quarta-feira, 17 de junho de 2015

CUIDADO COM O MURMÚRIO

ESBOÇO 620
TEMA: CUIDADO COM O MURMÚRIO
Números 11:1-10

            Os israelitas tinham um sonho de um dia sair da escravidão do Egito, mas esse sonho tornou-se realidade, finalmente saiu do Egito. Para os hebreus todo pesadelo ficou para trás e dali em diante tudo seria maravilhoso, só que não contavam com os desafios que os esperavam durante a viagem cujo destino seria a terra prometida, terra que manava leite e mel como disse o Senhor (Ex 3:8), terra que o Senhor prometera a Abraão, a Isaac e a Jacó que lhes havia de dar (Ex 33:1).

Toda conquista tem um preço
O caminho em direção a conquista revela algo que jamais esperávamos, são os contratempos e as dificuldades. Deus não nos dá algo grande que não paguemos o preço para alcançá-lo, o nosso desejo é sempre conquistar algo grande, mas será que estamos prontos para enfrentar os desafios? Será que estamos prontos para conquistar? Em uma competição atlética todos os envolvidos têm um alvo a alcançar, porém ele terá que vencer os obstáculos até alcançá-lo “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar...” (I Co 9:24,25), além disso ele não pode correr na incerteza. Nada nessa vida é completo e perfeito, por isso existe a insatisfação, ela está presente em todos os lugares, e os murmúrios aparecem e muitas vezes são de maneira velada.

O vulgo que estavam entre eles
Quando os hebreus saíram do Egito no meio deles vieram outros povos “vulgo” eles aproveitaram a oportunidade e também saíram com os hebreus, mas no caminho logo quando apareceram às dificuldades e eles começaram a induzir os Hebreus a murmurarem contra o seu comandante e líder espiritual “Moisés”, aquele povo estava envolvido na saída, mas não tinham compromisso, apenas queriam livra-se da escravidão, portanto eles não faziam parte das promessas divinas para o seu povo, por isso eles murmuraram (Nr 11:4).

As revelações no deserto
Nos desertos, algo que jamais podíamos perceber será revelado pelo próprio homem, ou seja, no deserto ele revela o que há no seu coração “E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.” (Dt 8:2,3).

A murmuração
Os murmurantes atrapalham e corrompe, “um murmurador gera outro”. “As más companhias interrompem os bons costumes” (I Co 15:33), e as más conversações produzem as mesmas coisas. O murmúrio é como aquele fogo que se acendeu no meio do povo que somente as orações de Moisés conseguiram apagar. O murmurador é um pessimista que induz qualquer indivíduo a querer voltar atrás, eles fizeram o povo sentir que no Egito era melhor, pelo menos lá tinha pepinos e cebolas de graça, Ora! Como era de graça? Se eles eram escravos? Isso pode acontecer com você! Sentir saudade de onde saístes e fostes libertos. Para eles era uma grande vantagem continuarem lá. Os Hebreus se esqueceram da dureza do trabalho e a humilhação com que eram humilhados por Faraó. Isso é uma prova que nem sempre estamos preparados para enfrentar as dificuldades dos desertos, jamais eles esperavam enfrentarem tantas dificuldades, mas isso fazia parte do contexto daquilo que o Senhor queria realiza na vida deles, era uma nova experiência que resultaria em algo maravilhoso. Tem experiências amargas que resultam em algo glorioso (Sl 119:71) ”E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8:28).

            A nossa confiança em Deus deve permanecer durante toda a nossa vida, seja por caminhos planos ou ásperos, essa confiança não pode ser abandonada, pois ela tem galardão (Hb 10:35,36). Nos desertos que atravessamos muitas vezes nos faltam às coisas que julgamos serem as mais necessárias, por isso somos tentados a olhar para a prosperidade dos ímpios como fez Jó, Davi e Asafe (Jó 21; Sl 37; Sl 73). A liberdade que nos deu o Senhor vale mais que as dificuldades. Deixemos o Egito de coisas para trás e vamos seguir avante, nem saudades devemos mais sentir, permaneçamos firmes, pois o Deus da provisão está conosco. Tudo Deus proverá!

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE


quinta-feira, 11 de junho de 2015

A INTEGRIDADE NÃO TEM PREÇO

ESBOÇO 619
TEMA: A INTEGRIDADE NÃO TEM PREÇO
Texto: I Samuel 12:2-5

            Ser íntegro deve ser um princípio fundamental para todos, independentemente de qualquer que seja a etnia e religiosidade. Ela está intrinsecamente ligada à vida moral de um indivíduo, embora nem todas as pessoas se importem com a sua integridade e reputação, mas faz-se necessário, principalmente o cristão diante da sociedade em que ele vive e fora dela. O homem deve preservar esses princípios em qualquer circunstancias. Veremos nesse comentário dois importantes exemplos de boa e má fama.

O que é reputação?
Reputação (do latim reputatione) é a opinião (ou, mais tecnicamente, uma avaliação social) do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização, isso se constitui num importante fator em muitos campos, tais como negócios, comunidades online ou status social. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Existem pessoas que não se preocupam com a sua reputação, pode o povo falar o que falar ele não está nem ai, isso é muito prejudicial, principalmente aqueles que servem a Deus. A Bíblia mostra que houve pessoas íntegras e de boa reputação, como também de má fama.

O que é integridade?
É uma palavra de origem latina “integritate” qualidade ou estado do que íntegro ou completo, cujos sinônimos são honestidade, honradez e retidão. A integridade pode ser pessoal, moral e física. Ser íntegro, de uma forma simples é dizerem o que somos, por isso, ser integro implica em agir com retidão, com a verdade, com ética, com justiça, com transparência (sem usar máscaras), com imparcialidade (sem tomar partidos) e com seriedade. A Bíblia cita várias personagens que tinham caráter íntegro, José era um deles. Nesta lição estudaremos a respeito de sua vida. Vejamos nesses textos sobre a postura de José: “Gn 37.2-4; 19-20; 37-36; Jó 1:1; Lc 2.25).

Testemunho pessoal sobre a reputação de Samuel
Samuel, profeta e juiz, conhecido como homem de Deus (I Sm 9:1-6). Samuel serviu a Deus perante o sacerdote Eli desde criança, por quase a sua vida julgou em Israel a todos que vinham a ele, mas na sua velhice ele foi rejeitado pelo povo (I Sm 8:7). Saul foi aclamado a rei de Israel e na reunião solene de transição Samuel reúne a multidão e faz uma declaração sobre a sua vida moral e espiritual “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje, testifiquem contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.” (I Sm 12: 2 - 5)

1. O rei que vocês pediram está ai (Saul);
2. Eu já fiquei velho e de cãs brancas;
3. Meus filhos vão continuar com vocês;
4. Eu tenho andado diante de vós desde a minha mocidade;
5. Testifiquem contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido;
6. A quem tomei um boi, a quem tomei um jumento;
7. A quem defraudei;
8. De quem recebi suborno ou a ele encobri os meus olhos;
9. Se eu tenho eu quero restituir.

É admirável a atitude de Samuel em expor com muita convicção a respeito da sua vida moral e espiritual perante o povo, não era um desabafo, mas um momento histórico e de transição que daquela hora em diante Saul seria o primeiro rei de Israel. Os homens de Deus devem ser desprovidos de qualquer maldade e imoralidade, coisa que muitos chamados de “homens de” não querem ser porque há algo que os impede, sem dúvidas é o orgulho, a falta de pudor e a prepotência elevada devido a sua própria fama. O interessante foi a humildade de Samuel, o povo havia lhe rejeitado, contudo ele não perdeu a sua postura. Temos conhecimento que um dos presidentes da república do nosso país que se negou a passar a faixa presidencial ao seu sucessor por motivos pessoais e políticos, isso é um péssimo exemplo para um estadista, além de comprovar a incapacidade de estar no poder, e também demonstra a despreocupação a respeito da sua reputação. Muitos líderes também não se preocupam, e muitos deles confessam a mesma fé e no mesmo seguimento religioso, se envolve em escândalos e o pior que a ninguém quer ouvir, a reputação do seu pai não era boa, no entanto ele também não estava preocupado.

Péssimo exemplo de Roboão
Existem pessoas que fogem do propósito inicial, Salomão foi o sucessor de Dai seu pai e durante o seu reinado ele fez o que era mal aos olhos do Senhor (I Rs 11:2-8), porém tudo o que o Senhor havia ordenado Salomão fez diferente, por isso veio sobre ele a ira do Senhor e prometeu de rasgar o seu reino e dar a um dos servos dele (Jeroboão) dez tribos, porém não faria nos seus dias por amor a Davi seu pai, conforme falou o Senhor (I Rs 11:10-13), daquele dia em diante Salomão reinaria apenas duas tribos “Judá e Benjamim”  o reino de Salomão começou a ser abalado (I Rs 11:14). Eu quero abordar aqui e levar em consideração fatos importantes que extraímos lições para os nossos dias: (1) Salomão morre e Roboão seu filho assume; (2) Jeroboão juntamente com o povo pede para que ele alivie a carga de impostos que pesava sobre o povo imposta por teu pai; (3) Roboão pede conselhos aos anciões e recusa recebê-los; (4) Roboão busca conselhos dos jovens insensatos que o aconselharam imporem um jugo pior do que do seu pai. A vaidade e o poder têm feito com que muitos líderes religiosos estejam atualmente na mesma situação.

Uma das nossas preocupações deve ser em relação a nossa conduta moral e espiritual, a vida digna de uma pessoa pública, o testemunho de Samuel deve ser seguido por todos nós independentemente de ser líder ou não, ele mostrou a sua dignidade diante do povo desde a sua meninice e povo conhecia a sua história e a resposta que deram a ele foi: “Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.” (I Rs 12:4,5), o próprio Jesus procurou saber dos discípulos o que diziam os homens ser ele (Mt 16:13). Devemos nos preocupar a respeito do que dizem de nós em termos de reputação e integridade o que somos; duas coisas são imprescindíveis ser “Sal e Luz”.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O IRMÃO MAIS VELHO

ESBOÇO 618
TEMA: O IRMÃO MAIS VELHO
“E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio e chegou perto de casa, ouviu a musica e as danças” Lc 15.25.

Lucas descreveu no capitulo 15 uma parábola de Jesus sobre o filho pródigo, cujo conteúdo ressalta o filho desobediente que saiu de casa, sua volta, o pai amoroso e perdoador, e o insurgente irmão MAIS VELHO. Essa é uma lição importante para a nossa vida diária.

I. O Filho desobediente
1. O filho mais novo, “falta de maturidade”. Ele abandonou a casa do pai pedindo parte da sua herança, talvez esse fosse o principal alvo daquele filho (Lc 15.12). As pessoas inexperientes não levam muito a sério as consequências daquilo que faz e as decisões que tomam. O egoísmo pode levar um filho a desprezar a família em busca dos prazeres da vida, no sentido espiritual acontece o mesmo, o filho abandona a casa do pai, “Deus” deixa a comunhão da família para experimentar os prazeres do pecado, para aquele filho pródigo o convívio familiar não seria mais interessante, e sim novas amizades. “As novas amizades exigem muito mais cuidados do que as antigas” e sobre isso ele não pensou, pediu a parte da sua herança e retirou-se, granjeou amigos, mulheres, bebida, dança, finalmente aproveitou bem, mas há alegrias que duram pouco e o que ele pensava ser sucesso tornou-se fracasso.

2. Longe de casa
Partiu para uma terra longínqua, longe do convívio e a comunhão familiar, o filho se tornou vulnerável, os “amigos” foram os únicos beneficiados com a herança que o moço tinha em mãos. O texto diz que ele desperdiçou a sua fazenda “herança”, vivendo dissolutamente, o contrário aos bons costumes, devasso e libertino. (Lc 15.13). As conseqüências não demoraram, as sementes plantadas começaram a brotar.

3. As conseqüências
Nada pior do que as conseqüências daquilo que se semeia, após ter gastado tudo houve naquela terra uma grande fome. Os nossos erros muitas vezes culminam com a realidade do momento, além de não ter mais dinheiro o povo estava vivendo uma crise econômica muito grande, e aquele filho liberal começou a padecer necessidade, desejando comer até das bolotas que os porcos comiam, porque ninguém lhe dava nada (Lc 15.15,16).

4. O seu regresso a casa do Pai
Somente quando a pessoa admite o seu erro e reconhece o seu pecado, surgem novas oportunidades para ele “E caindo em si disse:” – “Quantos trabalhadores de meu pai tem abundancia de pão, e eu aqui padeço de fome!” (Lc 15.17). A grande atitude, sem ela jamais chegaremos há algum lugar, “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai pequei contra o céu e perante ti.” Muitas vezes os nossos pecados não afetam somente aos nossos familiares, mas a igreja e a Deus. “Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.” ele estava disposto até a se tornar empregado do seu pai (Lc 15.18,19).

II. O pai amoroso
Voltando para casa, o pai avistou de longe e se movei de íntima compaixão, e correndo lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou (Lc 15.20-24). Quantas vezes pensamos que Deus nem mais nos aceita mediante tantas coisas que praticamos, mas a atitude de um verdadeiro pai é amorosa “Mas disse aos seus servos: Tragam a melhor roupa, e ponde-lhe um anel no dedo, e sandálias para os pés, trazei bezerro cevado e matem, vamos fazer festa, porque esse filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado e começaram a alegrar-se.

IV. O irmão mais velho
Em todos os lugares estão os irmãos mais velhos; eles são insatisfeitos com qualquer agrado que se faz a outro; o mais interessante para ele é ver o irmão sempre afastado para não tirar-lhe as oportunidades; o irmão mais velho sempre tem argumentos contra o seu irmão que falha ou peca; Ele sempre reage com indignação e orgulho; para ele as disciplinas devem ser intermináveis; seus conceitos são excessivamente justos; tem como característica não perdoar (Lc 15.28,29).

Irmãos jamais devam permitir que o caráter do irmão mais velho permeie os vossos corações, e sim, a atitude do pai que abraçou o seu filho lhe dando outra oportunidade. Deus é um pai que oferece aos seus filhos grandes oportunidades, por isso não deveis rejeitá-las, voltar para casa foi a melhor atitude do filho pródigo. Tomemos como exemplo essa parábola, sejamos humildes em receber e perdoar os nossos irmãos faltosos.

Pr. Elis Clementino- Paulista-PE





A DOUTRINA DO PECADO

ESBOÇO 617
TEMA: A DOUTRINA DO PECADO
Texto: Romanos 5.12

As escrituras põem em destaque dois grandes princípios e qualidades morais: A SANTIDADE e o seu ANTAGONISTA “o pecado”. Podemos dizer que na esfera moral o primeiro corresponde ao bem e o segundo ao mal. Os princípios morais são identificados por um desses princípios. Discorrerei de maneira simples sobre o pecado, suas origens e as consequências.

Significado
Na teologia essa doutrina é chamada de Hamartiologia que no Gr significa hamartia = erro + logos = estudo, ou seja, é a ciência que estuda o pecado, as suas origens e consequências. O Pecado é a transgressão de preceitos religiosos, falta, erros, culpas. Não é um acontecimento fortuito, ou seja, casual, acidental e eventual que não evolva culpa por parte do pecador, também não é um acidente. (Rm 5:12). Há quem ensine que o pecado é acidental; porém, conforme já verificamos no ensino bíblico que o pecado resultou de um ato de desobediência por parte de Adão. “O homem não é pecador porque peca, mas porque é pecador.”

Origem do pecado
No princípio Deus criou o homem perfeito, conforme a sua imagem e semelhança, do homem a mulher para ser-lhe auxiliadora, e depois lhes deu ordens “E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” (Gn 2:9), na ordem expressa de Deus para Adão e Eva não lhes tiravam o poder de escolhas, se comeriam ou não, caberia a eles apenas obedecerem ou não à voz do Senhor, mas havia um grande inimigo de Deus “o diabo” que se transfigurou em serpente para iludir a mulher e convencê-la a desobedecer ao Senhor. Analisemos as estratégias do diabo (Gn 3.1-6). Satanás usou alguns argumentos para poder convencer a mulher (1) Ele pergunta: Não comerás de toda árvore do Jardim? (2) Ele diz a mulher, certamente não morrerás, o mais profundo argumento começa agora: (3) Satanás diz a mulher: Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Satanás usou as suas artimanhas para tentar o próprio Cristo, Se tu és o filho de Deus, transforma essas pedras em pão (Mt 4.1,2); te darei tudo se me adorares (Mt 4.8-10).

O homem sempre amou e aceitou aquilo que lhe oferece vantagens, principalmente o que estava sendo oferecida a mulher no Edêm, ser como Deus, a mulher viu uma grande vantagem, mas era apenas uma tentação para promover-lhe a queda, não basta muito para o homem ambicionar e se contaminar (Pv 28.21)

As consequências do pecado
Não é mera debilidade da criatura, pela qual o homem não deva ser responsabilizado ou tido como culpado (Jr 17:9; Lm 3:39). Há pessoas que afirmam que o pecado é apenas uma espécie de debilidade ou fraqueza, pelo que somos muito infelizes, porém de modo algum, culpáveis ou condenáveis. Mas essa opinião é contraria a verdade revelada nas escrituras, o pecado na sua realidade gera a morte (Tg 1.15; Rm 6.22,23). É importante saber que o pecado não é uma mera ausência do bem e nem a falta de retidão positiva e não é uma simples negação, basta entender o que Paulo escreveu aos romanos “porque bem sabemos que a lei é espiritual: eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado...” (Rm 7.14-25). Existe o falso culto como Ciência Cristã que afirma que o pecado é uma negação que o mal é a ausência da retidão. Mas isso não é verdade porque existem formas de pecado extremamente malignas. A palavra de Deus afirma que o pecado e o mal têm existência positiva, e que são ofensas contra Deus, no entanto todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei (1 Jo 3.4). O pecado não pode ser entendido como imaturidade, falta de desenvolvimento, ou remanescente de características primitivas, mas como violação dos mandamentos de Deus, e isso o seu preço que pode custar a vida terrena e espiritual.

            O pecado é uma realidade e somente será combatido quando nos entregamos a Deus que é justo e abomina o pecado. Não conformar com este mundo é o resultado de um novo nascimento em Cristo (Jo 3.3; Rm 12.2), é através da rejeição do pecado que somos justificados pela fé nele “Cristo”. Uma vez liberto jamais devemos voltar à escravidão do pecado, mas manter-se cada vez mais distante dele servindo a Deus com uma vida pura e justa e que seja vista como testemunho de uma vida mudada.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

domingo, 24 de maio de 2015

CADA UM CARREGUE A SUA PRÓPRIA CRUZ

 ESBOÇO 616
TEMA: CADA UM A SUA PRÓPRIA CRUZ
TEXTO: MARCOS 8:34

            Ensinando os discípulos Jesus foi claro a dizer-lhes; cada um deve levar a sua própria cruz se quiser me seguir, embora eles soubessem que ele estava se referindo a algo muito conhecido na época a “cruz”. Naquela época a cruz era um instrumento de tortura usado na condenação dos facínoras, no entanto a cruz que Jesus se referiu não era aquela que eles estavam acostumados a ver com pessoas sendo torturadas e expostas ao sol e a chuva até a morte. O tipo de cruz apresentada pelo Mestre era muito mais pesado “a cruz da renúncia”, não há cruz mais pesada do que negar-se a si mesmo.

Citações importantes
“Vitória mais difícil é a vitória do eu.” Aristóteles; “Domina-te a ti mesmo. Enquanto não tiveres conseguido isso, será apenas, um escravo.” Roberto Burton

Significado da Cruz.
1. A cruz, símbolo de sofrimentos (1 Pe 2.21;4.13).
2. Símbolo de morte, aonde há uma cruz sinaliza que alguém morreu (At 10.39).
3. Instrumento de tortura, usado para execução dos criminosos condenados (Lc 23.33).
4. A cruz era sinal de vergonha foi nela que Cristo sofreu a mais terrível desonra (Hb 12.2).
5. Zombaria, onde Jesus foi zombado pelos seus algozes (Mt 27.39).
6. Rejeição; foi nela que Cristo foi rejeitado (1 Pe 2.4).
7. É renuncia pessoal, é como se você tivesse carregando uma pesada cruz (Mt 16.24).

As implicações
O cristão carrega sobre os seus ombros o preço do discipulado, ”o negar-se a si mesmo” significa dizer não a qualquer prática e coisas que venham comprometer a sua vida moral e espiritual, e após essa decisão tomada ele já deve estar ciente o que vai abraçar.

Seis classes de sofrimentos
1. Negar-se a si mesmo por amor a Cristo implica em abrir mão de tudo àquilo que julguemos ser mais estimado e amado do que ele (Lc 14.26,27).
2. Batalhar até o fim contra o pecado (1 Pe 4.1,2; Rm 6); crucificando as suas concupiscências (1 Pe 2:11,21-14; Gl 2.20; 6:14; Rm 6:8,13; Tt 2.12).
3. Lutar contra Satanás e os poderes das trevas, para poder permanecer firme diante de Deus fazendo a sua obra (2 Co 10.4,5; 6:7; Ef 6.12; 1 Tim 6.12).
4. A enfrentar todo tipo de hostilidade do adversário e das hostes infernais (2 Co 6.3-7; 11.23-29; 1 Pe 5.8-10), pois é grande a ira do inimigo contra os que se opõem contra ele, no entanto nessa peleja jamais poderemos ser vencidos.
5. Perseguições por resistirmos aos falsos mestres que distorcem o verdadeiro evangelho (Mt 23.1-36; Gl 1.9; Fp 1.15-17).
6. Estarmos disposto a sofrer o opróbrio, ódio escárnio do mundo (Hb 11.25,26; Jo 15.18-25), porque rejeitamos deste mundo todo tipo de imoralidade (1 Co 12.1-27).

Quem nos ajudará a carregar a nossa cruz?
Nos momentos de necessidades sempre há alguém que de alguma maneira nos ajudam, mas se não houver quem lhe ajude, simplesmente conduza-a. Jesus ao carregar a pesada cruz de madeira sobre seus ombros já estando cansado certo cirineu que vinha do campo para adorar ao Senhor no período da festa da páscoa foi forçado a ajudá-lo (Lc 23.26), pois nem sempre aparece alguém disposto a ajudar, a não ser se pendurar nela para que fique mais pesada ainda, porém quando isso acontece o Senhor nos dará a capacidade e o consolo para carregá-la até o fim. O Espírito Santo é o Cirineu que está ao nosso é o paracleto divino para ajudar a a cada um carregar a sua cruz por mais pesada que seja.

            Os sofrimentos pela renúncia são as mais duras tarefas do cristão, significa suportar o opróbrio, afronta, desonra ou vergonha, infâmia e todo tipo de hostilidade, além de ter que deixar tudo (Mc 8:34; Mt 10.36-39). Deus nos guarde durante a vida aqui, que o Senhor capacite e dando-lhes forças para suportar até ao final da carreira e alcançar o final (2 Tm 4.7). Deixemos as coisas que para trás ficam sigamos firmes até o descanso eterno.


Pr Elis Clementino – Paulista - PE