terça-feira, 21 de outubro de 2014

DESIGNAÇÕES PARA O EPISCOPADO



ESBOÇO 588
TEMA: DESIGNAÇÕES PARA O EPISCOPADO
TEXTO: 1 TIMÓTEO 3:1-10

            Na bíblia há recomendações especificas para pessoas que são chamadas para exercer atividades ministeriais na obra de Deus, as qualificações tornam-se indispensáveis para essas funções, embora não haja homens perfeitos para ocupar o cargo de Bispos ou Presbíteros, Pastores e Diáconos, mas é necessário que eles tenham essas qualidades. A conduta do obreiro diz muito a respeito do seu desempenho ministerial e outras funções eclesiásticas que ele venha exercer. Paulo doutrinou o jovem obreiro Timóteo para que ele desenvolvesse bem o seu ministério. Falaremos nesse mote sobre a aspiração pelo episcopado, a conduta tanto no lar quanto para com os de fora.  

(1) Aspiração
Desejar o episcopado é natural desde quando não seja mórbida, essa é uma ambição que não deve ser ignorada. Cada pessoa tem reações e desejos diversificados, por isso devemos entender e não ignorar de forma grosseira aqueles que desejam, mas é necessário mostrar-lhes que existem as qualificações para o exercício ministerial (I Tm 3:1), para isso é necessário levar em consideração a vida devocional que começa com o novo nascimento e com a morte do velho homem e o abandono das velhas práticas (Rm 6:6,10; Ef 4:22-24) que também é aplicada a vida diária de todos aqueles que compõem a igreja de Cristo.

(2) Qualificações
A nossa conduta deve ser vista em dois aspectos: No lar e fora dele. Paulo mostra a Timóteo que o candidato ao ministério tenha essas principais características: (1) Ser irrepreensível; (2) Marido de uma só mulher; (3) Vigilante; (4) Sóbrio; (5) honesto; (6) Hospitaleiro; (7) Apto para ensinar; (8) Não dado ao vinho; (9) Não espancador, mas moderado; (10) Inimigo de contendas; (11) Não ganancioso; (12) Que governe bem a sua casa, tendo seus filhos sob a disciplina com todo respeito; (13) Não neófito para que não se ensoberbeça e caia na condenação do diabo (Tm 3:2-4). A nossa vida devocional exemplar deve ser a nossa divisa enquanto vivermos, o nosso testemunho cristão deve ser dado até o final da nossa carreira.

(3) Comportamento exemplar
É necessário que a sua conduta seja transparente tendo um bom testemunho para com os que são de fora para que não caia em opróbrio, e no laço do diabo (I Tm 3: 6,7).  O líder espiritual deve ter essas qualificações, para que a obra de Deus tenha um desenvolvimento saudável, esses deveres devem ser estendidos também aos líderes de diversos departamentos da igreja, se assim fizerem serão um bom ministro de Cristo (I Tm 4:6). O mundo precisa conhecer as qualidades daqueles que pregam o evangelho, pois “Há quem pregue arrependimento sem jamais tê-lo experimentado. Há quem anuncie a graça sem jamais ter sido transformado por ela. Há quem conduza os perdidos à salvação e ainda está perdido” Hernandes Dias Lopes. Amados essas coisas têm feito com que as pessoas desacreditem no que pregamos pelo fato de muitos não viverem verdadeiramente o evangelho, mas isso tem um preço, porque cada um dará conta dos seus atos a Deus, pois tudo o que semear colherá, pois semear é opcional, mas colher é obrigatório, toda infidelidade a Deus tem um preço, e através dela podemos causar infortúnios na obra de Deus.

         Muitos cristãos desejam o episcopado e outras posições de liderança na igreja, mas eles precisam estar cientes que devem ter uma boa conduta, caso contrário ele não estará fazendo jus a sua chamada ministerial. Sobre nós é imposta a responsabilidade de cumprir pra com Deus os nossos compromissos com Deus, e ser um verdadeiro exemplo (I Tm 4:12). Que Deus abençoe e ajude a todos os obreiros da sua seara.



Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A PREEXISTÊNCIA E A IMUTABILIDADE DE CRISTO



ESBOÇO 587
TEMA: A PREEXISTÊNCIA E A IMUTABILIDADE DE CRISTO.
TEXTO: HEBREUS 13:8

            As escrituras revelam sobre a preexistência e a imutabilidade de Cristo (Mq 5:2; Jo 1:1), portanto é de fundamental importância que o cristão conheça pelo menos um pouco sobre o assunto. Essa doutrina é chamada de cristologia, e bastante difundida no cristianismo. Arrazoaremos de forma rápida sobre a sua preexistência, imutabilidade, encarnação, as obras realizadas e onde ele está.

1. Preexistência
1.1. Profecias
O profeta Miquéias em sua mensagem inspirada fala sobre a existência de Cristo desde os tempos antigos e os dias da eternidade (Mq 5:2), e João ratifica sobre o seu tempo e a criação “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus (Jo 1:1,2). Jesus deu prova disso quando foi interrogado a respeito do seu conhecimento de Abraão dizendo: Antes que Abraão existisse eu sou (Ex 3.14) (Jo 8:58), leia também (Jo 17:5,24; Cl 1:17), Judas 1.25) “... glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém!”

1.2. Seus feitos
João escreveu que todas as coisas foram feitas por Ele “Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1:2,3).

1.3. Revelação
A pessoa de Cristo começou a ser revelada ao homem desde o Éden através da mensagem divina em (Gn 3:15). Os profetas também profetizavam, Balaão disse: “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto. Uma estrela procederá de Jacó...” (Nr 24:17).

1.4 Encarnação
Jesus o verbo encarnado (Jo 1:14), “Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus “enviou seu filho, nascido de mulher” (Gl 4:4; Rm 8:3). Ele Assumiu a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens (Fp 2:6,7).

1.4.1. Quais as razões para sua encarnação?
a. Confirmação das promessas de Deus (Gn 3:15; Is 9:6; 7:14; Mq 5:2).
b. Revelar o Pai a humanidade (João 1:18; 14:7,9;)
c. Se tornar sumo sacerdote e rei eterno (Hb 5:1,2; 4:15,16).
d. Aniquilar o pecado no próprio corpo (Hb 9:26b; Hb 2:9; 1 Jo 3:5).
e. Destruir as obras do Diabo (1 Jo 3:8).
f. Preparar o seu segundo advento (Hb 9:28).

1.4.2. Quais as obras realizadas por Cristo após a sua encarnação?
Muitos milagres foram realizados por ele, entre eles estão: Milagres (Mt 14:36; Jo 21:25); Ressurreição de mortos (Mc 5:41,42; Lc 7:14,15); Ensinou a muitos (Mt 4:23; Lc 4:15); Fez união entre povos  (Ef 2:14); Glorificou ao pai (Jo 17:4); Salvou o ladrão na cruz (Lc 23:43).

2. Imutabilidade:
A Imutabilidade de Deus, refere-se a sua constância ou ao fato de ser sempre o mesmo! Deus é absolutamente perfeito e não pode mudar para melhor, nem mudar para pior. Embora tudo mais esteja em estado de constante mudança, Deus permanece o mesmo para sempre e sempre.

O escritor aos Hebreus diz que Jesus é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13:8) e o Apóstolo Tiago também declara que Jesus Cristo é o pai das luzes em quem não sombra e nem variação (Tg 1:17). Ele permanece para sempre, ele é o sacerdote eterno (Hb 7:3); Ele é o principio e o fim (Ap 22:13 (Hb 1.12) “... mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão! (Mq 3.6) “Porque Eu, o Senhor , não mudo!”

3. Onde Ele está?
4.1. A destra de Deus como: (At 7:55).
a) Sumo sacerdote (Hb 4:14; 7:17; 8:1)
b) intercessor (Rm 8:34; Hb 7:25)
c) Advogado (1 Jo 2:1)
d) Juiz dos vivos e dos mortos (At 10:42)

Amados o que muito nos alegra é sabermos sobre a preexistência de Cristo, a sua imutabilidade, revelação e encarnação. A sua permanente manifestação sobrenatural sobre nós é o que nos garantem essa certeza, por isso devemos permanecer firme em suas promessas e convictos da nossa redenção, porque fiel é o que prometeu.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

DESOBEDIÊNCIA E OBEDIÊNCIA



ESBOÇO 586
TEMA: DESOBEDIÊNCIA E OBEDIÊNCIA
TEXTO: ROMANOS 5:19

            Desobediência as leis divinas e humanas é um dos males que tem contribuído para muitos conflitos sociais, pois a atitude de desobedecer vem desde o começo da criação. Quando Deus formou o homem estabeleceu princípios e limites que eram fundamentais, mas o homem violou esses princípios. Toda desobediência tem as suas consequências, e estas podem afetar outros indivíduos (Rm 5:12), quando desobedecemos a Deus violentamos a nossa própria alma (Pv 8:36). Veremos nesse breve mote o significado do termo “pecado”, como também as consequências da desobediência as leis divinas e humanas, a confissão da culpa e a obediência.

I. Significado
É uma ação ou efeito de desobedecer, cujos sinônimos são: indisciplina, insubmissão, insubordinação, rebelião e subversão. A palavra pecado também é um termo usado para descrever a desobediência à vontade de Deus (I Sm 15:19). O homem é tendencioso a pecar, e quanto mais peca, mais desejo tem, é um tipo de abismo que chama outro (Sl 42:7-9), com isso há degradação humana, tanto moral quanto espiritual. O ser humano é insaciável em relação ao pecado (2 Tm 3:13), messe texto temos a descrição das características do homem na prática do pecado. O homem não é pecador porque peca, mas por natureza.

II. As consequências da desobediência as leis divinas e humanas
(1) A desobediência as leis divinas teve como consequencias: (a) Contagiou todos os homens (Pv 20:9; Ec 7:20; Is 64:6; Rm 3:23;  5:12; I Jo 1:8); (b) Perdas de privilégios espirituais, ou destituição da glória de Deus (Rm 3:23); (c) Podendo ser banidos da presença do Senhor no julgamento (II Ts 1:9).

(2) A desobediência as leis humanas. Ao transgredir as leis humanas as consequências também são reais e inevitáveis, pois a lei da semeadura sempre estará em ação (Gl 6:7), as transgressões as leis divinas custaram vidas (Js 7:1-15; Pv 11:19; Ez 18:4c). Cada individuo é responsável pelos seus atos (Na 1:3), somente a consciência pode levar o individuo a reconhecer o seu pecado, pois essa é a única maneira do homem ter novamente a sua reconciliação com o Pai (Lc 15:17-19). Nessa bela parábola Jesus apresenta a oportunidade que o homem tem para obter o perdão e ser indultado pelo Pai, porém é necessário que ele abomine e deixe o pecado (Pv 28:13), após o reconhecimento do pecado o homem refaz o seu caminho baseado na obediência.

III. A confissão da culpa
Falamos anteriormente que é necessário o homem confessar e deixar o pecado, pois esse é o primeiro passo para ele alcançar: (a) Misericórdia (Pv 28:13); (b) Ser sarado espiritualmente das chagas deixado pelo pecado (Tg 5:16); (c) Perdoados (I Jo 1:9); (d) Cancelamento dos pecados (Rm 4:7,8); (e) Justificados pela fé em Cristo (Rm 5:1; 5:19); Purificação, mas convém lembrar que essa purificação aqui é condicional (I Jo 1:7), finalmente todo os benefícios que recebemos é condicional, devemos nos conservar puro (Tg 1:10-27) para usufruir dos bens espirituais.

IV. A obediência
Obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm 15:22), mas para exercer a obediência é preciso sacrifícios, renuncia de coisas que estamos apegados, principalmente do nosso eu. Quando obedecemos a Deus teremos uma grande colheita espiritual estendendo-se aos bens materiais

Amados, devemos afastar de nós qualquer tipo de desobediência, a Bíblia nos ensina a lançar fora todo fermento velho para que seja uma nova massa em Cristo (I Co 5:7), pois ele morreu por nós pecadores (II Co 5:15; Cl 1:22; Hb 2:9). Sejamos obedientes a Cristo guardando a sua palavra e seus ensinamentos (Ef 4:25-31; Cl 3:8; Tg 1:21; I Pe 2:1). Sigamos o que as escrituras nos ensinam, assim seremos abençoados e prósperos para a glória de Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A DISCUSSÃO DOS DISCÍPULOS



ESBOÇO 585
TEMA: A AMBIÇÃO DOS DISCÍPULOS
TEXTO; MARCOS 9:33-37

            Nas reuniões de Jesus com seus discípulos sempre havia questionamentos por parte deles, Jesus percebeu que algo de errado estava acontecendo entres os discípulos. O mestre sempre foi cuidadoso com eles e indagou-lhes dizendo: “O que vocês vinham discutindo pelo caminho?” Talvez os discípulos não imaginassem que ele fizesse essa interrogação. Naquele momento todos pararam e o silêncio tomou conta deles, quem sabe pensarem: como ele soube que discutimos pelo caminho? Jesus sabia que aquele tipo de discussão traria um grande prejuízo espiritual para eles, por isso ele resolveu conversar com eles e passar a limpo mostrando-lhes não seria necessário pensarem em liderança a ponto de discutirem.

A discussão
A discussão entre os discípulos parecia algo normal, pois eles discutiam para saber qual deles seria o maior (Mc 9:34), esse tem sido o desejo de muitos em todo mundo, ser maior e dominar as outras pessoas, está acima dos outros para tomar decisões sobre eles. Há duas situações que o homem não aceita de bom grado, pode até aceitar devido às circunstâncias; ser o menor e o último é posição que ninguém quer. As aspirações geralmente são pelas coisas estimáveis como: ser o maior e o primeiro em tudo, no entanto de maneira normal o homem pode chegar a patamares altos na vida, sem, contudo criar situações para o próximo. Comumente as conquistas são motivos de glórias, ou seja, o homem se gloria daquilo que faz e galga na vida, no entanto o homem mal também se gloria das suas maldades, assim como o homem bom se glória das coisas boas.

A aula prática
A todo o momento o Mestre ministrava aulas práticas e objetivas aos discípulos respondendo aos questionamentos feitos por eles em qualquer sentido, vejamos algumas perguntas dos discípulos: Quem é o maior no reino dos céus? (Mt 18:1-5), Jesus toma uma criança e poe no meio deles (Mt 18:2,3); Outro pedido foi o da mãe dos filhos de Zebedeu, ela era uma mulher como tantas que gostaria de ver seus filhos em boa posição, tanto nessa vida quanto na outra, mas pelo seu orgulho achava que seus filhos mereciam muito mais do que os outros (Mt 20:20,21); Outra discussão gerada entre os discípulos foi para saber quem parecia ser o maior deles (Lc 22:24-27). Diante de todos esses questionamentos Jesus resolve dar-lhes a maior lição lavando-lhes os pés deles (Jo 13:4-6; 13: 12-17); O mestre deixa claro que devemos guardar seus ensinamentos e deixarmos de sermos orgulhosos, ao invés disso guardar a lição de humildade “aprendei de mim” (Mt 11:29). Com essas e outras lições ele mostrou que devemos ser servos de todos. Quaisquer questionamentos com a finalidade de medir forças para ocupar um cargo de liderança ou ter sempre a primazia dos primeiros assentos ou lugares era reprovado por ele, pois a aspiração exagerada pelas coisas pode levar o indivíduo a criar situações desagradáveis para e as outras pessoas. Os interesses dos discípulos trariam problemas para todo discipulado, pois os interesses pessoais e mundanos estão sempre presente nos corações de muitas pessoas. Jesus disse que os gentios procuravam essas coisas (Mt 6:32), atualmente sucede as mesmas coisas.

A lição que extraímos do texto é que o apego as coisas dessa vida e a ambição mórbida pelas por elas é prejudicial a nossa fé. As lições ensinadas por Jesus devem ser aplicadas na nossa vida diária e devocional, não permitamos que tais aspirações venham contaminar os nossos corações, pois elas podem também nos deixar fora do reino de Deus, entretanto aquelas ambições dos discípulos não seriam interessantes para eles e comprometeria todo grupo. O obreiro Diótrefes (3 Jo 9-11), se lermos com bastante atenção esse texto veremos que esse obreiro era ambicioso, ciumento e queria toda primazia para ele, pois precisamos ter muito cuidado para não nos tornarmos como ele.

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE.