quarta-feira, 19 de março de 2014

A SEGUNDA VINDA DO SENHOR



ESBOÇO 554
TEMA: A SEGUNDA VINDA DO SENHOR
TEXTO: I Pe 4.7

            A vinda do Senhor tem sido motivo de expectativa no meio cristão. A mensagem sobre esse evento porvindouro foi ensinada pelo próprio Jesus Cristo (Mc 13:3-13; Mt 24:1-25; Lc 21:5-24). A segunda vinda de Cristo se dará em duas etapas, primeiro para a Igreja e depois para Israel, mas antes haverá uma sequência de eventos até essa ocorrência (Mt 24:4,5; 24:6,7; 24:9; 24:10,11; Mt 13: 30,40-43; 24:12,13; 24:7; 24:14). Jesus enfatizou a vigilância, para que os cristãos não fossem apanhados inesperadamente, embora em nossos dias esses alertas tenham sido deixados de ser ensinados em muitas igrejas cristãs, dando lugar a outras mensagens e muitas delas induzindo as pessoas a enfocarem mais o que é material do que espiritual principalmente atinente a segunda volta de Cristo para o arrebatamento da Igreja.

A figueira
A lição da figueira é uma advertência para seus discípulos (Mc 13.28-31; Mt 24.32-35; Lc 21.29-33). Jesus aponta para a figueira que brotará quando o verão estiver prestes a chegar, esse seria um grande sinal para eles. Essa parábola surgiu de uma pergunta que fizeram a Jesus (Mt 24.3), como também outras parábolas citadas por ele como: As dez virgens (Mt 25.1-13); a parábola do servo fiel (Mt 24.42-51), todas elas enfatizavam a vigilância. Possivelmente a figueira falada aqui se refira a Israel e os sinais que o cercariam (Lc 21:29-36). (1) O acontecimento do renascimento de Israel em 1948; (2) A retomada de Jerusalém como capital em 1967; (3) Falta a reconstrução do templo conforme as profecias (Dn 9:27; Mt 24:15; 2 Ts 2:1-4). Não se sabe se esse acontecimento será antes ou depois do arrebatamento, mas são sinais que devem ser considerados (Mt 24:32).

Previsão do acontecimento
A cada momento que se aproximava o termino do ministério de Jesus, ele enfatizada veementemente a respeito da sua vinda, era uma espécie de últimos avisos, sem previsão da data, dia e hora (Mt 24:36), contudo algumas acontecimentos precisariam ser observados (Mt 24:37-39). O último aviso direcionado aos varões galileus cerca de 120 pessoas que assistiam a sua ascensão lá no monte das oliveiras (At 1:11,15).

Situação do mundo atual, um grande sinal
Muitos sinais apresentados por Jesus estão em evidencia em nossos dias, o gemido e a dor da humanidade nos mostram uma realidade futura, (a segunda vinda de Cristo), mas um dos sinais é a propagação do evangelho mediante toda turbulência e avanço do pecado (Mt 24:14). O evangelho está alcançando todas as camadas da sociedade e muitos não entendem a velocidade com que essa propagação vem sendo feita, não importa se por inveja “Verdade é que alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade, mas para ele não importava contanto que Cristo deveria ser anunciado (Fp 1:15-18). Muitos tratam o evangelho como que seja seu ou como uma mercadoria própria, se não for pregado por nós não deve ser aceito, os discípulos do Senhor também pensavam assim: Mestre,vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do Senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo. Jesus respondeu: Não o proíbam, pois não há ninguém que faça milagres pelo poder do meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós. (Mc 9:38-41), eles foram reprovados e repreendidos por pensarem daquela maneira. Atualmente isso tem atrapalhado muito a propagação do evangelho, mas devemos avançar, Deus está facilitando todos os meios para que o evangelho alcance todos os lugares do mundo para a conclusão das profecias (Mt 24:14). Quando o evangelho é proclamado por alguém que visa as almas não se constitui um concorrente as outras igrejas cristãs, mas quando a visão não é ganhar almas, senão pelo material, as outras igrejas são tidas como concorrentes. Daí surgem as contendas entre pastores e promovem verdadeiros escândalos ao invés de dar exemplo de autênticos homens de Deus, mas isso também faz parte do contexto sobre a volta de Cristo. O que aprender com obreiros com as mesmas atitudes dos pastores de Ló que brigavam com os de Abraão disputando divisas? Irmãos, tenhamos cuidado para não seguirmos o exemplo deles. No mundo atual não podemos esperar melhoras na situação moral e espiritual que vai de mal a pior (Mt 24:36-39; 2 Tm 3:1-9). Guardemos as exortações de Paulo sobre a permanência na fé e na pregação do evangelho (2 Tm 3:10-17), diante de um mundo pecaminoso que piora a cada momento que passa, eis ai um grande alerta dado por Jesus (Lc 21:34-36).

O arrebatamento da Igreja
Aqui não são tratados emblemas de igrejas nem sobre as que vão e nem as que ficam (I Co 15: 51,52). O arrebatamento é para os remidos em Cristo Jesus em todo mundo, bem como a transformação e a ressurreição dos mortos (I Ts 4:13-17). Tenhamos cuidado porque um dos sinais pode está acontecendo dentro da sua igreja, e talvez você não esteja vendo, o esfriamento do amor entre irmãos (Mt 24:12).

Aguardemos com cuidado esse momento renunciando tudo aquilo que venha impedir o nosso arrebatados  juntamente com a igreja (Tt 2:11-14).  

            A vinda do Senhor será de modo inesperado, num abrir e fechar de olhos (I Co 15:52), no piscar de olhos. Estejamos atentos aos sinais que precedem esse acontecimento que não tem data e nem hora para acontecer, portanto olhemos para o mundo atual que jaze no maligno (I Jo 5:19). Levemos em consideração o que escreveu Paulo aos tessalonicenses (I Ts 4:13-17). Somos alertados a vigilância, cuidemos para que não fiquemos no momento do arrebatamento da igreja (I Co 6:9,10; Gl 5:19-21; Hb 12:14). Os pastores devem ter muito cuidado para no momento do arrebatamento da igreja eles não fiquem.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 16 de março de 2014

INQUIETAÇÃO.



ESBOÇO 553
TÍTULO: INQUIETAÇÃO
Texto: Filipenses 4:6

            Inquietação, os sinônimos são: Agitações, ansiedades, aflições e perturbações, essas coisas fazem parte do viver do homem enquanto ele estiver na terra. O homem nascido de mulher é de bem poucos dias e mesmo assim cheio de inquietações (Jó 14:1). Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando. (Sl 90:10; 103:15; Jó14:2; Is 40:7,7; I Pe 1:24). Mas o homem nasce para a tribulação, como as faíscas se levantam para voar. (Jó 5:7). O que devemos fazer mediante as tribulações? O que eu preciso fazer para manter o controle? O que acontece quando entregamos as nossas inquietações a Deus através das orações?

I. Qual a nossa atitude ante a inquietação?
As preocupações existem principalmente quando nos sentimos impossibilitados de resolver alguns problemas que estão diante de nós. A inquietação é natural no ser humano, é uma reação do próprio organismo, ela nos impulsiona a pensar e tomar algumas decisões importantes e decisivas para tentarmos amenizar a nossa dor, nesse momento é preciso saber que alguns fatores são imprescindíveis: (1) O melhor remédio para a preocupação é a oração (Tg 5:13), pois é mediante a oração que renovamos a nossa confiança na fidelidade do Senhor ao lançarmos as nossas ansiedades e problemas, pois através do seu cuidado ele pode mudar o curso da nossa história. (Is 38:3-5; Mt 6:25-34; Tg 4:9,10; 1 Pe 5:7); (2) Compreender que tudo o que passamos na vida concorrem o bem (Rm 8:28); (3) Pacientemente suportar as tribulações sem sair da presença de Deus,  a paciência produz perseverança (Rm 5:3,4); (4) Ter uma confiança  firme no Senhor para não ser abalado (Sl 125:1). Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. (Hb 4:16)

II. O que devo fazer para manter o controle
Alguns detalhes são importantes e um deles é o cuidado que devemos ter nos momentos de aflições: (1) Saber que é melhor o pouco com o temor do Senhor do que um grande tesouro onde há inquietação (Pv 15:16), uns se inquietam porque não tem posses, outros se inquietam porque tem; (2) O caminho da ambição pode nos levar a destruição, não ambicioneis coisas altas, mas, acomodai-vos as humildes, e antes de desejar não esqueça do que você já tem (Rm 12.16; Sl 39:6; Nr 11:4-6); (3) Não olhar para a prosperidade dos outros com invídia, isso se constitui um perigo para a fé (Sl 73:2,3); (4) O excesso de ansiedade pode causar-lhe problemas capaz de deixar seqüelas para o resto da vida, em vista disso devemos ter cuidado.

III. O que acontece quando entregamos as nossas ansiedades a Deus?
(1) Descansamos com tranquilidade, pois devemos saber que de Deus vem a ajuda em tempos de necessidades (Hb 4:16); (2) Fortalecimento da parte de Deus para fazermos todas as coisas que ele queira que façamos (Fil 4:13;  3:20; Ef 3:16); (3) Encorajamento divino para enfrentar as problemas (Jo 16:33); (4) Saber que Cristo está estendendo as suas mãos para nos ajudar, mesmo quando a nossa fé for pouca (Mt 14:27).

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. (Fp 4:6) 

            Todo indivíduo fica inquieto por não poder alcançar um bom desfecho daquilo que está dentro do seu coração, isso é normal, mas essa ansiedade necessita ser controlada para que não venham as consequências depois. Nos momentos mais extremos da vida deve-se manter o controle, as atitudes de tranquilidade podem fazer toda a diferença, sobretudo quando o indivíduo entrega os seus problemas aos pés do Senhor. A tranquilidade conduz o crente a tomar decisões firmes e confiantes e com a certeza que Deus está realizando algo para amenizar seus sofrimentos e dores.

Pr Elis Clementino – Paulista - PE


quinta-feira, 13 de março de 2014

A LÍNGUA, FOGO QUE INCENDEIA UM BOSQUE



ESBOÇO 552
TEMA: A LÍNGUA, FOGO QUE INCENDEIA UM BOSQUE
TEXTO: TIAGO 1:26 ; 3: 1-12.

A língua é um dos membros do nosso corpo responsável pela fala, pois ela é um dos importantes órgãos. Sobre ela a bíblia faz recomendações importantes e uma delas é: Estar pronto para ouvir e tardio para falar (Ec 5:2; Tg 1:19), ela tem múltipla face, com ela podemos bendizer a Deus e amaldiçoar os homens (Tg 3:9; Sl 35:28; Sl 66:17; Sl 71:24; Sl 119:172). Ela pode nos levar ao abismo (Pv 17:20), portanto o que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma (Pv 21:23; Pv 13:3).

A língua como agente do mal.
(1) Como um sepulcro aberto (Sl 5:9; Rm 3:13);
(2) Ela é como veneno de serpente (Jó 20:16: Sl 140:3; Rm 3:13,14); (3) A língua é cheia de imprecações (Sl 10:7; Sl 50:19); (4) A língua é como uma navalha afiada (Sl 52:2,4; 57:4; 64:3; Sl 73:9); (5) Flecha mortífera é a língua, alcança de longe (Jr 9:8); (6) Ela é como um fogo que incendiar um bosque (Tg 3:5b). (7) Ela proclama mentiras e difamação (Gn 39: 13,14,15; Pv 6:24; Sl 15:3; Sl 119:2; Pv 6:17; Jr 9:3,5,8); (8) A morte está no poder da língua (Pv 18:21; Pv 21:6); (9) Com ela amaldiçoamos aos homens (Tg 3:9b); (10) A língua contamina o corpo (Tg 3:6); (11) A língua serve de tropeço para o próprio homem (Sl 64:8; Sl 78:36; Isa 3:8; Os 7:16); (12) Ela produz rosto irado e odeia a quem ela tem ferido (Pv 25:23; Pv 26:28); (13) A língua se gloria das grandes coisas (Tg 3:5);

A língua como agente do bem.
A quantidade das boas ações da língua é muito menor do que como agente do mal.
(1) A língua do justo é arvore de vida (Pv 15:4);
(2) É como uma pena de um destro escritor (Sl 45:1); (3) A língua do justo revela sabedoria e conhecimento (Is 50:4; Sl 15:2); (4) É como prata escolhida (Pv10:20); (5)A língua do justo traz saúde (Pv 12:18); (6) A língua do justo propaga a salvação (Sl 35:28); (7) Com ela bendizemos a Deus pai (Tg 3:9ª); (8) Ela pode fazer justiça (defender direitos) (Pv 31:8,9).

Protegidos dos açoites da língua
Somente Deus nos guarda das línguas mentirosas e das lisonjas. (1) O justo é Abrigado dos açoites das línguas e das lisonjeiras (Jó 5:21; Sl 31:20; Sl 120:2; Pv 6:24); (2) As imprecações ou pragas não nos alcançarão, a língua é uma ferramenta usada também pelo Diabo (Sl 91:10 -12; Is 54:17).

A sentença da língua.
(1) A língua é um membro a ser destruído com o corpo. (2) A língua perversa será destruída (Pv 10:31); (3) Ela dura só um momento, porque a verdade aparece, o antídoto da língua mentirosa é a verdade (Pv 12:19).

A língua é um pequeno membro e quem a controlar é capaz de governar todo corpo. Tanto a língua pode ser um agente do mal quanto do bem. O homem pode ter complicações por causa da língua (1 Pe 3:10). Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião e vã. (Tg 1:26). Devemos guardar a nossa língua do mal, e os lábios de falarem enganosamente (Sl 34:13). Peça a Deus que lhe ajude a fechar a nossa boca, pondo uma também guardar a porta dos nossos lábios (Sl 141:3).

Pr Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 9 de março de 2014

REBELIÃO



ESBOÇO 551
TEMA: REBELIÃO
Texto: Js 22.10-34

Nem sempre esse o verbo “rebelar” deve ser considerado como desobediência, revolta, insubordinação ou anarquia. Muitos estão enganados, a rebelião propriamente dita é aquela em que o indivíduo se opõe contra uma liderança que pratica causa justa. Alguns, por não fazerem uma avaliação da situação, não sabem identificar quando se trata de uma rebelião ou não. Assim, qualquer oposição eles consideram REBELIÃO. “A oposição crítica é uma das maiores virtudes dos intelectuais”. Uma crítica construtiva que se faz a um líder não é uma rebelião; buscar um direito, não é uma rebelião; dizer o que aceita ou não em uma liderança não significa rebelião. O texto escolhido (Js 22.10-34) apresenta uma situação em que os israelitas entenderam, equivocadamente, como sendo uma rebelião, o altar que fora construído ao Senhor pelas tribos de Rubem, de Gade e de Manasses quando voltaram para sua terra que fora prometida, a leste do Jordão. Mas quando lemos o texto com atenção, vemos que aquela maneira de agir daquelas tribos não significava uma rebelião como os israelitas pensavam.

Rebelião
Satanás se rebelou contra a justiça divina, essa foi uma rebelião caracterizada na ambição pelo poder e o trono de Deus, no entanto, não havia necessidade para que ela ocorresse, porque Deus agia com justiça para com todos os seres celestiais, sendo aquela uma insurreição sem precedente (Is 14.11-23; Ez 28.11-19). Os filhos de Corá também se levantaram contra a justa liderança Moisés, esse exemplo também é reconhecido como rebelião (Nr 16.1-40; Jd 11). Saul se rebelou conta o Senhor porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei (1 Sm 15.23). Constitui-se uma rebelião quando alguém se rebela contra quem pratica a justiça.

Não rebelião
Sobre esse tópico podemos citar alguns exemplos. A atitude de Martinho Lutero, no século XVI, em defesa da fé (baseado em Rm 1.17), devido às injustiças praticadas pela Igreja Católica, resolvendo escrever e publicar as noventa e cinco teses que mostravam os erros da igreja. Embora para esta, tenha sido uma oposição, o que ocorreu, na verdade era apenas a maneira de reparar aquilo que estava contrariando a palavra de Deus. O resultado dessa ação, em defesa dos princípios cristãos, foi como um divisor de águas para o cristianismo; Daniel não comer dos manjares do rei não foi uma rebelião (Dn 1.8); Daniel e seus companheiros não se dobraram diante do rei Nabucodonozor, porque contrariavam os mandamentos do Senhor, eles apenas estavam defendendo seus princípios (Dn 3.1-5). Uma manifestação que contrarie um governo injusto em busca do bem comum, não significa rebelião. Falaremos sobre alguns dos nossos governos. No nosso País após vinte anos de ditadura militar, houve um movimento por diretas já, foi um movimento civil reivindicando eleições para presidência da república, esse movimento prevaleceu e todo País e o povo saiu vitorioso. Nos anos noventa, houve uma manifestação contra o governo de Fernando Color de Melo por causa da sua má administração, essa resultou no seu impeachment. Recentemente, ouve manifestações públicas com a finalidade de conseguirem algumas mudanças e melhores condições de vida para a população, essa manifestação não foram rebeliões, mas sim, um direito que a democracia nos faculta. Não obstante, todos quantos estão em posição de liderança devem agir com justiça em todos os seus atos levando em consideração o direito que os outros têm.

No Antigo Testamento aprendemos mais uma grande lição com o rei Adoni-Bezeque, pois jamais devemos desejar ou fazer com o próximo aquilo que não queremos para nós, ele amputava os dedos polegares das mãos e dos pés das pessoas que ele considera inimigo, uma das suas características era a maldade e tortura; tem líder que mutila e tortura seus liderados psicologicamente, lançando-os sobre a opinião pública com a finalidade de tirar proveito para se manter na posição de liderança. Jesus poderia ter tirado Judas do seu caminho, mas não o fez. A recompensa pode não vir imediatamente, mas virá! O próprio Adoni-Bezeque reconheceu que recebeu de Deus a justa recompensa. “Então Adoni-Bezeque disse: - Eu mandei cortar os polegares das mãos e os dedos dos pés de setenta reis, e eles apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Agora Deus fez comigo o mesmo que eu fiz com eles.” (Jz 1.7; Mt 26.52b; Lc 6.38b; Gl 6.7).

Muitos líderes usam a expressão “rebelde’ com a finalidade de arremessar seus oponentes perante a opinião pública para se beneficiar, ou tirar proveito para se manterem na liderança, esses tipos de líderes não conseguem administrar nem os seus próprios sentimentos, eles perdem o controle quando percebe que alguém identificou alguma falha na sua liderança. Na realidade, eles deveriam aceitar a crítica, que nesse momento é construtiva, e aperfeiçoar o seu sistema de liderança, ou então eles terão dois caminhos a seguir: aceitar a crítica ou banir da sua frente aquele que ele acha ser seu oponente e se manter no caminho do erro, caso ela se mantenha no erro o sucesso da sua administração está fadado ao fracasso (2 Cr 10.3-18). Não há exemplo maior do que este para os nossos dias. Não devemos ostentar alguma coisa que venha pôr em risco a nossa liderança. Para o rei Roboão, os velhos conselheiros estavam errados e somente os mais novos estavam certos. Quando isso acontece, surge um perigo para o líder. Os profetas conselheiros de Acabe só lhes faziam errar (I Rs 22.6), no entanto para ele Micaias era um rebelado, gente que o rei não queria ouvir (I Rs 22.8). Nós lideres devemos ter muito cuidado para exercer a nossa liderança com dignidade. Aquilo que parece ser rebelião pode não ser (Js 22.31b), que isso seja apenas um alerta para nós.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE