sábado, 11 de janeiro de 2014

ALTRUÍSMO


ESBOÇO 535
TEMA: ALTRUÍSMO
Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos... Romanos 15. 1-7.

O desapego às coisas materiais facilita a vida religiosa e a prática do amor ao próximo, Jesus prioriza a busca do reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33). Esse é o ponto de partida para uma vida saudável e completa, tanto no sentido espiritual quanto no cotidiano, se desprender de alguns apegos é uma negação, significa não procurar agradar somente a si, mas se dedicar a causa do próximo (Rm 15.2).

I. Significado
Altruísmo, abnegação, desapego, desambição, desinteresse, desprendimento, devotamento e renuncia. Altruísmo é a piedade a causa do próximo, é uma ação desinteressada e sem qualquer razão pessoal buscando o interesse alheio. Como a própria palavra exprime é o desapego à causa do interesse pessoal. Quando falamos em termos Bíblicos a lei do amor deve ser uma das virtudes de todo ser humano, principalmente do cristão (Gl 5.22), pois para ele é a maior prova da sua fé em Deus e o amor ao próximo (I Jo 4.7,8).

II. O amar a Deus
O desapego às coisas inclui o amor a Deus em primeiro lugar (Dt 11.13), se o homem não amar a ao próximo que vê como poderá amar a Deus a quem jamais viu? (I Jo 4.8). O amor a Deus nos faz deixar tudo àquilo que venha interromper esse amor. Muitas vezes queremos barganhar a Deus, dizendo deixamos tudo para te seguir o que ganharemos? (Mc 10.28). Quando os discípulos andavam com Jesus tinham a cobertura espiritual, e o suprimento das suas necessidades materiais durante o seu ministério, mesmo assim eles estavam excessivamente apegados às coisas materiais (Mt 6.25-34). Jesus mostra para eles que para segui-lo seria necessário se desprender de tudo (Lc 14.26,27,33; Mc 8.34,35).

III. Os altruístas
Os altruístas se desprendem e não servem a Deus por conveniência, mas por liberalidade, isso é cultivado pelo Espírito Santo (Gl 5.22), através da nossa transformação por meio do evangelho. Esse amor deve ir aumentando na proporção em que o nosso grau de espiritualidade aumenta.

            Os altruístas devem manter por toda vida a sua atitude altruísta, suportar os mais fracos, não agradar a si mesmo, mas ao próximo no que é bom para sua edificação (Rm 15.2; I Co 9.19,22; 10.24; Fp 2.4,5; Rm 14.9). Jesus Cristo não agradou a si mesmo, mas tomou sobre si as injurias dos que lhes injuriavam, eis um grande exemplo de abnegação (Rm 15.3; Mt 26.39; Jo 5.30; 6.38; Sl 69.9). Devemos seguir o modelo dos cristãos que se desprenderam do seu eu e desceram os degraus da humildade para servir a Deus e ao próximo.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A VIDEIRA E O LAVRADOR



ESBOÇO 534
TEMA: A VIDEIRA E O LAVRADOR
“Eu sou a videira, e meu pai é o agricultor.” João 15.1

Toda árvore boa produz bons frutos, mas para isso ela precisa estar ligada a fontes de nutrientes suficientes alimentando suas raízes, à água, o adubo, materiais orgânicos, etc. Mas somente essas coisas não bastam, ela precisa também de um bom lavrador. Nessa ilustração Jesus envolve três personagens, agricultor, parreiras e ramos, cada um desenvolvendo tarefas peculiares e evoluindo com dependência. A videira depende do agricultor, as varas dependem da videira.

A videira verdadeira
Essa ilustração de Jesus foi mais precisamente dirigida a Israel, ele mostra que Israel era uma falsa videira que produzia uvas bravas (Is 5.1-7), mas Jesus se apresenta como a videira verdadeira dando bons frutos, Israel só produziriam se estivesse ligada essa videira verdadeira “Cristo”. Nessa explicação todo crente está inserido, Jesus é a videira verdadeira, e nós as varas, se estamos ligados nele temos as condições favoráveis para produzir bons frutos (Jo 15.4,5).

O lavrador
Jesus falou que o agricultor cuidava da videira. A planta tratada cuidadosamente por um bom agricultor pode produzir muitos frutos bons, uma das tarefas do agricultor é cuidar da videira fazendo as podas das varas que dão frutos para dar mais frutos, ou seja, fazer o corte dos galhos que estão ligados à vara que dão frutos para que ela dê mais frutos. É evidente que isso deva ser feito no tempo certo, geralmente ocorre entre uma safra e outra, essa prática faz parte da limpeza da videira (Jo 15.3).

As varas
Nessa lição Jesus apresenta dois tipos de varas, as que dão frutos e as que não dão frutos (Jo 15.2). A vara que não produz frutos precisa ser cortada para que as outras deem mais frutos (Jo 15.6). Jesus mostra que para a vara frutificar deve estar sempre ligada a ele “a videira” (Jo 15.4,5), essa é uma lição de dependência. Na podagem os galhos infrutíferos somente serão tirados pelo agricultor que sabe como fazer. Eu tinha em casa uma videira, passou muito tempo sem produzir frutos, eu pensei vou cortar! Então me ensinaram que deveria podar, ou seja, cortar alguns galhos para que aquela parreira frutificasse; o que fiz, comecei a cortar os galhos aleatoriamente sem saber quais deveriam ser cortados, foi pior passou dois anos a mais sem produzir. Certo dia chegou a minha casa uma agricultora eu perguntei: Porque essa videira não produz se eu adubo bem e ponho muita água? Ela me respondeu: Como está podando, eu expliquei, ela me respondeu: Estás podando errado, abriu a bolsa tirou uma tesoura de corte e fez a podagem para mim cortando os galhos corretamente, isso foi o suficiente para que a videira frutificasse belos cachos de uvas, aprendi essa lição na prática. As varas somente serão seguramente limpas pelo agricultor, tanto as frutíferas quanto a retirada das infrutíferas, todas estão nas mãos dele, muitas vezes queremos podar e não temos o cuidado de um agricultor que tem o cuidado preciso para fazer a limpeza. Temos outro caso diferente, mas só quem separa o trigo e o joio é ceifeiro (Mt 13.24-30).

Nesse texto exprimem lições importantes de cuidado, dependência e purificação espiritual, pois é uma lição que se estende a todos os cristãos. Jesus é a videira, nós somos os galhos, se ligados a ela temos condições favoráveis de produzir frutos (João 15.4,5). Devemos conservar-se nele, o único meio de continuar nele é a través dos seus ensinamentos, ou seja, a sua palavra (Jo 15.7). 

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

OS DESAFIOS PARA A IGREJA NOS DIAS ATUAIS



ESBOÇO 533
TEMA: OS DESAFIOS PARA A IGREJA NOS DIAS ATUAIS
“completai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.” (Fp 2.2).

Notadamente nos últimos dias a Igreja de Cristo tem sofrido muitos acontecimentos que são verdadeiros desafios à sua fé cristã, isso vem acontecendo desde o inicio da igreja primitiva e a tendência é aumentar. O desejo dos pais da igreja era a permanência da unidade em todos os aspectos para manter a fé, mas, no decorrer dos tempos à unidade que existia entre nos cristãos aos poucos foi diminuindo dando lugar a ambição e o individualismo, essas coisas tem gerado grandes dificuldades no meio cristão em todo mundo. Para a igreja hoje isso tem sido um desafio para a sua sobrevivência. Lamentavelmente não podemos ocultar essa realidade, há quem defenda que a igreja não esteja em crise, mas ela está em sim, crise em todo mundo, pois o número de membros não significa que ela esteja bem, pode até ser motivo para muitos líderes se ufanarem nos púlpitos dos seus majestosos templos repletos de pessoas. Eles disputam poder, tem como bandeira a sigla denominacional como se fosse tudo, mas para Paulo isso não era o mais importante, ele delineia escrevendo não somente aos crentes de filipos qual seria o modelo cristão que lhe causasse a maior alegria (Fp 2.2). Classificaremos alguns desafios para a igreja da contemporaneidade em três pontos.

1. A comunhão com Cristo
Ter e manter a comunhão com Cristo é o maior desafio nos dias de hoje, era um pendão defendido pelos apóstolos, a alienação dos cristãos com Cristo era necessário para o seu bom desenvolvimento, (Fp 2.1). A comunhão também foi defendida por Jesus mostrando que ela seria encontrada nas reuniões espirituais, “Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mt 18.20; Lc 24.15; Lc 24.32). A nossa comunhão deve ser com os irmãos, com Deus e seu filho Jesus Cristo (I Jo 1.3). A comunhão cristã deixa sua admiração na vida (At 4.13), pois esse é um dos resultados de uma vida com Cristo, transformada pelo evangelho. Todos os crentes são chamados para essa comunhão (I Co 1.9), não é fácil o cristão manter a comunhão com o Senhor, para isso é exigido muitos esforços.

 2. Não contender
A contenda tem sido um dos grandes obstáculos para a igreja, a autoexaltação e falta de humildade tem causado dificuldades nos relacionamentos entre membros e até obreiros, por isso Paulo recomenda não contender, e que haja consideração. “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere aos outros superiores a si mesmo (Fp 2.3), “Lembra-lhes essas coisas, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, exceto para a perversão dos ouvintes.” (2 Tm 2.14). Evitem essas coisas porque só produzirão maior impiedade (2 Tm 2.16), as injustiças, os escândalos e tantas coisas que somente prejudicam o desenvolvimento da igreja, inclusive as decisões que quase não se ver, tudo isso são resultados dos problemas que a igreja atravessa.

3. Alegria na comunhão entre irmãos
O amor fraternal está em extinção, esse é um grande obstáculo para a igreja no tempo presente, são as consequências do aumento da iniquidade “Por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará (Mt 24.12). O maior contentamento de Paulo era saber que entre os irmãos que havia compartilhamento e unidade, “completai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa.” (Fp 2.2). A comunhão é: (a) A comunhão é desejada (Sl 133.1); (b) A comunhão é compartilhamento, se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12.15); (c) A comunhão abole o  individualismo, egoísmo e insensibilidade “Não atente cada somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.” (Fp 2.4).

Jesus, o modelo para todos, os seus exemplos devem ser imitados, na comunhão com o pai, no sentimento, humildade, desprovido de qualquer maldade, ele não olhou somente para si, mas para todos nós, esses mesmos sentimentos devemos ter (Fp 2.5), A sua humildade não o permitiu se considerou igual a Deus, tomou forma de servo a se esvaziou (Fp 2. 6,7). Devemos rejeitar qualquer coisa que venha prejudicar a obra de Deus (2 Tm 2.23), a nossa comunhão e alegria deve ser motivo de gozo até a vinda do Senhor.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

A PROVISÃO DIVINA





ESBOÇO 532
TEMA: A PROVISÃO DIVINA
Texto: 2 Rs 4.1-7.

Desde a antiguidade muitas pessoas criam em deus e na sua fidelidade, assim sendo elas eram fiéis a ele e acreditavam em suas provisões. Sabiam que Deus não deixava de cuidar dos seus filhos, principalmente nas ocasiões mais difíceis da vida. Nas escrituras temos vários episódios que nos dão provas, essas histórias servem de alimentos para nossa fé. Discorreremos alguns fatos importantes relatados nas escrituras.

A busca por socorro
As pessoas em crise costumam buscar uma saída para aliviar seus sofrimentos. Certa mulher esposa de um dos discípulos dos profetas havia morrido há pouco tempo, ele era alguém que estava debaixo da proteção espiritual de Elizeu, e também um dos responsáveis pelas escolas dos profetas, tudo indica que ele era um homem pobre e não tinha deixado nenhuma fortuna para a esposa, apenas dívidas, a situação era tão séria que se elas não fossem pagas os credores venderiam seus filhos como escravos para a servidão. A mulher usou uma estratégia de humildade e reconhecimento da liderança do homem de Deus e que ele pelo menos teria uma palavra orientadora, pois ela estava enfrentando uma crise financeira avassaladora, mas nela havia uma esperança que a situação poderia ser revertida. No diálogo ela antecipou apresentando três coisas que foram fundamentais a respeito do seu marido: _ O meu marido, teu servo morreu, e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. (2 Rs 4.1b). Elizeu era o pai das escolas proféticas e tinha o dever de cuidar dos seus filhos e filhas. Israel estava envolvido com a instituição da escravidão, e muitos cativos de guerras eram transformados em escravos. Um israelita podia vender a si e aos filhos para pagamento de dívidas (Ez 21.7; Lv 25.39; Ne 5.5; Is 50.1; Jr 34.8-11).

