domingo, 4 de outubro de 2020

. CUIDADO COM O QUE FALAS.

 

ESBOÇO 1024

TEMA: CUIDADO COM O QUE FALAS.

TEXTO: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” “tempo de estar calado e tempo para ficar falar” ECLESIASTES 3:1,7b.

As nossas manifestações escritas ou verbais somente terão importância ou não se levarmos em consideração dois fatores, tempo e o modo, pois eles influenciam diretamente na obtenção de um resultado. A maneira de expressar o que sentimos sem ponderação podem causar-nos grandes infortúnios.

O TEMPO.

Ele foi determinado por Deus para os homens, para que ele fosse limitado ao tempo e o modo, Deus está fora do tempo, pois ele é o “eterno agora”. Salomão apresentou que há tempo e modo para todas as coisas (Ec 3:1-8). Quando as coisas acontecem fora do tempo podem causar danos tanto para a natureza, quanto para as pessoas, já pensou as chuvas para lavoura fora de tempo? Vejam o que diz o Apóstolo Tiago sobre o tempo da chuva (Tg 5:7). As expressões “chuva temporã” e “chuva serôdia” serôdia que vem fora da sua época habitual, e a temporã é a que surge depois da época normal, portanto ambas trazem resultados, assim são as nossas atitudes impulsivas.

AS NOSSAS PALAVRAS.

Há momento de falar e de ficar calado, o bom senso é o que nos faz avaliar o momento e o modo certo. Nem tudo o que eu penso posso falar a qualquer momento, mas em relação ao ouvir não há nenhuma restrição, “Portanto, meus irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...” (Tg 1:19) 

O apóstolo Paulo revelou algo interessante sobre as mudanças nas etapas da vida humana; “Quando eu era menino, eu falava como menino, pensava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino” (I Co 13:11), embora ele se refira a maturidade espiritual, mesmo assim existem as etapas até em relação ao alimento (I Co 3:2; Hb 5:13). O tempo e o modo em ação em todos aspectos.

Todos nós temos oportunidade de nos pronunciar em momentos solenes ou em reuniões para diversas classes de pessoas, como: crianças, jovens, adultos e idosos, portanto, para cada uma delas temos que saber de que maneira iremos nos dirigir a elas e expor as nossas falas, é claro que cada faixa de idade há uma maneira de nos dirigir. Comumente estando pessoas de maior idade em determinados recinto deve ser consideradas e respeitadas pelos mais novos, o que está faltando ultimamente em muitos jovens.

No meio cristão o qual me dirijo, sempre tive esse cuidado nas minhas falas, principalmente na presença de obreiros e pastores mais antigos, perante eles eu não ousava a falar palavras que tocasse na vida pessoal ou espiritual daqueles veteranos que estavam na minha retaguarda “O discípulo não pode estar acima do seu mestre e; entretanto, todo aquele que completar condignamente o seu aprendizado, será como seu mestre” (Lc 6:40; Mt 10:24).

Há muito tempo atrás eu ouvi um pastor veterano corrigir um jovem obreiro por ele ter falado algo que não lhe era conveniente naquele momento, após terminar a sua pregação o veterano pastor lhe disse: hoje, você não devia falar sobre esse assunto, porém chegará o tempo em que poderás falar, aquele pastor recém consagrado recebeu aquela exortação com humildade e posteriormente ele se tornou um renomado pastor e respeitado por todos e até por aquele que o corrigiu.

Queridos, diante dos mais velhos e de outras personagens levemos em consideração a modéstia, porque os caminhos que os novos percorrem hoje, eles já percorreram antes de nós e têm idoneidade suficiente para nos ensinar. Eu aconselho que os obreiros mais novos saibam levar em consideração esses pormenores, os quais lhes tornarão mais experientes, e no tempo certo serão horados por outros mais novos da mesma maneira que os veteranos obreiros. Quão boas são as palavras ditas ao seu tempo, elas são como a pena de um destro escritor (Sl 45:1); “O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem” (Is 50:4). As palavras sensatas e polidas são ornamentos que embelezam o seu sermão.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com


ESBOÇO 1023 A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.

ESBOÇO 1023 *
TEMA: A BENÇÃO QUE ENRIQUECE.
TEXTO: Provérbios 10:22 - A benção do senhor é quem enriquece e não acrescenta dores.
Autor: Pr. Elis Clementino
 
Introdução:
Vivemos em uma sociedade obcecada por riqueza, em que o valor de uma pessoa é muitas vezes medido pelo que ela possui e não pelo que ela é. Homens e mulheres sacrificam saúde, família e até a fé em busca de bens que, no fim, não trazem paz, mas preocupações, noites mal dormidas e, muitas vezes, ruína eterna.
 
Mas a Palavra de Deus nos apresenta uma riqueza diferente: “A bênção do Senhor é quem enriquece, e não acrescenta dores” (Provérbios 10:22). Essa não é a prosperidade enganosa que o mundo oferece, mas uma riqueza sólida, eterna e que não destrói. Ela não se mede por cifras bancárias, mas pela presença de Deus que supre, alegra e dá paz.
 
Hoje vamos aprender que existe uma bênção que enriquece de verdade — não aquela que se perde com a morte, mas a que nos acompanha para a eternidade.
 
1. As riquezas terrenas.
ü  Quando chegamos a este mundo, nada trouxemos, e da mesma forma nada levaremos (Salmo 49:16-18; 1 Timóteo 6:7). As riquezas materiais, ainda que adquiridas com esforço honesto e digno, muitas vezes se tornam fonte de preocupações, inquietações e dores.
 
ü  Alguns, movidos pela sede de ter mais, não medem consequências em sua busca por riquezas. Porém, a Bíblia adverte: “os que querem ser ricos caem em tentação e laço” (1 Timóteo 6:9). O amor ao dinheiro é a raiz de muitos males (1 Timóteo 6:10), pois desvia o coração daquilo que é essencial — o Reino de Deus (Mateus 6:33).
 
ü  Jesus provou isso ao jovem rico, não porque o rico não pudesse entrar no Reino dos Céus, mas porque muitos preferem apegar-se aos bens terrenos em vez de priorizar a vida eterna (Mateus 19:24). O desejo desmedido de possuir pode levar à cobiça, à inveja e à indiferença quanto ao que realmente importa: a salvação e a comunhão com Deus.
 
2. A doutrina da prosperidade.
Em nossos dias, há uma enxurrada de mensagens que associam prosperidade espiritual a riquezas materiais. No entanto, possuir muito dinheiro não é prova de aprovação divina. Se assim fosse, como explicaríamos a vida dos apóstolos que morreram pobres, dependendo de doações e sofrendo privações?
 
Jesus mesmo nos alertou com a parábola do rico e Lázaro: o rico tinha de tudo, mas não tinha Deus; Lázaro nada possuía, mas herdou a eternidade (Lucas 16:19-31).
 
A verdadeira prosperidade está em ser rico diante de Deus (2 Coríntios 6:10). As riquezas mal adquiridas trazem dores e consequências amargas, e muitos hoje sofrem por terem construído sua vida sobre fundamentos instáveis.
 
3. Contentando-se com o que tem.
ü  Contentar-se com o que se possui é um sinal de sabedoria e maturidade espiritual. Isso não significa viver na inércia, sem produzir ou lutar por um futuro melhor, mas compreender que o trabalho deve ser encarado como honra e responsabilidade diante de Deus (2 Coríntios 11:27; 1 Tessalonicenses 2:9; 2 Tessalonicenses 3:8,10).
 
ü  A preguiça, por outro lado, leva à ruína. Salomão nos aponta o exemplo das formigas (Provérbios 6:6), que trabalham no verão para ter sustento no inverno. Muitos querem desfrutar da provisão sem esforço, esperando milagres sem se mover. Mas Deus honra a diligência e o esforço, e o fruto do trabalho traz dignidade, sustento e gratidão.
 
4. A verdadeira grandeza
A verdadeira grandeza não está em casas, carros ou bens terrenos, mas em ter o Senhor como porção e herança (Números 18:20). Posso ilustrar isso com uma experiência: certa vez sonhei que havia falecido o homem mais rico de uma rua muito conhecida. Pela manhã, ao conversar com minha esposa, ficamos a conjecturar qual rico teria morrido. Pouco depois, a notícia chegou: quem havia partido era o irmão Alfredo, um crente humilde, fiel e grande auxiliador na evangelização.
 
Diante de Deus, ele era o mais rico daquela rua, porque sua vida estava marcada por fé e dedicação ao Senhor. Assim, a verdadeira riqueza não se mede pelo que possuímos aqui, mas pela eternidade que nos aguarda.
 
Conclusão:
Amados, a bênção do Senhor enriquece e não acrescenta dores. Devemos valorizar o que conquistamos com esforço, mas sempre reconhecendo que tudo vem de Deus, para que Ele seja glorificado em nossas posses. Que sejamos agradecidos, pois o maior tesouro que temos é o próprio Senhor, nossa herança e verdadeira riqueza.

 


UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

 

ESBOÇO 1022

TEMA: UMA BOA REPUTAÇÃO NÃO TEM PREÇO.

TEXTO: “Melhor é o bom nome do que inúmeras riquezas.” PROVÉRBIOS 22.1; (I Sm 12:2-4).

Ultimamente a humanidade tem olvidado alguns princípios fundamentais e admiráveis para um bom relacionamento no seio social, isso tem ocasionando sérios transtornos para toda a sociedade, podendo perdurar por muitas gerações. Vivemos no mundo onde a ética ou a moral está sendo simplesmente deixada de lado, no entanto devemos saber que a moral é imprescindível, e, sobretudo no enobrecer do homem.

            A preocupação com os princípios morais tem sido tema de grandes debates, uns lutam para manter, outros preferem não levá-los em consideração, dessa forma nunca chegará a um consenso, em contrapartida a sociedade sofre as consequências.

Numa visão panorâmica vimos que os homens perderam os seus limites, antigamente vivia-se numa sociedade em que os valores morais eram preservados, principalmente no ambiente familiar onde os princípios básicos elementares eram ensinados, a cobrança naquela época era muito maior e isso não faz muito tempo, as exigências hoje são menores ou quase nenhuma, nada se pede em troca, e nisso a liberdade vai se transformando em libertinagem, diante desse quadro as implicações são as piores possíveis e daí surge à pergunta: Aonde iremos parar? O que iremos fazer? Nessas dúvidas a sociedade plaina, como um barco a deriva em busca da solução diante dessa grande inversão de valores.

Já não se sabe fazer bons discernimentos, onde o errado é certo e o certo é errado, a credibilidade, o respeito, a sinceridade estão em crise; e cada dia que passa vai aumentando a escassez de homens sinceros na sociedade, de alguma maneira nos procuramos preservar aquilo que é formidável na questão moral, Paulo afirma em (Rm 2.14,15) que a lei moral de Deus, foi posta nos corações de todos os homens, de todos os lugares. Mas a bíblia também ensina que o homem individual e coletivamente, revolta-se contra a lei moral de Deus, e é justamente por causa dessa distorção que termina por produzir maus resultados. Basta-nos considerar as sociedades primitivas e seus costumes pervertidos, para confirmarmos isso. Segundo Aristóteles o alvo da ética é a conduta ideal do homem, baseada no desenvolvimento de sua virtude especial. Virtude = função dentro da sociedade, para o bem do individuo e da sociedade. (1993, p.554).

Pessoas importantes da sociedade passada e presente, consideradas pela sua dignidade, por não conservarem uma boa reputação perderam-na e mergulharam num caos, colhendo os frutos da indecência, não tiveram o dever de zelar pela ética adquirida no princípio da sua vida, vivendo hoje uma vida de desgosto e desolação, vale apena refletir sobre a questão.

A reputação de uma pessoa é julgada pela sociedade em que vive somente ela pode dizer se é boa ou má. Uma mulher ao ver o comportamento e a conduta apreciável do profeta Elizeu entendeu que se tratava de um homem bom e de Deus (2 Rs 4.9).

A rainha de Sabá ouvindo falar do conceito de Salomão resolveu visitá-lo (I Rs 10.1,6,7) e presenciou no suntuoso palácio muito mais do que lhe haviam falado.

Saul saindo à procura das jumentas perdidas do seu pai tomou conhecimento através do seu moço que em Zufe havia um homem de Deus honrado cujo nome era Samuel, e tudo quanto ele falava sucedia infalivelmente (I Sm 9.6).

Não obstante, Samuel no momento da resignação do seu cargo declarou perante uma multidão sobre a sua integridade moral e espiritual. “Agora, pois, eis que o rei vai adiante de vós. Eu já envelheci e encaneci, e eis que meus filhos estão convosco, e tenho andado diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje. Eis-me aqui; testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido, a quem o boi tomei, a quem o jumento tomei, e a quem defraudei, a quem tenho oprimido, e de cuja mão tenho recebido suborno e com ele encobri os meus olhos, e vo-lo restituirei. Então disseram: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem recebeste coisa alguma da mão de ninguém” (I Sm 12:2-4).

A reputação diz respeito à fama, conceito, celebridade e renome, e quando levamos para a ética é ser íntegro, inteiro, completo, digno, inatacável, irrepreensível, independentemente de qualquer situação, a moralidade fica bem em todos os lugares, as boas coisas estão dentro do coração das pessoas sensatas e dele sai ações moralmente enriquecidas.

“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal” (Lc 6.45).

Uma má reputação macula a vida espiritual, escandaliza a igreja, pois também é impossível chegar-se a Deus sem a ética, se você tem algo mais importante na vida a zelar, que não seja somente seus bens materiais, mas, sobretudo o seu bom nome, dignidade e integridade, pois elas não têm preço (Pv 22.1; Ec 7.1ª; Ct 1.3).

Pr. Elis Clementino

A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES

 

ESBOÇO 1021

TEMA: A CONSCIÊNCIA JULGA AS NOSSAS ATITUDES.

TEXTO: “Sucedeu, porém, que, depois, o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul” I Samuel 24:5

 Quando Deus formou o homem, deu-lhes o poder de discernir e fazer julgamentos das coisas, a nossa consciência funciona como um instrumento para medir e avaliar as nossas ações, ou seja, ela nos dá condições de fazermos avaliações e ponderações prévias das atitudes humanas (I Rs 3.25-27).

Definimos a consciência como o poder alojado dentro da nossa mente para formular juízos morais sobre nós mesmos, aprovando ou desaprovando as nossas ações, pensamentos e planos dizendo-nos, se aquilo que fazemos é tido por errado e o que merecemos sofrer por isso.

Segundo BUTLER, a consciência é como uma faculdade mental, e de fato, capacidade da razão que é capaz de distinguir entre o certo e errado, uma faculdade inerente (inseparavelmente ou que está ligado a alguma coisa) divinamente outorgada. Eu disse anteriormente que Deus nos deu essa capacidade de fazermos julgamentos.

A consciência é composta de dois elementos; a percepção das coisas como certas ou erradas e a capacidade de aplicar leis e regras em situação especificas, no sentido cristão, naturalmente a consciência humana nunca se manifesta isolada, mas supõe-se que o Espírito de Deus tem acesso à consciência, sendo capaz de influenciá-la de forma diferente, interna (no próprio homem) e externa, quando é despertada por alguém. Como no caso de Natã para com Davi (II Sm 12.1-8) e o despertamento de Pedro através do cantar do galo (Mt 26. 75; Mc 14.72).

Para John Henry, a consciência é uma espécie de visão luminosa, concedida por Deus à sensibilidade humana, mediante a qual a pessoa concorda que certas coisas são erradas ou não. Nesse ponto de vista a consciência é uma forma de elo entre Deus e o homem, intrínseco, a uma qualidade de espírito.

A consciência insiste em julgar-nos pelos mais altos padrões que conhecemos por isso a chamamos da voz de Deus na alma e em certo sentido ela representa a voz de Deus. O apóstolo Paulo afirma em sua carta aos Romanos; Deus gravou certo conhecimento de sua lei em cada coração humano (Rm 2.14,15) e a experiência nos confirma.

A consciência pode estar enganada ou condicionada e considerar o mal como bem, mas quando isso acontece? Quando ela torna-se cauterizada ou entorpecida por meio dos pecados repetidos, (I Tm 4.2) isso acontece com muitas pessoas quando vivem constantemente na prática da iniquidade (Hb 10.26). (O mal deixa de ser mal, ou seja, pecado não é mais pecado), são valores que se invertem “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo!” (Is 5:20-22).

A consciência é a faculdade de estabelecer julgamentos morais dos nossos atos realizados, quando ela se corrompe não conseguimos estabelecer esses julgamentos justos. È como um instrumento que avalia as nossas atitudes. Quando ela está sã conseguimos estabelecer julgamentos retos, mas quando ela está corrompida torna-se incapaz de fazer julgamentos equitativos e produzir boas ações, e isso leva o homem a mudança de conduta e a dureza de coração (Jr 7.26; 16.12).

Os julgamentos da consciência podem ser considerados a voz de Deus, somente quando reflete a própria verdade dele e a sua lei. A nossa consciência deve ser educada a julgar segundo as escrituras (Jo 7.24). A consciência sã é sensível às leis do Senhor, quando Davi cortou parte da orla das vestes de Saul, ele se sentiu culpado por cobiçar enormemente a realeza e por um ato de agressão contra o ungido do Senhor, ele foi julgado pela sua própria consciência (Davi sentiu bater o coração) (I Sm 24.5).

“Não há testemunha tão terrível e nem acusador tão poderoso, como a consciência, que habita no peito de todo homem” Políbio.

“O verme da consciência observa as mesmas horas que a coruja” Schiller.

                A nossa consciência deve estar limpa para Deus e os homens (At 23.1; 24.16) com ela limpa você pode dormir tranquilo (Sl 3.5; 4.8; Pv 3.24) entrar em todos os lugares, andar de cabeça erguida, sem temer a nenhuma língua que se levante (Is 54.17) isso acontece quando se tem uma consciência pura.  Mantenha a sua consciência purificada e liberta em Cristo, pois é a única maneira de você ter paz.

Pr. Elis Clementino

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

ESBOÇO 1020 VIVER SEGUNDO A VONTADE DE DEUS.

 

ESBOÇO 1020

TEMA: VIVER SEGUNDO A VONTADE DE DEUS.

TEXTO: I PEDRO 4:1-19

 O texto apresenta o modelo cristão a ser seguido, uma vida plena e justa diante de Deus é o maior testemunho que podemos apresentar diante de um mundo injusto e pecaminoso.  Pedro exorta aos cristãos a serem verdadeiros em quaisquer circunstâncias dando testemunho da verdadeira graça de Deus na prática diária.

 Domínio próprio

Um dos requisitos importantes para ser um bom cristão é o domínio próprio, Jesus foi o maior exemplo em tudo, de modo que os cristãos devem seguir o mesmo exemplo, não andando segundo os prazeres mundanos, mas segundo a vontade de Deus (I Pe 4:1,2). Pedro faz uma ilustração sobre a vida dos gentios que andavam em dissoluções e concupiscências, de maneira que os cristãos não tivessem as mesmas práticas (I Pe 4:3,4).

 O julgamento divino

Todos hão de prestar conta ao grande Juíz que julga os vivos e os mortos, a todos lhes foram pregado o evangelho aos mortos e os vivos. Pedro recomenda sobre quatro recomendações aos cristãos, (1) Sede sóbrios; (2) Vigiai em oração; (3) Tenham ardente caridade uns para com os outros; (4) Sedes hospitaleiros (I Pe 4:5-9), os cristãos lembrando e pondo-as em prática no termino da sua carreira serão recompensados pelo justo juiz (2 Tim 4:7,8).

 Administrando os dons espirituais

Necessariamente o cristão precisa administrar bem os dons recebidos do Senhor como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus, sendo fiéis no comprimento do seu dever para que em tudo seja Deus glorificado (I Pe 4:10,11). Devemos viver de modo que o nome do Senhor não seja blasfemado por nossa causa.

 Os sofrimentos

Naquela época muitos cristãos já haviam sido submetidos aos sofrimentos, Pedro apresenta algumas situações que os cristãos ainda iriam sofrer, essas coisas seriam inevitáveis, mas não ficassem tristes, antes se alegrassem porque sobre eles repousaria o Espírito da gloria de Deus, tudo isso para que fosse participante das aflições de Cristo. (I Pe 4:12-14). Ele também falou que os cristãos não deveriam sofrer ou padecer como homicida, ladrão e malfeitor, ou como aquele que se entrometem em negócios alheios, também não deveriam sofrer tentação e vitupérios, porém se alguém for perseguido por ser cristão não se envergonhe com isto, antes glorifique a Deus. (I Pe 4:14-16).

 O julgamento começa pela casa de Deus.

Ele deve começar pela casa de Deus, se o justo for encontrado em pecado deve ser julgado, se primeiro começa por nós, e se formos considerados justos seremos livres do julgamento, ou seja, não há julgamento para quem pratica a justiça (Gn 18:23-32; 19:22; ex 14:13-31; Ez 9:1-11) se Deus pune o justo quando peca, quanto mais o ímpio no seu julgamento. Os que sofrem por fazer o bem entregue-se a Deus que somente ele é capaz de vingá-los (Hb 10:30,31). A nossa justificação vem de Deus, se não somos condenados por Deus quem nos condenará (Rm 8:34).

 Amados, devemos viver segundo a vontade de Deus, mas para isto é exigido esforços e negação das nossas próprias vontades, o mundo está sendo governado pelo deus deste século, ele cegou o entendimento dos homens para que a luz de Cristo não resplandeça nos corações (2 Co 4:4). Outra coisa que não devemos é nos conformar com este mundo, ou seja, andar em conformidade com ele, no entanto apresentemos os nossos corpos em sacrifício vivo e agradável, este é o nosso culto racional (Rm 12:2), mas viver segundo a vontade de Deus. Os sofrimentos eles acontecem a todo instante, os cristãos no mundo devem se preparar para acontecimentos tais quais como naqueles dias quando os apóstolos sofreram perseguições, infelizmente estamos começando que esses dias estão chegando para nós, mas não temeremos porque o Senhor está conosco até a consumação dos séculos, ou seja, até o fim (Mt 28:20).

 Pr. Elis Clementino