segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CÂNTICO DE VITÓRIA

ESBOÇO 598
TEMA: CÂNTICO DE VITÓRIA
TEXTO: ROMANOS 8:31-39
           
            Nesse texto intitulado o cântico de vitória Paulo expressa a sua confiança em Deus mostrando que ele é quem nos dá segurança de maneira que não devemos temer. Esse cântico é um incentivo para que também tenhamos a mesma fé.

Proteção divina
O que dizer mediante a tudo o que Deus havia feito por nós? “Se Deus é por nós, quem será contra nós” isso significa que a proteção divina sobre nós é muito maior do que qualquer outra, portanto a quem devemos temer? Quem se levantar será posto por terra. No cântico Paulo expressa de maneira muito apropriada que a maior parte Deus fez, e essa foi entregar seu filho por nós, “como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8:31,32),

Contra os acusadores
A respeito desses favores de Deus para conosco alguém pode até ficar irado e tentar acusar com a finalidade de impedir que Deus faça algo em nosso favor, podemos até ser vigiado vinte quatro horas como foi Daniel com a finalidade de acusá-lo (Dn 6:4,5, 10,11), mas quem intentará acusações contra os escolhidos de Deus se é o Senhor quem o justifica? (Rm 8:33), pois fomos escolhidos e justificados por Deus, ele nos escolheu e nos justificou. Jesus também fez a sua escolha “Não foram vocês que mim escolheram, mas fui eu que escolhi vocês (Jo 15:16)”. Devemos entender que por ele ter nos escolhido isso não nos isenta de sermos caluniados, perseguidos, humilhados, porém não derrotados, porque Deus é quem nos justifica, assim nenhuma condenação haverá se estivermos em Cristo (Rm 8:1,34). O único que poderia nos condenar, em vez disso deu a sua própria vida para nos justificar e ainda interceder ao Pai por nós (Rm 8:34). Então “Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que de mim procede, diz o Senhor” (Is 54:17).

Inseparável
Por tudo o que recebemos de Deus torna-se inviável separarmos de Cristo, o amor com que ele nos amou é a razão disso, portanto não há motivos pelos quais venhamos nos separar do Senhor Jesus Cristo. A atribulação, ou angustia ou perseguição, fome, nudez, perigo ou a espada? (Rm 8:35), além do perigo de morte e considerados como ovelha indo para o matadouro, mas por essas coisas somos mai que vencedores por Ele que muito nos amou (Rm 8:37).

Como não bastasse além do relato descrito no seu cântico, Paulo demonstrou a sua firmeza e confiança em quem ele tinha crido. ‘Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestade, nem a morte, nem o povir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 8:38,39). Devemos permanecer firmes e convictos em quem cremos e certos que ele nos dará vitória em todas as coisas.

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

AS MALDIÇÕES DE SIMEI

ESBOÇO 597
TEMA: AS MALDIÇÕES DE SIMEI
TEXTO: 2 SAMUEL 16:5

            As palavras imprecatórias amedrontam muitas pessoas. As imprecações são impetradas por pessoas cujos corações estão cheios de iras. Essas terminações são usadas desde os tempos antigos, as pessoas que acreditavam terem poderes dados por Deus, tanto para amaldiçoar quanto abençoar, portanto ainda hoje esses termos são usados por pessoas religiosas que se baseiam no passado.

Significado
a) A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras de maldição sobre pessoas e coisas. (b) Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Existem alguns salmos considerados imprecatórios, são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus sobre pessoas e povos, inclusive as imprecações mais longas estão nos salmos 35, 69 e 109, mas alguns traços de vingança também aparecem em outros, podemos citar alguns: (Salmos 31.17-18; 40.14-16; 54.7; 55.15; 58.6-7; 59.9-13; 83.9-17; 137.8-9; 139.19; 40.1). (c) Proclamar a desgraça de alguém ou uma praga.

O poder das imprecações
Ao ler o livro de salmos são necessárias algumas considerações, pois as maldições em algumas ocasiões expressas por pessoas apoiadas em algumas atitudes de outras podem causar infortúnios “infelicidade, desgraça, calamidade e desventura em determinados indivíduos”. As religiões antigas confiavam nessas declarações emocionalmente carregadas, que proclamadas trariam essas consequências, por isso as pessoas atualmente continuam temendo as maldiçoes (Rm 3.14). Devemos levar em conta o poder espiritual daquele que amaldiçoava ou abençoava. Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33); Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9.25,26; Dt 27.16). Há pessoas malignas, que recebem ajuda de espíritos malignos ou maus, e evidentemente podem prejudicar, ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte, entretanto não devemos ser supersticiosos a ponto de acreditar que venham sobre nós mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder PSÍQUICO e podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes. Se amarmos as maldições elas sobrevirão (Sl 109:17).  “Como um pássaro que foge, como uma andorinha no seu voo, assim a maldição sem causa não se cumpre” (Pv 26.2).

Geralmente as pessoas que recebe alguma palavra de maldição ou praga se sentem terrivelmente abaladas, outras não, podemos falar sobre as pragas de Simei sobre Davi. Aqueles que têm confiança em Deus não se desesperam “Quando o rei Davi chegou a Beurim, um homem de clã da família de Saul chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade determinando maldições conta ele” (2 Sm 16:5). Duas coisas acontecem com o povo de Deus, (a) A maldição sem causa não funciona (Pv 26:2); (b) Praga nenhuma lhe alcançará (Sl 91:10,12). Enquanto Simei amaldiçoava Davi estava tranqüilo e não revidou, não pronunciou nenhuma palavra contra ele

A proteção divina sobre as imprecações
Proteção é algo que nos envolve de maneira sobrenatural e os que estão debaixo dessa proteção Divina, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23.23)”. As maldições não alcançam o povo de Deus (Nr 22.12,18; Nr 23.11; Nr 24.10). Deus inverte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23.5). As palavras imprecatórias não nos alcançam e podemos desfrutar dessa benção (Sl 91.10; Isa 54.17; Jó 5.21; Tg 3.8-10; Rm 8.31, Nr 14.9; Jó 34.29; Sl 118.6; Rm 8. 33,34). Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34.7; Sl 91.3 – 12). Paulo escreveu aos romanos que não há quem condene aquele que Deus justificou (Rm 8:31)

As bênçãos divinas
Assim como podem vir às maldições as pessoas desobedientes, as bênçãos divinas também virão sobre os justos. No antigo testamento as bênçãos eram proclamadas em momentos solenes, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.  O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, porque elas eram proclamadas e as pessoas criam no Deus de Israel. Moisés proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26). As bênçãos eram invocadas quando na adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8). A postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22). No novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), várias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

As bênçãos divinas estão a nossa disposição, nós somos quem escolhemos (Dt 11:26,28). As bênçãos caem sobre os justos (Pv 10:6), ela enriquece sem acrescentar dores (Pv 10:22). Pela benção do justo a cidade se alegra (Pv 11:11). O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10). Deus fará descer chuvas de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Devemos confiar inteiramente no Senhor, pois dele vem a nossa proteção e as bênçãos divinas, as maldições não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar (Sl 91:14,15). Mesmo que alguém nos faça o mal, não devemos retribuir com o mal, antes pelo contrário abençoá-lo (I Pe 3.9,10), tenhamos a certeza que o Senhor nos protegerá enquanto confiarmos nele, e nos fará com que as suas copiosamente bênçãos caiam sobre nós e nossos filhos.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O VALOR DA OFERTA E DOS DÍZIMOS



ESBOÇO 596
TEMA: O VALOR DA OFERTA E DOS DÍZIMOS
TEXTO: MARCOS 12: 41-44
           
É notável nos nossos dias quando alguns líderes apelam para as contribuições financeiras, geralmente enfatizam o valor da oferta, ou seja, estipulam valores, isso pode até ser feito quando se tem um propósito para determinada coisa que seja para o beneficio da própria igreja, mas não permitir que as pessoas entendam que seja como um investimento para receber algo em dobro, o dizimar ao Senhor deve ser do modo que independa se receberemos ou não. O dízimo não é negociata com Deus, estamos apenas devolvendo aquilo que ele nos deu. O que determina o valor dos dízimos e das nossas ofertas alçadas não é a quantia ou valor monetário. Falarei de maneira bem rápida sobre os nossos dízimos e ofertas.

O que é o dízimo?
O dízimo “décima parte” é o reconhecimento de que tudo pertence a DEUS. É uma profunda relação entre você e Deus. O dízimo é devolver a Deus essa pequena parte de tudo aquilo que você recebeu dele. O dízimo ao Senhor é um mandamento divino para o seu povo (Ml 3:10). Quando dizimamos ao Senhor receberemos também proteção da parte que nos restam (Ml 3:11).

O Senhor através do profeta adverte o povo sobre os dízimos e as ofertas, porque eles estavam negando aquilo que era do Senhor e achavam que não valia apena, pois eles estavam olhando para a prosperidade dos injustos que não tinham compromisso com Deus (Ml 3:14,15). As igrejas cristãs devem sempre ensinar aos fiéis a dizimarem porque a obra de Deus sempre foi e será realizado com os dízimos e as ofertas o versículo dez deixa bem claro “para que haja mantimento na minha casa”

Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; (Pv 3:9).

Liberalidade no antigo Testamento
Os corações dos israelitas se inclinavam a ofertar para o tabernáculo, esse era um grande exemplo de liberalidade eram tantas as dádivas que o povo se impressionou (Ex 35:22; 36:5). Davi rei de Israel também ofertou para o templo (I Cr 29:3,4); Dádivas para reparação da casa de Deus (2 Cr 24:10); Ofertas também para a reconstrução do templo de Jerusalém (Ed 1:6; 2:69; 8:25; Ne 7:70; Lc 19:8). Observemos que o coração do povo estava aberto para ajudar a obra de Deus.

Liberalidade na Igreja primitiva
A igreja primitiva estava unida com o propósito de desenvolver a obra e ao mesmo tempo cuidar dos seus próprios membros (At 4:34,35; 11:29; 2 Co 8:2; Fp 4:16), embora a igreja tenha enfrentado vários problemas, mas foram superados pela unanimidade dos seus membros. Quando lemos o texto entendemos ser uma prática muito comum os cristãos trazerem as suas ofertas e dízimos para o templo do Senhor, algo hoje que deve ser levado em consideração, o tipo de oferta que oferecemos ao Senhor, isso é o que determina o valor dela, a viúva estava simplesmente devolvendo a parte que pertencia ao Senhor (Mc 12:41-44). O que determinou aquela oferta ser a maior não foi o valor monetário, pois ela havia depositado tudo que tinha, no entanto a fé e a humildade daquela viúva falaram muito mais alto do que a expressiva forma que as outras pessoas depositavam no ofertório.

            Devemos dar a Deus a parte que lhe pertence, quando fazemos isso estamos reconhecendo que tudo quanto temos provém de Deus. Jamais devemos entender que tudo quanto temos não tem a participação divina, mesmo que não seja um cristão, pois as bênçãos do Senhor vêm sobre todos, mas nem todos compreendem que provém dele, por isso se tornam mal agradecidos. O crente sabe que se o Senhor fechar as janelas dos céus nada virá, por isso além de ofertar dizimamos com aquilo que é dele. Deus tem muitas maneiras de nos recompensar, muitos entendem que a recompensa vem somente pelo lado financeiro, mas nem sempre Deus age assim, ele é multiforme na maneira de abençoar o seu povo, mas de qualquer forma é bênção, seja na parte financeira, na saúde e inteligência. Deus nos abençoa da maneira que ele quer.

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;Conforme está  escrito:Espalhou, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus.  (2 Co 9:7-11).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A VINDA DE CRISTO



ESBOÇO 595
TEMA: A VINDA DE CRISTO
TEXTO: Mateus 25:1-13

            A promessa da segunda vinda de Cristo é difundida em todo mundo e é a maior esperança da Igreja, é uma bem-aventurada esperança (Tt 2:13). Essa doutrina foi ensinada pelo próprio Cristo no sermão da montanha (Mt 24), Os cristãos em todo mundo aguardam com grande expectativa esse retorno, embora não se saiba quando será (Mt 24;36), mas estamos dizendo MARANATA! (Ap 3:11). Falaremos rapidamente sobre esse grande e esperado evento que abalará toda humanidade.

As fases da volta de Cristo
A vinda do Senhor se dará em duas etapas distintas, acontecerá da seguinte forma: (1) A primeira será para a ressurreição e os cristãos que aguardam em vida; (I Ts 4:16-17); (2) A segunda se dará no seu retorno a Jerusalém como rei vitorioso, o salvador de Israel. Jesus dá as últimas instruções sobre um dos acontecimentos da sua vinda na ascensão. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. (At 1:10,11).

Vinda repentina
A volta do Senhor será em hora que ninguém espera, todos devem estar preparados para o momento dessa primeira fase, em algumas parábolas Jesus deixou bem claro (Mt 25:1-13), o descuido, a negligencia pode deixar o crente fora do reino de Deus, ninguém tenha por tardia. “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”.  (2 Pe 3:8-10)

Sinais que precederão a volta de Cristo
Os eventos que precedem a volta de Cristo são claros, Jesus falou deles quando ensinava aos seus discípulos no sermão da montanha, ele apresentou um dos sinais mais claro presentemente (Mt 24:12), com a falta de amor há uma crescente onda de violência e o desrespeito a vida. “Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” (Mt 24:21). Atualmente estamos vivenciando a onda de violência em todo mundo, além dos sinais da natureza respondendo a agressão humana.

Eventos no momento da vinda do Senhor
Conforme descrito por Paulo em (I Ts 4:16,17), os mortos ressuscitarão primeiro, mas com que corpo eles ressuscitarão? “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo” (1 Co 15:35-38, 50). Os que estiverem vivos serão transformados no abrir e fechar de olhos, o que era incorruptível se revestirá de incorruptibilidade e aquilo que é mortal se revestirem da imortalidade (I Co 15:51-54).

            Amados necessariamente os crentes precisarão estar preparados para esse grande evento, pois os sinais dos tempos são claros, e um dos mais presentes e visível é a falta de amor, o esfriamento espiritual e a desvalorização da vida. Nesse mundo pecaminoso Deus tem preparado um povo para si, zeloso e de boas obras (Tt 2:14). “Aqueles que estão lutando duramente contra o pecado e contra o poder de Satanás devem saber que, uma vez que Cristo morreu em prol da sua redenção, muito mais agora, Ele dar-lhes-á graça suficiente para triunfarem sobre o poder do pecado e do mal (Rm 5.9-11).” Lutemos com todas as nossas forças para chegarmos ao final e perante Deus receber o troféu da vitória.

Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Ap 3:11

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

LIBERDADE X LIBERTINAGEM



ESBOÇO 594
TEMA: LIBERDADE X LIBERTINAGEM
TEXTO: GÁLATAS 5:13

            Liberdade expressa o direito de atuar segundo o livre arbítrio e conforme a sua vontade, mas ela deve ser de maneira que não prejudiquem os outros indivíduos. A liberdade nos da a sensação de independência não tendo de dar satisfação a ninguém, embora dependendo das leis que reja o país o indivíduo pode até gozar desse tipo de alvedrio, mas ela não deve ser confundida com libertinagem, da mesma maneira o cristão em relação a sua vida espiritual, ele não deve usar da liberdade para dar ocasião à carne. Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. Toda libertinagem deve ser combatida e reprimida com o rigor da lei, seja no sentido moral como também no sentido espiritual. Veremos sobre a falsa liberdade, as consequências da libertinagem e a liberdade espiritual.

I. A falsa liberdade
Muitas pessoas confundem liberdade com libertinagem, essa última dá ao indivíduo a sensação de uma liberdade real. O termo libertinagem é de origem francesa significando devassidão, considerado o oposto de liberdade. Alguém que pratica a libertinagem é um desregrado, dissoluto, pessoa que abusa da liberdade, geralmente essas pessoas não conhecem os seus limites, pois a libertinagem induz o indivíduo a desrespeitar as leis e seus limites, além de indicar falta de dignidade e bom caráter, isso se constitui um perigo não somente a sociedade, mas também a nossa vida devocional com Deus. Vivemos momentos em que muitas pessoas usam a libertinagem como liberdade, isso é o que nos faz entender que é uma falsa liberdade com sequelas bastante desagradáveis.

II. As consequências da libertinagem
Quando desconhecemos os valores morais as consequências são as piores possíveis, pois é na libertinagem que acontece a falta de compromisso com a verdadeira liberdade. A liberdade consciente constrói uma vida espiritual e uma sociedade saudável e justa. A todo e qualquer tipo de libertinagem deve ser reprimida pela força da lei. A falsa liberdade tem aparência com a verdadeira, mas não passa de uma escravidão. O vandalismo é o resultado de uma liberdade sem bom senso e total descontrole, se diz que o direito de um indivíduo termina quando o do outro começa, devemos ter a consciência daquilo que posso e do que não posso, ou seja, do que devo e do que não devo fazer. O homem só encontrará paz na alma quando aquilo que ele quer fazer é aquilo que ele pode e o que ele deve, pois isso se deve aos limites impostos pelo julgamento da própria consciência. Quando o indivíduo perde esse referencial ele não sabe discernir a liberdade da libertinagem e quem se junta a eles tomarão os mesmos caminhos. A Bíblia nos ensina a nos afastar dos tais, porque nós somos influenciados tanto para o bem quanto para o mau pelas pessoas com quem convivemos (Pv 13:20; I Co 15:33; Gl 5:7-9), da mesma maneira se andamos na companhia de pessoas que nos influencie a fazer coisas boas. (Sl 119:63; Pv 2:20; Pv 15:31).

III. Escravidão espiritual
Deixar essa liberdade dada por Cristo é submeter-se novamente a escravidão, aqui Paulo fala sobre o jugo ou a escravidão da lei, mas a graça trouxe liberdade “E daí? Havemos de pecar porque não estamos mais debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (Gl 6:15). Deixamos a escravidão do pecado e damos graças a Deus por ele ter nos proporcionado liberdade, mas não devemos abusar desse alvedrio. “Porque vós irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gl 5:13).

Ao homem Deus deu a oportunidade de liberdade, mas também lhes deu leis para coibir caso houvesse abuso, da mesma maneira é a liberdade espiritual, pois ela foi alcançada através de Cristo. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5.1). Quando o homem é liberto por Cristo e depois se submete novamente ao jugo do pecado é como um cão que voltou a sei vômito e a porca a sua lama (II Pe 2:22).

            A nossa liberdade cristã deve ser conservada mediante quaisquer circunstâncias, se a liberdade de ir e vir deve ser levada em consideração, muito mais a espiritual, parece-nos que os gálatas estavam se inclinado para se aproveitar dessa liberdade dada por Cristo para dar ocasião a carne ou para pecar livremente e sem esperar as consequências, antes devemos ser servos um dos outros, ou seja, a liberdade do cristão não é para satisfação própria, mas para servir um ao outro. Paulo mostra que a lei mosaica do AT é a mesma para o evangelho e quando um cristão ama o seu próximo ele cumpre essa lei, caso contrario destruirão uns aos outros (Gl 5:13-15). Até aonde vai a nossa liberdade? Até enquanto não fere a sensibilidade de Deus, e princípios importantes como o amor ao próximo.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE