quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

ESBOÇO 657
TEMA: A INTEGRIDADE
Texto: I Samuel 12:2-5

            Ser íntegro é um princípio fundamental para todos, independentemente de qualquer que seja a raça, cor e religiosidade. A integridade está intrinsecamente ligada à vida moral do indivíduo, embora nem todos dêem acuidade a integridade e a reputação, mas faz-se necessário. A honestidade não se adquire com dinheiro, mas com ensinamentos que começa desde a infância, uma boa conduta em meio a uma sociedade corrompida é igual a uma pérola encontrada em uma mina, principalmente quando se refere aos cristãos. O caráter e a moral são princípios aprendidos no meio familiar.
                                                         
O que é reputação:
É uma avaliação social em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização, isso se constitui num importante fator em muitas áreas como:  Negócios e comunidades. Existem pessoas que não se preocupam com a sua reputação, para tais indivíduos o povo falar o que falar ele não está nem ai, isso é muito ruim e prejudicial, principalmente para aqueles que se dizem cristãos. A Bíblia mostra que houve pessoas íntegras e de boa reputação, como também as de má fama.

O que é integridade:
É uma palavra de origem latina “integritate” qualidade ou estado do que íntegro ou completo, cujos sinônimos são honestidade, honradez e retidão. A integridade pode ser pessoal está vinculada a ética. Ser íntegro, de uma forma simples é o testemunho que as outras pessoas dão de nós ou daquilo que somos, por isso, ser integro alude ao agir com retidão, com a verdade, com justiça e transparência, isto é, sem máscaras, com imparcialidade e com seriedade, princípios que o indivíduo não deve olvidar, além de preservá-los durante a sua vida em quaisquer circunstancias.

Personagens bíblicas
A Bíblia Sagrada cita vários personagens que foram tiveram boa reputação e foram íntegros, destaquemos pelo menos dois deles, José do Egito e Samuel. Vejamos nesses textos sobre a postura de José: “Gn 37.2-4; 19-20; 37-36; Jó 1:1; Lc 2.25). José manteve a sua integridade e fidelidade a Deus em todas as circunstancias. Samuel, profeta e juiz, conhecido como homem de Deus (I Sm 9:1-6). Samuel serviu a Deus perante o sacerdote Eli desde criança, por quase a sua vida julgou em Israel a todos que vinham a ele, mas na sua velhice ele foi rejeitado pelo povo (I Sm 8:7). Saul foi aclamado a rei de Israel e na reunião solene de transição Samuel reúne a multidão e faz uma declaração sobre a sua vida moral e espiritual “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje, testifiquem contra mim perante o SENHOR, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém. E ele lhes disse: O SENHOR seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha, que nada tendes achado na minha mão. E disse o povo: Ele é testemunha.” (I Sm 12: 2 - 5)

1. O rei que vocês pediram está ai (Saul);
2. Eu já fiquei velho e de cãs brancas;
3. Meus filhos vão continuar com vocês;
4. Eu tenho andado diante de voz desde a minha mocidade;
5. Testifiquem contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido;
6. A quem tomei um boi, a quem tomei um jumento;
7. A quem defraudei;
8. De quem recebi suborno ou a ele encobri os meus olhos;
9. Se eu tenho eu quero restituir.

É plausível a atitude de Samuel em expor com muita convicção a respeito da sua vida moral perante o povo, não era um desabafo, mas um momento histórico e de transição, pois daquela hora em diante Saul seria o primeiro rei de Israel. Os homens de Deus devem ser desprovidos de qualquer maldade e imoralidade, coisa que muitos chamados de “homens de” não querem ser porque há algo que os impede, sem dúvidas é o orgulho, a falta de pudor e a prepotência elevada, isso acontece muito quando o indivíduo se torna famoso. O que nos chama a atenção foi a humildade de Samuel naquele momento, apesar de ter sido rejeitado pelo povo ele não perdeu a sua postura. Tenho conhecimento que um dos presidentes da república do nosso país se negou a passar a faixa presidencial ao seu sucessor por motivos pessoais e políticos, isso é um péssimo exemplo para um estadista e falta de equilíbrio emocional, essa atitude revela a incapacidade de ser um chefe de uma nação.

Uma das nossas preocupações deve ser em relação a nossa conduta moral e espiritual. Os exemplos apresentado nesse mote mostra dois homens que testemunharam da sua vida moral e espiritual, a maneira como eles procederam devem ser observados por todos, principalmente os que professam a sua fé em Deus como fez José do Egito e Samuel, o próprio povo confirmaram o que ele disse em público “Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma da mão de ninguém. Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão. Ao que respondeu o povo: Ele é testemunha.” (I Rs 12:4,5). Jesus interrogou os discípulos para saber o que o povo dizia a seu respeito, ao ouvir a resposta seria definido o grau de importância que suas palavras e obras teriam sobre a vida deles, embora ele soubesse que o conceito sobre ele era respeitável, era um conceito tão elevado que foi comparado com os profetas, Elias, Jeremias e João Batista (Mt 6:13). Quando procuramos saber o que o povo diz ao nosso respeito podemos fazer uma análise e mudar alguns conceitos e atitudes que talvez precisem ser mudados. Pensemos um pouco sobre a nossa conduta moral e espiritual na sociedade em que vivemos, sejamos sal e luz. ZELE PELA SUA INTEGRIDADE.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

OS DONS ESPIRITUAIS

ESBOÇO 656
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).

O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. Os dons espirituais são dados aos cristãos que buscarem, no entanto devemos conhecê-los e como eles funcionam (I Co 12:1), assim podemos usá-los de maneira correta e proveitosa. Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.

Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, essa substituição tem levado muitos crentes a não saberem praticamente nada a respeito da manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço no uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1) a falta de conhecimento contribui para o uso incorreto desses dons.

Variedade de dons
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPIRITO SANTO (I Co 12.4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades especificas.

Os dons ministeriais
Esses dons descritos por Paulo (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

Os dons espirituais
Eles são distribuídos na igreja pelo Espírito Santo, repartindo a cada um a fim de que seja proveitoso (I Co 12.7). São repartidos como lhe apraz e individualmente (I Co 12.11), não por capacidade espiritual nem por intelectualidade humana, esses dons são: A palavra da sabedoria; a palavra do conhecimento; da fé; dons de curar; operações de milagres; profecias, discernimento de espíritos; variedades de línguas; capacidade de interpretá-las (I Co 12.8-10). Cada um desses dons tem ações características para o enriquecimento da igreja do Senhor, os quais são aparelhamentos que somente o Espírito Santo tem para dar.

É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.
Não apresentaremos os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.

Dons de Revelação:
1) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular. (2) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por sermos limitados não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus. (3) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom. (5) Operação de Milagres (I Co 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida. (6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Co 12.9a) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

Dons de Inspiração
8) Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os que escreveram as escrituras sagradas foram movidos, inspirados e guiados por Deus para escreverem. (9) Variedade de Línguas (I Co 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, pois devemos sentir a necessidade de buscá-los, através da oração que é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

ESBOÇO 655 SE DEUS É POR NÓS,

ESBOÇO 655
TEMA: SE DEUS É POR NÓS,
TEXTO: ROMANOS 8:31
           
            Belo cântico de vitória foi expresso por Paulo em sua carta aos Romanos, nela encontramos mensagens edificadoras com temas importantes como: Proteção divina, justificação e firmeza espiritual.

Proteção divina
Deus nos dá proteção e segurança contra aqueles que se opõe contra nós, essa confiança precisamos ter em quaisquer situações. Davi no salmo 23 apresenta o cuidado do Pastor pelas suas ovelhas guiando-as a pastos verdejantes e as águas tranqüilas (Sl 23:1-5; Sl 27:4); no salmo 46 Davi também mostra a sua firmeza no Senhor com um maravilhoso cântico, nele enfatiza os livramentos divinos sobre o seu povo (Sl 46:1-11). No salmo 91 Moisés no seu cântico enfatiza a segurança divina sobre aquele que estão abrigados sob a sombra do onipotente (Sl 91:1-16).

A justificação
A justificação divina é para aqueles que estão em Cristo. O que é justificar? É provar a inocência de alguém, restituir à inocência original e tornar justo o pecador. Em sua primeira carta João expressou do seguinte modo: “filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo o Justo;” (I Jo 2:1), porém é necessário saber que só haverá essa justificação quando o indivíduo estiver dentro daquilo que Paulo escreveu aos romanos “Portanto nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 8:1). Qualquer acusação contra os escolhidos de Deus não valerá, porque é Deus quem o justifica, portanto não adianta oprimir, acusar e nem amaldiçoar a quem Deus escolheu, pois quem os condenará? (Rm 8:33,34). Balaão foi convidado por Balaque rei dos moabitas para amaldiçoar o povo de Deus porque Israel estava o incomodando, nos dias atuais o povo de Deus tem incomodado a muitos, a ira dos ímpios ultimamente tem se acendido contra os escolhidos com o desejo de destruí-los, mas toda ferramentas preparada contra o povo de Deus não prosperará (Is 54:17), pois quem os condenará? (Rm 8:34).

Firmeza espiritual
A segurança espiritual é imprescindível para o povo de Deus, todos nós devemos estar firmes em quem temos crido (2 Tm 3:16), a nossa convicção no evangelho deve ser inabalável. Quem nos separará do amor de Cristo? Paulo apresenta algumas situações que para muitos seriam suficientes para abandonar a Cristo (Rm 8:35), no entanto nenhum desses motivos deverão nos separar do amor de Cristo. A nossa confiança nos proporciona certeza de vitoria (Rm 8:37), de maneira que criatura alguma nem nos céus e nem na terra poderá nos separar do amor que está em Cristo (Rm 8:38,39).

            Devemos ter ma confiança inabalável sobre a proteção divina, não precisamos temer, sigamos o modelo de confiança dos grandes heróis da fé, embora venhamos a sofrer algumas ocorrências desagradáveis, mas não devemos nos considerar como destruídos (2 Co 4:8,9). É necessário entender também que algumas coisas desagradáveis podem até acontecerem em nossas vidas, mas de alguma maneira elas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28), elas podem nos ensinar lições importantes para o nosso aprimoramento em todos os aspectos da vida. A nossa justificação vem do Senhor, porque ele nos ama, portanto não adianta, pois toda língua preparada contra a nós não prosperará, o que nos interessa é estarmos firmes no Senhor, firmes como uma casa construída sobre a rocha (Mt 7:24).

Pr. Elis Clementino-Paulista -PE       

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS

ESBOÇO 654
TEMA: JESUS NÃO EXCLUI PESSOAS
TEXTO: LUCAS 7:36-50

Após a queda do homem Deus criou e usou métodos para restaurá-lo espiritualmente, essa atitude restauradora continua no presente quando muitos indivíduos continuam afastados da sua comunhão e do convívio social pela própria ação do pecado. Enquanto Deus procura restaurar essas pessoas, muitos de nós procuramos fazer o contrario excluindo-as desde que, contrariem as nossas ideologias e pensamentos, ou seja, as excluímos por serem e pensarem diferentes. Na atualidade continuamos irredutíveis nesse ponto de vista, onde a intolerância, o exclusivismo, a descriminação tem se disseminado em todo o mundo e em todas as camadas da sociedade. A Bíblia mostra a maneira graciosa como Jesus tratou as pessoas, restaurando-as socialmente e espiritualmente, mas em contrapartida elas teriam que renunciar a vida pecaminosa e segui-lo (Mt 16:24; Lc 9:23,24). Aqueles que pertencerem a Cristo crucifiquem as suas paixões (Gl 5:24).

A reconciliação
A reconciliação com Deus resulta em um novo nascimento (Jo 3:7) e uma nova oportunidade é um recomeço e reconstrução de uma nova vida com Deus, e a construção de um novo caráter “Assim todo aquele que ouve as minhas palavras e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mt 7:24). A palavra de Deus é o meio pelo qual podemos alicerçar o nosso caráter, por ela estaremos aptos para vivermos bem em um mundo corrompido pela desobediência.

Pessoas que tiveram as suas vidas reabilitadas
Podemos citar apenas alguns exemplos do AT e NT, eles nos mostram pessoas que estavam impossibilitas de ter uma vida normal devido a sua situação econômica, moral e espiritual:
(1) Em Jericó morava uma mulher chamada Raabe a bíblia afirma que ela era uma prostituta, essa mulher teve uma atitude nobre, ela escondeu os espias de Josué em sua casa, e por isso ela foi justificada (Js 2:2; Mt 1:5; Hb 11:31).
(2) O endemoniado de Gadara que causava um grande tumulto na cidade foi restaurado (Mc 5:1-5);
(3) A mulher do fluxo de sangue que se escondia da sociedade buscou refúgio em Cristo (Mc 5:24-34);
(4) A mulher samaritana a beira do poço de Jacó, a mulher que teve cinco maridos (Jo 4:1-19);
(5) A mulher apanhada em ato de adultério, salva por Jesus (Jo 8:1-12);
(6) O ladrão arrependido da cruz, salvo na última hora (Lc 23:43).

            Muitas pessoas atualmente continuam sendo reabilitadas, muitas delas excluídas e tidas como as escórias da sociedade por pura ignorância em relação ao valor a vida. Quantas pessoas são excluídas porque que contrariam os nossos conceitos a nossa maneira de pensar e de agir, não devemos desprezá-las, independentemente de qualquer ideologia, classe social e religiosa. As pessoas que estiverem em alguma situação degradante, sejam moralmente ou espiritualmente elas precisam ser reconduzidas a uma vida normal. Jesus nos deu o maior exemplo de amor e perdão, ele salvou e restaurou vidas que estavam sendo condenadas pela lei de Moisés pelas suas práticas pecaminosas, no entanto a graça salvadora foi muito maior do que a lei. Devemos aplicar a nossa vida diária e não excluirmos pessoas, mas reabilitá-las, mas deixemos de olhar para as pessoas como se fossem coisas. As pessoas valem muito mais do que as querelas da vida.


Pr. Elis Clementino – Paulista-PE 

domingo, 29 de novembro de 2015

VASOS QUEBRADOS

ESBOÇO 653
TEMA: O VASO QUEBRADO
TEXTO: JEREMIAS 18:1-4;19:1; Jz 6:16-25; Jo 12:3.

            Deus sempre teve maneiras de se comunicar com a humanidade e particularmente o seu povo Israel usando meios pelos quais ele podia entender. Os Profetas eram homens chamados para falar em as grandes verdades em nome do SENHOR. Entre eles destacamos Jeremias que teve um chamado especifico, eles eram interlocutores. Quero destacar quatro momentos nas escrituras em que vasos de barro foram quebrados, Gideão quebra os cântaros (Jr 6:16-25); Jeremias vê o vaso quebrar nas mãos do oleiro (Jr 18:1-4); Jeremias quebra uma botija (Jr 19:1); Uma mulher quebra um cântaro com balsamo aos pés de Jesus (Jo 12:3). As quebras desses vasos transferiam mensagens com significados importantes.

A quebra de vaso, cântaros e botija
Gideão usa as seguintes armas na batalha contra os midianitas: Uma trombeta, um cântaro vazio, e uma tocha no cântaro (Jz 6:16). O cântaro escondia dentro dele uma tocha acesa, o cântaro quebrado resultava em um grande estrondo e logo as tochas apreciam e faziam um grande e imediato clarão de maneira que os midianitas se assustaram. Muitas vezes o nosso cântaro precisa ser quebrado para que a nossa luz apareça, os nossos inimigos não suportam o brilho da nossa luz (Jz 6:19), isso implica em renuncia, abstinência e resignação, principalmente em relação ao pecado, egoísmo e a vaidade. “O teu brilho incomoda quem está nas trevas” (Mt 8:34). Vamos quebrar os nossos cântaros e acender as nossas tochas para obtermos vitória em nossas batalhas.

Jeremias, o vaso que quebra nas mãos do oleiro, a figura do vaso quebrando nas mãos do oleiro e sendo refeito significava algo que Deus iria realizar, mas antes teria que quebrar em suas mãos e refazer uma nação melhor. Deus no seu soberano poder pode fazer tanto com uma nação, quanto individualmente cada um nos aspectos moral, econômico e espiritual (Jr 18:1-4). A quebra da botija, Israel era uma botija a ser quebrado, por causa da sua situação espiritual, o povo havia deixado de seguir ao Senhor para servir a outros deuses (Jr 19:4). A parábola da botija ressalta algo ruim que ele teria que passa pela rebeldia contra o Senhor, visto que o barro duro torna-se impossível refazer, portanto ele tinha que ser quebrado, isso se referia o declínio da nação e do seu sistema político e religioso, os anciãos foram chamados para testemunhar o que Deus iria fazer com ele. (Jr 19:10; Is 8:1,2)

Maria quebra o vaso cheio de bálsamo, essa atitude era bem conhecida na época, as noivas costumavam quebrar aos pés do noivo um cântaro com balsamo, um sinal de honra e respeito, Jesus teve essa honra, foi a ultima oportunidade que Maria teve para honrá-lo (Jo 12:1-10), dentro daquele vaso estava o mais preciso dos ungüentos, precisamos quebrar o nosso cântaro para a essência do nosso ser aos pés de Jesus.

            Amados observem que em todos os aspectos devemos entender que o nosso cântaro precisa ser quebrado pelo Senhor, principalmente quando nos sentimos auto-suficientes. Gideão teve que quebrar o cântaro para ter vitória; Jeremias assiste o vaso quebrar nas mãos do oleiro e vê a restauração do vaso quebrado; Jeremias quebra o cântaro as vistas dos anciões pela dureza de Israel, ele seria quebrado pela sua impenitência; Maria quebra o vaso para que a essência que estava dentro dele exalasse o seu perfume aos pés do mestre. Espero que não haja necessidade de Deus quebrar o seu cântaro pela sua desobediência, porque os sofrimentos seriam muito maiores durante o processo de restauração. A melhor situação foi Maria ela não foi quebrada, mas quebrou o vaso para que a sua essência fosse derramada aos pés do Mestre.


Pr. Elis Clementino – Paulista - PE