segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CASAMENTO, UM BEM MAIOR A SER PRESERVADO

ESBOÇO 630
TEMA: CASAMENTO, UM BEM MAIOR A SER PRESERVADO
TEXTO: “Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher”. “Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem”. (Mc 10.7,9).

Após a edificação espiritual o casamento é a mais importante das demais edificações, portanto seguir os conselhos Bíblicos é o mínimo que podemos fazer para torná-la ainda mais segura. Alguns pontos devem ser levados em consideração para que essa edificação seja mais consistente. Arrazoaremos sobre o amor afetivo, relacionamento, fidelidade e intimidade.

1. O amor afetivo “Storge”
A primeira coisa que os cônjuges devem fazer é se certificarem da real existência do amor entre eles, pois a ausência do amor impossibilita a continuidade dessa união, é impossível marido e mulher continuarem juntos sem se amarem, pois o amor é o ingrediente principal para a manutenção da união. O Apóstolo Paulo descreve as características do amor verdadeiro diz ele: "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (I Co 13:4-7).

“Os que amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens. O amor é a imagem de Deus, mas não uma imagem da vida. É, isto sim, a verdadeira essência de toda a natureza divina, que fulga em bondade.” Martinho Lutero

2. A comunicação
Cada indivíduo possui a necessidade inerente de ser ouvido, isso é muito comum, maiormente entre os cônjuges, mas quando um deles não escuta o outro com os ouvidos e nem o coração se sentira mal amado e, involuntariamente se distanciam um do outro. Existem alguns sintomas na comunicação indicando que ela está em crise.

2.1. A interação
Quando um dos cônjuges nega-se a dialogar ou interagir sobre as suas dificuldades indica que uma crise mais profunda está bem próxima a se instalar entre eles, nesse momento alguns princípios são fundamentais e devem ser ressaltados:

a) Ouvir
Existem pessoas que não sabem ouvir atenciosamente até que a outra pessoa acabe de falar, essa atitude atropela o racionamento e o relacionamento. A Bíblia faz recomendações a respeito dessa atitude. “Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.” (Pv 18:13), sempre é bom prestar atenção no que o seu cônjuge está dizendo, mesmo que um deles ache que o assunto não tenha muita importância.

b) Falar
Ao interagir os cônjuges devem ponderar bem o que ouvem antes de responder ao outro quando necessário. Fale de tal maneira que o outro possa compreender e responder o que você está falando. “Saber dar uma resposta é uma alegria; como é boa a palavra certa na hora certa!” (Pv 15:23,28);  “Quem é cuidadoso no que fala evita muitos sofrimentos.” (Pv 21:23); ‘Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20); “Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” (Tg 1:19). Fale sempre a verdade, mas faça-o em amor, não exagere, também não use o silêncio para frustrar o companheiro, mas explique o motivo porque não quer falar. Evitem discussões comprometedoras e não briguem, saiba que é possível discordar sem haver brigas. (Pv 17:14; Rm 13:13; Ef 4:31). Não responda com raiva, mas use a resposta branda e bondosa, uma palavra dura suscita ira, mas a branda desvia o furor (Pv 14:29; 15:1; 25:15; Ef 4:26,31).

A comunicação no casamento não é tudo, mas com certeza uma boa comunicação evitará muitos conflitos entre os cônjuges.


3. Perdoar
a) Saiba que nunca é demais enfatizar a importância do perdão na relação conjugal. Alguém disse que um bom casamento é a união de duas pessoas de sexos opostos que se perdoam. Um casal caminha para a zona de perigo quando se observa as seguintes evidencias:

b) A indisposição em reconhecer o seu erro ou dizer: Sinto muito, eu errei! Quando estiver errado admita o erro e peça perdão (Tg 5:6). Assegure-se de esquecer e não lembrar o fato de vez em quando. (Pv 17:9; Ef 4:32; Cl 3:13; 1 Pe 4:8).

c) Não culpe ou critique o seu cônjuge, ao invés disso, restaure, Anime e edifique (Rm 14:13; Gl 6:1; I Ts 5:11).  Se alguém o atacar verbalmente, criticar ou culpar um ao outro não revide da mesma maneira. (Rm 12:17,21; I Pe 2:23; 3:9). Tente compreender a opinião do outro e não deixe espaço para as contendas. Preocupem-se com seus interesses (Fl 2:1-4; Ef 4:2). Entre os cônjuges pode haver discórdias, mas sem brigas.

d) Rever valores deixados para trás é fundamental, cabe aos cônjuges reavaliarem sobre os valores expressivos que foram olvidados e tentarem recuperá-los, para isso faz-se necessário um ou outro abrir mão de algum ressentimento guardado no coração. “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto revestiu-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.” Cl 3:13,14

4. Fidelidade
“A deslealdade ou falsidade, infidelidade”, acontece no casamento quando ele já está comprometido, esse é um dos piores momentos para os cônjuges, mas para que isso viesse a acontecer houve um caminho percorrido pelos cônjuges, principalmente quando o suficiente é ignorado e o insuficiente valorizado, a valorização entre os cônjuges em todos os sentidos reforça a fidelidade. “Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço. Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças? Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos. Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela.” (Pv 5:15-19).

5. Intimidade
O casamento é uma sociedade entre duas pessoas, onde o primeiro bem a ser compartilhado é o amor, embora haja muitos casais que se sentem proprietário um dos outros, por isso eles não se sentem na posição de conquistadores, porém o que você tem feito ao longo da sua vida conjugal para conquistar sua mulher ou seu marido? Será que a sua forma de conquistar tem sido correta? Procure reavaliar. Uma pessoa conquistada e valorizada será facilmente seduzida para uma relação mais profunda, mas para isso são necessários alguns requisitos:

a) A boa afinidade sexual é aquela que vem sendo trabalhada e preparada emocionalmente, pois os cônjuges devem estar cientes que o maior prazer será satisfazer a pessoa mais importante da sua vida, por isso o dialogar sobre o assunto é importante. O homem se sentirá preparado pelo que vê, e a mulher pelo que ouve. O preparo é responsável pelo tempero do ato, por isso calma, a boa aparência e cheiro fazem parte desse contexto, pois a ausência desses princípios dificulta o relaxamento e conseqüentemente a ausência do que é mais precioso para a mulher “o orgasmo”, dessa forma ela será a mais prejudicada. Após o ato sexual é recomendável que haja comentários beijos, caricias, para que o seu parceiro ou parceira sinta-se valorizado (a), o que chamamos de “poslúdio amoroso” que é um termo usado na música “é um trecho da musica executado após uma cerimônia.” Os cônjuges devem ter muito cuidado para não negar o direito do outro (I Co 7:3-6), muitas vezes um dos cônjuges usa como pretexto um tipo santificação exagerada para negá-lo, mas também pode ser que haja problemas hormonais que precisa ser tratado a tempo.

b) A idade
É importante levar em consideração os desgastes físicos e psicológicos, eles são inevitáveis, no entanto os cônjuges devem compartilhar, pois a idade avançada não impede, e dentro das possibilidades os cônjuges podem ter boa qualidade de vida conjugal atendendo as necessidades um do outro, pois as experiências adquiridas entre eles durante o tempo facilitam a satisfação, pois devemos levar em consideração que os corpos envelhecem, mas o AMOR NÃO.

O casamento é uma benção divina, por isso devemos valorizar e dar prioridade a ele, pois casamento é uma sociedade entre duas pessoas onde o primeiro bem a ser compartilhado é AMOR. O inimigo tem tentado de várias formas de alcançar o seio familiar para enfraquecer ainda mais a sociedade. Não podemos deixa para trás valores importantes relacionados ao casamento, caso alguns deles tenha sido olvidado tente restaurar fazendo como fez a mulher em busca da drácma perdida, os valores da família partem dos cônjuges, muitas vezes um deles têm que abrir mão de algo para preservar a família. Em uma guerra conjugal não existe ganhadores, ambos sairão perdendo e o pior é quando envolve crianças pequenas. Devemos fazer a nossa parte e pedir a Deus que nos ajude a vencermos os obstáculos encarando-as com firmeza e determinação, finalizando com renovação de votos e oração pelos casais.

Pr. Elis Clementino, Paulista – PE


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

AS CONSEQUENCIAS DA FALTA DE PERDÃO

ESBOÇO 629
TEMA: AS CONSEQUENCIAS DA FALTA DE PERDÃO
TEXTO: MATEUS 18:23-35

Neste estudo iremos abordar um tema de grande importância e doutrinário para todos, “o perdão”. No conceito de muitas pessoas perdoarem é difícil, podemos até lembrar-se de um perdão que liberamos para alguém que nos ofendeu, mas sem ressentimentos. Liberar o perdão não é fácil, mas é necessário porque ele faz parte do novo nascimento e da regeneração processo esse que facilita para que o indivíduo perdoe aqueles que lhe ofende.

Significado
Absolver, indultar, anistiar, desculpar, perdoar ou cancelamento de uma dívida. O perdão foi dado por Deus aos homens como uma oportunidade e meio de reaver os valores de um relacionamento, a falta dele pode trazer sérias conseqüências para o indivíduo como: Uma vida mecânica e fria sem nenhum sentimento e compaixão pelos faltosos, isso adoece a alma, peso na consciência, tristeza, remorso, rancor, esvaziamento espiritual e impedimento na adoração a Deus (Mt 5:24), como também impedimento as respostas das orações (Tg 4:3). Nas escrituras o perdão é discutido entre os discípulos e interrogaram Jesus a respeito, Quantas vezes devemos perdoar? Sete vezes? (Mt 18:21,22)

A quem é semelhante?
Jesus mostrou a quem era semelhante o Reino dos céus apresentando uma bela parábola sobre o ajuste de contas com seus conservo, trouxeram-lhe um indivíduo que lhe devia muito dinheiro e não tinha com que pagar, pois assim o empregado seria vendido como escravo com a sua família e tudo quanto possuía contato que a dívida fosse paga, mas o empregado implorou veementemente e prostrado aos seus pés suplicava dizendo: Dai-me um prazo e tudo te pagarei, e diante disso o patrão perdoou a sua dívida (1) Ele reconheceu a dívida; (2) Se humilhou; (3) Pediu-lhe prazo, mas o patrão sabia que ele não tinha com que pagar. Alguns requisitos devem ser levados em consideração para quem quer liberar perdão: (1) Compaixão, indulgência é uma atitude pertinente ao perdão, sem a misericórdia é impossível perdoar, principalmente quando a dívida é grande; (2) Somente a quem devemos é capaz de perdoar; (3) Quem for perdoado deve agir da mesma maneira para com os seus devedores (Mt 6.9-15). Muitas vezes não devolvemos da mesma forma aquilo que recebemos como disse Jesus na oração do pai nosso.

Atitude do servo
Ele não correspondeu da mesma maneira que foi beneficiado, após ser indultado aquele servo encontrou quem lhe devia, mesmo sendo uma quantia menor não quis perdoar, quem perdoa mais, mais ama “quem pouco se perdoa, pouco ama” "Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou, mas aquele a quem pouco é perdoado, pouco amou." (Lc 7.47). Embora Jesus se referisse à mulher que ungia seus pés e enxugava com seus cabelos, mas consideremos tão atual o tanto quanto naqueles dias.

Aquele cervo não abriu mão da pouca quantia que certo homem lhe devia o oprimindo, espancando, instando contra ele dizendo paga-me o que deves “Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida”. (Mt 18:28-30).

As consequências
Quando não perdoamos aos nossos devedores deixamos de exercitar a misericórdia (Mt 5:7), que não usa de misericórdia as consequências são inevitáveis “Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.” (Tg 2.13).

            O perdão compreende de humildade, ninguém será capaz de perdoar sem essa modéstia. Os discípulos de Cristo devem entender que o amor é a base que nos conduz a liberar o perdão. Indultar uma pessoa que nos fez algum dano indica um ato de reconhecimento do seu valor. É impossível alcançar o reino de Deus sem perdoar, pois devemos seguir o exemplo de Jesus que perdoou seus algozes

Perdoar é a mais nobre atitude do ser humano para com o seu próximo, com o perdão tanto o que ofendeu quanto o ofendido estarão livres.

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE


sábado, 1 de agosto de 2015

LOUVANDO A DEUS

ESBOÇO 628
TEMA: LOUVANDO A DEUS
Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na casa do SENHOR todas as noites. (Sl 134:1).

                Atualmente necessitamos de muito cuidado principalmente nas mensagens sejam elas cantadas, faladas e escritas, principalmente as que massageiem o ego humano. Toda mensagem com essa finalidade não devemos considerar como louvores a Deus. Há um equivoco muito grande nesse sentido, sobretudo nas igrejas evangélicas, há de se notar que isso vai aumentando e se tornado uma rotina, assim sendo o indivíduo vai esquecendo-se de fazer a sua parte diante de Deus. Devemos entender três princípios fundamentais: cantar, louvar e adorar.

Cantar
É uma forma de se expressar vocalmente através de frases melódicas, dessa forma você pode expressar uma tanto os seus sentimentos românticos para alguém e através do cântico também se podem louvar as pessoas como também a Deus o criador.

Louvar
É a maneira de se dirigir com elogios ou louvores há alguém. No sentido religioso é uma canção elogiando deuses e o próprio Deus criador. No meio cristão esse tipo de canção é uma maneira de celebrar tributar-lhe a honra devida pelos seus feitos “E pôs alguns dos levitas por ministros perante a arca do Senhor; isto para recordarem, e louvarem, e celebrarem ao Senhor Deus de Israel.” (1 Cr 16:4);  “Cantai-lhe, salmodiai-lhe, atentamente falai de todas as suas maravilhas.” (1 Cr 16:9); “Tributai ao Senhor, ó famílias dos povos, tributai ao Senhor glória e força.” (1 Cr 16:28). “A natureza do louvor cristão é de dentro para fora e tem duas qualidades igualmente importantes. Devemos adorar "em espírito e em verdade" (João 4:23-24).

O louvor congregacional
Esse acontece nos momentos de afluências, quando todos se dirigem ao Senhor com louvores “Louvai ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR.” (Sl 113:1); “Louvai ao SENHOR. Louvai o nome do SENHOR; louvai-o, servos do SENHOR.” (Sl 135:1); “Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor.” (Sl 146:1); Eis aqui, bendizei ao SENHOR todos vós, servos do SENHOR, que assistis na casa do SENHOR todas as noites. (Sl 134:1). No louvor congregacional todos se dirigem ao Senhor com o mesmo propósito para bendizê-lo.

Louvor individual
Muitos dizem serem levitas e adoradores ao Senhor, mas estão muito distantes disso. Eu tenho observado muitos tipos de louvores que jamais foram dirigidos a Deus, eles apenas massageiam o ego das pessoas enfatizando a exaltação do crente, atualmente muitos deles expressam sentimentos de vingança dos seus inimigos, mas leiam o que diz a Bíblia em (Pv 24,17,18), finalmente em muitos cultos os cânticos não se identificam com a vida devocional e cristã, eles não confortam os corações e tão pouco induzem os fiéis a demonstrarem a sua confiança e lealdade a Deus.

Os efeitos dos louvores
A música e os cânticos em momentos solenes e de adoração ao Senhor produz efeitos maravilhosos, na Bíblia encontramos passagens importantes, Davi ao tocar harpa para Saul, os espírito que lhe atormentavam se retiravam dele (I Sm); Jeosafá rei de Judá venceu uma batalha com os cantores a frente do exército.

Quando adoramos a Deus ele age de maneira graciosa nos trazendo vitórias e alegrias, o seu louvor e adoração a Deus quebram as barreiras, não importam se os muros de Jericó estão em volta de você, Paulo e Silas na prisão as grades caíram por terra (At 16:23-26); Pedro estava no cárcere com os pés amarrados, mas Deus enviou um anjo e o libertou (At 12:6-19). O louvor somente será recebido diante de Deus se estivermos em obediência a sua palavra, jamais permita que o seu coração seja massageado com as mensagens cantadas onde Deus faz tudo por você, muitos cantam e pregam somente aquilo que Deus faz pelo homem e não no que o homem precisa fazer para Deus, assim não é exigido nenhum esforço da sua parte é como se Deus tenha a obrigação para fazer tudo por nós. Adoremos ao Senhor, cantemos um cântico novo, adoremos a sua santidade independente de quaisquer circunstâncias.


Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

sábado, 25 de julho de 2015

O PODER ENCORAJADOR DAS PALAVRAS

ESBOÇO 627
TEMA: O PODER DAS PALAVRAS
"Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." Josué 1:9

Todo ser humano necessita de palavras encorajadoras, principalmente nos momentos mais decisivos da vida. As palavras que encorajam devem estar presentes no nosso dia-a-dia, elas são como combustível que alavanca a nossa auto-estima. Nas escrituras encontramos palavras encorajadoras como: Não temas, pronunciadas 365 vezes como impulsos fazendo com que as pessoas se sintam encorajadas a conquistarem seus ideais.

Atitudes de encorajamento
Geralmente as pessoas que encorajam exercem em algum grupo certo poder de liderança, devemos entender que não existem pelotões fracos, mas líderes fracos e incapazes de influenciar seus liderados. Sociologicamente o poder é definido como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo que estes resistem de alguma maneira, embora saibamos que no contexto sociológico existem vários tipos de poder. As pessoas que estão pretendendo alcançar algum alvo precisam ser encorajadas psicologicamente, como também elas podem estar abatidas em algum momento por um desfecho de algo que obteve sucesso e por isso precisam de motivação “Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer.” Dwight Eisenhower. “A verdadeira motivação vem de realização, desenvolvimento pessoal, satisfação no trabalho e reconhecimento.” Frederick Herzberg. Precisamos motivar pessoas para que elas desenvolvam as suas potencialidades. “Acredite que você pode, assim você já está no meio do caminho.” Theodore Roosevelt.

Fonte de encorajamento
A primeira fonte de encorajamento foi e continua sendo o próprio Deus, que criou o mundo, o universo e tudo quanto nele há somente com a palavra, da mesma maneira ele encorajou lideres do seu povo nos momentos mais difíceis, temos alguns exemplos; Moisés foi encorajado por Deus para o maior desafio da historia libertar os Hebreus, do domínio e escravidão de Faraó. Após a liderança de Moisés o Senhor encorajou a Josué o sucessor de Moisés para conduzir os Hebreus à terra prometida. Gideão, um grande líder foi encorajado por Deus para enfrentar um exército com um contingente maior que o dele, em contrapartida houve lideres que foram desencorajados ao fazer as suas tarefas, Neemias foi um deles, assim uma palavra de desanimo pode influenciar negativamente, uma palavra de estímulo e ânimo pode influenciar positivamente, dependendo do estado emocional de quem recebe. Você pode influenciar pessoas dependendo da ocasião e a finalidade, você já se sentiu desencorajados? Você já encorajou alguém a lutar?

O povo de Israel precisava ir à luta, tantos os fracos quanto os fortes, era uma situação de guerra e todos precisavam ir armados e os agricultores deveriam forjar e preparar as suas armas para a peleja, embora essas armas não fossem adequadas para a guerra, mas com esse encorajamento divino conseguiriam combater, todos deveriam ser fortes e a palavra de encorajamento era: “diga o fraco: Eu sou forte” ou, seja os fracos se tornariam fortes o suficiente para vencerem. Entre tantas palavras encorajadoras proferidas pelo Apóstolo Paulo entre elas destaca-se uma de extrema importância, principalmente para tripulação uma que aconteceu em um naufrágio, Paulo foi encorajado por Deus diante de uma viagem perigosa e naufrágio ele encorajou as pessoas que estavam no navio, embora a tripulação não quisesse dar ouvidos ao que Paulo dizia (At 27.9-12,23-25), as palavras animadoras de Paulo acalmaram tanto a tripulação quanto os passageiros.

            O encorajamento divino sempre esta presente em nossas vidas, por isso devemos acreditar que Deus têm nos encorajado nos momentos mais difíceis, basta estar atento, o anjo do Senhor se revelou a Paulo em meio aos balanços do navio e as tempestades que o assolava. Devemos nos lembrar que Jesus está no barco, a sua presença não proporciona afundamento, a sua palavra acalma os ventos e as tempestades de nos assolam. Devemos sempre ter uma boa palavra ao que está necessitando (Is 50.4).

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE



quarta-feira, 15 de julho de 2015

PODANDO PARA DAR FRUTO

ESBOÇO 626
TEMA: PODANDO PARA DAR FRUTO
TEXTO: JOÃO 15.2

            Na lavoura são usados alguns processos pelos quais a planta pode produz fruto, esse é um método bastante antigo, o próprio Jesus mostrou que esse era um método que dava resultado. Podemos aplicar esse procedimento no sentido espiritual para que por esse ele o crente produza mais frutos.

Processo de podagem
É o ato de se retirar parte de plantas, como arbustos e árvores, o procedimento é cortar ramos ou galhos inúteis que prejudiquem a produção de fruto. A podagem deve ser feita periodicamente e sempre após a safra (Jo 15.2). Geralmente as árvores infrutíferas não alimentam ninguém, a não ser produzir sombra, no entanto somente às folhas não bastam, e sim os frutos.

Passando Jesus por um caminho sentiu fome e viu uma figueira sem fruto, e disse para ela, nunca mais aja fruto em ti, e ela secou (Mt 21.19). Em outra ocasião ele proferiu a parábola de uma figueira plantada no meio de uma vinha e não produzia fruto, essa árvore além de está plantada no lugar errado ainda não produzia, imediatamente disse ao vinhateiro: corta esta porque está ocupando lugar, o vinhateiro responde: senhor deixa mais um ano até que eu escave e esterque se não der fruto corta-a, certamente esse processo de podagem estava inserido nesse tratamento. Jesus também deixou bem claro quando declarou o pai como o agricultor e seus ouvintes as varas (Jo 15:1-6), as varas que já não dão fruto é porque não tem em si a vida que provém de Cristo.

Lição espiritual
Muitas vezes precisamos PODAR algo que nos impede de frutificar, os ramos da indiferença, do orgulho, da maldade, do modismo e todo tipo de pecado. A nossa frutificação espiritual depende desses fatores, pois temos o dever de produzir frutos e não viver de aparência. Todos têm a oportunidade de produzir frutos, as que já têm fazem-se necessário o processo de poda, porém somos comparados a uma árvore cujos frutos devem aparecer, vivemos neste mundo para produzir e não viver na esterilidade e de aparências, viver de aparência é viver na hipocrisia, não se torne uma figueira estéril, pois o vinhateiro nos dá oportunidade para produzir. È necessário entender que fora de Cristo é impossível produzir frutos, e se houver alguma alguns ramos e coisas que nos impeçam de dar fruto devemos tirar e limpar as que dão frutos para que dê mais fruto. Devemos dar frutos como as jabuticabeiras que dão fruto desde o tronco estendendo-se por toda árvore.


Pr. Elis Clementino-Paulista –PE