quinta-feira, 21 de novembro de 2013

PROVADO COM PROPÓSITOS



ESBOÇO 521
TEMA: PROVADO COM PROPÓSITOS
“Tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata” Sl 66.10

Os propósitos de Deus na vida de uma pessoa começam cedo, sem que ele perceba, até o momento em que o Senhor comece a revelar-lhe, isso aconteceram com alguns homens de Deus. Discorrerei nesse mote sobre o trabalhar de Deus na vida do jovem José, e as etapas percorridas até chegar a Governador do Egito.

As revelações divinas
Deus muito cedo pode revelar algo que está no seu coração em relação a nós. Os planos de Deus são perfeitos e complexos, mesmo que nos esforcemos para entender não conseguiremos (Ec 11.5). Dentro desse comentário podemos mencionar alguns vultos importantes das escrituras, mas continuaremos a considerar José como o personagem em foco. Ninguém imagina o que pode acontecer na trajetória de uma pessoa que está nas mãos de Deus, entendemos que o Senhor dentro da sua vontade e permissão pode fazer com que alguns infortúnios aconteçam para chegar aonde Deus quer. José foi um moço que Deus tinha propósito para a sua vida, como tantos outros, ele enfrentou dificuldades até mesmo no seio da sua família, por não entenderem o que Deus queria realizar através dele. Há acontecimentos em nossas vidas que não sabemos definir, mesmo assim Deus executa a sua vontade direta sobre os seus, independentemente, da vontade de alguém.

Algumas etapas consideráveis fazem parte dos propósitos de Deus
Para que os projetos de Deus se cumpram em sua vida é necessário passar por alguns processos de preparação, esse é o que mais dói. As fases da vida de José foram terríveis, mas ele teve que ser preparado na fornalha da aflição. Essencialmente devemos compreender que o Senhor efetivamente prova o seu povo. "Tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata" (Salmo 66:10). "Vossa fé ... é provada pelo fogo" (1 Pedro 1:7). "O Senhor prova o justo" (Salmos 11:5). Na vida secular o individuo é preparado nas faculdades, mas para obra Deus o preparo do individuo é no deserto, esse foi um dos métodos usado pelo Senhor com a finalidade de preparar alguns para exercer um ministério.

1. O ódio dos irmãos de José
 Um dos motivos foi a forma de ser tratado por seu pai, além disso, o presenteou com uma túnica de várias cores (Gn 37.3). José havia recebido algumas revelações, e na sua ingenuidade não compreendia os propósitos de Deus para ele e a sua família, espontaneamente ele contava ao seu pai, ao ouvi-lo seus irmãos o odiavam ainda mais (Gn 37.11).

2. A conspiração
É natural alguém ficar incomodado quando crescemos tanto na vida secular quanto espiritual. Os irmãos de José estavam desprovidos do amor e da misericórdia no seio familiar, é o que acontece muitas vezes, os inimigos do homem estão dentro da sua própria casa. “Porque o filho despreza o pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra: os inimigos do homem são os da sua própria casa (Mq 7.6). Quando você cresce aparecem os incomodados com o teu crescimento, e se pudessem te matavam (Gn 37.20).

3. A mentira
Onde o ódio predomina, existem ações de mentiras e acusações. Geralmente as pessoas que odeiam alguém não sossegam enquanto não lhe faz o mal, distanciá-lo para bem longe e até matá-lo, existem pessoas assim que não conseguem controlar seus sentimentos de inveja e ódio contra alguém. Os irmãos de José tiraram a sua túnica e a rasgaram, mas não as promessas divinas para ele. Não adianta tirar túnica ou rasgar de alguém que Deus tenha propósitos, com túnica ou sem, Deus fará a sua vontade.

4. Vendido como escravo
Para Judá seu irmão, matá-lo não era um bom negócio, pois não teriam proveito algum, mas disse vendemo-lo, isso é coisa mais comum nos nossos dias, “vender irmãos” vinte moeda de prata foi o seu valor (Gn 37.28,29), José foi levado ao Egito (Gn 37.36). Para seus irmãos parecia que tudo estava terminado, mas esqueceram que sobre José pairavam as infalíveis promessas de Deus, mas as provas não terminaram por ai, outras etapas piores José teria que passar, não importa quantas fases você tenha que sofrer, as encare com firmeza e determinação.

5. José na casa de Potifar
Um dos maiores desafios para um jovem é abdicar da prática sexual antes do casamento, mas o inimigo usa a lógica e procura um caminho mais curto para tentá-lo. José havia conquistado a confiança do seu senhor, esse deve ser uma das metas de um jovem cristão, galgar confiança dos seus superiores. José era um jovem que não desperdiçava oportunidades, pois existem algumas delas que são ímpares na nossa vida, ele não deixou passar, e o seu exemplo de vida o levou a adquirir alta posição na casa do seu senhor (Gn 39.4-6).

6. A sedução da mulher de Potifar
 José não contava com um obstáculo ainda maior, a sedução da mulher do seu senhor, por isso Salomão ressalta o jovem fugir da sedutora “José era formoso de aparência”. O inimigo peleja por todos os lados para destruir os projetos de Deus, ele se aproveita de alguns detalhes para facilitar ainda mais a destruição, a beleza, o físico e inteligência do individuo. A mulher do seu senhor tentou seduzi-lo, vejam os argumentos usado por ela (Gn 39.6-9ª), mas o compromisso que José com o seu senhor e, sobretudo com Deus o levou a recusar a proposta de se deitar com ela (Gn 39.9-10). A mulher por não conseguir na primeira ocasião, continuou a tentar (Gn 39.10). Cuidado! O nosso oponente sempre fica batendo na porta procurando lacunas para entrar e destruir, era uma bela oportunidade, ninguém estava em casa, era a ocasião exata para conseguir, porém José foi mais esperto, ele estava vigiando (Gn 39.11), resistiu a tentação “resisti o diabo e ele fugirá de vós” ele pagou um preço muito alto pela acusação da mulher, é assim, o diabo sabe como armar, ele tem as suas artimanhas. (Gn 39.12-18).   

7. A prisão de José
Há preço que se paga na vida sem merecer, mas isso faz parte do plano divino, é uma espécie de teste de fidelidade e nada adiantava porque o Senhor era com José. Preso sem merecer, mesmo assim ele prosperava, galgou confiança do carcereiro que o entregou todos os presos (Gn 39.21,22), José revela sonhos do copeiro e padeiro mor, eles estavam também na prisão (Gn 40.5-13). José pede para que o copeiro se lembre dele diante de Faraó (Gn 40.14).
O copeiro se esqueceu de José, as manobras humanas sempre fracassaram, a única manobra que deu certo foi a sua venda como escravo, porque Deus era com José.

Muitas vezes não temos a dimensão daquilo que Deus quer realizar em nossas vidas, portanto é preciso que tenhamos muita calma nos momentos em que estamos sendo preparados para algo que está na mente de Deus. José chegou aonde Deus quis, porque os planos de Deus não são abortados quando damos lugar e executamos a sua vontade. Não sabemos os processos usados por ele e nem os caminhos que teremos de percorrer para chegar à posição que Deus quer. Não importa o que você esteja passando, mas considere como uma preparação para algo muito maior que ainda há de ser-lhe revelado. Os planos de Deus para José não somente foi para beneficiar o Egito, mas também a sua própria família. (Deus ainda realiza o que quer, aguarde).

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O MILAGRE, TRAVESSIA DO JORDÃO



ESBOÇO 520
TEMA: O MILAGRE, TRAVESSIA DO JORDÃO
“Era o tempo da colheita, e as águas do rio haviam coberto as margens. Foi nessa ocasião que o povo saiu do acampamento para atravessa o Jordão” (Josué 3.15).

            Cada pessoa chamada por Deus tem uma trajetória que necessita ser trilhada dentro daquilo que fora estabelecido por Deus. Josué ao iniciar a sua carreira ministerial iniciou a sua maratona em guiar os israelitas à terra prometida, até concretizar aquilo que o Senhor estabeleceu para o seu ministério, para isso foi necessário ele enfrentar os desafios para que os milagres acontecessem.

O milagre do Jordão
O rio Jordão nasce nos montes do antilibano, a oeste do monte Hermon. O rio dirige-se para o sul passando pelo mar da Galiléia, e finalmente deságua no mar morto, ele não é navegável, há varias características desse rio, o que lhe torna sem igual no mundo. É um rio que fica no nível mais baixo do mar, é o principal rio da terra santa, é o maior rio perene da Palestina e tem uma extensão à cerca de trezentos e vinte quilômetros no seu total, seu curso vai de 70 m. acima do nível do mar e 396 m. abaixo do nível do mar. Ele se tornou um rio conhecido no mundo inteiro por alguns acontecimentos milagrosos, como machado flutuar nos dias de Elizeu, a cura do general de exercito Naamã, e outro que marcou a historia da humanidade, o batismo de Jesus. O ministério público de Jesus começou as margens do rio Jordão e lá foi imerso sob às águas daquele rio por João Batista, naturalmente ali João havia batizado muitos. Não existiam pontes para passagem sobre nele, senão nos dias dos romanos, pois foi justamente esse rio que Josué precisava atravessar com o povo. Atravessar um rio era um ato simbólico de rompimento com o passado, ao qual não se podia mais retornar.

Josué foi o sucessor de Moises, foi uma substituição necessária devido à fragilidade física e morte de Moises, pois o povo israelita necessitava de dar continuidade a sua caminhada, a conquista de Canaã, a terra prometida de Deus a Abraão Josué seria o novo líder de Israel por determinação do próprio Deus, e teria que conduzir o povo a terra ou ao seu território nacional como Deus prometera aos filhos de Israel, e lhe fez promessas (Js 1.1-5). Durante a peregrinação no deserto foi-lhe necessário conduzir o povo em direção ao Jordão e atravessá-lo, por que o povo encontrava-se na margem oriental do rio Jordão. Era uma grande expectativa, um milagre teria que acontecer, Deus não lhe deixaria fracassar perante o povo. O Deus do milagre estava no comando e não desampara os que são chamados por ele e lutaria em favor do seu povo, mesmo nos momentos em que eles fracassavam em alguns momentos deixando de ouvir a sua voz. Era uma época de cheias por causa das chuvas da primavera, o interessante era a confiança de Josué, ele jamais saberia como atravessar, mas quando Deus promete estar à frente do que ele chama é porque se responsabiliza, ele faz como fez com Moises na travessia do mar vermelho. A promessa de Deus a Moises foi que iria diante dele para lhe fazer descansar (Ex 33.14), não seria diferente com o seu servo Josué.

O povo saia dos acampamentos e em marcha parte para travessia do Jordão, os sacerdotes que iam com a arca do Senhor pisaram nas águas, pararam as águas que vinham de cima, um milagre logo aconteceu! As águas começaram a avolumar-se, de forma que os primeiros a entrar foram os sacerdotes que levavam a arca do Senhor, depois o povo, eles pisavam firme com os pés enxuto no meio do Jordão (Js 3.16). Alguns críticos negam o milagre divino, uns afirmam que houve uma catástrofe, outros um rompimento através de um terremoto desviando as águas do rio, Já alguns estudiosos conservadores, por sua parte retêm o elemento divino, e não percebem nenhum problema quanto a esse milagre divino, entretanto se alguns desses fenômenos existiram, foi uma grande coincidência no momento em que o povo estava às margens do rio, observem que as águas pararam num montão. Finalmente todos atravessaram crianças, mulheres, animais e todas as bagagens do povo (Js 3:17). Nós cristãos cremos nesse grande milagre divino, por conhecermos o poder do nosso grande Deus e da maneira como libertou o seu povo das mãos de Faraó rei do Egito, conduzindo-os a conquista da terra prometida. Pois assim como Deus fizera no passado esses milagres, realiza no presente e realizará no futuro através do seu filho que é o mesmo ontem hoje e eternamente (Hb 13.8).

            Os rios caudalosos da vida levantam-se com ondas impetuosas construindo obstáculos para nos destruir somados a aqueles que procuram nos destruir com acusações levianas e mentirosas com a finalidade de se promoverem, além de quererem nos degredar da presença de Deus, essas coisas estão guardadas em seus corações, por isso as suas atitudes são maléficas (Mt 12.35), mas temos um Deus que nos livra (Is 54.17), porque ele conhece os corações e esquadrinha os pensamentos (I Cr 28.9), e também a resposta certa para os tais. Estejamos firmes e certos que o Senhor pelejará por nós, essa é a confiança que temos nEle. Temos nele a fé que o rio Jordão que está diante de nós é sinal do começo de uma grande vitória, Deus abrirá as águas, dos rios e mares da vida para atravessarmos.

Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO



ESBOÇO 519
TEMA: OS OLHOS, A CANDEIA DO CORPO
“A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas...” (Mt 6.22,23).

Tanto os seres humanos quanto os animais são dotados de órgãos vitais para o seu bem estar. No corpo humano há muitos, uns mais importantes que outros, mas todos funcionam em plena harmonia, auxiliando-os uns aos outros mutuamente dando bem estar ao corpo. A visão é considerada uma das mais importantes no corpo humano, é avaliada como a candeia do corpo porque recebe luz, necessariamente os olhos precisam ser perfeitos, se os olhos forem bons, todo corpo terá luz (Mt 6.22). Portanto existe também outra visão, à espiritual, essa terá muito mais capacidade de enxergar muito mais que os olhos naturais, porque tem a visão de um mundo imaterial.

A função dos olhos
A visão é a parte mais fina e protegida, ela se destaca nas escrituras com a candeia do corpo, fazendo-nos enxergar as coisas (Pv 4.25; Hb 4.13); Funciona como defesa para o corpo, quem tem uma boa visão dificilmente cairá em abismos; Capacita e facilita o trabalho humano; Discerne o bem e o mal; Pode ficar cansada (Gn 27.1; Gn 48.10). A nossa visão precisa sempre ser tratada, ela pode ser afetada, ela pode sofrer com a claridade impossibilitando de ver, pode ser afetada pela estiguimatismo, miopia, glaucoma, catarata e tantas outras doenças. Existem pessoas que não faz um bom uso da sua visão, ele nunca ver as virtudes das outras pessoas, mas os argueiros, essa é um uso reprovado pelas escrituras (Mt 7.3). Uma visão doentia não permite o indivíduo enxergar seus próprios defeitos, mesmo diante de um espelho, se a sua visão está lhe prejudicando “se o teu olho for doente arranca-o” (Mt 18.9; Mt 5.29), literalmente só se houver uma grande necessidade para que isso aconteça, principalmente na atualidade com inúmeras vantagens, podendo até fazer  transplante de córnea, isso sendo feito a pessoa volta a ter uma visão normal. Se seus olhos forem bons todo o teu corpo terá luz.

Olhos maus
É possível uma pessoa ter olhos carregados de maldição a ponto de admirar uma planta e no dia seguinte ela amanhecer murcha, isso não é uma coincidência, mas uma visão carregada do mau. Eu já presenciei uma pessoa elogiar uma planta saudável e no dia seguinte ela murchar, eu pensei como pode ser isso, mas existem olhares carregados de espíritos maus, assim como palavras carregadas de maldições. Assim também existem pessoas que carregam em suas palavras as imprecações, ou seja, palavras que desejam toda sorte de males as outras pessoas.

A visão espiritual
A nossa visão espiritual é a nossa capacidade de enxergar o mundo espiritual e ver claramente o que Deus quer que vejamos, vendo o mundo sob o ponto de vista dEle, mas esta visão espiritual pode ser facilmente obscurecida através dos desejos, interesses e objetivos pessoais bloqueando-a. A visão saudável é aquela que está fixada em Deus. Essa é adquirida em resposta a oração (2 Rs 6.17), muitas vezes para obtê-la somos preparados pela fornalha da aflição (Jó 42.5); pureza no coração (Mt 5.8) e através do novo nascimento (Jo 3.3b); e através do Espírito Santo (Jo 16.14,15). Quando essa visão estiver afetada, para não perder é preciso olhar para Deus (2 Cr 20.12; Hb 12.2), e usar o colírio da graça (Ap 3.18). A visão espiritual não é afetada pela idade avançada, também não é prejudicada mesmo quando o indivíduo perde totalmente a sua visão natural (I Rs 14.4,5).


Conforme o que foi escrito, devemos ter cuidado e procurar conservar a nossa visão física, mantê-la funcionando bem, cuidando você pode chegar uma idade avançada sem muitos problemas (Dt 31.2; 34.7), no entanto podemos perder a nossa visão física, mas não a espiritual como o caso do profeta Aias (I Rs 14.1-6), pois não adianta se desfasar diante de quem tem a visão espiritual. A visão espiritual deve ser buscada e conservada através da santificação e oração, mantendo dessa forma você a sempre terá.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

UMA ALEGRIA QUE FINDOU EM TRAGÉDIA



ESBOÇO 518
TEMA: UMA ALEGRIA QUE FINDOU EM TRAGÉDIA.
"Após ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete"  2 Rs 11.12

Nem tudo deve ser considerado um troféu, muitas vezes parece com uma das maiores conquistas, pode-se ver nas escrituras o resultado de uma alegria pela derrota de alguém, se o teu inimigo, não te alegres (Pv 24.17). Qualquer que se erguer orgulhosamente com a finalidade de tirar proveito de uma situação não ficará sem as penalidades divinas.

Saul perde a batalha
Saul estava perdendo a batalha para os filisteus, e seus filhos havia sido mortos, ele ficou acurralado e sem saída, para que não morresse nas mãos dos filisteus, que para ele seria a sua maior derrota pediu ao seu escudeiro que o matasse, e imediatamente recusou matá-lo, certamente houve temor no seu coração recusando fazer isso com o seu próprio rei. Algumas vezes o próprio Davi se recusou de matar Saul, preferiu não tocar no ungido do Senhor, talvez Davi soubesse que Saul já havia sido rejeitado pelo Senhor, mas até o último instante da sua vida ele ainda era um rei e ungido do Senhor, portanto devia ser considerado pelos israelitas. Para qualquer homem sensato saberia que não devia tocar naqueles quem Deus havia constituído como rei e sacerdote.

Há outros acontecimentos bíblicos que mostram a consideração que se deveria ter a um ungido do Senhor, sob pena das consequências divinas, Elizeu foi zombado por um grupo de rapazes e foram devorados pelos animais (2 Rs 2.23,24; I Rs 17.1); Um homem de Deus e profeta foi ao rei Jeroboão profetizar sobre o seu altar, mas quando o rei estendeu o braço para segurá-lo, o mesmo braço ficou enfermo (I Rs 13.1-7). O amalequita não pensou no que estava fazendo imediatamente atendeu ao pedido de Saul e o matou (2 Sm 1.9,10). Saul no começo do seu reinado o Senhor ordenara a ele que destruísse todos os amalequitas, porém Saul desobedeceu a ordem divina e terminou sendo morto por um filho de amalequita (I Sm 15), grande foi a vingança dos filisteus cortaram-lhe a cabeça de Saul, de forma cruel, o que Davi fizera com Golias.

A exibição de uma coroa
Após ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete (2 Rs 11.12) essas insígnias eram usadas pelos reis,  para apresentar a Davi,  ele certamente seria como um troféu a ser exibido diante do rei, pelo menos três coisas seja possível: (1) O amalequita queria comprovar que havia assassinado o rei de Israel; (2) Queria obter algum favor de Davi; (3) Em trazer os adornos de Saul para Davi fosse uma forma de reconhecimento de Davi como rei de Israel. Atualmente há muito que esperam que um guerreiro em batalha tombe para que ele possa tirar proveito.

Davi com o amalequita
O desfecho desse encontro foi muito trágico para o amalequita, era o que ele jamais esperava acontecer, a atitude dele em trazer a coroa de Saul em suas mãos não agradou a Davi, mesmo sabendo que seria o próximo rei, e chegada à hora de substituí-lo, mas isso não era motivo dele se gloriar, mesmo sabendo a maneira brutal como fora morto Saul. Davi lamentou a morte de Saul e seus filhos rasgando as suas vestes, um sinal de consternação com choro juntamente com seus homens até ao pôr do sol (2 Sm 1.11). Davi perguntou ao amalequita: “Como não temeste estender a mão para matar o ungido do Senhor?” (2 Sm 1.14), para o amalequita matar Saul era o golpe da misericórdia, mas para Davi não era justo matar o ungido do Senhor, portanto ele achou que aquele moço não deveria mais viver. “o ungido do Senhor” ele agiu com um profundo sentimento religioso. Davi chama um dos moços que estavam com ele e manda matar o amalequita, porque a sua própria boca acabara de testificar contra ele próprio dizendo: “Eu matei o ungido do Senhor” (2 Sm 1.15,16).

                Algumas lições importantes devem ser aprendidas nessa história (1) O escudeiro de Saul temeu matar o seu rei, o escudeiro era o seu protetor e não o seu assassino, esse foi um belo exemplo (1 Sm 31.4); A atitude néscia do amalequita em matar Saul, para ele parecia grande ser motivo de aplauso da parte de Davi (2 Sm 1.10); A lamentação de Davi e de seus homens, para ele não seria momento de glória, mas de tristeza (2 Sm 1.11), para ele o amalequita cometera um sacrilégio em matar o ungido do Senhor. O assassino de Saul foi julgado e condenado pelas suas próprias palavras, tenhamos cuidado, muitos estão por todos os lados se aproveitando para não matar literalmente, mas com mentiras e difamações infundadas, a flecha da língua é pior do que a espada do amalequita que matou Saul. O dia de amanhã não nos pertence, você não sabe o que virá e a medida com que medirdes vos medirão também. Mantenha sempre o autocontrole, sobretudo reconhecendo que Deus está no controle de tudo.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE