sexta-feira, 15 de abril de 2016

DIZENDO O QUE DEUS NÃO DISSE, E DESFAZENDO O QUE DEUS DISSE.

ESBOÇO 674
TEMA: DIZENDO O QUE DEUS NÃO DISSE, E DESFAZENDO O QUE DEUS DISSE.
TEXTOS: 2 SAMUEL 7:3,4; 2 REIS 20:4-6

            Existem situações que são extremamente delicadas, portanto não devemos nos precipitar e tão pouco nos omitir de falar certas coisas. Nas escrituras existem exemplos tanto de um como do outro, pois sempre houve pessoas que se precipitaram no falar, inclusive homens de Deus e profetas que falharam em determinados momentos. O nosso grau de espiritualidade não nos dá a garantia de que nunca falhamos, as nossas falhas acontecem devido as nossas imperfeições. Muitas vezes queremos ir além com as nossas palavras, ou seja, falar muito mais do que devia falar, principalmente quando se trata de pessoas escolhidas por Deus para transmitir as suas mensagens, portanto é nessa hora que deixamos de fazer a vontade de Deus para agradar alguém, as vezes em troca de favores. Existem causas que podem induzir o indivíduo a agir dessa maneira.

O orgulho
Às vezes o líder espiritual se ufana e ultrapassa dos limites divinos, até ariscam fazer algo para impressionar pessoas, engrandecer o seu nome e entrar para a história para ser lembrado nas gerações futuras, embora isso não signifique que tais atitudes Deus aprovem, ele pode até realizar, mas não que sem a autorização divina, embora Deus seja absoluto e pode aprovar ou revogar aquilo que ele estabelece. O nome do Senhor fora usado indevidamente até por profetas, talvez a empolgação humana os levassem a essa prática falar o que Deus não mandou (Jr 23:31,32).

Os desejos
O desejo de Davi era construir uma casa para Deus (2 Sm 7:2), e falando isso a Natã o profeta o seu consultor espiritual, porém ele precipitadamente respondeu dizendo: “Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o Senhor é contigo.” (2 Sm 7:3). Deus não tem compromisso com tudo àquilo que falamos e nem com as nossas ações precipitadas, em algumas ocasiões o indivíduo se empolga e fala algo que Deus não autorizou, a empolgação é um perigo, ela pode fugir da sua razão agindo impensadamente. Há quem diga que Deus aprova todas as nossas palavras, simplesmente por sermos servos dele, isso é uma inverdade, e daí vem à reprovação divina.

Desfazendo o que Deus não mandou dizer
O profeta tinha o compromisso e a responsabilidade em falar a verdade em nome do Senhor, falar o que Deus não mandou constitui-se um perigo, naquela mesma noite em que Natã havia aprovado o propósito de Davi, veio à palavra do Senhor ao profeta dizendo-lhe: Pergunte a Davi se eu o mandei construir uma casa para mim? (2 Sm 7:4,5). As verdades de Deus prevalecem em quaisquer circunstancias e não adianta manobra humana, isso não ajuda em nada só atrapalha. Natã teve que desfazer o que havia dito a Davi “faze e o Senhor é contigo”, essa palavra pesou para ele e teve que desfazer o que havia dito a Davi. Existem pessoas que usam o nome do Senhor sem estar autorizado por ele (Jr 23:30-32).

Desfazendo o que Deus mandou dizer
Fato interessante aconteceu com o rei Ezequias quando estava doente com uma chaga mortal, veio uma ordem expressa de Deus através do profeta Isaias “Poe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.” (2 Rs 20:1), ouvindo Ezequias aquelas palavras virou para o canto da parede e orou ao Senhor e chorou muitíssimo (2 Rs 20:2,3), ouvindo Deus a oração dele indo Isaias saindo do pátio do palácio disse o Senhor a ele: Volta e dize a Ezequias capitão do meu povo que ouvi a sua oração e acrescentarei mais quinze anos de vida (2 Rs 20:6-8).

Devemos ter muito cuidado quando entregar uma mensagem da parte de Deus, ele não tem a obrigação de realizar o que agente fala, somente há um registro de um reconhecimento de um homem de Deus “Samuel” que testemunharam dele dizendo: “...Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e homem honrado é; tudo quanto diz, sucede assim infalivelmente;...” (I Sm 9:6). A seriedade de um homem de Deus faz com que as suas palavras sejam valorizadas (I Sm 9:6). A integridade e a seriedade de um homem não são medidas pela impressão que ela causa a sociedade, mas pela história de vida. (Jó 1:1). Nem todos os nossos desejos serão cumpridos se não estiverem dentro dos planos de Deus, o anseio de Davi era construir uma casa para Deus, porém algumas das suas atitudes impediram que o seu desejo fosse cumprido. Necessitamos ter muito cuidado para não usarmos a frase “assim diz o Senhor” quem assim fala assume uma grande responsabilidade diante de Deus. Cuidado!

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE


terça-feira, 12 de abril de 2016

AS ARMADURAS DA FÉ

ESBOÇO 673
TEMA: AS ARMADURAS DA FÉ
TEXTO: EFESIOS 6:10-16

            É necessário estar preparado para enfrentar no cotidiano as mais duras batalhas, mas para isso faz-se necessário se utilizar métodos que facilitem essa vitória, entretanto a inteligência e a confiança precisam estar em ação, sobretudo a fé em Deus. Existem combates que a astúcia humana não determina, pois é preciso de algo mais, porém para essas batalhas as armas confeccionadas e usadas nelas não garantem a vitória. As armas para as pelejas espirituais não são vistas através dos olhos naturais, mas existem e protegem contra os nossos inimigos, inclusive os espirituais.

1. A capacidade física e espiritual
1.1. Física
A nossa habilidade física não nos livra dos ataques dos nossos inimigos espirituais, para essa peleja os arcos, as flechas, lanças e escudos resolverá, assim você de deprime e se angustia, mas as armas dessa milícia não são carnais “porque que as armas da nossa milícia não são carnais, mas feitas em Deus poderoso para destruir toda a fortaleza do inimigo.” (2 Co 10:3,4). Existem pessoas que acreditam na sua destreza e capacidade física para lutar, mas não é isso que diz Davi “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor. Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos em pé (Sl 20:7,8). É preciso saber que a nossa habilidade não nos livra do fracasso, principalmente quando se trata de uma batalha espiritual “A habilidade não nos livra do fracasso”. As armas de Saul não serviam para ser utilizada por Davi, pois a sua batalha seria mais espiritual do que física (I Sm 17:38-40);

Situações diferenciadas:
(a) O corpo pode ser forte e não ter habilidade para usar as armas;
(b) O indivíduo pode ter destreza para usar as armas, porém corpo pode estar enfraquecido, Davi não pode usar as armas oferecidas por Saul; 
(c) Corpo pode estar saudável e ter boa habilidade, mas pode não garantir a vitória.

1.2. Espiritual
No sentido espiritual pode acontecer o seguinte:
(a) O corpo pode ser forte, porém a capacidade espiritual fraca;
(b) O corpo pode estar fraco, mas a capacidade espiritual forte (Mt 26:41);
(c) O corpo pode ser forte e a capacidade espiritual também.

2. Pouca força, grandes resultados
O agir de Deus independe tanto da força física quanto a espiritual, o seu querer será realizado dentro da sua vontade, em quaisquer que sejam as circunstancias. Gideão, tinha um contingente de soldados de 32 mil, porém na visão divina era incapaz de vencer aquela batalha contra os midianitas, mas apenas com 300 homens ele venceu (Jz 7:1-8); Davi incapaz de vencer um gigante desafiador “Golias”, mas a vitória seria mais divina do que dele (1 Sm 16; Jeosafá com poucos homens, diante de um grande exército, ele foi capacitado por Deus para vencer (II Cr 20); Elizeu incapaz de enfrentar um grande exército, no entanto teve vitória (II Rs 6:15, 17,18); Senaqueribe rei da Assíria invade Judá e Deus destrói o seu exército (2 Cr 32:1-23). As armas da nossa milícia não são carnais (2 Co 10:3,4).

            Devemos pedir forças a Deus para que no dia da angústia estejamos fortes, não devemos demonstrar fraquezas nas adversidades (Pv 24:10), mas estarmos confiantes e decididos tal como expressa o Apóstolo Paulo (Fp 4:13). A nossa vitória é certa quando confiamos em Deus e na sua palavra, ela é um escudo para o que nela confia (2 Sm 22:31; Pv 30:5). Talvéz você se sinta impossibilitado de vencer as batalhas que estão diante de você, mas se você usar as armas descritas por Paulo em sua carta aos (Ef 6:1-10).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência

quinta-feira, 7 de abril de 2016

QUANTRO COISAS RESPEITÁVEIS

ESBOÇO 672
TEMA: QUANTRO COISAS RESPEITÁVEIS
TEXTO: Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes (I Coríntios 16:13).

                Existem atitudes que não devem ser desprezadas e quem as tem certamente provará de uma vida vitoriosa diante dos combates. Para ser um guerreiro são necessários esses requisitos; vigilância, confiança, ser aguerrido e forte. Na Bíblia Sagrada há muitos exemplos de homens que foram vitoriosos por observarem esses valores, os cristãos necessariamente precisam ser preparados para enfrentar qualquer circunstancia durante a sua vida.

A vigilância
Ser vigilante, manter-se esperto em todos os sentidos da vida é indispensável, significa estar acordado e não facilitar aos inimigos a oportunidade de subtrair algo importante que tenhas principalmente o que há de mais precioso em relação ao espiritual (I Pe 5:8; Ap 3:11). Aqueles que militam não se embaraçam com os negócios dessa vida a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra (2 Tm 2:4), sejamos vigilantes, pois o descuido não faz parte de quem vigia (Mt 12:35-39), o descuido pode deixar você fora de grandes oportunidades.

Ser firme na fé
A fé é uma das armas poderosas para encarar os desafios, ela é a certeza de alcançar algo que está em nossa mente (Hb 11:1), ela é a força motora e o combustível que nos mantém persistente na luta. Jesus para realizar milagres sobre os necessitados exigia-lhes fé, expressões como: Se podes crer (Mc 19:23); creia tão somente (Lc 8:50); a tua fé te salvou (Lc 17:19), essas palavras de Jesus demonstrava a necessidade do individuo fazer a sua parte, pois todo aquele que tem fé não será confundido (Fp 1:29).

Ser corajoso
A coragem é necessária para encarar os problemas do cotidiano, fugir deles é adiá-los, cada obstáculo que você elimina é mais um superado, ajuntar problemas sem enfrentá-los é como se ajunta doença no corpo sem ir ao médico, acumulo de dívidas, também é como um veículo que começa aparecer defeitos e não concerta é dessa maneira que a situação só se agrava ficando cada vez mais difíceis de resolver. A coragem é a motivação, a qual empurra o indivíduo a procurar meios para solucionar seus problemas antes que se agravem.

A determinação
A decisão deve ser tomada diante dos problemas, encará-los ou fugir deles, você pode ter muita coragem, mas se não determinar nada adianta, ou seja, se não agir coisa nada será feito. Gideão estava com medo e certamente indeciso, mas o Senhor o encorajou Gideão dizendo: “Seja forte e corajoso”, mas ele teria que fazer a sua parte e determinar o enfrentamento com os inimigos “os midianitas” impressionante é que Deus deu a forma como ele venceria (Jz 6).

O rei Jeosafá também estava sendo ameaçado por grandes exércitos, a seu ver ele não teria condições para vencê-los, como todos os homens devem fazer é tomar uma decisão diante das grandes dificuldades ou enfrentá-la ou não. Necessariamente devemos ver que tipos de estratégias irão ser usados, o medo e o sentimento de impotência tomaram conta de Jeosafá ele não via outra saída a não ser buscar o socorro divino (2 Cr 20:3). Assim como Deus orientou a Gideão também fez com Jeosafá, orientando-os para a batalha contra os seus inimigos.

                Aprendemos a lutar com as circunstâncias, elas nos faz buscar saídas para resolvermos os nossos problemas, mas a primeira coisa que devemos fazer é consultar e orar a Deus pedindo-lhe a direção e a maneira como iremos lidar com as adversidades. O Senhor quer nos dá vitórias em todas as batalhas, entretanto devemos nos humilhar e reconhecer que sem ele nada somos, e com essa maneira de pensar demonstramos senso e equilíbrio para usufruir os meios que o Senhor nos mostre como saída. Assim como ele deu vitória a Gideão e a Jeosafá que seguiram as suas orientações nos dará também, mas basta buscar o seu auxilio orando e jejuando coisa que muitos não querem fazer atualmente, querem enfrentar de maneira grosseira causando estrago e até escândalos para a igreja do Senhor. Tenhamos cuidados irmão busquemos a direção de Deus.

Pr. Elis Clementino       
AD Excelência-Paulista-PE


quinta-feira, 24 de março de 2016

PREOCUPAÇÃO, UMA ASSASSINA SILENCIOSA

ESBOÇO 671
TEMA: PREOCUPAÇÃO, UMA ASSASSINA SILENCIOSA
TEXRO: “Não estejais inquietos por coisa alguma” Fp 4:6

            A preocupação tem sido um das coisas que mais deixa o indivíduo apreensivo e tenso, é uma expectativa sobre algo que está para acontecer ou o anseio por algo que se deseja. As pessoas que vivem constantemente preocupadas têm sensações desagradáveis e podem sofrer as consequências como o stress, desânimo e depressão, o indivíduo nessas condições torna-se improdutivo e incapaz de sozinha reverter à situação. Geralmente a preocupação se apresenta como uma espécie de medo para encarar as dificuldades e enfrentar os problemas.

O que é a preocupação?
Existem alguns sinônimos como: aflição, apreensão ou nervosismo e inquietação, as pessoas com esses problemas alguma coisa há por traz disso. Muitas vezes o indivíduo não compartilha seus problemas com ninguém, e sobre ele permanecem uma carga ou um peso insuportável que em algum dia ela pode ter uma ação nociva contra ele próprio, ou com outras pessoas. A preocupação muitas vezes se manifesta no silêncio da noite quando o indivíduo se desliga das coisas externas e se concentra nos problemas que mais lhe preocupam. A preocupação atinge pessoas de todas as idades e níveis sociais, as causas são diversas, desde as mínimas as mais graves, isso depende muito de como reage o organismo do indivíduo.

As motivações
As preocupações têm vários motivos, problemas familiares, conjugais, financeiros, entre outros. Os discípulos do Senhor estavam extremamente preocupados, imaginemos eles declarando ao mestre que haviam deixado as suas casas, famílias para segui-lo, a expectativa era do amanhã (Mt 19:27-30; Mc 10:28-31; Lc 6:23), ou seja, como seria dali para frente, principalmente após ouvirem do próprio mestre que posteriormente iria deixá-los (Mt 6:25-33). Mais tarde os crentes de filipos estavam preocupados com as dificuldades e perseguições, por isso Paulo resolve a escrever-lhes enfatizando que eles estivessem tranquilos. O antídoto da preocupação do crente é a oração, pois controlar a ansiedade é indispensável, embora, devido as nossas limitações não conseguimos eliminá-las totalmente (Fp 4:6). As preocupações básicas continuam pela busca dos seus ideais.

As consequências
As preocupações acontecem por causa das nossas limitações, porque nem tudo que desejamos, alcançamos. É por essa razão que as pessoas se deprimem, caso ela não tenha um controle pode chegar ao ponto de cometer loucuras. Quando a pessoa perde esse controle é capaz de tirar as sua própria vida, às vezes não necessariamente por causa relevante, isso por ser extremamente sensível e por qualquer motivo se abate, outras se isolam.

Davi e seus soldados se abateram e foram tomados por grande angústia (I Sm 30:4-6); Moisés também se abateu a ponte de pedir a morte (Ex 18:18,19); Elias um grande profeta também em grande angústia pediu a morte (I Rs 19:3-6); Jeremias desanimou diante da sua árdua missão, para ele tudo estava terminado, ai veio a resposta de Deus para ele (Jr 12:1-5); Jonas desanimou e pediu a morte (Jn 4:3); Jó também na sua depressão (Jó 6:11).  Quando as tristezas e o abatimento tomam conta do indivíduo ele sente-se desencorajado para lutar (Sl 119:28) é uma situação de impotência, a visão que ele tem é que todos podem alcançar os seus objetivos, menos ele. É muito natural encontrarmos pessoas assim, certamente você já conheceu alguém depressivo e desestimulado.

            Diante dos problemas não devemos nos abater e não demonstrar enfraquecimento, não deixe de compartilhar seus problemas com pessoas que possam lhe ajudar, sobretudo confiar e Deus e lançar sobre as suas ansiedades (I Pe 5:7) e fazer a sua parte indo a luta (Pv 24:10; Jl 3:10); encarar as dificuldades com determinação com a visão de vitória “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” (Fp 4:13).

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência

terça-feira, 22 de março de 2016

NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.

ESBOÇO 670
TEMA; NEM TUDO QUE PENSO DEVO FALAR.
TEXTO: ECLESIÁSTES 3:7

            Há duas coisas que deve ser levado em consideração, pensar e falar o que pensou. Os seres humanos pensam e falam, essas duas faculdades são inerentes a eles e indispensáveis para a sua comunicação. É importante levar em consideração o tempo e modo de expressar verbalmente o que pensou. Ora! A qualquer momento podemos pensar, porém falar o que pensou não. “tempo de estar calado, e tempo de falar; ”(Ec 3:7b).

Pensar
É uma palavra originada do latim, formar idéias, cogitar, raciocinar, refletir, imaginar e julgar. Naturalmente o homem tem a faculdade pensar e expressar por meio da fala o que pensa; coisa que não acontecem com os animais por serem irracionais, embora eles tenham maneira de se comunicarem entre si. Cada indivíduo tem a capacidade de controlar o que pensa e aquilo que fala, ou seja, se fala ou não o que pensou e de que maneira falará o que pensa. A mente humana pode esconder algo que somente pode tornar conhecida através da sua fala ou pelas atitudes.  – (Pensar pode, dizer tudo o que pensou nem pensar), por essa razão acontecem muitas tragédias envolvendo pessoas falam tudo o que pensam.

O poder das palavras
As nossas palavras podem revelar algo que está em nossa mente, sejam boas ou más, elas tanto nos comprometem quanto as outras pessoas, por essa razão elas devem ser ponderadas antes de serem proferidas. As nossas palavras podem ser vazias ou sem efeitos, pois nem sempre estamos aptos nem para ser um mensageiro de noticias. Na Bíblia Sagrada temos um exemplo “Amaás foi um mensageiro sem mensagem nos dias de Davi (2 Sm 18:19-33). Muitas vezes não estamos aptos para dar noticias, sejam elas boas ou más, Joabe o filho de Davi sabia que Amaás não estava apto para dar ao rei a noticia da morte de Absalão naquele dia “Mas Joabe lhe disse hoje não serás o portador de novas, porém outro dia as levarás; mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei.” Sempre há pessoas certas para o momento certo, existem muitas delas que não servem para ser porta-voz, principalmente de autoridade, pois ele pode cria situações desagradáveis tanto para quem ele está representando quanto quem recebe a noticia. Há certas autoridades que tem o seu porta-voz para dar as noticias em seu lugar, mas essas pessoas são qualificadas para esse fim. Amaás se antecipou e não soube dizer o que houve com Absalão “Um mensageiro sem mensagem” Amaás assumiu toda a responsabilidade pela sua antecipação (2 Sm 18:22,23,29).

A precipitação no falar
Antecipar a fala sobre algo sem refletir é precipitação, Salomão interroga dizendo: “Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele.” (Pv 29:20). “A língua dos sábios adornam a sabedoria, mas a boca dos tolos derrama a estultícia” (Pv 15:1,2). Principalmente no meio cristão “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras.” (Ec 5:2).

As palavras irrefletidas podem causar transtornos, principalmente nos momentos de iras. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Pv 15:1).

As nossas ações e palavras estúpidas surgem de dentro do coração “Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34; 15:19; Lc 6:45).

Controlando a fala “língua”
O controle sobre a nossa língua é imprescindível, a vigilância deve ser constante, o Apóstolo Tiago nos mostram a necessidade de manter o controle sobre a língua, por quê?  (1) Seremos julgados pelas nossas palavras (Mt 12:36,37); (2) Ela mostra os nossos fracassos; (3) As nossas imperfeições e perfeição; (4) A língua pode fazer um grande estrago, ela é a faísca que incendeia um bosque; (5) As duas faces da língua, bendizer a Deus e amaldiçoar os homens (Tg 3:1-13).

            Devemos ser prudentes no nosso falar, porque a nossa fala revela aquilo que esta dentro de nós, ela mostra as nossas imperfeições e tolices, e ainda somos julgados por elas. A língua tem duas faces, com ela bendizemos a Deus e amaldiçoamos os nossos semelhantes, ela ainda exerce juízo sobre nós, ou seja, podemos ser condenados pelas nossas palavras. Amados tenham cuidado com o que fala, saiba que falar pouco e ponderar o que fala é sem dúvida tem uma grande virtude. “Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” “Quem fala demais sempre acaba entrando em contradição, então aprenda duas coisas: só fale o necessário e saiba atiçar a língua das pessoas.” Mallu Morais, Saiba você tem a capacidade de controlar a sua língua. “Quem fala tudo o que quer, ouve o que não quer.”

Pr. Elis Clementino-Paulista-PE

AD Excelência