domingo, 21 de fevereiro de 2016

O CUIDADO DIVINO SOBRE O SEU POVO

ESBOÇO 663
TEMA: O CUIDADO DIVINO SOBRE O SEU POVO
TEXTO: DEUTERONOMIO 8:1-20

                O Senhor sempre demonstrou zelo para com o seu povo, ao mesmo tempo exigia dele a obediência aos seus mandamentos. A obediência aos preceitos acompanhava ricas promessas como: vida longa, multiplicação em número e a entrada na terra prometida. “Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para cumpri-los; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais.” (Dt 8:1). Os israelitas foram submetidos as mais duras provações, pois são nos momentos mais difíceis que desvendamos o que realmente somos, e o que há dentro dos nossos corações, e se guardamos ou não as suas leis.

Passado que deve ser lembrado
Os israelitas após guardarem os preceitos do Senhor seriam prósperos e que não se esquecesse do seu passado, sempre estivesse na sua memória e fosse passado para as gerações tudo aquilo que o Senhor ele havia feito, de onde eles saíram, trajetória e os acontecimentos por onde passou, bem como os milagres que ocorreram durante a peregrinação no deserto. Não devemos esquecer-nos dos caminhos por onde trilhamos na vida, seja ele áspero ou suave, se áspero mesmo que tenha deixado marcas certamente foi um período de aprendizado e, contudo nos deixaram um grande legado com profundas experiências, e se alguns foram suaves sentimos alegres recordações. Muitas pessoas quando são ricamente abençoadas e não gostam que as pessoas toque no assunto referente o seu passado sofrido, muitos deles tem vergonha de dizer que foi pobre, elas acham que estão sendo humilhadas. A pessoa não deve agir dessa maneira, porque ela só existe por causa do seu passado, as nossas raízes são as bases para o seu sucesso hoje. Deus não quer que você esqueça-se do antes e depois, porque em ambos o Senhor será glorificado, saiba que a recordação nos faz reviver os favores divinos sobre nós, além de nos trazerem uma profunda renovação espiritual.

Moldados através das dificuldades
Às vezes somos provados por Deus para demonstrarmos o que realmente somos. Deus provou o seu povo durante a peregrinação, se assim não fosse o povo não havia conhecido ainda mais o poder divino, ninguém mais conhecia o que havia no coração do povo, a não ser o que ia sendo revelado mediante as provações. Israel foi humilhado, Deus deixou ter fome e sede, provou de todas as maneiras, nas dificuldades desvendamos o que somos. Seis coisas importantes surgiram durante as provações:
(1) Foi declarado o que havia no coração do povo (Dt 8:2);
(2) Deus fazê-lo entender que a obediência produz bênçãos;
(3) Aprenderam que eles não viviam somente de pão;
(4) Aprenderam que as riquezas adquiridas provinham de Deus;
(5) Viram Deus renovar e mostrar ao povo que a aliança feita com seus pais estava firme “antes te lembrarás do senhor teu deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.”
(6) Aprenderam que o Senhor estava agindo em cada circunstancias e que ele estava no controle de tudo.

                Deus revela o seu poder sobre as nossas vidas nas adversidades, é nelas que são revelados o nosso caráter, humildade e a nossa fidelidade para com ele, mesmo assim Deus não nos desampara nas dificuldades. Precisamos reconhecer os favores divinos e adorá-lo em quaisquer que sejam as circunstâncias, privilegiadas ou não, e se conquistarmos algo de valores respeitáveis na vida não pensarmos que tudo foi conquistado pelos nossos esforços “E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.” Esse reconhecimento é o principio da humildade, pois a falta de consideração dos favores divinos é proveniente do orgulho humano, porquanto das nossas atitudes orgulhosas o Senhor não se agrada. Se somos provados (Pv 17:3) certamente algo de bom irá acontecer porque todas as coisas contribuem juntamente para o bem daquele que amam a Deus (Rm 8:28). Esta e outras lições da Bíblia Sagrada servem de lições para o nosso bem.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A TRANSFIGURAÇÃO

ESBOÇO 662
TEMA: A TRANSFIGURAÇÃO
TEXTO: MARCOS 9:4

            Jesus convidou em particular três dos seus discípulos para irem ao monte, posteriormente denominado de “o monte da transfiguração”. Esse episódio está registrado nos evangelhos sinóticos, ou seja, de forma resumida e semelhante em Mateus, Marcos e Lucas, esse foi um fato interessante, além de nos revelar algo sobre a pessoa de Cristo ainda nos trás outras lições importantes.

A escolha dos discípulos
Jesus havia chamado doze discípulos, todos eles estavam presentes no momento da escolha, escolheu apenas três deles, certamente eram os mais chegados, os próprios que escreveram os evangelhos estavam entre os doze, porém não foram chamados para o monte, mas somente Pedro que relatou na sua carta (2 Pe 1:16-18), Tiago e João. Havia particularidades que Deus o Pai e Jesus Cristo não participaram a todos, apenas grupos ou pessoas isoladamente, nem todos podiam ver e ouvir, não era descriminação deixar os outros sem participarem, isso era comum entre eles. Temos vários exemplos, mas apenas queremos destacar dois deles; Moisés quando subiu ao monte, o próprio Arão ficou de fora não podendo súber ao monte para aquele momento de intimidade de Moisés com Deus, onde a glória do Senhor apareceu sobre ele, o restante do povo ficou ao pé do monte. Jesus usou praticamente a mesma maneira convidou os três em partícula para subirem ao monte, e da mesma maneira quando subiu ao monte das oliveiras, pois entendemos que o Mestre tinha particularidades com seus discípulos, algumas questões tratava à parte com eles, também usou parábolas para expressar as suas verdades espirituais.

Transfiguração
Jesus metamorfoseado, no Gr “Metamórphosis” é uma mudança na forma e na estrutura do corpo, mas naquele momento foi muito mais abrangente porque envolveu profetas do passado que já estavam com Deus. Foi um momento de glória inacessível, pois os três discípulos viram Jesus completamente transfigurado, seu rosto brilhava como o sol na sua força, suas vestes reluziam como a luz, e ao virem isto Pedro, Tiago e João ficaram pasmado e cheio de temor porque viram que Jesus conversar com Moisés e Elias, simbolizava os profetas e a lei, eles conversavam a respeito iminente morte de Jesus (Lc 9:31) foi um momento de glória espantados diz: Mestre! Queres que façamos três tendas uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias? Eles não estavam em êxtase, mas em si, eles caíram por terra, Jesus olha para eles e dize-lhe: Não temais e ordenou-lhes que a ninguém contassem até o dia em que o ele não fosse ressuscitado (Mc 9:9).

            Esse episódio ocasionou uma convicção maior a respeito de Jesus que daquele momento em diante passaram a ter uma nova visão a respeito dele.  Os discípulos Pedro, Tiago e João participaram de momentos de glória com Jesus, evento jamais visto por eles, além de serem privilegiados na escolha feita pelo Mestre. Há momentos que Deus não compartilha algo que ele tenha a revelar aos seus, não revele as suas particularidades com quem Deus não repartiu, há revelações de Deus que são confidenciais e não devemos contar a ninguém, os discípulos foram recomendados a não contarem a ninguém aquele episódio, pois eles haviam contemplado a plenitude de Cristo e a sua relação com dois profetas Moisés e Elias. Deus quer nos revelar coisas mais profundas, mas precisamos estreitar os nossos relacionamentos com ele. Se chegarmos a ele, ele se chegará a nós.


Pr. Elis Clementino-Paulista -PE

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A ALIANÇA QUE NÃO DEU CERTO

ESBOÇO 661
TEMA: A ALIANÇA QUE NÃO DEU CERTO
TEXTO: 2 REIS 18:1-34

                Há tipos de alianças que não devem ser feitas, principalmente aquelas que submetem o indivíduo a um jugo desigual, seja no sentido social da vida quanto o espiritual. Acabe era rei de Israel e Jeosafá rei de Judá, ambos fizeram uma aliança que fora desaprovada pelo Senhor (2 Cr 19:1,2). Vejamos o resultado dessa aliança.

Erros que não devemos cometer
1. Há festejo que é uma armadilha, uma armadilha, festa essa que desagradou a Deus (2 Cr 18:1,2);
2. Tem relacionamento que Deus não se agrada (2 Cr 19:1,2)
3. E aliança que não deve ser feita, pois muitas delas não tem como voltar atrás, após a aliança feita Josafá não teve como desfazer (2 Cr 18:3), pois quebra de uma aliança constitui uma inimizade;
4. Não se comprometa antes de consultar a Deus, ou seja, não dê a sua palavra antes da resposta divina, esse foi mais um erro do rei Jeosafá. “Sou como tu, e meu povo é como o teu povo; estaremos contigo na guerra”. Mas acrescentou: “Peço-te que busque primeiro ao Senhor”. (2 Cr 18:3). Consulte a Deus primeiro, e ao consultá-lo esteja disposto a ouvi-lo. Acabe não queria ouvir os profetas do Senhor, mas os seus que somente massageavam o seu coração com belas palavras de vitória. (2 Cr 18:5)
5. Cuidado com os profetas enganadores, mas fuja daqueles que somente profetiza o que você gosta de ouvir como fizeram os profetas de Acabe. (2 Cr 18:5b); Josafá questionou; há ainda algum profeta para que consultemos? Acabe responde: Tem Micaias, mas ele não fala nada de bom para mim! (2 Cr 18:6-11);

Micaias é convidado a falar o que agradasse a Acabe
1. Os mensageiros durante a viagem instruíram a Micaias a falarem as mesmas coisas que os quatrocentos haviam falado, porém o profeta jurou dizendo: “eu falarei o que o Senhor me mandar”;
2. A estratégia do profeta diante de Acabe e Jeosafá “Atacai e sereis vitoriosos, pois eles serão entregues em vossas mãos, Acabe despertou para saber por que ele estava dizendo aquilo se nunca profetizou coisas boas para ele.  
3. As verdades que Acabe e Jeosafá precisavam ouvir veio logo em seguida “Então Micaias respondeu: Vi todo Israel espalhado pelas colinas, como ovelhas sem pastor, e o Senhor dizer: Estes não têm dono. Cada um volte para a sua casa em paz” Acabe olha para Jeosafá e lhe diz: Eu não lhe disse que ele nunca profetiza nada bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins. O coração de Acabe continuou endurecido.

A visão do profeta e a ira de Acabe
"Micaías prosseguiu: "Ouçam a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado em seu trono, com todo o exército dos céus à sua direita e à sua esquerda. E o Senhor disse: ‘Quem enganará Acabe, rei de Israel, para que ataque Ramote-Gileade e morra lá? ’ "E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do Senhor e disse: ‘Eu o enganarei’. "De que maneira?”, perguntou o Senhor. "Ele respondeu: Irei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei’. "Disse o Senhor: ‘Você conseguirá enganá-lo; vá e engane-o’. "E o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca destes seus profetas. O Senhor decretou a sua desgraça". Custe o que custar se verdadeiramente for usado por Deus paga o preço da verdade. O profeta apanhou no rosto e foi declarado voltar para o seu rei e encarcerado, sustentado com pão e água. A resposta de Micaias foi: Se você voltar em segurança Deus não falou comigo.

O disfarce de Acabe e Jeosafá
O Disfarce nunca deu certo, muitos tem se prejudicado por terem usado o disfarce como um escape, por causa dele Acabe perdeu a vida e Jeosafá quase perde a dele, somente não morreu porque clamou ao Senhor. Um homem na sua simplicidade atitou um arco sem destino e matou exatamente Acabe.

                Irmãos observem esse e outros acontecimentos na bíblia Sagrada, e assim extrair lições para os nossos dias, cuidado com as más associações, saiba que feita muitas vezes não dá mais para voltar atrás, Jeosafá além de fazer amizade com Acabe ainda se comprometeu, devia antes de dar qualquer resposta consultar o Senhor. Existem pessoas quando consultam a Deus não aceitam as palavras que contrariem as suas vontades, Acabe não admitia que os profetas falassem mal contra ele, esse é um grande erro, Deus ainda tem profetas verdadeiros e estes falarão às verdades que precisamos ouvir. O disfarce não dá certo “seja sempre você mesma” Jeosafá quase perdeu a vida e Acabe morreu. “credes no Senhor e nos seus profetas e sereis prósperos”.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

AS PROVAÇÕES REVELAM O QUE SOMOS

ESBOÇO 660
TEMA: AS PROVAÇÕES REVELAM O QUE SOMOS
“E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor, o teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar e te provar, para saber o que estava no teu coração.” Deuteronômio 8:3

As provações que enfrentamos durante a nossa caminhada muitas delas produzem em nós algo que nos deixa mais fortalecidos e amadurecidos, tanto no sentido social da vida quanto espiritual. São durante as provações que revelamos o que somos, ou seja, aquilo que está dentro dos nossos corações, quando somente será revelado nos momentos mais difíceis onde é provado o nosso caráter, fidelidade e fé no Deus que servimos.

1. A persistência na peleja espiritual
A persistência espiritual é motivada pela fé em Deus através da sua palavra, ela gera em nós confiança e esperança para continuarmos a peleja, mas para que ela seja essa força motivadora é necessário abandonemos a prática do pecado (2 Co 4:11; 5:15; Gl 2:20). Paulo mostra que o alvo supremo para chegar ao final da carreira é Cristo (Fp 1:21; I Pe 4:6), mas para isso precisamos nos desprender de algumas coisas que impeçam de caminhar em direção a esse alvo “ Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que fixaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3:13,14)

Atualmente existem muitas pessoas espiritualmente sem perspectiva de alcançar algo desejado, elas estão vivendo uma vida de pleno deserto quando tudo falta, isso torna cada vez mais a caminhada angustiante, não é simplesmente ingressar e fazer parte de um seguimento religioso que tudo será transformado de repente como se fosse uma mágica. As agruras (sofrimento, aflição, desgosto e situação difícil) podem até continuar, mas sem sombra de dúvidas seremos fortalecidos pela palavra até chegar ao final da nossa vida, o próprio Jesus nos disse “No mundo terei aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33).

2. A escassez da palavra
Muitos cristãos estão cada vez mais desnutrido espiritualmente por conta do alimento recebido nos púlpitos das igrejas, isso tem conduzido muitos cristãos a prática do pecado. Muitos deles estão ouvindo coisas que não tem nada a ver com a palavra de Deus, são mensagens vazias e que apenas massageiam o ego, esse tipo de mensagem “alimento” dá ao indivíduo uma sensação de fartura, mas a ninguém nutre, tem alimentação que enche o estômago dando à impressão que o indivíduo esteja satisfeito, quando na realidade ele vai perdendo força no corpo e vai perdendo peso, do mesmo modo é a vida espiritual. O povo de Deus durante a caminhada no deserto recebia alimentos que fortalecia.

3. As provações revelam o que somos
Após a libertação do exílio os hebreus foram provados no deserto, pois nas provações revelamos o que está dentro dos nossos corações. Deus havia mostrado a eles o seu poder de libertá-los, mas durante a peregrinação no deserto o Senhor queria revelar-lhes o seu poder de maneira especial (Dt 8:3), durante a caminhada os afligiu deixando o seu povo ter necessidade de pão e água. Depois de serem provados foram sustentados com um maná que nem eles e nem os seus pais conheceram, isso significa que Deus tem coisas novas para nos sustentar, Deus deu-lhes a entender que seria capaz de prover tudo o que eles necessitavam durante a caminhada “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Dt 8:3b; Is 55:3). As provisões de Deus indicam o seu cuidado e a revelação do seu poder sobre o seu povo, as nossas necessidades somente serão satisfeitas em Deus.

4. Fazendo a nossa parte
Muitas vezes nos omitimos de fazer a nossa parte, tanto do lado material, quanto o espiritual. O povo de Israel precisava fazer a sua parte, esse era o mínimo exigido por Deus, (obediência), este é um dos princípios essenciais para que as bênçãos divinas venham sobre nós (Dt 28:1-6).

5. Cuidando da vida espiritual
Ela necessita ser cuidada e mantida de maneira saudável, assim como a saúde do nosso corpo, para isso necessitamos de observamos alguns requisitos importantes: (1) Meditar sempre na palavra de Deus (Js 1:8); (2) Guardar os mandamentos do Senhor (Ec 12:13,14); (3) Orar (I Ts 5:17); (4) Ter um estilo de vida consagrada (Mc 14:32); (5) Adoração (Lc 4:8; Jo 4:24; Tg 4:8).

            Amados, quando alimentamos a nossa vida espiritual somos capazes de superar os maiores obstáculos, vencer desafios e derrotar dentro de nós as impossibilidades. Devemos reconhecer que o nosso sucesso depende da receptividade que damos a palavra de Deus, se pôr em prática, ela é vida, força e alegria, e todo o desanimo será retirado de dentro de nós. As provações da vida não podem influenciar negativamente em nós, a ponto de perdermos o controle e o senso daquilo que o Senhor tem para nós. Precisamos fazer a nossa parte obedecendo a ele, dessa maneira estamos cuidamos da nossa vida espiritual e nos fortalecendo na força do seu poder (Ef 6:10; Ag 2:4; I Co 16:13).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO

ESBOÇO 659
TEMA: INTERCEDENDO PELO ESCRAVO FUGITIVO
“Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Há muitas coisas nesta vida que são consideradas às vezes impossíveis de se recuperar, principalmente o ser humano quando estão as margens da sociedade. É muito natural pronunciarmos palavras a respeito de alguém dizendo: Há! Fulano de tal é inútil, é irrecuperável, perdeu a confiança, é a vergonha da família e da sociedade, este não tem mais jeito, no entanto não é assim que se deve pensar, não devemos ter essa visão com relação às pessoas que cometeram alguns deslizes na vida. Mas será que existe alguma maneira para recuperar alguém que esteja dentro desse contexto? Será que quem comete um delito não merece uma chance ou uma nova oportunidade? Será que não devemos ajudar ou fazer alguma coisa por alguém que julgamos ser irrecuperável? Leia então, a carta de Paulo a Filemom e veja o que aconteceu com o escravo Onésimo.

A epístola paulina.
A epístola a Filemom é tipicamente paulina em miniatura, nenhuma secção doutrinária, porém, é incluída, pois se trata de uma missiva pessoal e inteiramente prática. A carta cujo personagem central é Onésimo, foi dirigida ao Senhor Filemom discípulo de Colosso. O escravo fugitivo “Onésimo” que aparentemente havia fugido por tê-lo furtado, após cometer essa claudicação foi para a metrópole de Roma, e lá encontrou Paulo preso, e seja como for, na própria prisão, Paulo foi capaz de levá-lo a converter-se a Cristo. O interessante é que alguns episódios acontecem justamente quando uma pessoa se converte ao Senhor Jesus Cristo, ocorrendo uma grande transformação que envolve o novo nascimento, uma nova vida e uma regeneração completa (Jo 3:1-8; II Co 5:17; Isa 43:18,19). Nessa carta Paulo usou vários argumentos para então tratar da situação de Onésimo.

O propósito da carta.
Convencer Filemom a perdoar Onésimo, seu escravo fugitivo, e aceitá-lo como um irmão na fé.

Conteúdo da carta.
Ação de graça – Eu agradeço a Deus lembrando-me sempre de ti nas minhas orações. Jamais devemos nos esquecer das boas amizades, mesmo que esteja distante; amizade não se faz somente por momento e sim para toda a vida, sendo lembrado até nas orações (v.4).

Conhecimento a respeito de Filemom - Eu sei do teu amor e da fé que tens para com os santos, e a comunhão da tua fé se torne eficiente no pleno conhecimento de todo bem que há em nós, para com Cristo (vs.5, 6). Sinto-me alegre e confortado no teu amor, porque o coração dos santos tem sido reanimado por você (v.7).

Alguns argumentos da carta.
1. O costume anterior de Filemom agir com bondade para com os outros (v.5)
2. A autoridade implícita de Paulo (v.8)
3. Seu apelo à autoridade para reforçar um solene pedido (v.9).
4.  A idade avançada e a condição de prisioneiro de Paulo serviram como alavanca para obter respeito e a boa vontade de Filemom. (v.9).
5. Onésimo era “filho espiritual de Paulo”, e, por conseguinte, irmão espiritual de Filemom. Tal homem não podia ser tratado violentamente. (v.10)
6. Já fora útil a Paulo, e assim seria para Filemom. Portanto, deveria ser recebido calorosamente, sem qualquer idéia de vingança. (v.11).
7. Paulo tinha Filemom em boa conta, e, portanto, boa esperança de que este faria tudo quanto lhe era solicitado, e até mais (com o que provavelmente, o apóstolo deixou implícito o seu desejo que Onésimo fosse emancipado, a fim de que pudesse servir como ministro do evangelho). (v.21).

A intercessão.
Paulo intercedeu sabiamente pelo escravo Onésimo, apesar do bom relacionamento que tinha com Filemom, não quis se aproveitar para ordenar, mas para interceder em nome do amor (vs.8,9). Existem muitas pessoas que não sabem interceder ou pedir por alguém, essa lição de Paulo deve ser aprendida e, sobretudo exercitada. Paulo na sua intercessão lhe fez ciente; Onésimo fora gerado nas minhas algema, ou seja, na prisão (v. 10). Usou vários argumentos em favor de Onésimo, não obstante, conseguiu a reabilitação do escravo.

Todos devem ter novas oportunidades ou chances, muitas vezes não queremos acreditar que é possível haver mudanças na vida das pessoas faltosas, simplesmente por achar que nunca falhamos, talvez por falta de conhecimento da carta de Paulo aos Gálatas (Gl 6:1-2). Devemos incentivar as pessoas exercitarem a misericórdia para com os faltosos e concedê-los novas oportunidades, se você não faz uso dela pode faltar no momento que necessitares (Tg 2:13; Mt 5:7; 18:33,35).
Quantos Onésimos espiritualmente falando estão mortos na fé pelos caprichos de homens orgulhosos protegidos por uma sigla de denominação. No ponto de vista de Filemom era não recebê-lo, mas, no entanto Paulo tinha outro conceito sobre a situação daquele escravo. E você é capaz de perdoar aqueles que o prejudicaram? Em cristo somos uma só família. Nenhuma diferença racial, econômica ou política deve nos separar. Deixe Cristo agir por seu intermédio para remover barreiras entre irmãs e irmãos em Cristo.


Pr. Elis Clementino da Silva - Paulista/PE