terça-feira, 3 de novembro de 2015

A COROA DA MENTIRA

ESBOÇO 648
TEMA: A COROA DA MENTIRA
TEXTO: EFÉSIOS 4:25

Nem tudo que se consegue na vida pode ser considerado um troféu, muitas vezes parece com uma das maiores conquista algo que é alcançado através da mentira, principalmente a que resulte na derrota de alguém que ele tenha por inimigo. A Bíblia recomenda; não se alegre com a ruína dos seus inimigos (Pv 24:17). A glória da mentira é ser reconhecida como verdade, mas é preciso entender que qualquer que se erguer orgulhosamente com a finalidade de prejudicar alguém com a finalidade de tirar algum proveito da situação não ficará impune, essa é a lei da semeadura (Gl 6:7).

Oportunidades que devem ser rejeitadas
Saul estava perdendo a batalha para os filisteus, e seus filhos havia sido mortos, ele ficou acurralado e sem saída, para que não morresse nas mãos dos filisteus, o que seria uma derrota muito maior pediu ao seu escudeiro que o matasse, e imediatamente recusou matá-lo, certamente houve temor no coração daquele escudeiro, ele não quis fazer isso com o seu próprio rei e ungido do Senhor, pois ele teve um profundo respeito pelo seu líder, por isso ele descartou o pedido do seu líder para matá-lo. Davi também teve várias oportunidades para matar Saul (I Sm 26:8,11; Sl 105:14-15), ele rejeitou todas elas por temer ao Senhor, essas lições infelizmente são desprezadas por muitos na atualidade, no entanto tocar em alguém que foi posto por Deus em uma liderança constituí-se um grande perigo, Ora! Tanto o escudeiro quanto Davi sabia que o Senhor havia rejeitado Saul, mas aquela não era uma oportunidade de derrotá-lo.

Há outros acontecimentos bíblicos que mostram a consideração que se deveria ter a um ungido do Senhor, sob pena das conseqüências divinas, Elizeu foi zombado por um grupo de rapazes e foram devorados pelos animais (2 Rs 2.23,24; I Rs 17.1); Um homem de Deus e profeta foi ao rei Jeroboão profetizar sobre oi seu altar, mas quando o rei estendeu o braço para segurá-lo, o mesmo braço ficou enfermo (I Rs 13.1-7). Veja o que diz o (Sl 105:15), tanto o rei quanto o profeta teriam punição certa pelos seus atos se estivessem fora da vontade de Deus.

Mentir para tirar proveito
Há um fato que se contradiz entre o relato do amalequita e o suicídio de Saul, um texto fala que Saul suicidou-se (I Sm 31:4-5), o escudeiro de Saul ao vê-lo morto se matou, mas o
 amalequita conta a Davi que havia matado Saul (2 Sm 1:16), alguns dizem que as duas versões estão certas, Saul lanço-se sobre a sua espada e o amalequita chegou depois e acabou de matá-lo, ele veio e contou a Davi, certamente ele achou estranho a noticia daquele amalequita, talvez ele pensasse que com aquela noticia seria grandemente recompensado, ele valorizou muito o episodio e Davi desconfiou que ele estivesse mentindo, o amalequita não sabia que aquela noticia lhe custaria  a própria vida.

A exibição de uma coroa
Após supostamente ter matado Saul o amalequita saí alegremente conduzindo em sua mão a coroa e o bracelete (2 Rs 11.12) essas insígnias eram usadas pelos reis,  certamente ele pensava que exibindo a braceleta e a coroa de Saul, Davi se impressionaria com aquela atitude, pelo menos quatro coisas ele pensava em acontecer: (1) Provar que havia assassinado o rei de Israel; (2) Agradar a Davi com aquela noticia; (3) Obter algum favor de Davi; (4) Trazer os adornos de Saul para Davi fosse uma forma reconhecendo Davi como rei de Israel. Atualmente há muitos que esperam que um guerreiro em batalha tombe para que ele possa tirar proveito. Talvez o amalequita pensasse que Davi iria exaltá-lo, ou se gloriar com o acontecimento, Davi teve bom senso e não admitiu a noticia daquele mensageiro com a sua história talvez inventada.

O desfecho desse encontro foi muito trágico para o amalequita, era o que ele jamais esperava acontecer, a atitude dele em trazer a coroa de Saul em suas mãos não agradou a Davi, mesmo sabendo que seria o próximo rei, no entanto a hora de assumir o trono era questão de dias, mas isso não era motivo dele se gloriar, mesmo sabendo a maneira brutal como fora morto Saul. Davi lamentou a morte de Saul e seus filhos rasgando as suas veste um sinal de consternação com choro juntamente com seus homens até ao por do sol (2 Sm 1.11). Davi perguntou ao amalequita: “Como não temeste estender a mão para matar o ungido do Senhor?” (2 Sm 1.14), para o amalequita matar Saul era o golpe da misericórdia, mas para Davi não era justo matar o ungido do Senhor, portanto ele achou que aquele moço não deveria mais viver. Davi agiu com um profundo sentimento religioso e temor a Deus, chamando pois um dos moços que estavam com ele e manda matar o amalequita, porque a sua própria boca acabara de testificar contra ele próprio dizendo: “Eu matei o ungido do Senhor” (2 Sm 1.15,16).

            Algumas lições importantes devem ser aprendidas nessa história (1) O escudeiro de Saul temeu matar o seu rei, esse foi um belo exemplo (1 Sm 31.4); (2) A atitude néscia do amalequita em matar Saul, para ele parecia ser motivo de aplauso da parte de Davi (2 Sm 1.10) (3) A lamentação de Davi e de seus homens, para ele não seria momento de glória, mas de tristeza (2 Sm 1.11). (4) o amalequita foi morto pela sua mentira. Tenhamos cuidado com os nossos atos, Não devemos nos gloriar com a desgraça de ninguém, principalmente a queda de uma liderança, seja ela qual for. Quem profere mentira prestará contas a Deus, quem mente e filho do Diabo (Jo 8:44).


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A CONCIÊNCIA SEM OFENÇA

ESBOÇO 647
TEMA: A CONSCIÊNCIA SEM OFENÇA
TEXTO: ATOS 24:16

Na vida aqui, nada melhor do que se ter uma consciência, boa, saudável e inculpável. A Bíblia nos mostra a consciência como uma das armas essenciais capazes de nos elevar para uma vida espiritual bem sucedida (2 Co 1:12; 1 Tm 1:19).

1. Etimologia da palavra.
A palavra consciência vem do latim com, “com” e scire, “saber”. O equivalente grego a suneidesis, que ocorre por mais de trinta vezes no novo testamento (At 23:1; 24:16; Rm 2:15; 9:1; 13:5). Em sua evolução esse termo tem servido de sinônimo de consciência, no sentido de percepção. A palavra que se originou do latim, tem sido usado na filosofia como sinônimo de “consciência”, capacidade inata (Fil. que pertença a natureza de um ser) de destingir entre o certo e o errado.

2. Conceito de alguns pensadores
- Sócrates falava sobre a consciência como uma espécie de voz interna de advertência que ele reputava originar-se ser divino.
- O bispo Butler um
filósofo e teólogo, via a consciência como uma faculdade mental, e, de fato, faculdade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa), divinamente outorgada.
- John Henry Newmam pensava que a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são erradas. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o Homem, inerente, uma qualidade de espírito.

A palavra consciência pode ser o sinônimo de mente ou de alma. A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos nossos atos realizados, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer julgamentos justos, ela é como um instrumento medindo as nossas atitudes. No sentido cristão, naturalmente, a consciência humana nunca se manifesta isolada, supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência sendo capaz de influenciá-la.

3. Citações importantes.
1. “Consciência e reputação são duas coisas diferentes. A consciência deve-se a nós mesmo e a reputação deve-se ao próximo” (Agostinho).
2. Uma boa consciência é um natal permanente (Benjamim Franklim).
3. “Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” (Políbio).
4. “O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” (Schiller)
5. “Não confie em coisa alguma, sobretudo no homem sem consciência” (Lawrence Sterne, Tristam Shandy)

4. As reações da consciência.
Dependendo de como o espírito humano reage ao Espírito de Deus, a consciência pode ser descrita das seguintes maneiras:
1. Fraca (1 Co 8:7,12);
2. Consciência má ou contaminada (Hb 10:22; Tt 1:15);
3. Cauterizada (1 Tim 4:2). Há algumas interpretações com relação a mente cauterizada como: Marcar, produzir marcas, havia pessoas que eram marcadas com marca do deus a quem ele adorava. Paulo em (Gl 6:17) fala que trazia no seu corpo as marcas de Cristo, isso ele falava da sua verdadeira devoção a Cristo. A consciência do homem pode ser marcada a fogo com os efeitos do pecado;
4. Consciência pura (2 Tm 1:5);
5. Consciência livre de ofensa (At 24:6);
6. Consciência boa ou honrada (Hb 13:7; 1 Pe 3:16).

