terça-feira, 14 de abril de 2020

ESBOÇO 985 TEMA: A RAZÃO E A FÉ.


ESBOÇO 985
TEMA: A RAZÃO E A FÉ.
TEXTO: I Co 2:14-16; Hb 11:1-6; I Ts 5:21

Vivemos em um momento difícil no mundo inteiro, contudo precisamos entender que cada coisa no seu lugar, tanto concernente as coisas, quanto as pertinentes a nós homens. Sabemos que é necessário fazer uso da fé, mas também a razão, no meu ponto de vista elas não se atropelam, ambas foram geradas de uma mesma fonte a “divina”, mas cada uma a sua peculiaridade.

A razão
Ela é a faculdade de raciocinar, compreender, aprender, ponderar, julgar; a inteligencia do ser humano. A razão nos permite fazer julgamentos das nossas atitudes e compreendermos quando é necessário o uso da fé, a razão e a fé, mesmo sendo diferentes atuam em harmonia, muitas pessoas religiosas usam a fé de maneira inconsequente, e isso tem causado muitos problemas tanto para ele, quanto para as outras pessoas e a igreja da qual ele faz parte. Eu vi um vídeo de um pastor fazendo a sua pregação com uma serpente com alta dose de toxina, ou seja, veneno letal, e durante a pregação ela o picou e ele morreu, exemplo de uma fé sem a razão “Não tentaras o Senhor teu Deus” (Dt 6:16; Mt 4:7), significa que não devemos provar Deus dessa maneira. Há momentos que Deus atua a nosso favor em uma muito precisa (At 23:11) ninguém mais foi picado senão Paulo e nada aconteceu porque Deus agiu. A razão de Paulo estava funcionando de maneira precisa, ou seja, ele sabia o que estava fazendo.

O que é a fé?
No sentido puramente bíblico ela é descrita com muita propriedade em um texto na carta aos hebreus (Hb 11.1). A fé na sua essência vai além da razão, não há a capacidade humana para explicar o que e a fé, se há coisas que vimos e a palpamos para provar não precisamos ter fé. A nossa fé está concatenada ao sobrenatural, sem ela é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). O indivíduo pode ter a razão, mas não ter fé, no entanto outros têm fé, mas também faz uso da razão, a fé sem a razão é cega, isso observamos a todo o momento pessoas com a fé desmedida, espiritualizando tudo, portanto isso é muito perigoso, porque pode comprometer a sua própria fé.

Quando nos aproximamos de Deus primeiro funcionou a razão, por ela vem o conhecimento do pecado, ou seja, você pensa, em seguida a fé é gerada pela palavra, “a fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus” (Rm 10:17). Quem conhece a Deus e tem um perfeito relacionamento com ele sabe em parte como a fé funciona. Os milagres acontecem inexplicavelmente a través da fé, eu tenho testemunho pessoal de curas por meio da minha fé, mas isso não significa que somos imunes as doenças e os perigos da vida, podemos até por permissão divina sermos atropelados por alguma enfermidade, contudo a minha fé não será abalada, ir ao médico não significa menos ou nenhuma  fé. Há uma frase de Jesus para expressar uma verdade espiritual, ele disse os são não precisa de médicos e sim os doente (Mc 2:17), ele sabia que uma prática comum os doentes procurarem os médicos, cada um deve fazer a sua parte, se não usarmos a razão estamos fadados sofreremos as consequências.

As consequências de uma fé sem a razão
A fé sem razão pode trazer muitos detrimentos tanto materiais como espirituais, messe mundo já vi muitas coisas desagradáveis em relação a religiosos que fazem uso da fé de maneira descabida. O fanatismo e o radicalismo religioso é um perigo. Aproximadamente 50 anos atrás, certo médico disse a um amigo meu; a sua esposa não pode ter filhos, se tiver ela morre, mas ele resolveu não dá importância o que disse aquele médico dizendo que tinha fé e que tudo seria normal porque o homem de nada sabia, porém a sua esposa engravidou e ele animado disse que tudo iria dar certo, porque estava fazendo uso da fé, aos nove meses realmente aconteceu como disse aquele médico, e agora? Ele foi advertido. Aquilo que o homem pode fazer Deus permite que ele faça, ele desobedeceu à ciência e pagou o preço. Deus não esta a disposição do meu querer, mas a dele, Deus pode até usar alguém para nos alertar e muitas vezes não damos ouvidos porque achamos que a nossa fé resolve tudo.

                Amados, devemos ter cuidado, a fé com a razão tem melhores resultados, ponderar bem e fazer uso da razão não é pecado, se fizermos uso da fé, que a razão não seja desprezada. Uma fé sensata, segura é boa, até mesmo em relação ao dom de profecia o crente precisa ter discernimento, aquele que está sendo usado por Deus através desse dom sabe o que está proclamando, isso significa não perder a razão, o profeta pode não ter conhecimento da necessidade daquele que está sendo dirigida a mensagem ai somente Deus. Deus não é obrigado a aprovar o que eu faço ou o que digo fazendo uso da fé, mas Jesus disse: “se tiveres fé como um grão do mostarda diz a amoreira arranca-te e transporta-te no mar e ela te obedecerá” (Mt 17:20; Lc 17:6).  Por menor que seja a nossa fé, ela tem a capacidade de crescer e alcançar patamares maiores na presença de Deus, onde os milagres acontecem. A fé pode tornar-lhe vencedor em grandes batalhas.

 Pr Elis Clementino

sexta-feira, 10 de abril de 2020

ESBOÇO 984 QUEM É O PRÓXIMO?


ESBOÇO 984
TEMA: QUEM É O PRÓXIMO?
TEXTO: “E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?. E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?” Lucas 10:25-29

Esse doutor da lei interrogou Jesus a respeito do que ele devia fazer para entrar na vida eterna, logo após ouvi-lo Jesus expôs alguns mandamentos para que ele praticasse e logo após ele ouvir as palavras de Jesus ele o indagou: “quem é o meu próximo?” imediatamente Jesus expôs uma parábola para mostrar-lhe que era o próximo, nessa parábola Jesus ilustra o uso da compaixão que deve ser praticada na nossa vida diária, independentemente de raça, cor, etnia, religiosidade e etc.

Na parábola Jesus apresenta quatro personagens, dois deles eram religiosos e de destaque na sociedade, ambos com idéias e funções diferentes, um era sacerdote e o outro levita, eles tinham o dever de cumprir a lei mosaica, havia também um samaritano e um viajante que fora assaltado.  O viajante que fora assaltado estava caído e meio morto, por ele passou o sacerdote e fez de conta que não o viu, passou também o levita e fez o mesmo, mas em seguida vem passando um samaritano, este pertência a um pequeno grupo étnico-religioso, porém não era sacerdote e nem levita, no entanto ele olha para o homem caído e se compadece dele, passa azeite nas suas feridas, o envolve em uma vestimenta ou uma capa e o pôe na sua cavalgadura, ou seja, o seu cavalo, e o conduziu até uma estalagem para ser cuidado, para ele não importava as despesas, ou seja, por uma vida não importam os valores que sejam gastos por ela, e se os valores não cobrissem as despesas com o tratamento ele voltaria e pagaria o restante. Para o samaritano o mais importante era a vida, e não os valores monetários. Será que você tem valorizado a vida do próximo mais do que o dinheiro? (Lc 10:37).

Amados, a maior pobreza do ser humano é não enxergar os sofrimentos alheios, as dores dos que sofrem parecem que não nos comove mais, o que se observa é que a apatia, ou seja, a indiferença tomou conta dos corações das pessoas, há muitos que se regozija com os sofrimentos e até a morte de alguém até sendo inimigo como se ele não estivesse sujeito às mesmas coisas. A morte de quem quer que seja nunca deve ser motivo de regozijo e sim de chorar “chorai com os que choram, alegrai-vos com os que se alegram” (Rm 12:15), principalmente aqueles que dizem conhecer os mandamentos divinos.

Há muitas razões pelas quais vem o esfriamento do amor ao próximo, a iniquidade, o amor as riquezas, a ganancia por dinheiro e pelo poder, esses são sinais dos últimos tempos (Mt 24:10-12). Jamais se ufane das desgraças alheias mesmo que seja teu inimigo (Pv 24:17), não importa aquilo que o indivíduo tenha praticado ou deixou de praticar faça o bem. Jesus volta a perguntar ao doutor da lei “Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira” (Lc 10:36,37). No mundo atual precisamos de mais SAMARITANO do que religiosos, sejamos solícitos para com o próximo, seja um bom samaritano.

Pr. Elis Clementino

quinta-feira, 2 de abril de 2020

ESBOÇO 983 A LIBERALIDADE EM PERDOAR



ESBOÇO 983
TEMA: A LIBERALIDADE EM PERDOAR    
 TEXTO: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira.” EFÉSIOS 4:26

                Perdoar é uma das coisas mais difíceis do indivíduo por em prática, principalmente aqueles que de alguma maneira tenha o seu sentimento magoado por alguma razão, e isso tenha gerado alguma raiz de amargura no seu coração. Geralmente as pessoas excessivamente sentimentais sentem mais dificuldades em liberar o perdão, e por conta disso muitas pessoas sofrem angústia na alma e indisposição, embora o mesmo não aconteça com outras pessoas, porque elas não guardam mágoas e facilmente perdoam, e dessa forma elas terão menos possibilidade de adoecerem, porque ligeiramente se desfaz do seu coração aquele sentimento deixado pela mágoa, o ódio ou rancor. Portanto três coisas são importantes; aprender o valor do ato de perdoar, não revidar, ou seja, atirar pedras sobre pedras e liberar perdão.

A generosidade é um dos princípios fundamentais que leva o indivíduo a se doar e sofre em função dos outros, mas isso não é fácil porque exige sacrifício por parte do indivíduo, ele terá que abrir mão de algo que ele está muito apegado, o seu Ego. Por essa razão existem pessoas que tem dificuldade de liberar algo de si para outros, principalmente quando se trata de um perdão, essas pessoas precisam ser ensinadas e trabalhadas para que o ato de perdoar não se torne tão sofrível no seu cotidiano. Algumas vezes o indivíduo sofre e se desgasta por ser generoso para com as outras pessoas. O apóstolo Paulo vivenciou isso e praticou “embora seja menos amado, mas me gastarei e me deixarei gastar por vocês” (2 Co 12:15), amar sem ser amado inclui a generosidade e a capacidade de perdoar, o verdadeiro amor é incondicional (I Co 13:3-7). Quam ama não impôe condições para amar.

A intuição humana é revidar ou atirar de volta, até em maiores proporções às pedras que lhes são arremessadas, pois esse é um sentimento rancoroso, mas é preciso lembrar que Jesus ensinou a agir de maneira diferente para com aqueles que muitas vezes nos machucam e até nos fazem chorar “amai aos vossos inimigos” (Mt 5:43-48), perdoai-lhes, não importar qual seja, e nem o tamanho das feridas causadas pelas pedras. “Quando o ultrajavam, não revidar com ultraje; quando maltratados, não fazia ameaças, mas entregava-se a aquele que julga retamente.” (I Pe 2:23). Nenhum sentimento de gloria haja no teu coração quando o teu inimigo vir a cair (Pv 24:17). Existem pessoas que sentem prazer em ver aqueles que lhe magoaram sofrerem, mas esse não é um sentimento cristão, e sim diabólico, porque é um sentimento de vingança.

O ato de perdoar é um mandamento divino, muitas vezes sentimos dificuldade em remover uma pedra que fora arremessada por alguém que tanto fizemos por ela, mas nada justifica não perdoar. Jesus foi interrogado pelos seus discípulos sobre quantas vezes eles deviam perdoar, porém já foram limitados a um dos princípios bem conhecido entre eles “até sete vezes?”, todavia Jesus respondeu: Não somente sete, mas setenta vezes sete (Mt 18:21-22).

É impossível promover paz sem perdão “Se possível tendes paz com todos.” (Rm 12:18), mas para isso tanto o ofensor quanto o ofendido deve abrir mão da sua personalidade forte, do seu Eu, e se perdoarem. Quando perdoamos alguém reconstruímos ponte sobre o abismo que nos separavam, geralmente o ofendido é mais difícil de ser conquistado, porém, não é impossível, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19). Se ofendesse teu irmão vai a ele e reconcilia-te com ele enquanto vocês estão no caminho. Jesus falou sobre duas coisas importantes o PERDÃO e a DISCIPLINA (Mt 5:23-26; 18:15-16).

                Devemos pedir a Deus sabedoria para entrar e sair, aqui fala de convivência no relacionamento, isso foi o que Salomão pediu a Deus em sua oração (2 Cr 1:10). O bom senso é capaz de reverter ou reconquistar amizades rompidas, somente o bom senso pode conduzir o indivíduo a reconhecer seus próprios erros e facilitar o pedido de perdão, com o perdão os incômodos da pessoa ofendida desaparecem. Não devemos atirar pedras sobre pedras, dessa maneira aumentamos o número de inimigos, porque as pedras que remetemos sobre alguém que nos incomoda podem atingir outras pessoas que não tenha nada a ver, as pedras arremessadas são como balas perdidas que acertam pessoas inocentes. Libere perdão não importa quantas vezes, simplesmente perdoe! Perdoe! E perdoe. “...Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13). “A ninguém devais, a não ser o amor” (Rm 13:8).

Pr. Elis Clementino

sábado, 28 de março de 2020

ESBOÇO 982 AS INCERTEZAS SOBRE O FUTURO


ESBOÇO 982
TEMA: AS INCERTEZAS SOBRE O FUTURO
TEXTO: Não te vanglorie pelo dia de amanhã, pois não sabes o que produzirá o dia. PROVÉRBIOS 27:1; TIAGO 4:14.

Existem coisas que temos conhecimento, outras não, são aquelas relacionadas ao futuro, sempre se diz que o futuro pertence a Deus, somente ele sabe o nosso amanhã, por isso mesmo ele faculta oportunidades a todos debaixo do sol que aproveitem bem essas oportunidades. (Ec 3:22; 6:27; 8:7). Vamos considerar algumas questões a respeito do nosso futuro.

Acontecimentos imprevisíveis
Os homens não sabem a sua hora, pois é como os peixes que se pescam com a rede cruel, e como os passarinhos que se prendem com laços, assim se enláção também os filhos dos homens no mau tempo, quando de repente sobre eles (Ec 9:12), pois bem, muitas vezes somos tomados de surpresa por algo que não gostaríamos de passar, mas é o preço que pagamos por viver debaixo do sol.

Futuro oculto
Ninguém sabe o que será, e quem lhe fará saber o que acontecerá depois dele (Ec 10:14; 11:2), Deus nos limitou e ocultou dos nossos olhos e o entendimento para saber o que acontecerá depois que sairmos daqui. Todos sem exceção vivem dentro desses limites estabelecidos por Deus, e não tem como reverter isso, se nós soubéssemos certamente estaríamos prevenidos e evitaríamos as grandes frustrações. Jesus fez uma grande ilustração dizendo: “Mas considerai isto: Se um pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse roubada (Mt 24:43), embora ele estava aplicando sobre a sua segunda vinda, porém é um belo exemplo que podemos aplicar nesse assunto, pois não conhecemos o dia de amanhã.

Nada sabemos o que nos acontecerá amanhã, o Apóstolo Paulo na sua missão sabia que foi impulsionado pelo Espírito a ir para Jerusalém, mas não sabia o que lhe espera e nem o que lhe haveria de acontecer (At 20:22). Deus estava no controle da sua vida, e para ele pouco importava o que lhe viesse acontecer, mas que executaria a vontade de Deus.  “Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que desaparece por um pouco, e logo se desvanece” (Tg 4:14). As coisas secretas pertencem a Deus, as reveladas são para nós e os nossos filhos (Dt 29:29).

Na vida passamos por muitas dificuldades, mas se não tivermos a confiança em Deus certamente o questionaríamos muito mais sobre o nosso amanhã. Os discípulos de Jesus lhe questionaram a respeito do que eles comeriam e vestiriam no futuro, porém Jesus mostrou a eles que as coisas não funcionariam do jeito deles, eles estavam sendo cuidados (Mt 6:25-34), uma bela lição que aprendemos dele e devemos por em prática, confiando que de Deus virá a nossa saída. Fiquemos certos que Deus cuidará de nós.

Pr. Elis Clementino


sexta-feira, 20 de março de 2020

ESBOÇO 981 VISÃO ESPIRITUAL.

ESBOÇO 981 *
TEMA: VISÃO ESPIRITUAL.
TEXTO: “...não atentando nós às coisas que se veem, mas às que não se veem; porque as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas” (2 Coríntios 4:18).
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Os nossos olhos são a luz do nosso corpo, eles nos guiam em todos os trajetos que fazem os nossos pés. Os olhos são fontes de luz que refletem todo aquilo que está diante de nós, sem eles certamente teríamos dificuldades e passaríamos a depender das outras pessoas. Os olhos são órgãos fundamentais devido à sua importância no nosso corpo; os homens e animais se dispõem dessa luz. Devemos levar em consideração que dispomos de dois tipos de visões, são elas: a natural e a espiritual. Sem muitos pormenores, falarei delas nesse mote.
 
1. A visão dos olhos naturais.
Os olhos naturais são a nossa autodefesa, por meio dela, aprecia-se as coisas ruins e boas da vida, nos dando a oportunidade de nos desviarmos das coisas aparentemente ruins. Os olhos nos fascinam, pois é um verdadeiro encanto ver a luz do sol e tudo o que está em volta de nós. Jesus disse que os olhos são a candeia do corpo (Mateus 6:22,23). Se os olhos não estiverem bons, todo o corpo será arruinado, por isso eles são admiráveis.
 
2. A visão espiritual, os olhos da fé.
Essa visão é sobrenatural e nem todos têm; ela consegue enxergar o que os olhos naturais não conseguem (2 Coríntios 4:18). A visão espiritual é de longo alcance; ela está vinculada à fé, que a considero um telescópio de longo alcance (Hebreus 11:1). A exemplo dos faróis altos dos nossos veículos, pelos olhos da fé, enxergamos o que muitos, por não terem, não conseguem.
 
Necessariamente não é preciso ter uma visão natural saudável para ter a visão espiritual perfeita. Por meio desta visão, o crente consegue identificar algo não revelado em sua volta. Temos um exemplo típico: Aias. Esse profeta, devido à idade, estava cego, mas, por meio da sua visão espiritual, conheceu o desface da mulher de Jeroboão (1 Reis 14:6). A visão espiritual consegue ver o verdadeiro caminho por onde trilhamos em direção a Deus. A pior cegueira é a espiritual. Pois bem, vivemos em uma humanidade cega que não enxerga os perigos que estão em sua frente. Essa cegueira atribui-se ao deus desse século, que, conforme Paulo, é satanás, o príncipe das trevas, para que não enxergue a verdadeira luz (2 Coríntios 4:4). Assim, facilmente o povo tropeça como os que andam à noite (João 11:10).
 
3. A visão espiritual nos conduz ao maior alvo.
Os crentes em Deus enxergam os que muitas pessoas não conseguem; ela é ampla e é vista por meio do telescópio da fé. Focar no alvo, a exemplo de um atleta na competição (1 Coríntios 9:24), não podemos desviar o nosso foco das grandezas de Deus; a nossa fé tem a capacidade de remover montanhas (Mateus 17:20). Tudo em volta de você pode estar dando errado, mas a sua fé diz que vai terminar tudo certo, essa é a nossa confiança em Deus.
 
Conclusão: 
A visão espiritual é adquirida por meio da oração e da comunhão com Deus; Ele revela as coisas grandes e firmes que não sabemos (Jeremias 33:3). Os profetas tiveram visões espirituais bastante aguçadas pelo seu estreito relacionamento com Deus; basta apenas ler um pouco sobre a vida de Elias e Eliseu, Daniel, entre outros, homens cheios de fé e de visões espirituais. Por meio da sua fé, muitos milagres foram realizados. Atualmente, a nossa fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10:17). Nas nossas orações, devemos pedir a Deus que abra os nossos olhos espirituais para enxergar os perigos espirituais que são ocultos em volta de nós, bem como a sua grandeza sobre as nossas vidas.