terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O PERDÃO



ESBOÇO 527
TEMA O PERDÃO
“E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Se, porém, vós não perdoardes, também vosso pai, que está nos céus não vos perdoará as vossas ofensas” Mc 11.25,26

            É impossível falar de perdão se não levar em consideração o pecado e o arrependimento, eles sempre estão associados ao outro. Só existe arrependimento e perdão porque o pecado é uma realidade. A compunção é um sentimento que se tem quando o indivíduo comete uma falha, mas somente acontece quando ele reconhece o seu erro e deseja ser perdoado, a absolvição de uma culpa vem através de um perdão, seja divino ou humano. O caminho para se chegar ao perdão é o arrependimento e a humildade, portanto se alguém falhou contra alguma pessoa e se dirige a ela em busca do perdão deve ser perdoado ou absolvido do seu pecado, doutra maneira não estaremos sendo coerente com as escrituras sagradas e os ensinos de Jesus sobre o perdão. Jesus responde uma pergunta interessante dos discípulos a respeito do perdão (Mt 18.20-22), o que exercita o perdão deve fazê-lo não de lábios, mas de coração (Mt 18.35).

Fonte de perdão
Deus é o autor do perdão, foi ele quem primeiro que nos perdoou. Jesus Cristo, seu filho, através da sua morte provou na prática essa graça divina (Rm 5.8). O seu perdão alcançou toda humanidade caída pelo pecado de um só homem (Rm 5.12), com esse indulto o homem se tornou bem-aventurado porque se arrependido seus pecados não serão mais imputados (Rm 4.7,8). Quando o indivíduo busca e recebe perdão divino, ele passa pelo processo de restauração espiritual, daí ele começa produzir frutos para a santificação e uma grande promessa de vida eterna (Rm 6.22). Com o coração limpo ele reconhece que o perdão deve ser de coração e não de lábios, existem pessoas que diz perdoar, mas guarda no coração a oportunidade de vingança contra aquele que ele perdoou, ou seja, eu perdoei, mas não esqueci, mas aproveitarei na próxima oportunidade. Se formos perdoados das nossas dívidas devemos perdoar também aqueles que nos devem, reconhecimento do pecado gera perdão, é perdoando que se é perdoado (Mc 11.25,26) e não agir da forma que descreve a parábola do credor incompassível (Mt 18.23-34). Arrependimento é uma necessidade para obter perdão (Lc 13.1-5)

O salario do pecado
O pecado tem a mais dura recompensa “a morte” (Rm 6.23), ela não nos alcançará se estivermos morridos para ele (Rm 6.2), ou seja, se não vivermos mais uma vida pecaminosa. Há pessoas que continuam na prática do pecado mesmo após a sua conversão, nada sente quando peca contra Deus e versus alguém, pois o homem que permanece na prática do pecado é insensível, ele se deleita com a própria maldade de não perdoar, às vezes até pregando arrependimento e perdão nos púlpitos das igrejas aquilo que ele nunca vivenciou deixando de lado os belos ensinamentos (I Jo 3.4; 5.17a; 3 Jo 1.11), mentem e infamam sem pensar nas consequências, estes pecados estão incluídos entre aqueles que praticam as seis coisas que aborrecem a Deus e a sétima que ele odeia (Pv 6.16-19). A vingança, e o ódio não deve fazer parte dos nossos sentimentos ou emoções.

O perdão humano é ordenado
Jesus no ensinou que se tivermos alguma coisa contra a alguém, perdoai, para que também seja perdoado (Mc 11.25; Lc 11.4), deve-se perdoar tantas vezes sejam necessários (Lc 17.4). Paulo recomendou aos Efésios que deveriam ser compassivos e benignos uns para com os outros (Ef 4.32), “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13).

A melhor maneira de perdoar os nossos semelhantes é reconhecendo as nossas fraquezas e afastar de nós qualquer espírito de que venha tornar o nosso coração insensível que não perdoe, geralmente as pessoas que não perdoam vivem cercado de problemas, neles há perversidade na boca e no coração (Pv 6.12-14), a destruição deles virá sem que haja cura (Pv 6.15). A medida com que medimos as pessoas, seremos medidos também (Mt 7.1,2; Rm 2.1). As escrituras recomenda que o cristão deve ser forte suportando os mais fracos (Rm 15.1; Gl 6.1), se agirmos dessa forma estaremos fazendo aquilo que o Senhor nos manda. Existem pessoas que jugam, condena, matam sem primeiro ponderar (I Co 4.5), mas há um juiz que julga corretamente (Tg 4.12,13). Devemos pelo menos observar o que Jesus nos ensinou na oração dominical “Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a qualquer que nos deve.” (Lc 11.4). Ultimamente não vejo nenhum pregador falar nesse assunto, ele faz parte das escrituras e é um belo ensinamento de Jesus.

Pr. Elis Clementino-Paulista - PE

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL



ESBOÇO 526
TEMA: DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL
“A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”
 Provérbios 4.18.

Na vida tudo tem o seu desenvolvimento, os homens, amimais e plantas, todos crescem e se desenvolve naturalmente, o mesmo acontece no caminho espiritual do justo, ele sempre deve procurar desenvolver melhorar o seu nível espiritual, mas isso somente ocorre em decorrência à obediência a palavra de Deus, pois ela é a única maneira para se alcançar esse crescimento e aperfeiçoamento. Discorreremos brevemente sobre o crescimento ordenado por Deus, a necessidade de obtê-la, imaturidade espiritual, crescimento espiritual do justo e exemplos de pessoas que desenvolveram o seu potencial espiritual.

O crescimento espiritual é ordenado a todos:
(1) Em frutificação (2 Co 9.10); (2) Em Cristo (Ef 4.15; Cl 1.10); (2) Em amor (I Ts 3.12; 4.10); (3) Em perfeição (Hb 6.1); Na palavra (I Pe 2.2); Por acréscimo (2 Pe 1.5,6); Na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18).

A necessidade de obtê-lo
O Apóstolo Paulo escreveu em suas cartas mostrando os caminhos para esse crescimento espiritual aconteça: (1) Deixar as coisas de menino (I Co 13.11); (2) Cultivar o entendimento (I Co 14.20); (3) Buscar a ter a estatura de Cristo (Ef 4.13,15); (4) Buscar participar das verdades mais profundas do evangelho (Hb 5.14); (5) Vencer as tentações (I Jo 2.14).

A imaturidade espiritual
(1) A prematuridade espiritual é um estágio de aprendizado que deve passar conforme o alimento que irá recebendo, se o indivíduo permanecer ficará impossibilitado de receber os ensinamentos mais sólidos, ou mais profundos (I Co 3.1,2; 14.20); (2) Continuará sem estabilidade na fé (Ef 4.14); (3) Não conseguirá sair dos princípios rudimentares (Hb 5.12; I Pe 2.2).

Crescimento espiritual do justo
(1) O desenvolvimento do justo não acontece milagrosamente da noite para o dia, há processos pelos quais passo a passo ele alcançando (Jó 17.9); (2) É um crescimento continuo que se desenvolve de força e força (Sl 84.7); (3) As raízes e tronco de uma árvore vão crescendo e lhe dando estabilidade semelhante a palmeira do Líbano (Sl 92.12); (4) Esse Crescimento também é comparado a luz solar na sua aurora (Pv 4.18; 2 Co 3.18); (5) O nível espiritual do cristão irá se solidificando na proporção que ele vai aprendendo e guardando a palavra de Deus (I Tm 4.15).

Exemplos de crescimento espiritual
Nas escrituras temos vários exemplos de pessoas que tiveram o crescimento espiritual saudável, destacaremos alguns: Samuel (I Sm 2.26); João Batista (Lc 1.80); Jesus Cristo (Lc 2.40, 52); Paulo crescendo na constatação de que Jesus era o Cristo (At 9.22); Os crentes de Tessalônica (2 Ts 1.3) entre outros.

