segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

A MUNIFICÊNCIA EM PERDOAR.

 ESBOÇO 1064

TEMA: A MUNIFICÊNCIA EM PERDOAR

TEXTO: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira.” EFÉSIOS 4:26

Existem pessoas que encontram facilidade para realizar uma série de coisas, são aquelas pessoas que magoadas guardam em seus corações magoas. Esse sentimento amargurado dificilmente se desfará. É sobre o perdão que discorrerei no assunto.

1. LIBERALIDADE EM PERDOAR.

Geralmente as pessoas excessivamente sentimentais sentem dificuldade em liberar o perdão, por causa disso sofrem angústia na alma e indisposição, embora o mesmo não aconteça com outras pessoas, porque elas não guardam mágoas e facilmente diluem a mágoa e perdoam, agindo elas assim terão menos possibilidade de adoecerem, porque ligeiramente se desfaz do seu coração aquele sentimento deixado pela mágoa, o ódio ou rancor. Muitas pessoas precisam aprender a perdoar e não revidar, ou seja, atirar pedras sobre pedras, entendendo o significado do perdão. 

2. LIBERALIDADE ATO DE GENEROSIDADE.

É um ato de generosidade, princípio fundamental porque leva o indivíduo a se doar e sofre em função dos outros, mas isso não é fácil porque exige certo sacrifício por parte do indivíduo, ele tem que abrir mão de algo que lhe é muito típico, o seu Eu. Por causa disso existem pessoas que tem dificuldade de liberar algo de si para os outros, principalmente quando se trata do perdão, essas pessoas precisam ser ensinadas e trabalhadas para que o ato de perdoar torne-se comum no seu cotidiano. Algumas vezes o indivíduo sofre e se desgasta em função das outras pessoas, o Apóstolo Paulo vivenciou isso e praticou, embora ele estivesse sendo menos amado, mas disse: gastar-me-ei por vocês. (2 Co 12:15). Nessa atitude de Paulo estava inserido a pratica do perdão.

3. NÃO ATIRAR PEDRA SOBRE PEDRA

A intuição humana é revidar ou atirar de volta em proporção ainda maiores os agravos que recebeu, ou seja, às pedras que lhes foram arremessadas, mas é preciso lembrar que Jesus ensinou a agir de maneira diferente para com aqueles que muitas vezes nos machucam e até nos fazem chorar “amai aos vossos inimigos” (Mt 5:43-48), perdoai-lhes, não importar qual seja, e nem o tamanho das feridas causadas pelas pedras. “Quando o ultrajavam, não revidar com ultraje; quando maltratados, não fazia ameaças, mas entregava-se a aquele que julga retamente.” (I Pe 2:23). Nenhum sentimento de gloria haja no teu coração quando o teu inimigo vir a cair (Pv 24:17). Os masoquistas sentem prazer em ver aqueles que lhe magoaram sofrerem, mas esse não é um sentimento cristão, e sim diabólico, porque é um sentimento de vingança.

4. O ATO DE PERDOAR

Perdoar é um mandamento divino, muitas vezes sentimos dificuldade em remover uma pedra que fora arremessada por alguém que tanto fizemos por ela, mas nada justifica não perdoar. Jesus foi interrogado pelos seus discípulos sobre quantas vezes eles deviam perdoar, porém já foram limitados a um dos princípios bem conhecido entre eles “até sete vezes?”, todavia Jesus respondeu: Não somente sete, mas setenta vezes sete (Mt 18:21-22).

É impossível promover paz sem perdão “Se possível tendes paz com todos.” (Rm 12:18), mas para isso tanto o ofensor quanto o ofendido deve abrir mão da sua personalidade forte, do seu Eu, e se perdoarem. Quando perdoamos alguém reconstruímos ponte sobre o abismo que os separavam, geralmente o ofendido é mais difícil de ser conquistado, porém, não é impossível, “É mais fácil conquistar uma cidade forte do que um irmão ofendido” (Pv 18:19). Se ofendesse teu irmão vai a ele e reconcilia-te com ele enquanto vocês estão no caminho. Jesus falou sobre duas coisas importantes o PERDÃO e a DISCIPLINA (Mt 5:23-26; 18:15-16).

                Devemos pedir a Deus sabedoria para entrar e sair, aqui fala de convivência no relacionamento, isso foi o que Salomão pediu a Deus em sua oração (2 Cr 1:10). O bom senso é capaz de reverter ou reconquistar amizades rompidas, somente o bom senso pode conduzir o indivíduo a reconhecer seus próprios erros e facilitar o pedido de perdão, com ele, ou seja, com o perdão os incômodos da pessoa ofendida desaparecem. Não devemos atirar pedras sobre pedras, dessa maneira aumentamos o número de inimigos, porque as pedras que remetemos sobre alguém que nos incomoda podem atingir outras pessoas que não tenha nada a ver, as pedras arremessadas são como balas perdidas que acabam acertando inocentes. Libere perdão não importa quantas vezes, simplesmente perdoe! Perdoe! E perdoe. “...Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13). Será que você tem condições de pregar nos púlpitos das igrejas?

Pr. Elis Clementino


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O ABSOLUTISMO

 

ESBOÇO 1063

TEMA: O ABSOLUTISMO

TEXTOS: NR 11:28; JZ 12:06; MT 21:15.

A intransigência é um dos males que atingiu toda humanidade, a intolerância está presente em todos os lugares e em todos os seguimentos da sociedade, muito mais no mundo religioso. É sobre isso que quero abordar neste assunto.

“Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes.” pt.wikipedia.org. A intolerância é brutal e perigosa.

Nas escrituras há alguns exemplos que podem ser destacados entre Moisés e Josué quando homens profetizavam fora do arraial (Nr 11:28,29); Outro episódio foi quando os geliaditas tomaram os vaus que conduziam a Efraim, e quando os fugitivos de Efraim diziam: Quero passar; então os homens de Geliade lhes perguntavam; és tu efraimita? Porém eles diziam não, então diziam... (Jz 12:6). Nos dias de Jesus Cristo muitas pessoas se aproximavam dele no templo, e ao ver os milagres acontecerem por intermédio dele observaram as crianças gritando dizendo Hosana ao filho de Deus, os escribas e fariseus ficaram indignados (Mt 21:15). A intolerância gera exclusividade, ciúmes, descriminação, murmuração e perseguição.

OS EXCLUSIVISTAS.

Em todo tempo houve a descriminação em todos os aspectos da vida do ser humano. (1) No Egito os egípcios não comiam com os hebreus, se alimentavam totalmente separados por ser abominação ao Senhor. (Gn 43:32); (2) A mulher samaritana, disse: como é que me pedes de beber sendo eu mulher samaritana? (Jo 4:9); (3) Pedro na visão que Deus lhe deu sobre a casa de Cornélio: Mas vós bem sabes que não é lícito a um judeu se ajuntar-se , ou chegar-se a um estrangeiro (At 10:28).

CIÚMES.

(1) Josué foi intolerante ao saber que Eldade e Medade estavam profetizando fora do Arraial, ele pedio que Moisés os proibissem (Nr 11:26); (2) O discípulo de Jesus chamado João, lhe disse: Mestre nós vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lhe proibimos porque não nos segue.  (Mc 9:38-40); (3) Trouxeram as crianças para que tocassem em Jesus, mas os discípulos as repreendiam porque a intolerância leva a excluir pessoas e tornar outras exclusivas (Mc 10:13-16); (4) Os discípulos de João disseram: Aquele homem que estivesse com ele além do Jordão, e desse testemunho dele, ele está batizando e o povo o segue (Jo 3.26,27).

DISCRIMINAÇÃO, PERSEGUIÇÃO E MORTE.

A intolerância é tão perigosa que pode induzir as pessoas a matarem (Gn 4:1-8) por inveja ou não pensarem iguais a elas. (1) Jesus foi descriminado, só porque ele ia para Jerusalém e não quiseram hospedá-lo na pousada porque era judeu (Lc 9:53): (2) Jesus não podia passar por Samaria (Jo 4:4): (3) Houve uma grande murmuração contra Jesus, inclusive os discípulos por ele ter se hospedado em casa de pecador. (Zaqueu) (Lc 19:7): (4) Uma pobre, mulher enferma tentou se aproximar de Jesus para receber uma cura de uma enfermidade que sofria há 12 amos, os seguidores do mestre não a deixavam se aproximar dele, porque tinham um sentimento de exclusividade e superioridade, tipo de blindagem, somente eles podiam julgar quem podia ou não se aproximar do mestre (Mt 9:20): (5) Uma mulher Cananéia se aproximou de Jesus, rogando-lhe uma cura para sua filha que estava miseravelmente endemoninhada. Os discípulos rogavam-lhe que ele despedisse a mulher que vinha gritando (Mt 15:23): (6) Os discípulos de Jesus vendo um cego de nascença, perguntou: Quem pecou ele ou os seus pais para que nascesse cego? (Jo 9:1-3): (7) Paulo era intolerante para com os cristãos. As pessoas intolerantes são perseguidoras, Paulo perante o rei Agripa, relatou o quanto perseguia os crentes, pois ele tinha autoridade para impedir o crescimento do evangelho de Cristo (At 26:11). No ato da sua conversão Jesus declarou-lhe a quem ele perseguia “Eu sou Jesus, a quem tu persegues.” (At 9:4,5). Estevão foi apedrejado até a morte (At 7:54).

Aqueles que rejeitados pela nossa intolerância, poderão se tornar instrumentos nas mãos de Deus, veja que belos exemplos: (1) Raabe foi uma prostituta que morava em cima do muro de Jericó, ela foi poupada por abrigar os espias de Josué em sua casa (Js 6:7); O escritor aos hebreus fala que Raabe foi justificada por essa ação (Hb 11:31). Tiago no seu livro ele disse que a meretriz Raabe foi justificada pela fé em Deus (Tg 2.25), ela fez parte da árvore genealógica de Jesus (Mt 1:5); (2) Jó relatou que até o seu hálito era intolerável a sua própria mulher e os seus próprios irmãos o repugnavam (Jó 19:17); (3) Os quatro leprosos que estavam afastados da cidade por causa da sua enfermidade totalmente excluído da sociedade, Deus os usou poderosamente para salvar Samaria da fome (2 Rs 7:3); (4) A mulher samaritana no poço de Jacó. Jesus conhecia a situação da mulher, mesmo tendo cinco maridos e o que tinha não era dela, mesmo assim ela não foi desprezada por Jesus e resultou em levar muitas pessoas ao conhecimento de que Jesus era o salvador do mundo. Diziam eles a mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo (Jo 4:42); (5) A mulher que foi apanhada em ato de adultério e a trouxeram a presença de Jesus, para que fosse feito conforme a lei de Moises (Lv 20:10; Dt 13:9). Ser morta a pedradas, a intolerância não permite que se tenha um espírito perdoador. A pobre mulher ficou em pé no meio do grupo que a acusava, cada um com uma pedra na mão, e queriam ouvir o que Jesus dizia. A palavra de Jesus após escrever no chão foi: Aquele que dentre vós não tiver pecado atire a primeira pedra (Jo 8: 4,5,7), ele se dirige a mulher e lhe faz a seguinte indagação: onde estão os teus acusadores, ninguém te condenou? Nem eu te condeno, vá em paz e não peques mais. (Jo 8: 11), o importante que esse mulher certo dia lhe adorou.

Os intolerantes não têm o espírito perdoador.

1. Os discípulos perguntaram a Jesus, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus responde setenta vezes sete (Mt 18:21,22): (2) O credor incompassível, um homem devia dez mil talentos, e não tendo com que pagar, teria que pagar com os filhos que seriam vendidos para pagar a dívida, implorando ele disse: Senhor ser generoso para comigo e tudo te pagarei, então o senhor daquele servo perdoou a sua dívida (Mt 18:23 – 27), mas, aquele servo perdoado encontrou um dos seus conservo que também lhe devia cem denários, lançando mão dele sufocava-o e dizia me paga o que deve, ele não agiu da mesma forma que fora tratado pelo seu senhor, antes foi encerrá-lo na prisão até que saldasse a dívida. Seu senhor sabendo disso o chamou e cobrou tudo o que ele devia. (Mt 18: 28-34). Assim fará o meu pai celeste, se não perdoardes a cada um as suas ofensas. (Mt 18:35).

Devemos ter muito cuidado para que a intolerância não encontre guarida em nossos corações, a intolerância, ciúme, exclusão, descriminação, perseguição, crítica, murmuração, exclusivismo sejam banidos dos nossos corações. Deus quer que tenhamos um coração perdoador e cheio de justiça divina e aprender a conviver com as diferenças, principalmente para com os faltosos dento da igreja, Paulo escrevendo aos gálatas disse: Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais encaminhais o tal com espírito de mansidão olhando por ti mesmo para que também não sejais tentados (Gl 6:1; Cl 2:8; 1 Tim 4:16). Irmãos, tenham cuidado com a intolerância.

Pr Elis Clementino

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

CRISTO, O TESOURO QUE ENRIQUECE.

 

ESBOÇO 1062

TEMA: CRISTO, O TESOURO QUE ENRIQUECE.

TEXTO: 2 CORÍNTIOS 4:6,7

Cada coisa que existe tem o seu valor, umas mais apreciadas que outras, mas todas têm, em algumas delas existem algo que a enriquece. “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra (2 Tm 2:20). Isso acontece tanto com coisas, quanto pessoas em todos os aspectos, pois é sobre isso que iremos discorrer nesse assunto.

 CONTEXTO.

Paulo fala que a riqueza do seu ministério era a excelência do poder de Cristo nele. Ele escreveu a primeira carta à igreja de Coríntios a respeito do duro ministério e da pregação do evangelho com um valor soberano. Porque Deus, que disse que das trevas resplandece a luz, é quem brilhou nos nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo (2 Co 4.6), pois ele considerava essa luz um grande tesouro em algo fraco. Ele cita também na carta dois objetos bem conhecidos entre nós; o tesouro e o vaso, sendo que o vaso era de barro com o objetivo de mostrar a que excelência do poder é de Cristo e não de nós, para que ninguém se glorie em si mesmo (2 Co 4.7). Cristo, o personagem central do ministério de Paulo.

O VASO DE BARRO.

As características desse material indicam a sua inferioridade como algo frágil “vaso de barro”, ele pode ser quebrado devido a sua fragilidade, mas também não significa que ele não sirva, ele tem o seu lugar apropriado, um jarro decorativo é posto em uma sala ou em um lugar de recepção, pode não representar muita coisa se não tiver dentro si algo que o valorize, no entanto quando recebe uma ornamentação de flores eles começam a chamar a tensão aos olhares de todos que adentram naquele ambiente, ou seja, ele recebeu valores que o enriqueceu. Quando Paulo escreveu a Timóteo ele deixou claro que se obreiro ou alguém que faz a obra de Deus e quer ser enriquecido deve se qualificar na excelência do poder de Cristo “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra” (2 Tm 2:21). Quem quiser ser vaso deve abandonar toda iniquidade e buscar uma vida de santidade.

TESOURO.

Coisas preciosas e de grandes valores “joias, prata, ouro e pedras preciosas”. A preciosidade é a mensagem do evangelho confiada aos frágeis e aos falíveis “vaso de barro”. Paulo não estava focalizando algo perecível “o barro”, mas naquilo que o valorizava “o poder de Cristo”. O verbo TER é empregado por Paulo no presente do indicativo e usado na 1ª pessoa do plural, nos dá a ideia de posse (temos), ou seja, ter, possuir, ele sabia que a igreja era um vaso, porém enriquecido pelo tesouro, já a palavra tesouro foi empregado no singular, no entanto entendemos que não é um tesouro qualquer, pois se tratava de algo muito especial, um substantivo abstrato em comparação ao tesouro comum. Referindo-se aos VASOS, o substantivo é empregado no plural, pois se tratava dos que faziam a obra de Deus naquela igreja.

Deus se utiliza das coisas frágeis e vis deste mundo para confundir as que são, para que ninguém se glorie, pois a excelência do poder é de Deus e não de nós (2 Co 4:7; I Co 1:27-29,31; 2 Co 10:17). Portanto o vaso que quiser se gloriar glorie-se no SENHOR, reconheça que a sua capacidade vem dele. (2 Co 3:5). O vaso de barro sem o tesouro é apenas um caco entre outros cacos (Is 45:9), por isso não pode se gloriar em si mesmo, e sim no tesouro que o enriquece (Jr 9:23,24; Is 42:8). Não há poder e exaltação sem essa riqueza, pois Cristo é quem nos tornam ricos, Ele é o tesouro e nós os vasos de barro. Com as riquezas de Cristo em nós não estamos isento dos sofrimentos, turbulências, fraquezas, aflições, tristezas, humilhações, mas o tesouro que temos dentro de nós nos mantém confiantes e encorajados para fazermos a vontade de Deus, porque o tesouro que está em nós, não nos deixa cair ou fracassar na caminhada, o tesouro nos sustenta.

Os vasos enriquecidos em Cristo passam por muitas aflições, mas não abatidos; como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo (2 Co 4:8,9; 6:10). Mesmo sofrendo, mas mantendo esse grande tesouro em vaso de barro. As aflições e as privações suportadas nessa vida são leves em comparação com a abundância da riqueza e da glória que teremos em Cristo, em parte essa glória já estar sendo presente, mas só no futuro será experimentada de modo pleno (Rm 8:18). Sigamos firmes não atentando para as coisas que se veem, mas para as que não se veem, porque as coisas que se veem são temporárias, mas as que não se veem são eternas (2 Co 4:18; Rm 8:25). A excelência da riqueza de Cristo em nós precisa ser vista através do exemplo de vida conforme o evangelho de Jesus Cristo.             

Pr. Elis Clementino

domingo, 24 de janeiro de 2021

ESTAREMOS BLINDADOS?

 

ESBOÇO 1061

TEMA: ESTAREMOS BLINDADOS?

TEXTO: “Se Deus é por nós quem será contra nós?” Romanos 8:31.

Será que estamos blindados com a expressão de Paulo aos crentes de Roma no texto em apreço? Será que ele estava se dirigindo aos crentes de forma individual? Irei fazer um breve comentário sobre o assunto.

IMUNIDADE

Não existe imunidade total para o cristão aqui, ou seja, não significa que cada cristão seja imune aos imprevistos da vida. Certa vez Jesus disse aos discípulos: “No mundo tereis aflições” (Jo 6:33), isso prova que não estamos isentos de tudo aquilo que nos angustia. Muitas pessoas deixam as suas bíblias abertas no salmo 91, outas em Romanos 8, como garantia de que nenhum mal lhe sucederá, mas não digo com isso que não tenhamos a proteção divina sobre nós nesta vida como acontece em certos momentos críticos, no entanto devemos levar em consideração que as coisas que acontecem com os ímpios também acontecem com o justo (Ec 9:2-6).  O pecado foi quem nos causou esses infortúnios (Lm 3:39).

PROFETAS E DISCÍPULOS

Todos nós estamos submetidos às vontades permissivas de Deus, e ninguém pode questiona-lo (Is 45:9; Rm 9:20-21), a ele pertence tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13). No AT os profetas, reis e servos enfrentaram as mesmas perseguições, uns foram mortos pelos cruéis, a outros Deus concedeu livramento e até mesmo os israelitas diante das batalhas. Quando lemos a maneira como os discípulos e apóstolos foram submetidos aos vitupérios e mortes pela crueldade desde os primeiros séculos pelos imperadores romanos, no entanto eles podiam questionar a Deus porque ele permitiu tantos sofrimentos e para alguns livramentos? Eles sabiam e criam que o poderoso Deus podia dar-lhes livramentos.

OS CRISTÃOS DA ATUALIDADE

Desde a partida do Senhor para a sua glória entendemos que as perseguições aos cristãos nunca se encerraram, embora continuem hoje de forma velada, porém naquela época a perseguição dependia muito dos perfis dos imperadores, mas sempre existiu e que nos últimos tempos ela se intensificará e muitos cristãos seriam até mortos pelo nome de Cristo, será que não estamos percebendo que as janelas das perseguições não estão se intensificando de modo orquestrado pelo anticristo que começo a despontar em pleno século XXI? No capítulo 24 de São Mateus dá para entender muito bem o que estamos vivendo atualmente, Deus não podia reverter esse quadro? No entanto ele disse que se não abreviasse esse dia ninguém se salvaria (Mt 24:22). Como cristãos estamos sujeitos a sofrermos as mesmas coisas, entretanto como Deus interveio em alguns momentos pode também intervir em nossos momentos de dificuldades (At 12:4; 16:23-31), e tantos outros livramentos, mas não é regra divina, ele pode permitir ou não.

A IGREJA

A maior proteção divina é dada ao corpo de Cristo que é a igreja como Jesus se expressou no seu diálogo com Pedro “As portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18-20). A igreja tem o privilégio dado por Deus através de Cristo de ser protegida, não adianta combatê-la Deus é por ela, ela tem a proteção espiritual para que não seja combatida e vencida, não adianta condená-la, pois Deus é que a justifica, o amor a Cristo está arraigado em nossos corações e quem nos separará do seu amor (Rm 8:31-39), devemos levar em consideração que “somos reputados como ovelha para o matadouro” mas nenhuma dessas coisas nos separará do amor de Cristo, “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”

Amados, não estamos blindados como crentes individuais, mas como corpo de Cristo, a igreja do Senhor, portanto estejamos firmes nele. Os cumprimentos das profecias não as de Nostradamus, mas as infalíveis de Jesus Cristo que nos prometeu uma eternidade aonde não existirão perseguições, mortes e nem dor, as nossas lágrimas serão enxutas por aquele que nos amou. Aguardem a vinda do SENHOR, quem estiver em pé que não caia. Não se apeguem as coisas daqui para lhes tirarem o foco, sedes vigilantes como as cinco virgens prudentes.

Pr. Elis Clementino

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

INSPIRAÇÃO HUMANA E DIVINA.

 

ESBOÇO 1060

TEMA: INSPIRAÇÃO HUMANA E DIVINA.

TEXTO: 2 TIMÓTEO 3:16

Inspiração, uma palavra que exprime algo como conselho sugestão e ideias, ou algo que se imagina ou cria. Uma pessoa pode ser ou estar inspirada a realizar algo. Quando inspiramos alguém a fazer algo influenciamos o seu sentimento. Nesse assunto eu desejo falar de maneira simplificada sobre a inspiração humana, as fontes e a inspiração da palavra de Deus.

ESTÁ OU NÃO ESTÁ INSPIRADO?

As pessoas influenciadas são capazes de realizar algo que jamais teriam coragem. Quando o indivíduo nada realiza, se diz que ele não teve inspiração, isso ocorre com escritores, profissionais, poetas ou os que fazem obras literárias, obras de arte e etc. O indivíduo pode ser inspirado a fazer tanto o que é bom quanto ao que é mau. No entanto se alguém foi inspirado a realizar algo ruim ou bom, certamente houve alguém por trás daquela inspiração, ou seja, alguém o ajudou. As pessoas podem passar para as outras ideias boas e brilhantes que podem ser executadas, isso em nada lhes diminuirá, mas seguramente as enriquecerão.

Nos relacionamentos pessoais as influências são bem notáveis, pois há influências que podem conduzir o indivíduo a sentir-se inspirado e entusiasmado a realizar algo ruim, isso acontece quando o indivíduo tem más companhias. Há um dizer bem popular assim: “Dize-me com quem andas que digo quem tu és”. Os provérbios nos trás ensinos maravilhosos concernentes as más companhias (Pv 22:24-25; Gl 5:7-9), portanto é preciso ter cuidado com as influências.

TRÊS FONTES DE INSPIRAÇÃO.

(a) diabólica; das três é a mais danosa, ela é perspicaz, invisível e opera diretamente na mente e no coração do homem convencendo-o a realizar algo ruim. O diabo em forma de serpente enganou e convenceu Eva a provar do fruto no Edem (Gn 3:19,20; 2 Co 11:3).

(b) humana; essa influência acontece através do relacionamento, uma pessoa pode influenciar outra tanto para o mal, quanto para o bem. Eva convenceu Adão a provar do fruto (Gn 3:20).

 (c) Divina; desde o início da humanidade que vários homens foram inspirados divinamente, como: reis, sacerdotes e profetas para que pudessem realizar obras que o homem na sua naturalidade jamais faria. Há exemplos claros nas escrituras sagradas, por exemplo: As escrituras foram escritas por mais de quarenta homens de lugares, tempos e costumes diferentes, onde os livros desde o VT. O velho estamento e novo harmonizam-se entre si, por isso as escrituras é divinamente inspirada e tem vida em si (Hb 4:12; 2 Tm 3:16).

A inspiração divina é a capacidade dada ao homem para que através das suas obras o nome de Deus seja proclamado, como aconteceram com pessoas comuns como Bezaliel que era artífices; rei (Uzias); Profetas Elias e Eliseu; José que governou o Egito; Salomão em sabedoria; aos apóstolos na propagação do evangelho; a igreja nos dias de Paulo. Deus deu dons aos homens (Ef 4:11-16). A inspiração divina também é adquirida através da oração, da consagração e da palavra de Deus.

A inspiração e a sabedoria divina são para todos quantos desejam e buscam, com elas somos capazes de realizar grandes obras, tanto na esfera material quando espiritual. Tiago diz que quem tiver falta de sabedoria peça a ele que dá liberalmente e não lança em rosto (Tg 1:5), a sabedoria perfeita vem do alto. Os que servem a Deus, principalmente aqueles que estão empenhados na obra de Deus necessitam mais da inspiração divina do que humana foi por isso Paulo a comparou como esterco (Fp 3:8). Aqueles que se apoiam na sabedoria humana nada entenderão concernentes as coisas espirituais, a prova disso é que Nicodemos nada entendia do que Jesus estava falando para ele (Jo 3:4), portanto a sabedoria deste mundo é loucura para Deus. A inspiração e a sabedoria divina são requisitos necessários para a vida cristã, sobretudo naqueles que estão empenhados na obra de Deus. Quando nos sentimos inspirados encontramos facilidade para executar as nossas tarefas, sejam no âmbito material ou espiritual.

Pr. Elis Clementino