quinta-feira, 20 de abril de 2017

ESBOÇO 753 A CEIA DO SENHOR

ESBOÇO 753
TEMA: A CEIA DO SENHOR
TEXTO: I CORINTIOS 11:23-34

                A santa ceia é um cerimonial que substituiu a páscoa, uma das principais festas judaica, é uma comemoração sagrada alusiva à libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. A ceia foi instituída por Jesus Cristo para ser comemorada até o seu retorno para buscar a sua igreja, os principais elementos básicos eram o PÃO e o VINHO (I Co 11:26), uma festa da comunhão comemorada com alegria, ela revela o caráter e a unidade da igreja, além disso era um festejo de compartilhamento, chamada festa do amor entre os cristãos.

1. A ceia do Senhor também era uma festa da redenção e remissão, ou seja, o resgate do gênero humano por Jesus Cristo sob o aspecto da libertação da escravidão do pecado (Ef 1:7; Hb 5:14). Essa celebração se dava em cinco aspectos: (1) Jesus o libertador (Lc 4:8; Is 61:1); (2) Uma festa alegre; (3) Com fraternidade; (4) Com reverencia; (5) Era para os que criam (Hb 9:17,18).

2. Uma festa em memória de Jesus Cristo (Lc 22:19; I Co 11:24,25)
2.1. Uma memória da libertação, assim como Israel festejou a sua libertação do Egito, assim se soleniza a libertação do pecado;
2.2. A santa ceia é em memória do seu sofrimento e da sua morte no calvário, pois assim como era necessário ser sacrificado um cordeiro pascoal, Jesus o nosso cordeiro que pelo seu sangue nos redimiu (I Pe 1:19).
2.3. A inauguração de uma nova aliança firmada com esse sacrifício em lugar a antiga lei do Sinai (Ex 24:3-8), era uma nova lei escrita com sangue, no calvário.

3. Quem participava;
Nem todos podiam participar porque era testemunho de fé dos participantes.
3.1. Era somente para aqueles que seguiam a Cristo, assim como nenhum incircunciso podia participar da festa da páscoa, mas somente aqueles que experimentaram a redenção pelo sangue de Jesus Cristo (Ex 12:43-48).
3.2. É uma festa de comunhão mútua e nenhum membro da família podia faltar (Ne 9:13), mas somente os membros do corpo de Cristo podiam entrar e participar da santa ceia.
3.3. Era um momento de adoração, onde todos os membros oferecem sacrifícios de louvor, é um ato brioso (I Co 11:20; Hb 13:15).

4. Devemos participar da santa ceia do Senhor
4.1. Este é um dos mais sublimes cerimoniais para o membro em comunhão;
4.2. Participamos dele para melhor e não para o pior (I Co 11:1);
4.3. Todos participantes deviam estar conscientes da importância e os valores das substancias contidas neste cerimonial sagrado comendo do pão e bebendo do vinho (I Co 11:24,25).

5. De que maneira não devemos participar da santa ceia do Senhor?
5.1. Sem discernir os dois emblemas utilizados na ceia (I Co 11:29);
5.2. Menosprezando a igreja sem reconhecer os valores da unidade, normas, propósitos e a sua relação com Cristo (I Co 11:22);
5.3. Não comer indignamente (I Co 11:27);
5.4. Fazer um auto-exame antes de participar, porque quem comece indignamente comia e bebe para a sua própria condenação (I Co 11:28);
5.5. Não proceder como a igreja de Coríntios de maneira incorreta e egoísta, eles perderam o foco principal da santa ceia, comiam demais e bebiam e assim se embriagavam enquanto os mais pobres voltavam para as suas casas com fome (I Co 11:34). Devemos tomar a santa ceia do Senhor de maneira digna, descente, ordeira e reverente por seu ela um cerimonial sagrado.

6. As três classes de pessoas na igreja pela irreverência.
6.1. Os fracos são aqueles crentes que não reverenciam o corpo e o sangue de Cristo que é representado pelo pão e o vinho, contraindo juízo para si (I Co 11:29,30);
6.2. Doentes, as doenças podem ser contraídas por diversos motivos, elas podem ser físicas ou espirituais, algumas pessoas foram entregues a Satanás por irreverências aos atos sagrados e a igreja do Senhor (I Co 5:5; I Tm 1:20; At 5:1-11);
6.3. Muitos que dormem, os que participam da santa ceia de maneira irreverente contraem justiça divina para si, a morte pode estar relacionada à morte física e espiritual (I Co 11:30. Este versículo define o juízo.
               
                A sensatez honra os atos sagrados da casa de Deus, a irreverência tem tido a primazia da reverencia, principalmente em relação à palavra de Deus, na explanação da mesma. A pregação da palavra tem causado comichão nos ouvidos como disse Paulo a Timóteo, muitos crentes querem ouvir o que gosta, ou aquilo que cause sensação de prazer, movimentos que em nada edificam. Paulo conclama a todos os cristãos oferecerem a Deus o culto racional (Rm 12:1). Principalmente a santa ceia do Senhor, nesse memorial o crente deve participar reverentemente refletindo os acontecimentos do calvário.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

AD Excelência

segunda-feira, 17 de abril de 2017

ESBOÇO 752 DE UMA MESMA FONTE SAIRÁ DUAS ÁGUAS?

ESBOÇO 752
TEMA: DE UMA MESMA FONTE SAIRÁ DUAS ÁGUAS?
 “Pode a fonte jorrar da mesma nascente água doce e água amargosa?” (Tiago 3:11).

O processo de transformação do caráter moral e espiritual do indivíduo estréia a partir do nascimento e este deve ser trabalhado por toda sua vida, e assim seja construída no indivíduo uma vida digna e fundamentada no caráter apropriado. Atualmente existem muitas pessoas que ainda não têm um caráter definido, independentemente de moço ou idoso, isso é perceptível através dos relacionamentos interpessoal, não de forma generalizada, pois os indivíduos que ainda não tem um caráter determinado geralmente são instáveis e velhacos nos seus relacionamentos.

Definição.
Caráter é aquilo que caracteriza o homem, assim também dignifica o homem no sentido espiritual, pois as escrituras mostram também o progresso do caráter no sentido do avanço dentro do processo de transformação segundo a imagem de Cristo; a quantidade e a qualidade resultante da sua possessão de Cristo, sendo que o alvo disso é alcançar a perfeição e uma vez completado, será semelhante ao de Cristo, pois os remidos haverão de participar da sua natureza moral, até que finalmente compartilhem sua natureza transcendental de sua divindade (2 Pe 1:4). O caráter pode ser moral e espiritual, o espiritual se desenvolve de diversas formas das quais podemos citar o treinamento da mente nas escrituras sagradas, oração, meditação, a santificação e o exercício do amor. Dessa maneira o cristão desenvolve e aprimora o seu caráter. O caráter moral cujo desenvolvimento é originado de Deus por meio do Espírito Santo o responsável pela tarefa da nossa transformação espiritual e assim vamos sendo aprimorados (2 Co 3:18). O cultivo dos vários aspectos do fruto do Espírito (Gl 5:22,23) nos confere maior força de caráter.

1. A formação do caráter.
O caráter de uma pessoa deve ser trabalhado desde a infância, ainda nos primeiros anos de vida de forma delicada, principalmente na convivência familiar. Cabe aos pais educar a criança mostrando para eles os valores da vida, ensiná-los chamar papai e mamãe, amar seus irmãos e demais membros da família, como também estabelecer a existência de limites, sim e não (Pv 22:6). Pois agindo dessa forma estamos contribuindo na formação do caráter deles que é um processo longo e continuo, atualmente esse é o maior desafio principalmente para os pais cristãos.

2. Características de pessoas de caráter indefinido.
2.1. Inconstantes ou instáveis é como uma casa edificada sobre a areia (Mt 7:24-27)
2.2. Dúbias (duvidosas) em suas decisões (I Rs 18,21- Js 2415).
2.3. Dupla personalidade
2.4. Velhacas, ou seja, pessoas que tem insegurança ao expor os seus pensamentos
2.5. Arrogantes, não se deixa instruir, e nem leva em consideração as verdades ouvidas

3. Características de pessoas com caráter definido
3.1. São bem definidas em suas persuasões ou afirmações;
3.2. Apetecem ou deseja as coisas construtivas;
3.3. Expõe os seus pensamentos de forma coerente;
3.4. Auferem as instruções

4. Tentando harmonizar as duas coisas ao mesmo tempo.
4.1. O ser humano não consegue harmonizar as duas coisas (caráter bom e ruim) ao mesmo tempo em relação ao caráter, apesar de haver pessoas que tentam esconder o seu lado ruim e apresentar o (bom), mas isso é apenas por um período, unir o desagradável com o agradável são mistura que não da certo, uma ou outra aparecerá.

4.2. Tiago quando se expressa sobre a língua dizendo que de uma mesma fonte não pode sair água boa e amargosa (Tg 3:11), em relação ao caráter entendo que sucede a mesma coisa, no entanto Jesus falou que: “ Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto bom, ou dizeis que a árvore má e o seu fruto mau; pois pelo fruto se conhece a árvore”. (Mt 12:33). É importante ressaltar que aquilo que dizemos revela o que existe no nosso coração, pois pela árvore se conhece os frutos, não adianta demonstrar um bom caráter apenas como algo momentâneo, porque de uma boa árvore não sairá bons e maus frutos.  Jesus expressou sobre o assunto que “O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau tira do mau tesouro coisas más” (Mt 12:35)   

O caráter é algo que caracteriza o ser humano, tê-lo definido é imprescindível, pois não podemos assumir duas personalidades (distintas), pois agindo dessa forma o indivíduo nunca se firmará na verdade, e, por conseguinte os danos são inevitáveis. O bom caráter dignifica a pessoa e inspira confiança, mas de uma pessoa de mau caráter é impossível esperar dele coisas boas. O cristão com o seu bom caráter apresentado pelo seu modelo de vida será capaz de conduzir muitas pessoas aos pés de Cristo.

Pr. Elis Clementino –Paulista –PE
AD Excelência





sábado, 15 de abril de 2017

ESBOÇO 751 PUREZA ESPIRITUAL

ESBOÇO 751
TEMA: PUREZA ESPIRITUAL
TEXTO: Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça. Eclesiastes 9:8

                Na Bíblia Sagrada há algumas verdades que foram expressas, algumas foram simbólicas ou figurativas. Salomão expressou algumas delas, embora não queira tratar nesse alguns pormenores sobre o que ele escreveu no contexto. No versículo 8 ele falou sobre vestimentas e óleo, ambos eram muito comuns naquela época. Ora! Para Salomão as vestes finas eram recomendadas para as festas, os que assim se vestiam eram favorecidos (2 Sm 12:20; Sl 65:8;Ap 7:9), mas á varias interpretações sobre essa metáfora como a Pureza moral, salvação com veste brancas, vestes espirituais e etc. Talvez ele não se referiu a essas coisas, o óleo e o ungüento eram usados nos festejos, também serviam como pureza e beleza. Nesse assunto desejo fazer algumas considerações em relação à pureza, moral e espiritual fazendo com que os cristãos tenham uma vida de pureza e santidade.  A santidade é exigida pelo próprio Deus (Lv 20:7; Hb 12:14; I Pe 1:16).

1. A pureza moral
A lei moral de Deus é a expressão do seu próprio caráter, ele expressa o seu padrão de justiça, e todo ser humano deve ser regido por ela. É impossível ter uma vida de comunhão e santidade com Deus sem a pureza moral.

2. O que é uma vida de santidade?
Conforme as escrituras é a dedicação a Deus através da separação do pecado (Is 55:6-13), após a decisão tomada concretiza-se a santidade. No tempo da graça se inicia após a reconciliação do homem com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se uma nova criatura (2 Co 5:17), daí em diante se inicia outros processos que são: A regeneração (Jo 3:6), e a Justificação através da obediência a Cristo (Rm 5:1).

2.1. Como obter uma vida de santidade?
É necessário que o crente tenha uma vida de constante renúncia, negar-se a si mesmo (Lc 9:23), essa é a única maneira de conservar-se em santidade. Os desejos da carne devem ser sem excessos, mas que sejam controlados de maneira que agrademos a Deus, não podemos servir a Deus e ao mundo, (Mt 6:24). A vida de santidade resulta em decência, postura e ética cristã, cujos frutos são de uma vida nova em Cristo, essa mudança deve ser vista no nosso cotidiano, de maneira que ao verem essas transformações glorifique a Deus Pai (Mt 5:16).

2.2. A santidade comedida
A santidade em extremo é perigosa, podendo desencadear uma série de problemas tanto para o indivíduo quanto para os outros, uma pessoa que demonstra uma santidade descontrolada e excessiva, provavelmente já entrou pelo caminho do extremismo religioso “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirá a te mesmo?” (Ec 7:16).

A intransigência religiosa tem gerado muitos problemas como vivenciamos ultimamente no mundo, cujas conseqüências são: preconceito, exclusivismo e intolerância.

Os conflitos muitas vezes começam nos lares estendendo-se a sociedade, os intransigentes esquecem que todos têm livre arbítrio dado pelo próprio Deus (Dt 30:15; Mt 13:7-14), todos nós temos o direito de fazer as nossas escolhas quer sejam elas boas ou más, porém arcará com os resultados “De que se queixará o homem, dos seus próprios pecados” (Lm 3:39).

3. Vestimentas espirituais
3.1. As vestimentas espirituais sem mancha é a garantia da entrada na festa das bodas do cordeiro, as vestimentas brancas representa pureza espiritual.

3.2. O óleo, ou azeite foi recomendado por Deus para ser usado na consagração dos reis e sacerdotes, e nas festas, em toda casa devia ter o azeite, ele era uma especiaria conhecida e muito usada desde a antiguidade. Na bíblia o azeite é símbolo do Espírito Santo, que como óleo é derrama o amor divino sobre os nossos corações (Rm 5:5).

                As nossas vestimentas espirituais devem ser mantidas limpas, ou seja, isenta de qualquer impureza, foi para isso que Deus nos chamou (Ts 4:7). A santidade abrange espírito, corpo e alma (I Ts 5:23; 1 Pe 1:15), sem a santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14), por isso purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, e nos aperfeiçoarmos no temor de Deus. (2 Co 7:1). Amados nós temos uma consciência que nos julga se estamos fazendo o que é justo ou não, ninguém pode dizer que é inocente, a bíblia recomenda o seguinte: “Portanto, irmãos, rogo pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se moldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:1-2).

Pr. Elis Clementino – Paulista-PE
AD Excelência


terça-feira, 4 de abril de 2017

ESBOÇO 750 OS DOIS CAMINHOS

ESBOÇO 750
TEMA: OS DOIS CAMINHOS
TEXTO: “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo é o caminho que leva a perdição, muitos são os que entram por esse caminho. Porque estreita é a porta e difícil o caminho que conduzem à vida, apenas uns poucos encontram esse caminho!...” Mt 7:13,14
               
                Aonde quer que o homem vá existem caminhos, portas e limites diante dele, porém ele deve fazer as suas escolhas, somente ele tem o direito de escolher se esse ou aquele deve seguir, e que porta deve adentrar. O princípio da livre escolha foi estabelecido por Deus desde a criação do homem. A vida é feita de escolhas, mas algumas delas o homem não têm o direito de fazê-las.

1. Caminhos
Existem caminhos que podem trazer tanto a infelicidade quanto tristezas e perdição, mas a escolha é feita pelo próprio homem, porém todo homem está ciente sobre o resultado da escolha, ninguém é inocente “A vida é feita de escolhas. Quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.” Caio Franc. Abreu. Há caminhos que parecem direitos aos olhos do homem, mas são caminhos que resultam em coisas ruins e até morte. (Pv 14:1). A Bíblia trás advertências sobre as escolhas dos caminhos, elas devem ser feitas de maneira que promova felicidade e paz interior.

2. A Bíblia
Há dois tipos de maninhos são eles: O mau e o bom.
2.1. Caminho mau
Quanto o caminho mau a Bíblia enfatiza que devemos abandoná-los, (Is 55:7), os justos não podem andar por esse caminho. O caminho mau é o oposto dos bons, e aqueles que se desviarem do caminho mau e fizerem o que justo conservará a sua própria vida (Ez 18:27-32). Abandonar o caminho mau é possível, no entanto é preciso empregar grandes esforços, no entanto alguns conseguem, outros não “E Ele lhes exortou: Esforçai-vos por adentrar pela porta estreita, pois Eu vos asseguro que muitas pessoas procurarão entrar e não conseguirão.”(Lc 13:24), além de empregar esforços é preciso ter uma vida de renúncia, aquele que não renunciar o caminho pecaminoso não podem entrar no reino de Deus. Os caminhos da liberdade desmedida, violência, atentado contra a vida, prostituição, a sodomia, as blasfêmias contra os lugares santos e contra Deus, são frutos da carne (Gl 5:16-21), eles são atraentes, mas conduz a escravidão e a perdição. O homem quanto mais peca, mas aspira de pecar, um abismo chama outro (Sl 42:7a). “Se procederes bem, não é acerto que será aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4:7).

2.2. Caminho bom
Os caminhos bons são aqueles nos levam a produzir bons frutos, e são através deles que nos conhecerão “pelo fruto conhecereis a árvore” (Mt 7:16; Lc 6:44). Os bons frutos conduzem a vida em dois aspectos, morais e espirituais, seguir o bom caminho é se afastar dos caminhos maus e consequentemente dos que andam por eles “os ímpios”. Quando lemos o Salmo 1 e 101 podemos ver claramente o resultado dessa separação espiritual. O caminho do justo apresenta o Fruto do Espírito que é o oposto do que os caminhos dos ímpios apresentam “os frutos da carne”. A recomendação paulina foi: “Portanto, sai do meio deles e separai-vos, diz o Senhor, e não toqueis em nada que seja impuro, e Eu vos receberei.” (2 Co 6:17); “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e seus desejos.” (Gl 5:24).

                Amados diante de nós existem dois caminhos que foram postos para serem escolhidos “Eu pus diante de ti, a benção e a vida, escolhe, pois a vida para que vivas tu e a tua semente.”; “Para o entendido o caminho do céu é para cima, para se desviar do inferno que está em baixo”. O caminho da perdição não há nenhuma dificuldade em escolhê-lo, basta querer andar, e só, porém o caminho que constrói dentro de nós a dignidade, bondade, mansidão e os demais frutos do Espírito resultarão em vida eterna. O nosso caminho é Cristo, ele mesmo nos assegurou dizendo: “Eu sou o Caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14:6), quem entra por esse caminho terá uma vida de santidade com acesso a Deus.

Pr. Elis Clementino – Paulista –PE

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

ESBOÇO 749 VIVENDO PELA FÉ

ESBOÇO 749
TÍTULO: VIVENDO PELA FÉ
TEMA: "O JUSTO VIVERÁ DA FÉ" Hc 2:4.

                O que se entende sobre viver pela fé? Muitos cristãos na sua simplicidade pronunciam estou vivendo pela fé, quando ele não tem a mínima idéia do que é realmente viver somente pela fé (Hc 2:4), muitas vezes expressando isso rodeado de privilégios, viver pela fé é permanecer firme crendo em Deus quando todos os recursos humanos se esgotarem, e o crente não ver mais saída “nem pão e nem água no odre”, daí ele passa a viver unicamente pela fé esperando na provisão divina. Viver pela fé foi também uma expressão paulina quanto a sua teologia da justificação (Rm 1:17; Gl 3:11; Hb 10:37-38), palavras que motivam todo crente a viver pela fé, principalmente nos momentos mais difíceis da vida. “A fé é o alimento da alma e a esperança da vida” Sebastião Wanderley.

1. A definição da fé conforme a Bíblia
1.1. Na carta aos hebreus a fé é definida como o firme fundamento e a certeza das coisas que não se vêem (Hb 11:1). A fé é uma das três virtudes teologia, amor, fé e esperança. A fé consegue enxergar o que os olhos naturais não conseguem, ela é a ancora da alma (Hb 6:19). “Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.” Roberto S. “Tudo é possível ao que crer”.

1.2. A fé governa o nosso relacionamento com o Senhor, ou seja, ela é quem intermédia essa ligação entre o indivíduo e Deus, sem fé é impossível agradá-lo (Hb 11:6), porque é preciso que a pessoa creia que Ele exista e recompensa os que os buscam. O justo vive em contraste com os ímpios vivendo pela fé.

2. A fé do profeta
A fé em ação supera todas as dificuldades e expectativas humanas, mediante os castigos divinos, provavelmente toda nação sofreria, e a escassez seria inevitável, mas devemos ter em mente que nada abalará uma fé fundamentada
em Deus. Habacuque ao orar recebeu encorajamento divino, ele sentiu-se tão encorajado por Deus que nada mais ele temeria, e em quaisquer circunstâncias permaneceria firme Hc 3:17). Não há motivos para abandonarmos a Deus, venha o que vier, por isso é necessário tomar como exemplo a atitude de Habacuque, (1) Ainda que a figueira não floresça; (2) E não haja fruto na vide; (3) Ainda que o produto da oliveira falhe, não produzindo o azeite, isso tornava a região mais pobre; (4) De modo geral os campos não produzam mantimento, ou a agricultura falhe; (5) As ovelhas da malhada sejam arrebatadas, produção da lã comprometida para as vestes; (6) E nos currais não haja vacas, irmãos tudo isso é o que sustenta uma nação, esses são os principais produtos para manter a vida, sem isso seria somente miséria e fome. Concluiu a sua oração com a seguinte expressão: “Toda via eu me alegrarei no Deus da minha salvação.” Isso significa manter firme a sua fé em Deus.

                Quando depositamos a nossa fé em Deus e cremos que ele é o grande provedor, descansemos em suas promessas, pois sabemos que para ele nada é impossível. Irmãos não há motivos para que a nossa fé seja abalada, pois nada servirá de motivos para abandonarmos a Deus. A nossa fé não está fundamentada nas coisas materiais, embora o materialismo tenha tomado conta dos corações de muitas pessoas. Paulo de maneira muito segura enfatiza que nada nos separará do amor de Cristo (a) A tribulação, ou a angústia; (b) A perseguição; (c) A fome; (d) A nudez; (e) O perigo; (f) A espada. Em qualquer situação devemos permanecer fieis a Deus. Na realidade sentimos abalos por conta das circunstancias, porém não com o desejo de abandonar a fé. Devemos permanecer firmes, porque algo muito maior e melhor nos espera.

Pr. Elis Clementino – Paulista
AD Excelência