quarta-feira, 9 de agosto de 2017

ESBOÇO 778 O LABORATÓRIO DIVINO



ESBOÇO 778
TEMA: O LABORATÓRIO DIVINO
TEXTO: Não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.  (Romanos 5:3,4)

                Laboratório, ambiente onde se desenvolvem pesquisas em diversas áreas, sejam de coisas, animais ou humanas e etc. É através dessas pesquisas que se obtém outros resultados. Os sistemas onde se faz pesquisas laboratoriais avançam nas grandes descobertas científicas, isso é fato reconhecido e comprovado o pelos benefícios que trazem a humanidade, mas não é isso sobre isso que irei falar através da minha escrita, e sim, sobre os processos de Deus na transformação e preparação do caráter humano com a finalidade de desenvolver algo que esteja relacionado aos propósitos de Deus, no entanto observamos o que disse Paulo, a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência, e a experiência, esperança. Em tudo isso há um processo para que uma coisa determine outra dentro dos propósitos de Deus. Vejamos como Deus realizou algo em alguns indivíduos com o desejo de obter outros resultados.

1. Abrão, é impossível falar desse homem sem refletir a sua trajetória, chamada e promessas de de Deus sobre a sua vida. Basta ler inicialmente capítulo 12 do Gêneses para começar a entender    como Deus trabalhou em sua vida preparando-o para algo maior e melhor. Muitas vezes não entendemos os caminhos que Deus nos conduz, é como se estivéssemos em um laboratório sendo lapidado como se fôssemos uma pedra preciosa, vamos passar mais adiante e falarmos sobre outro homem José.

2. José, a sua história nos dá a entender que ele tenha sido forjado nesse laboratório divino, pois os processos de Deus para ele iam sendo revelado ainda menino e sem experiência nenhuma de vida, ainda criança, tentaram apagar os sonhos de José, rasgaram a sua túnica, o jogaram na cova, o venderam, foi acusado pela mulher de Potifar, José foi preso, no entanto, não conseguiram apagar os propósitos de Deus em sua vida.

3. Moisés, a sua preparação começou ainda recém-nascido, sendo jogado no rio Nilo em um, cesto de junco e betumado, cujo destino somente Deus sabia, mas, por uma provisão divina foi o menino foi parar nos braços da filha de Faraó. Quando lemos a história dos hebreus entendemos que tudo aquilo que Deus fez desde a sua infância fazia aparte do processo divino, e que ele estava sendo preparado para algo melhor que resultaria na libertação dos hebreus.

4. Davi, um menino pastor de ovelhas, ele foi preparado no campo, trabalho árduo enfrentando as feras com coragem e determinação, Davi estava sendo acompanhado por Deus que via nele coisas que atraíram o coração de Deus. Jamais sabia ele e seus familiares que Deus o havia escolhido para uma missão “ser rei de Israel” até a chegada de Samuel em sua casa para realiza uma vontade divina (I Sm 16).

5. Jó, ao lermos o seu livro, podemos ver a inocência de um justo, que subitamente perde todos seus bens sem saber porque, algo estava para ser provado para alguém, “a sua fidelidade a Deus”. Ninguém entendia o porquê de tudo aquilo, a sua mulher e seus próprios amigos ignoravam e aumentavam a sua dor quando o acusava de pecar contra Deus, era um processo, refinado como é o ouro e a prata, todos se confundiam com aquela situação, mas resultou em bênçãos muito maiores (Tg 5:11).

6. Jeremias, o profeta chorão, mas somente ele sabia quão dura era a sua missão, profetizar para o reino do Norte mostrando que a conversão a Deus, seus sofrimentos faziam parte dos propósitos de Deus. A dor e a agonia, prisão, amarrado num cepo, e jogado num calabouço, as conspirações por ele sofrida tinham a participação da sua própria família, ninguém queria ouvi-lo, o desespero tomou conta, vendo ele que parecia perder tempo porque ninguém lhe escutava, até que Deus falasse com ele (Jr 12:5-7), não importa qual seja a missão, ela deve ser cumprida.

7. Paulo, este homem era extremamente zeloso pela sua religião, foi ensinado aos pés de Gamaliel, ele perseguiu os cristãos de maneira cruel, fez parte da morte de Estevão, a sua perseguição durou até o dia do seu encontro com Jesus no caminho de Damasco (At 9:3-6).  Nas suas cartas podemos ler a trajetória da sua vida a partir daquele encontro, os sofrimentos marcaram a sua vida até a sua trágica morte pelo imperador romano.

8. Você, entendemos que há trabalhar de Deus a nosso respeito, ele realizará em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13), por essa razão os processos usados por Deus podem causar alguns desconfortos, mas não devemos nos inquietar porque essas coisas fazem parte dos processos laboratoriais (Rm 5:3,4). É através desses processos uma formula resultam em outras como se ler no texto em apreço.

                Amados não desanimem mediante as dificuldades, o importante são os resultados que elas produzirão, Deus está trabalhando por aquele que nele espera (Is 64:4). Os desencontros durante esse trabalhar fazem parte do processo “Foi bom ter sido afligido, pois somente assim aprenderia os teus mandamentos. ” (Sl 119:71), portanto devemos entregar o nosso caminho ao Senhor e nele confiar, porque tudo ele fará. “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio dia.” (Sl 37:5,6), portanto descanse nele porque tudo isso resultará em algo maior e melhor. “Não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. ” (Rm 5:3,4), por essa razão considero um verdadeiro o trabalhar divino é uma verdadeira obra de laboratório, onde uma determinada coisa produz outra.

Pr. Elis Clementino – Paulista -PE
AD Excelência


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ESBOÇO 777 OS DONS ESPIRITUAIS



ESBOÇO 777
TEMA: OS DONS ESPIRITUAIS
“Mas a manifestação do Espírito Santo é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12.7).

O termo usado para falar sobre os dons espirituais (CHARISMA) relaciona com a palavra graça, que significa algo dado à igreja através da graça divina. Os dons espirituais são dados aos cristãos que buscarem, no entanto devemos conhecê-los e como eles funcionam (I Co 12:1), assim podemos usá-los de maneira correta e proveitosa. Os dons espirituais são ornamentos para a igreja do Senhor. Articularemos de forma simples sobre a sua veracidade, variedade, quais os dons, distribuições e finalidades.

Veracidade
Os dons espirituais é uma das verdades que deve ser difundida na igreja, infelizmente alguns pregadores se amoldam a outros temas e deixam de lado às doutrinas fundamentais, essa substituição tem levado muitos crentes a não se interessarem sobre o tema ou sobre manifestação do Espírito Santo na igreja. O estimado apóstolo Paulo já via essa falta de apreço sobre o uso dos dons espirituais na igreja de Coríntios (I Co 12.1), constitui-se falta de conhecimento o uso incorreto dos dons espirituais.

Variedade de dons
Paulo apresenta uma diversidade de operações desses dons concedidos aos crentes, mas a fonte é uma só ESPÍRITO SANTO (I Co 12.4-6). São nove os dons espirituais, eles estão distribuídos na igreja entre os crentes e com finalidades especificas.

Os dons ministeriais
Esses dons descritos por Paulo (Rm 12.6-8 e Ef 4.11) não podem ser confundidos com os dons espirituais, pois os ministeriais foram dados a igreja também com finalidades específicas; preparar o povo para o trabalho cristão; e o aperfeiçoamento da igreja “... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12) e crescimento espiritual do corpo de Cristo, conforme o propósito divino (Ef 4.13-16). Deus chama pessoas e capacita-as para o serviço cristão.

Os dons espirituais
(1) A uns o Espírito Santo dá a mensagem da sabedoria; (2) A outros, o mesmo Espírito dá a mensagem do conhecimento; (3) Outros recebem, pelo mesmo, Espírito o dom da fé; (4) A outro, o poder de curar; (5) Outro recebe o dom de operar milagres; (6) Outro recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus; (7) Outro recebe o dom de discernir os espíritos, ou seja, se eles são de Deus ou não; (8) Para outro é dado o dom de línguas estranhas; (9) A outro, a interpretação dessas línguas (I Co12.8-10). Mas, esses dons vêm de um só Espírito e são distribuídos conforme a sua vontade, eles não são motivos de exibição pessoal ou promoção espiritual, mas são para edificação da igreja. Há dois tipos de dons que são mais conhecidos e mais usados na igreja, são eles: Os dons de línguas estranhas e o de profecias, embora muitos cristãos não saibam usá-los, além de ignorar os de sabedoria e de conhecimento quando são manifestos na igreja através daquele que está ministrando a palavra. Observem que eles focam mais os dons de línguas e o de profecias (I Co 14.18,19). É bom entender que cada crente pode ter mais de um Dom espiritual, pois as escrituras não determinam a quantidade que você pode ter.

Não apresentarei os dons espirituais conforme a ordem que Paulo descreveu em sua epístola (I Co 12.8-10), e sim pela classificação.
Dons de Revelação:
1) Palavra de Sabedoria (I Co 12.8ª) É uma palavra ou uma proclamação do Espírito Santo, para satisfazer a necessidade de solução de um problema particular.
(2) A palavra do conhecimento (I Co 12.8b) é a manifestação sobrenatural de algum fato que existe na mente de Deus, por sermos limitados não podemos conhecer, a não ser que o Espírito Santo revele, fazendo com que o homem se torne participante da onisciência de Deus.
(3) Discernimento de Espírito (I Co 12.10c) Através deste dom Deus revela ao crente a fonte e o propósito de qualquer forma de poder espiritual, se é de Deus ou não.

Dons de Poder
Os dons de poder são aqueles que se expressam conforme abaixo:
4) Dons de curas (I Co 12:9b), no grego, tanto o dom de (curar) como seu efeito, observem que está no plural, o que nos leva a entender que existe uma variedade de modos na operação deste dom.
5) Operação de Milagres (I Co 12.10a) Ambas as palavras aparecem no original grego, no plural, o que sugere que há uma variedade de modos de milagres e atos de poder. Por milagres e maravilhas entende-se que todo e qualquer fenômeno que altera uma lei estabelecida.
6) Profecia é uma proclamação do Espírito Santo sobre algo a revelar que não está na mente humana, ele serve para exortar e edificar a igreja, é um dom que necessariamente deve ser buscado (I Co 14.1). (7) Fé (I Co 12.9a)
7) O Dom da fé esse se entende como uma fé especial e sobrenatural é o verdadeiro apelo a Deus no sentido de que Ele intervenha sobre nós quando se esgotam todos os recursos humanos.

VI. Dons de Inspiração
Inspiração – Na teologia é o movimento divino segundo a fé cristã, os escritores das escrituras sagradas foram movidos e guiados por Deus para escreverem. (8) Variedade de Línguas (I Cor 12.10d). É a expressão falada e sobrenatural duma língua nunca aprendida pela pessoa que fala, nem mesmo o que fala sabe, a não ser que haja alguém que também de maneira sobrenatural interprete. (9) Interpretação das línguas – É a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para interpretar, ou seja, as línguas estranhas devem ser interpretadas senão tornar-se-á sem fruto para os ouvintes.

Os crentes pentecostais devem buscar os dons espirituais, sobretudo o de profetizar (I Co 14.1), cuja finalidade é enriquecer e edificar a igreja, dádiva que somente o Espírito Santo pode realizar. Buscar a plenitude do Espírito é querer ser completo, infelizmente muitos crentes não estão dando prioridade a busca desses dons, pois devemos sentir a necessidade de buscá-los, através da oração que é o ponto de partida para se obter o batismo no Espírito Santo e através dele receber os DONS ESPIRITUAIS.

Consulta: Bíblia Estudo Pentecostal
Pr. Elis Clementino – Paulista – PE
AD Excelência

terça-feira, 1 de agosto de 2017

ESBOÇO 776 VINHO NOVO EM ODRES VELHOS

ESBOÇO 776
TEMA: VINHO NOVO EM ODRES VELHOS
TEXTO: Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam. (Mt 9:17; Lc 5:37)

Essa é uma das parábolas de grande significado para os seguidores do sistema religioso antigo, com essa missiva, Jesus não queria simplesmente falar dos sabores dos vinhos da época e nem dos odres onde se punham os vinhos, mas enfatizar a necessidade de algo novo representando a novidade do evangelho, o que Jesus estava apresentando não era um sistema religioso saturado de coisas velhas, mas totalmente novo, não um remendo novo em vestido velho.

1. Odres
Os odres consistiam de couro de cabras costurados nas extremidades formando uma bolsa e nele se punha-se os vinhos, entretanto os vinhos novos não podiam serem postos em odres velhos, pois estes já tendo perdido a elasticidade se romperiam com a fermentação dos vinhos novos, embora após a fermentação poderia ser posto em qualquer odre (Lc 5:37).

2. Vinhos
Comumente diz-se que, o vinho quanto mais velho mais delicioso, esse é um conceito natural que se tem a respeito dos vinhos que passam por longo processo de fermentação, porém mesmo após do seu engarrafamento ainda continua a sua apuração. Jesus não estava literalmente falando sobre sabor de vinhos e tampouco se era novo ou velho, mas expressar verdades sobre algo novo trazida por ele, o vinho novo a que se referia era o melhor, e ninguém podia contrariar o que ele estava dizendo, pois era uma verdade expressada figuradamente. Jesus falava sobre a novidade “o evangelho” pois o sistema religioso antigo precisava ser mudado e essa mudança deveria acontecer (Lc 5:39), mas o equilíbrio era necessário, tanto o vinho quanto o odre veja em (Mt 9:17)

Muitas pessoas estão apegadas naquilo que acham ser bom, quando Deus quer dar-lhes o melhor. Os fariseus indagavam a doutrina de Jesus, mas estavam apegados às tradições antigas. Hoje em dia ocorrem às mesmas coisas, muitos conhecem as verdades do evangelho, mas rejeitam, preferindo as tradições antigas. Jesus abona o melhor “o vinho novo”, embora muitos ainda prefiram o vinho velho “as tradições” como já dissemos.

Atualmente muitas pessoas continuam rejeitando as novas do evangelho apegando-se as tradições e preceitos religiosos, a fidelidade as tradições antigas podem impedir que as pessoas desenvolvam a sua fé no evangelho de Cristo.

O evangelho não pode se moldar as tradições, o novo não pode combinar com os padrões antigos, o evangelho não combinava com os sistemas legalistas das religiões, entendemos que o evangelho apresentava a graça; o judaísmo à observação das leis, bem como às regras. Jesus veio trazer o perdão e a reconciliação do homem por meio do novo “evangelho”. Para os antigos fariseus persistiam em continuar porque o velho vinho da lei era o melhor. (Lc 5:39).

Em um casamento em Caná da Galiléia Jesus provou através de um milagre que o seu vinho novo era o melhor (Jo 2:1-11). Sem ele não haveria algo novo “o evangelho” ele é incomparavelmente o melhor, ele dispensa qualquer outro representado pelas tradições humanas e os legalismos das religiões, “Jesus é o melhor” ele substituiu a aliança antiga por uma nova por meio do evangelho. O mesmo princípio se aplica na parábola por remendo novo em vestidos velhos (Mt 9:16), assim é a nossa vida egoísta e pecaminosa não pode ser remendada, temos que excluir as nossas roupagens velhas e nos vestirmos de uma nova roupa ou criatura. O novo resulta em regeneração e uma nova vida com Deus através do evangelho.

Pr. Elis Clementino – Paulista – PE
AD Excelência