A mulher desprovida
Um milagre pode acontecer nos momentos de desesperanças quando parece que tudo chegou ao fim, mas é nesse momento que uma luz no fundo do túnel se acende. Talvez com a primeira palavra de Elizeu dirigida a mulher ela perdesse qualquer esperança “Que te hei de fazer?”, mas o tom de humildade da mulher pode ter influenciado e feito toda diferença, Elizeu olha para ela e diz: “Declara-me o que tens”, ora, nada valioso ela tinha para pagar as dívidas e evitar a ocorrência de algo muito pior, pois lhe restava apenas uma única botija de azeite (2 Rs 4.2). O pouco era um bom começo de um milagre, pouca coisa para nós nada representar, porém para Deus é um começo para um grande milagre. A mulher sabia que ainda poderia usufruir das bênçãos divinas pelo serviço prestado e pela fidelidade do seu marido. As poucas coisas e os pequenos começos nos surpreendem. O que era apenas uma coisa desprezível na mão de Zorobabel se tornou um grande templo (Zc 4.10).

Crise, motivação para o milagre
Os problemas que enfrentamos podem ser uma porta para um milagre, e também despertar a nossa confiança em Deus (2 Rs 4.1; Rm 5.3,4), pois é na crise que crescemos, adquirimos maturidade, aperfeiçoamos as nossas atitudes e nos tornamos úteis para a obra de Deus (Jó 42.5). Deus nos conduz muitas vezes por caminhos de crise para nos moldar a sua vontade (Sl 119.71). Os obstáculos nos dão resistência para lutar e superar as dificuldades, o homem em grande perigo descobre os meios pelos quais ele se salva.

Profeta aconselha viúva
(1) A viúva é aconselhada pelo profeta Elizeu a pedir vasos emprestados aos vizinhos e deveria ser muitas vasilhas, só que naquele momento a fé da mulher seria medida pelo número de vasilhas que ela pedisse, naquela ocasião a fim de livrar seus filhos ela teria que usar a fé. Muitas vezes Deus quer nos dar mais e nós queremos pouco, isso é o que declaramos através da nossa fé, (se a sua fé é pequena, ou quase nenhuma, pequenos milagres, grande fé, grandes milagres); (2) A mulher teria que fazer a sua parte, pedir os vasos emprestados. Não devemos deixar de fazer a nossa parte, é verdade que Deus faz a dele, mas a nossa ela deve ser feita na base da confiança e obediência depositando nele a nossa fé para que os milagres aconteçam. (3) Põe as vasilhas no quarto entra e fecha a porta, o milagre estava prestes a acontecer, tem maravilhas que outras pessoas não podem compartilhar, aquilo que o Senhor tem para você é particular, os segredos do Senhor são para os seus servos (Sl 25.14). Uma lição que aprendemos é de obediência e bons relacionamentos com os vizinhos. A mulher fez tudo quanto o profeta lhe pediu; fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia com o azeite. E sucedeu que, cheias as vasilhas, disse a seu filho: Trazei-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. “Então o azeite parou” (2 Rs 4.4-6). Enquanto houver vaso tem azeite e milagre. As bênçãos divinas somente são alcançadas de acordo com as necessidades, elas não serão desperdiçadas.

            Amados, não devemos procurar qualquer pessoa em busca de orientação, pois o milagre não acontece sem a orientação correta, aquela mulher estava vivendo um momento decisivo em sua vida, e ser dirigida pelo profeta seria o ideal. A proteção espiritual é uma realidade quando estamos em submissão, pois é nessa posição que os milagres acontecem. Elizeu foi procurado não somente pela viúva, mas por várias pessoas em busca de solução das dificuldades (2 Rs 4.21,22; 4.38-41; 5.1-10; 6.1-7). Deus pode realizar um grande milagre em sua vida de acordo com a sua fé, lembremo-nos dos milagres de Jesus quando um as mãos de um rapaz havia apenas dos cinco pães de cevada e dois peixinhos (Jo 6.9), pois saiba que nas necessidades Deus intervém, a situação da viúva foi resolvida, hoje ele pode fazer muito mais. Na tipologia o azeite representa o Espírito e a graça que são supridas por Cristo, essa é uma demonstração do cuidado de Deus por nós, seus filhos. “Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra.” (II Co 9.8).

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE