quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

ESBOÇO 829 O DESGASTE MINISTERIAL

ESBOÇO 829
TEMA: O DESGASTE MINISTERIAL
TEXTO: I SAMUEL 30:6

Quando Deus chama um indivíduo é porque já estabeleceu um propósito para ele, certamente é algo de grande relevância, no entanto o indivíduo que se dispõe a atender o chamado divino deve estar ciente dos seus desgastes durante a execução da sua missão. O chamado deve estar preparado ou se preparar para tal incumbência, socialmente, psicologicamente para lidar com as suas emoções, e espiritualmente para lidar com os mistérios divinos que envolvem a sua missão. Os desgastes ministeriais acontecem por vários motivos, seja quando a sua igreja não vai bem financeiramente e quando a unidade fraternal dela está ameaçada (desuniões e contendas), tal situação aconteceu na igreja de coríntios (I Co 3:4,45), e as demais até hoje acontecem as mesmas coisas.

I. Socialmente
O estado social do indivíduo contribui para desenvolvimento da sua missão ministerial, principalmente em relação a sua conduta na família e na sociedade em que vive, portanto o apóstolo Paulo entendeu que esses eram requisitos necessários para um bom desempenho ministerial aprovado por Deus (I Tm 3:1-7).

II. Psicologicamente
A preparação psicológica é essencial, pois o obreiro deverá saber que enfrentará as dificuldades para desenvolver o seu ministério, sem esse preparo seria impossível ter controle dos seus sentimentos (At 20:22-24). O Apóstolo Paulo estava preparado psicologicamente, por isso, mesmo correndo riscos de morte ele continuou o seu ministério em prol do evangelho (2 Co 11:25,26). Esse preparo lhe garantiu a convicção do chamado divino, sendo um dos fatores predominantes para ele suportar as dificuldades, sem, contudo abalar a sua fé (Rm 8:35-37), pois somente o obreiro convicto será capaz de declarar a sua firmeza, em Paulo não havia outro interesse a não ser pregar a Cristo, o autor da sua fé. O psicologicamente preparado não age pela emoção em determinados momentos da sua missão, pois aqueles que tomam decisões por emoção, e não pela razão poderão sofrer precocemente o desgaste do seu ministério, e assim comprometê-lo.

III. Espiritualmente
O exercício ministerial exige que o obreiro esteja ligado espiritualmente, e em plena comunhão com Deus que o chamou, pois a estabilidade do obreiro não está ligada em outra coisa a não ser pelo seu compromisso com quem o chamou “Deus”, pois a visão maior do obreiro deve ser alcançar o alvo principal que é Cristo. Conforme o nível espiritual do obreiro facilita o seu desempenho na obra, ele será usado por Deus de maneira poderosa e grandes coisas o Senhor poderá realizar através dele. O homem espiritual não se embaraça com as coisas desta vida, o seu alvo é agradar aquele que o alistou (2 Tm 2:4-5). O homem espiritual discerne bem a vontade daquele que lhe chamou, e se dispõe a cumprir os desígnios de Deus, é nessa predisposição que o Espírito de Deus opera de maneira poderosa, mesmo assim usado por Deus ele não estará isento dos desgastes que a própria obra trás. O obreiro preparado espiritualmente tem discernimento e sabe que essas dificuldades são inevitáveis (At 16:17).

IV. O desgaste ministerial
Eles podem acontecer por vários motivos:
1. Desgaste - A angústia de uma derrota não se compara. Certa vez Davi e seu exercito veio de uma guerra e encontrou a sua cidade saqueada, e suas mulheres e filhos levados cativos, naquele momento, perante o seu exército o povo queria apedrejá-lo (I Sm 30:1-20), e Davi muito se angustiou, era um inesperado desgaste, mas ele se reanimou no Senhor (I Sm 30:6), as forças do obreiro vem do Senhor, quanto aos desgastes qualquer obreiro está sujeito, mas o Senhor o fortalece.

2. Desgaste – pelo pecado cometido por Davi com Bete-Seba, esse lhe custou alto preço, a sua desobediência chegou até Deus, além disso, foi um ato covarde contra o seu guerreiro, homem que sempre lhe protegia a vida, esse pecado refletiu na sua família com graves consequências, mas Davi arrependido rasga o seu coração perante Deus que lhe perdoa, mas as consequências continuaram.

3. Desgaste na sua família– Ammom se apaixonou pela sua irmã, por conta disso se acendeu a ira no coração de Absalão (2 Sm 13:20), depois Absalão matou Ammom, pense nas consequências, isso nada mais era a espada de Deus em sua casa (2 Sm 12:10)

4. Desgaste – Esse foi à traição de Absalão contra seu pai, ele tentou usurpar o trono com uma estratégia de convencer o povo que seria melhor que o pai (2 Sm 15:6-7), ele ainda com seu exercito expulsou Davi da cidade, depois de nove anos a espada de Deus ainda estava em ação sobre a sua casa. A desobediência daqueles a quem Deus chama tem um preço, Davi era um escolhido de Deus, o único que foi escolhido segundo o coração de Deus (I Sm13:14; Sl 89:20; At 13:22).

5. A exaustão do trabalho
O obreiro precisa ter pessoas que possam lhe auxiliar nas tarefas diárias da igreja, os trabalhos pastorais são desgastantes, Moisés foi um grande líder, mas ele se se desgastou fisicamente de maneira que ele não estava mais dando conta das demandas, pois era quase um milhão de pessoas para ele ouvir, aconselhar e dar solução aos problemas do povo. O obreiro não deve fazer tudo sozinho, o desgaste físico impossibilita tomar as decisões corretas, mas o seu sogro ao vê-lo já cansado resolveu dar-lhe uma dica, escolher homens (Ex 18:13-25). Há também obreiros que não aceita conselhos, o maior exemplo disso foi o rei Roboão, ele não deu ouvidos aos conselhos dos mais velhos, mas recebeu dos mais novos e os da sua idade, daí o prejuízo foi inevitável.

           O obreiro necessita de ajuda dos companheiros para lidar com os casos que são mais desgastantes dentro da igreja. Muitas vezes alguém pensa que o pastor é um super-homem capaz de suportar tudo sem se desgastar, na maioria das vezes após o culto as ovelhas vão para as suas casas e seus problemas ficam com o pastor, e por isso muitos perdem a saúde contraindo para si doenças como: diabetes, problema do coração e depressão, além dos problemas ministeriais. Moisés, exausto das suas tarefas diárias e o povo faminto murmurando contra o Senhor ele pediu a MORTE (Nr 11:15), ele temeu ver a sua própria ruína. Os irmãos não deveram fazer criticas em relação a obreiros que tiraram as suas próprias vidas, essa fatalidade quando vem acontecer porque eles vêm acumulando problemas e seus próprios líderes não deram importâncias aos sinais  dos desgastes daquele obreiro, ou seja não lhes deram a atenção necessária, mas apenas lhes fizeram cobranças, alguns deles passam fome com as suas famílias em nome do querer de Deus, enquanto alguns líderes maiores usurpam a lã e o leite das ovelhas sem piedade, enquanto eles luxam seus liderados passam fome com suas famílias revoltadas e filhos desviados pelas injustiças sofridas. Cuidemos dos nossos obreiros para que não se desgastem tão cedo e por nossa culpa.

Pr. Elis Clementino



segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ESBOÇO 828 NÃO ADIANTA ESCONDER

ESBOÇO 828
TEMA: NÃO ADIANTA ESCONDER
TEXTO: “Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que age nas trevas e pensam: Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo? Isaias 29:15

Palavra do profeta Isaias a cidade de Davi “Jerusalém” dizendo que ai daqueles que escondem do Senhor os propósito e fazem as suas obras as escondidas, e pensam: E quem nos vê? E quem nos conhece? Esconder algo do Senhor era muito comum, como também das outras pessoas. O primeiro homem que tentou esconder-se de Deus foi Adão (Gn 3:9), mas alguém pode até interpelar, se Deus sabe por que ele perguntou a Adão onde estás? Há três atributos de Deus que revelam todas as coisas (Sl 139:8; Ob 1:4).

A onipresença de Deus
Confirma ele está em todo lugar ao mesmo tempo contemplando os bons e os maus (Jr 16:17; 23:24; Jó 31:4), as suas pálpebras vêem e odeiam todas as hipocrisias, pecados e maus pensamentos dos homens (Sl 11:4; Hc 1:13) os seus olhos estão em todo lugar (Pv 15:3; 2 Cr 16:9). Se Deus é onipresente porque perguntou a Adão onde ele estava? Para Deus nada melhor do que a confissão do próprio homem da sua condição espiritual perante ele, a resposta me escondi porque estava nu (Gn 3:8-11).

A Onisciência de Deus
Deus examina os corações e conhece perfeitamente o que há nele (Rm 8:27), nada é mais enganoso do que o coração do homem, quem poderá conhecer? (Jr 17:9), e o que confia no seu próprio coração é insensato (Pv 28:26), o coração faz plano, mas Deus é quem dá a última palavra  (Pv 16:1-3).

A Onipotência de Deus
Aquele que detém todo o poder, a soberania de Deus é o poder supremo sobre todas as coisas que estão nos céus e na terra, Deus é rei sobre todas as coisas (I Cr 29:11-12). Deus criou tudo a partir do nada (Gn 1:1), pendurou a terra por um cordão chamado nada e deu um giro nela e até hoje permanece girando.

O Poder de Jesus Cristo
O poder de Cristo é irrestrito sobre todas as coisas que estão nos céus e na terra (Mt 28:18), durante o seu ministério ele demonstrou essa autoridade, essa autoridade foi demonstrada durante o seu ministério com curas, ressurreições e sobre a natureza. O poder de Jesus Cristo revela todas as coisas (Mc 4:22; Lc 12:2; Rm 2:16; Hb 4:13). O Espírito Santo também penetra todas as coisas até nas profundezas de Deus (Jo 17:17; I Co 2:10).

            Ninguém tente esconder as maldades do seu coração, pois Deus tudo vê, ele conhece os nossos caminhos, o Senhor acompanha os caminhos dos homens (Pv 5:21; Jó 34:11, 21; Sl 11:4; Pv 16:2; Jr 17:10), Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras (Jó 34:11; Rm 2:6; 2 Co 5:10). Tenhamos cuidado, ele virá como um juiz para julgar a cada um segundo as suas obras.


Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

ESBOÇO 827 OBEDIÊNCIA

ESBOÇO 827
TEMA: OBEDIÊNCIA
TEXTO: ROMANOS 6:15-18

            A obediência é um dos princípios fundamentais na vida do ser humano, ela é uma condição ou qualidade de obediente. A obediência a Deus é um principio e pelo qual todas as bênçãos sobrevirão, pois é através desse principio que ela deve estar presente em todos os aspectos da vida do homem, há alguns sinônimos como: submissão, subserviência, dependência, subordinação e sujeição. A obediência deve-se a Deus e as leis que regem o ser humano, a obediência está vinculada ao amor, quem não ama não obedece. Neste assunto enfatizarei sobre a obediência com alguns exemplos bíblicos.

A desobediência
O Primeiro homem a desobedecer a Deus foi Adão, a desobediência é um ato de indisciplinar e de insubordinação a princípios estabelecidos por Deus ou pelas leis humanas. A desobediência tem seus frutos amargam, pois a desobediência de Adão atingiu toda humanidade levando-a a morte (Rm 5:12). A desobediência faz o homem perder privilégios, oportunidades e etc. Quando o homem desobedece às leis humanas estão sujeito as penalidades, caso obedeça terá louvor dela (Rm 13:1-8).

A obediência a Deus
Muitas pessoas no passado foram obedientes a Deus, outras continuam sendo porque reconhecem a importância da obediência, e todos aqueles que se submetem as autoridades e a Deus serão prósperos, é melhor a obediência do que o sacrifício (I Sm 15:21,22). No Antigo e Novo Testamento, alguns personagens se destacaram na história da humanidade pela obediência.
1. Noé obedeceu e fez tudo o que o Senhor lhe mandara ao fazer na arca (Gn 6:22; 7:5; Hb 11:7).
2. Abrão obedeceu a Deus e saiu da sua terra como o Senhor lhe mandara (Gn 12:1);
3. Abrão e seu filho Ismael (Gn 17:23);
4. Abraão ao ir ao sacrifício com seu filho Isaque (Gn 22:2);
5. Moisés fez conforme o Senhor lhe ordenara (Ex 40:16,19,21,23,25,27,32);
6. Josué obedeceu a Deus (Js 11:15);
7. Profeta Elias obedeceu a Deus
8. Profeta Elizeu disse aos reis façam muitas covas (2 Rs 3:16,17);
9. Profeta Isaias obedeceu ao chamado divino
10. Profeta Jeremias obedeceu ao chamado divino

Obediência aos profetas
1. Fazei um bolo primeiro para mim (I Rs 17:13,14);
2. Fazei neste vale muitas covas (2 Rs 3:16).
3. Pedi vasilhas emprestadas (2 Rs 4:3);

A obediência a Cristo
1. A obediência de Cristo ao Pai (Fp 2:6-8);
2. O chamado dos discípulos (Mc 1:16-20);
3. Milagre da água em vinho (Jo 2:5);
4. O milagre da multiplicação dos pães e peixes por meio da obediência (Jo 7:2-7);
5. O milagre dos grandes peixes através da obediência;
6. O milagre da moeda no ventre do peixe envolveu obediência.

A obediência a Deus é um dos princípios fundamentais para se alcançar as bênçãos divinas, já apresentamos vários exemplos que comprovam isso. Deus continua o mesmo honrando aqueles que lhe obedecem. A obediência a Deus e aos homens de Deus sempre resultou em grandes milagres, porque não há milagres sem obediência.

Pr. Elis Clementino


            

sábado, 20 de janeiro de 2018

ESBOÇO 826 COISAS QUE DEUS ABORRECE

ESBOÇO 826
TEMA: COISAS QUE DEUS ABORRECE
TEXTO: PROVÉRBIOS 6:12-19; TITO 3: 2

            A boa conduta humana é ressaltada em toda Bíblia Sagrada para que o homem viva bem, mas é preciso observar princípios fundamentais estabelecidos por Deus. As advertências servem para todas as pessoas, independentemente de classes sociais, culturais e religiosas. Há muitos estudos a respeito do comportamento humano, pois é baseado nesses estudos que se encontra a possibilidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas. O mau comportamento de um indivíduo reflete não somente na sua vida pessoal, mas família e nas pessoas com quem ele conviver, também tem a capacidade de influenciar em uma sociedade inteira. Há tipos de atitudes humanas que são danosas, e são também reprovadas por Deus (Pv 6:12-19).

A conduta do ímpio
O iníquo não tem compromisso com nenhuma confissão religiosa e nem para com Deus, “O homem mau, o homem iníquo tem a boca pervertida” (Pv 6:12), ele usa todos os meios para cometer seus pecados (Pv 6:13). O coração do ímpio é perverso e a todo tempo maquina o mal, além de semear contendas (Pv 6:14). Eles cometem pecados que estão entre as seis coisas que Deus odeia e a sétima a sua alma abomina (Pv 6:16), são elas:
(1) Olhos altivos ou elevados, arrogantes.
(2) Língua mentirosa (Pv 30:10,11);
(3) Mãos que derramam sangue inocente;
(4) Coração que maquina pensamentos perversos;
(5) Pés que se apressam a correr para o mal;
(6) Testemunha falsa que profere mentiras;
(7) E o que semeia contenda entre irmãos;
(8) Fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado (Sl 12:2). “Que ninguém a difamem, e não sejam briguentos, mas pacíficos, mostrando toda mansidão para com todos os homens” (Tt 3:2.)

As consequências para os ímpios
(1) São como o moinho que o vento espalha (Sl 1:4);
(2) Não subsistirão no juízo e nem os pecadores na congregação dos justos (Sl 1:5);
(3) O caminho dos ímpios perecerá;
(4) O Senhor cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que falarem soberbamente, mesmo eles achando que valha apena pecar e zombe do Senhor dizendo: “quem é o senhor sobre nós? (Sl 12:4), achando que eles prevalecerão com seus pecados.

Advertências para os justos
O Salmo primeiro descreve muito bem como devemos agir em relação aos ímpios, mas é preciso fazer como diz: Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao pescoço ( Pv 6:21);
(1) Não andar segundo seus conselhos.
(2) Não se deter nos caminhos deles;
(3) Não se assentar na roda dos escarnecedores;
(4) Não seja companheiro do homem briguento, e nem andes com o colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tornes um laço para a tua alma (Pr 22:24,25).

Características dos justos e as bênçãos sobre ele
(1) Ele tem prazer na lei do Senhor e nela medita de dia e de noite.
(2) Não se assenta na roda dos escarnecedores;
(3) Será como a árvore plantada junto a ribeiros de água;
(4) Produz fruto no tempo certo;
(5) A sua esperança está sempre verde e não cairão;
(6) E tudo quanto ele fizer prosperará.

            Apesar de serem poucos os fiéis entre os filhos dos homens (Sl 12:1) existem aqueles que são justos e não seguem os caminhos dos ímpios, eles evitam todas as suas obras malignas praticadas por eles, estes receberão a benção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação, esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó (Sl 24:6). Evitemos as coisas que aborrece a Deus, principalmente o semear contendas entre irmãos. Em todo esse texto verificamos que as recompensas dos ímpios são inevitáveis, assim como as bênçãos divinas sobre os justos.


Pr. Elis Clementino

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

ESBOÇO 825 HOSPITALIDADE, MANDAMENTO DIVINO

ESBOÇO 825
TEMA: HOSPITALIDADE, MANDAMENTO DIVINO
TEXTO: O estrangeiro residente que viver com vocês deverá ser tratado como natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês. (Lv 19:34). “Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” Hebreus 13:2.

Hospitalidade, substantivo feminino, qualidade de que dar agasalho, pessoas de corações generosas ou bondosas, e que acolhem outras pessoas dentro da sua própria casa. Atitude nobre, caridade fraterna (Hb 13:1), para com aqueles menos favorecidos. Esse mandamento divino não deve ser esquecido (Hb 13:2), nesse assunto enfatizarei sobre o valor e o dever da hospitalidade para com o próximo, bem como a recompensa.

Hospitalidade
Ato de dar hospedagem em muito comum para as pessoas de bom coração, elas acolhem porque sabem da importância desse ato. As pessoas que são acolhidas se sentem valorizadas e protegidas.

Amor, a base da hospitalidade
O amor é a base onde se estabelece a hospitalidade, sem amor não existe acolhimento de pessoas, o amor nos faz sentir as necessidades que tem as outras pessoas “Lembrai-vos dos encarcerados, como se vós mesmos estivésseis presos com eles. E dos maltratados, como se habitásseis no mesmo corpo com eles” (Hb 13:3). Esse é um principio do amor divino, e deve estar presente nos corações, quando isso acontece o amor e a generosidade se revela através de atitudes.

Exemplos de hospitalidade
Disse Ló: “Meu senhor, se mereço o seu favor, não passe pelo meu servo sem fazer uma parada. Mandarei buscar um pouco d’água para que lavem os pés e descansem debaixo desta árvore. Vou trazer a vocês também o que comer, para que recuperem as forças e prossigam pelo caminho, agora que já chegaram até este teu servo”. “Está bem; faça como está dizendo” responderam. (Gn 18:3-5).

O profeta Elizeu foi acolhido por uma mulher em sua casa, ela preparou um quarto com uma cama e uma mesa (2 Rs 4:10,11), Elizeu era um homem reconhecido como “homem de Deus”, isso foi o que justificou a mulher hospedá-lo em sua casa. Na atualidade precisamos ter certos cuidados com o excesso de confiança, nem todos que se dizem homens de Deus merecem esse honrado dessa natureza. Existem pessoas que ao adentrarem a sua casa quer saber tudo o que tem lá dentro, “cuidado com quem você abriga em sua casa”. O rei Ezequias recebeu em sua casa visitas e mostrou todos os seus tesouros sem saber que seriam seus inimigos (Is 39:1-7), já Outras pessoas foram abrigadas em casas de parentes e amigos e tiveram boa conduta. Jesus foi abrigado por muitas famílias, inclusive a de Lázaro com suas irmãs; Paulo teve abrigo em casas de várias famílias em suas viagens missionárias, Deus levantou pessoas generosas para o ajudarem.

A hospitalidade resulta em bênçãos
Os hospitaleiros são recompensados por Deus no tempo oportuno, é como sementes que semeamos, certamente ceifarão seus frutos (Sl 126:3; Ec 11:1). O processo de semeadura expressa lições importantes para o nosso cotidiano, mesmo sabendo que ninguém consegue semear para colher tão rápido, pois temos que esperar o tempo certo da colheita. Finalmente Paulo em sua carta aos gálatas disse que tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6:7), pois a lei da semeadura é infalível.

                Hospitalidade, além de ser um mandamento divino é um dos requisitos que enobrece o homem, o próprio Jesus disse: “porque tive fome, e me deste de comer; tive sede, e me deste de beber; era forasteiro, e me acolheste; estava nu, e me vestiste; adoeci, e me visitaste-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderam, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmão, a mim me fizeste” (Mt 25:36-40). “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa” (Mt 10:42). Deus levará em consideração os seus atos de hospitalidade, atualmente muitos não querem agir com hospitalidade para com alguém que não lhe possa de alguma maneira lhe trazer resultado, ou o que evidencie alguma vantagem.


Pr. Elis Clementino