
TEMA: A IGREJA E A UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO
“Procurando guardar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz:” Ef 4.3

Consideremos a importância desse assunto para a eleita do Senhor, “a Igreja”, e observemos a existência de três formas de união que procedem de Deus. Vejamos, pois, no decorrer deste assunto.

As três uniões importantes
1. A união de Jesus com a Igreja, essa é uma união eterna (Jo 17.19-21);
2. A união dos cônjuges, ou seja, de duas pessoas que se unem pelos laços do matrimônio (Mt 19.5);
3. Os membros do corpo de Cristo “a Igreja” (I Co 12.12).

Levemos em consideração a primeira, por ser ela perfeita, servindo de modelo para as demais pelo seguinte: A unidade no matrimônio depende dos dois, ou seja, de como eles se relacionam. A unidade da Igreja é promovida pelo Espírito Santo. Os membros da Igreja são usados por Deus para manter a unidade - “...do qual todo corpo, bem ajustado e ligado pelo auxilio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para edificação em amor.” (Ef 4.16). Mas Deus entregou aos obreiros a função de levar a igreja a essa unidade de fé até chegar a varão perfeito (Ef 4.13).

Figuras que demonstram a unidade da Igreja
1. Seus membros formam um corpo (I Co 12.12-14);
2. As muitas ovelhas formando um rebanho (Jo 10.16);
3. Muitas pedras formam um edifício espiritual (I Pe 2.5);
4. As muitas lâmpadas formando um candelabro (Mt 5.14; Lc 8.16; Ap 1.20).

O agente que une a igreja
Afirmamos, anteriormente, que o Espírito Santo é o promotor da unidade da igreja. Ele continua operando, aplicando o resultado da vitória de Cristo, visto que ele morreu para unir os que estavam dispersos. “E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que estavam dispersos.” (Jo 11.52). A igreja e a sua união com Cristo envolve mistério: “Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja.” (Ef 5.32). Essa união independe de raça, posição social, idade e sexo, o importante é ser um, mas essa união só será possível em Jesus, pois é nele que os judeus e gentios fornam um corpo “...a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” (Ef 3.6). Também é importante saber que ele deve ser o centro dessa unidade (Cl 1.18). O Espírito Santo como promotor dessa união atrai os homens a Cristo operando em dois sentidos no vertical e horizontal. No vertical ele tem a capacidade de unir os homens a Deus, e no horizontal une uns aos outros.

O Espírito Santo conduz o homem a Cristo, o que resulta em uma purificação espiritual, ou seja, eles são lavados pelo sangue de Jesus. Assim sendo, ele chega mais perto de Deus. “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.” (Ef 2.13), levando os crentes a comunhão uns com os outros (I Jo 1.7).

O Espírito Santo também promove no homem o novo nascimento (Jo 3.6), lhe concedendo uma nova natureza divina (2 Pe 1.4). Sendo que essa natureza é na base do amor (I Jo 4.8).  O amor de Deus por nós faz com que o amemos também, (I Jo 4.19), e ao mesmo tempo amarmo-nos uns aos outros (I Jo 5.1). “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos, quem não ama a seu irmão permanece na morte.” (I Jo 3.14).

            Devemos pedir a Deus que o seu amor continue sendo derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo para que cresçamos em unidade e frutifiquemos, esse deve ser o resultado dessa união entre irmãos. Sejamos unidos em Cristo até o final.

Posteriormente continuaremos o assunto.

Pr. Elis Clementino – Itapissuma -PE

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O ESPÍRITO SANTO



ESBOÇO 481
TEMA: O ESPÍRITO SANTO

            No esboço anterior comentamos sobre o Espírito Santo, porém neste daremos continuidade sobre esse importantíssimo estudo. Discorreremos a sua deidade, nomes dado a ele, os símbolos, a sua obra, em relação ao antigo e novo testamento, o Espírito Santo e a Igreja.

DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO 
Pelos nomes divino:
a) Deus (At 5;3,4);
b) Senhor (II Co 3.18; At 28.25,26; Cf. Isa 6.8,9).

2 - Pelos Atributos divinos (Atributo = aquilo que é próprio ou peculiar de alguém; qualidade atribuída ao sujeito)
a) Eternidade     (Hb 9.14);
b) Onisciência (I Cor 2.10,11; Jo 14.26; 16.12,13);
c) Onipotência (I Cor 12.11);
d) Onipresença (Sl 139. 7-10).
3 - Pelas obras divinas
a) Criação (Sl 104. 30; Jó 33.4);
b) Autoria da palavra profética (I Pe 1.11; II Pe 1.21; II Sm 23.2,3).

4 - Participação do Espírito Santo na Trindade
a) Na comissão (Mt 28.19);
b) Na administração da Igreja (I Co 12.4);
c) Na bênção apostólica (II Co 13.13);
d) Na declaração Bíblica  (Ef 4.4-6,  I Jo 5.7).

NOMES DO ESPÍRITO SANTO
1. Nomes que descrevem a sua própria pessoa.
a) O Espírito (I Co 2.10);
b) Espírito Santo (Lc 11.13;  Ef 1.13);
c) Espírito Eterno (Hb 9.14).

2 - A sua relação com Deus
a) O Espírito de Deus (I Co 3.16);
b) O Espírito de Jeová (Is 11.2);
c) O espírito do Senhor Jeová (Is 61.1);
d) O Espírito do Deus vivo (II Co 3.3).

3. A sua relação com Cristo
a) O Espírito de Cristo (Rm 8.9;  At 2.36);
b) O Espírito de seu Filho (Gl 4.6);
c) O Espírito de Jesus – (At 16.6,7;  Mt 28.19;  At 1.1,2);
d) O Espírito de Jesus Cristo (Fp 1.19)

4. Demonstrando a sua relação com o homem
a) Purificador (Is 4.4);
b) Espírito Santo da promessa (Ef 1.13; Ef 4.30);
c) O Espírito de Verdade (Jo 15.26);
d) O Espírito de Vida (Rm 8.2);
e) O Espírito da Graça (Hb 10.29; Zc 2.10);
f) O Espírito da glória (I Pe 4.13,14);
g) O Consolador (Jo 14.26).

OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO S ANTO

Os símbolos são empregados para descrever as operações do Espírito Santo.

FOGO  -  (Is 4.4; Mt 3.11, Lc 3.16, Lc 12.49,50). Este símbolo da a ideia de limpeza, purificação e zelo produzido pelo Espírito Santo.

VENTO – (Ez 37.3-10; Jo 3.38; Jo 20.22; At 2.2 O vento simboliza a obra regeneradora do Espírito Santo.

ÁGUA -  (Ex 17.6; Ez 36.25-27; Jo 3.5; Jo 7.38,39) Este símbolo refere-se à vida produzida pelo Espírito Santo, pois assim como a água é importante para a manutenção da vida física, o Espírito Santo é para vida Espiritual.

AZEITE – (Lc 4.18). O azeite identifica a escolha para o serviço cristão,

SELO – (Ef 1.13; II Tim 2.19) Exprime a possessão e o direito de resgate

POMBA – (Lc 3.22; Jo 1.33) Significa a brandura, a amabilidade gerada pelo Espírito de Cristo no      Cristão.

            Os cristãos devem considerar essa doutrina como uma das mais importantes do cristianismo, principalmente os pentecostais. Devemos não somente conhecer, mas deixar que o Espírito Santo de Deus haja dentro do nosso ser.


Pr. Elis Clementino – Itapissuma- PE