terça-feira, 10 de abril de 2018

ESBOÇO 848 A FIDELIDADE DE DEUS ATRAVÉS DA SUA PALAVRA


ESBOÇO 848
TEMA: A FIDELIDADE DE DEUS ATRAVÉS DA SUA PALAVRA
TEXTO: “Procurem no livro do Senhor e leiam: Nenhum desses animais estará faltando; nenhum estará sem o seu par. Pois foi a sua boca que deu a ordem, e o seu Espírito os ajuntará.” ISAÍAS 34:16.

A fidelidade de Deus é revelada através do cumprimento da sua palavra, por ser verdadeira ela deve ser aprendida e posta em prática, somente assim conheceremos a sua infalibilidade (Is 34:16; Jr 1:12), e tudo o que o Senhor determinar através da sua palavra ninguém pode invalidar (Is 14:27; Sl 89:34). A palavra de Deus deve ser ensinada nos lares aos filhos (Pv 22:26), ela também é o único manual para o ser humano, pois, através dela encontraremos o caminho da salvação e da felicidade, ela é divinamente inspirada por Deus para todo o bem (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20,21; Rm 15:4: Rm. 15:4). A palavra de Deus é “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” Salmo 119.105. Discorreremos de maneira rápida e sem muitos pormenores sobre a palavra de Deus, autenticidade e inspiração.

1. A autenticidade da palavra de Deus
Em nenhum outro livro é encontrado a inspiração nos seus escritos, ela trata da existência das coisas e tem a capacidade de influenciar no ser humano de maneira sobrenatural, ela foi revelada por Deus aos homens e escrita por aproximadamente quarenta homens de regiões, ocasiões e de diferentes culturas. O mais impressionante é que parece haver diálogos entre os seus escritores, devido à harmonia como fora escrita, desde o primeiro livro até o último, isso também comprova ser ela viva e eficaz (Hb 4:12). A palavra de Deus estabelece princípios e padrões para toda humanidade de qualquer raça e classe social; ela não é um manual de consulta, mas um livro de meditação (Js. 1.8; Sl. 1.2).

A palavra de Deus é uma só nos seus originais: no hebraico, grego e aramaico, e depois traduzido para outras línguas chegando até nós, embora a sua inspiração, seja ainda questionado por muitos estudiosos, simplesmente por ela ser escrita por homens comuns e sujeitos a falhas, é nessa direção que entendem não ter ela a inspiração divina, mas quando fazemos uma avaliação dos escritos ninguém poderia ter escrito suas mensagens de forma tão harmoniosa desde o primeiro até o último livro (2 Pe 1:20,21), basta ler alguns textos que comprovam a existência dessa concordância e harmonia (Gn 3:15; Nr 24:17; Is 7: 14; Mq 5:3; Mt 1:23; Lc. 1:35; Rm 16:20; Gl 4:4). Alguns escritores relataram fatos sobre o Messias há mais de 1500 a.C; narram também o começo e o fim da história da humanidade, essas mensagens eram sempre acompanhadas com declarações: “Assim diz o Senhor” (Ez. 32.1; Jr.2.5) “Veio a mim a palavra do Senhor”, entre outras, ao ouvi-las os israelitas a tinham como a voz de Deus “Palavra de Deus”.

A palavra Bíblia foi aplicada às escrituras por volta do ano 400, por Crisóstomo, ela contém toda a vontade de Deus para a humanidade (Is 55:10,11). E o Senhor vela pela sua palavra para cumpri-la em quaisquer circunstâncias (Jr. 1:12), além de não poder mentir, pois aquilo que ele fala se cumpre (Nr 23:19). Sua palavra tem ação e vida em si (Hb 4:12), a única que permanece (Mt 24:35). A palavra de Deus ou a Bíblia é também conhecida como o livro por excelência e as escrituras (Jo 5:39; At. 17:11; 2 Tm 3:16), ela é alimento espiritual (Mt. 4.4 ). Nenhum outro livro é capaz de alimentar o imaterial do ser humano com tanta perfeição, ela é o pão que sacia a fome, a água que dessedenta o peregrino (Sl. 119,19). Ela é personificada em Cristo (Jo. 1,1-3 ). Podemos descrever alguns aspectos da palavra de Deus como:

(1) Lei do Senhor (Sl 119.1,18;
(2) Código de preceitos (v.4,15);
(3) Uma relação de estatutos divinos (vv.5,33);
(4) Um conselheiro indispensável para o homem (v.24);
(5) Uma fortaleza (v.28);
(6) O caminho da salvação (v.41);
(7) Um refúgio seguro (V. 42;
(8) A palavra da verdade (vv. 43,142,151);
(9) Fonte de esperança (vv. 49,81,114);
(10) Fonte de consolação (v.52);
(11) Fonte de prazer (vv 70,92);
(12) Melhor do que as riquezas (v.72);
(13) Mais doce que o mel (v.103);
(14) Fonte de sabedoria e de conhecimento (vv. 98,99,104,130)
(15) Lâmpada para os pés (v.105);
(16) Luz para o meu caminho (v.105).

A palavra de Deus se cumprirá em nossas vidas se formos obedientes e observarmos as leis do Senhor, duas coisas são necessárias “Temer a Deus e guardar os seus mandamentos” (Ec 12:13). A palavra de Deus é o alimento da alma, o cajado que nos guia e a bússola para o viajante.

(É combatido o ensino bíblico nas escolas onde se formam os futuros cidadãos, mesmo que se fosse ensinada como matéria de história, no entanto se enfatiza ser ensinada nas cadeias onde existem os apenados por razões de seus crimes. A vacina preventiva é melhor que a curativa, ensinar as pessoas se amarem através do ensino religioso bíblico é a maior prevenção contra os males do pecado.)

Pr. Elis Clementino

domingo, 8 de abril de 2018

ESBOÇO 847 DESPERTADO PELO CANTAR DO GALO


ESBOÇO 847
TEMA: DESPERTADO PELO CANTAR DO GALO
TEXTO: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes o galo cante, tu me negarás três vezes” Mc 14:30.

O ser humano é instável e imprevisível, não se sabe o que há dentro dele, somente se saberá através da suas ações. O indivíduo pode transparecer que seja seguro em suas decisões e ser autoconfiantes como um dos discípulos de destaque de Jesus “Pedro”. Entre os doze ele era o mais audacioso, disposto a tudo, até a defender e morrer pelo seu mestre (Mc 14:31). O seu próprio nome já demonstrava “fraguimento de pedra” que ele não era isso tudo o que ele próprio pensava. Nesse mote iremos extrair algumas lições de vida através de Pedro.

1. Quem era Pedro?
1.1. Seu nome: significa “Pedra”
1.2. Um pescador profissional do mar da Galileia.
1.3. Seu caráter: Um homem decidido e impetuoso que se tornou destemido em seu testemunho da ressurreição de Cristo

2. Os sentimentos de Pedro.
2.1. Explosivo, como muitas pessoas explosivas, o maior inimigo de Pedro era a sua própria língua, falava sem pensar, isso o colocou em muitas dificuldades.
2.3. Autoconfiante de Pedro, o excesso de confiança de uma pessoa em si mesma é muito prejudicial, isso pode conduzi-lo a um extremo muito perigoso fazendo com que todas as atenções se voltem para ele (Mc 14:29), isso o levou a ser repreendido por Jesus varias vezes. Para Pedro todos podiam fracassar, menos ele, isso não passa de palermice (Pv 14:16), dizia ele: de modo nenhum te negarei (Mc 14:31c) estou disposto até morrer pelo Senhor (Jo13:37b)
2.4. Sentia tristeza
2.5. Sentia alegria

3. O fracasso de Pedro no Getsêmane.
1. Ele foi o primeiro a ser escolhido para última oração com o mestre no Getsêmane (Mc 14:33).
2. Duas vezes encontrado dormindo “Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?” (Mc 14:37,38).
3. Na última hora ele abandonou o mestre (Mc 14:50).

4. A negação de Pedro.
1. Após a prisão do seu mestre ele foi se aquecer no pátio por causa do frio (Jo 18:15-18)
2. O corajoso e valente se acovardou, negando conhecer o mestre diante logo de quem; um parente do servo do sumo sacerdote o qual Pedro havia decepado a orelha no momento da prisão (Jo 18:25-27).
3. A sua fala o denunciou, pois os que servem a Jesus têm características (marcas) bem conhecidas. As marcas de Cristo estão presentes em nós, e são vista aonde quer que estejamos.
5. Negou por três vezes e na ultima vez, praguejou e jurou, não conheço esse homem (Mt 26:74). Em muitas ocasiões negamos a nossa condição de discípulo do mestre, vivendo uma vida incoerente a um discípulo de Cristo.

5. O canto do galo
Após Pedro negar por três vezes, o galo cantou duas vezes (Mc 14:72). Jesus fixou os olhos em Pedro, e ele se lembrou da palavra de Jesus e como lhe dissera (Lc 22:61,62; Mc 14:72c) e saindo Pedro dali caindo em si chorou amargamente. (O galo da consciência canta a cada vez que negamos a Cristo com a nossa maneira de viver. O galo da consciência canta quando somos advertidos por alguém talvez esteja nos olhando).

6. Pedro, o discípulo abalado pelo fracasso
Após o canto do galo Pedro viveu dias de amargura, tristeza e com profundo peso na consciência, certamente lamentando o episódio. Pressuponho que ele jamais pensava em ter outra oportunidade de encontrar o seu mestre, já não contava mais com o seu perdão.

7. Jesus restaura Pedro
1.João relata que Pedro e outro discípulo foram correndo logo cedo ao sepulcro e viram somente os lençóis (Jo 20:3-10).
2. Jesus aparece às mulheres que visitavam o túmulo, elas foram surpreendidas com um jovem sentado a cabeceira onde jazera o corpo de Jesus (Mc16: 1-6).
3. O grande recado, mas ide, diga a seus discípulos e a Pedro que ele vai diante de vós para a Galiléia e lá o vereis como ele vos disse. (Mc 16:7).

A fraqueza humana pode conduzi-lo a fazer algumas mudanças no seu comportamento. O que aconteceu com Pedro é possível acontecer a qualquer indivíduo, essas coisas acontecem para que o indivíduo saiba que ele não é tudo aquilo que ele pensa de si. O orgulho nos faz pensar que somos os melhores, por essa razão é necessário passar por alguns constrangimentos para que ele próprio descubra quem ele é (Pv 29:23). Pedro era o mais encorajado dos discípulos, pois o seu excesso de coragem lhe custara alguns atropelos e consequentemente algumas repreensões de Jesus. Pedro necessitava passar por onde passou para que o galo cantasse, pois muitas vezes o galo da nossa consciência nos desperta para uma nova realidade de vida, depois desse episódio Pedro jamais foi o mesmo, no entanto vale apena aprender essa lição.


Pr. Elis Clementino


terça-feira, 3 de abril de 2018

ESBOÇO 846 MODERAÇÃO, CUIDADO COM A EMPOLGAÇÃO


ESBOÇO 846
TEMA: MODERAÇÃO, CUIDADO COM A EMPOLGAÇÃO
TEXTO: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” Filipenses 4:5

                A emoção pode conduzir o ser humano a um estado de empolgação, entusiasmo ou animação extrema, essa motivação depende do estado emocional de cada indivíduo, ou como ele reage em algumas circunstâncias, essa motivação pode surgir de algum estímulo externo, ou do próprio indivíduo. A empolgação pode induzi-lo a precipitação e através dela sofrer as consequências, pois a pessoa empolgada pode tomar decisões precipitadas e perigosas, de maneira que não somente ela sofrerá as consequências, mas também as pessoas que estiverem em volta. O Indivíduo pode se empolgar com qualquer coisa, às vezes ele começa a falar sobre algo que lhe empolgou repetindo muitas vezes as mesmas coisas, ai agente escuta e já percebe qual o desfecho ou no que vai dar.

1. A empolgação
É uma ação de empolgar-se, um excesso de animação como Já disse anteriormente que é um sentimento de animação exagerada quando há algo realizou ou a realizar, essa animação chama a atenção das demais pessoas. A empolgação irrefletida é perigosa, porque a pessoa motivada de maneira exagerada está predisposta ao erro, portanto o empolgado tem uma sensação de poder e não tem a capacidade de enxergar os riscos que há pela frente. Ex: Um motorista neófito ainda não tem a experiência de estrada, e às vezes se empolga na direção para apresentar as outras pessoas ter habilidade na direção, quando na realidade não há, apenas duas coisas ele pensa que tem (1) o que ele está guiando, e que pode se tornar uma arma perigosa; (2) e o conhecimento das suas próprias limitações, ou seja, ele não conhece seus limites e tão pouco o do veículo, essa animação pode resultar em acidentes graves como acontece em muitas rodovias. O empolgado tem a sensação que pode tudo, até ele um dia entrar na contramão da vida e sofrer as consequências, se não morrer, ele vai ter que parar e refletir dali por diante as suas ações.

2. Chamado ou empolgação
Uma pessoa empolgada em relação ao espiritual acaba atropelando ela mesma e as outras, ele confunde empolgação com chamada, uma pessoa empolgada nesse sentido acha que as coisas devem acontecer repentinamente, mas essa facilidade não traz bons resultados. A chamada de Deus não significa que seja para altas posições, no entanto às vezes é para realizar trabalhos com menos responsabilidades na igreja, outros, porém têm chamadas maiores (Ef 4:11), porém Deus é quem dá a capacidade (2 Co 3:5). Para as chamadas ministeriais se exige mais (I Tm 3:1-7; Tt 1:5-9), essas qualificações morais e espirituais são necessárias, eu já vi pessoas empolgadas se dizendo chamadas por Deus para a obra e até derramar lagrimas pelo canto dos olhos parecendo que tudo aconteceria imediatamente, ora! Todo propósito de Deus para alguém tem o tempo e modo, às vezes demora anos de preparação até que seja nelas aperfeiçoado o querer de Deus, pois nessa direção também é preciso ter cuidado porque a empolgação impensada é perigosa, e por não medir as decorrências que virá pela frente, o indivíduo pode sofrer uma decepção e também causar-lhe um trauma.

3. Dando com o bico na pedra
Nem todo voo alto signifique que nada encontre pela frente, pode ser que se depare uma montanha e dê de bico na pedra e consequentemente todos os sonhos acabem ali na rocha. O voar alto não é atingir o alvo, e nem partida rápida é sinal de chegada, porém dependendo do tipo de competição alguns partem lentos, mas tem boa chegada ao seu destino. Nas pressas da vida nascem às precipitações, elas têm feito com que muitos voarem alto e dessa abatido, muitos partirem com toda força, correram e não alcançarem o prêmio. A empolgação precipitada não corresponde com a realidade que há pela frente, isso pode causar-lhes vergonha e decepções, uma das melhores recomendações é a de Paulo (I Co 9:24-26), devagar e sempre, porém sem perder o alvo, a vitória não é dos ligeiros e nem da força que tem (Ec 9:11).

4. As consequências
Os empolgados e os emotivos são capazes de realizar algo que os outros não tenham coragem de fazer, em muitos casos eles recebem incentivos de alguém para tal. Muitas vezes empolgamos pessoas para determinadas coisas sem sabermos se elas terão a capacidade de controlar as suas emoções, e se algo der errado para aquela pessoa certamente nos sentiremos culpados, e quem recebeu os incentivos e sofreu as consequências ficará desconfiado com quem lhe aconselhou e incentivou, entretanto os resultados são praticamente inevitáveis. Com efeitos negativos resultante de uma empolgação o indivíduo poderá ficar traumatizado, e não ter mais ânimo para nada. Devemos ter cuidado com os incentivos que damos as pessoas, você não conhece o seu potencial e tão pouco as suas limitações emocionais.

                Cada indivíduo deve controlar as suas emoções em tudo o que for realizar e isso faz parte do planejamento, ser comedido é senso de responsabilidade, Jesus disse que tudo o que for realizar planeje (Lc 14:28). A empolgação desmedida pode se transformar em uma decepção em todos os sentidos da vida seja, na vida profissional, sentimental e religiosa. Na igreja geralmente os novos convertidos se empolgam e desejam voar alto, contudo faz-se necessário o seu líder ensiná-lo a manter o controle das suas emoções. Uma criança nos seus primeiros anos de vida ele não tem noção de perigos, no entanto é preciso que os pais controlem seus impulsos, por isso o apóstolo Paulo e Pedro falou que nem todo tipo de alimento ele pode comer (I Co 3:2; I Pe 2:2), o desenvolvimento vem conforme o alimento, se não aprendeu, começa tudo de novamente  “Embora a esta altura já devessem ser mestre, precisam de alguém que ensine a vocês novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! (Hb 5:12). Empolgar-se e desejar coisas altas quando ainda não tem preparo se constitui um perigo para a fé. Cuidado! O indivíduo empolgado ou animado exageradamente parece contrair a glória para ele. “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei para a glória de Deus” I Coríntios 10:31.

Pr. Elis Clementino – AD Excelência

sexta-feira, 30 de março de 2018

ESBOÇO 845 OS PERIGOS DO RANCOR


ESBOÇO 845
TEMA: OS PERIGOS DO RANCOR
TEXTO: HEBREUS 12:15

                Na Bíblia encontramos advertências para todas as finalidades, elas são importantes para a conduta humana, inclusive ela também fala sobre o rancor, ele tem sido a causa de muitos males neste mundo. As pessoas que conseguem controlar esse sentimento são capazes de evitar muitos problemas nos relacionamento. O escritor aos hebreus enfatiza a cautela sobre o rancor, ele é uma espécie de raiz de amargura que pode ocasionar algum ato alheio a nossa vontade, a carta aos hebreus era alcançar os cristãos da diáspora, ou seja, aos cristãos dispersos, pois esse sentimento amargo poderia implicar no desenvolvimento espiritual deles.

O rancor – é uma aversão intensa ou ressentimento amargo, motivado por algumas circunstancias, ou uma lembrança amarga de algum acontecimento. O rancor tem as suas implicações, pelo menos podemos citar algumas delas como: criar muros difíceis de derrubar; isolar as pessoas das outras; dissensões e ofensas, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19, pois as contendas são como ferrolhos e trancas fortes de castelos e difícil de se romper. Existem pessoas muito sentimentais e por qualquer coisa se trancam e se isolam guardando mágoas por muitos anos, esse sentimento não deve ser alimentado, por isso essas pessoas tem dificuldade em perdoar, podendo resultar em vingança e tragédia. O rancor se guardado e alimentado pode resultar na destruição do próprio indivíduo, por isso é recomendado nas escrituras ter um espírito flexível, mas para isso faz-se necessário o indivíduo ter domínio próprio (Gl 5:22). O rancor além dos males citados ainda pode causar a destruição do lar, e de uma família inteira, principalmente quando os cônjuges alimentam rancor, somente o amor é capaz de desfazer qualquer inimizade (Cl 3:19).

Rancor entre cristãos
Muitos cristãos não têm conseguido ter domínio sobre esse sentimento, mas isso não é novidade entre eles, nessa parte perecem que estão muito longe de conseguir. A intolerância entre os cristãos estão ficando cada vez mais acirrada, muitas vezes essa situação é gerada pelos próprios líderes religiosos, enquanto a sua própria igreja reprova. Intolerância gera conflitos entre os próprios cristãos, isso é muito diferente do que é recomendado em (Lv 19:18). Há exemplo na Bíblia de quem devia ficar rancoroso foi José do Egito, pelos fatos de ele ser rejeitado pelos seus irmãos, humilhado, tentaram matá-lo, venderam-no como escravo, na casa de Potifar, foi acusado de estupro, ficou preso, mas no momento da sua exaltação devido a sua nomeação como governador do Egito ele teve domínio próprio e perdoou seus irmãos (Gn 45:3-15), veja outro exemplo a ser considerável, Ana, mãe de Samuel era provocada por Penina, mulher de Elcana, isso a angustiou muito, ela não conseguia mais comer bem porque era estéril, por isso ela se considerava desprezada pelo Senhor, no entanto ela falou ao Senhor sobre o seu rancor admitindo a sua angústia, ela não revidou ao ser tratada pelo sacerdote de mulher embriagada, no entanto a sua vitória se deu através de um coração desprovido de rancor, mas cheio de humildade e fé (I Sm 1:10-2:21).

Amados, não vos deixeis ser vencido pelo rancor, se der lugar a ele provavelmente sairá pela boca, ele se transformará em queixas e murmurações (Jó 6:2,3; 7:11; 10:1; 16:6-16; 23:1-4), a boca fala do está cheio o coração (Mt 12:34-37). O rancor excita o ódio, uma das maiores exortação foi dada por Paulo a igreja de Éfeso (Ef 4:31,32; I Pe 4:8), pois é exatamente o que precisamos ultimamente, o rancor é proveniente ao apego das coisas ruins (Fp 3:13), e isso precisamos deixar para trás e fazer o que deve ser feito como disse Paulo aos (Fp 3:13. Quando guardamos rancor não queremos perdoar nossos irmãos, principalmente quando eles nos magoam, não deixemos o sol se por sobra a nossa ira (Sl 4:4; Ef 4:26), a unidade dos cristãos “corpo de Cristo” era imprescindível para Paulo. Irmãos tenhamos o mesmo interesse de Paulo nesses últimos dias, Jesus está voltando.

Pr. Elis Clementino