quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O CUIDADO PELA DOUTRINA



ESBOÇO 542
TEMA: O CUIDADO PELA DOUTRINA
TEXTO: I Timóteo 4.16

Todo homem tem o dever de honrar a Deus e guardar os seus mandamentos (Ec 12.13). Ser zeloso pela sua palavra é um principio valido para todos, independentemente de raça e cor, sobretudo o cristão, pois a atenção e apreço por ela pode conduzir o indivíduo a uma vida espiritual plena. A doutrina de Cristo é a base que sustenta o cristianismo, o comportamento do cristão é o ornamento da doutrina (Tt 2.10). O cuidado em guardar a doutrina evita os escândalos. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus (I Co 10.32), pois a nossa maneira de viver e comportamentos são observados minuciosamente (2 Rs 4.9-11), no entanto o melhor de tudo é quando não há motivos para acusarmos. Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma coisa contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus. (Dn 6.4-5)

Significado
Define-se doutrina “como um conjunto princípios que servem de base a um sistema literário, filosófico, político e religioso”. Ela também está relacionada à disciplina e objeto de ensino, ela é propagada de várias maneiras, através da escrita e falada. A doutrina divina é como água que goteja sobre o seu povo (Dt 32.2), mas existem outras doutrinas capazes de comprometer a fé e o desenvolvimento cristão (Hb13.9). Existem três formas de doutrinas: a) Doutrina de Deus (At 13.12; 1.42; Tt 2.10); b) Doutrina de homens (Mt 15.9; 16.12; Cl 2.22); c) Doutrina de demônios (1 Tm 4.1). O conhecimento dos preceitos de Deus facilita à apologética, ou seja, a defender a fé, visto que estamos rodeados de doutrinas várias e estranhas (Hb 13.9).

Os ensinamentos de Cristo
A doutrina de Cristo foi questionada por muitos líderes religiosos da época, fariseu, escribas e doutores da lei mosaica. E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem! (Mc 1.27). A doutrina ensinada por ele não era dele e quem quisesse conhecê-la pela mesma doutrina saberia que realmente não era (Jo 7.16,17), uns aceitavam com alegria, outros achavam que a sua doutrina era muito dura e muitos que o seguiam se retiraram quando o ouvia falar (Jo 6.66-69). Atualmente muitos querem viver como aquelas pessoas que somente queriam ouvir as coisas que massageassem seus corações, e muitos líderes religiosos atualmente procuram satisfazê-las simplesmente para não perderem membros, mas os discípulos de Jesus não se importavam quão duras fossem as mensagens, a resposta deles foram sábias quando Jesus questionou; vocês não querem ir embora também? Responderam: Senhor, para quem iremos nós? Se tu tens as palavras da vida eterna. (Jo 6.68). Guardar os seus ensinamentos é uma prova do amor e fidelidade a ele (Mt 9.17).

Proteger-se das falsas doutrinas
(1) A única maneira de precaver-se das falsas doutrinas é sem dúvidas adquirir maturidade, visto que as doutrinas de homens enganam (Ef 4.14; Hb 13.9); (2) Perseverando na doutrina (2 Jo 9); Sendo exemplo de verdadeiro cristão obedecendo a doutrina (Tt 2.10; Rm 6.17); (3) Tendo cuidado com os inimigos da cruz, eles procuram corromper o evangelho  (Fl 3.18; Gl 1.7); (4) Rejeitando qualquer outra forma de  evangelho ou coisa parecida, os falsos mestres persuadiram os crentes da Galácia e de Corinto a mudarem de evangelho (Gl 1.8; I Co 3.11).

A doutrina produz no cristão
(1) Formação de caráter e fundamentos sólidos (Mt 7.24,25), os cristão necessitam de ser edificados e a única maneira é através dos ensinamentos; (2) Crescimento espiritual, a doutrina é como orvalho para a erva (Dt 32.2; Is 55.10,11; I Co 3.6,7; Sl 72.6); (3) Ela promove a paz em nossos corações; (4) Ela nos encaminha a uma perfeita comunhão com Deus.

            Os ensinamentos da palavra de Deus constroem dentro de nós um grande edifício espiritual,
A doutrina do Senhor ensinada a nós não pode não pode ser mutilada, se assim fizermos sofreremos as consequencias. Não basta apenas ouvir (Tg 1.23), ela tem que ser por inteira, sem dela nada tirar. E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. (Ap 22.19). Devemos zelar e Guardar em nossos corações a palavra de Deus, porque esse é o nosso dever (Ec 12.13).

Pr. Elis Clementino-Paulista - PE

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A REALIDADE DO HOMEM E AS POSSIBILIDADES DE DEUS





ESBOÇO 541
TEMA: A REALIDADE DO HOMEM E AS POSSIBILIDADES DE DEUS
“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” Os 2.14.

Nenhum ser humano quer ser levado para onde ele não gostaria de ir, mas nem sempre as nossas vontades prevalecem quando Deus está no comando das nossas vidas, certos momentos somos levados para ambientes agradáveis e às vezes desagradáveis. Poderíamos até questionar a Deus por qual o motivo? Muitas vezes as respostas dele não nos satisfazem, simplesmente porque gostaríamos de ouvir aquilo que somente nos agrade, mas nem sempre Deus age da maneira que queremos. “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” Os 2.14. Entre os lugares estão, os desertos, os montes e os vales, mas qualquer um deles pode fazer parte dos projetos de Deus na vida do homem. Antes de falarmos sobre esse assunto definiremos o que significam OS MONTES, OS VALES E OS DESERTOS.

Contexto
Deus promete penitenciar Israel por tê-lo abandonado, por isso queria ter um encontro com ele, ou seja, atraí-lo, para em seguida levá-lo ao deserto com o propósito de falar-lhe ao coração, esse encontro resultaria em uma grande restauração. Nesse episódio foram empregados três verbos ATRAIR, LEVAR E FALAR. Muitas vezes para Deus falar com alguém é necessário levar para o deserto como fez com Israel “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Os 2.14). Amados, Deus tem métodos de tratar com o seu povo que transcendem qualquer raciocínio humano.

(1) Atrair significa trazer para junto, o amor divino atrairia Israel que estava espiritualmente distante levado pelo vento da idolatria; (2) Levar para o deserto a um encontro mais pessoal com o Senhor, nesse encontro resultaria em uma nova experiência, Israel seria modelado na forma do deserto; (3) Falarei ao coração, o povo de Deus precisava ouvir o que Deus queria dizer-lhe, mas era necessário esse encontro fosse a pleno deserto, pois nele Deus restauraria a espiritualidade do seu povo, ou seja, retornaria ao seu Senhor. Essa maneira de Deus agir é uma pura atitude de misericórdia.

As três situações para o povo de Deus
Há três situações que o crente pode ter um encontro com Deus; nas MONTANHAS, nos DESERTOS e nos VALES.

MONTES – Grandes elevações de terra ou de rochas, geralmente nesses lugares a vegetação são rasteiras e não crescem e suas raízes não são profundas, mesmo assim elas podem ser vistas de longas distancias, as montanhas se destacam por serem lugares altos e quem estiver sobre ela serão vistos de longe. É o topo do sucesso e do orgulho humano. Ele também tem outra face, pode ser lugar de encontro com Deus. Moises teve encontros profundos com Deus nos montes, eles também significam lugares de revelações divinas, embora para Deus tanto os montes, desertos e vales são as mesmas coisas, ele é Deus em todos os lugares, nós, porém, somos limitados a esses ambientes.

DESERTO é um lugar árido, onde não há vegetação, não há água e nem alimento, lugar de isolamento, lugar onde o silencio envolve como uma pele, lugar aonde ninguém quer estar, porque é de difícil sobrevivência, mas é um lugar aonde também há provisão divina. Agar no deserto não teve ajuda de nenhum humano, faltou água e não tinha pão e nem destino (Gn 21.14). Ninguém quer passar pelo deserto porque nele os sofrimentos predominaram, mas também nele há probabilidade de restauração. Deus pode mudar situações (Sl 107.35; Is 35.1; 41.18). As provações fazem parte dos propósitos divinos para depois de provados serem restaurados (Is 42.15-16). Portanto isso é feito por amor, Deus não leva seus filhos para o deserto submetendo-os a provação com a finalidade de destruí-los, se assim fosse não teria sentido provarmos. Deus sempre usou métodos restauradores, ele as revelou através de alegorias, Jeremias na casa do oleiro (Jr 18.2,3; o profeta Ezequiel no vale de ossos secos Ez 37. 1-6).

VALES – Nesse sentido os vales mais conhecidos são os lugares baixos e às vezes com pouca luz e rodeados de montanhas, mas é o lugar onde as vegetações mais crescem. Lugar aonde há alimento, mesmo sendo favorável ninguém quer começar no vale, e sim nos altos onde se destacam. É nos vales que crescemos e produzimos frutos, também adquirimos as maiores experiências. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto (Jr 17.8)
           
O Deus que servimos é o mesmo dos montes, dos desertos e vales, ele pode mudar a tua situação, talvez não estejas vendo chuvas nem ventos, quem sabe seja essa a sua realidade, mas creia que o Senhor, Deus ainda tem projetos para você. Se estivermos no deserto, lá Deus está. Se nos montes também ele está, se nos vales ele continua. A promessa de Deus para o seu povo foi de vitória e transformação, Ele disse que transformaria o vale de Acor (problemas) lugar onde Acã foi punido pelo seu pecado juntamente com a sua família (Js 7.20-26), pois esse vale de desgraça, Deus transformaria em porta de esperança. A sua visão pode estar focada na realidade em que vive, mas pense na possibilidade de Deus em realizar grandes coisas em sua vida.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A IRA DIVINA SOBRE A DESOBEDIENCIA HUMANA



ESBOÇO 540
TEMA: A IRA DIVINA SOBRE A DESOBEDIENCIA HUMANA
Pelas quais coisas vêm à ira de Deus sobre os filhos da desobediência; (Cl 3.16; Ef 5.6)

Os desobedientes estão em todos os lugares, a desobediência surgiu onde jamais deveria, no céu. A desobediência está no coração do homem e não é facilmente tirada, a não ser que o indivíduo tenha muita força de vontade, ou então através da obra regeneradora do evangelho. A atitude de obedecer exige sacrifícios, pois não há obediência sem sacrifício. Para que o individuo obedeça ele precisa ter domínio próprio, compreender a submissão existe. As pessoas desobedientes sentem-se acima da justiça, não medem as consequências, no entanto obedecer é melhor do que sacrificar (1 Sm 15.22). Para nós a obediência exige sacrifícios, nenhum sacrifício é exigido para os desobedientes, para eles todo caminho é livre. A desobediência está muito ligada ao orgulho, soberba, altivez e dureza coração e são condenadas por Deus e por todas as pessoas de bom senso.

Significado
Ato de desobedecer, falta de obediência, indisciplina, insubordinação. A desobediência está ligada ao caráter. A palavra em si já diz respeito a deso+bediencia ou o que não obedece, quebram determinações, ordens, leis etc. A obediência do cristão é uma característica de quem conhece, teme a Deus e a sua palavra, a desobediência ao Senhor implica em desconhecer ou não levar em consideração aos princípios.

Onde estão os desobedientes?
(1) No lar no seio da família, aonde é educado e ensinado a amar e valorizar a vida. Não há nada pior do que uma pessoa desobediente, principalmente para um pai que tem um filho desobediente; (2) Na escola, lugar de aprendizado, ele não obedece às ordens impostas pele instituição de ensino, ou seja, desrespeita todas as normas estabelecidas; (3) Nas empresas onde o indivíduo trabalha causa grandes transtornos, não cumprindo as obrigações; (4) Na Igreja, lugar onde se aprende a cerca da devoção a Deus, não se comporta como deve, anda, fala, negocia e critica (Ec 5.1).

Os malefícios da desobediência.
Assim como a obediência trás bons resultados, a desobediência também tem as suas conseqüências. (1) Os desobedientes não são vistos com bons olhos em nenhum lugar; (2) Os espaços dos desobedientes serão reduzidos a cada dia que passa; (3) Os desobedientes terminarão isoladas, as pessoas de bom senso não o suportam, e que se junta com eles certamente se envolverão nos seus problemas; (4) Os frutos da desobediência são amargos; (5) Os desobedientes no emprego e na vida profissional não vão muito longe; (6) A desobediência resulta em morte espiritual e física. Nas escrituras temos tristes exemplos de desobediência.

Homens que desobedeceram a Deus
O profeta de Deus enviado ao rei Jeroboão, foi um exemplo trágico que resultou na morte do profeta (1 Reis 13.1-26); Jonas, enviado para Nínive, tentou fazer um percurso diferente do que Deus havia traçado e não foi bem sucedido. A sua desobediência trouxe prejuízos emocionais e materiais para todos quantos estavam no navio (Jonas 1.1-17); (7) Os desobedientes contrairão para si muita dor e sofrimentos, até aprender a lição. Nunca valeu a pena desobedecer, principalmente a Deus.

Os benefícios da obediência.
Os aditamentos da vassalagem são muitos (1) Paz e tranqüilidade; (2) Muitas amizades que são adquiridas através da obediência e humildade; (3) Confiança e credibilidade em todas às áreas da vida. Os obedientes sempre encontrarão espaço aonde quer que chegue. A obediência é o lábaro que qualifica o cristão.

Devemos renunciar tudo quanto nos induzem a desobediência, o egoísmo, o orgulho, a presunção e altivez de espírito, pois essas coisas são rejeitadas por Deus. Temos diariamente acontecimentos e exemplos tristes envolvendo pessoas desobedientes. Devemos pedir a Deus um espírito equilibrado, quebrantado e de obediência para que o nosso exemplo contagie pessoas.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE