quarta-feira, 28 de novembro de 2018


ESBOÇO 886
TEMA: OS DOIS MAIORES MANDAMENTOS
TEXTO: MARCOS 12:30,31

Os dois mandamentos citados por Jesus são paráfrases dos escritos antigos para torná-los mais inteligível, ou seja, compreensível. Muitos estudiosos e doutores da lei daquela época procuravam cumprir a risca toda a lei mosaica, portanto de alguma maneira eles procuravam apanhar Jesus em alguma contradição na interpretação da lei. No texto que destacamos esses doutores lhes perguntaram qual seria os maiores mandamentos, o referido texto está escrito nos evangelhos de Mateus e Marcos.

Qual o maior mandamento?
Um dos mestres da lei ouvindo Jesus sendo interrogado e dando respostas precisas aproximou-se e lhe fez essa pergunta: “De todos os mandamentos, qual é o mais importante?” De maneira coletiva chamando a atenção de todos respondeu apresentando a eles o segundo mandamento (Mc 12:30,31) dizendo: “não existe mandamento maior do que estes.”

Amar o próximo
Na lei de Moisés estava incluída os cuidados de alimentar os pobres e os estrangeiros, era uma ordem de Jeová (Lv 19:9,10; 23:22), foi nessa ocasião que Noemi foi beneficiada (Rt 2:1-3), contra esse mandamento não há lei.

Aos inimigos
A bíblia recomenda atender a necessidade até dos nossos inimigos (Ex 23:4,5; Pv 25:21; Pv 12:20). Jesus ensinou que devemos amar os nossos inimigos (Mt 5:44; Lc 10:33-36), se os nossos inimigos caírem não devemos nos gloriar (Pv 24:17), pois fazer o bem sem olhar a quem é um principio importante.

Quem é o próximo?
A aplicação da lei do amor é uma necessidade universal, o amor é à base de todo bem, quando pomos em prática estamos provando que amamos a Deus (I Jo 3:17; 4:3,20). Certo conhecedor da lei perguntou a Jesus o que devia fazer para entrar na vida eterna, Jesus perguntou-lhe: você conhece os mandamentos, ele respondeu conheço e como você a lê? Mas quem é o próximo? Perguntou ele um seguidor da lei.

Parábola
Com muita sabedoria Jesus apresentou uma parábola para mostrar-lhe quem seria o próximo dizendo: Decia de Jerusalém para Jericó um pobre Judeu que caiu nas mãos dos salteadores, e este ficou quase morto, mas no momento passando pelo mesmo caminho um sacerdote que viu o pobre homem e nada fez, ora, um sacerdote tinha o dever não somente de cuidar dos sacrifícios e pecados do povo teria também a obrigação de cuidar das pessoas, o sacerdote representava a religião que envolve a preservação da vida. Após este passou também um levita, este foi instituído por Deus capa cuidar do templo, das pessoas e dos louvores a Deus, ele também ignorou a situação daquele homem, mas após ele passou também um viajante e este era samaritano, que também poderia fazer o mesmo, até porque podia se tratar de um judeu e recusar fazer algo por causa da rivalidade entre Judeus e Samaritanos, mas ele fez exatamente o contrário, ele cuidou do homem passando azeite nas suas feridas e colocando-o em sua cavalgadura o levou para ser cuidado em uma estalagem pagando uma primeira quantia e de volta se necessário pagaria o restante, esse homem priorizou a vida dando prova do amor ao próximo.

                A lição foi entendida pelo perito da lei, o amor ao próximo é enfatizado em todas as escrituras. O apóstolo Paulo foi muito mais adiante (I Co 13:1-7). Foi importante a atitude do samaritano, ela seja posto em prática, principalmente os cristãos que se digladiam e afastam cada vez mais a possibilidade de agir como aquele samaritano, isso tem sido um entrave e escândalo para a igreja da atualidade, não precisamos ir muito longe para observarmos a maneira como agem certos religiosos e líderes cristãos nas redes sociais, pregam pouco e pede muito, isso é uma vergonha, esses são verdadeiras pedras de tropeço para a igreja. Muitos pastores líderes não tem nenhuma preocupação com as pessoas, são verdadeiros exploradores, trabalham na obra para encher seus tesouros e luxarem, muitas vezes tirando proveito daqueles que não tem e dão as suas ofertas e dízimos para que eles gozem desses valores fora do país levando uma vida de luxo, enquanto outros obreiros passam fome e com certeza serão abandonados com as suas famílias a própria sorte no futuro. São poucos os líderes que cuidam dos seus obreiros e reconhece o trabalho deles, esses são verdadeiramente chamados por Deus e comprova o amor pelas pessoas investindo na obra, eles servem de modelo para as gerações futuras para que sejam desprovidas da ganancia pelo ter, há uma grande diferença entre o ter e o ser, essa diferença deve ser levada em consideração. Deus nos guarde, não devemos seguir o exemplo dos mercenários que abandona as suas ovelhas e vão viver o exterior o seu bel prazer com altas aposentadorias à custa dos humildes que sacrificam a vida das suas famílias para sustentá-los, a lei do amor é para todos, fazer o bem também, aquele que pode fazer e não faz peca.

Pr. Elis Clementino


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

ESBOÇO 885 OS PERIGOS DA INSENSATEZ.


ESBOÇO 885
TEMA: OS PERIGOS DA INSENSATEZ.
“Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e inutilizar o ungüento do perfumador, assim é para o famoso em sabedoria e em honra um pouco estultícia.” Eclesiastes 10.1

Uma mosca, inseto que aos nossos olhos é insignificante para estragar o perfume de um perfumista, entretanto ela tem a capacidade de deteriorá-lo, não somente o perfume como também contagiar os alimentos.  A lição é: um pouco de insensatez pode destruir os bons feitos de muitos sábios. “O fulano é tão inteligente, mas um pouco da sua insensatez desmereceu a sua inteligência”. Muitas vezes os nossos planos são magníficos, mas um pouco da nossa insensatez pode estragar todos eles. (I Co 5.6). Comentarei neste assunto sobre a insensatez, a prudência e as pequenas falhas que podem estragar grandes projetos.

I. Definição
Insensatez - esse substantivo feminino caracteriza a insensatez ou atitude de quem é insensato; falta de juízo, tolice, loucura; resultante da falta de bom senso, de ponderação; imprudência loucura.

II. A insensatez
1. O insensato pela sua loucura constrói a sua casa sobre a areia, e com a sua própria insanidade a derruba (Mt 7.26). A insensatez tem conduzido muitas pessoas à desgraça, “Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.” (Pv 13.16; 12.23; 15.2).

2. Ela está cada vez mais habitual na vida de muitas pessoas, principalmente naquelas que menos esperamos. Isso é visível em todos os seguimentos da sociedade, inclusive no mundo cristão. A insensatez tem gerado escândalos que prejudicam o crescimento do reino de Deus na terra.

3. A mosca morta significa as nossas pequenas atitudes, sejam elas, em expressões, ações ou atitudes irrefletidas. O insensato expõe tudo o que há dentro dele, isso constitui-se um perigo principalmente no mundo atual.

(O rei Ezequias após ser curado milagrosamente, recebeu uma embaixada do Rei de Babilônia (Merodaque - Baladã) trazendo consigo presente para ele, o problema não era receber a visita, mas ter a insensatez de mostrar tudo o que havia em sua casa, inclusive os seus tesouros, isso não pareceu bem aos olhos do Senhor, por isso foi repreendido pelo profeta Isaías declarando-lhe as consequências (2 Rs 20.12-18).)

“Basta um pouco de insensatez para desmerecer toda inteligência.” (CLEMENTINO)

III. A prudência é resultante da sensatez
A prudência é a virtude que nos faz prever os perigos, Jesus mostrou aos discípulos o valor e a necessidade dela (Mt 10.16). Os prudentes não edificam a casa sobre a areia, mas, sobre a rocha, seus sinônimos são: Cautela, atenção e prevenção, que são resultados de uma mente sensata. (Mt 7.24,25). A mente sensata e sábia deve ser constante, isso significa ponderarmos bem todas as nossas atitudes somente assim poderemos ter uma vida com menos problemas e saudável (Pv 4.12); “todo prudente age com conhecimento.” Pv 13.16a). Na Bíblia tem muitos exemplos extraordinários de pessoas prudentes; Ester, após uma sentença do Rei para destruir todos os judeus, sabendo ela, interveio em oração e jejum, e de forma sábia e perspicaz até que a ponta do cetro do rei fosse apontando para ela (Et 3. 9; 5.1-5; 8.3-11), a prudência de Ester fez com que Hamã fosse atropelado pela sua própria arrogância, a sua imprudência geriu a própria desgraça (Et 8.7).

O insensato cai na sua própria armadilha (Sl 57.6).

“O prudente vê o mal e se esconde, mas o simples prossegue e sofre a pena.” (Pv 22.3)

“...vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios.” (Ef 5.15).
Necessitamos ser cautelosos, por falta de cautela muitos têm abortados seus projetos, o mais, pessoas consideravelmente inteligentes. Os nossos cuidados devem ser permanentes, pois uma pequena bobagem pode ser tão danosa quanto uma mosca morta no unguento do perfumista, “Um pouco da sua insensatez faz desmerecer toda a inteligência que se tem” (Ec 10.1). “A loucura é a causa de muitas desgraças”. Guardemos as recomendações de Salomão (Pv 9.6; 21.20); Jesus diante dos escribas e fariseus (Mt 23.17,19); Paulo considera os gálatas insensatos (Gl 3.1,3); (Ef 5.17) Devemos abandonar toda insensatez e seguir caminhos que nos levem ao bom senso; (Tt 3.3). "A sensatez deve presidir todos os atos da vida do homem." (Carlos Bernardo González Pecotche)
Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ESBOÇO 884 HOMEM, UM SER LIMITADO


ESBOÇO 884
TEMA: HOMEM, UM SER LIMITADO
TEXTO: Jó 30:26; Sl 90:10

As nossas limitações nos impossibilitam de irmos até aonde queremos e de alcançar tudo aquilo que desejamos. Essas limitações foram estabelecidas por Deus como um controle para que o homem não faça o que queira, e reconheça a soberania divina sobre ele, no entanto, ele não limitou o homem de tal modo que ele não pudesse desenvolver grande parte do seu potencial, mas que ele entenda que as decorrências serão dentro da soberana vontade de Deus. Consultar a Deus, pois a resposta pertence à dele (Pv 16:1,2; Tg 4:15; Hb 6:3)

I. Como saber se o que faço é da vontade de Deus?
1. Conhecendo as escrituras sagradas, nela encontramos a luz que alumia os nossos caminhos (Sl 119:105).
2. Nela encontramos o que se pode fazer ou não.
3. Ela indica que Deus tem um propósito para cada pessoa;
4. Ela faz o homem reconhecer que o querer de Divino prevaleça durante toda a nossa vida aqui;
5. A palavra de Deus mostra que os planos dos nossos corações serão confirmados ou não pelo Senhor. (Pv 16:1-3;19:21).

II. Quais as limitações humanas impostas por Deus biblicamente?
1.       Caminho cercado (Jó 3:23);
2.       Pés no tronco (Jó 13:27; 19:8);
3.       Tempo limitado (Sl 90:10; Ec 8:8);
4.       Vida limitada (Jó 14:1,7; 38:4; Sl 139:5; Sl 105:15,16; Lm 3:7; Ec 12:1-7; Tg 4:14);
5.       Impossibilitado de mudar um fio de cabelo
(Mt 5:36);
6.                  Trabalho árduo, viver do suor do rosto (Gn 3:19; Sl 128:2).
7.       Limitado pelo fator tempo, por isso tem que correr contra ele (Ec 3:1-8);
8.       Conhecimento ou saber limitado (Jó 38:4,8-11; 39:1,2);
9.       Poder limitado (Jó 38:41);
10.               Limitado pós morte, nada podendo levar consigo (Sl 49:17).

III. O que devo fazer diante das minhas limitações?
Desenvolver
1. Não se acomodar.
2. Buscar conhecimento;
3. Ampliá-los
4. Especializar-se profissionalmente na área que escolher.

Devocional
5. Busque em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6:33).
6. Não desperdice tempo (Ec 9:10).
7. Façam investimento no reino dos céus, e nada perderá (Mt 6:19-21);
8. Nada faça para a sua glória (Fp 2:3,4);

IV. Aumentos de dias
1. Obedecendo a Deus I Rs 3:14; Sl 91:16; Pv 3:2; 9:11; Pv 10:27);
2. Ao honrar seus pais (Ex 20:12);
3. Quando cuida do seu corpo, o templo de Deus (I Co 3:16,17; 6:19,20);
4. Um bom estilo de vida pode aumentar

Quando reconhecemos as nossas limitações estamos tendo a oportunidade de desafiar a nós mesmos e avançar em direção ao que desejamos na vida. Devemos saber que tudo é possível, principalmente quando entendemos que para Deus nada é impossível (Jó 42:2; Mt 19:26; Lc 1:37). A humildade diante de Deus e das pessoas nos fazem entender que necessitamos de ajuda das outras, assim também compreender que a nossa vida e projetos dependem de Deus “Ouçam agora, vocês que dizem: "Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro". Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo" (Tg 4:13-15).

Pr Elis Clementino

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

ESBOÇO 883 OS CONSELHOS E SUAS FONTES


ESBOÇO 883
TEMA: OS CONSELHOS E SUAS FONTES
 TEXTO: Belo conselho você ofereceu a quem não é sábio, e que grande sabedoria você revelou! 
Jó 26:3; Pv 13:10.

Todo indivíduo necessita de aconselhar e ser aconselhado para diversos fins na vida, seja pessoal ou espiritual. O aconselhamento serve para ajudar as pessoas a serem aperfeiçoadas em quaisquer finalidades, mas faz-se necessário saber a sua procedência. Conselhos significam; parecer, opinião, sugestão e recomendação sobre qualquer coisa que se pede razão. Cada conselho deve ser analisado antes de ser posto em prática, ele deve vir na hora certa, de forma que produza resultados satisfatórios (Pv 10:17).

I. Fontes
Não é de qualquer fonte de aconselhamento que deve ser recebido (Pv 15:22), e, sim, de pessoas experientes e maduras, ou seja, pessoas idôneas que tenha a capacidade para aconselhar (Ex 18:19-23; 1 Rs 12: 6,7; Pv 11:14), pois dependendo da fonte os resultados podem ser ou não satisfatórios, mediante esse conceito as pessoas devem está sempre atenta.

II. Os Sábios
As pessoas sábias ouvem com atenção os conselhos porque julgam serem importantes, elas reconhecem o seu valor e a sua contribuição. Os sábios ouvem os conselhos cuidadosamente (Pv 12.15; 21.11; 14.15,16).

III. Conselhos que não devem ser ouvidos
Devemos estar distantes dos conselhos dos ímpios e daqueles que nada somam em nossas vidas, “Porque os caminhos dos ímpios é como a escuridão; não conhecem aquilo em que tropeçam.” (Jó 21:16b; Pv 12:5; Sl 1:1). As pessoas imaturas e menos experientes, necessitam ter cuidado. Roboão deixou os conselhos dados pelos idosos, para pedir aos seus amigos jovens que conviveram com ele na infância, estes o aconselharam de forma incorreta (1 Rs 12:8-11). Faça uma avaliação dos dois resultados entre os conselhos dos anciões e dos jovens amigos de Roboão, ele não deu ouvido aos conselhos dos mais velhos que estavam inteirados do clamor do povo por justiça pedindo-lhes que aliviassem as cargas e impostos praticados pelo seu pai. Os anciões apenas lhe pediam que alivia-se o sofrimento do povo, mesmo assim Roboão preferiu consultar os mais novos que eles orientaram ser mais duro para com o povo, e lhe disseram dize ao povo que o teu dedo medinho era mais grosso do que o do meu pai (I Rs 12: 3-14). A seu ver esses conselho seria o mais apropriado naquele momento, porém o resultado não foi agradável resultando na divisão do seu reino.

“A vida espiritual tem dessas coisas, é preciso conversar com Deus antes de tomar uma decisão, porque uma escolha mal feita acaba comprometendo muitas vidas. no tabuleiro de Deus, as peças não estão soltas, isoladas, ao oposto, há uma sintonia, uma harmonia tremenda entre todas as peças, já que somos pétalas de uma mesma rosa, somos um inteiro dividido e unido em suas partes: a igreja de Jesus.”

Aqueles conselhos que recebemos de algumas pessoas que são fontes confiáveis são bem-vindos. Os tolos são aqueles que não conhecem quanto vale um bom conselho, alguns até dizem: se eles fossem bons não se dava, vendia. O cristão deve buscar conselhos e segui-los desde que estes não comprometam a sua vida devocional e contrarie a vontade de Deus. Amados, tenhamos cuidado com certos conselhos que nada acrescentem para o nosso bem, especialmente o dos ímpios “Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1).

Pr. Elis Clementino – AD Excelência

terça-feira, 23 de outubro de 2018

ESBOÇO 882 FECHOU-SE A PORTA


ESBOÇO 882
TEMA: FECHOU-SE A PORTA
“Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.” (Mt 25.1)

A parábola das dez virgens desperta-nos para uma realidade espirítual que enfatiza a preparação dos cristãos para a vinda do Senhor. Essa parábola faz uma analogia de um casamento, cujas acompanhates eram dez virgens, sendo cinco néscias desprovidas de azeite e cinco prudentes carregando consigo o azeite em suas lamparinas, todas elas aguardavam o noivo. Essa parábola destaca a prontidão dos que seguem a Jesus. Explanaremos sobre o cortejo nupcial, as virgens néscias e as prudentes, o desespero da imprudêntes, e a perda de oportunidade.

Cortejo nupcial
Nessa época os casamentos em Israel incluíam uma procissão do noivo até a casa da família da noiva, entretanto essas dez virgens saíram ao encontro do esposo que estava vindo da casa da noiva para unir-se ao cortejo, quando o noivo voltava à casa dos seus pais para o banquete nupcial, que poderiam durar semanas.  Isso acontecia à noite em vilas e aldeias onde não havia luz nas ruas, de maneira que as lamparinas iluminavam o caminho, e assim todos deviam carregar as suas vasilhas com azeite (Mt 25.1). Nesse percurso o noivo tarda e todas tosquenejaram, mas a meia noite ouviu-se um grito: Eis aí o noivo! Sai ao encontro! (Mt 25.5,6).

As virgens nescias e prudentes
1. Nescias
As virgens loucas estavam totalmente desprovidas, sem azeite nas suas lamparinas, logo, se o fogo apagasse, não dava para acender outra vez.

2. Prudentes
As virgens prudentes levavam azeite suficiente em suas vasilhas, e não podiam dividir o azeite, isso não era questão de egoísmo, mas se dividissem o azeite a luz poderia não ser suficiente para clarear o caminho.

3. O desespero
Os descuidados geralmente passam por momentos de desespero, observem a desesperação daquelas cinco virgens em busca de azeite, geralmente quem não tem pedi a quem tem. A busca por algo na última hora pode se tornar uma manobra sem sucesso, isso aconteceu com as cinco jovens desprovidas de azeite (Mt 25.8). Não devemos nos dá por seguro quanto às reservas espirituais, pois as reservas também se acabam.

4. A perda de oportunidade
Muitas vezes deixamos para a última hora decisões importantes, por isso perdemos grandes oportunidades.  O noivo tarda, mas até que fim ele volta, e no momento delas acompanhar o cortejo nupcial as néscias perderam aquela oportunidade (Mt 25.9-12). Somos responsáveis por boa parte de perdas e ganhos em nossas vidas, entretanto devemos ter muito cuidado, porque nem sempre as oportunidades reaparecem nas mesmas proporções, assim será a oportunidade para entrar no reino de Deus é única. Cada um facilite a sua vida para que naquele momento não encontre a porta fechada.

Nos dias de hoje qual a lição aprendida: a) O despreparo para encontrar o noivo; b) O desespero pela falta de azeite; c) A perda da última oportunidade. Muitos crentes atualmente estão despreparados espiritualmente, sem azeite e sem brilho, isso significa não estarem preparados para a volta do noivo. Podemos ter a aparente impressão que o noivo está tardando, no entanto disse Pedro em sua carta: - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tenha por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguém se perca, senão que todos venham arrepender-se.” (II Pe 3.9). Quando Jesus vir buscar a sua igreja os crentes deverão estar preparados para não perderem a oportunidade. Ora, a mensagem central dessa parábola é fechou-se a porta, isso significa que não estando preparados perderão definitivamente a oportunidade de acompanhar o noivo (Mt 25.11,12), por isso o SENHOR nos adverte “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13; 24.42; 13.33-37; I Co 16.13; I Ts 5.6; I Pe 5.8; Ap 16.15).

Pr. Elis Clementino – AD Excelência