sábado, 30 de abril de 2022

PREPARANDO-SE PARA AS OPOSIÇÕES.

 

ESBOÇO 1165

TEMA: PREPARANDO-SE PARA AS OPOSIÇÕES.

TEXTO: NEEMIAS 4:1-9; ESDRAS 4:4,5.

Tudo quanto é bom ou qualquer empreendimento que pretendemos realizar nessa vida devemos saber que enfrentaremos oposições, embora não seja assim quando se deseja fazer algo mau, ou seja, fazer o que é mal é mais fácil do que fazer o bem. O apóstolo Paulo escreveu aos romanos “porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu que o faz, e sim o pecado que habita em mim” (Rm 7:19-20), isso acontece devido à natureza humana. Os opositores do bem estão por toda parte, algo que não é novidade, desde a antiguidade acontecem as mesmas oposições, principalmente quando se tratava de fazer algo para Deus, entre tantos casos desejo destacar dois episódios que descrevem as oposições contra aqueles que desejaram realizar algo grande e bom, Esdras e Neemias.

OS JUDEUS PÓS CATIVEIRO BABILÔMICO.

Após os setenta anos do cativeiro babilônico os judeus regressaram a sua terra com a esperança de reconstruir o templo que havia sido destruído e o povo levado para o cativeiro babilônico. Essa situação foi permitida por Deus pela desobediência do povo (2 Cr 36:5-16), entretanto após os setenta anos de cativeiro os judeus retornaram felizes e com júbilo a sua terra (Sl 126), mas ao retomarem tomaram a iniciativa de reconstruir o templo em Jerusalém para a adoração ao Senhor, mas após essa iniciativa de construir o templo se levantaram os inimigos para tentar impedir aquela grande obra (Ed 4:4,5). Esdras foi um dos vultos importantes na reconstrução do templo, Esdras influenciou politicamente, isso foi importante porque favoreceu a reconstrução do templo.

NEEMIAS O RECONSTRUTOR DOS MUROS.

Neemias recebe uma triste notícia de que a sua terra havia sido atacada pelos inimigos que derrubaram os muros e queimaram as suas portas. A primeira tarefa de Neemias foi a restauração do muro, isso daria a cidade proteção, a sua tarefa não era somente restaurar o muro, mas também organizar a política, a sociedade, bem como a religião, por isso nota-se que ele convocou o povo para se unirem para realizarem a obra. Os inimigos tentaram atrapalhar o andamento dos projetos de Neemias (Ne 4:1-3), mas Deus estava atento as afrontas e os desprezos. Neemias estava em constante oração apresentando a Deus seus projetos, devemos alertar a não falar dos nossos projetos a ninguém “não revele a ninguém os segredos entre Deus e você”. Para enfrentarmos as oposições precisamos nos preparar psicologicamente, e determinar o nosso estado emocional, usando a coragem e a determinação. Temos dois exemplos, a reconstrução do templo pós cativeiro (Ed 4:4,5); Neemias na reconstrução dos muros da sua terra, o controle emocional desses homens fora decisivo para o sucesso da obra. Neemias não abriu mão diante dos inimigos, ele não se intimidou com as afrontas “estou fazendo uma obra e não posso para” (Ne 6:1-4).

A nossa incansável batalha não terminará aqui enquanto viver, mas a batalha espiritual dolorosa do que as pelejas do nosso cotidiano, entretanto a espiritual não há trégua, porque a nossa luta não é contra a carne e nem o sangue, as armas usadas são descritas por Paulo nas suas cartas (2 Co 10:4,5). Deus nos deu as armas necessárias para lutarmos contra esses inimigos espirituais, somente teremos a capacidade para vence-los usando as armas descritas por Paulo (Ef 6:10-17). Atualmente a nossa luta é espiritual em todos os aspectos, para isso precisamos estar ligados com Deus, decernindo todas as artimanhas do inimigo, sem, contudo, perder o equilíbrio diante dos ataques, as provações virão, mas sois bem-aventurados (Mt 5:10; I Pe 4:14). Suporte as aflições, lute com bom soldado de Cristo, jamais permitindo que as circunstancias lhe parem no meio do caminho, siga o exemplo deixado por Paulo (Rm 8:31-39). Com Deus você é forte, não pare de lutar!

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2022

QUÃO INEXCRUTÁVEIS SÃO OS PENSAMENTOS DIVINOS.

 

ESBOÇO 1164

TEMA: QUÃO INEXCRUTÁVEIS SÃO OS PENSAMENTOS DIVINOS.

TEXTO: ECLESIASTES 11:5; JOÃO 3:8; ROMANOS 11:34; I CORINTIOS 2:16

Os propósitos de Deus são inalcançáveis, jamais o homem pode entender as coisas que ele faz, é como o caminho do vento que não se sabe de onde veio e nem para onde vai, assim são os pensamentos de Deus sobre nós.

Os caminhos e pensamentos de Deus são insondáveis “Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”  (Is 55:9), sendo assim a maneira de Deus trabalhar não é alcançada pela mente humana, mas sentida nos resultados, ou seja, os propósitos de Deus são transcendentais está muito além do nosso alcance, mas percebemos na realização das suas obras.

COISAS IMPOSSÍVEIS DE COMPREENDER.

1. O caminho do vento e os ossos no ventre da que está grávida (Ec 11:5; Jo 3:8).

2. Como se processa no homem a salvação (Jo 3:7-9);

3. Conhecimento o futuro “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". (Mt 6:34);

4. As coisas que os olhos não viram “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” (Is 64:4; I Co 2:9);

Ó PROFUNDIDADE DE RIQUEZAS.

Paulo descreve a respeito da profunde das riquezas divinas, de maneira que elas nos fascinam, ninguém se expressa dessa maneira sem conhecimento e intimidade com Deus, ele diz: Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro para a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória; pois a ele eternamente amém (Rm 11:33-36). Paulo teve muitas revelações divinas, porque ninguém poderia ir tão profundo a não ser pelo seu Espírito Santo, ele diferente dos demais apóstolos teve revelações que aos mortais não eram dignos de saber (2 Co 12:1-4).

Amados, não podemos compreender os mistérios e nem os caminhos de Deus em nossas vidas, por cauda disso surgem em nós os porquês das coisas, não entendemos devido à complexidade do que Deus projeta para nós. O que ele faz muitas vezes mexem com os nossos sentimentos e não queremos aceitar, Jó não entendia, para ele Deus havia feito algo que ele não merecia, ou seja, injusto para com ele, entretanto, o seu princípio teria sido pequeno em relação ao seu final, mas ele nada sabia, embora continuasse fiel ao Senhor, as palavras que ele ouviu de Bildade refutando as suas queixas dizendo: “se fores puro e reto, certamente, logo despertará por ti e restaurará a morada da tua justiça. O teu princípio, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu último estado crescerá em extremo (Jó 8:6-7). No final de tudo, quando parecia que nada mais aconteceria a favor de Jó Deus se levanta ao seu favor e mudou a sua sorte “E, assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó, mais do que o primeiro...” (Jó 42:12-13). Deus do pó ele ergue o necessitado (I Sm 2:8). Acreditemos no Senhor porque para ele nada é impossível.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 23 de abril de 2022

CRUCIFICADO COM CRISTO.

 

ESBOÇO 1163

TEMA: CRUCIFICADO COM CRISTO.

TEXTO: GÁLATAS 2:20

O tema é atraente, principalmente para aqueles que estão iniciando uma nova vida no evangelho de Jesus Cristo. A expressão “crucificado com Cristo” pode causar uma interrogação na mente dessas pessoas, igualmente o fariseu Nicodemos confuso sobre o novo nascimento, assim como Jesus se referiu ao espiritual, o apóstolo Paulo também se refere ao espiritual fazendo um paralelo em relação ao comportamento cristão, esse é um assunto que deve ser bem difundido no meio cristão.

O lema de Paulo era o seguinte: Nada para mim, tudo para Cristo” ele entregara a ele tudo o que possuía; seu corpo, seu tempo, seus bens, seus conhecimentos e a sua saúde, para ele Cristo era o tudo. O que nos admira é a modéstia de Paulo em quaisquer circunstancias, ele era aquele tipo e viver para Cristo no que der e vier, porque de tudo ele havia experimentado (Fp 4:11-13).

A CRUCIFICAÇÃO DO VELHO EU.

Uma das coisas fundamentais para todo cristão é o domínio próprio, ou seja, o controle das minhas emoções. Todos nós devemos ter a consciência daquilo que somos. Quando Paulo escreveu a carta aos gálatas ele estava em plena atividade, isso por volta dos anos 40 a 57dC. Apesar das perseguições ele não reagia pela sua força, talvez como homem ele tivesse o desejo de esboçar alguma reação, mas como ele bem disse: “Estou crucificado com Cristo” não se referia literalmente estar na cruz, ele se considerava morto para o mundo, como um homem na cruz nada pode fazer de si mesmo, a sua vida não era mais sua, mas na dependência de Cristo, Paulo estava morto para a lei, mas vivo para Deus (Gl 2:19,20).

“Cristo vive em mim”; a sua vontade, sua mente, seus pensamentos agora eram em Cristo, nada ele fazia sem a direção do Senhor, seu corpo era o templo de Cristo, da mesma maneira ele deve habitar em nós (Gl 5:24), de outra forma não estamos crucificados com Cristo. Paulo crucificou o seu velho eu no dia do encontro com o Senhor (At 9). Aquele encontro resultou numa grande transformação conforme ele próprio escreveu em (2 Co 5:17; Gl 5:24).

Morrendo para o mundo, significa que não deve haver nenhum interesse pelas coisas do mundanas, Paulo disse: “para mim viver é Cristo” (Fp 1:21), o mundo está crucificado para mim, isso indica que a influência do mundo não o atingia. Esse deve ser o modelo de vida de quem está em Cristo. Devemos deixar tudo por amor a Cristo, alguns não querem crucificar seus desejos, suas paixões, seus privilégios e seus interesses materiais. Muitos andam buscando e causando dissensões pelo melhor para si, a melhor casa, melhor clima, o melhor apostolado, essas pessoas tem em mente tudo pra mim e nada para Cristo, Paulo deixou para trás até o velho eu.

                O que mais interessa não é ser religioso, a religiosidade tem conduzido muitos ao fracasso espiritual, principalmente a vaidade de estar em uma posição privilegiada para serem vistos pelos homens, qual desses podem dizer: Cristo vive em mim? A nossa vida deve ser uma carta lida perante os homens “Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens (2 Co 3:2). Eu sempre digo que o nosso testemunho diário já é uma carta lida pelos homens, como cristão devemos ser em tudo o modelo de Cristo, e nisso seja ele glorificado.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

terça-feira, 19 de abril de 2022

VIGIAI E ORAI.

 

ESBOÇO 1162

TEMA: VIGIAI E ORAI.

TEXTO: MATEUS 26:40; MARCOS 13:33.

Jesus mostrou a importância da vigilância e a oração, esse ensinamento estende-se a todos os cristãos. Jesus apresentou essa necessidade para quem está em uma grande batalha espiritual. Brevemente irei discorrer sobre a vigilância, a oração, como devemos orar, esse ensinamento de Jesus.

Vigilância é sinônimo de atenção, cautela, cuidado e prevenção. Vivemos em uma guerra espiritual cujos inimigos são invisíveis (Ef 6:12), além dessa batalha ainda há uma no nosso interior (Gl 5:16,17). Essas batalhas são inevitáveis, seja de um lado ou de outro temos que enfrentar, por isso a preparação é indispensável.

Oração, ela é o único meio que dispomos para nos dirigir a Deus e fazer os nossos pedidos. A primeira oração foi feita usando o verbo “invocar” o nome do Senhor (Gn 4:26), daí o homem passou a conversava com Deus e ele respondia. Deus respondia de várias maneiras, mas precisamente pela sua palavra, através de sonhos, dos profetas, revelações e até mesmo através das circunstâncias. A oração envolve: Comunhão com Deus, esse é um dos requisitos principais para que ele nos escute, para que haja essa comunhão é necessário que o homem tenha uma vida de santidade, essa é a maior exigência de Deus (Lv 20:7; I Pe 1:15, 16). A oração mais curta da Bíblia foi a de Jabez (I Cr 4:9-10).

A vigilância e a oração, andam de mãos dadas, pois é impossível obter sucesso se você orar e não vigiar, ou vigiar e não orar, a oração é a ponte de intermedeia entre você e Deus. O clamor, alarido ou desespero por algo terrível que o indivíduo esteja passando, temos alguns exemplos de homens de Deus que clamaram ao Senhor e ele os escutou, principalmente Davi diante das suas batalhas, os salmos 17, 35, 109 apresentam momentos de desespero de Davi.

Como devemos orar? Os discípulos pediram a Jesus que lhe ensinassem a orar, para eles era importante saber como podia se dirigir a Deus para fazer as suas petições (Lc 11:1). Jesus ensina-os uma oração que é bem tradicional (Mt 6:7-15), essa foi a oração ensinada por Jesus, mas é importante atentar para as riquezas de detalhes nessa oração ensinada por ele: (1) Pai, porque ele nos considera como filhos, em inúmeras vezes ele confirmou (Mt 5:48; 18:14; Mc 11:26), e Deus nos trata como filhos (Hb 12:7) e exige como pai biológico desejando o melhor para seus filhos, como pai ele conhece as nossas necessidades e provê o melhor para seus filhos (Mt 6:24-34).

                O exercício diário do cristão ou de todos que servem a Deus é a oração, não somente nos momentos de extrema necessidade, a recomendação de Paulo foi de orai sem cessar (I Ts 5:17). Nos últimos momentos de angustia de Jesus os discípulos escolhidos para aquela vigília eles não conseguiram orar, imaginem o ambiente amargo naquele momento, “vocês não podem velar comigo mais nem uma hora?”, atualmente essa prática está desaparecendo do meio cristão, muito pouco se ora, no entanto queremos receber tudo de Deus, mas sem orar. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai enquanto está perto (Is 55:6). Amados os dias são difíceis e ainda mais ficará daqui pra frente, os sinais dos tempos estão se iniciaram para nós, oremos para que a nossa fé seja aumentada até o dia da vinda do Senhor.

Pr. Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com

sábado, 16 de abril de 2022

A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO.

 

E

ESBOÇO 1161

TEMA: A SALVAÇÃO PREFIGURADA NO SACERDÓCIO LEVÍTICO.

TEXTOS: Mas este com juramento por aquele que lhe disse: T és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque, (Hb 7:21-22); “E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2:2)

A salvação é prefigurada de uma maneira muito clara no sacerdócio levítico, prefiguração esta que oferece muitos detalhes específicos sobre os diversos aspectos da salvação realizada na Cruz do Calvário por Jesus, o Sumo Sacerdote da nossa confissão (Hb 3:1).

I.CONSTITUIÇÃO DO SACERDÓCIO LEVÍTICO.

1. O sumo sacerdote foi constituído para ser mediador entre Deus e os homens (Hb 5:1), no tocante a expiação do pecado prefigurava Jesus, o único Mediador entre Deus e o pecador (I Tm 2:5; Jo 10:10; 14:6).

2. A expiação do pecado era a função principal do sacerdote (Hb 8:3). Ao realiza essa tarefa ele teria que fazer primeiro por si e depois pelo povo, os pecados eram perdoados (Lv 4:20,26,31; 5:10,13; 16:18). Esse ato significava o adiantamento do preço do perdão de Deus que Jesus pagaria com seu próprio sangue na “plenitude dos tempos” (At 20:28; Gl 4:4). Durante o seu ministério terreno Jesus teve uma dupla responsabilidade, a de cumprir o que os salvos do Antigo Testamento esperavam, pois eram perdoados na esperança de que alguém no futuro pagasse o preço do perdão (Rm 3:25), e com o seu próprio sangue propiciar a salvação para os que existiam em seus dias e de toda humanidade.

II.SEMELHANÇA ENTRE OS SUMOS SACERDOTES, ARÃO E JESUS.

“Entre muitas, a semelhança principal entre Arão e Jesus, como sacerdotes, está no serviço diante do Senhor, como mediadores entre o povo e Deus, para o perdão dos pecados e a comunhão com o Criador (Hb 5:1; 10:21,22). Outras podem ser vistas”.

1. Na chamada. Arão foi chamado por Deus (Hb 5:4); Jesus foi constituído Sacerdote pelo Pai (Hb 5:5,6).

2.Na santificação. Arão foi lavado publicamente com água (Lv 8:6). Isto fala da pureza e testemunho público. Jesus foi achado sem pecado pelos inimigos (Mt 27:4,19); pelos demônios (Mc 1:13,24); pelo público em geral (Mc 7:37); por seus seguidores (II Co 5:21); e por Deus Pai (Mt 17:5).

3.Nas vestes. Era uma roupa diferente da dos demais, chamada de “vestidos santos” (Ex 28:2; 31:10), e constituída das várias peças feitas conforme a revelação de Deus (Ex 28:4-43), as quais mostravam o caráter e a natureza de Cristo. Vejamos resumidamente esta simbologia:

a) Túnica de linho (Ex 28:39). Sua pureza, perfeição e justiça (Hb 7:26; Ap 19:8).

b) Cinto de linho (Ex 28:39). Seu serviço (Is 22:21; Lc 17:8; Jo 13:14; Fp 2:6,7).

c) Manto do éfode (Ex 28:31-35). Sua procedência celestial (I Co 15:45-49).

d) Éfode (Ex 28:6-12). Sua natureza celestial e humana (Mt 3:15,16; 8:24-26).

e) Peitoral (Ex 28:15-21). Seu amor (Mt 9:36; 14:14; 15:32; 20:34; Ap 1:5).

f) Mitra (Ex 28:38). Sua obediência e santidade (At 3:14; Fp 2:6-8).

4. Na unção. Depois de vestido deveria ser ungido com azeite (Ex 29:7), figura da unção que caracterizou o ministério de Jesus (Lc 4:18; At 10:38). 

5. Na consagração algumas vítimas eram sacrificadas, que prefiguram a obra realizada por Jesus. O novilho (Lv 8:14-17), sacrificado pelo pecado do sacerdote. Uma parte era queimada sobre o altar, e outra levava para fora do arraial, como símbolo da expiação feita no Gólgota (Hb 13:11-13); o primeiro carneiro (Lv  8:18-21), constituía o sacrifício de cheiro suave, queimado totalmente sobre o altar, e prefigura a entrega completa de Jesus no seu serviço (Ef 5:2; Fp 2:6-8); o segundo carneiro (Lv 8:22-32), sacrifício de ação de graça, o seu sangue deveria ser colocado na orelha direita, no polegar da mão direita, e no polegar do pé direito do sacerdote, e espargido sobre seus vestidos, e significava o serviço do sacerdote protegido e purificado pelo sangue do cordeiro (Ap 1:5; 22:14), e, no tocante a Cristo, sua perfeição moral.

III.CRISTO, O SUMO SACERDOTE PERFEITO.

O sacerdócio de Cristo é perfeito e eterno e supera o de Arão em 1. Eficiência maior. Arão sacrificava animais (Hb 9;12,13), enquanto Jesus foi o próprio Cordeiro (Hb 9:12,14,23); repetição. Arão sacrificava todos os dias (Hb 9:25; 10:1-3), enquanto Jesus ofereceu sua vida único e definitivo sacrifício (Hb 9:28); lugar. Arão entrava no lugar Santo dos Santos uma vez por ano (Hb 9:7), enquanto Jesus, ao morrer e ressuscitar, penetrou no próprio Céu (Hb 8:1,2; 9:24); pecado. Arão tinha de apresentar sacrifício pelo seu próprio pecado (HB 9:7), enquanto Jesus não necessitava disso, pois não era culpado (Hb 7:26); morte. O falecimento de Arão o impediu de sacrificar (Hb 7:23), enquanto Jesus continua com seu ministério sacerdotal (Hb 7:24); remoção. O sacrifício de Arão não removia a transgressão (Hb 10:4,11), enquanto o de Jesus tira o pecado (Jo 1:29; Hb 10:12,14)

2. Ordem maior. Conforme a ordem de Melquisedeque (Hb 5:6,10; 7:17)

3. Coisas melhores. Através de um melhor sacrifício (Hb 9:23), para a salvação humana.

Cristo o nosso Sumo Sacerdote está nos céus, no verdadeiro Santuário, onde intercede por nós perante a face do Pai (Hb 9:24). Também nos constituiu sacerdotes para Deus, a fim de vivermos ao redor do altar do Senhor com toda a santificação para honrar e também exercer este sublime ministério, em prol dos pecadores. “Sejamos fiéis, como seus sacerdotes”.

Pr Elis Clementino – prelisclementino@hotmail.com