terça-feira, 11 de setembro de 2018

ESBOÇO 877 MODELO DE VIDA CRISTÃO


ESBOÇO 877
TEMA: MODELO DE VIDA CRISTÃO
TEXTO: I PEDRO 1:13-25.

                Cada pessoa tem o estilo de vida que lhe é peculiar, mas que este deva ser de maneira que lhe cause honradez e bom nome “O mais digno de ser honrado é o bom nome”, (Pv 22:1). Muitos cristãos não levam em consideração algumas características importantes que devam acompanhar-lhes, e por isso se torna difícil de viverem bem, por essa razão devemos entender que existem regras igualitárias para todos, elas devem ser lembradas e obedecidas. Na Bíblia existem preceitos que foram estabelecidos por Deus para que toda criatura tenha com o criador uma vida devocional saudável, esse princípio deve acompanhá-la por toda vida, pois esse é o modelo exigido por Deus para todos, principalmente os cristãos da atualidade, para terem uma vida de santidade todos os dias (Lc 1:75).

1. As características morais e espirituais.
As características morais influem diretamente na conduta espiritual.

1.1. Morais
1. Em tudo ser exemplo e andar dignamente (Ef 5:8. Cl 1:10; 2:6; 1 Tm 4:12: Tt 2:7; 1 Pe 5:3);
2. Servir de modelo para os outros (At 20:18; Fp 3:17; Fp 4:9; 2 Ts 3:7;. 2 Tm 3:10);
3. Linguagem sã e irrepreensível (Fp 2:15; Tt 2:8);
4. Não entrar em questões alheias (1 Tm 5:22);
5. Não serem orgulhosos e nem se gloriar e nem louvar-se a si mesmo (1 Co 1:31; 2 Co 3:5b; 2 Co 10:17,18; 1 Co 3:18);
6. Manter o domínio próprio (1 Co 6:12b);
7. A ninguém julgar precipitadamente (Mt 7:1; 1 Co 4:5; Rm 2:1; Rm 14: 4,10,13);

1.2. Espirituais
1. Conservar o modelo das sãs palavras (2 Tm 1:13; 2 Tm 3:14; Tt 1:9; Hb 10:23);
2. Ter uma vida de completa santidade (Lc 1:75; 1 Ts 5:23).
3. Não se embaraçar com as coisas desta vida (1 Co 9:25; 2 Tm 2:4);
4. Fugir das paixões da mocidade (1 Ts 5:22; 1 Tm 6:11; 2 Tm 2:22);
5. Que o vosso amor seja conhecido de todos, amor exemplar (Fp 4:5).
6. Procurar ter uma boa consciência (At 23:1; At 24:16);
7. Deixar tudo e seguir esse exemplo (Ef 4:17-31).

2. Entendendo os problemas da vida para manter o modelo de vida cristã.
Quem observar cuidadosamente a palavra de Deus será próspero (Dt 28:1-8), mas devemos entender que as bênçãos advindas não nos isenta das aflições (Jo 16:33b), não é por ser abençoado e servo de Deus que os contratempos não aconteçam, porém, mesmo com todos as aflições aquele que é obediente a Deus e nele confia a possibilidade de triunfar será muito maior (Fl 4:13; Jo 5:15; 2 Co 12:9).

Podemos crescer em meio à crise, essa é uma maneira de Deus exaltar alguém que esteja dentro dos seus propósitos, pois é sofrendo que amadurecemos e adquirimos experiências (Rm 5:3; Tg 1:3,4,12). Crescemos porque as adversidades nos forçam a buscar saídas e descobrir novos caminhos. Paulo sabia que as perseguições, sofrimentos e prisões sofridas contribuíram para o bem do evangelho (Fl 1:12-26). Se o individuo não for abençoado da maneira que gostaria de ser não significa que ele esteja debaixo de maldições, pois Deus criou todas as coisas cada qual para o seu próprio fim (Jó 1:21; 2:10; Pv 22:2).

A obediência aos mandamentos divinos é um bom princípio para obedecer às leis estabelecidas pelos homens como regras para viver bem. É importante apresentar boas características tanto na vida moral quanto espiritual, pois o sucesso espiritual depende muito das nossas qualidades, mas para isso existem os obstáculos que se impõem contra as nossas vontades de melhorar os nossos caminhos, porém o cristão deve ter a consciência que os obstáculos não influencie negativamente sobre a nossa vida moral e espiritual. Os nossos fracassos não devem ser atribuídos a Deus e sim a nós mesmo, ora, toda geração padece (Rm 8:18-23), mas quando correspondemos com a vontade de Deus, ele nos abençoará e nos fortalecerá nos tornando vencedores (Rm 8:37). O nosso modelo de vida cristã deve ser constante e em quaisquer que sejam as circunstâncias, principalmente nós líderes religiosos cristãos, o nosso modelo deve servir de exemplo para os fiéis “Sê exemplo dos fieis”.

Pr Elis Clementino - AD Excelência

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

ESBOÇO 876 O AMOR EM AÇÃO


ESBOÇO 876
TEMA: O AMOR EM AÇÃO
TEXTO: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (GÁLATAS 5:14; LUCAS 10:29-37)

            Em uma parábola Jesus apresenta quem verdadeiramente quem é o próximo e expõe a importância da prática do amor. Na narrativa aparecem quatro personagens, sendo que dois deles com maiores responsabilidades, um sacerdote e um levita, o terceiro é um samaritano, o quarto um desconhecido, isso significa que não importa quem. Os sacerdotes e levitas tinham tudo a ver porque eles eram defensores da sociedade e proteger a vida e levá-las a Deus, o samaritano também era religioso, mas não tinha a responsabilidade que pesava sobre os ombros dos sacerdotes e levitas. O âmago dessa parábola é o amor ao próximo

1. O sujeito do episódio
Descia um homem para Jerusalém e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o desposaram e o espacaram deixando-o quase morto. A bíblia não relata quem era aquele homem e o seu nome.

2. O Sacerdote
Os Sacerdotes tinham atribuições importantes no cuidado do altar, dos sacrifícios e do povo perante Deus, havia uma relação entre sacerdotes e levitas, eles representavam a religião os sacerdotes e a prática da religião. O exercício do amor ao próximo abrange a todas as pessoas sem importar que classes sociais pertencessem, pois aos sacerdotes incluíam o dever de socorrer até os animais (Dt 22:4; Hb 5:1), mas ele passou e olhou, mas não com sentimento de compaixão e dor pelo próximo.

3. O Levita
As atribuições dos levitas eram cuidar dos sacerdotes, das orações, da limpeza, dos suprimentos, da música e das ofertas, o levita representava as boas obras, tanto o sacerdote quanto os levitas não podiam estar alheios a situação daquele homem, principalmente naquele estado, também eles não podiam ser apáticos nos olhares para com os necessitados, eles não deviam olhar somente com os olhos, mas também com o coração (Mt 13:15; Ef 1: 17,18).

4. O bom samaritano
Ele é a quarta figura principal desta parábola, ele representa o amor e a misericórdia. Em que consistiu a bondade do Samaritano?
(1) Não serviu a si mesmo;
(2) Olhou não somente com os olhos, mas com o coração;
(3) Chegou perto;
(4) Agiu imediatamente com ato de caridade e solidariedade;
(5) Valorizou mais a vida, mas do que o dinheiro ou as coisas;
 (6) Utilizou o seu azeite nas feridas daquele pobre homem, e o pôs em sua cavalgadura.
(7) Ele desceu ao mesmo nível do necessitado, somente conheceremos as necessidades dos outros quando descemos ao mesmo nível, ou seja, sentindo-se igual a ele.

            Esse texto evidencia também a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo e seu amor para conosco quando estávamos caídos e enfermos espiritualmente (Ef 2:1). O maior ato de solidariedade é estender a mão ao próximo na ocasião em que mais ele necessite. Há muitas pessoas nas mesmas condições daquele homem caído à beira da estrada, e pessoas como os sacerdotes e levitas que passaram a passos largos e não demonstraram compaixão por elas. O samaritano é a expressão da bondade do amor e da misericórdia ao próximo, por isso Jesus o qualificou de bom. O homem caído meio morto não é identificado, isso indica que não devemos olhar a quem, o que mais importa e o exercício do amor, a atitude do samaritano nos deu a ideia do quanto à vida é valiosa, ele, porém, pôs o pobre homem na sua cavalgadura e levou-o para estalagem pagou uma quantia para cuidarem daquele homem, notem que ele valorizou a vida mais do que as coisas, ele também reconhecia que o seu dinheiro diante da vida nada valia. Como você tem olhado para o próximo? Saiba! O ato de solidariedade não tem preço.

Pr. Elis Clementino

domingo, 2 de setembro de 2018

ESBOÇO 875 JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS


ESBOÇO 875
TEMA: JESUS, O RESTAURADOR DE VIDAS
TEXTO: “Vá em paz e não peques mais” JOÃO 8:1-11

                Desde o começo da história da humanidade existem preconceitos em relação a pessoas de classes sociais, deficientes físicos, leprosos, cegos e outros tipos de enfermidades, da mesma maneira os que cometiam alguns crimes na sociedade, ou vivessem de maneira irregular socialmente como os criminosos, ladrões e prostitutas. Essas pessoas eram tidas como inservíveis a sociedade, além disso, havia um conceito de que elas estavam nessa situação porque seus pais haviam cometido algum tipo de pecado grave diante de Deus.

O sacerdócio
As pessoas que tivessem problemas sociais, e físicos seriam desqualificadas para exercer funções de sacerdote levítico, pois elas eram consideradas impuras conforme determinava a lei mosaica (Lv 21:1-23). Atualmente, mesmo com as mudanças sociais ainda existem pessoas que são excluídas por esses e outros motivos. Enfocarei nesse assunto que a evolução social contribuiu para que muitas pessoas não fossem mais excluídas na sociedade, inclusive as portadoras de necessidades especiais através da acessibilidade e direitos de oportunidades em todos os âmbitos sociais como se vê nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

O Ministério de Cristo
Durante o seu ministério Jesus observou que as diferenças continuavam em relação a essas pessoas. Elas eram excluídas por motivos de enfermidades, condições sociais e religiosas, muitas delas a partir do encontro que tiveram com Jesus começaram a serem valorizadas, para ele nada justificava uma pessoa ser excluída da sociedade, e que todas elas careciam de uma oportunidade para ser integrada a sociedade, e isso ele fez com muitos.

- Os dez leprosos, eles não podiam conviver normalmente com a sociedade e teria que serem isolados em uma área afastada “arraial” da cidade (Lc 17:11-19);

- A mulher Tiro e Sidon, essa mulher não teria direito por ser uma gentia, mesmo assim pela sua humildade recebeu a vitória (Mt 15:21-18);

- A mulher do fluxo de sangue que também era limitada na sociedade da época (Lc 8:46-48);

- Vários cegos foram curados, o que mais se destacou foi o de Jericó que clamava pelo filho de Davi (Mc 10:46-52);

- Os paralíticos, muitos deles foram curados regressando a sociedade e aptos para começar a trabalhar “toma a tua cama e vai para a tua casa”.

- A mulher samaritana, pela diferença religiosa os samaritanos eram separados dos judeus, mas com o encontro que ela teve com Jesus a sua história mudou completamente, além de derrubar a barreira entre judeus e samaritanos (Jo 4:4-6). Como cristãos precisamos seguir o exemplo de Cristo e derrubar muitas barreiras sociais e religiosas que existem em nossos dias, inclusive as denominacionais que são muito mais persistentes.

- A mulher pecadora, a mulher adúltera não teria direitos iguais às mulheres em condições sociais normais, ou seja, as casadas. As adúlteras eram repudiadas e seriam apedrejadas caso fossem encontradas em pleno ato de adultério, essa era a regra mosaica (Jo 81-11).

- Zaqueu era um servidor público e talvez envolvido com a corrupção, por isso muitos, e até os discípulos ignoraram e criticaram Jesus por ele ter entrado em casa de Zaqueu e comer com ele. O que interessava para Jesus era a alma daquele pobre homem, que ao adentrar em sua casa e diante de Jesus ele fez uma comovente e humilde declaração diante dos presentes, a qual o Mestre ratificou e disse: “Hoje entrou salvação nesta casa”

                Devemos deixar de lado as diferenças e abraçar as pessoas ajudando-as, principalmente aquelas que tenham a sua auto-estima em baixa por causa do preconceito e a descriminação por alguns motivos seja pelos valores morais, enfermidades e espirituais. O alvo maior de Jesus Cristo não era somente restaura a saúde física das pessoas, mas restaurá-las moralmente, emocionalmente e espiritual, curando-as e perdoando-as para que retornassem a sociedade de maneira digna e saudável. Atualmente podemos também tratar das pessoas ajudando-as, principalmente a menos favorecidas e esquecidas pela sociedade em que vive. Rejeitemos qualquer tipo de preconceito, porque ele resulta em exclusivismo e intolerancia, o importante é nos aproximar de todas as pessoas visando o seu bem estar e conduzi-las aos pés de Cristo. Ajudar as pessoas independentemente do seu estado moral, espirituais e enfermos é um dever cristão.

Pr. Elis Clementino – AD Excelência

terça-feira, 14 de agosto de 2018

ESBOÇO 874 LIÇÃO DE FIDELIDADE


ESBOÇO 874
TEMA: LIÇÃO DE FIDELIDADE
TEXTO: JEREMIAS 35:6-10

                Deus tem métodos para nos ensinar à altura daquilo que precisamos aprender. O Senhor precisaria ensinar ao seu povo as coisas que o povo não estava levando a sério princípios que eram fundamentais para ser identificado como o seu povo. Deus falava com o povo e ele não dava a mínima importância, ou seja, recusava a escutá-lo, portanto o Senhor resolveu fazer uma analogia entre dois grupos de povos, os recabitas e o seu povo Israel. Deus mostra ao profeta à necessidade de corrigir Israel aplicando sobre eles o modelo de vida dos recabitas e como eles eram obediêntes as ordens estabelecidas pelos seus pais (Jr 35:6-10).

A mensagem profética
Jeremias foi escolhido por Deus para transmitir as mensagens divinas ao povo de Deus, as suas mensagens enfatizam o arrependimento e a conversão a Deus, isso era um bom princípio para que as bênçãos divinas viessem sobre o seu povo Israel e o seu juízo se desviasse dele. O povo de Deus não estava dando importância à voz do Senhor e nem guardava os seus mandamentos, naquele momento Deus deu uma missão a Jeremias ir à casa dos recabitas e ver como ele procediam diante dos princípios deixados por seus pais (Jr 35:2), Deus iria mostrar a obediência dos recabitas e a desobediência de Israel.

Fidelidade aos princípios deixados por seus pais
Um povo nômade estaria servido de lição para o povo de Deus por guardarem os princípios deixados por seus pais, e que deveriam guardá-los até o fim, estes eram: (1) Não beberem vinho; (2) Não edificarem casas; (3) Não semearem sementes; (5) Não plantar vinhas; (6) Habitar em tendas (Jr 35:6,7). Os recabitas obedeceram à risca tudo quanto Jonadabe filho de Recabe seus pais lhes ordenaram (Jr 35:8). O modelo de vida deles serviria seria uma lição de obediência para o povo de Deus, porque Israel não dava importância aos mandamentos estabelecidos por ele. O Senhor não havia exigido essas coisas a Israel, mas mostrar-lhe que a prosperidade se daria pela obediência e trabalho. Israel deveria ter uma vida exemplar e compromissada com Deus, no entanto isso não estava acontecendo, seu povo não queria obedecê-lo, isso ocorre ainda hoje com muitas pessoas que se dizem servior a Deus, mas não são fieis aos seus princípios, mesmo o conhecendo de perto. (Ora! Se a nossa justiça não exceder a dos recabitas e não leais aos principios divinos não chegaremos ao reino dos céus) (Mt 5:20).

Os recabitas tinham princípios deixados pelos seus pais e estes eram inegociáveis, a fidelidade a eles estava acima de tudo (bons princípios não se negociam). O profeta foi à casa dos recabitas para dar-lhes vinho a beberem, mas Deus já sabia qual a resposta dos recabitas, e que eles não abriria mão das ordens deixadas por seus pais (Jr 35:6), essa seria uma boa lição para aqueles que conheciam a Deus e não guardavam os seus mandamentos.

O julgamento divino
Os israelitas foram julgados pelos seus atos de infidelidade ao Senhor, pois o mal que o Senhor Deus havia falado contra eles não removeria (Jr 35:17). Os recabitas foram abençoados por Deus com promessas pela fidelidade aos princípios dos seus pais (Jr 35:18,19), da mesma maneira o povo de Deus seria abençoado se obedecessem ao Senhor.

                Atualmente podemos notar que muitos cristãos não têm levado a sério a sua fidelidade aos princípios divinos, eles estão fazendo o contrário dos recabitas que guardavam as ordenanças dos seus pais. Existem pessoas não cristãs que tem testemunhos de vida melhor do que certos cristãos, elas aprenderam e guardam o que seus pais lhes passaram a respeito da sua moral e religiosidade. Deus estava mostrando a Jeremias que os recabitas obedeciam criteriosamente os ensinamentos que receberam, porém o seu povo não fazia caso algum dele e nem da sua palavra (Jr 35:14-16), assim o julgamento sobre o seu povo seria severo, Deus não retiraria o mal que havia falado contra o seu povo, equanto aos recabitas sobre eles vieram as boas promessas divinas (Jr 35:17-19). Se formos fiéis a Deus certamente ele nos abençoará.

Pr. Elis Clementino

sábado, 11 de agosto de 2018

ESBOÇO 873 DIÓTREFES, MAL OBREIRO.


ESBOÇO 873
TEMA: DIÓTREFES, MAL OBREIRO.
TEXTO 3 JOÃO 1-15
 “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura entre eles a primazia, não nos recebe...”. 3 João 9-11.

A fraqueza do indivíduo pode conduzí-lo a comportamentos que comprometam tanto a si quanto as outras pessoas, inclusive a própria obra de Deus. Essas coisas têm acontecido com muita frequência, principalmente no meio cristão, onde também existem pessoas de todas as naturezas, boas, ambiciosas, egoístas e desobedientes etc. O Apostolo João escreve a terceira carta a uma das igrejas do qual ele era presbítero para tratar de assuntos atinentes aos problemas existentes naquela igreja. Trataremos nesse assunto sobre o teor da carta e o péssimo exemplo do obreiro Diótrefes, bem como o belo exemplo dos obreiros Gaio e Demétrios. Esse assunto é de grande acuidade para os dias de hoje, a péssima conduta de Diótrefes serve exemplo para todos obreiros, principalmente os que aspiram e outros iniciantes.

I. Endereço da carta
A carta foi escrita por João provavelmente em Éfeso nos anos 90 d.C. dirigida ao amado Gaio, presbítero da igreja, ele foi mencionado na Macedônia como sendo companheiro de Paulo em sua terceira viagem missionária, Gaio se mantinha fiel ao ancião daquela igreja “João”, por essa razão ele recebeu elogios. Três personagens são citados por João na carta: Gaio, Diótrefes e Demétrio.

II. O propósito da carta
Corrigir problemas existentes naquela igreja, e enfrentar um obreiro chamado Diótrefes, esse obreiro gozava de grandes prestígios naquela igreja, mas nele havia algo ruim que precisava ser corrigido (1) Não considerava a liderança de João; (2) Era egoísta, toda primazia seria para ele; (3) Não era hospitaleiro para com os professores missionários que por ali passavam. Na carta João aborda a responsabilidade pessoal envolvendo falsos ministros.

III. Quem era Diótrefes?
Não se sabe muito sobre ele, porém Diótrefes era convertido ao cristianismo e aspirava ser líder da igreja e excluir qualquer outro que ameaçasse a sua liderança. O significado do seu nome era “alimentado por Júpter” ou Zeus, deus da mitologia greco-romana. Diótrefes era cheio de superstições pagãs, e ambicioso por glórias humanas, ele cresceu orgulhoso, arrogante e apinhado de prepotência, incapaz de respeitar as autoridades, principalmente as da igreja na época, o apóstolo João foi um deles. Diótrefes foi atraído pelo cristianismo e professou a sua fé em Cristo e tornou-se membro da igreja local, ele passou a ter uma grande influência na igreja até chegar a ser ordenado a Ministro do Evangelho. Elevou-se entre as lideranças da igreja, mas havia algo que estava guardado no seu coração, o ciúme doentio ao ver a influência do apostolo João como líder da Igreja, ele aspirava altas posições, era indomável, presunçoso e orgulhoso e não aceitava João, pressupõe que ele era quem aparecia diante das outras pessoas como líder da igreja e tinha algumas atitudes estranhas e inconvenientes, com essas atitudes ele prejudicava o bom andamento da obra. A carta endereçada a Gaio pedia-lhe que houvesse hospitalidade para com os missionários que por ali passassem, já que Diotrefes não os recebiam, ele era ciumento gostava exercer a primazia, ele sempre procurava estar em destaque, esse era o seu prazer, ele não punha em pratica os ensinamentos de Jesus (Mc 10.44), além do mais ele não estava disposto a sofrer pela Igreja, mas se ufanava através dos trabalhos fundados pelo outros. Demonstrava defender a justiça social, com isso ele promovia a justiça própria e não a divina.

As pessoas com características de Diótrefes sempre busca aquilo que é do seu interesse, ele fingia que estava a serviço de todos, mas arquitetava a tomada do poder para sustentar a sua primazia, para isso ele tinha habilidade, influenciava as pessoas com a finalidade de alcançar a supremacia, usava a demagogia como muitos usam nos dias de hoje, ele só pensava em si, cuidava dos seus próprios interesses. Diótefes era do tipo de obreiro que não comparecia as reuniões que tivesse a frente outra liderança, e quando estava presente tratava com descaso quem estivesse liderando a reunião, como também os trabalhos organizados pelos outros colegas, ele desestimulava qualquer pessoa que tivessem interessadas ajudar no desenvolvimento da Igreja e do evangelho, o que ele mais gostava era de ser louvado, se fosse hoje, certamente ele gostaria de está na mídia, na televisão, jornais, nas redes sociais, ou seja, nos meios de comunicações sendo aplaudido por todos, entretanto o egoísmo estava arraigado no seu coração, pessoas assim não se contentam com nada e nessa corrida menospreza as outras pessoas.

IV. O desprezo a João
Obreiro egoísta despreza o seu líder espiritual e subestima os colegas, contrariando todo o princípio cristão. Diótrefes não considerava João, mesmo sabendo que ele havia sido discípulo do Senhor, embora os demais membros da Igreja tivessem uma grande consideração a João como “pai espiritual” menos Diótefes, principalmente quando o ouvia pregar, enquanto João pregava, ele resmungava, era um procedimento maligno, não aceitava os enviados de João, muito menos ouvi-lo pregar e visitar a igreja, mas a admirável coragem de João não retrocedia e nem se intimidava com tais atitudes de Diótrefes. João era obreiro de verdade e tinha convicção de sua chamada. O mau comportamento de Diótrefes é de grande valia para os dias de hoje, principalmente em relação a aqueles que desejam o episcopado.

            Devemos ter muito cuidado para não agirmos da mesma maneira de Diótrefes. Consideremos os homens de Deus, deixe de lado toda arrogância e exaltação prefira o caminho da humildade, apreenda o que disse o apóstolo Paulo: - “cada um considere o seu irmão superior a si mesmo” (Fp 2.3), o obreiro tem a responsabilidade de servir de modelo para o rebanho. O obreiro Diótrefes não tinha atributos para viver em harmonia, era um dominador e brigão, ele não reconhecia a legitimidade de João como apóstolo de Cristo, pois ele queria ter a primazia de apostolo no lugar de João, em compensação havia na igreja dois obreiros que foram elogiados por João por terem comportamentos excelentes Gaio e Demétrio, estes eram obreiros de verdade. Os bons obreiros com seus bons exemplos podem contagiar os mais novos.

Pr. Elis Clementino – AD Excelência