            Devemos desenvolver em todos os aspectos da vida, principalmente no espiritual, Deus quer que cresçamos em tudo, é promessa dele para os justos, mas esse crescimento somente será saudável na proporção que ele vai guardando os seus ensinamentos e buscando uma vida separada do pecado (Sl 1.3), fala-se de fruto espiritual e prosperidade prometido por Deus, portanto deixemos a imaturidade e busquemos estabilidade, maturidade e crescimento espiritual seguindo o exemplo dos nossos pais na fé.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

domingo, 1 de dezembro de 2013

O SENTIMENTO DE DERROTA




ESBOÇO 525
TEMA: O SENTIMENTO DE DERROTA
“E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais”  I Rs 19.4.

Qualquer individuo está sujeito a enfrentar momentos difíceis que a nosso ver parecem não serem superados, infelizmente nessa ocasião nasce o sentimento de derrota, impossibilitando ver um desfecho feliz. Esses episódios podem deixar a pessoa totalmente estressada e consequentemente depressiva a ponto de levá-las a desejar a morte. Alguns homens de Deus viveram situações semelhantes.

Elias, um profeta frustrado
Há momentos que parece estarmos sós, principalmente quando os nossos projetos estão indo de água a baixo, tudo anteriormente dava certo, depois começa a retrogradar é nessa ocasião que o desespero toma conta do individuo e ele começa a ver que não há mais saída, porém é nessa situação que muitas pessoas aniquilam as suas próprias vidas. A situação de Elias era bastante privilegiada por ser um profeta de Deus, mas não importa, seja servo de Deus ou não, todos estão sujeitos a enfrentarem problemas. O que mais lhe frustrou foi saber que era servo de Deus e chegar à situação que chegou “ao fundo do poço”, isso acontece porque as pessoas se sentem prejudicadas por alguma coisa considerável e sem saída. “E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que os meus pais” (I Rs 19.4).

Moises, e o sentimento de impotência
Durante a condução do povo no deserto e a responsabilidade que pesava diante dos seus ombros Moises pediu a Deus que o matasse, para ele a sua ruína era questão de dias e nada lhe restava a fazer senão morrer “E se assim fazes comigo, mata-me, eu te peço, se tenho achado graças aos teus olhos; e não me deixes ver o meu mal”. (Nr 11.15). Há alguns desejos, principalmente nos momentos de desespero que Deus não leva em consideração, porque ele conhece as nossas limitações “Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.” (Sl 103.14).

O sentimento inferioridade de Mefibozete
O sentimento de derrota leva a pessoa a duvidar até da sua restauração e sucesso. Mefibozete jamais acreditaria no que ele estava ouvido e vendo, o convite do rei para ser honrado, o seu sentimento de impossibilidade era tão grande que disse:  - “Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para tu teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Sm 9.8) quantas pessoas estão como Mefibozete além de estar esquecido é coxo dos pés (2 Sm 9.3), jamais ele acreditaria que comeria na mesa do rei. Sentimento de inferioridade faz com que as pessoas nunca tenham a perspectiva de um futuro promissor, ela nunca se olha como útil, olham mais para as impossibilidades do que no Deus possa fazer por ele.

O desanimo do Profeta Jeremias
Esse profeta do Senhor frustrou-se ao limite, quando não viu acontecer tudo quanto o Senhor havia lhe falado na sua chamada (Jr 1.5,8, 10,19), logo ao exercê-la padeceu muitos sofrimentos como: Esbofeteado, preso, chicoteado, amarrado em um cepo, jogado em uma cisterna entre outros. Esses acontecimentos levaram o profeta a dizer: “Não me lembrarei mais de ti, nem falarei mais no teu nome” (Jr 20.7-9). Há coisas que desejamos em nossos corações que não são aceitas por Deus, Jeremias estava querendo vingança imediata, e não era isso que Deus queria. Devemos saber que os caminhos e pensamentos de Deus são diferentes dos nossos (Is 55.8,9). A palavra pregada por ele teria o seu cumprimento no tempo certo (Is 55.10,11). Ele devia ser calmo e cumprir a sua missão.

O sentimento de derrota deixa a pessoa incapaz de pensar, agir, acreditar em si mesma e no seu potencial, sobretudo e em Deus, a partir daí ela ver pela frente somente derrotas (1 Rs 19.4; Rt 1.21; Lc 7.13; Jz 7.7; 2 Cr 20.15). Esse sentimento de impotência tem prejudicado muitas pessoas, pois ele não ver saída, ou seja, sente-se ilhada vivendo uma vida de amargura, Noemi havia perdido tudo (Rt 1.20,21) e estava triste. Esse sentimento produz dúvida na execução das tarefas, a falta de confiança no que faz, tornando-a uma pessoa totalmente insegura (Mc 11.23; Mt 14.26). Com todas essas coisas surgem a debilidade física e psicológica, o estresse e a angústia, e consequentemente leva a pessoa a um estado de depressão ao ponto de ter vontade de morrer, como aconteceu com  Moises (Nr 11:15); Elias (I Rs 19:4). Jonas no seu descontentamento também pediu para morrer (Jn 4:1,3,8). Nós não somos melhores do que esses homens, eles eram sujeito às mesmas paixões que nós (Tg 5:17). Cuidado para que a frustração não rasgue todos os sonhos e planos que você tem. Deus nos dará o escape necessário para a sua vitória (Fp 4.13).

            Amados devemos ter muito cuidado, não permita que o desanimo venha lhe abater e tirar o seu brio, se alguma infortúnio está ocorrendo em sua vida, fica firme porque tudo contribuem para o bem (Rm 8.28).

Pr. Elis Clementino – Itapíssuma - PE








quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O ESTRESSE E A ANSIEDADE




ESBOÇO 524
TEMA: O ESTRESSE E A ANSIEDADE
“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Fp 4:6.

            É possível notarmos que atualmente o mundo tem sofrido grandes transformações, estas têm exigido do ser humano enorme esforço para se adaptar a nova realidade, tanto no estado físico, mental e social. Isso tem acontecido devido o desenvolvimento tecnológico e a rapidez dos meios de comunicação social, ocasionando uma nova dinâmica às relações humanas, essas mudanças afetaram na conduta, modo de agir e pensar das pessoas. A vida agitada, principalmente no mundo de pós-modernidade os indivíduos procuram de um lado para outros meios para fugir ou vencer os problemas, isso gera o estresse tornando-as inseguras e cheias de dúvidas. De forma rápida discorreremos sobre a estricção e a ansiedade das pessoas gerada por esse desenvolvimento.

O que é o estresse?
No dicionário Aurélio “é um conjunto de reações do organismo e agressões de origens diversas, capazes de causar-lhe desequilíbrio interno”, isso pode influenciar em vários aspectos. Observamos o individuo no relacionamento social, com a família, amigos e até na igreja, e pode ser algo decisivo para desencadear um alto grau de estresse e ansiedade, e às vezes essa ansiedade e busca incessante gera uma inquietação provocando incerteza existencial. Acreditamos que a modernidade trouxe todos esses problemas para a sociedade, e consequentemente o resultado será muito pior, a ansiedade, depressão e o estresse patológico atinge quase todo ser humano, no entanto esse mal generalizado e constante não está ligado a uma única causa, as pessoas que sofrem desse problema vivem num estado de tensão e preocupação contínua, os sintomas podem perdurar por mais tempo, mesmo que a causa do estresse já tenha acontecido. Os que sofrem se tornam tão ansiosos que eles não são capazes de relaxar, descansar e dormir. O mais agravante é que esses problemas podem levar às pessoas a incapacidade não somente nos relacionamentos, mas também na execursão das suas tarefas, porque o estresse tem seus níveis e devem ser controlados antes que venha alcançar um alto grau.

Algo importante que necessita ser obeservado pelos líderes religiosos, não espiritualizar qualquer anomalia que venha acontecer no organismo humano, o prórpio Jesus disse que os sãos não precisam de médicos e sim os doentes (Mt 9.12), muitos tratam os problemas das pessoas como sendo de origem espiritual, quando as vezes não são. Eu como Pastor já tive experiencias com essas pessoas na igreja e não foram poucas, mas ao ouví-las contar-lhes as suas problemáticas, logo entendi que se tratava de problemas ligados ao estresse, orei por eles e os encaminei para um médico clínico para tratamento e aconpanhei o resultado, porque o mais importante para mim era vê-los bem, fiz isso muitas vezes dentro das minhas possibilidades e pude ter resultados satisfatórios. Cosideremos também que existem outros de orden espiritual, esses aparecem com sintomas e características bem diferentes e precisamos ter muito cuidado para que o discernimento seja corretamente, posteriormente trataremos sobre esse assunto.

A ansiedade pelo ter
Um dos problemas que tem conduzido muitas pessoas ao desespero é o desejo do TER, isso pode gerar uma crise existencial e levar o individuo a valorizar as coisas mais do que as pessoas, portanto é imprescindível termos em mente que as pessoas são mais importantes do que as coisas. Nota-se nas escrituras a ansiedede dos discípulos por elas. A ansiedade se apresenta como um desejo de ver o desfecho de algo que está em sua mente, ou seja, vontade de ver as coisas acontecerem da forma desejada. Os discípulos de Jesus demonstraram o ansioso desvelo pelas coisas terrenas (Mt 6.25-34), e esqueceram da importância dos seus próprio corpos. O desejo excessivo pode levar as pessoas a um extremo muito perigoso, correndo em busca para conseguir o que deseja a todo custo sem medir as consequências sobre ele e as outras pessoas.

As implicações
Enquanto o desfecho daquilo que almejamos não acontece vem o estresse que se instala no nosso peito gerando o mau humor, pavor, debilidade física, alteração do metabolismo sendo capaz de atingir o sistema nervoso central, isso passa a transparecer na mudança de comportamento e na face do individuo, nesse estágio as queixas e os questionamentos são frequentes, o desânimo toma conta, (I Rs 19.4; Jó 10.1; 23.2; Jn 4.3,8; Sl 55.2; 77.3) induzindo o sujeito ao desespero a ponto de desejar a morte,  casos como esses aconteceram com muitos homens de Deus (Nr 11.14,15; I Rs 19.4; Jr 20.14,15, 17,18) e nós não somos diferentes (Tg 5.17). Essa situação torna a pessoa bastante pessimista, não tendo uma visão de superação em baixa autoestima, para ele as demais pessoas podem conseguir superar tudo, menos ele.

Comprometendo a fé
A fé enfraquecida impossibilita ver o seu próprio sucesso, mas nessa extrema situação não devemos nos sentir sozinhos, existem inúmeras pessoas nas mesmas condições ou pior. O importante nesse momento é erguer a cabeça, pedir a Deus força e não olhar para a prosperidade dos outros como fez Asafe (Sl 73.2,3), porque o sucesso e a felicidade não consistem somente nos bens materiais e posições de destaque na sociedade, porém existem pessoas pobres, porém ricas “...como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo possuindo tudo” (2 Co 6.10; Pv 13.7). O Apóstolo Tiago mostra a falibilidade humana e que a glória humana não é nada, também os ricos e opressores são condenados (Tg 4.16; 5.1-6), ele enfatiza também a termos paciência (Tg 5.7-11).

Devemos aconselhar as pessoas a monitorar o estresse, porque o equilíbrio orgânico, emocional e espiritual pode ser conservado através do gerenciamento do estresse. Isso evitará as implicações que poderá resultar no abatimento da fé, mas as escrituras têm palavras de ânimo para os desalentados. “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Is 35.3,4) “Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10,13). Firmemo-nos a nossa confiança no SENHOR, faça uso diário da fé, mesmo com toda aflição não deixe o desânimo tomar-lhe conta. Deus tem poder de lhe ajudar a superar os obstáculos que tanto lhe inquieta. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). A nossa confiança em Deus é o motivo da nossa superação, tudo tem à hora e o momento certo para que as coisas aconteçam. “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5.7).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE