quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

BENÇÃO E MALDIÇÃO

ESTUDO 665
TEMA: BENÇÃO E MALDIÇÃO
TEXTO: DEUTERONOMIO 11:26; 28: 2.

A palavra benção é conhecida desde os primórdios da humanidade, geralmente era uma palavra muito usada por pessoas religiosas que entendia existir um Deus supremo capaz de abençoar e amaldiçoar as pessoas. Na bíblia temos muitos exemplos de pessoas que abençoavam e também amaldiçoavam outras pessoas, dependendo de algo ruim que elas tivessem cometido. Os objetos também eram abençoados e separados para serem usados em rituais religiosos, por exemplo, os utensílios sagrados usados nos templos consagrados ao Senhor. No caso de pessoas, está em enfoco uma intercessão em favor delas, pedindo uma benção divina em seu favor, os pais abençoavam seus filhos antes de morrerem (Gn 48:15), ou pais que amaldiçoaram filhos (Gn 9:25). Quando tratamos desse assunto é impossível desvincular o ato de amaldiçoar por estarem muito ligados, embora com efeitos diferentes.

I. Significado e usos de benção.
1. Benção é uma palavra que vem do latim e tem o mesmo sentido da palavra no hebraico “berakah”.
2. Este vocábulo pode também significar “felicidade”, além de benção.
3. No antigo testamento a benção era proclamada em momentos solene, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.
4. O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, pois as pessoas criam no Deus de Israel.
5. Moises proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26).
6. As bênçãos eram invocadas adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8), a postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22).
7. Nas paginas do novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), varias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

II. Significado e uso de Maldição.
1. A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras que determinam o mal ou desgraças sobre as outras pessoas.
2. Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Os Salmos Imprecatórios são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus, inclusive as imprecações mais longas são encontradas nos salmos 35, 69 e 109, mas alguns traços de vingança aparecem também em outros, podemos citar alguns: Salmos 31:17-18; 40:14-16; 54:7; 55:15; 58:6-7; 59:9-13; 83:9-17; 137:8-9; 139:19; 40:1. Ao lermos os salmos imprecatórios são necessárias algumas considerações porque eles são julgadores.

III. O poder da benção e da maldição.
1. A benção e a maldição em algumas ocasiões expressos por pessoas, e em outras apoiadas em alguma ação, podem redundar em benção ou infortúnio (infelicidade, desgraça, calamidade e desventura). As religiões antigas sempre confiaram nessas declarações emocionalmente carregadas, como causa de benção e maldições.
2. Há evidencias de que a maldição proferida na ira a sua boca está cheia de maldição e amargura podendo causar até morte de outrem, às vezes pensamos o que está envolvido em fenômenos dessa ordem ou tudo será uma mera coincidência, ou algo profundamente psicológico, conforme analisamos as pessoas temem as maldições. (Rm 3;14). Não retribuindo mal por mal antes pelo contrário bendizendo; por que para isto fostes chamados, para herdades uma benção (I Pe 3;9,10).
3. Por outro lado devemos levar em conta o poder espiritual daquele que abençoa ou amaldiçoa, Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33).
4. Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9:25,26; Dut 27:16).
5. Por outra parte, há pessoas malignas, que recebem ajuda de espíritos malignos ou maus, e evidentemente podem prejudicar ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte. Naturalmente não devemos ser supersticiosas ao ponto de acreditar em mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder psíquico, que podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes.

IV. Proteção Divina.
1. Os que estão debaixo da proteção do Senhor, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23:23)”. A maldição não alcança o povo de Deus (Nr 22:12,18; Nr 23:11; Nr 24:10), que se estende a todos quanto guardarem os mandamentos do Senhor. Balaão não conseguiu amaldiçoar o povo escolhido por Deus “Como posso amaldiçoar o povo que Deus abençoou.” Palavras imprecatórias não nos alcançam (Sl 91:10; Isa 54:17; Jó 5;21; Tg 3:8-10. Rm 8:31, Nr 14:9; Jó 34:29; Sl 118:6; Rm 8: 33,34), pode até Deus permitir que nos aflija, mas Deus converte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23:5).
2. Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34:7; Sl 91:3 – 12).

V. As Bênçãos Divinas.
1. A benção de Deus está a nossa disposição, nós decidimos se queremos ou não (Dt 11:26,28);
2. Se amarmos a maldição ela sobrevém (Sl 109:17;  Pv 26:2;.
3. As bênçãos caem sobre o justo (Pv 10:6);
4. Ela enriquece e não acrescenta dores (Pv 10:22);
5. Pela benção do justo uma cidade se alegra (Pv 11:11);
6. O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10);
7. Deus fará descer chuva de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Confiemos inteiramente no Senhor porque dele vem nossa salvação, as maldições existem, mas não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar delas (Sl 91:14,15), desde que estejamos sob a sua proteção, pois as pessoas cujos corações estejam carregados de ódio e maldades as suas ações influenciam nas pessoas. Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR.

Pr Elis Clementino – Paulista- PE

AD Excelência

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A SÍNDROME DA AMBIÇÃO

ESBOÇO 664
TEMA: A SÍNDROME DA AMBIÇÃO
TEXTO: ROMANOS 12:16

                As aspirações dos homens pelas coisas dessa vida têm fugido do controle, essa prática teve inicio quando Lúcifer, esse foi o ponto de partida para que toda humanidade fosse afetada. Adão e Eva foram enganados e contaminados e desejaram ser como Deus conhecendo o bem e o mal. Não devemos ambicionar algo que não esteja ao nosso alcance, cada indivíduo deve conhecer seus limites.

A síndrome da ambição
A força de uma instituição consiste na união de todas as pessoas que a compõe sob uma liderança, quando um dos componentes é tomado pela síndrome de poder ou riquezas, honras e glórias. A cobiça ou cupidez é o anseio veemente de alcançar determinado objetivo, aspirações e pretensões. Isso se torna perigoso e pode levar àquela instituição a ruína, principalmente o indivíduo não consegue controlar e esses impulsos. O indivíduo com esses desejos mórbidos pode envolver outras pessoas e muitas delas inocentemente acreditando na articulação daquele indivíduo, o pior são quando acontecem em lugar menos esperado.

A Primeira síndrome de Ambição
Lúcifer desejou estar acima do altíssimo ou tomar o lugar de Deus (Is 14:12-15; Ez 28:12-18), a inveja continua até hoje, há pessoas que agem da mesma maneira, embora não reflitam as conseqüências dessa rebelião, vejamos outros personagens tomados por essa síndrome:

A síndrome de Caim
Caim foi tomado pelo desejo mórbido, ele pode induzir o indivíduo à desgraça, tanto Caim quanto seu Abel irmão oferecia sacrifícios e ofertas ao Senhor, mas Deus atentava mais para oferta de Abel do que a dele, o desejo doentio lava ao ódio, ou seja, a pessoa não se contém em tramar algo que venha atropelar aquele que aos seus olhos está levando vantagem, embora saiba que não conseguirá, e se isso ocorrer apelará para a violência (Gn 4)

A síndrome dos irmãos de Moisés
Mirian e Arão questionaram a liderança do seu irmão, e quando isso acontece em uma liderança espiritual os efeitos são muito piores, a liderança de Moisés foi interrogada pelos seus próprios irmãos Mirian e Arão, ambos liderados por Moisés vejam o texto (Nr 12:1-3).

A síndrome de Corá, Datã e Abirão
Houve outra rebelião promovida por Corá, certamente ele tinha influência e autoridade porque conseguiu reunir duzentos e cinqüenta homens e líderes de renome entre povo contra Moisés e Arão. Datã e Abirão contra Moisés alegando que Moisés havia os tirado de uma terra boa para fazê-los morrer no deserto e assim questionavam até o sacerdócio (Nr 16: 1-19).

A síndrome de Sambalate
Esse tipo de síndrome é da indiferença e da confusão contra uma liderança, Sambalate se ajunta a Tobia e Gesen outras pessoas com a finalidade de atrapalhar a obra que Nemias estava realizando, o trabalho deles era criar intriga entre o povo e disseminar contendas (Ne 4:1-8; 6:1-9).

A síndrome de Absalão
Absalão tentou usurpar o trono de Davi seu pai, esse tipo de síndrome é desejar aquilo que é do seu líder, essa é a triste realidade dos últimos dias ( 2 Sm 15:1-13).

A síndrome de Judas
É a síndrome da traição, ele traiu com a finalidade de tirar proveito de uma situação, ele vendeu o seu mestre fato registrado nos quatros evangelhos (Mt 26:46-50; Mc 14:43-46; Lc 22:47,48; 18:2-4)

A síndrome de Demas
Esse tipo de síndrome é a do abandono, Demas era um cooperador de Paulo e resolveu abandoná-lo amando o presente século, ou seja, o mundo secularizado (Fm 24). Há pessoas que nos acompanham enquanto vê algum tipo de vantagem pessoal, quando não vê o resultado esperado para si, geralmente essas pessoas abandonam. Os amigos de Jó o abandonaram por acharem que continuar amigo de um chagado não daria resultado (Jó 19:19).

A síndrome de Diotrefes
O orgulho fazia parte da sua vida, amava a primazia, desprezava o ancião da igreja, não era hospitaleiro, servia a si mesmo, egoísta e não aceitava a liderança de João (3 João 1: 9,11)

                Devemos nos despir de toda inveja e ambição pelo que é dos outros, cada um deve se contentar com as suas posses sem, contudo molestar as outras pessoas. Contentar-se com o que tem não significa deixar de desenvolver e acomodar-se, mas com dignidade sem atropelar ninguém, mas continuar a luta pelos seus ideais. Aqueles que se opuseram aos seus líderes a fim de tomar-lhe a liderança não prosperaram, todos eles sofreram as conseqüências, Deus não se deixa escarnecer aquilo que o homem semear isso ele ceifará.

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE

AD Excelencia

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O CUIDADO DIVINO SOBRE O SEU POVO

ESBOÇO 663
TEMA: O CUIDADO DIVINO SOBRE O SEU POVO
TEXTO: DEUTERONOMIO 8:1-20

                O Senhor sempre demonstrou zelo para com o seu povo, ao mesmo tempo exigia dele a obediência aos seus mandamentos. A obediência aos preceitos acompanhava ricas promessas como: vida longa, multiplicação em número e a entrada na terra prometida. “Todos os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para cumpri-los; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais.” (Dt 8:1). Os israelitas foram submetidos as mais duras provações, pois são nos momentos mais difíceis que desvendamos o que realmente somos, e o que há dentro dos nossos corações, e se guardamos ou não as suas leis.

Passado que deve ser lembrado
Os israelitas após guardarem os preceitos do Senhor seriam prósperos e que não se esquecesse do seu passado, sempre estivesse na sua memória e fosse passado para as gerações tudo aquilo que o Senhor ele havia feito, de onde eles saíram, trajetória e os acontecimentos por onde passou, bem como os milagres que ocorreram durante a peregrinação no deserto. Não devemos esquecer-nos dos caminhos por onde trilhamos na vida, seja ele áspero ou suave, se áspero mesmo que tenha deixado marcas certamente foi um período de aprendizado e, contudo nos deixaram um grande legado com profundas experiências, e se alguns foram suaves sentimos alegres recordações. Muitas pessoas quando são ricamente abençoadas e não gostam que as pessoas toque no assunto referente o seu passado sofrido, muitos deles tem vergonha de dizer que foi pobre, elas acham que estão sendo humilhadas. A pessoa não deve agir dessa maneira, porque ela só existe por causa do seu passado, as nossas raízes são as bases para o seu sucesso hoje. Deus não quer que você esqueça-se do antes e depois, porque em ambos o Senhor será glorificado, saiba que a recordação nos faz reviver os favores divinos sobre nós, além de nos trazerem uma profunda renovação espiritual.

Moldados através das dificuldades
Às vezes somos provados por Deus para demonstrarmos o que realmente somos. Deus provou o seu povo durante a peregrinação, se assim não fosse o povo não havia conhecido ainda mais o poder divino, ninguém mais conhecia o que havia no coração do povo, a não ser o que ia sendo revelado mediante as provações. Israel foi humilhado, Deus deixou ter fome e sede, provou de todas as maneiras, nas dificuldades desvendamos o que somos. Seis coisas importantes surgiram durante as provações:
(1) Foi declarado o que havia no coração do povo (Dt 8:2);
(2) Deus fazê-lo entender que a obediência produz bênçãos;
(3) Aprenderam que eles não viviam somente de pão;
(4) Aprenderam que as riquezas adquiridas provinham de Deus;
(5) Viram Deus renovar e mostrar ao povo que a aliança feita com seus pais estava firme “antes te lembrarás do senhor teu deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.”
(6) Aprenderam que o Senhor estava agindo em cada circunstancias e que ele estava no controle de tudo.

                Deus revela o seu poder sobre as nossas vidas nas adversidades, é nelas que são revelados o nosso caráter, humildade e a nossa fidelidade para com ele, mesmo assim Deus não nos desampara nas dificuldades. Precisamos reconhecer os favores divinos e adorá-lo em quaisquer que sejam as circunstâncias, privilegiadas ou não, e se conquistarmos algo de valores respeitáveis na vida não pensarmos que tudo foi conquistado pelos nossos esforços “E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.” Esse reconhecimento é o principio da humildade, pois a falta de consideração dos favores divinos é proveniente do orgulho humano, porquanto das nossas atitudes orgulhosas o Senhor não se agrada. Se somos provados (Pv 17:3) certamente algo de bom irá acontecer porque todas as coisas contribuem juntamente para o bem daquele que amam a Deus (Rm 8:28). Esta e outras lições da Bíblia Sagrada servem de lições para o nosso bem.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A TRANSFIGURAÇÃO

ESBOÇO 662
TEMA: A TRANSFIGURAÇÃO
TEXTO: MARCOS 9:4

            Jesus convidou em particular três dos seus discípulos para irem ao monte, posteriormente denominado de “o monte da transfiguração”. Esse episódio está registrado nos evangelhos sinóticos, ou seja, de forma resumida e semelhante em Mateus, Marcos e Lucas, esse foi um fato interessante, além de nos revelar algo sobre a pessoa de Cristo ainda nos trás outras lições importantes.

A escolha dos discípulos
Jesus havia chamado doze discípulos, todos eles estavam presentes no momento da escolha, escolheu apenas três deles, certamente eram os mais chegados, os próprios que escreveram os evangelhos estavam entre os doze, porém não foram chamados para o monte, mas somente Pedro que relatou na sua carta (2 Pe 1:16-18), Tiago e João. Havia particularidades que Deus o Pai e Jesus Cristo não participaram a todos, apenas grupos ou pessoas isoladamente, nem todos podiam ver e ouvir, não era descriminação deixar os outros sem participarem, isso era comum entre eles. Temos vários exemplos, mas apenas queremos destacar dois deles; Moisés quando subiu ao monte, o próprio Arão ficou de fora não podendo súber ao monte para aquele momento de intimidade de Moisés com Deus, onde a glória do Senhor apareceu sobre ele, o restante do povo ficou ao pé do monte. Jesus usou praticamente a mesma maneira convidou os três em partícula para subirem ao monte, e da mesma maneira quando subiu ao monte das oliveiras, pois entendemos que o Mestre tinha particularidades com seus discípulos, algumas questões tratava à parte com eles, também usou parábolas para expressar as suas verdades espirituais.

Transfiguração
Jesus metamorfoseado, no Gr “Metamórphosis” é uma mudança na forma e na estrutura do corpo, mas naquele momento foi muito mais abrangente porque envolveu profetas do passado que já estavam com Deus. Foi um momento de glória inacessível, pois os três discípulos viram Jesus completamente transfigurado, seu rosto brilhava como o sol na sua força, suas vestes reluziam como a luz, e ao virem isto Pedro, Tiago e João ficaram pasmado e cheio de temor porque viram que Jesus conversar com Moisés e Elias, simbolizava os profetas e a lei, eles conversavam a respeito iminente morte de Jesus (Lc 9:31) foi um momento de glória espantados diz: Mestre! Queres que façamos três tendas uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias? Eles não estavam em êxtase, mas em si, eles caíram por terra, Jesus olha para eles e dize-lhe: Não temais e ordenou-lhes que a ninguém contassem até o dia em que o ele não fosse ressuscitado (Mc 9:9).

            Esse episódio ocasionou uma convicção maior a respeito de Jesus que daquele momento em diante passaram a ter uma nova visão a respeito dele.  Os discípulos Pedro, Tiago e João participaram de momentos de glória com Jesus, evento jamais visto por eles, além de serem privilegiados na escolha feita pelo Mestre. Há momentos que Deus não compartilha algo que ele tenha a revelar aos seus, não revele as suas particularidades com quem Deus não repartiu, há revelações de Deus que são confidenciais e não devemos contar a ninguém, os discípulos foram recomendados a não contarem a ninguém aquele episódio, pois eles haviam contemplado a plenitude de Cristo e a sua relação com dois profetas Moisés e Elias. Deus quer nos revelar coisas mais profundas, mas precisamos estreitar os nossos relacionamentos com ele. Se chegarmos a ele, ele se chegará a nós.


Pr. Elis Clementino-Paulista -PE

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A ALIANÇA QUE NÃO DEU CERTO

ESBOÇO 661
TEMA: A ALIANÇA QUE NÃO DEU CERTO
TEXTO: 2 REIS 18:1-34

                Há tipos de alianças que não devem ser feitas, principalmente aquelas que submetem o indivíduo a um jugo desigual, seja no sentido social da vida quanto o espiritual. Acabe era rei de Israel e Jeosafá rei de Judá, ambos fizeram uma aliança que fora desaprovada pelo Senhor (2 Cr 19:1,2). Vejamos o resultado dessa aliança.

Erros que não devemos cometer
1. Há festejo que é uma armadilha, uma armadilha, festa essa que desagradou a Deus (2 Cr 18:1,2);
2. Tem relacionamento que Deus não se agrada (2 Cr 19:1,2)
3. E aliança que não deve ser feita, pois muitas delas não tem como voltar atrás, após a aliança feita Josafá não teve como desfazer (2 Cr 18:3), pois quebra de uma aliança constitui uma inimizade;
4. Não se comprometa antes de consultar a Deus, ou seja, não dê a sua palavra antes da resposta divina, esse foi mais um erro do rei Jeosafá. “Sou como tu, e meu povo é como o teu povo; estaremos contigo na guerra”. Mas acrescentou: “Peço-te que busque primeiro ao Senhor”. (2 Cr 18:3). Consulte a Deus primeiro, e ao consultá-lo esteja disposto a ouvi-lo. Acabe não queria ouvir os profetas do Senhor, mas os seus que somente massageavam o seu coração com belas palavras de vitória. (2 Cr 18:5)
5. Cuidado com os profetas enganadores, mas fuja daqueles que somente profetiza o que você gosta de ouvir como fizeram os profetas de Acabe. (2 Cr 18:5b); Josafá questionou; há ainda algum profeta para que consultemos? Acabe responde: Tem Micaias, mas ele não fala nada de bom para mim! (2 Cr 18:6-11);

Micaias é convidado a falar o que agradasse a Acabe
1. Os mensageiros durante a viagem instruíram a Micaias a falarem as mesmas coisas que os quatrocentos haviam falado, porém o profeta jurou dizendo: “eu falarei o que o Senhor me mandar”;
2. A estratégia do profeta diante de Acabe e Jeosafá “Atacai e sereis vitoriosos, pois eles serão entregues em vossas mãos, Acabe despertou para saber por que ele estava dizendo aquilo se nunca profetizou coisas boas para ele.  
3. As verdades que Acabe e Jeosafá precisavam ouvir veio logo em seguida “Então Micaias respondeu: Vi todo Israel espalhado pelas colinas, como ovelhas sem pastor, e o Senhor dizer: Estes não têm dono. Cada um volte para a sua casa em paz” Acabe olha para Jeosafá e lhe diz: Eu não lhe disse que ele nunca profetiza nada bom a meu respeito, mas apenas coisas ruins. O coração de Acabe continuou endurecido.

A visão do profeta e a ira de Acabe
"Micaías prosseguiu: "Ouçam a palavra do Senhor: Vi o Senhor assentado em seu trono, com todo o exército dos céus à sua direita e à sua esquerda. E o Senhor disse: ‘Quem enganará Acabe, rei de Israel, para que ataque Ramote-Gileade e morra lá? ’ "E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do Senhor e disse: ‘Eu o enganarei’. "De que maneira?”, perguntou o Senhor. "Ele respondeu: Irei e serei um espírito mentiroso na boca de todos os profetas do rei’. "Disse o Senhor: ‘Você conseguirá enganá-lo; vá e engane-o’. "E o Senhor pôs um espírito mentiroso na boca destes seus profetas. O Senhor decretou a sua desgraça". Custe o que custar se verdadeiramente for usado por Deus paga o preço da verdade. O profeta apanhou no rosto e foi declarado voltar para o seu rei e encarcerado, sustentado com pão e água. A resposta de Micaias foi: Se você voltar em segurança Deus não falou comigo.

O disfarce de Acabe e Jeosafá
O Disfarce nunca deu certo, muitos tem se prejudicado por terem usado o disfarce como um escape, por causa dele Acabe perdeu a vida e Jeosafá quase perde a dele, somente não morreu porque clamou ao Senhor. Um homem na sua simplicidade atitou um arco sem destino e matou exatamente Acabe.

                Irmãos observem esse e outros acontecimentos na bíblia Sagrada, e assim extrair lições para os nossos dias, cuidado com as más associações, saiba que feita muitas vezes não dá mais para voltar atrás, Jeosafá além de fazer amizade com Acabe ainda se comprometeu, devia antes de dar qualquer resposta consultar o Senhor. Existem pessoas quando consultam a Deus não aceitam as palavras que contrariem as suas vontades, Acabe não admitia que os profetas falassem mal contra ele, esse é um grande erro, Deus ainda tem profetas verdadeiros e estes falarão às verdades que precisamos ouvir. O disfarce não dá certo “seja sempre você mesma” Jeosafá quase perdeu a vida e Acabe morreu. “credes no Senhor e nos seus profetas e sereis prósperos”.


Pr. Elis Clementino-Paulista-PE