5. Deterioração da consciência.
1. Quando uma boa consciência se corrompe, começa afetar a fé, a sua vida de oração e comunhão com Deus, a vida de boas obras são extremamente prejudicadas (Tt 1:15,16). Quem rejeita a boa consciência terminará naufragando na fé (1 Tm 1:19);.
2. A deterioração da consciência leva o homem à vida totalmente pecaminosa, é como a prata que se torna escoria (resido silicoso que se forma juntamente com a fusão dos metais) (Is 1:22).
3. A deterioração leva também o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7:26; 16:12; Ez 16:47).
4. Uma consciência deteriorada é incapaz de produzir boas ações.
5. Uma consciência manchada se constitui um peso ou fardo na alma, de forma que para onde você vai tem que carregar.

6. Boa Consciência.
1. Uma boa consciência inclui a liberdade interna de espírito que se manifesta quando sabemos que Deus não está ofendido por nossos pensamentos e ações (At 23:1; Sl 32:1; 1 Tm 1:5;  1 Pe 3:16; 1 Jo 3:21,22).

A consciência manchada é um impedimento no desenvolvimento espiritual do cristão. Sabemos que Deus rejeita uma mente contaminada, por ele ser santo, uma mente maldosa, uma consciência que nos acuse constantemente é sem dúvida uma pedra no caminho do céu. Mantenha a sua consciência limpa para com Deus e os homens (At 24:16; 1 Tm 1:5).

Pesquisa:
Champlin Teologia e filosofia


Pr Elis Clementino-Paulista-PE

terça-feira, 20 de outubro de 2015

A BUSCA RECOMENDADA

ESBOÇO 646
TEMA: A BUSCA RECOMENDADA
TEXTO: MATEUS 6:33

            O ser humano vive em constante busca pelas coisas que lhe satisfaçam, e lhe proporcionem prazer e alegria, quase todas são efêmeras e passageiras, no entanto há uma que é recomendada na Bíblia Sagrada, ela foi enfatizada por Jesus Cristo durante o seu ministério “buscar em primeiro lugar o reino de Deus”. Jesus não disse que precisaríamos somente das coisas que são de cima, mas que déssemos prioridade a ela, ou seja, as coisas terrenas não deveriam ser buscadas com tanta ansiedade, mas que desce prioridade ao reino de Deus, e o que você já tinha seria apenas acrescentado. “as demais coisas vos serão acrescentadas”. A ordem de Jesus é priorizar o reino de Deus.

O que Deus está exigindo de você em primeiro lugar?
1. Reconhecer a necessidade de se aproximar de Deus. Davi reconheceu essa necessidade (Sl 51:1-19; 73:28);
2. Buscar a sua reconciliação com ele (Mt 5:23-24), pois os que se afastam de Deus perecerão (Sl 73:27);
3. Buscar o seu reino (Mt 6:33);
4. Julgar a si mesmo (Mt 7:5; Gl 6:1);
5. Purificar o seu interior (Mt 23:25-26);
6. Cuidar da família (I Tm 5:4);
7. Dar ao Senhor (2 Co 8:5);

O que é exigido para o serviço cristão?
1. Ser primeiro provado para depois servir (I Tm 3:10);
2. Primeiro trabalhar para depois colher (2 Tm 2:6).

1. O que devemos buscar
a) O reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33);
b) Não as coisas que são da terra (Cl 3:1-2);
c) A paz com Deus e os homens (Sl 34:14; Hb 12:14);

2. Onde o homem deve buscar?
a) Na palavra de Deus (Is 34:16; Sl 1119:105; Jo 5:39);
b) Na pregação da palavra de Deus (Rm 10:17);

3.Quando ele deve procurar?
a) Antes do amanhecer (Pv 8:17; Sl 88:14);
b) Hoje é o tempo oportuno (Hb 3:17; 2 Co 6:2);

4. Como ele deve buscar?
a) Em oração e súplica ao Senhor (Sl 27:7,8);
b) De todo coração (Jr 29:3; Dt 4:29; Sl 119:2);

5. Para quem são as promessas?
a) Para aqueles que buscam (Lc 11:9; Am 5:4);
b) Para quem bate a porta (Mt 7:7).

            O materialismo tem feito com que muitas pessoas valorizem e priorizem as coisas daqui da terra como se elas fossem o tudo. Houve uma preocupação por parte dos discípulos de Jesus e perguntaram-lhe sobre o que eles haveriam de comer, beber e vestir (Mt 6:25-32), nesse texto Jesus revela o cuidado do Pai Celestial por eles e que as coisas daqui são passageiras, o mais importante para eles era buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. Não devemos focar a nossa visão e os nossos corações nos tesouros terrenos, porque onde está o coração do homem está o seu tesouro. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam, mas acumulam vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrobam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, ai também estará o seu coração.” (Mt 6:19-24). Ora, quando se perde esse tesouro, perde-se também o coração. Pergunte a si mesma, onde está o meu tesouro no céu ou aqui?

Parte extraída: Bíblia do pregador - SBB
Pr. Elis Clementino – Paulista -PE





quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A CASA DO OLEIRO

ESBOÇO 645
TEMA: A CASA DO OLEIRO
TEXTO: Jeremias 18:1-23

            A palavra do Senhor veio a Jeremias lhe ordenando que descesse a casa do oleiro. Muitas vezes o Senhor requer algo de alguém com a finalidade de realizar alguma coisa considerável em beneficio de um povo ou de algum indivíduo. O Senhor chamou a atenção do profeta para expressar o que estava no seu coração, embora ele sempre comunicasse aos seus servos o que ele tinha a realiza na vida do seu povo muito antes de serem chamados de Israel (Gn 18:17), e outros textos bíblicos também mostram essas verdades. O profeta tinha a missão de transmitir o que Deus iria realizar no meio do seu povo, ele era o porta-voz e em nome de Deus. Jeremias é levado a casa do oleiro para aprender uma experiência que talvez ele já tivesse visto, porém uma lição lhe seria dada por Deus a respeito do seu povo; (1) Sobre o que Deus podia fazer por Israel; (2) Mostrar a impenitência do seu povo. A sua mensagem figurada apresenta um homem que trabalhava com barro sobre as rodas, ou seja, o oleiro modelando um vaso. A mensagem seria a restauração do povo hebreu e mostrar-lhe a sua impenitência.

Métodos usados por Deus
Muitas vezes o Senhor usa as translações para mostrar uma realidade que precisa ser conhecida pelo indivíduo, ou um povo. Geralmente ele usava as metáforas em uma linguagem que podia ser entendida por todos ou não. Jesus usou metáforas em vários momentos, principalmente estando com seus discípulos, mas nem sempre essas parábolas eram entendidas pelas pessoas, mas ele explicou porque falava para eles por parábolas, “Por isso lhes falo por meio de parábolas; porque, vendo, não enxergam; e escutando, não ouvem, muito menos ouvem, muito menos compreendem.” (Mt 13:13). As revelações divinas nem todos podem alcançá-las, pois existem particularidades que são exclusivas aos filhos que Deus. Cada mensagem entendida ou não trazia uma mensagem de despertamento e arrependimento, pelos quais o povo se aproximaria de Deus.

A casa do oleiro
O Senhor convida Jeremias para descer a casa do oleiro, e lá ele falaria ao seu coração. Uma lição ele precisaria aprender. Jeremias foi levado à casa do oleiro (Jr 18:1), em outras ocasiões Deus conduziu o seu povo para outros lugares para falar-lhes ao coração (Os 2:14), embora seja um deserto figurado, o deserto das adversidades, onde faltar tudo, deserto é lugar de solidão e de dificuldades, sofrimentos e provações. Muitas vezes no nosso egoísmo não queremos ouvir a Deus, portanto faz-se necessário que ele use esse procedimento para nos falar, “Portanto, eis que eu a trairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração (Os 2:14). Somente nessas condições o homem ou uma nação é capaz de parar e ouvir a voz de Deus, mesmo com todo sofrimento ele cuidava (Os 13:4-6). Na casa do oleiro o é trabalhado, modelado conforme o oleiro, embora o seu trabalhar contrarie os nossos anseios, pelo simples fato de não massagearem os nossos corações, pois os seres humanos gostam de ouvir somente coisas que lhe agradem. Geralmente a casa do oleiro ficava em regiões baixas e nos lugares úmidos, pois nesses lugares há facilidade de encontrar as argilas para confeccionar seus belos vasos, muitas vezes precisamos descer a casa do oleiro através da humildade, pois só assim estaremos aptos para ouvir algo que Deus queira falar ao nosso coração.

O vaso quebrou
A bela mensagem surgiu após a quebra do vaso nas mãos do oleiro enquanto ele trabalhava o barro sobre as rodas, somente ele tinha a habilidade naquele tipo de arte (Jr 18:3-4). Deus faz o que quer na vida daqueles que estão em suas mãos, ele quebra, refaz e modela como bem perecer aos seus olhos. A lição aplicada naquele momento era suficiente para mostrar a situação espiritual de Israel e que o Senhor poderia fazer com aquele povo, da mesma forma que o oleiro fez com aquele vaso quebrado fazendo outro mais bonito, assim ele poderia fazer com Israel restaurando-o (Jr 18:4,6).

A impenitência do povo
O Senhor em sua mensagem através do profeta diz que o povo não queria dar ouvidos ao que ele vinha falando ao longo dos anos, porém aqueles que escutassem a sua voz e se convertessem das suas maldades ele se arrependeria do castigo que veria sobre o povo (Jr 18:7,8; 2 Cr 7:14). Duas maneiras de Deus agir nesse texto: (1) Deus se arrependeria do mal que pensava sobre eles caso o povo se arrependesse; (2) Se o povo não ouvisse a sua voz ele se arrependeria de fazer o bem que pensava fazer-lhe (Jr 18:9,10).

            Deus sempre acompanhou a trajetória humana em todos os aspectos, ele sabe a necessidade de cada um, e para cada povo ele tem uma mensagem diferenciada, a expressão “arrependimento” não significa que Deus não conhecesse a fragilidade humana e nem o seu futuro, no entanto Deus muda de pensamentos conforme mudamos em relação a sua vontade. Deus pode criar situações que resultem em uma oportunidade para ele operar em nós o seu querer, o vaso quebrou nas mãos do oleiro. Muitas vezes o Senhor quebra o nosso ego, altivez de espírito, arrogância para poder criar em nós o novo homem. Que Deus nos faça sempre um vaso novo, mesmo que custem os sofrimentos durante a modelação e lapidação dessa jóia tão preciosa para Deus que é o homem.


Pr. Elis Clementino- Paulista -PE

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

RESTAURANDO A ESPERANÇAS

ESBOÇO 644
TEMA: RESTAURANDO AS ESPERANÇAS

           O ser humano enfrenta muitos desafios durante a sua trajetória de vida neste mundo, são obstáculos que muitas vezes desafiam a sua própria fé e esperança, mas isso acontece devido à falibilidade humana. Jó via fragilidade humana e a brevidade da vida “O homem, nascido de mulher é de poucos dias e farto de inquietação, também é como a flor que murcha e foge como a sombra e não permanece, visto que os seus dias estão determinados e o número dos seus meses, pondo-lhe também limites e não passará deles” (Jó 14:1-7). As limitações humanas lhes causam sofrimentos e dores, todavia não adianta murmurar, bem disse Jó, se eu falar a minha dor não cessa (Jó 16:6). As consequências muitas vezes são respostas dos erros na execução das tarefas humanas, os erros sempre estarão em sua frente (Sl 51:3). Se o homem tem de quem se queixar, queixesse dele próprio (Lm 3:39). A única maneira de ter alívio das dores é buscando a Deus, e através dele alimentar a fé e a esperança.

Esperança
A expectativa é a confiança em algo que nos trará resultados positivos, a esperança requer perseverança em quaisquer que sejam as circunstancias, é acreditar que algo é possível, mesmo que as ocorrências se apresentem contrárias. Há nas escrituras alguns episódios com pessoas que demonstraram fé em algo que parecia impossível aos seus olhos, Aristóteles disse que “a esperança é o sonho do homem acordado”. Não podemos enxergar tão longe e removermos as grandes montanhas se não for pelos olhos da confiança “Fé”. "Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).

Esperança Morta
Existem pessoas que cujas esperanças morreram e nada mais lhes restam a não ser a desolação e um profundo abatimento, nesse momento o indivíduo se sente vazio vivendo num mundo de impossibilidades. Saiba que a esperança pode ser ressuscitada, Deus é a fonte do reavivamento para que essas pessoas voltem a acreditar nas possibilidades. "Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessrão os seus renovos." (Jó 14:7).

A recompensa da confiança
Ao fazer uso da confiança esteja certo que ela trará resultados satisfatórios, ou seja, ela tem recompensa, “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.” (Hb 10:35,36).

          Não permitamos que as nossas esperanças desvaneçam no meio do caminho, quando muito ainda temos a percorrer, abandonar a confiança é recuar, ou seja, voltar atrás, se você sente essa confiança se indo e quer recobrá-la se aproxime de Deus, faça como fez Asafe diante do seu desanimo em olhar para a prosperidade dos ímpios. “Mas, para mim é bom estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio;” (Sl 73:1-28). A única maneira é essa para que os nossos ânimos sejam recobrados e possarmos a ver o deslumbramento daquilo que deseja os nossos corações. “A esperança não murcha, ela não cansa, também ela não sucumbe a crença,  porque, vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.” Augusto dos Anjos.
            

Pr. Elis Clementino – Paulista - PE