quarta-feira, 16 de março de 2016

DIÓTREFES, OBREIRO ORGULHOSO

ESBOÇO 669
TEMA: DIÓTREFES, OBREIRO ORGULHOSO
TEXTO 3 JOÃO 1-15
 “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fragilidade humana pode levar o indivíduo a comportamentos que comprometam tanto a si quanto as outras pessoas, inclusive a obra de Deus, isso tem acontecido com muita frequência, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de todas as naturezas, boas, ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. O Apostolo João escreve a terceira carta a uma das igrejas do qual ele era presbítero para tratar de assuntos atinentes aos problemas existentes na igreja. Trataremos nesse assunto sobre autor da carta, endereço, propósitos e o péssimo exemplo de Diótrefes. Esse assunto é de grande acuidade para os dias de hoje, os procedimentos de Diótrefes servem de exemplo para todos que são obreiros e os que aspiram.

Endereço da carta
A referida foi escrita por João provavelmente em Éfeso nos anos 90d.C, ao amado Gaio, o qual se mantinha fiel ao ancião “João” daquela igreja, por essa razão ele recebeu elogios. Três personagens são citados por João na referida carta: Gaio, Diótrefes e Demétrio.

O propósito da carta
Corrigir problemas existentes naquela igreja, e enfrentar um obreiro chamado Diótrefes, esse obreiro gozava de grandes prestígios naquela igreja, mas nele havia algo ruim que precisava ser corrigido (1) Não considerava a liderança de João; (2) Era egoísta, toda primazia seria para ele; (3) Não era hospitaleiro para com os professores missionários que por ali passavam. Na carta João aborda a responsabilidade pessoal envolvendo falsos ministros.

Quem era Diótrefes?
Não se sabe muito sobre ele, porém Diótrefes era convertido ao cristianismo e aspirava ser líder da igreja e excluir qualquer outro que ameaçasse a sua liderança. O significado do seu nome era “alimentado por Júpter” ou Zeus, deus da mitologia greco-romana. Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas, ele cresceu orgulhoso, arrogante e apinhado de prepotência, incapaz de respeitar as autoridades, principalmente as da igreja na época, o apóstolo João foi um deles. Diótrefes foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo e tornou-se membro da igreja local, ele passou a ter uma grande influência na igreja até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apostolo João como líder da Igreja, ele aspirava altas posições na igreja, era indomável, presunçoso e orgulhoso e não aceitava João, pressupõe que ele era quem aparecia diante das outras pessoas como líder da igreja e tinha algumas atitudes estranhas e inconvenientes, com essas atitudes ele prejudicava o bom andamento da obra. A carta endereçada a Gaio pedia-lhe que houvesse hospitalidade para com os missionários que por ali passassem, já que Diotrefes não os recebiam, ele era ciumento gostava exercer a primazia, ele sempre procurava estar em destaque, esse era o seu prazer, ele não punha em pratica os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44), além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

As pessoas com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia que estava a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia, usava a demagogia como muitos usam nos dias de hoje, ele só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótefes era do tipo de obreiro que não comparecia as reuniões que tivesse a frente outra liderança, e quando estava presente tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas, ele desestimulava qualquer pessoa que tivessem interessadas ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho, o que ele mais gostava era de ser louvado, se fosse hoje ele gostaria de está na mídia, na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos, entretanto o egoísmo estava arraigado no seu coração, e pessoas assim não se contenta com nada.

O desprezo a João
Obreiro egoísta despreza o seu líder espiritual e subestima os colegas, contrariando todo o princípio cristão. Diótrefes não considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual” menos Diótefes, principalmente quando o ouvia pregar, enquanto João pregava, ele resmungava, era um procedimento maligno, não aceitava os enviados de João, muito menos ouvi-lo pregar e visitar a igreja, mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com tais atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada. O mau comportamento de Diótrefes é de grande valia para os dias de hoje, principalmente em relação a aqueles que desejam o episcopado.

                Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira de Diótrefes. Consideremos os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação prefira o caminho da humildade, apreenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3), o obreiro tem a responsabilidade de servir de modelo para o rebanho. O obreiro Diótrefes não tinha atributos para viver em harmonia, era um dominador e brigão, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apostolo no lugar de João, em compensação havia na igreja dois obreiros que foram elogiados por João por terem comportamentos excelentes Gaio e Demétrio, estes eram obreiros de verdade. Os bons obreiros com o seu bom exemplo contagiar os mais novos.


Pr. Elis Clementino – Paulista – PE

quarta-feira, 9 de março de 2016

FIDELIDADE AOS PRINCÍPIOS DE SEUS PAIS

ESBOÇO 668
TEMA: FIDELIDADE AOS PRINCÍPIOS DE SEUS PAIS
TEXTO: JEREMIAS 35:6-10

                Deus tem métodos para nos dar lições à altura daquilo que precisamos aprender, um ensino Deus precisaria dar ao seu povo porque não estavam levando a sério os seus princípios. Deus falava com o povo e ele não dava a mínima importância, ou seja, recusava a escutá-lo, portanto o Senhor resolveu fazer uma analogia entre dois grupos de povos, os recabitas e o seu povo Israel. Deus mostra ao profeta a necessidade de corrigir Israel aplicando sobre eles o modelo de vida dos recabitas.

O profeta
Jeremias foi escolhido por Deus para transmitir as mensagens divinas ao povo de Deus, as suas mensagens enfatizam o arrependimento e a conversão a Deus, isso era um bom princípio para que as bênçãos divinas viessem sobre o seu povo Israel e o seu juízo fosse desviado dele. O povo de Deus não estava dando importância à voz do Senhor e nem guardava os seus mandamentos, naquele momento Deus deu uma missão a Jeremias ir à casa dos recabitas e ver como ele procediam diante dos princípios deixados por seus pais (Jr 35:2), Deus iria mostrar a obediência de um e a desobediência do outro.

Os recabitas
Um povo nômade estaria servido de lição para o povo de Deus por guardarem os princípios deixados por seus pais, e que deveriam guardá-los até o fim, estes eram: (1) Não beberem vinho; (2) Não edificarem casas; (3) Não semearem sementes; (5) Não plantar vinhas; (6) Habitar em tendas (Jr 35:6,7). Os recabitas obedeceram à risca tudo quando Jonadabe filho de Recabe seus pais lhes ordenaram (Jr 35:8). O modelo de vida deles serviria de lição para o povo de Deus que não davam importância aos mandamentos estabelecidos por ele. O Senhor não havia exigido essas coisas a Israel, mas prosperidade dele se daria pela obediência e trabalho. Israel deveria ter uma vida exemplar e compromissada com Deus e isso não estava acontecendo, ele não queria obedecê-lo, isso ocorre ainda hoje, existem pessoas que dizem servir a Deus, mas não são fieis aos seus princípios, mesmo conhecendo-os de perto. Ora! Se a nossa justiça não exceder a dos recabitas ou aquelas pessoas que são leais aos princípios dos seus pais não chegaremos ao reino dos céus? (Mt 5:20).

Os recabitas tinham princípios deixados pelos seus pais que eram inegociáveis, a sua fidelidade a eles estava acima de tudo “bons princípios não se negociam”. O profeta foi à casa dos recabitas para dar-lhes vinho a beberem, mas Deus já sabia qual a resposta deles, e que não abriria mão das ordens deixadas por seus pais (Jr 35:6), e esse seria uma boa lição para aqueles que conheciam a Deus e não guardavam os seus mandamentos.

O julgamento divino
Os israelitas foram julgados pelos seus atos de infidelidade ao Senhor, pois o mal que o Senhor Deus havia falado contra eles não removeria (Jr 35:17). Os recabitas foram abençoados por Deus com promessas pela fidelidade aos princípios dos seus pais (Jr 35:18,19).

                Atualmente podemos notar que muitos cristãos não têm levado a sério a sua fidelidade aos princípios divinos, eles estão fazendo o contrário dos recabitas que guardavam as ordenanças dos seus pais. Existem pessoas que tem testemunhos de vida melhor do que certos cristãos, elas aprenderam e guardam o que seus pais lhes passaram a respeito da sua moral e religiosidade. Deus estava mostrando a Jeremias que os recabitas obedeciam criteriosamente os ensinamentos que receberam, porém o seu povo não fazia caso algum dele e nem da sua palavra (Jr 35:14-16), assim o julgamento sobre o seu povo seria severo, Deus não retiraria o mal que havia falado contra ele, mas aos recabitas veio sobre eles as boas promessas divinas (Jr 35:17-19). Devemos nos manter fieis aos nossos princípios cristão em quaisquer circunstancias.

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE
AD Excelência


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

TIRANDO DA PRATA A ESCÓRIA.


ESBOÇO 667
TEMA: TIRANDO DA PRATA A ESCÓRIA.
TEXTO: “Tira da prata a escória, e sairá vaso para o ourives” Pv 25:4.

                Prata, ouro e ferro são metais que ao serem trabalhados são submetidos ao fogo e em altas temperaturas, principalmente na fundição, modelação e confecção de peças. Esses materiais quando são submetidos ao fogo aparecem às escórias, referem-se às impurezas existentes nesses metais, no argumento queremos extrair do texto uma grande lição espiritual. De algo bom como a prata e ouro pode ser extraído algo ruim? Basta submetê-los ao fogo, pois existem coisas que só será revelada através do fogo. Assim fazem os fundidores de metais com a prata, ouro e o aço. (Ml 3:2,3).

Significados.
(1) Prata é um metal de boa qualidade, ele serve para ser utilizado em várias finalidades, geralmente serve para confeccionar peças importantes como utensílios, jóias (Gn 24:53), utensílios domésticos e salvas de prata na qual são servidos alimentos as visitas nobres e as altas personalidades, como reis, presidentes e governadores (Pv 25:11);

(2) A escória refere-se à impureza, no hebraico o significado é sug ou sig, “refugo”. Palavra usada para determinar algum material ruim em metais que pode causar danos a peça;

(3) As escórias só aparecem na base do calor em altas temperaturas, só assim o fundidor consegue separar a escória do metal, ela compromete a qualidade da peça (Pv 25:4; 26:23). A tua prata se tornou escória, o termo aplica-se ao metal coberto de escória o que não permite ver a qualidade da peça, aqui é aplicado no sentido espiritual (Is 1:22;25; Ez 22:18,19). Essa é a situação do cristão quando perde a santidade diante de Deus, as escórias precisam ser removidas através do fogo ou pelo processo de refinamento divino. Certa vez recebi uma lição sobre soldagem em peças de aço, notei que quando se funde o aço um com outro através de um eletrodo aparecem às escórias, estas encobrem a soldagem, e para removê-las é preciso deixar a peça esfriar um pouco e com um pequeno martelo com um bico e uma pequena escova de aço remove-se as escórias, esse é um procedimento que deve ser feito para então se ter uma peça perfeita, protegida e limpa. Muitas vezes Deus “o artífice” nos submete a um processo igual para tirar as escórias das nossas vidas, e então termos qualidade e pureza.

Lição espiritual
As escórias se referem às corrupções morais e espirituais, nos cristãos são características de quem não leva a sério a vida de santidade diante de Deus, mesmo assim eles poderão ser purificados após a retirada de toda escória, com isso eles se tornarão vaso de honra para o fundidor (Pv 25:4; Is 1:25). Israel havia entrado por caminhos pecaminosos e se misturou de maneira que sobre ele só havia escória (Ez 22:18). A prata torna-se escória, não se pode permitir que as escórias encubram a prata, assim como o vinho misturado com água, ambos enfraquecem, pois isso acontece quando nos misturamos com as tradições e os erros humanos (Is 1:22). Misturar coisas boas com coisas ruins para melhorar nunca deu certo. Separar o ruim do bom é à intenção de quem quer o melhor, separar o precioso do vil é imprescindível.

Vejamos o seguinte: (1) Nas escrituras há muitos exemplos indicando que deve haver separação entre o bom e o ruim, (2 Tm 2:21; Isa 52:11; 2 Tm 3:17), pois somente assim o crente estará habilitado para toda boa obra. É importante ainda ler o texto (2 Tm 2:15-22). A santificação é a separação da impureza (escória), o que contamina o nosso corpo deve ser tirado.

(2) Cuidado para não ser um vaso encoberto por escórias (Pv 26:23,24,26), como também um vaso foliado de prata ou de ouro.  As nossas aparências podem enganar as pessoas menos a Deus “o fundidor”, assim são alguns tipos de crentes que vivem de aparências.

 (3) Afastar-se dos nefandos é separar-se das escórias (II Co 6:14,15; Sl 1:1; Sl 26:4; Jr 15:17) devemos evitar pessoas que admoestadas continuam na mesma prática (Tt 3:10,11), com quem permanece no erro não compartilhemos as suas ações. “Separar o precioso do vil” é preciso (I Co 5:11).

                Se quiser ter uma vida espiritual como prata pura tire todas as escórias, viva uma vida de pureza diante de Deus “Se você quiser ver a prata de qualidade na vida de uma pessoa, tire dela o que há de ruim as “Escórias”. Devemos estar conscientes das nossas responsabilidades em mantermos uma vida purificada pela palavra de Deus, pois ela é a única que purifica, de maneira que o inimigo não tenha o que dizer contra nós (I Tm 5:7; Fl 1:27; I Co 1:10; I Pe 3:16). Esse padrão deve ser seguido e praticado diariamente, conforme Paulo escreveu aos colossenses (Cl 3:5-8), isso é viver uma vida sem escórias. Muitas vezes Deus nos submete as provações como os ourives provam o ouro para que sejamos vaso de prata pura para uso do fundidor “Deus”. Se quiseres ser usados(a) retira as escória que há em ti.

Pr. Elis Clementino- Paulista –PE
AD Excelência
Consulta Biblica
Horário: 04:50h – 29/02/2016





domingo, 28 de fevereiro de 2016

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL

ESBOÇO 666
TEMA: A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL
TEXTOS: I Rs 18:30; II Cr 33:13,16

                Existem valores na vida que ao perdermos precisamos reencontrar, embora alguns deles além de serem reconquistados, precisamos restaurá-lo devido os desgastes sofridos principalmente quando se tratam de bens estimados, sobretudo os valores morais e espirituais. É importante salientar que eles não devem ser deixados para trás, pois o nosso sucesso em todos os sentidos da vida depende deles, e se perder alguns desses valores use as mesmas estratégias da mulher que procurou a dracma perdida, aliás, há três parábolas importantíssimas narradas na bíblia sagrada são elas: A ovelha perdida, a Dracma Perdida e o filho pródigo (Lc 15:8-10; Lc 15:3-7), embora elas expressem o valor que tem uma alma para Deus, mas nesse argumento eu quero enfatizar sobre a restauração de algo estimado caso haja perdido. Vamos pensar um pouco quando o nosso altar espiritual se torna impróprio para oferecer sacrifícios quando perdemos valores morais e espirituais.

Altar, uma palavra uma estrutura elevada onde os sacerdotes ofereciam sacrifícios, essa palavra aparece 396 vezes na Bíblia Sagrada, portanto um altar quebrado precisa ser consertado e trazido de volta as condições para que o sacrifício seja aceito por Deus.

I. O custo da restauração
Para reaver algo perdido ou restaurar aquilo que está quebrado sem dúvidas exigirá muito empenho, esse é o preço que se paga por um trabalho de restauração. No sentido espiritual é doloroso, esforços e o custo são bem maiores, mesmo assim não devemos desistir de ir a buscas desses valores porque é recompensador, a mulher que encontrou a drácma perdida dentro de casa fez um grande banquete e chamou os seus visinhos para se alegrarem “Alegrai-vos comigo; achei a dracma perdida.” (Lc 15:9). Algo muito importante é saber quando e aonde se perde os valores morais, pois eles influenciam diretamente na vida espiritual do indivíduo.

II. Restaurando o altar espiritual
A restauração espiritual começa com o conserto do altar (I Rs 18:30), haviam quebrado o altar, pois nos pesa a responsabilidade de consertá-lo. O altar é lugar de entrega de sacrifícios, ele precisa está perfeito e a plena harmonia entre o altar, o sacrifício e o ofertante, pois a oferta oferecida sobre ele poderia ser aceito ou não pelo Senhor. O primeiro homem a edificar um altar para adoração foi Noé (Gn 8:20), em seguida Abraão (Gn 12:7), Moises edificou um altar e pôs o seu nome “o Senhor é a minha bandeira” (Ex 17:15). Dissemos que o altar deveria estar perfeito para que o holocausto fosse recebido. Destaco nesse assunto dois momentos em que altares foram restaurados para que Deus aprovasse o sacrifício (I Rs 18:30) quando o profeta Elias foi desafiado pelos profetas de Baal, eles clamaram ao seu deus e não obtiveram resposta, e sem a resposta quebraram o altar, a primeira coisa que Elias fez após assumir o desafio foi consertar o altar. Esse é um principio que o cristão não deve esquecer “consertar o seu altar”.

No nosso altar não pode ser oferecido qualquer oferta a outros deuses, isso é abominável ao Senhor, ele pode requerer duramente dos que assim o fazem. Manesses rei de Judá fez o que era má aos olhos do Senhor tornou a edificar altares que havia sido derrubado por Ezequias seu pai (2 Cr 33:1-10), as conseqüências foram inevitáveis (2 Cr 33:11).

III. Conhecendo o seu altar
Ninguém é inocente, todos conhecem a situação do seu altar, se está bem ou não, se quebrado ou consertado, se por acaso estiver quebrado é tratar de consertar. Muitos crentes não prosperam porque não tratou de reparar o seu altar, às vezes quebrado lá atrás, no passado bem próximo, todos nós temos a oportunidade dada por Deus para reparar o nosso altar, saiba, pois, que o maior altar é o que está dentro de nós.  

                Duas coisas é preciso fazer, recupera valores perdidos e tratar de consertar o altar caso esteja quebrado, ou então levantar um se nunca teve. Tanto um quanto o outro, a única maneira de consertar é através do reconhecimento do erro antes que venha a sentença divina. Manasses rei de Judá quando foi humilhado pelo seu pecado, mas na angústia ele orou ao Senhor e teve a atitude de reparar o altar, e dessa maneira Deus aplacou a sua ira sobre ele (2 Cr 33:12-16). Reparemos o nosso altar enquanto é tempo o nosso altar caso esteja quebrado.

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE                


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

BENÇÃO E MALDIÇÃO

ESTUDO 665
TEMA: BENÇÃO E MALDIÇÃO
TEXTO: DEUTERONOMIO 11:26; 28: 2.

A palavra benção é conhecida desde os primórdios da humanidade, geralmente era uma palavra muito usada por pessoas religiosas que entendia existir um Deus supremo capaz de abençoar e amaldiçoar as pessoas. Na bíblia temos muitos exemplos de pessoas que abençoavam e também amaldiçoavam outras pessoas, dependendo de algo ruim que elas tivessem cometido. Os objetos também eram abençoados e separados para serem usados em rituais religiosos, por exemplo, os utensílios sagrados usados nos templos consagrados ao Senhor. No caso de pessoas, está em enfoco uma intercessão em favor delas, pedindo uma benção divina em seu favor, os pais abençoavam seus filhos antes de morrerem (Gn 48:15), ou pais que amaldiçoaram filhos (Gn 9:25). Quando tratamos desse assunto é impossível desvincular o ato de amaldiçoar por estarem muito ligados, embora com efeitos diferentes.

I. Significado e usos de benção.
1. Benção é uma palavra que vem do latim e tem o mesmo sentido da palavra no hebraico “berakah”.
2. Este vocábulo pode também significar “felicidade”, além de benção.
3. No antigo testamento a benção era proclamada em momentos solene, como se ler no salmo 103, onde temos uma expressão pessoal de agradecimento, em face das bênçãos divinas recebidas.
4. O antigo testamento encerra varias bênçãos domésticas, nas quais o pai de família invoca a benção divina sobre os seus filhos (Gn 9:26; 27:27-29; 48:15,16), essas bênçãos tinham grande valor, pois as pessoas criam no Deus de Israel.
5. Moises proferiu uma benção sobre o povo de Israel como um todo (Dt 28:1-14), sendo que a benção clássica é a benção de Arão que era o sacerdote (Nr 6:24-26).
6. As bênçãos eram invocadas adoração pública (Lv 9:22; Dt 10:8), a postura física dos invocantes usualmente incluía o gesto das mãos erguidas (Lv 9:22).
7. Nas paginas do novo testamento há bênçãos eloquentes, em (Rm 15:3; 2 Co 13:14; Hb 13:20,21; Jd 24:1; 1 Pe 5:14 e 3 Jo 15), varias das quais são comumente usadas nos nossos cultos de adoração a Deus, incluindo a benção apostólica no final.

II. Significado e uso de Maldição.
1. A maldição é um ato ou efeito de amaldiçoar ou pronunciar palavras que determinam o mal ou desgraças sobre as outras pessoas.
2. Imprecação (ato de imprecar, maldição, praga). Os Salmos Imprecatórios são aqueles que de alguma forma chocam, porque são julgadores, eles invocam a vingança e a maldição do nosso Deus, inclusive as imprecações mais longas são encontradas nos salmos 35, 69 e 109, mas alguns traços de vingança aparecem também em outros, podemos citar alguns: Salmos 31:17-18; 40:14-16; 54:7; 55:15; 58:6-7; 59:9-13; 83:9-17; 137:8-9; 139:19; 40:1. Ao lermos os salmos imprecatórios são necessárias algumas considerações porque eles são julgadores.

III. O poder da benção e da maldição.
1. A benção e a maldição em algumas ocasiões expressos por pessoas, e em outras apoiadas em alguma ação, podem redundar em benção ou infortúnio (infelicidade, desgraça, calamidade e desventura). As religiões antigas sempre confiaram nessas declarações emocionalmente carregadas, como causa de benção e maldições.
2. Há evidencias de que a maldição proferida na ira a sua boca está cheia de maldição e amargura podendo causar até morte de outrem, às vezes pensamos o que está envolvido em fenômenos dessa ordem ou tudo será uma mera coincidência, ou algo profundamente psicológico, conforme analisamos as pessoas temem as maldições. (Rm 3;14). Não retribuindo mal por mal antes pelo contrário bendizendo; por que para isto fostes chamados, para herdades uma benção (I Pe 3;9,10).
3. Por outro lado devemos levar em conta o poder espiritual daquele que abençoa ou amaldiçoa, Jacó abençoou não somente os seus netos, Efraim, Manassés, mas também convocou os seus doze filhos para abençoar a cada um deles. E essas bênçãos têm feito sentir o seu poder entre os seus descendentes até hoje (Gn 49:1-33).
4. Noé amaldiçoou a Canaã filho de Cam, como também abençoou Cem e Jefé (Gn 9:25,26; Dut 27:16).
5. Por outra parte, há pessoas malignas, que recebem ajuda de espíritos malignos ou maus, e evidentemente podem prejudicar ou mesmo levar outra pessoa as enfermidades e até a morte. Naturalmente não devemos ser supersticiosas ao ponto de acreditar em mau olhado ou coisas parecidas, mas sabe-se que há pessoas dotadas de um grande poder psíquico, que podem produzir efeitos nas vidas de seus semelhantes.

IV. Proteção Divina.
1. Os que estão debaixo da proteção do Senhor, não sofrerão influencias estranhas e malignas, “pois contra Jacó, não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel (Nr 23:23)”. A maldição não alcança o povo de Deus (Nr 22:12,18; Nr 23:11; Nr 24:10), que se estende a todos quanto guardarem os mandamentos do Senhor. Balaão não conseguiu amaldiçoar o povo escolhido por Deus “Como posso amaldiçoar o povo que Deus abençoou.” Palavras imprecatórias não nos alcançam (Sl 91:10; Isa 54:17; Jó 5;21; Tg 3:8-10. Rm 8:31, Nr 14:9; Jó 34:29; Sl 118:6; Rm 8: 33,34), pode até Deus permitir que nos aflija, mas Deus converte a maldição em benção, conforme fez com a maldição de Balaão (Dt 23:5).
2. Somos guardados porque o anjo do Senhor se acampa ao nosso redor para nos guardar (Sl. 34:7; Sl 91:3 – 12).

V. As Bênçãos Divinas.
1. A benção de Deus está a nossa disposição, nós decidimos se queremos ou não (Dt 11:26,28);
2. Se amarmos a maldição ela sobrevém (Sl 109:17;  Pv 26:2;.
3. As bênçãos caem sobre o justo (Pv 10:6);
4. Ela enriquece e não acrescenta dores (Pv 10:22);
5. Pela benção do justo uma cidade se alegra (Pv 11:11);
6. O crente fiel gozará de abundantes bênçãos espirituais e materiais (Pv 28:20ª; Ml 3:10);
7. Deus fará descer chuva de bênçãos no seu tempo (Ez 34:26).

Confiemos inteiramente no Senhor porque dele vem nossa salvação, as maldições existem, mas não nos alcançarão (Sl 91:5, 6). Deus promete nos livrar delas (Sl 91:14,15), desde que estejamos sob a sua proteção, pois as pessoas cujos corações estejam carregados de ódio e maldades as suas ações influenciam nas pessoas. Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR.

Pr Elis Clementino – Paulista- PE

AD Excelência